CAPÍTULO 16

Nenhum dos dois falou muito em todo o dia. De fato, Sesshomaru a evitou constantemente.

Isso, mais que nenhum outro detalhe, lhe fez imaginar qual era a decisão que tinha tomado.

Rin tinha o coração destroçado. Como podia abandoná-la depois de tudo o que tinham passado juntos? Depois de tudo o que tinham compartilhado?

Não podia suportar a idéia de perdê-lo. A vida sem ele seria intolerável.

Ao entardecer, encontrou-o sentado na cadeira de balanço do alpendre, contemplando o sol uma última vez. Seu rosto tinha uma expressão tão dura que apenas podia reconhecer ao homem alegre que tinha chegado a amar tanto.

Quando o silêncio se fez muito insuportável, falou-lhe:

— Não quero que me abandone. Quero que fique aqui, em minha época. Posso cuidar de ti, Sesshoumaru. Tenho muito dinheiro e te ensinarei tudo o que deseje saber.

— Não posso ficar — lhe respondeu entre dentes— É que não entende? Todos os que estiveram perto de mim alguma vez foram castigados pelos deuses. —Olhou-a como se estivesse aturdido— Pelo Zeus! Kyrian acabou crucificado.

— Desta vez será diferente.

Ficou em pé e a olhou com dureza.

— Tem razão. Será diferente. Não vou ficar aqui para ver como morre por minha culpa.

Passou por seu lado e entrou na casa.

Rin apertou os punhos, desejando estrangulá-lo.

— É um… teimoso!

Como podia ser tão insuportável?

Nesse momento notou que o diamante da aliança de casamento de sua mãe lhe cravava na palma da mão. Abriu-a e o olhou durante um bom momento. Estava a ponto de conseguir que o passado deixasse de atormentá-la. Pela primeira vez em sua vida tinha um futuro no que pensar. Um futuro que a enchia de felicidade.

E não estava disposta a permitir que Sesshoumaru o jogasse tudo pela janela.

Mais decidida que nunca, abriu a porta da casa e sorriu maliciosamente.

— Não vais te libertar de mim, Sesshoumaru da Macedônia. Pode que tenha vencido aos romanos, mas te asseguro que a meu lado são uns adoentados.

Sesshoumaru estava sentado na sala, com seu livro no colo. Passava a palma da mão sobre a antiga inscrição, desprezando-a mais que nunca.

Fechou os olhos e recordou a noite que Rin o convocou. Recordou o que sentia quando não tinha consciência de sua própria identidade. Quando não era mais que um simples escravo sexual grego.

Fazia muito, muito tempo que se achava perdido em um lugar escuro e temível, e Rin o tinha encontrado.

Com sua fortaleza e sua bondade tinha conseguido desafiar quão pior havia nele e lhe havia devolvido a humanidade. Só ela tinha percebido seu coração e tinha decidido que valia a pena lutar por ele.

Fica com ela.

Pelos deuses! Que fácil parecia. Que singelo. Mas não se atrevia. Já tinha perdido a seus filhos. Rin era a proprietária do que ficava de coração, e perdê-la por culpa de seu irmão…

Seria o mais doloroso que jamais enfrentou.

Até ele tinha um ponto débil. Agora conhecia o rosto e o nome da pessoa que poderia lhe fazer cair de joelhos.

Rin.

Tinha que afastar-se dela para que estivesse a salvo.

Sentiu-a entrar no quarto. Abriu os olhos e a viu de pé, no vão da porta, olhando-o fixamente.

— Gostaria de poder destruir esta coisa — grunhiu ao devolver o livro a mesinha.

— depois de esta noite não terá necessidade de fazê-lo.

Suas palavras lhe doeram. Como podia fazer isto por ele? Não suportava a idéia de que alguém a utilizasse e aqui estava ele, usando-a do mesmo modo que tinham usado a ele tantas e tantas vezes.

— Ainda está disposta a me deixar utilizar seu corpo para que possa partir?

A sinceridade de seu olhar o deixou paralisado.

— Se desse modo conseguimos que seja livre, sim.

A seguinte pergunte lhe atravessava na garganta, mas tinha que saber a resposta.

— Chorará quando eu for?

Rin afastou o olhar e ele viu a verdade em seus olhos. Não era muito melhor que Kohako. Era exatamente igual a aquele egoísta.

Mas, depois de tudo, era filho de seu pai. Cedo ou tarde, o mau sangue sempre fazia presença.

Rin deu a volta e partiu, deixando-o só com seus pensamentos. Deixou que seus olhos vagassem pela sala . Quando olhou em frente do sofá, o coração encolheu.

Como ia sentir falta das noites passadas ali junto a Rin, escutando sua voz. Sua risada.

Mas sobre tudo, sentiria falta de suas carícias.

Era muito tentador ficar, mas não podia fazê-lo. Não tinha sido capaz de proteger a seus filhos, como ia proteger a Rin?

— Sesshoumaru?

Sobressaltou-se ao escutar a voz de Rin que o chamava do piso de acima.

— O que?

— São onze e meia. Não deveria subir?

Sesshoumaru olhou o vulto que se avolumava sob os jeans. Tinha chegado a hora de lhe dar utilidade.

Deveria estar encantado. Era o que tinha querido no primeiro instante em que a viu.

Mas, por alguma razão, doía-lhe o fato de tomá-la assim.

Pelo menos não lhe fará mal.

Não?

De fato, duvidava muito que Kohako a tivesse feito sofrer tanto como ele estava a ponto de fazer.

— Sesshoumaru?

— Vou — respondeu, obrigando-se a abandonar o sofá.

Na porta, voltou a cabeça para olhar tudo por última vez.

Inclusive agora podia ver a imagem de Rin tombada no sofá, com os seios cobertos de creme enquanto ele, muito lentamente, lambia-os até não deixar nem rastro da creme. Podia escutar sua risada e ver o brilho de seus olhos cada vez que a levava a clímax.

«Não me abandone, Sesshoumaru », tinha-lhe sussurrado a noite anterior enquanto ele supostamente dormia, e suas palavras lhe tinham abrasado. Agora lhe estavam partindo em dois o coração.

— Sesshoumaru?

Dando a volta, encaminhou-se para as escadas e se apoiou no corrimão. Seria a última vez que subiria estes degraus. A última vez que cruzaria o corredor para chegar ao dormitório de Rin.

E a última vez que a veria em sua cama…

Com o coração na garganta, deu-se conta de que mal podia respirar.

Por que tinha que ser assim?

Soltou uma amarga gargalhada. Quantas vezes tinha feito essa mesma pergunta?

Deteve-se o chegar à porta. O quarto estava iluminado pela tênue luz das velas, mas o que mais lhe impressionou foi ver Rin com a negligé vermelha que ele tinha eleito.

Estava arrebatadora.

De repente, sentiu que a língua acabava de cair até o chão e que era imperante enrolá-la de novo para colocá-la na boca.

— Não vai isso ser fácil, verdade? —perguntou-lhe com voz rouca.

Lhe dedicou um sorriso travesso.

— Deveria fazê-lo?

Totalmente embevecido por ela, Sesshoumaru era incapaz de mover um músculo enquanto observava como se aproximava.

— Não tem muita roupa?

Antes que pudesse responder, ela segurou a barra inferior de sua camisa e a levantou até passar por sua cabeça. Uma vez a jogou no chão, esticou um braço e colocou a mão em seu peito, sobre o coração. Nesse instante, para Sesshoumaru era a mulher mais formosa do mundo. Nem sequer a beleza de sua mãe podia competir com a de Rin.

Permaneceu imóvel como uma estátua enquanto ela deslizava as mãos sobre sua pele, lhe provocando calafrios.

Não, não ia ficar nada fácil.

Sesshoumaru notou que ela tentava lhe desabotoar o botão da calça.

— Rin — lhe advertiu, e lhe afastou as mãos.

— Mmm? —murmurou ela, com os olhos obscurecidos pela paixão.

— Não importa.

Ela se afastou e subiu à cama. Sesshoumaru conteve o fôlego ao vislumbrar seu traseiro nu através da diáfana gaze da negligé.

Tombou-se de lado e o olhou fixamente.

Depois de despojar-se dos jeans, uniu-se a ela. Fez que se estendesse de costas e, nessa posição, o profundo decote deixou à vista um de seus seios. Sesshoumaru se aproveitou da situação.

— OH, Sesshoumaru! —gemeu Rin.

Sentiu-a estremecer-se baixo ele quando passou a língua ao redor do endurecido mamilo. Seu corpo era fogo líquido e gritava lhe exigindo que a possuísse. Mas não só desejava sua carne. Queria a ela.

E abandoná-la o destroçaria.

Sesshoumaru tragou e se afastou. Tinha estado esperando esta noite durante uma eternidade. Tinha passado a eternidade esperando a esta mulher.

Com muita ternura acariciou seu rosto, guardando na memória cada pequeno detalhe.

Sua preciosa Rin.

Jamais a esqueceria.

Sua alma chorava a gritos pelo que estava a ponto de lhe fazer. Separou-lhe as coxas com os joelhos.

Estremeceu-se involuntariamente ao sentir sua pele nua sob a sua. E, nesse momento, cometeu o engano de olhá-la aos olhos.

O sofrimento que viu neles o deixou sem fôlego.

«Jamais teve nada que não roubasse antes». Se esticou ao escutar as palavras do Jasão em sua cabeça. Quão último queria era lhe roubar algo à mulher que tinha lhe entregado tanto.

Como vou fazer lhe isto?

— A que está esperando? —perguntou-lhe ela.

Sesshoumaru não sabia. Quão único tinha claro era que não podia afastar o olhar de seus tristes olhos. Uns olhos que chorariam se a utilizava para depois abandoná-la. Uns olhos que chorariam de felicidade se ficasse.

Mas se ficasse, sua família a destruiria.

E, nesse instante, soube o que devia fazer.

Rin lhe envolveu a cintura com as pernas.

— Sesshoumaru, se apresse. O tempo se acaba.

Ele não falou. Não podia fazê-lo. Em realidade, não confiava em si mesmo, e podia dizer algo que o fizesse mudar de opinião.

Ao longo dos séculos tinha sido muitas coisas: órfão, ladrão, marido, pai, herói, lenda e, finalmente, escravo.

Mas jamais tinha sido um covarde.

Não. Sesshoumaru da Macedônia jamais tinha sido um covarde. Era o general que tinha contemplado vitorioso a legiões inteiras de romanos, e lhes tinha desafiado entre gargalhadas a que lhe matassem e lhe cortassem a cabeça, se podiam.

Esse era o homem que Rin tinha encontrado, e esse era o homem que a amava. E esse homem se negava a lhe fazer dano.

Rin tentou mover os quadris para que o membro de Sesshoumaru se afundasse nela, mas ele não deixou.

— Sabe o que mais sentirei falta? —perguntou-lhe, enquanto deslizava uma mão entre seus corpos e lhe acariciava o clitóris.

— Não — murmurou Rin.

— O aroma de seu cabelo cada vez que enterro meu rosto nele. O modo em que te agarra para mim e gritas quando goza. O som de sua risada. E sobre tudo, sua imagem ao despertar cada manhã, com o sol te banhando o rosto. Jamais poderei esquecê-lo.

Afastou a mão e moveu os quadris para encontrar as de Rin. Mas, em lugar de penetrá-la, tudo ficou em uma prazenteira carícia que fez gemer a ambos.

Baixou a cabeça até a orelha de Rin e lhe mordiscou o pescoço.

— Sempre te amarei — lhe sussurrou.

Rin o ouviu respirar fundo no mesmo momento em que o relógio deu meia-noite.

Com um brilhante brilho, Sesshoumaru desapareceu.

Horrorizada, Rin permaneceu imóvel esperando despertar. Mas seguiu escutando as badaladas do relógio e se deu conta de que não era um sonho.

Sesshoumaru tinha ido.

Foi-se de verdade.

— Não! —gritou enquanto se sentava na cama. Não podia ser! — Não!

Desceu da cama com o coração martelando com força no peito e correu até a sala. O livro estava ainda sobre a mesinha de café. Passou as páginas e viu que Sesshoumaru estava no mesmo lugar que antes, só que agora não sorria diabolicamente e levava o cabelo curto.

Não, não e não!, Repetia sua mente uma e outra vez. Por que tinha feito isso? Por quê?

— Como pudeste? —Perguntou-lhe enquanto abraçava o livro contra seu peito— Eu te teria dado a liberdade, Sesshoumaru. Não teria me importado. Deus! Sesshoumaru por que fez isto? —soluçou— por quê?

Mas no fundo sabia. A ternura que tinha visto em seus olhos falava por si mesmo. Tinha-o feito para não feri-la como Kohako.

Sesshoumaru a amava. E, do momento que chegou a sua vida, não tinha feito outra coisa que protegê-la. Cuidá-la.

Até o final. Mesmo que desse modo se negasse a possibilidade de ficar livre de uma tortura eterno, ela tinha sido mais importante.

Rin não suportava pensar no sacrifício que Sesshoumaru acabava de fazer. Via-se condenado a passar a eternidade na escuridão. Só e sofrendo uma agonia.

Lhe tinha contado que passava fome e sede enquanto estava preso no livro. E em sua mente o via sofrer do mesmo modo que o tinha visto em sua cama. Recordou as palavras que disse depois.

«Isto não é nada comparado com o que se sente dentro do livro»

E agora estava ali. Sofrendo.

— Não! —gritou— Não permitirei que te faça isto, Sesshoumaru. Ouve-me?

Abraçou com força o livro e se dirigiu a toda pressa à parte traseira da casa. Abriu os vidros que davam ao jardim e correu para um claro iluminado pela lua cheia.

— Retorna para mim, Sesshoumaru da Macedônia, Sesshoumaru da Macedônia, Sesshoumaru da Macedônia! —repetiu-o uma e outra vez, rogando por que aparecesse.

Não ocorreu nada. Nada de nada.

— Não! Por favor, não!

Com o coração destroçado, voltou para a sala .

— por quê? Por quê? —soluçava, ajoelhada no chão sem deixar de balançar-se para diante e para trás.

— Sesshoumaru! —sussurrou com a voz rota enquanto as lembranças a assaltavam. Sesshoumaru rindo com ela, abraçando-a. Sesshoumaru sentado tranqüilamente, pensando. Seu coração pulsando desenfreado no mesmo ritmo que o seu.

Queria-o de volta.

Necessitava-o de volta.

— Não quero viver sem ti — balbuciou dirigindo-se ao livro— Me entende, Sesshoumaru? Não posso viver sem ti.

De repente, uma luz cegadora iluminou a estadia.

Com a boca aberta, Rin levantou o olhar esperando encontrar-se com o Sesshoumaru.

Mas não era ele. Tratava-se de Afrodite.

— me dê o livro — lhe ordenou com o braço estendido.

Rin o abraçou com mais força.

— por que lhe faz isto? —inquiriu Rin— Já não sofreu bastante? Eu não o teria afastado de ti. Preferiria que estivesse contigo antes que retornasse ao livro. —limpou as lágrimas— Está sozinho aí dentro. Só na escuridão —sussurrou— Por favor, não deixe que permaneça aí. Me envie ao livro com ele, por favor. Por favor!

Afrodite baixou a mão.

— Faria isso por ele?

— Faria tudo por ele.

A deusa a observou com os olhos entrecerrados.

— me dê o livro.

Cega pelas lágrimas, Rin o deu enquanto rezava para que Afrodite a ajudasse a reunir-se com ele.

Ela suspirou com força e abriu o livro.

— Eu vou pagar por esse inferno.

Subitamente, outro cintilar cegador iluminou a sala e Rin teve que fechar os olhos. A cabeça começou a lhe dar voltas e tudo pareceu girar a seu redor, fazendo que seu estômago protestasse.

Por isso passava Sesshoumaru cada vez que alguém o invocava? Não sabia com certeza, mas já era bastante aterrorizante e por si só supunha uma tortura.

E, então, a luz desapareceu.

Rin caiu a um profundo fosso onde a escuridão era um ente com vida que a afogava, lhe impedindo de respirar e fazendo que lhe ardessem os olhos.

Tentou incorporar-se para frear a queda e sentiu embaixo dela uma superfície amaciada que lhe parecia familiar.

A luz voltou e se encontrou em sua cama, com o Sesshoumaru sobre ela.

Ele olhou ao redor, perplexo.

— Como…?

— Será melhor que esta vez não chateiem —lhes disse Afrodite da porta— Não quero nem pensar no que me farão os de lá cima se tentar isto de novo.

E se esfumaçou.

Sesshoumaru deixou de olhar o vão da porta e cravou os olhos em Rin.

— Rin, eu…

— te cale, Sesshoumaru —lhe ordenou, não queria perder mais tempo— e ensina-me como querem os deuses, que um homem ame a uma mulher.

Dizendo isto, segurou-o pela cabeça e o aproximou para lhe dar um beijo apaixonado e profundo.

Ele o devolveu com ferocidade, e com um poderoso e magistral arremeço se introduziu nela.

Jogou a cabeça para trás e grunhiu quando o úmido corpo de Rin lhe deu boas vindas, envolvendo-o com seu calidez. O impacto que sofreram seus sentidos foi tão poderoso que estremeceu da cabeça aos pés. Pelos deuses, era muito melhor do que tinha imaginado.

Recordava as palavras que lhe tinha dirigido.

«Não quero viver sem ti, Sesshoumaru. Entende-o? Não posso viver sem ti.»

Com a respiração entrecortada, olhou-a e ficou subjugado ao sentir a Rin, cálida e estreita, ao redor de seu membro. Deslizou a mão por seu braço, até capturar sua mão e aferrá-la com força.

— Estou te fazendo mal?

— Não — lhe respondeu com um olhar terno e sincero. Levou a mão de Sesshoumaru aos lábios e a beijou— Jamais me fará mal estando comigo.

— Se o fizer, diga-me isso e me deterei.

Ela o rodeou com os braços e as pernas.

— Se te ocorre sair daí antes do amanhecer te perseguirei durante toda a eternidade para te dar uma surra.

Sesshoumaru riu, não restava a menor duvida.

Rin passou a língua pelo pescoço e se deleitou ao sentir como vibrava entre seus braços.

Ele levantou os quadris, muito lentamente, torturando-a com o movimento e, sem prévio aviso, afundou-se nela com tanta força que Rin acreditou morrer de prazer.

Conteve o fôlego ao senti-lo por completo dentro dela. Era uma sensação incrível. Era maravilhoso sentir as investidas desse corpo ágil e forte.

Fechou os olhos e desfrutou de do movimento dos músculos de Sesshoumaru, que se contraíam e se relaxavam sobre seu corpo. Entrelaçou as pernas com as suas e a enfeitiçou o comichão que produzia o pêlo masculino.

Jamais havia sentido nada parecido. Limitava-se a respirar e a expressar com seu corpo o amor que sentia por ele. Era dele. Embora logo a abandonasse, desfrutaria deste momento de glória junto a ele.

Extasiada pelo peso de seu corpo sobre ela, passou-lhe as mãos pelas costas até chegar aos quadris e o empurrou, incitando-o a ir mais rápido.

Sesshoumaru mordeu os lábios quando sentiu que Rin lhe cravava as unhas nas costas. Como era possível que umas mãos tão pequenas tivessem o poder de vencê-lo?

Jamais entenderia como tampouco entenderia por que o amava.

Mas agradecia na alma.

— me olhe, Rin — lhe disse, afundando-se profundamente nela de novo— Quero ver seus olhos.

Rin obedeceu. Sesshoumaru tinha os olhos entrecerrados e, por seu modo de respirar e a expressão de seu rosto, soube que estava desfrutando de cada certeira investida. Ela sentia como lhe contraíam os abdominais cada vez que se movia.

Levantou os quadris para sair ao encontro das furiosas arremetidas. Nada podia ser melhor que ter a Sesshoumaru sobre ela, beijando-a com paixão e deslizando-se dentro e fora de seu sexo.

Quando acreditou que já não poderia resisti-lo mais, seu corpo estalou em milhares de estremecimentos de prazer.

— Sesshy! —gritou, arqueando mais seu corpo para ele— Sim, OH, sim!

Ele se afundou nela até o fundo e permaneceu imóvel, observando-a enquanto os músculos de sua vagina se contraíam a seu redor.

Quando ela abriu os olhos, encontrou-se com seu diabólico sorriso.

— Gostou disso, verdade? —perguntou-lhe, mostrando suas covinhas e rodando seus quadris para que ela o sentisse dentro.

A Rin custou um enorme esforço não gemer de prazer.

— Esteve bem.

— Bem? —perguntou-lhe com um sorriso— Acredito que terei que seguir tentando-o.

Deu a volta e a arrastou consigo, com cuidado de que seu membro não a abandonasse.

Gemeu ao encontrar-se sobre ele. Sesshoumaru esticou um braço e desfez o laço que fechava o decote da negligé. A diminuta parte de tecido se abriu.

O olhar de puro gozo que transmitiam seus olhos foi muito mais prazenteira para Rin que senti-lo em seu interior. Sorrindo, levantou os quadris e baixou para absorvê-lo por inteiro.

Ela o sentiu estremecer-se.

— Gostou disso, verdade?

— Esteve bem. — Mas a voz estrangulada traía seu tom despreocupado.

Ela soltou uma gargalhada.

Sesshoumaru levantou os quadris nesse momento e se introduziu ainda mais nela.

Rin gemeu de prazer ao sentir que a enchia por inteiro. Ao sentir a dureza de seu corpo e a força que ostentava. E ela ainda queria mais. Queria ver o rosto de Sesshoumaru quando chegasse ao clímax. Queria ser ela a que lhe desse o que fazia séculos que não experimentava.

— Se seguirmos a este ritmo vamos estar extenuados quando chegar o amanhecer, sabia? —disse-lhe ele.

— Não me importa.

— Mas te vais sentir dolorida.

Ela contraiu os músculos da vagina para rodeá-lo com mais força.

— Ah, sim?

— Nesse caso… — ele deslizou a mão muito lentamente pelo corpo de Rin até chegar a seu umbigo, e baixou ainda mais separando os úmidos cachos de seu púbis para lhe acariciar o clitóris.

Mordeu os lábios enquanto os dedos de Sesshoumaru brincavam com ela, acoplando-se ao ritmo que impunham seus quadris. Cada vez mais rápido, mais fundo e com mais força.

Segurou-a pela cintura e a ajudou a seguir o frenético ritmo. Como desejava poder abandonar o corpo de Rin o tempo suficiente para lhe ensinar algumas posturas mais. Mas não estava permitido.

Por agora.

Mas quando chegasse o amanhecer…

Sorriu ante a perspectiva. Assim que amanhecesse tinha toda a intenção de lhe mostrar uma nova forma de utilizar o Reddi-wip, teriam que comprar muito chantilly.

Rin perdeu a noção do tempo enquanto seus corpos se acariciavam e se deleitavam em sua mútua companhia. Sentiu que o quarto começava a girar sob suas peritas carícias, e se deixou levar pela maravilhosa sensação de expressar o amor que sentia por ele.

Os dois estavam cobertos de suor, mas não deixaram de saborear-se, seguiam desfrutando da paixão que ao fim compartilhavam.

Esta vez, quando Rin gozou, desabou sobre ele.

A profunda risada de Sesshoumaru reverberou por seu corpo enquanto passava suas mãos por suas costas, seus quadris e por suas pernas.

Rin se estremeceu.

Estava extasiado pelo fato de ter a Rin nua e tombada sobre ele. Sentia seus seios esmagados sobre seu torso. Seu amor por ela brotava do mais fundo de sua alma.

— Poderia ficar assim deitado para sempre — disse em voz baixa.

— Eu também.

Rodeou-a com os braços e a atraiu ainda mais para ele. Notou como suas carícias se acalmavam e sua respiração se fazia mais relaxada e uniforme.

Em uns minutos esteve completamente adormecida.

Beijou-a na cabeça e sorriu enquanto se assegurava de que seu membro não abandonasse o lugar onde devia estar.

— Dorme preciosa —sussurrou— Ainda falta muito para o amanhecer.

Rin despertou com a sensação de ter algo quente que a enchia por completo. Quando começou a mover-se, foi consciente de uns braços fortes como o aço que a imobilizavam.

— Com cuidado —lhe advertiu Sesshoumaru — Não se mova.

— Adormeci? —balbuciou, surpreendida de ter feito tal coisa.

— Não importa. Não perdeu grande coisa.

— De verdade? —perguntou-lhe ela meneando os quadris e acariciando-o com todo o corpo.

Ele soltou uma gargalhada.

— Ok, de acordo. Perdeu-te algumas coisinhas.

Incorporou-se e o olhou ao olhos. Riscou a linha da mandíbula, levemente áspera pela barba incipiente com um dedo que Sesshoumaru capturou e mordiscou assim que chegou aos lábios.

Subitamente, ele se incorporou e ficou sentado com ela em seu colo.

— Mmm, eu gosto — disse enquanto lhe passava as pernas ao redor da cintura.

— Mmm, sim — concordou ele e começou a mover brandamente os quadris.

Baixando a cabeça, capturou um de seus seios e lambeu o duro mamilo. Brincou com ela e a torturou docemente antes de soprar sobre a umedecida pele, que se arrepiou sob seu quente fôlego.

Deixou esse seio e se dirigiu ao outro. Rin embalou sua cabeça, aproximando-o ainda mais a ela, completamente extasiada por suas carícias. Nesse momento se deu conta de que o céu começava a clarear.

— Sesshoumaru! —exclamou— Está amanhecendo.

— Sei — lhe respondeu, tombando-a de costas sobre a cama.

Olhou-o aos olhos enquanto se acomodava sobre ela sem deixar de mover os quadris.

Contemplava-a totalmente enfeitiçado. Percebia sua ternura e seu amor. Ninguém o tinha conhecido como ela e jamais teria acreditado possível que alguém pudesse obtê-lo. Tinha-o acariciado em um lugar que ninguém havia tocado antes.

No coração.

E então desejou muito mais. Desesperado por tê-la por completo, seguiu movendo-se dentro dela.

Necessitava mais.

Rin o envolveu com seus braços e enterrou o rosto em seu ombro ao sentir que acelerava o ritmo de suas arremetidas. Mais e mais rápido, mais e mais forte, até que ela ficou sem fôlego pelo frenético ritmo.

De novo, o suor os cobria. Rin lambeu o pescoço de Sesshoumaru, embriagada por seus gemidos. Ele gemeu de prazer.

E ainda seguia afundando-se nela, uma e outra vez, até que Rin pensou que não poderia suportá-lo mais.

Cravou-lhe os dentes no ombro enquanto alcançava o orgasmo rápida e grosseiramente. Sesshoumaru não diminuiu seus ataques quando Rin tombou sobre o colchão.

Mordeu o lábio com força e se moveu ainda mais rápido, fazendo que ela gozasse de novo, e esta vez com mais intensidade que a anterior.

Quando o primeiro raio de sol atravessava janelas do quarto, escutou que Sesshoumaru grunhia e o viu fechar os olhos.

Com uma arremetida profunda e certeira, derramou-se nela e todo seu corpo se convulsionou entre os braços de Rin.

Sesshoumaru era incapaz de respirar e a cabeça lhe dava voltas a causa do êxtase que acaba de sentir, a intensidade de seu orgasmo tinha sido incrível. Doía-lhe todo o corpo, mas ainda assim, não recordava ter experimentado com antecedência semelhante prazer. A noite passada o tinha deixado exausto, e estava esgotado pelas carícias de Rin.

Tinham quebrado a maldição.

Levantou a cabeça e viu que Rin lhe sorria.

— Conseguimos? —perguntou-lhe ela.

Antes que pudesse responder, o braço começou a lhe doer como se lhe estivessem marcando com um ferro candente. Gemendo, separou-se dela e o cobriu com a mão.

— O que acontece? —perguntou-lhe ela ao ver que se afastava.

Perplexa, observou como um resplendor alaranjado lhe cobria todo o braço. Quando afastou a mão, a inscrição grega tinha desaparecido.

— Aí está —balbuciou Rin— O conseguimos.

O sorriso se alargou no rosto de Sesshoumaru.

— Não —disse ele, lhe roçando a bochecha com os dedos— Você o fez.

Rindo, Rin se jogou em seus braços. Ele a abraçou com força enquanto se beijavam em um caótico frenesi.

Já tinha acabado!

Era livre. Por fim, depois de tantos séculos, voltava a ser um homem mortal.

E era Rin a que o tinha conseguido. Sua fé e sua fortaleza tinham revelado o melhor de si mesmo.

Ela o tinha salvado.

Rin voltou a rir e girou na cama até ficar em cima dele.

Mas a alegria lhe durou pouco já que outro brilho, ainda mais brilhante que os anteriores, atravessou o quarto.

Sua risada morreu imediatamente. Percebeu a malévola presença antes que Sesshoumaru se esticasse entre seus braços.

Sentando-se na cama, obrigou a Rin a ficar atrás dele e se colocou entre ela e o bonito homem que os observava dos pés da cama.

Ela engoliu em seco quando viu o homem alto e moreno que os olhava furioso. Estava claro que tinha todas as intenções de matá-los ali mesmo.

— Bastardo presunçoso! —gritou o homem— Como te atreveste a pensar que podia ser livre!

Imediatamente, Rin soube que estava ante a Narak.

— Deixa-o, Narak —lhe respondeu Sesshoumaru com uma nota de advertência na voz— Já acabou tudo.

Narak soprou.

— Acredite que pode me dar ordens? Quem acredita que é, mortal?

Sesshoumaru sorriu com malícia.

— Sou Sesshoumaru da Macedônia, da Casa do Diocles da Esparta, filho da deusa Afrodite. Sou o Libertador da Grécia, Macedônia, Tebas, Punjab e Conjara. Meus inimigos me conheciam como Sesshoumaru Punitor e tremiam ante minha simples presença. E você, irmão, é um deus menor e pouco conhecido, que não significava nada para os gregos e ao que os romanos apenas se tomaram em conta.

A ira do inferno transfigurou o rosto do Narak.

— É hora de que aprenda qual é seu lugar, irmãozinho. Tirou-me à mulher que ia dar a luz a meus filhos e que asseguraria a imortalidade de meu nome. Agora eu te tirarei à tua.

Sesshoumaru se jogou sobre o Narak, mas já era muito tarde. Tinha desaparecido levando a Rin.

Há,hahahahahahahha

Fala sério, sou muito má.

Perdoem-me, mas prometo que na terça eu posto o penúltimo e na quinta o ultimo.

Amei todas as reviews, vocês são únicas, beijos ^-^