Olá caros leitores! Aqui está o novo capítulo! Espero que gostem! Obrigada pelas reviews animadoras de Nessa Hiwatari, Xia M e Ana. Peço desculpa pela demora, mas as aulas já tomaram mais do meu tempo, do que já tinha imaginado.


Breve Nota: Nesta fanfic, a Sakura terá a família mais alargada, sendo que os seus irmãos são: Sven, Nadesco e Minako Priestov.


Advertências:

As personagens que me pertencem são: Sakura Priestov, Minako Priestov, Nadesco Priestov, Sven Priestov, Klaus Priestov, Maximus Priestov, a banda Seven Sins, Morgana Lust, entre outras personagens que irão surgir.


Disclaimer:

Beyblade não me pertence, mas sim a Aoki Takao. A FanFic é escrita sem quaisquer fins lucrativos. A música Welcome Home ( Sanitarium) pertence à banda Metallica, e não a mim.


Autora: Sakura Priestov

Banda/artista: Metallica

Música: Welcome Home ( Sanitarium)

Titulo: Segredos obscuros

Sem mais delongas, boa leitura.


Capítulo 1: "O regresso"


"Welcome to where time stands still

No one leaves and no one will

Moon is full, never seems to change

Just labeled mentally deranged"


Passado. Treinos. Plano.


Um clarão feriu os nossos olhos ao entrar na sala orientados pelos passos de Boris e Barthez. Quando abri os olhos, foi como se tivesse sido teletransportada para o passado! Tudo afinal de contas, havia se mantido igual, estático.

Olhei à volta. Notei que todos nós, estávamos um tanto incrédulos ou no mínimo surpresos. Pelas expressões de Minako e de Morgana, testes e treinos não faziam parte dos planos delas definitivamente. As suas expressões eram de terror e de medo. Medo de voltarem ao passado e recomeçar novamente o ciclo. Sven mantinha-se neutro, visto que, para ele, nada disto era novidade. Tio Klaus fez questão de o treinar desde tenra idade neste sistema. Para Sven, isto não passava de algo do seu quotidiano. Nadesco, não se encontrava muito preocupada, pois afinal de contas, iriam ser mais moderados com ela, devido à mesma situação de Sven. Ela já se encontrava habituada aos testes, aos treinos, aos exercícios diários. Hiro era o recruta mais recente da Biovolt, logo já estava mais do que familiarizado com tudo isto, e tal coisa notava-se na sua cara. Nada disto lhe fazia impressão. Agora eu, ponderei as hipóteses e pensava que esta estaria sem dúvida excluída, dado que todos já somos grandes o suficiente para derrubarmos os nossos adversários. Isto fez-me alertar o meu estado de espirito. Algo não batia certo!

- Para alguns de vós, que já estão desabituados ao nosso sistema... – iniciou Barthez, fazendo-nos tremer de repente, interrompendo o silêncio de terror. – Vão para detrás daquelas cabines, onde detetaram os vossos elementos, o vosso estado físico, o estado do vosso beyblade e do vosso bit-bicho. – continuou Barthez, apontando para o lado sul da sala – Nadesco, Hiro e Sven, sigam Boris. Ele já tem algo em mente para vós.

Nadesco, Hiro e Sven, seguiram as orientações de Barthez afastando-se de nós as três, na direção de uma grande porta ao fundo. O fechar da porta, fez com que instaurasse novamente o silêncio aterrador que anteriormente se encontrava. Barthez avançou abruptamente na nossa direção.

- Restam só vocês as três nesta fase! – comentou com desdém, Barthez, fitando-nos como se fossemos algo intragável ao seu paladar. – Vá! Andem já à minha frente! O que foi que vos ordenei há instantes atrás? JÁ PARA AS CABINES! – barafustou o homem fazendo-nos dar um pulo e correndo em direção ao local, antes que ouvíssemos mais berros.

Minako e Morgana fitaram-se assustadas. Quando pararam à frente das cabines, deram a mão uma à outra, tal como faziam na sua infância, antes de enfrentarem um desafio. Após olhá-las e esboçar um leve sorriso, entrei na minha cabine. Observei tudo muito atentamente. Isto era tal e qual um reviver o passado esquecido. Suspirei. O monitor acendeu-se no instante que me sentei na cadeira. Fitei-o atentamente até que começou a aparecer várias ordens no monitor, e fui obedecendo-as de forma rigorosa e prática conforme foram surgindo. Quando finalizei o monitor desligou-se. Aguardei por mais uns instantes, não fosse o monitor se ligar com novas indicações, no entanto tal não aconteceu e saí da cabine dirigindo-me a Barthez. Este, porém, parecia surpreso com algo, pois consultara o seu cronómetro por três vezes consecutivas.

- Tão rápido? Muito bem! – comentou Barthez, mirando-me com superioridade camuflando a sua expressão anterior de surpresa.

- Era só seguir as instruções. – resmunguei-lhe de forma irónica, parando ao seu lado.

- Tento na língua! – resfolegou de imediato Barthez, largando-me uma forte estalada na face. – Isto é para aprenderes a não responderes torto aos teus superiores! – parou por uns instantes e sorriu de forma desdenhosa. – Já estou recordando de ti, sua ranhosa! Sempre foste uma criança torta e respondilhona, uma fracota nos treinos, uma infantil! – outra estalada ecoou na sala. – A ver se desta vez, se te endireitamos!

Cada estalada que recebi, controlei-me por completo para não ripostar. Estava encarnada de raiva e das estaladas. Cerrei os punhos e fitei-o seriamente. Barthez soltou uma gargalhada e virou-me as coisas, murmurando algo como "idiota". Pois bem! Como diz aquele ditado: "Quem se ri por último ri-se melhor", e é o que vai acontecer. Ao fundo ouvi uma pequena risada de Minako e Morgana. Bufei irritada! Tal e qual ao passado! Os punhos estavam já cerrados, mas agora então, as unhas faziam-me sangrar ao de leve com a força que estava fazendo. Inspirei fundo! Contar até dez e relaxar. Expirei! Senti os músculos a relaxarem um pouco.

- E vocês as duas estão a rir de quê? Estão atrasadíssimas! – ripostou Barthez para Minako e Morgana.

Barthez afastou-se de mim com tal rapidez, que as assustou um pouco, colocando-as em histerismo. Como isso o irritava! Quanto mais ele ameaçava mais elas ficavam histéricas. Afinal, algo sempre estava diferente do passado! Graças a Deus!


"Dream the same thing every night

I see our freedom in my sight

No locked doors, no windows barred

No things to make my brain seem scarred"


- AAAAI SUAS DIABAS! Ponham-se já em linha as três! – reclamou em voz alta Barthez. Ele estava completamente irritado. Obedecemos-lhe de imediato. Barthez apreciou o gesto, acalmando um pouco a sua fúria. Ele virou-se momentaneamente para o computador, lendo rapidamente algo, virando-se na nossa direção com um sorriso de escárnio – Pois bem! Agora vamos aos testes físicos! – iniciou Barthez, estalando os dedos, fazendo com que um dos écrans se ligasse e aparecesse-se escrito algumas coisas. – Aqui têm a vossa orientação. – tornou a estalar os dedos e o ecrã desligou-se.

- Não pode ser! Nem vi nada! – barafustou, como uma menina mimada, Minako.

- Eu só vi que o fundo era branco! – insistiu Morgana, imitando Minako.

Barthez deixou-as se espernearem e reclamarem. Fitou-me confuso.

- E tu o que é que viste, para estares para aí de bico calado? – resmungou Barthez antes de dar uma resposta às outras duas.

- Vi as indicações, dos locais onde devemos de ir e o tempo de duração de cada etapa. – respondi-lhe de forma fanfarrona, irritando-o um pouco.

- Ao menos isso! – disfarçou Barthez. – Podem iniciar esta nova etapa, dentro de trinta segundos! – ordenou o homem, ao mesmo tempo que se dirigia para um dos computadores. Com um novo estalar de dedos, surgiu no ecrã a contagem decrescente dos trinta segundos.

- Mas eu não sei o que é para fazer! – reclamou Minako batendo com o pé no chão, tal e qual a uma criança de três anos a fazer uma birra.

- Ah! Nem eu! – insistiu Morgana, do mesmo modo que Minako.

Barthez fitou-as de um jeito mortal e letal, que até a mim, fez recuar um ligeiro passo.

- Vocês que se desenrasquem! Estou pouco me marimbando para vocês as duas! Esta etapa é para se concluir, pois senão, ficam sem pescoço! – ameaçou Barthez, e tudo o que elas tinham fixado naquela ameaça, era o facto de poderem ficar sem pescoço.

Dirigi-me aos cinco segundos em direção à porta, pela qual tínhamos entrado para esta sala. Por aqui era o caminho mais rápido, mais direto e o que apanhava todos os pontos de localização que havia visto no ecrã. Respirei fundo e foquei-me uma vez mais no que tinha visto! Só esperava que nada tivesse mudado de lugar, pois senão, o exame iria se tornar mais perigoso e difícil! Mal terminou a contagem, inspirei fundo e arranquei dali como se fosse um cavalo selvagem ansiando encontrar o seu lugar na pradaria.


"Sleep my friend and you will see

The dream is my reality

They keep me locked up in this cage

Can't they see it's why my brain says rage"


Tarefas. Ordens. Resultados.


Na sala paralela à de Barthez, encontravam-se Boris com Nadesco, Sven e Hiro, sentados numa mesa, como se estivessem sentados para uma reunião empresarial.

- Vocês já estão esclarecidos sobre os vossos papéis? – insistiu Boris, ao mesmo tempo que organizava várias folhas que se encontravam espalhadas na mesa.

- Eu tratarei de falar com Dikinson sobre novas sugestões para a equipa que ele está planear criar. – começou Hiro num tom bastante diplomata, porém tremendamente seguro de si mesmo.

- Eu serei a sugestão de treinadora dessa equipa! O senhor Dikinson irá achar graça ao meu charme e ao facto de eu e Hiro estarmos juntos, com planos de vida em vista! E claro, o meu curriculum vitae ser-lhe à deveras atrativo. – comentou deliciada Nadesco, sorrindo divertida no final para o namorado.

- Muito bem aos dois! E tu Sven? – inqueriu Boris, ao olhar para o rapaz.

- Eu serei o sniper/atirador furtivo que irá dar cabo de Dikinson e de toda a BBA. – respondeu Sven, com muita frieza e segurança em si mesmo.

- Excelente! Estou a ver que nenhum dos três irá dar cabo do plano! – comentou alegre Boris, fitando-os uma vez mais, deliciado com a distribuição de tarefas. Todos pareciam bem esclarecidos e convencidos a participar nisto, sem causar rebelião ou algum problema.

A porta abriu-se subitamente. Voltaire Hiwatari, Maximus e Klaus Priestov entravam na sala, sentando-se nos lugares vagos. Sven e Klaus olharam-se de uma forma mortífera, mas Maximus fez sinal para que ambos parassem com essa "criancice", e assim o fizeram de forma vagarosa. Klaus era um homem com quase quarenta anos, no entanto a sua aparência era facilmente confundida com um jovem de vinte e cinco anos. Klaus era alto, magro, de pele clara, cabelo azulado escuro e com o olho esquerdo azul intenso e o direito verde intenso. Ele orgulhava-se de ser o único Priestov a poder usar os olhos em público e de pertencer à linhagem original da família.

- Só falta Barthez! – comentou irritado Voltaire. – Aquele incompetente! Um simples trabalho e ele demora-me assim tanto? - um soco na fez, fez com que todos se virassem para Voltaire.

- Voltaire! Desde que ele faça o trabalho bem feito desta vez, o tempo que demora não irá importar. – falou Maximus, acalmando um pouco Voltaire.

- E que ao menos, seja com bons resultados! – reclamou eriçado Voltaire.

- Acho que está a sobrevalorizar o esforço de Barthez! – interferiu Klaus.

- Explica-te! – ordenou Voltaire irritado com a interferência.

- Ora! São três raparigas! Cada uma com o seu feitio! E se bem me recordo, são três com talentos diferentes não são? Cada uma dela tem uma habilidade de controlar bit-bichos específicos como ninguém conseguiu. – argumentou Klaus, de forma calma e pausada, no entanto, calculista o suficiente para captar atenção de Voltaire.

- Certo, Klaus. Continua. – insistiu Voltaire, fazendo sinal com a mão, para o russo continuar a sua argumentação.

- Obrigada pela sua atenção. O senhor queria três cobaias para controlarem dois dos últimos bit-bichos da geração do Dranzer Negro, correto? – Klaus fez uma breve pausa, e aguardou pelo sinal de Voltaire para continuar. – E porquê que escolheu essas três? Pois o senhor sabe que Sven consegue controlar os bit-bichos sem grandes dificuldades. Não estou a ver, o porquê de se perder tempo com elas.

- Sven já tem uma tarefa atribuída, Klaus, daí que seja necessário outra pessoa. – ripostou Voltaire.

- Corretíssimo! Estou orgulhoso de ti, sobrinho! – elogiou Klaus parecendo por instantes uma criança deliciada com um elogio do pai. Sven olhou-lhe de forma letal e quase que rosnou com o elogio, intimidando Klaus.

- Alguma em mente, Voltaire? Afinal de contas, tens duas netas minhas nesta fase em tuas mãos, sendo que uma da linhagem pura como Klaus. Não estou para perder nenhuma das duas…por agora. – falou Maximus em direção de Voltaire.

- Estás com receio Maximus? Não te preocupes! De momento necessito de todos os que me aparecem para o plano arrancar e funcionar na perfeição! Ninguém será descartado nesta fase. Além de que tenho alguns outros trunfos ainda guardados. – comentou Voltaire, dirigindo o seu olhar para a porta, que nesse instante estava a ser aberta. Barthez chegara.

- Desculpe o atraso, senhor Voltaire. Aquelas duas são insuportáveis! – barafustou ao mesmo tempo que ocupava o último lugar vago.

- Não quero desculpas esfarrapadas Barthez! Quero resultados! – bradou Voltaire.

- Dentro de algumas horas os terá! – falou de forma segura Barthez.

- Como é? – bradou Voltaire, levantando-se e largando dois socos na mesa, cada um correspondendo a uma mão.

- Sim Voltaire! Com a análise inicial dos testes básicos, apareceu a sugestão de orientação no perímetro do lago da morte versus tempo de enregelarem-se e sobreviverem a este teste. Sabe o que isso significa não sabe? Que alguma irá despertar o poder de um dos bit-bichos durante a realização do teste, tal como desejava. – concluiu orgulhoso Barthez.

- E o que a análise inicial falava? – insistiu Voltaire, não gostando da súbita arrogância de Barthez.

- Que apenas duas tinham talento para despertar os tais bit-bichos.

- E a outra? – insistiu Voltaire,

- A outra não vale nada. – concluiu Barthez, entregando os resultados da análise inicial a Voltaire. Este olhou de forma ávida para os papéis que haviam sido entregues e estava a gostar do resultado. Afinal de contas, elas não seriam assim tão inúteis como ele tinha pensado. Um sorriso esboçou-se em Voltaire, dirigindo-o a Maximus.

- Qual das duas te orgulhas mais? – inqueriu Voltaire curioso.

Maximus tinha sido apanhado de surpresa. Apenas se orgulhava de Nadesco e de Sven, que eram os netos perfeitos, pois haviam sido "planeados", ao contrário das mais novas. Nunca pensou em se orgulhar de duas tontas como Sakura e Minako, embora tivesse ficado surpreso quando nasceram, a Sakura tivesse os olhos da linhagem de família.

- De nenhuma, Voltaire! Só me têm trazido sarilhos, até hoje! – confessou Maximus.

- Entendo. Porém talvez não estejas a sobrestimar nenhuma, senão mesmo as duas? – perguntou Voltaire, num tom de ligeira curiosidade camuflada.

- Sem dúvida que não! Como te disse, para sarilhos essas duas são do melhor! – concluiu Maximus, fitando sério Voltaire.

- Pois bem! Para o bem de ambas, que passem sem falhas! – falou Voltaire. – Fim da reunião. Regressaremos após os resultados. Hiro! Podes voltar ao Japão! Não quero que Dikinson suspeite da tua ausência. Afinal de contas, ainda não estás tão em boas graças como imaginas! Tens que aperfeiçoar isso! – continuou Voltaire, fitando Hiro um tanto irritado.

- Tratarei de o convencer mal eu chegue, senhor! Agora tenho uma dúvida! Senhor Dikinson falou algo sobre a equipa que ele estava a planear criar? – inqueriu Hiro.

- Tu deves de achar que o Dikinson é estúpido como tu, não? É claro que ele não me falou em nada disso! Sou arqui – inimigo dele seu idiota! Ele fez uma vídeo-conferência para me ameaçar de que arranjará forma de me incriminar de todos os crimes que eu alegadamente cometi! – Voltaire estava totalmente irritado. Hiro percebeu que a forma como havia perguntado não tinha sido a mais inteligente.

- Não considero senhor Dikinson estúpido! O lapso foi meu! Perdão Voltaire! – falou Hiro em tom de desculpa, realizando rapidamente uma breve vénia.

- Vai-te embora e leva a tua namorada! – ordenou Voltaire, fazendo sinal com mão para que fosse embora.

- Desculpe? – inqueriu Nadesco totalmente surpresa e um pouco chocada.

- Vais com ele e dirão à família que se vão casar! Entendido? Assim, ficarão entretidos com os preparativos do casamento! – falou Voltaire, divertido com a ideia.


Confusão. Incerteza. Sonhos.


Nadesco olhou para seu avô, incrédula! Isto não estava de modo algum nos seus planos! O rumo tinha mudado rapidamente! Para ela, Hiro era um brinquedo que ela estava gostando de se entreter. Um brinquedo! Nada mais! Mas agora o facto de oficializar a situação à família dele, assustava-a, senão mesmo aterrorizava-la em todo o seu ser. Nadesco nunca gostou de compromissos sérios, pois tinha sempre em mente, embora de forma inconsciente, o destino dos seus pais. Nadesco sentiu um intenso calafrio a percorrer a coluna vertebral. Ela nunca havia gostado desta sensação pois considerava-a um mau presságio. Decidiu olhar na direção do namorado e inspirou fundo, de forma discreta e aceitou o facto de que por agora, não havia mais nada a fazer, senão obedecer às ordens de Voltaire e conhecer a família do namorado.

- Vamos Nadi. – chamou Hiro num tom carinhoso à namorada, estendendo-lhe a mão.

Nadesco agarrou na mão de Hiro e seguiu os seus passos, sem protestar, apenas pensativa no seu próprio mundo. Nadesco acreditava no juízo de valor de Voltaire, como sendo o mais correto. Ela concordava e aceitava tudo o que o homem lhe dizia, aplicando o mesmo ao seu querido avô. Nadesco confiava de corpo e alma nas decisões de ambos, pois eram sempre baseadas no melhor para cada uma das famílias. Ela queria continuar a aceitar isso, pois era mais fácil assim, evitando –lhe pensamentos de consciência, mas agora…algo a incomodava e ela não sabia bem como descrever esse "incómodo".

- Está tudo bem Nadi? – inqueriu Hiro, em tom de preocupação, após terem percorrido os corredores silenciosos e frios da mansão.

- Claro que sim, Hiro! – respondeu Nadesco, com um sorriso na cara, agarrando-se ao braço do namorado. – Só não estava à espera de casar tão cedo. – confessou-lhe em tom baixo.

- Nem eu Nadi! Nem eu. – confortou Hiro, dando-lhe um beijo nos lábios. – Vai tudo correr bem. Não tens porque te preocupar! Afinal de contas, isto de nos casar é uma representação, para atingirmos os nossos objetivos das tarefas que nos indicaram.


Regresso. Encenação. Atração.


Nadesco fitou-lhe surpresa. Não tinha pensado nesse detalhe. Era tudo uma representação. Ela respirou fundo de alívio. Afinal os sentimentos tinham-lhe atrapalhado o raciocínio. Porém, algo no fundo do seu coração a incomodava. No fundo, talvez ela tivesse gostado da ideia de se ver com um homem a seu lado e usando o vestido branco, tal como em criança ela sonhava, mas que agora já não se recordava.

Entraram juntos no jato particular da família Priestov. Hiro e Nadesco, sentaram-se bem pertinho um do outro, analisando os papéis que correspondiam à sua missão. Lá continha a mudança de sobrenome de Nadesco, a sua profissão e o curriculum académico estrategicamente elaborado para conquistar a atenção de Dikinson. Ambos estudavam metodicamente todos os pequenos detalhes, encenavam pequenas conversas, corrigiam-se mutuamente sobre a postura, o tom de voz, o gesticular e o olhar. Tudo tinha que parecer natural e perfeitamente normal. Nadesco adorava estas pequenas encenações com Hiro. Por alguma razão estranha a ela, gostava daquela atenção que ele lhe dava, pois sabia que não era fantochada como a representação que estavam a realizar. Nadesco acreditava que Hitoshi Kinomiya tinha tido uma excelente educação e possuía um excelente feitio, que era um bom homem repleto de muitas qualidades preciosas, porém continha um ligeiro defeito para a maioria das pessoas, era ser ambicioso pelo poder, e Nadesco sempre se sentiu atraída por essa ambição.


"They think our heads are in their hands

But violent use brings violent plans"


Fim do primeiro capítulo!

E então? Que tal? Gostaram? Não era nada disto que esperavam? Ou pelo contrário? Era previsível? Bem, apenas vos confesso que muito vai acontecer nesta fanfics, e que nem tudo o que parece realmente o é. Não prometo uma atualização semanal da fanfic mas vou tentar duas em duas semanas fazê-lo.

Aguardo ansiosamente pelas vossas reviews :D

Kissus *