EPÍLOGO
Um ano depois
Sesshoumaru abriu a porta do quarto do hospital. Junto a sua mãe e a Sango, entrou sem fazer ruído, já que não queria incomodar Rin que estava descansando.
O medo o atingiu ao vê-la tombada na cama. Seu aspecto o aterrorizava, estava muito pálida e parecia indefesa. Não podia suportar vê-la assim.
Ela era sua força. Seu coração. Sua alma. Tudo o que era bom na vida.
A idéia de perdê-la era insuportável.
Rin abriu os olhos e sorriu.
— Olá — disse em um sussurro.
— Olá bonita! —respondeu-lhe Sango— Que tal está?
— Exausta, mas muito bem.
Sesshoumaru se inclinou e a beijou.
— Necessita algo?
— Tenho tudo o que sempre desejei — respondeu ela com o rosto radiante.
Sorriu-lhe.
— Bom, onde estão meus netos? —perguntou Afrodite.
— Os levaram para pesá-los — respondeu Rin.
E, como se as tivessem chamado, as enfermeiras entraram nesse instante empurrando os berços. Comprovaram os braceletes de Rin e os dos bebês e saíram em silêncio.
Sesshoumaru se afastou do lado de Rin para pegar nos braços a seu filho com muito cuidado. A alegria o alagou ao embalar ao diminuto bebê. Rin lhe tinha dado muito mais do que jamais imaginou que teria. E muito mais do que merecia.
— Este é Niklos James Alexander — disse enquanto o depositava em braços da Afrodite para pegar a sua filha — E esta é Vanessa Anne Alexander —e a colocou sobre o outro braço de sua mãe.
Os lábios da Afrodite começaram a tremer quando olhou a sua neta.
— Puseste-lhe meu nome?
— Os dois quisemos fazê-lo disse Rin.
As lágrimas brotaram dos olhos da deusa enquanto contemplava a seus dois netos.
— Quantos presentes que tenho para vós!
— Mamãe! —interrompeu-a Sesshoumaru com brutalidade— Por favor, nada de presentes. Seu amor será suficiente.
A deusa limpou as lágrimas e soltou uma gargalhada.
— De acordo. Mas se mudarem de opinião, digam-me isso.
Rin observou Sesshoumaru enquanto este acariciava a cabeça pelada do Niklos. Não teria acreditado possível, mas, nesse momento, amava-o ainda mais que antes.
Cada dia passado junto a ele tinha sido uma bênção.
— Ah, por certo! —exclamou Sango enquanto pegava a Vanessa dos braços da Afrodite— Fui ontem à livraria e Narak não estava. Faz alguns dias que houve lua cheia. Alguém quer apostar que nestes momentos está praticando sexo selvagem e desenfreado com alguém?
Todos riram.
Exceto Sesshoumaru.
— Passa-te algo? —perguntou-lhe Rin.
— Suponho que me sinto um pouco culpado.
— Culpado?! —exclamou Sango com incredulidade— Pelo Narak?
Sesshoumaru assinalou com um gesto a Rin e aos meninos.
— Como poderia lhe guardar rancor? Sem sua maldição jamais teria a nenhum de vós. Foi um pesadelo, mas devo admitir que mereceu a pena.
Todas as olhadas se cravaram, espectadores, na Afrodite.
— O que? —perguntou ela com fingida inocência — Não me diga que quer que o libere! Já lhe disse isso, farei quando aprender a lição…
Sango meneou a cabeça.
— Pobre tio Narak — disse dirigindo-se a Vanessa— Mas foi um menino muito, muito mau.
A porta se abriu nesse instante e uma enfermeira apareceu, indecisa.
— Doutor Alexander? —dirigiu-se a Sesshoumaru —, há um casal aqui fora que dizem ser familiares. Eles… mmm… —baixou a voz até falar em um murmúrio— são motoqueiros.
— Né, Sesshoumaru! —chamou-o Inuyasha desde atrás da enfermeira — lhe Diga a Atila o Huno que somos de confiança para que possamos entrar em babar sobre os bebês.
Sesshoumaru soltou uma gargalhada.
— Está bem, Trish —lhe disse à enfermeira— É meu irmão.
Inuyasha fez uma careta zombadora a Trish enquanto entrava no quarto junto a Kagome.
— Que alguém me recorde que tenho que lhe disparar uma flecha da má sorte ao sair — comentou enquanto a enfermeira fechava a porta.
Sesshoumaru o olhou com uma sobrancelha arqueada.
— Tenho que te confiscar de novo o arco?
Inuyasha lhe respondeu com um gesto grosseiro e se aproximou da Sango para tomar em braços a Vanessa.
— Ooooh! Linda, vai arrebentar muitos corações. Vais ter a montões de meninos correndo atrás de ti.
Sesshoumaru perdeu a cor do rosto e olhou a sua mãe.
— Mamãe, há um presente que eu gostaria de te pedir.
Afrodite o observou, esperançada.
— Importaria-te falar com o Hefesto para que fizesse um cinturão de castidade apropriado para a Vanessa?
— Sesshoumaru! —balbuciou Rin com uma gargalhada.
— Não teria que levá-lo durante muito tempo, só trinta ou quarenta anos.
Rin pôs os olhos em branco.
— Menos mal que tem a sua mamãe — disse ao bebê que Inuyasha sustentava—, porque seu papai não é nada divertido.
Sesshoumaru levantou uma sobrancelha com um gesto arrogante.
— Que não sou divertido? — repetiu— Divertido… isso não é o que disse o dia que concebeu a estes dois…
— SESSOUMARU! —exclamou Rin com o rosto avermelhado. Mas já fazia tempo que sabia que era incorrigível.
E o amava tal e como era.
Fim
Valeu por todos que acompanharam a fic, por todas as reviews, por que em minha opinião uma das melhores coisas daqui do seti são
as reviews.
Muitos beijos, logo, logo começarei a continuação da fic Dama e o Lobo cxom o Inu e a K-chan, pois consegui os livros pra fazer a adaptação.
