Oi, gente amei as reviews, vocês são demais.
Capítulo 3
Bem Rin fiz o que qualquer mulher que se encontra nessa situação teria feito vendo um homem nu em sua sala de estar: gritar.
E depois, sair correndo para a porta.
Só que se esqueceu das almofadas que tinham amontoado no chão e que ainda estavam ali. Tropeçou com algumas e caiu de bruços.
Não! Gritou mentalmente enquanto aterrissava de forma pouco elegante e dolorosa. Tinha que fazer algo para proteger-se.
Tremendo de pânico, abriu-se passo entre as almofadas enquanto procurava uma arma. Ao sentir algo duro sob a mão o agarrou, mas resultou ser uma sapatilha rosa em forma de coelho.
Droga! Pela extremidade do olho viu a garrafa de vinho. Rodou para ela e a agarrou; então se girou para enfrentar ao intruso.
Mais rápido do que ela tivesse podido esperar, o homem fechou seus quentes dedos ao redor de sua mão e a imobilizou com muito cuidado.
— Tem-te feito mal? —perguntou-lhe.
Santo Deus!, Sua voz era profundamente masculina e tinha um melodioso e marcado acento que só podia descrever-se como musical. Erótico. E francamente estimulante.
Com todos os sentidos loucos, Rin olhou para cima e…
Bom…
Para ser honestos, só viu uma coisa. E o que viu fez que as bochechas lhe ardessem mais que do que pimenta mexicana. Depois de tudo, como não ia ver se estava ao alcance de sua mão. E, além disso, com semelhante tamanho.
No mesmo momento, ele se ajoelhou a seu lado, com muita ternura lhe apartou o cabelo dos olhos e passou as mãos por sua cabeça em busca de um possível ferimento.
Rin se encolheu com a visão de seu peito. Incapaz de mover-se nem de olhar outra coisa que não fosse aquela incrível pele, sentiu a urgência de gemer ante a intensa sensação que os dedos daquele tipo lhe estavam provocando no cabelo. Ardia-lhe todo o corpo.
— Golpeaste-te a cabeça? —perguntou-lhe ele.
De novo, esse magnífico e estranho acento que se revelava através de seu corpo, como uma carícia cálida e relaxante.
Rin olhou com muita atenção aquela extensão de pele, que parecia lhe pedir a gritos a sua mão que a tocasse.
O tipo virtualmente resplandecia!
Fascinada, desejou lhe ver o rosto e comprovar por si mesmo que era tão incrível como o resto de seu corpo.
Quando elevou o olhar além dos esculturais músculos de seus ombros, ficou com a boca aberta. E a garrafa de vinho se deslizou entre seus adormecidos dedos.
Era ele!
Não!, não podia ser.
Isto não podia estar lhe acontecendo a ela, e ele não podia estar nu em sua sala de estar com as mãos enterradas em seu cabelo. Este tipo de coisas não acontecia na vida real. Especialmente às pessoas equilibradas como ela.
Mas mesmo assim…
— Sesshoumaru? —perguntou sem fôlego.
Tinha a capitalista e definida constituição de um ginasta. Seus músculos eram duros, proeminentes e magníficos, e muito bem definidos; tinha músculos até em lugares onde nem sequer sabia que se podiam ter. Nos ombros, os bíceps, nos antebraços; no peito, nas costas. E do pescoço até as pernas.
Qualquer músculo que lhe desejasse muito se mostrava com uma força bruta e totalmente masculina.
Até aquilo tinha começado a se mostra.
O cabelo lhe caía até o meio das costas, e lhe emoldurava um rosto sem rastro de barba, que parecia ter sido esculpido em granito. Incrivelmente bonito e cativante, seus rasgos não resultavam femininos nem delicados. Mas definitivamente, roubavam o fôlego.
Os sensuais lábios se curvavam em um leve sorriso que deixava à vista um par de covinhas com forma de meia lua, em cada uma de suas bochechas.
E seus olhos.
Meu Deus!
Tinham o celestial âmbar claro de um perfeito dia do verão, rodeados de um bordo azul escuro que ressaltava sua íris. Resultavam abrasadores de tão intensos, e refletiam inteligência. Rin tinha a sensação de que aqueles olhos podiam realmente resultar letais.
Ou ao menos, devastadores.
E ela se sentia realmente devastada nesses momentos. Cativada por um homem muito perfeito para ser real.
Vacilante, estendeu a mão para colocá-la sobre seu braço. Surpreendeu-se muito quando não se evaporou, demonstrando que não era uma alucinação etílica.
Não, esse braço era real. Real, duro, e quente. Baixo aquela pele que sua mão tocava, um poderoso músculo se flexionou, e o movimento fez que seu coração começasse a martelar com força.
Atônita, não podia fazer outra coisa que olhá-lo.
Sesshoumaru elevou uma sobrancelha, intrigado. Nunca antes uma mulher tinha saído fugindo dele. Nem o tinha deixado de lado depois de havê-lo invocado.
Todas as demais tinham esperado ansiosas a que ele tomasse forma e se lançaram diretamente a seus braços, lhe exigindo que as agradasse.
Mas esta não…
Era distinta.
Em seus lábios fazia cócegas um sorriso enquanto deslizava os olhos pelo corpo daquela mulher. Um abundante cabelo negro lhe caía até a altura do quadril, e seus olhos um chocolate intenso, que brilhavam com carinho e inteligência.
A pálida e suave pele. Era tão adorável como sua suave e insinuante voz.
Não é que isso importasse muito.
Sem ter em conta qual fosse sua aparência, ele estava ali para servi-la sexualmente. Para perder-se ao saborear aquele corpo, e tinha toda a intenção de fazer precisamente isso.
— Vamos — disse sujeitando-a pelos ombros—. Deixe-Me te ajudar.
— Está nu — murmurou Rin lhe olhando de cima abaixo, totalmente perplexa, enquanto ficavam em pé—. Está muito nu.
Colocou algumas mechas escuras atrás das orelhas.
— Sei.
— Está nu!
— Sim, acredito que já o deixamos claro.
— Está tão contente, e nu.
Confundido, Sesshoumaru franziu o cenho.
— O que?
Ela olhou sua ereção.
— Está contente — lhe disse com um intencionado olhar—. E está nu.
Assim lhe chamavam então neste século. Deveria recordá-lo.
— E isso te faz sentir incômoda? —perguntou-lhe, assombrado pelo fato de que existisse uma mulher preocupasse com sua nudez, coisa que jamais tinha acontecido anteriormente.
— Bingo!
— Bom, conheço um remédio — disse Sesshoumaru, baixando o timbre de sua voz enquanto olhava a camisa de Rin e os endurecidos mamilos que se marcavam através do tecido. Não podia esperar mais para ver esses mamilos.
Para saboreá-los.
Aproximou-se para tocá-la.
Rin se afastou um passo com o coração batendo loucamente. Isto não era real. Não podia sê-lo. Estava bêbada e tinha alucinações. Ou possivelmente se golpeou a cabeça com a mesa do sofá e estava sangrando-se, morrendo pouco a pouco.
Sim, isso sim! Isso tinha sentido.
Pelo menos, tinha mais sentido que aquele palpitante estremecimento que fazia que seu corpo ardesse. Um estremecimento que lhe pedia que se lançasse ao pescoço daquele homem.
E de justos era dizer que tinha um bonito pescoço.
Quando tiver uma fantasia, moça, é que definitivamente está esgotada. Certamente terá estado trabalhando mais da conta, e está começando a te levar a casa os sonhos de seus pacientes.
Sesshoumaru se aproximou dela e lhe encerrou o rosto entre suas fortes mãos. Rin não podia mover-se. Limitou-se a deixar que lhe elevasse a cabeça até que pôde olhar de frente aqueles penetrantes olhos, que com toda segurança poderiam lhe ler a alma. Hipnotizavam-na como os de um mortífero depredador sossegando a sua presa.
Rin se estremeceu sob seu abraço.
E então, uns ardentes e exigentes lábios cobriram os seus. Rin gemeu em resposta. Tinha escutado falar toda sua vida de beijos que faziam fraquejar os joelhos das mulheres, mas esta era a primeira vez que acontecia a ela.
OH! Aquele homem cheirava estupendamente, dava gosto lhe tocar e, além disso, sabia muitíssimo beijar.
Por própria iniciativa, seus braços envolveram aqueles amplos e fortes ombros. O calor do peito do homem se introduziu em seu corpo, incitando-a com a erótica e sensual promessa do que viria a seguir. E enquanto isso, ele se dedicava a encantá-la com seus lábios com tanta mestria como um oficial com a intenção de arrasá-lo tudo a seu passo.
Cada centímetro de seu magnífico corpo estava intimamente pego ao dele, acariciando-a com a intenção de despertar todos seus instintos femininos. OH Deus! Sua presença a estimulava como nenhum outro homem o tinha feito jamais. Deslizou a mão pelos esculturais músculos de suas costas e suspirou quando sentiu que se moviam sob sua mão.
Rin decidiu naquele preciso instante que se era um sonho, definitivamente não queria que soasse o despertador.
Nem o telefone
Nem…
As mãos do Sesshoumaru acariciaram suas costas antes de agarrá-la pelas nádegas e aproximar mais seus quadris, enquanto sua língua seguia dançando em sua boca. O aroma a sândalo alagava seus sentidos.
Com o corpo derretido, explorou os duros e firmes músculos de suas costas nua, enquanto as largas mechas lhe roçavam as mãos em uma erótica carícia.
Sesshoumaru sentiu que sua cabeça dava voltas com o quente roce de Rin, com a sensação de seus braços envolvendo-o enquanto suas próprias mãos percorriam sua suave pele, um deleite para o faminto.
Como gostava dos sons inarticulados com os que ela provocativamente lhe respondia. Mmm estava desejando ouvi-la gritar de prazer. Ver como sua cabeça caía para trás enquanto seu corpo se convulsionava espasmo detrás espasmo envolvendo seu membro.
Fazia muitíssimo tempo que não sentia as carícias de uma mulher. Muito tempo desde que não gozava do mais mínimo contato humano.
Sentia um desejo candente que lhe percorria todo o corpo; se esta fosse sua primeira vez, devoraria essa mulher como um pedaço de chocolate. Tombaria e gozaria dela como um faminto convidado a um banquete.
Mas tinha que esperar a que se acostumasse um pouco a ele.
Muitos séculos atrás, tinha aprendido que as mulheres sempre se desvaneciam atrás de sua primeira união. Definitivamente, não queria que esta se deprimisse.
Ao menos ainda.
Não obstante, não podia esperar um minuto mais para possuí-la.
Tomou em braços e se encaminhou para a escada.
Em um princípio, Rin não reagiu, perdida como estava na sensação daqueles fortes braços que a rodeavam com paixão; sua mente estava totalmente centrada no fato de que um homem a tivesse levantado do chão e não tivesse grunhido pelo esforço. Mas ao passar junto à enorme abacaxi que decorava o inicio da escada, saiu de seu entusiasmo com um sobressalto.
— Hei, o que você da fazendo! —soltou-lhe agarrando-se o abacaxi de mogno esculpida como se tratasse de um salva-vidas—. Onde pensa que me leva?
Ele se deteve e a olhou com curiosidade. Nesse momento, Rin foi consciente de que um homem tão alto e poderoso como aquele, poderia fazer o que gostasse com ela e seria inútil tentar detê-lo.
Um estremecimento de terror a sacudiu.
Entretanto, por muito perigosa que a situação fosse, uma parte dela não estava assustada. Algo em seu interior lhe dizia que esse homem jamais lhe faria mal intencionada mente.
— Levo-te a seu dormitório, onde podemos acabar o que começamos — disse sinceramente, como se estivessem falando do tempo.
— Parece-me que não.
Ele encolheu aqueles ombros, maravilhosamente amplos.
— Prefere as escadas então?, Ou possivelmente o sofá? —deteve-se e jogou uma olhada ao redor de sua casa, como se estivesse considerando as opções—. Não é má idéia, em realidade. Faz muito que não possuo a uma mulher em um…
— Não, não, não! O único lugar onde vais possuir me é em seus sonhos. E agora me deixe no chão antes de que me zangue de verdade.
Para seu assombro, ele obedeceu.
Começou a sentir-se um pouco melhor uma vez que seus pés tocaram terra firme e subiu dois degraus.
Agora estavam frente a frente, e quase à mesma altura; bom, se é que alguém podia estar alguma vez à altura de um homem com semelhante autoridade e inato poder.
De repente, o impacto de sua presença a golpeou com intensidade.
Era real!
Céus!, Sango e ela tinham conseguido convocá-lo e trazê-lo para este mundo.
Com o rosto impassível e sem a mais ligeira amostra de que a situação o divertisse, olhou-a diretamente aos olhos.
— Não entendo por que estou aqui. Se não quer me sentir dentro de ti, por que me convocaste?
Esteve a ponto de gemer ao escutar suas palavras. E mais ainda quando a visão de seu corpo, esbelto e poderoso introduzindo-se em si passou pela mente.
O que se sentiria quando um homem tão incrivelmente delicioso estive-se fazendo amor durante toda a noite?
Estava claro que Sesshoumaru seria delicioso na cama. Não tinha dúvida. Com a destreza e agilidade que caracterizavam seus movimentos, não fazia falta dizer o fenomenalmente bem que…
Rin ficou tensa ante o rumo de seus pensamentos. O que acontecia este homem?
Jamais em sua vida havia sentido um desejo sexual como o que sentia nesses momentos. Nunca! Literalmente falando, ditaria no chão e o comeria inteiro.
Não tinha sentido.
Acostumou-se, com o passar dos anos, que lhe descrevessem inumeráveis encontros sexuais da forma mais estranhas possiveis; alguns de seus pacientes inclusive tentavam excitá-la.
Nenhuma só vez tinham conseguido seu propósito.
Mas quando se tratava de Sesshoumaru, quão único tinha em mente era agarrá-lo, jogá-lo no chão e subir em cima.
Esse pensamento, tão impróprio dela, devolveu-lhe a sensatez.
Abriu a boca para responder sua pergunta, e não disse nada. O que ia fazer com este homem?
Além daquilo.
Moveu a cabeça com incredulidade.
— O que se supõe que vou fazer contigo?
Os olhos dele se obscureceram pela luxúria e tentou tocá-la de novo.
OH, sim!, Pedia-lhe seu corpo, por favor, me toque por todos os lugares possíveis e imaginários.
— Para! —espetou, dirigindo-se tanto ao Sesshoumaru como a si mesmo; negava-se a perder o controle. A prudência governaria a situação, não os hormônios. Já tinha cometido esse engano uma vez, e não estava disposta a repeti-lo.
Subiu de um salto um degrau mais e o olhou diretamente aos olhos. Jesus, María e José!, era fantástico. O cabelo prateado lhe caía em cascadas até a metade das costas, onde estava sujeito por uma tira de couro marrom. Exceto três finas tranças acabadas em pequenas contas de cristal, que oscilavam com cada um de seus movimentos.
As sobrancelhas, de cor escura, arqueavam-se sobre uns olhos fascinantes ao mesmo tempo que a terrorizavam. E esses olhos a estavam olhando com mais paixão da que devessem.
Nesse momento desejaria poder matar a Sango, isso sim, sem dúvida nenhuma.
Mas não tanto como gostaria de meter-se na cama com este homem e cravar os dentes nessa pele.
Deixe já disso!
— Não entendo o que acontece-disse ao fim. Tinha que pensar; descobrir o que devia fazer—. Preciso me sentar um minuto e você… — deslizou os olhos sobre o magnífico corpo—. Você precisa se tampar.
Sesshoumaru pôs uma expressão crispada. Era a primeira vez em toda sua existência que alguém lhe dizia isso.
De fato, todas as mulheres às que tinha conhecido antes da maldição, não tinham feito outra coisa que tentar lhe arrancar a roupa. O mais rápido possível. E depois da maldição, suas invocadoras tinham dedicado dias inteiros a contemplar sua nudez enquanto passavam as mãos por seu corpo, saboreando sua presença.
— Fique aqui um momento — lhe disse Rin antes de subir a toda pressa as escadas.
Sesshoumaru observou o vaivém de seus quadris enquanto subia os degraus e seu membro se endureceu imediatamente. Jogou uma olhada a seu redor com os dentes apertados, em um intento por ignorar o ardor que sentia. A chave estava na distração; ao menos até que ela pedisse que a ama-se.
O qual não demoraria para ocorrer. Nenhuma mulher podia negar-se por muito tempo o prazer que ele poderia dar.
Com um amargo sorriso ante aquela idéia, contemplou a casa.
Em que lugar e em que época se encontrava?
Não sabia quanto tempo tinha estado trancado no livro. Quão único recordava era o som das vozes com o passar do tempo, a sutil mudança dos acentos e dos dialetos conforme passavam os anos.
Olhando a luz que se encontrava sobre sua cabeça, franziu o cenho. Não havia nenhuma chama. O que era essa coisa? Os olhos lhe encheram de lágrimas, irritados, e desviou a vista.
Isso devia ser uma lâmpada, decidiu.
«Ouça, preciso trocar a lâmpada. Faça-me o favor de dizer onde esta o interruptor, está junto à porta?»
Enquanto recordava as palavras do dono da livraria, olhou para a porta e viu o que supostamente devia ser o interruptor. Sesshoumaru se afastou das escadas e apertou o pequeno dispositivo. Imediatamente, as luzes se apagaram. Reacendeu as.
Sorriu sem propor-lhe O que outras maravilhas lhe aguardavam nesta época?
— Aqui tem.
Sesshoumaru olhou para Rin que estava na parte superior da escada. Arrojou-lhe um comprido retângulo de tecido verde escuro. Sustentou-a sobre o peito enquanto a incredulidade o deixava perplexo.
Havia dito a sério, ela queria que ele se cobrisse?
Que estranho. Franzindo mais o cenho, envolveu os quadris com o tecido.
Rin esperou até que se afastou da porta para olhá-lo de novo. Graças a Deus, por fim estava abafado. Não era de sentir saudades que os vitorianos insistissem tanto no assunto das folhas de parra. Era uma pena não ter umas quantas no pátio. Quão único crescia ali eram algumas rosas, e duvidava muito que ele apreciasse seus espinhos.
Rin se encaminhou para a sala e se sentou no sofá.
— me ajude, San — suspirou—. Pagará-me isso por isso.
E então, ele se sentou a seu lado, revoltando todo o seu hormônio, de seu corpo com sua presença.
Enquanto se movia até a outra ponta do sofá, Rin o olhou cautelosamente.
— Assim… para quanto tempo vieste?
OH, que boa pergunta, Rin! Por que não lhe pergunta pelo tempo ou lhe pede um autógrafo já que te põe? Jesus!
— Até a próxima lua cheia — seus gélidos olhos deram amostras de um pequeno degelo. E, enquanto deslizava seu olhar por todo seu corpo, o gelo se transformou em fogo em décimas de segundo. inclinou-se sobre ela para lhe tocar o rosto. Rin se incorporou de um salto e pôs a mesa do café como barreira de separação.
— Está-me dizendo que tenho que te agüentar durante todo um mês?
— Sim.
Incomodada, Rin passou a mão pelos olhos. Não podia entretê-lo durante um mês. Um mês inteiro, com todos seus dias! Tinha obrigações, responsabilidades. Até tinha que procurar um passatempo.
— Olhe — lhe disse—. Acreditando ou não, tenho uma vida em que não está incluído.
Sabia pela expressão de seu rosto, que não lhe importavam suas palavras. Absolutamente.
— Se pensa que estou encantado de estar aqui contigo, está infelizmente equivocada. Asseguro-te que não escolhi vir.
Suas palavras conseguiram feri-la.
— Bom, certa parte de ti não sente o mesmo — lhe disse enquanto dedicava um furioso olhar a aquela parte de seu corpo que ainda estava rígida como uma vara.
Ele suspirou ao jogar uma olhada e vislumbrar a protuberância que me sobressaía sob a toalha.
— Infelizmente, tenho tanto controle sobre isto como sobre o fato de estar aqui.
— Bom, a porta está aí — disse assinalando-a—. Tome cuidado de que não te golpeie o traseiro ao fechar-se.
— me acredite; se pudesse ir, faria-o.
Rin titubeou ante suas palavras, ante seu significado.
— Quer dizer que não posso te ordenar que te parta?, nem que retorne ao livro?
— Acredito que a expressão que usou foi: bingo.
Rin guardou silêncio.
Sesshoumaru ficou de pé lentamente e a olhou. Durante todos os séculos que tinha sido condenado, esta a primeira vez que lhe acontecia uma coisa assim. O resto de suas invocadoras tinham sabido o que ele significava, e tinham estado mais que dispostas a passar todo um mês em seus braços, utilizando felizmente seu corpo para obter prazer.
Jamais em sua vida, mortal ou imortal, tinha encontrado a uma mulher que não lhe desejasse fisicamente.
Era…
Estranho.
Humilhante.
Quase embaraçoso.
Seria um indício de que a maldição se debilitava?, De que possivelmente pudesse liberar-se?
Não. No fundo sabia que não era certo, mesmo que sua mente se esforçava em aferrar-se à idéia. Quando os deuses gregos decretam um castigo, fazem-no com um estilo e com uma sanha que nem sequer dois milênios podem suavizar.
Houve uma época, muito tempo atrás, em que tinha lutado contra a condenação. Uma época em que tinha acreditado que poderia liberar-se. Mas depois de dois mil anos de fechamento e tortura desumana, tinha aprendido algo: resignação.
Merecia-se este inferno pessoal e, como o soldado que uma vez tinha sido, aceitava o castigo.
Sentia um nó na garganta e tragou para tentar desfazê-lo. Estendeu os braços aos lados e ofereceu seu corpo a Rin.
— Faz comigo o que deseje. Só tem que me dizer como posso te agradar.
— Então desejo que te parta.
Sesshoumaru deixou cair os braços.
— Nisso não posso te agradar.
Frustrada, Rin começou a caminhar nervosa de um lado a outro. Finalmente, seus hormônios tinham retornado à normalidade e, com a cabeça mais limpa, esforçou-se por encontrar uma solução. Mas por muito que a buscava, não parecia haver nenhuma.
Uma dor aguda se instalou em suas têmporas.
O que ia fazer um mês —um mês inteiro— com ele?
De novo, uma visão de Sesshoumaru sobre ela, com o cabelo caindo a ambos os lados do rosto, formando um dossel ao redor de seus corpos enquanto se introduzia totalmente nela, assaltou-a.
— Necessito algo… — ao Sesshoumaru falhou a voz.
Rin se deu a volta para lhe olhar, com o corpo ainda lhe suplicando que cedesse a seus desejos.
Seria tão fácil render-se ante ele… Mas não podia cometer esse engano. Negava-se a usar a Sesshoumaru desse modo. Como se…
Não, não ia pensar nisso. Negava-se a pensar nisso.
— O que? —perguntou ela.
— Comida — respondeu Sesshoumaru —. Se não for me utilizar de forma apropriada, poderia comer algo?
A expressão envergonhada e tinta de desagrado que adotou seu rosto indicou a Rin que não gostava de ter que pedir.
Então caiu na conta de algo; se para ela isto resultava estranho e difícil, como demônios se sentiria ele depois de ter sido arrancado de onde quer que estivesse, para ser arrojado a sua vida como se fosse um objeto qualquer? Devia ser terrível.
— É obvio — lhe disse enquanto ficava em movimento para que ele a seguisse—. A cozinha está aqui — o guiou pelo curto corredor que levava a parte traseira da casa.
Abriu o frigorífico e se apartou para que ele jogasse uma olhada.
— O que gosta?
Em lugar de colocar a cabeça para procurar algo, ficou ao meio metro de distância.
— ficou um pouco de pizza?
— Pizza? —repetiu Rin ficou assombrada. Como saberia ele o que era uma pizza?
Sesshoumaru se encolheu de ombros.
— Deu-me a impressão de que você gostava muito.
Rin arderam suas bochechas enquanto recordava o tolo jogo que ela e Sango se dedicaram enquanto comiam. Sango fazia outro comentário a respeito de substituir o sexo com a comida, e ela tinha fingido um orgasmo ao saborear a última parte de pizza.
— Escutou-nos?
Com uma expressão hermética, ele respondeu em voz baixa.
— O escravo sexual escuta tudo o que se diz nas proximidades do livro.
Se as bochechas lhe ardessem um pouco mais, acabariam explorando.
— Não ficou nada — disse rapidamente, retrocedo colocar a cabeça no congelador para esfriar a Tenho um pouco de frango que me sobrou de ontem, e também pasta.
— Esta bom?
Ela assentiu com a cabeça.
— Está bem.
O tom despótico que utilizou Sesshoumaru fez estalar sua fúria. Era um desses que no fundo queria dizer: Eu sou o macho, neném. Traga-me a comida. E tinha conseguido que lhe fervesse o sangue.
— Olhe, querido, não sou sua cozinheira. E se continuar aginto assim de darei nabo pra aipo
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Aipo?
— Esquece-o — ainda irritada, tirou o frango e o preparou para colocá-lo no microondas.
Sesshoumaru se sentou à mesa com sua aura de arrogância tão masculina que acabava com todas suas boas intenções. Desejando ter uma lata do Aipo, Rin serviu um pouco de macarronada.
— De todos os modos, quanto tempo estiveste encerrado nesse livro? Da Idade Média? —ao menos sua forma de atuar correspondia a da época.
Ele permaneceu sentado, tão quieto como uma estátua. Nada de mostrar suas emoções. Se não o tivesse conhecido melhor, teria pensado que se tratava de um andróide.
— A última vez que fui convocado foi no ano 1895.
— Sério? —Rin ficou com a boca aberta enquanto colocava a comida no microondas— Em 1895? Está falando a sério?
Ele assentiu com a cabeça.
— Em que ano lhe meteram no livro?, A primeira vez quero dizer.
A ira se apropriou de seu rosto com tal intensidade que Rin se assustou.
— Segundo seu calendário, no ano 149 a.C.
Rin abriu os olhos de par em par.
— No ano 149 antes de Cristo? Jesus, María e José! Quando te chamei Sesshoumaru da Macedônia era certo. É da Macedônia.
Ele assentiu com um gesto brusco.
Os pensamentos de Rin giravam como um torvelinho enquanto fechava o microondas e o punha em marcha. Era impossível. Tinha que ser impossível!
— Como lhe meteram no livro? A ver, conforme tenho entendido, os antigos gregos não tinham livros, verdade?
— Originalmente fui encerrado em um cilindro de pergaminho que mais tarde foi encadernado como medida de amparo — disse com um tom sombrio e o rosto impassível—. E com respeito ao que foi o que fiz para que me castigassem: invadi Alexandria.
Rin franziu o cenho. Aquilo não tinha nem pingo de sentido; como o resto de tudo o que estava acontecendo.
— E por que foste merecer te um castigo por invadir uma cidade?
— Alexandria não era uma cidade, era uma sacerdotisa virgem do deus Príapo ou seja Narak.
Rin se esticou ante o comentário, e ante a magnitude do castigo que implicava «invadir» a uma mulher. Encerrar ao autor da invasão para toda a eternidade era um pouco excessivo.
— Violou a uma mulher?
— Não a violei — respondeu olhando-a com dureza—. Foi de mútuo consentimento, asseguro-lhe isso.
Vale, esse era um tema sensível para ele. Percebia-se claramente em sua gélida conduta. Não gostava de falar do passado. Teria que ser um pouquinho mais sutil em seu interrogatório.
Sesshoumaru escutou o estranho timbre, e observou como Rin apertava uma mola que abria a porta da caixa negra onde tinha introduzido sua comida.
Ela tirou a fumegante comida e o colocou diante dele, junto com um garfo prateado, uma faca, um guardanapo de papel e uma taça de vinho. O quente aroma lhe subiu à cabeça e fez que o estômago rugisse de necessidade.
Supunha-se que devia estar perplexo pelo modo tão rápido em que ela tinha cozinhado, mas depois de ter ouvido falar de artefatos com nomes estranhos como trem, câmara, automóvel, fonógrafo, foguete e ordenador, Sesshoumaru duvidava que algo pudesse tomá-lo por surpresa.
Em realidade, não ficava nenhum sentimento nele, além do desejo; fazia muito que tinha banido todas suas emoções.
Sua existência não era mais que uma sucessão de fragmentos temporários ao longo dos séculos. Sua única razão de ser era a de obedecer os desejos sexuais de suas invocadoras.
E, se algo tinha aprendido nos dois últimos milênios, era a desfrutar dos escassos prazeres que podia obter em cada invocação.
Com esse pensamento, agarrou uma pequena porção de comida e saboreou a deliciosa sensação dos mornos e cremosos talharins sobre sua língua. Era uma pura delícia.
Deixou que o aroma das especiarias e do frango invadisse sua cabeça. Tinha passado uma eternidade da última vez que provou a comida. Uma eternidade sofrendo uma fome atroz. Fechou os olhos e tragou. Acostumado como estava à privação em lugar da os mantimentos, seu estômago se fechou ante o primeira garfada Sesshoumaru apertou com força a faca e o garfo enquanto lutava por afastar a terrível dor.
Mas não deixou de comer. Não o faria enquanto houvesse comida no prato. Tinha esperado muito tempo para poder aplacar sua fome e não estava disposta a deter-se agora.
Depois de um tempo, as dores de seu estomago foram diminuindo e lhe permitiram desfrutar plenamente da comida.
Uma vez seu estômago se acalmou, teve que jogar mão de todas suas forças para comer como um humano e não escondê-la comida a punhados, tal era a fome que lhe devorava.
Em momentos como este, resultava-lhe muito difícil recordar que ainda era humano, e não uma besta desbocada e feroz que tinha sido liberada de sua jaula.
Fazia séculos que tinha perdido a maior parte de sua condição humana. E estava decidido a conservar o pouco que ficava.
Rin se apoiou na mesa e o observou enquanto comia. O fazia lentamente, de forma quase mecânica. Não deixava entrever se gostava da comida, mas ainda assim, continuava comendo.
O que realmente lhe surpreendeu foram os deliciosas maneiras europeus que demonstrava. Ela nunca tinha sido capaz de comer desse modo, e foi então quando começou a perguntar-se onde teria aprendido a utilizar a faca para manter a massa no garfo, e evitar que caísse.
— Havia garfos em à antiga a Macedônia? —perguntou-lhe.
Sesshoumaru deixou de comer.
— Desculpa?
— Perguntava-me quando se inventou o garfo. Já o utilizavam em…?
Estas desvairando! Gritou-lhe sua mente.
E quem não o faria nesta situação? Olhe ao tipo. Quantas vezes crie que alguém atuou como um imbecil e acabou devolvendo a vida a uma estátua grega? Especialmente uma estátua com esse corpo!
Não muito freqüentemente.
— Acredito que se inventou em meados do sigo XV.
— Sério? —perguntou ela—. Você estava ali?
Com uma expressão ilegível, elevou os olhos e a sua vez perguntou:
— A que te refere, ao momento em que inventaram o garfo ou ao século XV?
— Ao século XV, é obvio. —E pensando-o melhor, acrescentou: — Não estava ali quando se inventou o garfo, verdade?
— Não. — Sesshoumaru se esclareceu garganta e se limpou a boca com o guardanapo—. Fui convocado em quatro ocasiões durante esse século. Duas vezes na Itália, uma na França e outra na Inglaterra.
— De verdade? —Tentou imaginar-se como devia ser o mundo naquela época—. Arrumado a que viu todo tipo de coisas ao longo dos séculos.
— Não tantas.
— OH, venha já! Em dois mil anos…
— Vi principalmente dormitórios, camas e armários.
Seu tom seco fez que Rin se detive se e ele continuou comendo. Uma imagem de Kohako lhe cravou o coração. Ela só tinha conhecido a um imbecil egoísta e despreocupado. Mas parecia que Sesshoumaru tinha mais experiência nesse terreno.
— me conte então, o que faz enquanto está no livro, tomba-te e esperas que alguém te convoque?
Ele assentiu.
— E o que faz para passar o tempo?
Sesshoumaru se encolheu de ombros e Rin caiu na conta de que, em realidade, não demonstrava possuir um grande número de expressões.
Nem de palavras.
Aproximou-se da mesa e se sentou em um tamborete frente a ele.
— A ver, de acordo com o que me há dito temos que estar juntos durante um mês, que tal se nos dedicamos a conversar para fazê-lo mais agradável?
Sesshoumaru levantou o olhar, surpreso. Não podia recordar a última vez que alguém quis conversar com ele, exceto para lhe dar ânimos ou lhe fazer sugestões que o ajudassem a incrementar o prazer que lhes proporcionava. Ou para lhe pedir que voltasse para a cama.
Tinha aprendido a uma idade muito tenra que as mulheres só queriam uma coisa dele: essa parte de seu corpo enterrada profundamente entre suas coxas.
Com essa idéia na mente, passeou lentamente o olhar pelo corpo de Rin, detendo-se em seus seios, que se endureceram sob seu prolongado escrutínio.
Indignada, Rin cruzou os braços sobre o peito e esperou a que ele a olhasse aos olhos. Sesshoumaru quase soltou uma gargalhada. Quase.
— A ver — disse ele utilizando suas mesmas palavras—. Há coisas que fazer com a língua muito mais prazenteiras que conversar: como lhe passar isso pelos seios nus e pela garganta —baixou o olhar para o lugar onde, aproximadamente, ficaria seu regaço através da mesa—. Sem mencionar outras partes que poderia visitar.
Por um instante, Rin ficou sem fala. E depois lhe encontrou a graça ao assunto. E um momento mais tarde começou a ficar muito brincalhona.
Como terapeuta, tinha ouvido coisas muito mais surpreendentes que essa, recordou-se.
Sim, claro, mas não o havia dito uma pessoa com a que ela queria fazer outras coisas além de falar.
— Tem razão, há outras muitas coisas que se podem fazer com uma língua; como, por exemplo, lhe cortá-la disse, e se desfrutou na surpresa que refletiram seus olhos—. Mas sou uma mulher a que gosta de muito falar, e você está aqui para me agradar, verdade?
Seu corpo se esticou de forma muito sutil, como se resistisse a aceitar seu papel.
— É certo.
— Então, me conte o que faz enquanto está no livro.
Rin sentiu como seus olhos a atravessavam com uma intensidade tão abrasadora que a deixou intrigada, desconcertada e um pouco assustada.
— É como estar encerrado em um sarcófago — respondeu ele em voz baixa—. Ouço vozes, mas não posso ver a luz nem nenhuma outra coisa. Não posso me mover. Simplesmente me limito a esperar e a escutar.
Rin se horrorizou ante a simples idéia. Recordava o dia, muito tempo atrás, em que ficou encerrada acidentalmente no armário das ferramentas de seu pai. A escuridão era total e não havia modo de sair. Aterrorizada, havia sentido que lhe oprimiam os pulmões e que a cabeça começava a lhe dar voltas pelo medo. Chiou e esperneou contra a porta até que teve as mãos cheias de ferimentos.
Finalmente, sua mãe a escutou e a ajudou a sair.
Após, Rin sentia uma ligeira claustrofobia devido à experiência. Não podia imaginá-lo que seria passar séculos inteiros em um lugar assim.
— É horrível — balbuciou.
— Ao final te chega a acostumar. Com o tempo.
— De verdade? —não estava muito segura, mas duvidava que fosse certo.
Quando sua mãe a tirou do armário, descobriu que só tinha estado encerrada meia hora; mas lhe tinha parecido uma eternidade. O que se sentiria ao passar realmente uma eternidade encerrada?
— tentaste escapar alguma vez?
O olhar que lhe dedicou o dizia tudo.
— O que aconteceu? —perguntou Rin.
— Obviamente, não tive sorte.
Sentia-se muito mal por ele. Dois mil anos encerrado em uma cripta tenebrosa. Era um milagre que não se tornou louco. Que fora capaz de sentar-se com ela e falar.
Não era de sentir saudades que lhe tivesse pedido comida. Privar a uma pessoa de todos os prazeres sensoriais era uma tortura cruel e desumana.
E então soube que ia ajudar o. Não sabia muito bem como fazê-lo, mas tinha que haver algum modo de liberá-lo.
— E se encontrássemos o modo de te tirar daí?
— Asseguro-te que não há nenhum.
— É um tanto pessimista, não?
Olhou-a divertido.
— Estar preso durante dois mil anos tem esse efeito sobre as pessoas.
Rin o observou enquanto acabava a comida, com a mente em ebulição. Sua parte mais otimista se negava a escutar seu fatalismo, exatamente igual à terapeuta que havia nela se negava a deixá-lo partir sem ajudá-lo. Tinha jurado aliviar o sofrimento das pessoas, e ela tomava seus juramentos muito a sério.
Quem a segue, consegue-a.
E embora tivesse que atravessar oceanos ou cruzar o mesmo inferno, encontraria o modo de liberá-lo!
Enquanto isso decidiu fazer algo que duvidava muito que alguém tivesse feito por ele antes: ia encarregar se de que desfrutasse de sua liberdade em Nova Orleáns. As outras mulheres o tinham mantido encerrado nos limites de seus dormitórios ou de seus armarios, mas ela não estava disposta a encadear a ninguém.
— Bem, então digamos que esta vez vais ser você o que desfrute querido.
Ele elevou o olhar do prato com repentino interesse.
— vou ser sua faxineira — continuou Rin —. Faremos algo que te deseje muito. E veremos tudo o que te ocorra.
Enquanto tomava um sorvo de vinho, curvou os lábios em um gesto irônico.
— te tire a camisa.
— Como? —perguntou Rin.
Sesshoumaru deixou a um lado a taça de vinho e a atravessou com um luxurioso e candente olhar.
— Há dito que posso ver o que quiser e fazer o que me deseje muito. Bem, pois quero ver seus seios nus e depois quero passar a língua por…
— Ouça grandalhão!, te relaxe! —disse-lhe Rin com as bochechas ardendo e o corpo abrasado pelo desejo—. Acredito que vamos deixar claro algumas regras que terá que cumprir esteja aqui. Número um: Nada de ficar me falando dessa maneira.
— E por que não?
Sim, exigiu-lhe seu corpo entre a súplica e o aborrecimento. Por que não?
— Porque não sou nenhuma gata no cio com o rabo elevado para que qualquer gato venha, monte-me e se largue.
-Entendeu.
Fala serio, eu realmente sei me comporta na presença do sesshy, viu só como fiquei plenamente calma quando o vi.
Espero sinceramente que tenham gostado e que comente beijos e nos vemos durante a semana.
