Olá caros leitores! Aqui está o novo capítulo! Espero que gostem! Obrigada pelas reviews e pelo apoio.


Breve nota: desta vez não usarei música, visto que neste capítulo não achei necessário.


Advertências:

As personagens que me pertencem são: Sakura Priestov, Minako Priestov, Nadesco Priestov, Sven Priestov, Klaus Priestov, Maximus Priestov, a banda Seven Sins, Morgana Lust, entre outras personagens que irão surgir.


Disclaimer:

Beyblade não me pertence, mas sim a Aoki Takao. A FanFic é escrita sem quais quer fins lucrativos.


Autora: Sakura Priestov


Titulo: Segredos obscuro


Breve nota (1) : este capítulo é dedicado à Xia M, Anamateia e Nessa Hiwatari.


Sem mais delongas, boa leitura.


Capítulo 2 : "Regressando a casa"


Seis meses antes. Escritório. Planeamento.


Era noite estrelada e sem nuvens no Japão. Era uma noite de brisa suave e fresca, porém agradável. A lua estava exposta no céu escuro de uma forma luminosamente atraente.

A sede oficial da BBA situava-se no coração da cidade nipónica. O edifício estava acompanhado de imensa luz dos placares luminosos circundantes, no entanto, em todo o edifício encontrava-se apenas iluminada, no 14º andar. Silêncio circulava no ar. A tensão predominava. A ação pacificamente instalava-se nas mentes. A conspiração estava entranhada nesta noite iluminada. O senhor Dikinson, o presidente e fundador da BBA, encontrava-se em reunião no seu escritório. O homem havia decidido que estava na altura de agir, usando os meios que fossem necessários. Esta sua decisão há já algum tempo que pairava na sua mente, porém ainda não tinha achado a altura ideal para executa-la. Havia sempre alguma coisa que o impedia, algum obstáculo que lhe surgia, fazendo um breve adiamento da situação. Todavia, hoje era a noite em que tudo começaria a tomar forma. À sua frente, estavam sentadas duas pessoas, que iriam ajudar de livre vontade no seu plano. Dikinson não escolhera ao acaso estas duas pessoas. Elas de certa forma vieram ter ao seu encontro, como se fosse uma conspiração do destino. Esse foi o sinal que o fez avançar com o seu plano.

Os detalhes estavam todos a ser analisados, os riscos mesurados e calculados, os meios de obtenção de informação friamente planeados. Seguindo o plano há risca, tinha tudo mais para dar certo do que para o errado. Faltava um pormenor. Como é que iriam se comunicar sem que fossem desmascarados? Dikinson propusera algumas alternativas, que ele próprio usara nos seus tempos de cientista. As duas pessoas concordaram com o plano e no dia seguinte começariam a pô-lo em prática, o mais fielmente possível.


Atualidade. Encenação. Chegada.


O jato onde Nadesco e Hiro se encontravam, estava prestes a aterrar em Tóquio de manhã. Tudo tinha sido revisto, ensaiado, corrigido, melhorado e um tanto improvisado em certos casos. O casal sentia-se orgulhoso. Tudo estava a correr bem, e assim teria que se manter este espirito.

A aterragem foi calma, sem muita turbulência. Ótimo! Hiro detestava viajar de avião e odiava quando tinha turbulência. Respirou fundo de alívio. Olhou para a namorada e agradeceu por ela não se ter apercebido de tal fraqueza da sua parte. Hiro tinha a nítida noção que Nadesco estava ao seu lado não por mero acaso, mas isso para ele não importava por agora, pois queria era aproveitar a sensação de alegria, felicidade etérea, da segurança obtida, a bela companhia que tinha, apreciar os olhos dourados até se perder neles, a sensação do coração lhe pular pela garganta fora, perder e de suster a respiração ao vê-la de surpresa, entre outras coisas mais. Hiro não queria confessar mas estava radiante pela ordem imposta de Voltaire. Era engraçado para ele, imaginar a cara de felicidade da família. Ria-se interiormente, ao imaginar a cara do irmão mais novo. Tyson conseguia ser muito infantil, em certas ocasiões, e esta, pensou Hiro, seria uma delas. Porém uma dúvida surgiu-lhe na mente, mas tratou-a de a afastar. Era hora de se concentrar na missão e não na festa.

Os dois aguardaram pela autorização do piloto para saírem. Hiro agarrou na mão de Nadesco, sorrindo-lhe. As malas seriam entregues na casa de família Kinomiya. Hiro já havia tratado da morada na hora do embarque. Ao saírem do jato, Nadesco endireitou o cabelo, sorrindo para o namorado. Ele sabia que a partir de agora, tudo era encenado. Desceram as escadas do jato, passo atrás de passo, de um jeito corrido e apressado. Nadesco agarrou-se ao cabelo para não a despentear, devido ao vento que se levantava em terra. Rapidamente dirigiram-se para a sua gare, seguindo as orientações do piloto. O casal percorreu o aeroporto, na zona VIP, sendo escoltados por guarda – costas da família Priestov.

- Hiro… - chamou baixinho Nadesco enquanto caminhavam.

- Sim Nadi. – respondeu Hiro no mesmo tom.

- O que lhes disseste sobre mim? – perguntou baixinho, tentando esconder a curiosidade que sentia.

Hiro pendeu o olhar sobre a rapariga e sorriu-lhe.

- Não te preocupes. Em breve saberás! – comentou o rapaz, dando-lhe um beijo no canto do lábio.

Nadesco olhou para o rapaz e teve um breve momento de amuo, mas logo se recompôs. Mais meia dúzia de passos e a família dele estaria ali e não era nada bonito, conhece-los com ar amuada.

- Preparada? – perguntou Hiro, mesmo antes de atravessarem a última porta.

- Sempre. E tu? – falou convicta Nadesco.

- Idem. – respondeu o rapaz sorrindo.

A porta abriu-se e um clarão refletiu nos seus olhos.


Apresentação. Aceitação. Adaptação.


Logo de madruga, na casa da família Kinomiya, sentiu um revolto de passos apressados, outros ensonados. O avô Kinomiya, terminava de preparar o pequeno – almoço para o seu neto mais novo, e para o seu filho único. Hoje Hiro regressava da sua reunião de negócios europeus. Ele sentia-se orgulhoso pelo seu neto mais velho, ter enveredado pelo caminho correto. Sabia que ele tinha namorada. O homem sentia-se tentado e ansioso por ver que tipo de namorada o rapaz teria. Ele sentia-se curioso, o que era perfeitamente normal, visto que a juventude já havia passado e revia-se agora, nos seus netos.

- Pai, olhe as panquecas. – falou o filho, alertando o velho que rapidamente disfarçou a situação.

- O Tyson? – perguntou o avô, colocando a refeição na mesa e indo ferver a água para o chá matinal.

- Está dormindo. – comentou o pai divertido, pousando os olhos na mesa e desprezando o jornal que até breves instantes atrás lia vorazmente.

- Vou acordá-lo! Ele ignora sempre o despertador! – reclamou o avô, dirigindo-se para o corredor que daria ao quarto do rapaz.

O velho abriu a porta muito devagar. Ouvia-se um roncar de fundo. O homem suspirou ao de leve ao mesmo tempo que agarrando e empenhando a sua espada de madeira de kendo. Um sorriso esboçou-se na sua face, semelhando-se a uma criança traquinas prestes a aprontar alguma asneira. O dorminhoco iria apanhar um susto e acordar de vez. Um passo de cada vez, em ponta dos pés. Estava já pertinho da cama do neto. Parou momentaneamente, ergueu a espada e dirigiu-a na direção do pescoço do jovem. O efeito foi idêntico ao de um ricochete! Tyson nesse instante abriu os olhos gritando ao ver a cara do seu avô e depois por reparar na espada colada ao seu pescoço. O jovem levantou-se num ápice, esquivando-se dos súbitos ataques da espada de kendo de seu avô.

- AVVVVÔÔÔÔÔÔ!PARE COM ISSOOOOO! – gritava o rapaz, correndo pelo quarto todo como se estivesse a efetuar uma maratona.

O velho depois de algumas voltas no quarto parou, fitando o neto mais novo, arfando um pouco devido ao cansaço.

- Bom dia dorminhoco! Veste-te e anda comer. Daqui a meia hora temos que ir. O teu irmão já está chegando. – falou o avô.

- Já regressa hoje? – inqueriu Tyson ainda ensonado.

- Sim! Mexe-te porque senão… não comes nada. - provocou o velho, saindo do quarto.

Tyson respondeu rapidamente à provocação. Vestiu-se tremendamente rápido e foi a correr para a cozinha, mas sem antes colocar o seu famoso boné na cabeça e guardar no bolso, o seu beyblade.

- Bom dia pai! Bom dia avô! Estou esfomeaddddoooooo! – gritou Tyson, segundos antes de entrar na cozinha.

- Bom dia filhote! – respondeu o pai de Tyson, sorrindo ao ver a boa disposição do filho mais novo, entregando-lhe um prato cheio de panquecas com chocolate quente.

- Isto realmente tem um excelente aspeto! Vou devorar tuudddoooo! – falou Tyson ao apreciar parte da sua refeição não tardando em atacá-la ferozmente.

- Filho… tenho algo para te falar. – iniciou o pai de Tyson, ao observar o seu filho a comer.

- Diz pai! Avô, a comida está deliciosa! Quero mais! – falou Tyson entusiasmado, ao mesmo tempo que dava algumas garfadas na refeição.

- Ontem estive falando com o senhor Dikinson… – O pai de Tyson fez uma breve paragem – achámos que para a construção da nova equipa, os Bladebreakers se reunissem e treinassem um pouco com esta equipa novata.

Tyson olhou o seu pai, acabando de engolir uma panqueca inteira. O seu ar era um misto de surpresa e de alegria.

- Ssimmm pai! Seria mesmo altamente! Encontrar novos rivais! E quem sabe talentos! – comentou o filho tremendamente entusiasmado.

- Porém, senhor Dikinson quer contratar um treinador a tempo inteiro. – continuou o pai, olhando o filho.

Tyson não estava a seguir a lógica daquela conversa. Ao ver o seu pai parado, decidiu imitá-lo.

- Filho, muito possivelmente serás tu o próximo treinador da equipa. – falou seriamente o pai.

Tyson ficou abaladamente estático. Ele? Treinador? Ele?

- Não pai! Isso é impossível! Eu estou com os Bladebreakers e quero tornar a combater ao lado deles, por muito mais tempo! – reclamou o jovem, dissimulando um pouco os seus pensamentos.

- Eu entendo filho. Porém, mantém essa hipótese já na tua mente. – aconselhou o pai de Tyson. – agora termina de comer e vai escovar os dentes. Dentro de cinco minutos estamos a sair.

Tyson estava estupefacto, à sua maneira, das palavras proferidas por seu pai. Seria mesmo verdade? Que o senhor Dikinson estivesse mesmo a ponderar a ele para ser o treinador? O rapaz do boné vermelho sorriu e pensou no assunto. A ideia agradava-lhe, embora nãoentendendo bem ao certo, a mistura de sentimentos que lhe surgia. Tyson agarrou a sua beyblade que se encontrava no bolso esquerdo e apertou por um bocado.

- Vamos? – perguntou o avô dirigindo-se para o carro.

- Bora lá! – falou Tyson, enfiando-se no carro.


Sede. Escritório. BBA.


A sede da BBA encontrava-se atualmente entupida de gente de todas as idades e feitios, raças e religiões. Todos queriam ocupar a vaga da nova equipa de senhor Dikinson, pois sabiam que teriam excelentes resultados tal e qual, senão mesmo ainda melhores, que os atuais campeões mundiais, os Bladebreakers. O facto essencial nesta súbita motivação deve-se ao facto de Tyson e a sua equipa, terem salvado o mundo, da insanidade de Brooklyn. Ray Kon, Tyson Kinomiya, Max Mizuhara, Kai Hiwatari, Daichi e Kenny, eram ícones para as multidões apreciadoras deste desporto. Aliás, eram mais do que isso! Eram um modelo a ser seguido, em vários aspetos. Lealdade, amizade, confiança, inteligência, espirito de equipa entre as variadíssimas qualidades individuais de cada um.

Senhor Dikinson orgulhava-se profundamente dos seus rapazes. Eram todos diferentes e ao mesmo tempo todos iguais. Ultrapassaram diversas adversidades e algumas atrocidades, mas mantiveram sempre em vista o mais importante, a amizade e a diversão pelo desporto. No fundo, o homem queria arranjar uma equipa que respeitasse esses mesmos valores. Dikinson não estava a recriar uns novos Bladebreakers. Isso estava fora de questão!


Análise. Pensamentos. Facetas.


Agarrou em mais alguns ficheiros que se encontravam empilhados na sua secretária. Tantas inscrições que até assustavam mas que ao mesmo tempo estimulavam a sua jovial curiosidade. Porém, Dikinson não era apenas o velho pacato, bem-sucedido, simpático e sorridente que todos conheciam. Isso era a faceta social que ele transmitia, pois na realidade, o homem tinha uma faceta mais sombria mas não maldosa. Dikinson olhou para o seu computador. Quase três semanas que não recebia nenhuma notícia dos seus infiltrados. Suspirou. No fundo desejava que esta ausência fosse um bom sinal e que estivessem bem. O presidente da BBA, ansiava encontrar provas suficientes para acusar Voltaire Hiwatari de todos os seus crimes impunes, no entanto, até agora a sua jornada tinha sido quase que em vão. Dikinson mudara de estratégia à cerca de seis meses atrás, quando soube que Voltaire regressava ao ativo acompanhado, uma vez mais por, Barthez, Boris e que desta vez, com um elemento surpresa temido chamado Maximus Priestov. Tudo pessoas perigosas que deviam de estar já há muito tempo presas, mas devido às suas influências, ficava esquecido num canto e as provas desapareciam sempre misteriosamente, como se de magia se tratasse.


Knock Knock


Bateram à porta. Dikinson olhou surpreso e rapidamente guardou alguns ficheiros na gaveta da sua secretária.

- Entre. – falou de forma amistosa Dikinson.

A porta abriu-se demoradamente, realçando a baixa silhueta de Kenny, mais conhecido por "Chief".

- Bom dia Sr. Dikinson! Desculpe por aparecer em cima da hora, mas precisava da sua opinião sobre a minha tese. – cumprimentou o rapaz, entrando no escritório de um jeito atrapalhado, sempre agarrado ao seu fiel portátil, e rapidamente explicava o motivo por estar ali. O jovem controlava a sua respiração. Ele havia corrido até à sede, gotas de suor escorriam de forma atabalhoada no rosto do rapaz. Rapidamente um lenço surgia nas suas pequenas mãos e tratava de remover as gotas.

- Opinião? Muito bem. Do que se trata a tua tese? – inqueriu deveras curioso o velho, ao reparar na expressão de Kenny.

- O tema que escolhi foi sobre as quimeras genéticas. – falou seriamente Kenny.

O velho ficara surpreso pela escolha do jovem, porém gostava da sua audácia. Escolher um tema desses, onde atualmente a informação que existe é considerada confidencial e muito reservada em laboratórios. Mentalmente passou-lhe a definição de quimera genética que se designa como uma pessoa com dois tipos de célula, geneticamente diferentes, ou seja, trata-se de um ser humano composto – originado de dois indivíduos, gêmeos não idênticos, que se fundiram no útero da mãe de forma perfeita, ainda na fase embrionária.

- Um tema deveras interessante, Kenny. – elogiou Dikinson, num tom de orgulho – e em que posso te ajudar?

- Eu sei o que lhe vou pedir é um pouco complicado, senhor Dikinson, mas visto que já trabalhou na área de investigação, pensei que tivesse alguma informação mais fidedigna que me pudesse facultar. – pediu Kenny, num tom esperançoso.

- Vou ter em atenção o teu pedido. Irei procurar nas minhas pesquisas alguma informação que ache que te possa vir a ser útil. – comentou o presidente da BBA ao rapaz.

- Muitíssimo obrigado senhor Dikinson! – exclamou alegremente Kenny, agarrando-se ao seu portátil.

- Para quando necessitas a informação? – questionou o homem.

- Para quando puder senhor Dikinson. Se pudesse ser o mais breve possível eu agradecia. – comentou Kenny, um pouco nervoso a recordar-se do prazo de entrega.

- Amanhã farei questão de que recebas a informação nas tuas mãos rapaz.

- Uma vez mais, estou-lhe agradecido senhor Dikinson. – agradeceu o rapaz – é verdade! Ouvi rumores de que vai querer criar uma nova equipa de Beyblade para representar a BBA.

- Confirmo-te o rumor. Atualmente estou na fase de análise de currículos e respetivas inscrições. Gostaria que os Bladebreakers participassem, no próximo torneio que em breve se realizará. – falou senhor Dikinson.

- Tyson ficará feliz da vida! – comentou o jovem imaginando a expressão do seu amigo.

- Decerto que Tyson já se encontra ocorrente da situação. O Hiro tem sido uma ajuda imprescindível na associação. – informou Dikinson ao jovem.

- Sim! Já ouvi dizer senhor Dikinson- - respondeu Kenny, agarrando no seu portátil – não lhe tomarei mais tempo. Obrigada pela atenção senhor Dikinson. Aguardo pelas suas informações amanhã. Com licença – continuou o jovem, ao mesmo tempo que se levantava, agarrando-se sempre ao seu fiel portátil e dirigindo-se para a porta.

- Estou sempre à disposição, meu jovem. – falou cordialmente Dikinson, sorrindo-lhe.

Kenny despediu-se rapidamente com um sorriso no rosto e com um breve aceno de mão. A porta fechou-se. Dikinson trancou-se nos seus pensamentos e um pequeno sorriso imperou nos seus lábios. Quimeras genéticas? Eram raras as pessoas que possuíam tal coisa, mas Dikinson tinha tido a sorte de conhecer algumas pessoalmente. Quem sabe, Kenny não teria a mesma sorte?


Família. Sorrisos. Reencontro.


Hiro olhava para os lados tentando encontrar a sua família. Suspirou. Deviam de se ter atrasado. Olhou para a namorada e sabia que ela detestava esperar pelos outros. Tinha que pensar rápido para não a irritar. Uma ideia surgiu-lhe na cabeça.

- Apetece-te tomar o pequeno – almoço enquanto? – sugeriu Hiro à sua namorada.

- Posso acompanhar-te com um chá? – inqueriu a rapariga um tanto surpresa com a súbita pergunta do rapaz.

- Claro! Vamos então. – respondeu Hiro, conduzindo-a até ao café mais próximo.

Nadesco sentou-se numa das poucas mesas livres. Olhava para os lados um pouco ansiosa e com um certo ar de superioridade. Nadesco não estava acostumada a estar no meio de tanta gente e nem apreciava tal coisa. Metia-lhe nojo estar em redor de outras pessoas. A rapariga inspirou fundo e fitou distraída na direção das lojas que se encontravam à sua frente. Aquilo sim era bem mais interessante! Se desse tempo, deitaria o olho.

- Aqui está o teu chá. – falou Hiro, pousando a chávena de chá fervendo.

- Obrigada. – respondeu Nadesco ao perceber da presença do namorado. A jovem desviara o olhar agora para a mesa. Como é que era possível alguém como ele comer tanto? Ela sentiu uma dor no estômago ao ver tanto comer.

- Não te preocupes. Despacharei rápido esta comida. – acalmou Hiro ao ver o ar enojado da namorada. – Não entendo como podes passar o dia quase à fome.

- Não o passo à fome. Eu como. Simplesmente alimento-me, com pouco quantidade e com baixas calorias. Como achas que me mantenho atraente para ti? – provocou a jovem, piscando-lhe o olho.

- Tu e essas desculpas de mulher são demais! – comentou rindo Hiro.

Nadesco lançara um olhar de desdém ao namorado e cruzou os braços. Comentário machista. Apetecia-lhe torcer as orelhas. Num gole rápido terminou de beber o seu chá e levantou-se.

- Vou ver as lojas. Bom apetite. – falou em tom crítico e frio Nadesco ao mesmo tempo que se afastava do namorado.

Hiro não se importou. Para ele era normal este tipo de coisa em Nadesco. O japonês saboreava a comida, desviando o olhar por vezes para a namorada. Compras era o que ela adorava fazer em especial para queimar tempo, como era agora o caso. Os pensamentos de Hiro prenderam-se na sua família. O que pensariam dela? Hiro pensava que o teatro dela não fosse demasiado fingido, pois o seu avô detetava falsidade num instante. Porém ao relembrar dos ensaios no jacto, achou que estaria a se preocupar desnecessariamente.

Um barulho de travagem súbita de um carro captou-lhe a atenção. Hiro riu-se um pouco pela calada. Só poderia ser o avô. Ele e aquela condução não mudavam nunca. O japonês levantou-se e foi ter à rua, para confirmar a sua suspeita.

O velho e vermelho Toyota da família acabava de ser estacionado abruptamente. Dentro do pequeno carro via-se os braços no ar de protesto do seu pai e Tyson a rir da situação.

O avô foi o primeiro a sair do carro e ir na direção do neto mais velho. Hiro sorriu e foi abraçado pelo avô, tal como se fosse uma criança pequena. De seguida viu seu pai e o irmão mais novo em seu redor. Sentiu-se feliz por voltar a vê-los e sabia que o mesmo sucedia com eles.


Fim do capítulo!

E então? Gostaram?

Já deixei algumas pistas para a futura resolução de alguns mistérios desta fanfic. Será que repararam?

Agradeço à Xia M, pela tua revisão do capitulo :D

Aguardo ansiosamente pelas vossas reviews.

Kissus