Capítulo V – Quase vocação para cupido.

Duas semanas na Coréia. E foram as duas semanas mais terríveis de minha vida. Após o incidente com a prostituta, o Senhor Sesshomaru me deu três dias de folga, mas isto foi intencional, pois quando voltei, a vingança dele foi me pedir para conferir o cálculo de oitenta e quatro – eu contei – relatórios da contabilidade, junto com cinqüenta e seis documentos que ele me mandou fazer alterações em japonês, passando depois para o coreano. Quando terminei essas duas tarefas, mandou-me para a sala de arquivos – que é abafada, sem ar condicionado, com prateleiras muito próximas umas da outras e com papeis velhos e mofados – organizar as pastas. Por que uma empresa de tecnologia tem uma sala de arquivo tão velha? Definitivamente, a humanidade não consegue se livrar do papel e deixar tudo digitalizado.

Claro que organizar a sala de arquivo não seria uma tarefa facilitada pelo Senhor Sesshomaru. Não, seria inocência de sua parte pensar que ele seria tão bonzinho. Eu precisei arrumar tal arquivo e ainda desempenhar minhas funções habituais de: atender telefone, fazer relatórios, conversar com os sócios, agendar algum compromisso de ultima hora, participar das reuniões.

Na Coréia eu mal possuía tempo para escrever o roteiro do drama e quando voltei para o Japão, Jakotsu foi para minha casa e começou a me fazer o interrogatório sobre tudo que eu pretendia para a trama, sem falar que ficou amaldiçoando o Senhor Sesshomaru por sabotar os meus horários de tal forma que eu não conseguisse mais escrever. Depois ele tentou levar embora os meus livros que comprei na Coréia, dizendo que eram lindos e que os queria. Precisei tomar cuidado para não ser furtada por um dos meus melhores amigos.

Soltei um suspiro, estranhando pela primeira vez em estar na casa de Rin. Era tão estranho notar como ela era diferente do irmão. Era quase como se o Senhor Sesshomaru fosse adotado; será que ele era?

- Você parece cansada. – comentou Rin, servindo-me um suco de laranja, estávamos em seu quarto.

- Você vê as coisas realidade alternativa, Rin.

- Por que diz isso?

-Seu irmão é o terror em pessoa.

Ela fez uma careta contrariada.

- Não fale assim, meu irmão é perfeito, um fofo. Só é um pouco protetor, mas isto é porque ele me ama demais.

- Estamos falando do mesmo irmão?

- É do Sesshomaru que você está falando, correto?

- Sua visão da vida é em realidade alternativa.

Ela emburrou e me empurrou com o pé para fora da cama, ri sentando sobre a sua perna recebendo seus protestos logo em seguida. Quase derrubei o suco quando Rin tirou a perna de baixo de mim.

- Por que me chamou? – perguntei, tentando mudar de assunto.

- Jakotsu me ligou hoje de manhã, me dizendo que só não matava meu irmão por que você havia se inspirado nele para fazer o seu personagem. Quero ler o que você escreveu!

- Por isto mandou que eu trouxesse o notebook?

- Sim.

Soltei um suspiro e levantei, indo até minha bolsa, pegando meu notebook. Quando o liguei, ele foi tirado de mim por Rin, que começou a fuçar nele, tentando adivinhar em que pasta eu havia salvo o arquivo. Não era mais fácil me perguntar?

- Achei fotos! – ela anunciou animada. – Você conhece tantas pessoas que chega a ser medonho.

- Sou uma pessoa comunicativa. Além disso, eu sempre viajo por causa dos meus livros. Pesquisa de campo é tudo.

- Essa foto com o Yuri é recente?

Inclinei-me, observando a foto por sobre o ombro dela.

- Não muito, foi no aniversario do Souta, aquela que você estava viajando e não pôde ir.

- Inuyasha me mandou uma passagem para ir visitá-lo. Precisei ir, caso contrário ele viria e me levava nas costas até lá.

- O aniversário do Yuri está chegando, você vai? Ou vai dar alguma outra desculpa, este ano também.

Ela me encarou e deixou o olhar cair para o chão.

- Ele está solteiro. – eu cantarolei em seu ouvido.

- Não por muito tempo, sempre tem uma modelo que estará no status de namorada dele.

- Ele não é tão fútil assim. Ele sai com outras garotas e você é o tipo de mulher que ele gosta.

- Aham, acredite nisso.

- Você não é nada espirituosa quando se trata de romance. E a sarcástica aqui sou eu. Vamos fazer assim, você vem comigo na festa. Confie na sua amiga aqui.

- Será que deveria?

- Seu irmão me infernizou a vida e eu não o matei por consideração a você. Não está explicito o meu amor e respeito por você? E aí, topa?

- Tudo bem, mas não faça nada constrangedor!

- Não sou você.

- Eí!

###

- Você esta distorcendo a personalidade do meu irmão. - Falou Rin indignada, após ler o primeiro capíitulo.

- Verdade, o seu irmão é mais cretino.

Ela me acertou com a almofada.

- Não chama meu irmão de cretino. Ele é um fofo.

- Seu amor fraterno chega a ser demente, Rin.

- O Sesshomaru é um cavalheiro e é gentil. Esse Sadao é apenas um metido arrogante.

- Como o Senhor Sesshomaru.

- Você não está captando a essência do meu irmão.

- A única essência que não coloquei é a da colônia.

- Este não é meu irmão!

- Acredite, querida. Ele é o próprio demônio encarnado.

Ela abriu a boca para responder, mas a porta foi aberta, chamando nossa atenção. O Senhor Sesshomaru passou por ela, segurando alguns pacotes com emblemas de lojas coreanas. Ele estreitou os olhos quando me viu, acho que confuso com a minha presença ali, mas nunca vou saber ao certo, pois sua expressão fria não nos permite notar o que ele está pensando ou sentindo.

- Desde quando se conhecem? – ele perguntou, parando de andar. Rin se aproximou segurando seu braço.

- Sesshy, está é minha amiga Kagome. Estudamos juntas no ensino médio.

- Então foi você que pediu o emprego para o nosso pai.

- Eu comentei, ele ofereceu, pois a conhece e confia nela.

Ele me encarou e seus olhos dourados desceram da minha cabeça até os meus, me analisando milimetricamente.

- O nosso pai está ficando negligente, confiando em qualquer pessoa.

Notei que Rin apertou o braço dele, fazendo com que ele descesse o olhar em sua direção.

- É minha amiga.

- Deveria escolher melhor as amizades. – ele se afastou, se soltando com certa gentileza, seguindo para fora do quarto. – O jantar de amanha é as sete, não se esqueça.

- Entendido. – Ele saiu fechando a porta e Rin se voltou para mim. – Ele gostou de você.

Eu pisquei algumas vezes e saí pelo quarto fazendo uma busca minuciosa.

- O que está fazendo? – ela me perguntou, quando ergui seu colchão.

- Procurando os cogumelos que você utiliza para fazer seu chá.

Ela me acertou com o travesseiro.

###

Ele pode ser o modelo perfeito para o meu personagem, mas conviver com esses cretino é simplesmente estressante. Vou precisar de terapia quando minha pesquisa acabar. Nossa guerra particular continuava, agora ele me dava as anotações em alemão. EU NÃO FALO ALEMÃO!

Meu humor já estava terrível por causa destas anotações, portanto, quando o Senhor Inu Taisho me convocou para uma conversa particular em sua sala e me confessou que Sesshomaru estava solicitando a minha demissão, aquilo fez meu sangue ferver. Felizmente ele não me demitiu, muito pelo contrário, ficou empolgado quando confessei que quase atropelei seu filho por causa do drama. De acordo com ele, estava honrado por seu filho ser minha fonte de inspiração. E também disse que se eu precisasse de um personagem ranzinza e sem educação, ele tinha outro filho que seria perfeito para ser usado como modelo.

Sinto em meu íntimo que ele saber que Sesshomaru é o meu modelo vai me render mais tempo com o próprio. E, por mais lindo que seja, passar muito tempo com ele pode causar parada cardiorrespiratória por conta do estresse que lhe é proporcionado.

Me recostei na cadeira, coçando o meu olho esquerdo. Aquela tradução do alemão para o japonês estava demorando mais tempo que eu queria. Havia mais mil coisas para eu fazer, e aqui estou completamente presa naqueles documentos que precisam ser corrigidos, entretanto, as correções ESTÃO EM ALEMÃO. Quantas línguas aquele maldito fala?

Sesshomaru Taisho é um animal! Um idiota! Um maldito sádico que precisa urgentemente de uma namorada, por que ele só pode ser mal-amado. É a única explicação que estou encontrando no momento!

- Você parece cansada, Kagome. – Falou o Senhor Parker sentando-se na cadeira a minha frente.

- São essas anotações em alemão, a tradução é muito complicada.

- Sesshomaru ainda está lhe perseguindo?

- Sim.

Ele coçou o queixo. Notei que sua barba não havia sido aparada aquela manhã. O Senhor Parker é um homem charmoso, qualquer mulher notaria este fato.

- Ele está em uma reunião agora, se formos rápidos eu consigo te entregar antes da reunião acabar.

- O senhor sabe falar alemão? – Ele ergueu uma sobrancelha e eu rolei os olhos. – Entendi, pergunta tola. Agradeço a ajuda, Senhor Parker, mas o Senhor Sesshomaru ficará irritado se descobrir.

- Se - enfatizou - ele descobrir.

Observei o Senhor Parker por alguns segundos. Ele estava sendo gentil, mas eu não poderia aceitar sua gentileza, aquela guerra era minha e eu ia vencer. Não darei este gostinho ao Sesshomaru Cretino Taisho. Não mesmo.

- Obrigada, mas eu prefiro não arriscar.

O sorriso morreu em seu lábios carnudos, para ficar mais na cara que ele estava dando em cima de mim, só se houvesse um letreiro luminoso florescente piscando em vermelho berrante as palavras "seja minha".

- Se mudar de idéia, sabe onde me encontrar. – Ele deu um sorriso amigável e se retirou para sua sala. Voltei minha atenção aos documentos.

###

Às vezes, tenho atitudes tão astutas que fico me perguntando como pude ter sido tão idiota por tanto tempo. Este pensamento me vem à cabeça por conta da minha grande idéia para ajudar Rin a se aproximar do Yuri e de me aproximar da estante de livros dentro da sala do irmão mais velho da minha amiga.

O assunto Rin e Yuri sempre foi muito delicado, ela gosta dele desde o colegial, eu apenas soube depois que ela começou a me evitar quando eu saí com ele. Quando confessei que Yuri era como um irmão, ela finalmente confessou que sentia e se desculpou por ter agido de forma tão infantil por culpa do ciúme.

Yuri não é um príncipe encantado. Na verdade, ele está mais para sapo. É mulherengo, cafajeste, malando e dono de um biquinho e olhar de cachorro sem dono que faz qualquer garota realizar seus desejos – nem mesmo eu consigo resistir a este maldito biquinho –, mas Rin é uma de minhas melhores amigas e ele nunca ficaria com ela arriscando perde minha amizade por ter magoado minha melhor amiga. A menos que estivesse realmente disposto a ter um relacionamento sério. Eu sempre disse a ele que minhas amigas são sagradas e que eu arranco o coro dele se magoar uma delas.

Mas minhas atitude de gênio foi o fato de ter dito a ele que Rin iria à sua festa de aniversário. Ele sorriu dizendo que estava mesmo com saudades daquela... qual era mesmo a expressão? ... "Baixinha irritante levada da breca".

Em que década ele pensa que estamos?

Após dizer isto a ele, eu liguei para Rin. Disse a ela que estava com quatro capítulos novos do drama e finalmente o Jakotsu havia encontrado o ator que faria o Sadao. Ela ficou animada, começou a dar gritinhos e me mandou enviar os capítulos e a foto do ator para o e-mail dela. Foi então que dei a minha cartada. Uma jogada de mestre. Estou tão orgulhosa de mim mesma que sinto vontade de me beijar.

Eu disse a ela que apenas enviaria se ela fosse à festa do Yuri, ela aceitou, claro, parecia um acordo fácil, mas eu tinha condições. E quando disse isto a ela, esta respondeu que aceitava qualquer coisa para ter acesso ao drama.

Minhas condições eram:

Primeiro: ela iria à festa com a roupa e maquiagem que eu determinaria (junto com a Sango, mas a Rin não precisa saber disto);

Segundo: ela dançaria com o Yuri, quantas músicas eu quisesse. Ele é um exímio dançarino, e ainda existe o fato de que dançando, ele tocará muito nela;

Terceiro: acesso à sala do irmão mais velho para eu ver a estante de livro. Também sou filha de Deus e se tenho o poder para obrigar ela a fazer o que eu quero, por que não reservar algo para mim?

No dia da festa, Sango e eu seqüestramos Rin e fizemos aquele tratamento de beleza que faria até mesmo os mortos voltar à vida para passar uma daquelas cantadas baratas do estilo: "Querida, você não é shoyo, mas tempera a minha vida". Ela estava deslumbrante com um vestido azul claro que valorizava suas curvas e ainda transmitia a aura de "menina sapeca" que todos sabem que ela é; entretanto, deixava claro que não se tratava de uma menina, mas sim de uma mulher.

As festas que Yuri proporciona sempre são de gala. Ele é um ator consagrado, isto faz com que seus convidados sejam pessoas da elite japonesa na área artística. Sendo assim, fica muito difícil monopolizá-lo, mas eu sou a melhor amiga e isto me dá certos privilégios, pois consegui arrancá-lo dos jornalistas para perto mesa em que eu estava com Rin, Sango, Miorku – noivo de Sango – e Jakotsu.

Alguns metros antes da mesa, parei, virando-me para Yuri. Arrumei sua gravata azul-clara e ajeitei a gola de sua camisa enquanto ele sorria para um convidado que havia lhe cumprimentado. Ele estava trajando um terno branco com uma camisa social azul clara. Podia até parecer que eu havia pedido para ele trajar aquela roupa para ficar combinando com a Rin, mas eu não dei palpite algum sobre a roupa que ele deveria usar.

- Por que está me arrumando? – ele indagou quando passei a mão em seu cabelo, fazendo os fios da franja voltarem ao topete.

- Estou apenas cuidando de sua aparência para os fotógrafos. Não queremos um aniversariante desarrumado nos jornais.

Ele riu e segurou minha mão, em um claro gesto de que era para eu parar de bancar a mãe que arruma o filho na frente do portão no primeiro dia de aula no primário. Voltei a caminhar, segurando a sua mão até chegar na mesa em que estavam meus amigos.

- Olha o dono da festa. – comentou Miroku alegremente. – Não vou dar parabéns de novo.

- E o presente? Você ainda não me deu um presente.

- Quanta ganância, eu estou aqui, com terno alugado, tudo para ficar ao seu lado nesta data importante e você quer presente? O capitalismo é uma droga.

- Miroku, sem drama ensaiado. – reclamou Sango, enquanto Yuri e eu sentávamos nas duas ultimas cadeiras da mesa.

Por trinta minutos ele ficou em nossa mesa, conversamos sobre banalidades do passado, senti uma vontade louca de dar alguns tapas em Rin por ela estar tão calada. Mas quase beijei Yuri quando ele a convidou para dançar. Eu nem precisei do lance, para que o gol fosse feito.

Jakotsu agarrou meu braço e nós dois nos encaramos em uma satisfação mútua enquanto a música lenta começou e Yuri não permitiu que Rin voltasse para mesa, embalando-a em seus braços. Acompanhei o gritinho histérico de Jakotsu quando notamos que ele falava algo no ouvido dela e que esta estava ruborizada. Estava tão envolta em bancar uma cúpida que nem havia notado que Miroku e Sango haviam ido dançar também, quase achei que eram seus clones quando os vi na pista.

- Eles formam um belo casal. – comentou Jakotsu, sorri vendo Yuri rindo junto com Rin de alguma futilidade que um dos dois deve ter dito. – Você bancando a cúpida, quem diria.

- Quase cúpida. Eu não uso fraudas e do flechadas por aí.

- Será que agora esses dois se acertam? Ele amadureceu muito nesses anos.

- Ontem ele me ligou as três da manhã para falar que o boneco do Godzila dele havia sumido. Não acho que ele tenha amadurecido tanto assim.

Jakotsu fez uma careta de incompreensão, soltei um suspiro.

- Ele é uma criança em corpo de homem. Por isto é encantador. Mas a Rin precisa de um homem e não de um homem que age como garoto na puberdade. – Apoiei o rosto em minha mã,o observando o assunto da conversa. – Espero que ele note isto, caso queria ficar com ela.

- Uma coisa eu garanto. Com tanto que o olhar dele esta escorregando para os seios da coitada. Minha filha, interesse sexual ele já tem. Metade do trabalho feito.

- Ele que ouse ficar só sexualmente interessado pela minha amiga. Castro o safado.

- Você anda muito estressada ultimamente, por tudo você quer enfiar o hashi no olho de alguém. Na segunda-feira naquele almoço que decidimos o ator que interpretaria o Sadao, você quase jogou o copo na face do garçom, só porque ele havia se enganado e entregado o suco errado.

- O maldito do Sesshomaru Taisho, está tornando a minha vida um inferno!

- Não me importa se ele esta tornando sua vida um infernou ou um paraíso, o roteiro está fantástico e o Sadao é um personagem incrível graças a ele. Então, aguente firme!

- Se gosta tanto assim dele, por que não se casa com ele?

- Será que ele aceitaria?

- Jakotsu, cala a boca.

E assim, a minha noite foi brutalmente assassinada. Jakotsu não parou de falar de Sesshomaru Taisho e Ryota Sadao. E falar daquele chefe de merda que fica me mandando documentos em alemão não é algo que me faça aproveitar uma festa. Entretanto, pouco me importa, afinal, me parecia que Yuri e Rin estavam se dando muito bem e isto me deixou muito feliz.

###

- O que significa isto?

Meu susto foi tamanho que me levantei da cadeira e meu coração falhou uma batida. Com os olhos arregalados encarei Sesshomaru Taisho, o autor do meu susto.

- Isto o quê?

Ele apontou o jornal que havia colocado sobre minha mesa. Confusa, o observei, notando uma foto de Yuri com Rin enquanto dançavam. Lembrei daquele momento na festa desse final de semana, eles estavam dançando uma musica lenta. Meu olhar caiu para o título da reportagem:

"Yuri Hashiro enamorado"

Quem fala enamorado hoje em dia?

Rolei os olhos indignada com a burrice do repórter. Voltei pra leitura do artigo que, em síntese, dizia que Yuri havia dado muita atenção em sua festa para uma mulher em especial, identificada como Rin Taisho, filha de um executivo japonês muito bem sucedido . Também falava do histórico de conquista dele, sobre as modelos que já haviam sido suas namoradas e deixavam uma pergunta no ar sobre se Rin finalmente conseguiria laçar este ator que possuía a fama de "incasável".

- Responda, o que significa isto?

- Ela esta dançando com um homem.

- Isto eu notei.

- Então por que está me perguntando?

- Por que ela esta dançando com ele.

- Por que estava tocando uma musica.

Ouvi o rangido dos dentes dele. Então ele apontou algo na foto, voltei minha atenção a ela notei que eu estava na foto, ao fundo, sentada a mesa junto com Jakotsu.

- Você estava lá, e sinto que seu dedo está nessa história. E eu quero os motivos. Por que ele a convidou para dançar? Por que ela aceitou? É um amigo seu? Há quanto tempo ela o conhece?

Pisquei confusa com tantas perguntas feitas ao mesmo tempo, ainda mais com aquela voz rouca, baixa em um tom sombrio. Sentei novamente em minha cadeira e ele me virou para encará-lo, ficando curvado com as mãos apoiadas no apoio dos braços da cadeira. Seu rosto estava muito perto e eu pude contar cada linha negra que estavam mescladas com o dourado dos seus olhos.

- Para sua segurança, me responda.

- Rin é maior de idade e vacinada, não se meta na vida dela. - Falei me levantando e o empurrando para sair. Ele visivelmente não esperava que eu tivesse coragem para me levantar, pois foi muito fácil empurrá-lo. Com certeza o motivo foi por ele estar desprevenido.

Alguns passos de distância que foram quebrados rapidamente por ele que segurou meu braço, mas estava apertado, segurei uma careta de dor, não ia dar o gostinho a ele de saber que estava me machucando.

- Não vou deixar um ator safado enganá-la. Para o seu próprio bem, melhor me contar tudo que sabe.

- O único safado aqui é você. Yuri é uma pessoa maravilhosa e espero que logo Rin se case com ele e, assim, ela vá para bem longe de você, seu asno.

Eu sei.

Eu sei.

Eu não deveria chamar ele de asno, estávamos em nosso ambiente de trabalho e blá blá blá. Mas ele chamou o meu amigo de safado. Quem ele pensa que é para chamar o Yuri de safado?

Me xingue, pisa em mim. Mas nunca ofenda um amigo meu.

Ele apertou mais o meu braço e eu não consegui segurar um gemido de dor, ele abriu a boca para falar alguma coisa, mas eu nunca vou saber o que era, pois ele soltou o meu braço de supetão, se afastando. Alguns segundos depois notei uma presença ao meu lado. Virei o rosto para ver quem era e o Senhor Inu Taisho entrou em meu campo de visão, ele estava sério, eu nunca o havia visto daquela forma.

- Para minha sala. – ele falou rispidamente, senti medo daquele tom de voz. E ele nem estava se dirigindo para mim.

Ele seguiu para sua sala e com um último olhar para mim, Sesshomaru o seguiu, Haruka chegou logo em seguida acompanhada de Tomoyo, foi quando notei que todos me observavam.

- Você enfrentou o Senhor Sesshomaru, ficou louca? – perguntou Tomoyo.

- Reze para não perder o emprego. O que diabos você fez para irritá-lo dessa forma? Chamar o chefe de asno, sinceramente Kagome! – comentou Haruka ao meu lado.

Senti vontade de esmurrar as duas. Ele que foi me irritar e ficou dando uma de "irmão ciumento". A irmã dele é adulta, tem vinte e cinco anos de idade, pelo amor de Deus. Não precisa do babaca do irmão se metendo em sua vida.

- O Senhor Inu estava bem sério. – Ouvi Débora comentar, foi quando senti um peso sobre meu ombro.

- Venha, você precisa do poder de um copo de água. – falou o Senhor Parker, me guiando para cozinha.

Acho que estava em estado de choque pelo Senhor Inu Taisho ter aparecido daquela forma tão repentina, pois simplesmente não conseguia falar nada.

Minha quase vocação para cupido precisa surtir efeito, pois ele acaba de ganhar mais motivos para querer minha cabeça rolando para fora desta empresa. E se o Yuri não ficar com a Rin e a fazer feliz, vou entregá-lo de bandeja para Sesshomaru, este hematoma tem que valer a pena.


Nota da autora: oi gente, quero agradecer os comentários, fico feliz que estejam gostando de PF tanto quanto eu estou gostando de escrever. Como podem ver o romance ainda não se desenvolveu entre Kagome e Sesshomaru, mas o amor está no ar para outro casal de pombinhos.

Espero que a opinião de vocês sobre o capítulo, para mim é muito importante saber que vocês acham, mesmo que seja que vocês não gostaram.

Mais uma vez, obrigada. E quem não comentou ainda, por favor, não seja uma pessoa dumal.

Propaganda:

Fanfic da Vitória chamada 13 Benditas Almas

Vão conferir, está no forum Nedd For Fic

Você precisa se cadastrar e criar um tópico se apresentando para usar o fórum.

Vale a pena conferir e vale a pena se cadastrar.

Se cadastrando lá, eu passo para vcs o link da fic, é boa demais!

A Vitória é uma de minhas autoras favoritas!