Retratação: "Eu não possuo os direitos sobre Saint Seiya, ou sobre qualquer de seus personagens. Todos os direitos cabem ao Masami Kurumada, criador e desenhista do manga series. Apenas os utilizo para a redação de fanfics."

"Uma sombra de seu passado volta para atormenta-lo. Resistirá Afrodite e seu casamento a todo esta tormenta?"

As rosas não falam – fase dois

Capítulo 06 – Estranho cosmo

Até que o telefone tocou.

- Mestre, é um homem que diz ser seu parente... – falou uma de suas criadas.

Engasgou-se com as bolinhas de fumaça que estava soltando no ar: - O que disse?! - esbravejou. - Peça para aquele maldito esperar...

"Aquele idiota agora se identifica como meu parente... Com aquela vozinha, quer manchar o nome da família!" cerrou o punho. Era melhor saber logo do que se tratava.

- Alô? - falou com voz de poucos amigos.

- Oi... tá bravinho? - ironizou. - Huhuhu... Vamos ao que interessa. Soube que já investiu para cima da Cypria, não foi? - parou e ouviu um muxoxo no telefone. - Tá. Não sentiu nada de diferente na velha? Ela será a peça principal para minha vingança...

- O que você fez?

- Claro que não vou contar, mas logo logo vai saber. - soltou uma gargalhada. - Agora, preciso que você faça algo para mim... escute vá até...

xOx

A velha senhora de cabelos grisalhos sentou no sofá e observou a cena com ternura e seus olhos encheram-se de lágrimas. "Ah... se você estivesse aqui, Afonso... ficaria tão emocionado quanto eu estou." suspirou.

- Vovó! Vem cá também! – chamou Psique.

Assentiu com a cabeça e apoiando-se nos dois braços, com um certo esforço ela levantou. Sentiu a cabeça rodar e as pernas ficarem bambas, caiu sentada no sofá e sua tez perdeu a cor. Cypria logo correu até ela.

- Mamãe! A senhora está bem? O que aconteceu?! – segurou as mãos da velha senhora. – Está gelada!

- Eu... estou bem. – passou a mão na testa. Estava suando frio e sensação de tontura não havia passado.

- É melhor chamar o médico! Eros, ligue para o Doutor Steve! – ordenou.

Afrodite impediu a criança de usar o telefone e falou: - Cypria, hoje é folga do médico. Determinação da Saori para cortar gastos com horas extras... – abaixou a cabeça. Sentia-se impotente sem ao menos ter uma idéia do que fazer. Nervosismo.

A moça de cabelos presos num coque alto arregalou os olhos e gaguejou: - Ma-mas...

- Estamos num período de paz e para cortar os gastos, Saori cortou as horas extras dos funcionários do Santuário, até de nossas criadas particulares. Qualquer um, hoje, só trabalha no horário comercial... exceto por nós cavaleiros de ouro que não temos nem férias...

- Olha, não precisa... já estou melhor. Foi só uma tontura, coisa da idade. – retrucou a mãe dela.

- Nada disso! Afrodite vá chamar o Shaka! Por favor...!

Alguns minutos depois...

- Cypria, Senhora Helena? Me chamaram? Perdão pela demora, eu estava conversando com Buda, era uma reunião importante e... – falou calmamente. Afrodite o cutucou com cara de poucos amigos. – Eu sei, sua sogra não está acostumada... – respondeu baixinho.

- Sim, Shaka! – falou apressada. – Minha mãe passou mal e o médico está de folga, poderia ver como ela está?

- Sim, será bem rápido. – sorriu docemente. Parou em frente a senhora sentada no sofá e o observou por algum tempo.

A senhora de meia idade observou o rapaz loiro a sua frente e franziu as sobrancelhas. "Como ele pode me enxergar com esses olhos fechados? Que pena tão bonitinho sem muito juízo..." pensou.

- Não, Senhora. Tenho muito mais juízo que o seu genro. E não preciso de olhos para enxergar o mundo, as pessoas ou as coisas. Enxergo com o meu cosmo. – encostou a mão na testa dela para o espanto geral. E um brilho dourado a circundou por um breve instante. – Ela tem apenas uma leve dor-de-cabeça e um pouco de fome.

"Quem é este rapaz... aquela dorzinha chata sumiu!" pensou estupefata.

- Muito obrigada, Shaka! Afrodite prepara alguma coisa para a mamãe. – sorriu. – Até mais!

O rapaz de longos cabelos loiros acenou enquanto descia as escadas em direção a sua casa.

- Afrodite... eu não sei o que está acontecendo mas havia um cosmo estranho cercando sua sogra... e não era de alguém comum. – falou baixinho enquanto caminhava pelo santuário. – Mesmo que não saiba, irei monitorar sua casa...

xOx.

- Dite..

- O que foi?

- Onde a mamãe vai dormir?

- Hm? Sei lá.. - voltou a fechar os olhos.

- Dite... Já está tarde para ela... Até você já está cochilando. - respondeu com raiva. - Vou deixá-la dormir no nosso quarto, viu?

Afrodite abriu os olhos e deu um pulo do sofá. Começou a contar alguma coisa nos dedos e falou: - Você disse o quê? Estamos a exatamente dois meses separados e você quer aumentar essa espera?!?!?!

- Afrodite... fala baixo... vai acordar a mamãe e as crianças... - falou envergonhada. - Até parece que você vai morrer...

- Ma-mas...

- Vou levá-la para lá, depois vemos isso. Me ajude aqui. - segurou a mão da velha senhora.

- Mamãe... vamos para a cama...

"AAAAHHH!!!! DXXXX!! Ela tinha que ter essa idéia... pft.." pensou franzindo as sobrancelhas. Ele a ajudou a acomodar a sogra em sua cama. E agora onde iria dormir?

Alguns minutos depois...

- Cypria, já colocamos sua mãe para dormir e as crianças também.. Não acha que podíamos comemorar bebendo um pouco daquela maravilhosa garrafa de licor de rosas... hm? - falou com a voz manhosa.

Ela olhou para a garrafa, olhou para o marido e falou: - Tudo bem, eu também estou com saudades... mas vamos para a estufa... Tem mais privacidade... além de que dá para ver a lua que hoje está bem cheia... - ela deu um abraço bem apertado nele.

Afrodite lançou-lhe um sorriso bem safado e ambos caminharam até a estufa. Lá tinha uma chaise-longue macia na qual Afrodite descansava lendo livros ou recuperando energia para a criação de rosas. Hoje o céu estava perfeito e a estufa aromatizada com os mais cheirosos aromas.

Ele abriu a garrafa e serviu ela um pouco da bebida. Cypria sentiu uma leve cocerinha no nariz, mas não deixou transparecer, afinal ela sempre foi um pouco alérgica ao pólen de algumas rosas, mas nada que se tornasse grave.

- Não sabe o quanto eu esperei por sua volta... - comentou. - Pensei que ia morrer...

- Bobinho... sempre melodramático... - respondeu ela.

Afrodite lançou-lhe um sorriso tímido e mostrou-lhe a língua, num gesto um tanto infantil. Os dois brindaram e serviram-se de alguns goles daquela bebida aromática feita de pétalas de rosas vermelhas.

Ele abraçou sua esposa e puxou-a para a chaise-longue, deitando o seu corpo aos poucos com cuidado como se fosse um ídolo sagrado. Afastou as alças da blusa e beijou-lhe o pescoço, o colo e depois subiu para a boca, arrancando dela um longo suspiro. Ele sorriu, precisava esquentar mais. Então, foi descendo devagrinho.

- ... Dite, seu cabelo tá me fazendo cócegas...

- Opa... – ele pegou uma liga e amarrou as suas longas madeixas num rabo de cavalo. – Assim ta melhor? – perguntou baixinho em seu ouvido. Ela balançou a cabeça e começou a puxar sua camisa.

- Bem melhor.. – beijou-o enquanto suas mãos exploravam as costas bem definidas. Mesmo sem possuir músculos esculturais, Afrodite possuía o corpo bem definido e na medida certa como ele prórpio dizia.

A cada segundo suas respirações tornavam-se mais ofegantes e seus corações batiam cada vez mais rápido. Era a magia do amor que eles sentiam e um misto de saudade e desejo que os levariam as estrelas naquela noite, exceto por alguma coisa...

- A-A-ATCHIMMMM!!!!

Um grande silêncio pairou por entre eles. Afrodite buscou a camisa no chão e enxugou o rosto. Cypria sentou-se na chaise-longue e segurou mais um espirro apertando os dedos contra o nariz.

- Me... desculpe, Afrodite. – falou sem graça.

- Não tem problema, Cypria. – sorriu. Aproximou-se dela e fez menção em beija-la porém... 'ATCHIM!!'

- Ai... acho que dou gripando…

- Hm... então vamos entrar. Afinal temos tempo de sobra, não? – falou meio desaminado.

- Bas... bocê dão fica chateado, dão?

- Huhuh.. não. Agora vamos para a cozinha com um chá de limão, alho e canela você ficará novinha em folha!

- Dim... – ela pegou a garrafa e as taças e antes de sair da estufa espirrou mais uma vez. Fechou a porta e caminhou até a cozinha.

- Cypria, você não já tinha tomado um remédio para gripe? – colocou água no fogo. – Eu comprei para você lá na cidade.

- Foi... ATCHIM!! – puxou um guardanapo. – Bas... barece que dão adiandou... – fungou.

- Tou vendo... – olhou bem para ela. Estava meio pálida, de certo com febre... tocou em sua testa e mais uma vez a viu espirrar. – Melhor dormir. Vou puxar o colchonete para o quarto das crianças, você dorme em nossa cama com sua mãe. Boa noite. – beijou-lhe a testa e ela espirrou mais uma vez.

- Adé abanhã... – fungou.

xOx

O céu apresentou-se cinzento logo nas primeiras horas da manhã e mesmo assim Afrodite estava no campo de treinamento em seu cupper diário. Para seu azar Miro também estava lá...

- Afrodite! E aí garanhão?? Pegou a esposa, hein? Tirou o atraso, né? Heheheh – cutucou ele. Como resposta recebeu uma chuva de rosas piranha em sua direção. – Ta de mal-humor, é?

- Se não percebeu...

- Ela não quer mais você?

- Não, ela está doente. Gripou com a chuva de onte-ontem.

- Ohh... que azar, cara. – deu um tapinha no ombro de Afrodite. – Mais tarde eu passo para pegar os meus discípulos... hehehe

- Faça como quiser.

- Ta bom, ta bom... irritadinho... – sorriu. – O Shaka ta te procurando... ele ta lá no laguinho 'treinando'... Fui!

- Já foi tarde. Chato. – franziu as sobrancelhas. – "O que ele quer tão cedo?"

xOx

- Que bom que veio Afrodite. – falou calmamente.

- O que foi, Shaka?

- Eu estive monitorando sua casa desde que detectei um cosmo estranho na sua sogra. – pausou. – E consegui identificar um cosmo estranho na sua esposa também...

- Por acaso... VOCÊ ANDOU ME BISBILHOTANDO??

- Monitorando. – corrigiu. – Como você sabe, faço a segurança do Santuário, e não pude deixar de lado a sensação daquele cosmo. Está carregado de ódio e rancor... isso pode ser perigoso... você está enfrentando um inimigo muito poderoso, Afrodite.

- Isso não lhe dá o direito de observar minha vida e principalmente o que faço com minha mulher...

- Não foi isso que eu disse e não vou 'bisbilhotar' suas intimidades... – falou sem se mexer. Estava em meditação e sua concentração era tamanha que conseguia levitar mesmo conversando com Afrodite.

- Ta. – Afrodite revirou os olhos. – E de quem é esse cosmo?

- Ainda não sei. Não é de alguém do Santuário... mas está nele agora. Como conseguiu entrar eu não sei, mas vou descobrir. Peço que fique bem atento: a vida de Athena está em risco agora...

Continua...

xOx

Nota da Autora

Oie! Esse capítulo até que esse capítulo não demorou muito... muito bom!!! \o/

Bem, agradecimentos especiais a Nelle-sama (que comentou cada capítulo! Tive um susto com tantas reviews! Muito obrigada!! XD) e Flor de Gelo. E a todos aqueles que leram e não manifestaram sua opinião ao ler o último capítulo... continue lendo!

Espero não estar fazendo Afrodite meio OOC... o que vocês acham?! o.o

Até o próximo capítulo!!! Bye!

Lady Kourin

Janeiro/2007

xOx