Retratação: "Eu não possuo os direitos sobre Saint Seiya, ou sobre qualquer de seus personagens. Todos os direitos cabem ao Masami Kurumada, criador e desenhista do manga series. Apenas os utilizo para a redação de fanfics."

"Uma sombra de seu passado volta para atormentá-lo. Resistirá Afrodite e seu casamento a toda esta tormenta?"

As rosas não falam – fase dois

Capítulo 12 – Batalha de corações

Shaka que estava calado durante toda a viagem pronunciou algumas palavras: - Estam lá, posso sentir o cosmo de Afrodite. Sem dúvida ele pretende matar o... Precisamos chegar logo!!

- Sim, porque eu não quero perder de descontar minha raiva nele... – falou Cypria com o punho cerrado.

Os outros cavaleiros se entreolharam surpresos. Era a primeira vez que a ouviam falar assim com tanto sentimento.

A barca bateu na areia da praia, tremendo com força. Eles desceram e se dirigiram para o interior da ilha, mais precisamente para o templo construído lá há muitos séculos: o Templo de Afrodite.

Ela carregava algo dentro de uma bolsa feita de peles que por estar mal-fechada, deixou que os raios de sol iluminassem o seu conteúdo: o brilho era o mais puro dourado.

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Afrodite frente a frente com seu maior inimigo. Aquele que antes foi o seu único amigo nas terras geladas onde treinou enquanto criança. Talvez a luta pela armadura não tivesse sido definitiva e agora eles teriam que disputar seus mais preciosos bens: seus amores.

Um deles quer apenas sua liberdade e sua paz. Afrodite estava decidido a não perdoar seu antigo colega por todas as maldades que ele o fez.

O outro quer apenas seu antigo amor de volta...

- Adônis... eu não estou para brincadeira, se você pedir desculpas e jurar que vai sumir do planeta, eu o perdôo em consideração a nossa antiga amizade... – Afrodite tentou falar calmamente. Era possível perceber seu estado de humor por uma veia saltando de sua testa.

- N-u-n-c-a! – ele respondeu seco, quase soletrando a palavra. Cruzou os braços num sinal de protesto. – Eu nunca devia ter me afastado de você que é o meu ÚNICO amor!

Ao ouvir tais palavras, Afrodite pensou em acabar de vez com ele, mas logo procurou por sua postura de intimidar o adversário e mata-lo aos poucos, como sempre fez, com graça e beleza...

- Muito bem... – ele pôs-se em pose de ataque e antes que o seu 'colega' pudesse agir, ele disparou-lhe uma chuva de rosas negras: as rosas piranha.

Adônis sofreu parte do golpe, pois não havia conseguido formar sua barreira de proteção a tempo. Caiu no chão com alguns cortes em seu corpo, cortes inicialmente superficiais. Suas roupas também sofreram o impacto, estavam, assim como ele próprio: arranhadas.

- Maldito... – balbuciou levantando-se do chão. Aos poucos os cortes começaram a inflamar causando-lhe dores enormes, provocadas pelo veneno que as rosas soltaram em seu corpo. – Ugh...

Afrodite abriu um sorriso no canto da boca. – Você não era o mais forte? – ironizou. Enquanto observava o sofrimento do adversário, preparava suas roseiras para mais uma investida.

Adônis elevou seu cosmo para erguer uma barreira em torno de si mesmo e lançou um golpe na direção de Afrodite. Entretanto, as roseiras do adversário o envolveram impedindo que o mesmo levasse o impacto do golpe. "Droga..." pensou Adônis preparando a nova investida.

– Não pense que essas plantas podem lhe proteger... MANIPULAÇÃO DOS AROMAS! - um jato de ar carregado de veneno foi lançado contra as roseiras que secaram aos poucos destruindo a barreira de Afrodite. Aproveitando a brecha da defesa dele, Adônis jogou outro golpe: - TORNADO ÉBANO!

Afrodite elevou seu cosmo, mas não conseguiu formar mais roseiras a tempo. Recebeu parte do golpe: ele foi lançado contra a parede do templo e caiu no chão. Suas roseiras ficaram pretas e aos poucos secas, sem vida. Afrodite não conseguia mexer seu corpo.

- O que foi? Meu peixinho? – já acabou a brincadeira? – ele soltou uma risada doentia. Caminhou até ele, sem se preocupar com qualquer golpe que Afrodite pudesse desferir. Estava muito confiante e a confiança às vezes pode decidir o rumo de um luta...

- Argh! – recebeu uma rosa piranha na direção do rosto, passou de raspão, abrindo-lhe um corte profundo no rosto. Ele colocou a mão no rosto e olhou para a mesma, estava colorida em vermelho. Sua raiva aumentou. Antes de tudo, seu rosto é uma parte que não pode ser machucada, nenhum inimigo até agora o havia feito. – Meu... meu rosto...

Afrodite pôs-se em pose de ataque novamente. Um ruído o fez voltar-se para a entrada do templo. Eram os seus amigos e... Cypria!

- O que fazem aqui... Cypria é muito perigoso! – ele gritou.

Adônis aproveitou a distração de peixes para preparar seu golpe mais perigoso, mais recheado de seu cosmo agressivo.

Afrodite continuava a olhar para a entrada. Quando o ouviu gritar: - MANIPULAÇÃO DOS AROMAS... FLORAL DO SONO ETERNO!

Aconteceu em questão de segundos: Cypria estava caída em seus braços e em seu rosto havia uma máscara de ouro. Adônis arregalou os olhos e abriu um sorriso no canto da boca.

"Por Zeus! Matei essa intrometida com apenas um golpe!" pensou. Porém sua expressão logo mudou quando viu a máscara de ouro no rosto de Afrodite. – Droga! – exclamou.

Shaka e Miro olharam surpresos para a cena. Teria ela conseguido ser mais rápida do que eles, cavaleiros de ouro? Nenhum dos dois havia conseguido acompanhar a cena. Mas era óbvio, ela havia sido mais rápida do que o golpe dele e se pôs como escudo para proteger Afrodite que levaria todo o impacto do golpe lançado com força máxima.

- Cypria...? – Afrodite constatou que ela havia caído num sono tão profundo que não seria fácil traze-la de volta. Com os olhos cheios de lágrimas, ele a levou até os outros cavaleiros: - Não se metam nessa luta, é questão de honra para mim. Cuidem para que ela não sofra mais com tudo isso.

Miro fez menção em discordar com ele, mas ao ver as lágrimas caindo da máscara de Afrodite e a mão de Shaka segurando seu braço, ele não fez nada. Apenas, assim como virgem, observou o desfecho da luta.

Afrodite sabia que aquela máscara era da armadura dela, que foi feita especialmente por Mu. Havia muito do cosmo dela impregnado naquela armadura. Foi o que o motivou a não ter mais pena de seu adversário.

- Adônis... – respirou fundo. – Eu não queria fazer isso... Mas parece que você está me pedindo para que faça... – aos poucos em sua mão surgiu uma rosa branca. – Esta rosa aqui é capaz de tirar sua vida em poucos segundos.

Adônis franziu as sobrancelhas. – Então quer dizer que você tem pena de me matar, hein Afrodite? Saiba meu peixinho que eu faria isso com ela, quantas vezes fossem necessárias.

O cosmo de Afrodite tornou-se perigosamente mais intenso. – Nunca tive nada contra você, mas agora tenho todos os motivos do mundo para te matar... irmão.

Adônis arregalou os olhos. "Ele... ele... sabia de tudo, durante todo esse tempo... todo o tempo...?" sua mente entrou em colapso por alguns segundos, sentiu seu corpo paralisar, até sua respiração parou. "Não... não vou me dispersar..." concentrou seu cosmo e preparou outro golpe.

- Muito bem... receba o que tanto quer Adônis! RECEBA A MINHA ROSA BRANCA! – Afrodite arremessou a rosa na direção dele. O adversário não se mexeu e recebeu a rosa em cheio, direto em seu coração.

Adônis caiu no chão de joelhos e soltou um gemido com as mãos levantadas próximas ao local onde estava a rosa. Afrodite retirou a máscara de si mesmo para poder enxergar melhor seu inimigo. Os outros cavaleiros observaram a cena, imóveis.

- Agora, meu irmão. Essa rosa vai consumir todo o seu sangue e adquirir a coloração vermelha... ou melhor, preta, porque o seu sangue deve ser podre. Assim como o seu coração...

Agora caído no chão, ele fechou os olhos lentamente. Alguns flashes de sua época de treino com Afrodite passaram em sua mente, depois as cenas de quando encontrou com sua mãe... e agora. Ela o havia advertido que esquecesse do passado, pois o passado iria cortar o fio de sua vida. Mas mesmo assim foi teimoso, sempre agiu dessa forma. A dor ia aumentando aos poucos. A rosa ganhava a coloração final em questão de segundos.

Ele olhou bem para Afrodite e sorriu. Sua tez já perdera a cor e seus lábios adquiriram a coloração arroxeada. – Sabe que no fim das contas... eu não perdi a batalha... ugh...

- O que quer dizer? – perguntou Afrodite.

- Eu... sempre vou ter você... argh... – a rosa entrou um pouco mais em seu peito a fim de beber mais de seu sangue, ela estava a poucos milímetros do coração. – Ela, a Cypria... já recebeu duas vezes o meu floral do sono... ela nunca mais vai acordar... ugh...

- O quê?!?! – ele correu até o inimigo e o sacolejou para que acordasse. A falta de sangue estava o deixando com sono.

Sorriu no canto da boca. – Receber meu floral duas vezes é caminhar... ugh... caminhar para os portões do inferno... desista eu ganhei...

A rosa entrou até o final e atingiu seu coração fazendo o parar, como uma estaca. Agora, a rosa que antes era de um branco, o mais puro que se podia encontrar, estava negra, rubra com o sangue dele.

Afrodite o largou e pôs as mãos na cabeça. – Droga... ele morreu e não disse como tirá-la desse sono eterno... – sentiu seu corpo tremer de ódio.

Ele caminhou até ela, a abraçou ternamente e caiu em prantos com soluços inconsoláveis. Os seus amigos nada podiam fazer, exceto levá-los para o Santuário.

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Fazia uma semana que ela estava desse jeito: dormindo como se estivesse morta. Fazia uma semana que ele estava desse jeito: parecendo um zumbi que não saía de perto dela. Velando dia à noite o seu sono.

'- Atena! – ele exclamou. – Por misericórdia... retire a Cypria desse sono profundo. – ele se ajoelhou com sua amada nos braços. Prestou-lhe reverência, reconhecendo seu poder divino.

- Afrodite... não tenho como lhe ajudar. Não há mais cosmo nela. Não há mais vida. Veja você mesmo...! – Atena apontou para o rosto dela. Estava pálido de uma brancura assustadora, porém a expressão era de alguém que dormia num sono profundo tendo belos sonhos.

- Não! Ela não está morta... você... você esta me enganando... – ele balançou a cabeça em negativa. Embora com o corpo de sua amada nos braços, ele não sentisse mais nenhum calor vindo dela. Ela agora, era apenas mais um cadáver na face da terra.

- Afrodite... você deve dar-lhe os ritos funerários apropriados... Pois a alma de sua esposa está vagando pela beira do Rio Aqueronte, a mercê do barqueiro. Dê a ela as moedas de prata, Afrodite...

- NÃO! NUNCA! ELA NÃO ESTÁ MORTA! – ele gritou desesperado. Olhou mais uma vez para o rosto de sua amada e a soltou bruscamente.

Ela estava desfigurada, como se tivesse sido consumida pela terra. '

- CYPRIA! – ele exclamou levantando-se da cadeira que estava ao lado da cama. Havia cochilado. Havia tido o mesmo pesadelo dos últimos dias. Todos eram iguais, e aumentavam cada vez mais sua angústia.

Atena havia retirado o efeito do golpe e do floral de Adônis, mas para que ela acordasse e saísse desse estágio de letargia era necessária força de vontade. Nas palavras dela: "Eu já fiz o que estava ao meu alcance Afrodite. Agora se ela não quiser voltar, não posso fazer nada... Apenas espere o momento de sua volta. Não sei quanto tempo isso pode demorar."

E sua espera já estava o consumindo... Consumindo quase duas semanas de sua vida.

Continua...

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Nota da Autora:

O.O Acho que esse foi o capítulo mais dramático de a historia... até eu mesma fiquei com pena do Dite... será que fui muito malvada?

- Claro que sim, mocréia! Não se cansa de me fazer sofrer nesta segunda fase... olha que eu posso te processar!

Aham! Não me enche Afrodite...

Agradecimentos especiais a todos os que leram a fic e aos que deixaram seu comentário no e até o próximo capítulo!

penúltimo capítulo

Lady Kourin

- Maio/2007 –

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