Capítulo 7

Sesshoumaru olhou fixamente Rin; sua mente não parava de lhe dar voltas ao que acabava de dizer.

Seria certo? Poderia atrever-se a acreditá-lo? A ter esperança depois de tanto tempo…?

— Seu sobrenome é Alexander? —repetiu, incrédulo.

— Sim —lhe respondeu ela, com um sorriso alentador no rosto.

Cupido observou a seu irmão com um olhar severo.

— Já dormiram junto vocês dois?

— Não —respondeu Sesshoumaru —. Ainda não —e pensar que tinha estado zangado por isso…

Rin tinha evitado que cometesse o terceiro engano maior de sua vida. Nesse momento a beijaria. Um sorriso iluminou o rosto do Cupido.

— Bom, maldita seja minha sorte… Enfim, melhor não nomear a corda em casa do enforcado… Nunca conheci a uma mulher que pudesse estar perto de ti mais de dez minutos sem jogar-se em…

— Cupido —lhe cortou Sesshoumaru, antes de que soltasse um comprido discurso sobre o número de mulheres com as que se deitou—. Tem algo mais que dizer que nos seja útil?

— Uma coisa mais. A fórmula de mamãe só terá êxito se Naraku não o descobrir. Se o fizer, poderia evitar que te liberasse com sua característica má sombra.

Sesshoumaru apertou os punhos ante a lembrança de algumas das ações mais repugnantes de seu irmão.

Por alguma razão que não alcançava a compreender, Naraku lhe tinha odiado desde que nasceu. E com o passo dos anos, seu irmão tinha dado um novo significado à expressão «rivalidade fraternal».

Sesshoumaru deu um sorvo a sua bebida.

— Não o descobrirá a menos que você o diga.

— Não me olhe —replicou Cupido—. Não sou dos seus. Confunde-me com o primo Dion. E agora que o recordo, tenho que me reunir com meus meninos. Planejamos fazer um grande tributo ao velho Baco esta noite —alargou o braço e deixou a mão com a palma para cima—. Meu arco, se for tão amável.

Com muito cuidado, para não cravar-se, Sesshoumaru o tirou do bolso e o devolveu.

Nesse momento percebeu o estranho olhar de seu irmão maior; um olhar de afeto sincero.

— Estarei perto se por acaso me necessita. Só tem que me chamar; por meu nome, nada do Cupido. E por favor, deixa isso de «bastardo inútil», Ouviu! —olhou-lhe com um sorriso presunçoso—. Deveria ter sabido que era você.

Sesshoumaru não disse nada enquanto recordava o que tinha acontecido a última vez que tomou a palavra de seu irmão, e lhe pediu ajuda.

Cupido se levantou, olhou a Rin e a Sango, e sorriu ao Sesshoumaru.

— Boa sorte com seu intento de obter a liberdade. Que a força de Are e a sabedoria de Ateneu lhe guiem.

— E que Hades se encarregue de assar sua velha alma.

Cupido lançou uma gargalhada.

— Muito tarde. Fez-o quando só tinha trezentos anos e não foi tão horrível. Vemo-nos, maninho.

Sesshoumaru não falou enquanto Cupido se abria caminho para a porta de saída, como qualquer ser humano normal. A garçonete lhes trouxe o pedido e ele agarrou a estranha comida, consistente em uma parte de carne metido em duas fatias de pão; mas em realidade não tinha muita fome. Tinha perdido o apetite.

Rin cobriu a carne com uma coisa vermelha, tampou-a com o pão e lhe deu um bocado. Seango comia uma salada enfeitada com o mesmo molho.

Elevando o olhar, Rin se deu conta do cenho com que Sesshoumaru a observava enquanto comia. Parecia ainda mais preocupado que antes, e tinha a mandíbula tão tensa que se via que estava apertando com força os dentes.

— O que te ocorre? —perguntou-lhe.

Ele entrecerró os olhos suspicazmente.

— Está disposta realmente a fazer o que Eros há dito?

Rin deixou o hambúrguer no prato e se limpou a boca com o guardanapo. Em realidade, não gostava de muito a idéia de que Sesshoumaru usasse seu corpo para obter a liberdade. Seria uma relação de uma só noite, sem compromissos nem promessas.

Sesshoumaru se iria assim que acabasse com ela. Não tinha nenhuma dúvida a respeito.

por que ia querer ficar junto a ela um homem como ele, que bem podia ter a qualquer mulher da terra comendo de sua mão?

Mesmo assim, não podia condená-lo a seguir vivendo eternamente em um livro. Não quando ela era a chave para liberá-lo.

— me conte uma coisa —disse Rin em voz baixa—; quero saber como acabou metido no livro; a história completa. E o que ocorreu a sua esposa.

Não o teria acreditado possível, mas a mandíbula do Sesshoumaru se esticou ainda mais. Estava tentado esconder-se de novo.

Mas ela se negou a que fugisse. Já era hora de que entendesse por que lhe preocupava o fato de deitar-se com ele.

— Sesshoumaru, está-me pedindo muito. Não tenho muita experiência com os homens.

Ele franziu o cenho.

— É virgem?

— Oxalá —balbuciou Rin.

Sesshoumaru viu a dor em seus olhos enquanto lhe respondia em um murmúrio. Envergonhada, ela olhou ao chão.

Não!, rugiu sua mente. Não era possível que tivesse sofrido o que estava imaginando. Uma inesperada fúria despertou em seu interior ante a mera possibilidade.

— Violaram-lhe?

— Não —sussurrou ela—. Não… exatamente.

A confusão dissipou a ira do Sesshoumaru.

— Então, o que quer dizer?

— Era jovem e estúpida —continuou ela muito devagar.

— Um porco se aproveitou de que seus pais acabavam de morrer e de que ela estava muito mal —lhe contou Sango com voz áspera—. Era um desses sujos embusteiros que lhe soltam o de «só quero te cuidar», para aproveitar-se e depois sair correndo uma vez que o conseguem.

— Fez-te mal? —perguntou-lhe Sesshoumaru.

Rin assentiu.

Uma nova quebra de onda de fúria o assaltou. Não sabia muito bem por que lhe importava tanto o que pudesse lhe acontecer a Rin, mas por alguma razão que não acabava de compreender, assim era. E queria vingar-se em seu nome. Viu como lhe tremia a mão, a cobriu com a sua, e começou a lhe acariciar brandamente os nódulos com o polegar.

— Só o fiz uma vez —confessou Rin em um murmúrio—. Já sei que a primeira vez dói, mas não sabia que fosse assim. E o dano físico não foi o pior; o mais horrível foi o fato de que não pareceu lhe importar nada meu sofrimento. Senti-me como se só estivesse ali para lhe agradar, como se nem sequer fosse uma pessoa.

Ao Sesshoumaru lhe fez um nó no estômago. Sabia muito bem ao que Rin se referia.

— Essa mesma semana —prosseguiu ela—, como não me chamava nem me respondia, fui a seu apartamento para vê-lo. Era primavera e tinha as janelas abertas. Quando me aproximei… —um soluço a interrompeu.

— Ele e seu companheiro de piso tinham feito uma aposta para ver qual dos dois desflorava mais virgens esse ano —lhe contou Sango—. Rin lhes escutou burlar-se dela.

Uma fúria letal e sinistra o possuiu. Ele tinha conhecido a muitos homens dessa índole. E jamais tinha podido suportá-los. De fato, sempre lhe tinha dado muito gosto liberar à terra de sua fedida presença.

— Senti-me utilizada; como uma estúpida —murmurou Rin olhando-o. A agonia que refletiam seus olhos o abrasou—. Não quero voltar a me sentir assim —se tampou a cara com uma mão, mas não antes de que Sesshoumaru captasse a humilhação em seu olhar.

— Sinto-o muito, Rin —sussurrou ele, abraçando-a.

Então isso era. Essa era a fonte de seus demônios. Abraçou-a com força, apoiando a bochecha sobre sua cabeça. O suave aroma a flores o rodeou.

Como ansiava poder consolá-la. E que culpado se sentia. Ele também tinha usado a Kagura. Os deuses eram testemunhas de que lhe tinha feito a sua esposa muito mais danifico, a fim de contas.

merecia-se estar maldito, pensou com amargura.

O tinha ganho em pulso, e não voltaria a fazer mal a Rin. Era uma mulher honesta, com um grande coração e se negava a aproveitar-se dela.

— Não passa nada, Rin —a consolou com ternura, envolvendo-a ainda mais entre seus braços e embalando-a. Beijou-a brandamente na cabeça—. Não te pedirei que faça isto por mim.

Ela elevou a vista muito surpreendida. Não podia acreditar que dissesse algo assim.

— Não posso deixar de fazê-lo.

— Sim que pode. Simplesmente esquece-o —havia dor em sua voz. E uma cadência estranha, algo que lhe dava uma ligeira idéia do homem que uma vez tinha sido.

— Realmente crie que posso fazê-lo?

— E por que não? Todos os membros de minha família me deram de lado. Você nem sequer me conhece —seu olhar se escureceu ao soltá-la.

— Sesshoumaru …

— me faça caso, Rin. Não o mereço —tragou saliva antes de voltar a falar—. Como general, fui implacável no campo de batalha. Ainda posso ver as olhadas horrorizadas dos milhares de homens que morreram sob minha espada, enquanto os fazia pedaços sem o mais mínimo indício de remorso —procurou o olhar de Rin—. por que ia alguém como você a ajudar a alguém como eu?

Rin recordou como Sesshoumaru tinha embalado e consolado ao menino, como tinha ameaçado ao Cupido para evitar que lhe fizesse mal; e então soube por que. Pode que em seu passado tivesse feito costure espantosas, mas não era um ser perverso. Poderia havê-la violado se tivesse querido. E em lugar de fazê-lo, esse homem que apenas se tinha conhecido um gesto amável, limitou-se a consolá-la.

Não, apesar de todos os crimes que pudesse ter cometido no passado, havia bondade nele.

Sesshoumaru tinha sido um homem de seu tempo. Um general da Antigüidade, forjado no calor de muitas batalhas. Um homem que se criou em condições tão brutais que não podia acabar de imaginar.

— E sua esposa? —perguntou Rin.

Um músculo começou a lhe pulsar na mandíbula.

— Menti-lhe, traí-a e a enganei, e ao final, matei-a.

Rin se esticou ante a inesperada confissão.

— Você a matou?

— Pode que não fosse eu o que lhe tirasse a vida, mas fui o responsável, depois de tudo. Se não… —sua voz se desvaneceu enquanto fechava os olhos com força.

— O que? —perguntou Rin—. O que ocorreu?

— Forcei meu destino, e o seu. E ao final, as Parcas me castigaram.

Rin não pensava ficar assim.

— Como morreu?

— Enlouqueceu quando descobriu o que lhe fiz. O que Eros fazia… — Sesshoumaru enterrou a cara entre as mãos enquanto as lembranças o assaltavam—. Fui um estúpido ao acreditar que Eros podia conseguir que alguém me amasse.

Rin alargou o braço e lhe aconteceu a mão pelo rosto. Ele a olhou. Estava incrivelmente formosa ali sentada. A ternura de seus olhos não deixava de surpreendê-lo. Nenhuma mulher o tinha cuidadoso nunca desse modo.

Nem sequer Kagura. Sempre tinha faltado algo quando sua mulher o olhava, ou quando o acariciava.

Seu coração, compreendeu com um sobressalto. Rin estava certa. Era muito diferente quando o coração não estava envolto. Era algo muito sutil, mas sempre tinha percebido o vazio nas carícias de sua esposa, em suas palavras; e isso tinha feito que sua alma enegrecida sofresse ainda mais.

Súbitamente, Cupido se materializou junto à Sango e olhou ao Sesshoumaru com um tímido sorriso.

— Esqueci te dizer algo.

Sesshoumaru deixou escapar um suspiro encolerizado.

— Não sei por que têm o costume de lhes esquecer de algo. E, está acostumado a ocorrer, que esse algo é sempre o mais importante. O que esqueceste esta vez?

Cupido não foi capaz de enfrentar o olhar de seu irmão.

— Como muito bem sabe, está condenado a, digamo-lo assim, te sentir forçado a agradar à mulher que te invoque.

Sesshoumaru lançou um rápido olhar a Rin e seu membro se esticou malevolamente em resposta.

— Sou muito consciente desse fato.

— Mas é consciente de que com cada dia que passe sem possuí-la, sua prudência irá desaparecendo? Para quando o mês esteja chegando a seu fim, será um louco desesperado pela falta de sexo e a única forma de te sanar será ceder a seus desejos. Se não o fizer, irmão, sofrerá uma agonia tão dolorosa que o castigo do Prometeo a seu lado parecerá uma estadia nos Campos Elíseos.

Sango ofegou.

— Prometeo não é o deus que supostamente entregou o fogo à humanidade? —perguntou Rin.

— Sim —respondeu Cupido.

Rin olhou nervosa ao Sesshoumaru.

— que foi encadeado a uma rocha e condenado a que todos os dias uma águia se comesse suas vísceras?

— E a que cada noite se recuperasse para que o pássaro pudesse seguir comendo ao dia seguinte —acabou Sesshoumaru em seu lugar. Os deuses sabiam como castigar a aqueles que os chateavam.

Uma ira amarga se estendeu por suas veias enquanto observava ao Cupido.

— Odeio.

Cupido assentiu.

— Sei. Oxalá não tivesse feito nunca o que me pediu. Sinto-o muito. Acredita ou não, mamãe e eu estamos muito arrependidos.

Com as emoções revoltas, Sesshoumaru não foi capaz de dizer nada. Desolado, quão único via era o rosto de Kagura em sua mente, e a visão o fazia encolher-se de dor.

Uma coisa era que sua família o castigasse a ele, mas nunca deveriam haver meio doido aos que eram inocentes.

Cupido depositou uma caixa na mesa, frente a ele.

— Se não querer abandonar a esperança, vais necessitar isto.

— te cuide dos presentes dos deuses —disse Sesshoumaru amargamente, enquanto abria a caixa para encontrar dois pares de grilhões de prata e um jogo de diminutas chaves, colocadas sobre um leito de cetim azul escuro. Imediatamente reconheceu o intrincado estilo de seu padrasto.

— Hefesto?

Seu irmão assentiu.

— Nem Zeus pode as romper. Quando sentir que perde o controle, aconselho-te que encadeie a um pouco realmente sólido e que te mantenha… —esperou um momento enquanto olhava fixamente a Rin— afastado dela.

Sesshoumaru tomou ar. Poderia rir ante a ironia, mas nem sequer era capaz de reunir forças. De uma ou outra maneira, em cada invocação, sempre acabava encadeado a algo.

— Isso é desumano —balbuciou Rin.

Cupido lhe dedicou um olhar feroz.

— Neném, não me faça caso; se não o encadear, lamentará.

— Quanto tempo demorará? —perguntou Sesshoumaru.

Ele se encolheu de ombros.

— Não sei. Depende muito de ti e do autocontrole de que disponha —espetou Cupido—. Conhecendo-Te, é bastante possível que nem sequer as necessite.

Sesshoumaru fechou a caixa. Podia ser muito forte, mas não tinha o otimismo de seu irmão. Tinha-o perdido fazia muito, lenta e dolorosamente.

Eros lhe aplaudiu as costas.

— Boa sorte.

Sesshoumaru não disse nada enquanto seu irmão se afastava. Olhava fixamente a caixa enquanto as palavras do Cupido ressonavam em sua cabeça. Se algo tinha aprendido ao longo dos séculos, era a deixar que as Parcas se saíssem com a sua.

Era uma estupidez pensar que tinha a oportunidade de ser livre. Era sua penitência e devia aceitá-la. Era um escravo, e um escravo seguiria sendo.

— Sesshoumaru? —chamou-lhe Rin—. O que te passa?

— Não podemos fazê-lo. Me leve a casa, Rin. me leve a casa e me deixe que te faça o amor. Vamos esquecer o antes que alguém, certamente você, saia ferido.

— Mas esta é sua oportunidade de ser livre. Poderia ser quão única tenha. Foste convocado antes por alguma mulher que levasse o nome do Alexandre?

— Não.

— Então, devemos fazê-lo.

— Não o entende —lhe disse entre dentes—. Se o que Eros diz é certo, para quando chegar essa noite, não serei eu mesmo.

— E quem será?

— Um monstro.

Rin olhou com preocupação.

— Não acredito que pudesse sê-lo.

Ele a observou, furioso.

— Você não tem nem idéia do que sou capaz de fazer. Quando a loucura dos deuses se abate sobre alguém, não há maneira de encontrar ajuda, nem esperança de achá-la —o estômago lhe contraiu com um nó—. Não deveria me haver convocado, Rin —concluiu, alargando o braço para agarrar seu copo.

— Paraste-te a pensar que possivelmente tudo isto estava destinado? —perguntou ela subitamente—. Possivelmente fui eu a que te invocou porque estava disposto que eu te liberasse.

Sesshoumaru contemplou a Sango através da mesa.

— Convocou-me porque Sango te enganou. Quão único queria era que tivesse umas quantas noites prazenteiras para que pudesse esquecê-lo tudo e procurasse um homem decente, sem temor a que pudesse te fazer danifico.

— Mas é possível que…

— Não, Rin. Não estava destinado.

Ela baixou o olhar até sua boneca. Aproximou a mão e acariciou a inscrição em grego que subia pela cara interna do braço.

— Que bonito! —exclamou—. É uma tatuagem?

— Não.

— E o que é? —insistiu.

— Naraku o gravou a fogo —respondeu ele, ignorando a pergunta.

Sango se incorporou um pouco e deu uma olhada.

— Diz: «Maldito seja por toda a eternidade e mais à frente».

Rin deixou a mão sobre a inscrição e olhou ao Sesshoumaru aos olhos.

— Não posso imaginar tudo o que sofrer durante tanto tempo. E mais me custa entender que fosse seu próprio irmão quem te fizesse algo assim.

— Como disse Cupido, sabia que não devia tocar a uma das virgens.

— E por que o fez então?

— Porque fui um estúpido.

Rin chiou os dentes; tinha umas vontades horríveis de estrangulá-lo. por que alguma vez respondia ao que lhe perguntava?

— E o que te fez…?

— Não gosta de falar do tema —lhe espetou.

Lhe soltou o braço.

— Alguma vez deixaste que alguém aproxima se Sesshoumaru? Arrumado a que sempre foste um desses tipos que não abrem seu coração porque não confiam em ninguém. Um desses que prefeririam que lhes cortassem a língua antes de que alguém descobrisse que não são seres sensíveis, a não ser justamente o contrário. Comportou-te assim com Kagura?

Sesshoumaru apartou o olhar enquanto as lembranças lhe embargavam.

Lembranças de uma infância infestada de fome e privações.

Lembranças de noites agônicas desejando…

— Sim —respondeu simplesmente—. Sempre estive sozinho.

Rin sofria por ele. Mas não podia permitir que se conformasse.

De algum modo tinha que encontrar a forma de chegar até seu coração. De lhe animar a que lutasse por romper a maldição.

Devia haver algum modo de lhe fazer lutar.

E nesse momento jurou encontrá-lo.

Beijos e até a próxima semana.