Retratação: "Eu não possuo os direitos sobre Saint Seiya, ou sobre qualquer de seus personagens. Todos os direitos cabem ao Masami Kurumada, criador e desenhista do manga series. Apenas os utilizo para a redação de fanfics."
"Uma sombra de seu passado volta para atormenta-lo. Resistirá Afrodite e seu casamento a todo esta tormenta?"
As rosas não falam – fase dois
Capítulo 13 – Despertar para o amor
Atena havia retirado o efeito do golpe e do floral de Adonis, mas para que ela acordasse e saísse desse estágio de letargia era necessário força de vontade. Nas palavras dela: "Eu já fiz o que estava ao meu alcance Afrodite. Agora se ela não quiser voltar, não posso fazer nada... Apenas espere o momento de sua volta. Não seu quanto tempo isso pode demorar."
E sua espera já estava o consumindo... consumindo quase duas semanas de sua vida.
xOx
Algumas luas depois...
Ele havia passado mais uma noite em claro. Há muito não conseguia dormir, nem ao menos cochilar. A esperança de ver os primeiros sinais de melhora nela, o faziam não desgrudar de sua cama.
Várias pessoas vinham visitar o casal, até quem mal conhecia já havia vindo dar o ar de sua graça e prestar suas condolências e até pêsames. Contudo com a mesma expressão serena repleta de esperanças, repetiu incansáveis vezes: 'Ela não está morta!'. Embora poucos lhe dessem crédito.
Alguns até diziam que ele, o cavaleiro de peixes deveria procurar o próprio Hades e faze-lo desistir da idéia de ter a sua esposa como mais uma de suas almas em seu vasto submundo. Outros achavam que nem os deuses dariam jeito nela, estava fadada ao sono eterno.
Tudo, porém fruto de drama e falta de confiança, pois, se a própria Atena garantiu que ela vai retornar, para que tentar aumentar a tragédia? Assim pensavam os seus amigos mais próximos.
Contudo hoje, ele havia sido vencido pelo sono e o cansaço. Jazia deitado na cadeira ao lado do leito dela: caído de qualquer jeito e com a boca aberta. Uma visão nada parecida com o belo cavaleiro de peixes, sempre muito educado e impecável em seus modos, um verdadeiro gentleman.
O cansaço o impedira de ter a maior alegria de sua vida: ver sua amada esposa saindo daquele torpor agoniante.
Ela mexeu os dedos das mãos suavemente. Franziu o cenho e se remexeu para tentar se livrar das cobertas tão bem colocadas por Afrodite, por fim abriu os olhos e respirou buscando todo o ar que podia.
Sua respiração antes quase inexistente, agora estava normal e forte. Havia acordado.
"Ai meu zeus... onde é que eu estou..." pensou confusa. Levantou a mão e abriu bem os olhos para enxergar a mesma bem em frente ao seu rosto. "Estou inteira, pelo menos." Desceu a mão e apalpou a superfície a qual estava. Era macia e suave.
Tentou erguer o corpo e a muito custo conseguiu ficar sentada. Olhou para os lados e exclamou: - Meu deus! Afrodite? Adonis? Onde estam todos?? – Seu olhar parou num monte de cachos azul-claro que mal estava em cima de sua cama. – A-Afrodite?
O monte de cachos se remexeu e murmurou algo coisa inauditível. Ela cutucou com os dedos e percebeu que era perda de tempo tentar acorda-lo. Se levantou e foi até o banho, há muito que não se asseava.
Afrodite ainda caído por cima da cama com um dos braços para fora, franziu as sobrancelhas, havia sentido um perfume conhecido. Sua mente acordou e logo identificou o perfume: era o dela.
Num sopapo ele se ergueu diante da cama vazia. "ELA ACORDOU!" sua mente gritou. Num impulso correu para o banho, de onde ele ouvia o barulhinho do chuveiro e o cheiro do perfume era mais forte.
A porta do banho estava destrancada e ele correu para abraça-la com os olhos cheios de lágrimas.
- A-Afrodite! – ela corou. – Podia ao menos esperar que eu saísse do banho? Você está ficando todo molhado...!
- Não pude esperar, já esperei demais para ver você voltar a viver... – ele falou em seu ouvido.
- Afe... falando assim até parece que eu estava morta! – ela o recriminou. – Deixe isso de lado... estou com tanta saudade...
- Eu também... – ele se aproximou dos lábios dela, mas foi interrompido por um grito vindo do quarto. Comentou contrariado: – Já descobriram que você acordou...
Ela sorriu e pegou a toalha. Logo saiu do banho e descobriu a dona do grito: - Psiquê! Minha filhinha...
- MAMÃE! – a menina correu para os braços dela.
Logo a família da casa de peixes estava reunida, num abraço de saudade e alívio pela dona da casa ter voltado ao normal.
xOx
- Cypria! Vejo que você está bem, minha amiga! – disse Marin vendo a família peixes descer em direção a saída do santuário.
- Sim... Parece que deixei a todos preocupados. – ela sorriu constrangida. – Estamos indo até a cidade, minha mãe está num apartamento que a Saori comprou, ela ainda não sabe que estive a... à beira da morte...
- Entendo. Até mais! – ela acenou para Afrodite e os demais. – Depois passe aqui para conversarmos!
Cypria assentiu com a cabeça e voltou a perigrinação das escadas. Dentro de quase uma hora ela estava diante de sua mãe.
- Mamãe... – falou com uma lágrima no canto do olho.
A velha senhora a olhou de soslaio e disse: - Ingrata. Nem ao menos veio me ver durante esse tempo todo! Fiquei muito preocupada quando a Senhorita Saori me falou que estava enfrentando muitos problemas e que eu não poderia ajudar...!
Afrodite que estava ao lado da sua esposa abriu a boca. "Mas como é osso-duro essa minha sogra...! Não perdoa uma..." pensou olhando a expressão de espanto do rosto de Cypria.
- Mamãe... – ela olhou para o chão. – A senhorita Saori me pediu... Pediu para que não lhe contasse, pois se tratava de uma missão de Amazona que ela me recomendou. Mesmo que eu tentasse explicar... A senhora nunca compreenderia...
- Pelo menos podia ter deixado as crianças comigo! – falou remexendo os cabelos grisalhos. – Pensei que tivessem me abandonado!
- Não... – ela forçou um sorriso. Sua mãe nem imaginava o que havia passado nas últimas semanas. – Mas para recompensar, vou deixar Eros e Psique passar uns dias com a vovó! Que tal? – se virou para as crianças.
Elas não pareciam estar muito animadas, entretanto sua velha avó deu um pulo do sofá e largou seu tricô. Correu para a cozinha e lhes mostrou algo: - Olha o que eu fiz para vocês dois! – em suas mãos havia uma bandeja de biscoitos de chocolate com carinha de bonequinhos. Os dois automaticamente esqueceram dos demais e agarraram a bandeja devorando os quitutes.
- Não se preocupe, Cypria, estam em boas mãos. – a senhora sorriu voltando ao sofá. – Crianças! Tenho mais algumas outras guloseimas espelhadas pela casa, por que não terminam logo e vão procurar?
Elas assentiram com a cabeça saíram em busca de novos sabores. Os pais observaram a cena e aproveitaram para voltar para casa.
No Santuário, Saori os esperava para a festa de boas-vindas da amazona de peixes. Todos os cavaleiros estavam lá e muito animados cumprimentavam o casal. Máscara da Morte estava um tanto fora de seu hábitat natural e permaneceu quieto durante toda a festa.
Shaka e Miro já haviam contado a Athena o acontecido e agora, tanto Cypria quanto Afrodite eram tratados como cavaleiros especiais. O que não atrapalhou suas vidas rotineiras e suas responsabilidades.
Após pouco tempo de permanência na festa, que na verdade mais foi um almoço do que festa, os dois saíram em direção a sua casa, a de número 12.
xOx
Um pouco mais tarde na casa de câncer...
- Julietta... mio amore.. – sussurou o cavaleiro. – Traga mais uma cerveja para mim. – pediu sentado numa poltrona assistindo ao jogo de futebol da "World Champion League" na a cabo.
A criada correu até a cozinha e logo trouxe uma lata gelada para o seu senhor. Como uma corneta, o telefone soou aos ouvidos de câncer e quase o fez cuspir o generoso gole que acabara de tomar do 'néctar dos deuses', segundo o próprio.
- Alô? – a criada atendeu. E logo estendeu o telefone para o cavaleiro. – É para o senhor. É aquele seu parente...
Como uma bala Máscara tomou o fone das mãos dela e a mandou lavar pratos na cozinha. Com a voz trêmula ele falou: - V-vo-você não tinha... morrido?
- Claro que não fofo... eu viro purpurina... huhuhuhuhahauhauahuah – deu uma sonora gargalhada do outro lado da linha.
- Pelo visto, ainda não perdeu o senso de humor barato. – ele revirou os olhos. – Onde está? O que aconteceu naquela ilha? Eu não me lembro de nada... acho que alguma coisa me acertou na nuca e apaguei.
- Como sempre um inútil, meu querido primo. – torceu os lábios. – Tive que me fingir de morto para não ser realmente morto... se é que me entende. Usei aquele floral secreto, antes da luta. Tive exatos trinta minutos para matar Afrodite, mas pelo visto ele é mais forte do que eu. Depois 'morri'!
- Será por causa da enorme diferença do poder de uma armadura de ouro para uma reles armadura de prata? Hahahah – gargalhou em deboche.
- Não-me-lem-bre-dis-so... – silabou enfurecido. – Mas estarei aguardando uma nova oportunidade de agir... ainda não é o momento, mas Afrodite ainda será meu.
Máscara arregalou os olhos. – E onde você está agora?
- Estou escondido. Não me pergunte onde, apesar de que imagina onde estou. – ouviu uma risadinha vinda do outro lado da linha. – Agora, antes que possam rastrear meu cosmo, vou lhe avisar uma coisa, não os perca de vista. Quando eu tiver poder suficiente para derrotar o Afrodite, eu voltarei para acertar as contas com aqueles dois pombinhos. Adeus. Primo.
Máscara olhou para o telefone, ele havia desligado em sua cara. Soltou um palavrão em italiano e voltou para o seu 'descanso'.
- Mais uma cerveja, Julietta!
xOx
O céu estava colorido de tons amarelos, rosas e laranja. O pôr-do-sol havia acontecido a poucos segundos, os dois estavam na varanda da casa de peixes, que exibia uma vista fantástica: as milhares de casinhas do santuário em baixo e no horizonte as montanhas íngremes que cercavam o santuário. Às vezes era quase inacreditável saber que tudo aquilo estava no meio de Atenas, mas os 'outros' habitantes fora do Santuário não podiam ver.
- Dite... Tá tão lindo o céu hoje... – ela comentou apoiada na sacada da varanda.
- Não mais que você. – ele a abraçou por trás. – Sabe faz tempo que tenho vontade de estar as sós com você, meu amor.
Ela se virou para ele e sorriu. Abriu os lábios e o beijou lascivamente. Os dois saíram da sacada e caíram na cama num baque surdo. Apenas a luz de algumas velas os iluminava naquele momento.
- Agora não tem mais nenhum invejoso querendo atrapalhar nossa felicidade... – ela falou docemente.
Afrodite se levantou e balançou a cabeça em negativa. Ela franziu as sobrancelhas.
- Tem sim, Cypria. – voltou-se para a varanda. – Os leitores dessa fanfic. Eles estam loucos para ver as safadezas que vamos fazer daqui a pouco. – ele sorriu maliciosamente olhando a expressão pasma na cara da esposa. Foi até um móvel de madeira e tirou uma garrafa e duas taças de cristal. O rótulo dizia de que se tratava o líquido: Licor de Rosas Vermelhas. Engarrafado e produzido por Peixes. Safra de 1986.
Ela segurou a garrafa e concluiu: - Dite! Esse é o primeiro licor que você produziu!
- Sim, o licor e o vinho assim como os homens ficam mais saborosos com o passar do tempo, minha amada. Prove do licor, infelizmente não tenho o vinho, mas tenho a mim mesmo que logo poderá provar... huhuh
Ela corou as bochechas e sorveu um pouco do líquido rosado. – Do-ce... – silabou. Ele soltou várias pétalas de rosas coloridas por cima dela e da cama.
- Agora, vamos cuidar do que está sobrando aqui em nosso quarto... – olhou para ela que o questionava com os olhos. – Ao fechar esta porta fecho a visão dos intrometidos... huhuhuh... Essa cena, meus amores, é só minha!
E de frente para a varanda fechou as cortinas que davam para o seu quarto. Somente aquelas paredes sabem o que fizeram depois disso...
Fim.
xOx
Nota da Autora:
Muito obrigada a todos que leram esta fic até o final e tiveram paciência para ler o desfecho dela... Valeu!
Não gosto de finais completamente coloridos com tudo feliz e nos lugares certos, porque a vida não é nem um pouco parecida com um mar de rosas... mas esta fic me pedia isso o tempo inteiro... XD
Bem espero que tenham gostado do final e... acho que não terá mais continuação... hehehehe XD
Lady Kourin
- Junho/2007 –
xOx
