Retratação: "Eu não possuo os direitos sobre Saint Seiya, ou sobre qualquer de seus personagens. Todos os direitos cabem ao Masami Kurumada, criador e desenhista do manga series. Apenas os utilizo para a redação de fanfics."
"Uma sombra de seu passado volta para atormenta-lo. Resistirá Afrodite e seu casamento a todo esta tormenta?"
As rosas não falam - fase dois
Capítulo 04 – O aroma da loucura
- É só uma questão de tempo, meu plano está saindo igual ao planejado... huahauahuahauha!!!
Muito distante dali...
- Mãe fico muito feliz que tenha decidido vir comigo!
- Só vou porque estou com saudades de meus netinhos! - emocionada, seus olhos se encheram de lágrimas.
Ela pegou o telefone e discou, a telefonista do outro lado da linha falou: - 'Este telefone não está autorizado a receber chamadas ou não existe.' - "Droga, Afrodite não pagou a conta..." pensou aborrecida.
- Conseguiu? - perguntou a senhora idosa. E depois de um 'não' voltou a falar: - Vamos logo, porque a viagem até Athenas é muito dura...
- Sim...
xOx
No Santuário, o Sol já havia desaparecido no horizonte quando Afrodite chegou em sua casa. Ao contrário de todos os outros dias não foi a Cypria que abriu a porta, mas sim a sua filha Psiquê.
- Pai! Eros, o papai chegou!! - pulou de alegria.
- Eba!! - pulou em cima dele e o derrubou no chão. - Por que demorou tanto?
- Não aguentamos mais o ronco do Tio Miro. - reclamou Psiquê franzindo as sobrancelhas.
- Er... eu... - falou envergonhado. Havia deixado seus filhotes sozinhos com aquele escorpião metido. - Vamos dar adeus ao tio Miro, crianças, mas antes... hihihi...
Alguns minutos depois...
- Miro. Miro, acorda! - Afrodite cutucou ele.
- Han? Afrodite? - remexeu-se.
- Não o lobo mau... vou te comer todinho sabia? huhuhuhu...
- Aaaahhh!!! Sai pra lá!! - pulou em pose de ataque.
Afrodite rolou de rir. - É melhor eu sair daqui só tem loucos, e uma bicha doida... - falou Miro assustado.
"Hahahaha... eu queria ser uma mosquinha para ver sua cara quando você ver..." pensou indo até a cozinha, as crianças precisavam do jantar.
Alguns minutos depois... o telefone tocou: - Alô? Miro? Tudo bem?
' - Não! VOCÊ ME PAGA AFRODITE! VOU QUEIMAR SUA MAQUIAGEM IMPORTADA! NUNCA MAIS FAÇA ISSO!!! COMO É QUE TIRA ESSA MXXXX?!?!?!
- Huhuhuhuh... é maquiagem 24 horas, querido. Espere que ela sai, isso é pela sua bondade em treinar meus filhos... até mais! - desligou o aparelho. "Ele pensa que eu não vi aqueles arranhões no braço de Eros... por culpa da imprudência dele..." - Crianças o jantar está pronto!
xOx
- Então... é isso que o poderoso Cavaleiro de Câncer faz o dia todo... - a figura que acabara de entrar, falou em tom irônico. - Limpar sua coleção de cabeças! Palmas para ele!
Câncer olhou de lado com cara de poucos amigos. Ele o ignorou.
- Hm... não se aborreça. Prepare-se porque ela está voltando, e sua hora de agir está bem próxima. - saiu lentamente deixando no ar um aroma que inspirava vitória.
Mais alguns dias a frente... Afrodite estava em sua estufa depois de ter deixado suas crianças com Miro. Mesmo contra sua vontade tinha que admitir, ele estava fazendo um bom trabalho, mesmo em penas uma semana de treinamento, as crianças pareciam mais espertas e melhor disciplinadas.
"Talvez tenha sido melhor mesmo... Pelo menos o Miro é um dos meus melhores amigos de infância..." pensou enquanto buscava por detrás de uns vasinhos suas luvas de jardinagem.
- É... Afrodite, isso aqui tá uma bagunça! - disse para si mesmo ao olhar toda a estufa. Pôs as mãos no cintura: - Mãos à obra!
Começou uma faxina na sua estufa, o que não mais prestasse iria para o lixo, aliás precisaria de muito espaço para isso...
- AAAAHHHHHHH!!!!! - deu um grito agudo. - TEM COCÔ DE GATO AQUI!!! SOCORROOOOO!!! QUE FEDOR!! - saiu correndo de sua estufa. - Por isso que minhas rosas haviam morrido! Até eu morreria com esse fedor!
Pegou uma máscara anti-nuclear, uma vassoura e uma pá para juntar os presentinhos do gato.
"Grrr... não acredito! Com tanto lugar no Santuário, esse gato vem fazer essas coisas aqui?! Ah, se eu pego..." pensou. Depois de juntar tudo, ele colocou todo o material nocivo num saco de papel próximo a saída. Também desinfetou todo o lugar para tirar todo o fedor do animal.
Lembrou-se de quando a Cypria havia pedido para criar um gatinho...
' - Posso ter um gatinho aqui? Lá na minha casa eu tinha um... seu nome era imperador, ele morreu atropelado por um trator na estrada...
- Não, Cypria! Eu sou um peixe, e peixe não gosta de gato... entendeu?' sorriu. "Mas agora eu sou um peixe sozinho na imensidão do mar azul..." suspirou.
Uma leve brisa adentrou sua estufa, carregada de um doce e conhecido aroma...
- Cypria?! - exclamou. Suas pernas bambearam e sua cor esmaeceu. - "Por que eu sinto esse aperto no peito...?" - pensou. Sua mente estava confusa e a imagem um pouco turva.
Ele pôs a mão sobre o peito, e mirou a entrada da estufa. Alguém havia entrado deixando no ar um doce aroma de flores do campo.
Apertou os olhos e piscou para tirar a neblina que os cobria com insistência. Era ela, era a Cypria que estava diante de seus olhos, ela caminhou até ele em passos lentos e seu sorriso iluminava a repentina escuridão da sala.
Afrodite permaneceu imóvel, preso a pressão do momento. Nem mesmo respirou.
Ela parou em frente a ele e o beijou com ardor, como o desespero de quem a muito não sentia aqueles lábios macios.
Ele a afastou um pouco e com os olhos cheios de lágrimas e com a voz trêmula perguntou:
- É... é... você mesmo, Cypria? Ou estou tendo outra alucinação?
Ela se aproximou novamente e falou em seu ouvido:
- Eu? Uma alucinação? huhuhuhuh... Não meu peixinho, ou uma alucinação beija tão bem quanto eu? - ela o beijou novamente. Ele balançou a cabeça. Ela sorriu: - Eu te vejo lá em casa... - pôs os dedos sobre os lábios dele e saiu lentamente.
Alguns minutos se passaram e só depois de muito que Afrodite acordou de seu devaneio.
"Um sonho?" perguntou a si mesmo em pensamento. Correu até sua casa apenas a lembrança era sua companhia naquele momento.
xOx
De noitinha...
- Bem, crianças, eu os vejo amanhã! Até mais! - acenou.
- Tchau, Tio Miro! - falou Eros. - Opa... é Mestre Miro! heheheh
- Peraí! Eu tou com medo... - falou Psique. - A casa tá escura e o papai parece não estar aí... Entra com a gente...!
- Tudo bem, mas só porque me pediu Psique e também que não quero confusão com seu pai...
Os três entraram devagar, Miro ligou a luz da sala e viu Afrodite aparentemente adormecido em sua chaise-longue. Seu semblante era de profundo torpor. Ao seu lado uma tacinha de cristal e várias garrafas vazias. O cheiro de rosas era muito forte na sala.
Miro pegou uma das garrafas e cheirou: - Eu sabia! Licor de rosas!
As crianças olharam para o pai e perguntaram: - Ele tá bem?!
- Tá sim... bem, pelo menos é o que parace... - olhou para Afrodite. - Bem... agora mais uma lição, crianças! Um verdadeiro cavaleiro de Athena não se deixa levar pelo vício do álcool!
- Então o papai não é um bom cavaleiro?
- Não, não é isso... O seu pai tá passando por problemas, isso é normal. Mas nunca façam o mesmo que ele, tá? - sorriu.
- Sim!
- Agora vão dormir, vocês devem estar cansados. Pode deixar que eu coloco o pai de vocês unm local mais apropriado. - ordenou Miro.
- Mas que papelão, Afrodite... enchendo a cara de novo! - puxou-o pelo braço. - E pior! É tão egoísta que não quis dividir essa bebida com o seu amigo aqui...
Depois de jogar, literalmente falando, Afrodite na cama, Miro foi até a sala pegou algumas garrafas que ainda estavam cheias.
Ele gostava desse licor mais que dos vinhos da casa de Camus, porque 'pegavam' mais rápido e agradava mais as mulheres. Saiu devagar e fechou a porta, no Santuário não havia ladrões, pelo menos era assim que ele pensava.
Sua noite ia ser bem agitada, logo logo trataria de arrumar uma de suas belas servas para lhe fazer companhia.
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Um pouco longo dali, numa casinha na Vila de Prata...
- Agora mostre o que conseguiu tirar de lá!
- Sim... - ele pôs um saco de papel sobre a mesa, e aos poucos o abriu revelando o precioso conteúdo. A expressão de seu rosto, ora de vítória, ora surpresa, ora a agonia estampava a gravidade da situação.
- Ai por Zeus que fedor!!
- Maldição! Aquele maldito estava guardando cocô de gato no saco de papel! Ele é louco é? - gritou o outro com os dedos comprimindo o nariz com força.
- E VOCÊ TINHA QUE TER PEGADO ESSE MALDITO SACO??!!
- NÃO FOI MINHA CULPA! TAVA ESCURO!! - ele cerrou o punho e o jogou na mesa. Sua mão aterrisou em algo... er... gosmento... - MADONNA MIA! Esse cocô fede mais que as almas que vagam pelo inferno! Grrr... você me apaga Afrodite, a Cypria será minha! hahahahahaha!! Maldito cocô... de gato...
Continua...
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Notas da Autora:
Oie!! Mais um capítulo! Dessa vez maiorzinho... heheheh Primeiro desculpe-me pela demora, mas é que final de período na universidade é uma loucura!
Agradecimentos a Flor de Gelo e Lyta Jupiter por terem comentado no último capítulo, e muito obrigada pelos elogios. O Afrodite é um papai coruja por força do signo mesmo... hehehe eu também acho muito fofo o tratamento deles com os filhotes...
Bem, até o próximo capítulo! Espero que tenham gostado... huhuhuh
Lady Kourin
Dezembro/2006
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