Retratação: "Eu não possuo os direitos sobre Saint Seiya, ou sobre qualquer de seus personagens. Todos os direitos cabem ao Masami Kurumada, criador e desenhista do manga series. Apenas os utilizo para a redação de fanfics."
"Uma sombra de seu passado volta para atormenta-lo. Resistirá Afrodite e seu casamento a todo esta tormenta?"
As rosas não falam – fase dois
Capítulo 07 – Alergia de Você
- Ta. – Afrodite revirou os olhos. – E de quem é esse cosmo?
- Ainda não sei. Não é de alguém do Santuário... mas está nele agora. Como conseguiu entrar eu não sei, mas vou descobrir. Peço que fique bem atento: a vida de Athena está em risco agora...
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- Ai... ai... – acordou lentamente. – "Minhas costas... dormir no chão é coisa para gente nova... ai, tou virando uma bicha velha..." pensou tentando se levantar, o que levou um certo tempo.
Olhou ao seu redor e viu que seus babies ainda estavam adormecidos e saiu sem fazer barulho. Foi até a cozinha beber um copo de água, depois veria como Cypria está se sentindo. Ele estava preocupado com essa 'gripe repentina', afinal a saúde dela era de ferro e mal adoecia. Ao entrar na cozinha...
- Bom dia, Afrodite. – cumprimentou a velha senhora. Era muito cedo, o relógio marcava aproximadamente seis da manhã.
- Bom dia, Senhora Helena. – retribuiu. Parecia um urubu com a cara amassada e inchada, seus cabelos assanhados armados como os de um metaleiro. Porém mesmo assim sua beleza era tamanha a própria deusa que lhe emprestava seu nome. – Nossa... quanta coisa! Tudo isso é para o café-da-manhã? O.o
- Sim. – a mesa estava cheia: café, leite, pão, ovos, queijo de cabra, frutas... – Mas não pense que fiz para você, fiz para os meus queridos netos!
- Oh.. tudo bem. – abriu um sorriso amargo. Caminhou em direção ao seu quarto. – "Mas que velha chata... parece que não foi com a minha cara... E de qualquer forma estou de regime mesmo..." pensou.
Entrou em seu quarto a passos leves e silenciosos, não queria acordar sua esposa que ainda dormia profundamente. Sua respiração parecia calma e seu semblante era sereno. "Acho que o remédio fez o efeito esperado, ela parece bem...". Entrou no banho.
- Dite? – perguntou uma vozinha meio rouca. – Você está aí, querido?
- Sim! – ele respondeu debaixo do chuveiro.
Ela sorriu. Ele parecia bem. A noite anterior havia sido um fiasco por causa da sua alergia repentina. Levantou da cama e buscou seu robe azul. Penteou os cabelos e colocou sua lente (isso mesmo, ela deixou de usar aquele óculos fundo-de-garrafa... XD) de contato. Sentia-se um pouco melhor agora.
- Sente-se melhor? – perguntou buscando uma calça e uma camisa no armário.
- Sim... – ela respondeu assistindo ao marido colocar a roupa. Um doce aroma chegava até sua narina. Era o perfume do xampu dele, rosas amarelas selvagens. Sentiu-se um pouco tonta. – Acho que estou com fome...
- Não se preocupe com isso, sua mãe preparou uma mesa digna de um café da manhã de hotel cinco estrelas... – ele sorriu. Aproximou-se dela e a abraçou. Seus cabelos ainda molhados caindo para frente umedeciam o robe dela. – Você está quente... ainda está com febre?
- Não sei... – ela sentiu uma tontura novamente. "Devo estar com fome..." pensou. O perfume de rosas que ela sentia no marido começou a sufocar e o ar começou a faltar.
Ele a olhou em seus olhos e beijou ternamente. Sorriu. Ela sentiu uma tontura mais forte e desfaleceu. – O.O Cypria?!?!
Não houve resposta. Ela havia desmaiado. "Ai minha mãe santinha...!!" pensou desesperado. Colocou a na cama e chamou por ajuda. Logo sua sogra apareceu no quarto e perguntou apreensiva:
- O que aconteceu com ela?? Cypria, minha filha, acorde. – a senhora segurou a mão dela. – Rápido, me dê um pouco de álcool, Afrodite!
- Sim! – logo o vidro azul com uma etiqueta 'álcool' estava nas mãos da velha senhora e um pano umedecido próximo ao nariz da moça desmaiada. Ela reagiu. Aos poucos abriu os olhos.
- Cypria! Está bem?
- Acho que sim... – sorriu.
- Vou correndo buscar o médico, hoje ele atende nem que eu tenha que amaeçá-lo com o meu cosmo! – ele saiu correndo em direção a sala do grande mestre.
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- Madonna mia! – exclamou cobrindo os olhos. – Vista-se logo, ô demente!
- Euzinha? – ironizou. – Você é que não bate na porta antes de entrar. Estou em minha casa e durmo como eu bem entender... Não sei como vocês conseguem dormir neste calor! Ó maldita terrinha...
- Mas foi você mesmo (ou mesma?) que marcou comigo logo cedo! – seu cosmo tornou perigosamente mais intenso.
Buscou o cobertor e seguiu até o closet. Saiu de lá com um robe em seda chinesa verde. – Muito bem, hoje será o ponto alto do nosso plano. Um erro será bastante fatal. – olhou-se no espelho ajeitando suas mechas negras que caiam sobre os olhos. – Parece que um de seus amigos já detectou meu cosmo naquela velha chata.
- Opa... E agora? – Máscara da Morte sentou-se no sofá. A casa onde estava era um quitenete com banheiro, bem apertado por sinal. O aluguel no Santuário estava cada dia mais caro com a valorização da terra santa, coisas da Saori. – Quem descobriu?
- Aquele loiraço gostoso, Cavaleiro de Ouro Shaka de Virgem. – franziu as sobrancelhas. – Ele parece não ter muito que fazer por aqui, né? Bisbilhotando a vida particular dos outros o tempo inteiro...
- É o dever dele, vigiar possíveis ameaças no santuário... O radar.
Ele sentou-se à frente de máscara e cruzou as pernas. Era tão belo quanto uma mulher talvez até mais que Afrodite, mas seu coração é negro e sombrio repleto de maldade. – Andei fazendo experiências e quero que coloque este pó dentro de um ramalhete de flores para a Cypria.
- Você quer que eu dê flores a ela? Isso é burrice, só serviria para Shaka ter certeza de nossa parceria! – olhou incrédulo.
- No, imbecile! – pôs a mão sobre a testa. – Estou querendo dizer que um admirador secreto irá faze-lo por você.
- Sim... mas o pó vai nas flores, né?
- Isso. Faça hoje mesmo, se possível agora. E procure não aspirar ao aroma do pó... Ele é altamente tóxico. – sorriu malicioso. – Será o xeque-mate. Prepare a pipoca e assista ao espetáculo de hoje... Huuuuhauhauuuuhaahahahahaaaahhh!!!
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- Cypria? Eu trouxe o médico mas ele prefere te examinar sozinho... – abaixou a cabeça. – Estarei na sala. - terminou por sair do quarto, dando espaço para o médico.
- Não devo ter nada grave, né? Doutor. – ela perguntou inocentemente.
- Primeiro, preciso examina-la, minha cara. – sorriu abrindo sua maleta.
Afrodite estava impaciente na sala, andava de um lado a outro. Ele sabia que não era nada sério, mas ainda assim sentia um estranho aperto no peito. Como se não estivesse tudo tão bem. Até que teve uma idéia...
- ... papai? – olhou a criança com a mão na cabeça. – O que o senhor está fazendo com este copo na porta?
- Hã? Eros! Você não viu nada... hehehe – sorriu nervoso. Nessa hora a porta se abriu o médico deu de cara com Afrodite parado em frente à porta com um copo próximo ao ouvido. – Opa...
- Afrodite, que coisa feia... ouvindo atrás da porta! A consulta médica é sigilosa sabia? – o médico deu umas gargalhadas. – Mas agora é sério, venha comigo até meu consultório, precisamos conversar...
- Si-sim...
Alguns minutos depois estavam os dois no consultório do médico. Afrodite se sentou na cadeira e pediu que demorasse, preferia saber de tudo sem enrolações.
- Muito bem, a Cypria está sofrendo um processo alérgico... que já está num grau muito elevado. – ele encarou Afrodite. – A causa da alergia dela é o seu aroma de rosas...
- Hã? – Afrodite passou alguns minutos para poder processar a afirmativa... "Alergia de mim? Como?" pensou meio confuso. – Como isso foi acontecer?
- Sinceramente, eu não posso te dar esta resposta. – ele olhou para o computador, mandou uma folha para a impressão. – Minha especialidade não cobre essa área. Sou médico geral e ela agora está precisando de um clínico especializado em alergias.
- Sim... outro médico... da cidade, né?
- Isso. – entregou a folha para Afrodite. – Aqui tem o endereço de colega amigo meu, que tem uma clinica em Atenas, ele realiza exames nessa área de alergias. É muito importante que você a leve até ele, porque se não tratada a tempo essa enfermidade pode... digamos destruir a união de vocês...
- Destruir nossa união?
- Sim. Ela consegue ficar perto de você?
- Não... ela só faz espirrar... – ele abaixou a cabeça. Uma tristeza enorme se abateu sobre seu espírito. – Irei leva-la até ele!
- Muito bem. Agora eu sei que é incomodo, mas ela precisa estar de máscara perto de você, caso contrário não irá parar de espirrar...
- Tudo bem. – ele se levantou. – Vou agora mesmo com ela!
- Ta certo, até mais Afrodite. Boa sorte! – o medico se despediu.
Em poucos minutos, ele chegou em casa. Foi direto ao quarto, ela estava dormindo... com sua antiga máscara de amazona.
- Por Zeus... de novo essa droga de máscara... – sentiu os olhos marejarem. – Só um pouquinho... – ele tirou-lhe a máscara e beijou seus lábios rapidamente. Ela se remexeu e por pouco não espirrou. Colocou a máscara de volta. Foi para a sala.
- Pode deixar que eu a levo no médico de Atenas... – ele falou sem muito entusiasmo.
- Sim, é a sua obrigação... – falou a velha senhora entrando no quarto da filha.
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- Mamãe! Onde está? – perguntou entrando às pressas em casa.
- Aqui, Cypria! Como foi no médico? – perguntou abaixando o volume da televisão.
- Eles me disseram que depois de uma medicação e cerca de seis meses longe da causa de minha alergia, eu ficarei completamente curada! – sorriu por debaixo da máscara.
- Mas filha, isso significa que você terá de passar esse tempo sem seu marido, já que o aroma das rosas que você tem alergia, vem dele... – ela segurou a mão da filha.
- Sim, essa é a parte mais difícil, mas é um sacrifício que teremos de fazer por enquanto... – uma lágrima caiu de dentro da máscara.
Ela abraçou a filha e falou carinhosamente: - Vai dar tudo certo...
- Eu sei mamãe... Confio no Afrodite, ele me prometeu que vai retirar as rosas da casa e vai na medida do possível ficar longe de mim, para que eu possa me curar...
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Desde a sua ida ao médico, Cypria não conseguia se acostumar com a doença. Os remédios eram fortes a deixavam tonta e mal-humorada... já havia brigado com Deus e o mundo nesse meio-tempo...
No campo de treinamento, Miro observava as crianças numa luta corporal com os golpes que ele já havia ensinado enquanto ouvia atentamente o que Afrodite lhe dizia:
- Isso é mesmo sério. – olhou para Afrodite com o semblante preocupado. – Mas o que você vai fazer?
- Eu ainda não sei... Shaka disse que ia me ajudar, mas não dá notícias faz dois meses! Desde que ela ficou doente. – ele olhou para o céu. – Parece brincadeira... ela está boazinha quando chego perto, ela sente falta de ar e solta espirros e mais espirros...
- Só que não é uma doença, uma alergia? – olhou para Eros. – SEM GOLPES BAIXOS, EU ESTOU VENDO VIU?!
- Mais ou menos... pelo que Shaka me explicou é ação de algum cosmo inimigo... alguém que não quer ver minha felicidade, só pode...
- Realmente... O que acha das crianças?
- Hã? – ele abriu bem os olhos. – Você está me perguntando como estão os seus discípulos?? Ta doido Miro?
- Não. Você é o pai deles, e quero que me autorize a inscreve-los nas Olimpíadas dos próximos dias...
- Hm... por mim tudo bem. Nem sei se vou esse ano... tou meio murcho.. – levantou-se batendo a terra do assento. – Vou para casa, ver como ela está...
- Ta certo. – acenou para Afrodite. – CRIANÇAS! VOCÊS VÃO PARA AS OLIMPIADAS!!! EBBAAA!!!!
Em poucos passos ele já estava em casa.
- Cypria? Como você está? – perguntou sem se aproximar.
- Um pouco melhor... onde estava? – perguntou olhando para ele.
- Com as crianças... elas vão para as olimpíadas desse ano... estou tão orgulhoso...
- Eu também... Miro é um excelente mestre para elas, está fazendo milagres! – sorriu. – Não sei por que você implicou com ele no início...
- Nem eu... – olhou para ela. – Será que minha encomenda chegou?
- Encomenda? – perguntou curiosa. – Eu pedi para que trouxessem um presente para você...
- Ah! Chegou, mamãe colocou lá no quarto, mas eu não sabia que era para mim... – ela correu para buscar o embrulho. Era uma caixa de tamanho médio lacrada por fitas adesivas. – Se é para mim, vou abrir! Hihih
- Espero que goste! – ele sorriu delicadamente.
Cypria teve um pouco de dificuldade em abrir o embrulho por que estava bem lacrado. Quando enfim conseguiu soltou a caixa e olhou para Afrodite com olhos soltando faíscas.
- SEU IDIOTA CAFAJESTE, ME PROMETEU QUE NÃO FARIA ISSO!!! ERA PELA MINHA SAÚDE! – ela soltou o 'presente' e saiu de lá a passos rápidos. Ao longe podia ouvir os seus espirros...
Afrodite estava paralisado. "O que aconteceu aqui...? Eu pedi uma caixa de doces de fruta, trufas recheadas com frutas... o doce preferido dela... não isso..." pensou olhando para o conteúdo do embrulho.
- Que-quem poderia ter feito isso?!?! – exclamou olhando para o imenso buquê de rosas vermelhas.
Dentro dele havia um bilhete: "Com amor e carinho para minha doce amada, Cypria. Afrodite."
Continua...
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Notas da Autora:
Oie!! Depois de muito tempo estou de volta!!! A história está chegando em seu clímax... ohh... muitas novidades...
Agradecimentos a quem deixou os seus comentários na fic e para quem não deixou também! Até mais!!!
Lady Kourin- Fevereiro/2007 -
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