Capítulo 7. - A segunda batalha.

YIN NARRAÇÃO.

Eu não estava muito atenta na aula àquele dia. Só tinha na cabeça o que o tal diabinho tinha dito de manhã.

-"Ele não quis envolver pessoas inocentes? Como assim? Eu nunca ouvi falar de um diabo que se importasse em ferir pessoas!"- pensei, lembrando de tudo até ali.

-Ei, Yin!- chamou a Smoke, interrompendo meus pensamentos. -Vou fazer uma festa do pijama esta noite! Você quer ir? Minha mãe vai fazer cachorro quente!

-Depende o lugar onde você mora! Onde é?

-Na rua São Vicente, 528!

-São Vicente? É nessa rua que fica a minha casa! É claro que eu vou!

-Ótimo! A festa é ás 20 horas! Não esquece de levar o saco de dormir!

-Pode deixar!

Como combinado, lá estava eu na casa da Smoke. Contando com ela e comigo, eram cinco meninas ao todo. Smoke não é de convidar muita gente. Antes dos cachorros-quentes chegarem, nós começamos um jogo.

-Ok! Nós vamos jogar o jogo da verdade! E começaremos pela Yin!- anunciou uma das meninas, olhando pra mim. -Yin, você... gosta... do Yuck?

-É claro que gosto do Yuck! Somos colegas de classe!

-Não nesse sentido!- interrompeu a Smoke. -O sentido é este: você gosta muito do Yuck a ponto de querê-lo como namorado?

Fiquei muda com a pergunta. Nunca tinha pensado no Yuck como namorado. Demorei 10 segundos para pronunciar alguma coisa.

-E... eu... eu não sei! Acho que...

-Olha o cachorro-quente!- avisou a mãe da Smoke, trazendo os cachorros-quentes. Dei um suspiro de alívio, enquanto pegava um cachorro-quente. Felizmente, as meninas esqueceram a pergunta. Depois de comermos, fomos ver TV, para só então dormir. Mas eu não dormia, só refletia.

-"Será que é possível o Yuck virar meu namorado? Eu não posso namorar o Yuck! Nem sequer sentir nada por ele! Vou embora da terra quando a missão acabar!"- pensei, um pouco triste. Até perceber que meu bracelete começou a brilhar novamente. Me transformei em anjo e saí da casa da Smoke voando. Ainda tinha o corte no braço da última batalha, não poderia quebrar uma perna. Quando cheguei ao lugar onde estava a segunda parte, levei um susto: o diabinho já estava lá, com a parte da fonte na mão.

-Você pode ter levado a primeira parte, mas não vai levar a segunda!- respondeu ele, como se tivesse certeza do que estava dizendo.

-Isso é o que nós veremos! CETRO ANGELICAL!

Usei o poder de um cetro que tinha ganhado de Zeus e acertei a perna dele, fazendo um corte profundo.

-CETRO DO DIABO!- Aí que ele se zangou: também usou seu cetro e me fez um corte na barriga. Felizmente não foi tão profundo, ou eu teria grandes problemas. Mas eu cheguei a berrar de dor e parar de voar, caindo no chão. -Isso é por quase ter me deixado cego na última batalha!

Ele abriu um portal e sumiu com a segunda parte da fonte. Com dificuldade, voei para a casa da Smoke, e ao chegar lá, voltei ao normal. Tirei a parte de cima do pijama e dei uma examinada no corte.

-O que está fazendo?- perguntou a Smoke, sonolenta, ao me ver acordada. Ela falou baixinho pra não acordar as outras.

-Eu estou com um corte horrível e esqueci minha pomada em casa! Você me empresta a sua?- perguntei, aos sussurros. Ela levantou da cama e pegou a pomada no armário. Quando foi me entregar, reparou no corte que eu havia falado.

-Credo! Como foi que você fez esse corte? Aproveita e coloca isto!- ela me estendeu umas bandagens também. -Amanhã você dá um jeito melhor!

-Valeu, Smoke!

Depois de passar a pomada e colocar as bandagens, nós duas voltamos a dormir.