Capítulo X – Kazuaki Hiroki.

Sexta-feira a noite e eu estava com a equipe de filmagem do Jakotsu, era incrível a quantidade de pessoas necessárias para se filmar uma cena, além dos atores, é claro. Fiquei impressionada com a movimentação e com a quantidade de vezes que os atores repetiam a mesma cena para que esta ficasse perfeita e ainda, para que houve filmagem de vários anglos. Eu estava encantada com esse novo mundo, sinceramente, eu gostaria de ser convidada novamente para escrever um roteiro.

Observar as filmagens estava me fazendo esquecer o meu dia, um dia horrível, diga-se de passagem. Pela primeira vez não foi por culpa do excesso de trabalho ou alguma discussão com o meu chefe. Muito pelo contrário, meu chefe não tem culpa alguma do meu estado sentimental, eu queria responder a ele sobre sua proposta, mas não consegui, pois ele foi para Shibuya e não voltaria até segunda-feira, o Senhor Taisho me pediu para voltar à empresa após o final de semana, para tratar sobre a rescisão do contrato e o meu ultimo pagamento. Ele queria tratar isso com calma, conversar comigo, e hoje o dia havia sido corrido para ele.

Sentia-me ansiosa para segunda-feira, não sabia como ia dizer ao Senhor Sesshomaru que não poderia aceita sua proposta, pois o trabalho como secretaria me consumo muito tempo e o diretor do drama que eu fiz o roteiro está exigindo a minha presença nas filmagens. Jakotsu acha que apenas eu posso realmente saber se o Bankotsu está captando a essência do Sadao. E passou a semana me mandando tudo que faríamos na semana que vem, sim, ele planejou toda a minha a agenda e ainda ficou me cobrando o final do drama, que ele precisa saber como o Sadao finalmente se resolverá com a Kaoru. Definitivamente, não havia como eu continuar sendo a secretaria do Senhor Sesshomaru.

- Muito bem, bom trabalho. – Ouvi Jakotsu ao meu lado me arrancando de meus pensamentos.

Voltei a observar o local, eu já havia visto outras filmagens, junto com o Yuri e o Tatsuo, mas nunca havia acompanho dessa forma,geralmente ficava apenas dez minutos.

- O que você acha? – Perguntou Jakotsu me puxando para assistir a cena novamente, mas agora na versão filmada no monitor perto de sua cadeira.

Observei a cena, em minha mente veio como havia a imaginando quando escrevi. Nos primeiros segundos achei estranho Bankotsu interpretando o Sadao, mas logo assimilei os dois como um só e durante aquele minutos que assisti a cena eu esqueci completamente no que eu havia imaginado, completamente compenetrada com atuação. Particularmente achei perfeita.

- Adorei.

- Ótimo. Vamos tomar um chá, quero conversar com você sobre a festa de lançamento.

- Mas já?

- Eu sou perfeccionista, quero ter certeza que ela será perfeita por isto planejo tudo antecipadamente com muita cautela, quero sua ajuda nessa festa.

Soltei um suspiro seguindo Jakotsu, em meu intimo esperava não ser liberada antes das doze badalas do relógio.

###

Tatsuo estava na minha frente tomando um sorvete de creme com cobertura de morango. Ao meu lado estava Hisao com uma casquinha de soverte em cada uma das mãos alternando as mordidas entre elas. E defronte a mim estava à melhor combinação do mundo, sorvete com coca cola. A pessoa que inventou essa mistura têm o meu respeito. Era sábado e apesar do frio Tatsuo havia me chamado para um sorvete, simplesmente não entendo o motivo do soverte ser mais apetitoso no frio, mas, isto não vem ao caso no momento. Euan havia saído para fazer compras com a mãe de seu marido, e de acordo com o mesmo, iria demorar a voltar, por esta razão ele me convidou para um passei, aceitei pelo Hisao e já deixei isto claro ao Tatsuo.

- Então você vai mesmo sair da empresa?

Olhei para Tatsuo terminando de beber a espuma da coca cola, ele ergueu a sobrancelha esquerda em um claro gesto de que estava esperando minha resposta e que eu arrumar meios para enrolar para dá-la não seriam admitidos.

- Acredito que não, meu contrato acabou.

- Você não disse ao Yuri que o tal de Sesshomaru pediu para você continuar?

Yuri e sua boca grande.

- Disse. – Respondi contra gosto, para ser sincera não estava com vontade de falar sobre aquele assunto, que por algum motivo que desconheço fazia meu coração ficar apertado, como se houvesse uma mão ali o espremendo.

- Então você pensa em aceita a proposta?

- Ser secretaria não é minha profissão e com essa rotina não poderia me dedicar ao meus livros.

- Bom isto é verdade... Então por que você esta se sentindo tão contrariada?

- Não me sinto. – Respondi segurando resto da castinha de sorvete que Tatsuo me oferecerá, terminei de comê-la e usei o guardanapo para limpar o pequeno.

- Não é o que parece. Se apegou ao chefe?

- Me apeguei a rotina, nunca me apegaria aquele cretino.

- Olha a boca.

- Desculpe, mas é que me faltam palavras para definir Sesshomaru Taisho.

- Crenino. – Ouvi Hisao falar, arregalei meus olhos enquanto recebia um olhar repressão de Tatsuo.

- Olha só que você fez meu filho falar.

- Dá ele pra mim que você não precisará mais se preocupar com que ele fala.

- Faça o seu e pare de cobiçar o meu.

- Então vamos lá em casa conceber o nosso enquanto o Hisao tira a soneca da tarde.

- Proposta tentadora, mas ainda quero que o Hisao fique com sua filha, por isto, ela não poderá ter parentesco com ele.

- Você cortou o meu barato.

Ele riu apertando minha bochecha, fiquei aliviada em ter consigo mudar o foco da conversar, não estava com a mínima vontade de falar sobre o meu antigo trabalho ou sobre o meu chefe.

###

O meu dia havia começado estranho naquela manha, eu poderia ter notado os sinais de que deveria ficar na minha cama quando ao destrancar a porta do meu carro, os vizinhos ficaram me encarando, não dei importância aquilo, grande erro. Talvez se eu tivesse prestado mais atenção ao senhor que segurava um jornal e apontava para mim com uma careta de incrédula, expressasse o quanto é perigoso ser displicente com as noticias não lendo o jornal. Para ser sincera, eu odeio a mídia. Por isto não leio jornal ou assisto tele jornal. Geralmente fico sabendo o que estava acontecendo ao redor do mundo quando entro na pagina inicial do navegador do meu email a onde ele deixa as noticias mais importantes em destaque, às vezes, outras vezes não. Isto me leva a uma nova vertente para impedir o que estava preste acontecer. Talvez se eu houvesse conferido meus emails antes de sair de casa, isto teria me feito ficar na cama. Entretanto, eu não dei importância ao jornal ou quis averiguar meus emails naquela manha, o que fez caminhar direto para boca do lobo como uma cabritinha procurando pela mãe desesperada.

Apenas pelo fato de ser segunda-feira de manha já é um ponta pé para que nada de certo. Nada dá certo em uma segunda-feira de manha, nada mesmo! Essa é minha afirmação é fundada em meu histórico de segundas-feiras horríveis.
Mas o fato é que eu ignorei todos os sinais, incluindo o mais expresso em que envolvia todos me encarando e cochichando na empresa. Estava tão obvio a mensagem "tem algo de errado Kagome, cai fora daí". As meninas da recepção de levantaram quando me viram e me cumprimentaram com uma reverência por um acaso eu virei a acionista mais majoritária da empresa de ontem pra hoje sem perceber? Eu nem era mais uma funcionária, por que diabos ela me cumprimentaram daquela forma tão respeitosa?
Pois bem, essa burra que vos escreve não conseguiu entender os sinais.

Alias, essa anta aqui apenas percebeu que estava acontecendo quando Haruka disse que Senhor Taisho estava me esperando e pediu para eu entrar em sua sala e sobre a mesa dele estava o jornal com uma foto minha na primeira pagina escrito "Quem é realmente Kazuaki Hiroki". Meu coração falhou uma batida e minhas mãos tremeram enquanto eu pegava o jornal ignorando completamente o "bom dia" do Senhor Inu Taisho e para ser sincera não sei se ele falou mais alguma coisa.

Na reportagem estava falando sobre minha vida acadêmica e até mesmo havia entrevista com a editora que publicava meus livros, eles não falaram muito, felizmente, provavelmente com medo de infligir o contrato que temos, afinal, muitas editoras queriam os direitos autorais de Kazuaki Hiroki e a chance de publica seus livros. Nunca fiquei tão feliz de a minha advogada ser uma neurótica por cláusulas contratuais que assegurassem minha privacidade.

- Kagome? – Chamou o Senhor Taisho ao meu lado apertando levemente o meu ombro, estava com uma expressão preocupada. – Você esta bem, querida?

- Como eles descobriram?

- Você não Le jornais?

- Não muito.

- Desde sábado estão abordando sua vida Kagome. – Ele sentou na cadeira ao meu lado. – Conseguiram algumas fotos suas junto com o ator que fará o novo drama do diretor Jakotsu... não me recordo do sobrenome, mas enfim, conseguiram descobrir que aquela mulher se tratava da roteirista do drama, ou seja...

- Kazuaki Hiroki.

- Exatamente.

Eu comecei a hiper ventilar e o Senhor Taisho usou o jornal para abanar. Enquanto falava coisas como "Calma", "Não precisa ficar assim", "Relaxa". Alguns minutos depois Haruka apareceu com um copo de água, em gole não havia mais água ali. Respirei fundo recuperando minha calma, afinal, Kagome e Kazuaki sempre foram as mesmas pessoas e saberem quem era não era o fim do mundo tendo em vista que eu não trabalhava mais ali.

Meu coração apertou, eu não poderia mais continuar a trabalhar ali mesmo se eu quisesse, seria um caos. Lembro na faculdade quando pessoal da minha turma descobriu sobre meu pseudônimo, muitas perguntas, muitas respostas que eu queria dar. Era constrangedor. Não sou uma pessoa exatamente tímida, mas ter várias pessoas ao meu redor fazendo perguntas ao mesmo tempo, é o exemplo perfeito para me fazer desgostar da idéia de trabalhar aqui com todos sabendo que sou uma escritora e ainda mais com o fato deu estar envolvida na produção de um drama. Venhamos e convenhamos se as perguntas sobre Tatsuo e Yuri já me irritavam, imaginei agora perguntando sobre todos os atores do drama.

- Kagome, eu preciso que você assine isto.

Pisquei algumas vezes aceitando a caneta e assinei as linhas pontinhas de um papel que estava sobre a mesa.

- Ela nem mesmo leu antes de assinar.

Virei o rosto para ver o dono daquela voz, sabia quem era, mas precisei comprovar com minha visão. Senhor Sesshomaru se inclinou pegando os papeis sobre a mesa, pude notar ele encarar o jornal por alguns segundos antes de voltar ereto.

- Espera. – Falei me levantando, tentei pegar os documentos das mãos do Senhor Sesshomaru, mas ele foi mais rápido. – Me deixe ler, por favor.

- Não se preocupe senhorita Hiroki. Sua advogada já leu o contrato e concordou com todas as cláusulas.

- Minha... minha advogada?

Ele não me respondeu, apenas saiu da sala, voltei minha atenção para o Senhor Taisho que deu de ombro indo até o balcão com bebidas pegando um copo de whisky.

- Não pude fazer nada, Kagome. – Ele começou a falar. – Ele estava com razão, quando os acionistas soubesse que deixei você investigasse o funcionamento de uma empresa e tivesse acesso a informações tão sigilosas como contas bancarias de empresas agora partes da corporação. As ações iam cair então ele falou com a editora que indicou sua advogada, os documentos ficaram prontos essa manha.

- O que esta havendo?

- Você foi manchete no sábado. Meu filho viu. – Ele tomou o whisky e se serviu de mais. – Sesshomaru me colocou contra parede, contei a ele tudo que estava acontecendo, com isso ele foi atrás da editora. Somos um dos patrocinadores do drama agora.

- Patrocinadores?

- Sim... idéia do Sesshomaru, não me pergunte que ele tem em mente, eu mesmo estou quebrando a cabeça para descobrir.

- Eu preciso ir ver minha advogada. – Falei me levantando.

- Tudo bem... Sesshomaru já resolveu tudo sobre sua saída da empresa também. – Senhor Taisho passou mão pelo queixo e se aproximou. – Qualquer problema me ligue.

- Obrigada, Senhor Inu, sou muito grata pela sua ajuda. Desculpe as coisas terem ficado assim.

- Você não teve culpa querida.

Eu me sentia uma miserável quando sai da sala do Senhor Inu Taisho. Precisava ligar minha advogada e saber que diabos ela havia acordado com Sesshomaru Taisho. Eu tenho plena confiança em Sakuya, ela tem cuidado muito bem dos meus interesses jurídicos, mas eu conheço aquele homem e sei que ele pode ser muito vingativo e ardiloso. Principalmente ardiloso.

- Kagome.

- AAH!

- Calma. – Senhor Parker apoio as mãos sobre meu ombro apertando levemente. – Sou eu.

- Senhor Parker, quer me matar de susto?

- Me desculpe. – Ele sorriu e se afastando fazendo um gesto para que eu voltar a andar, e assim o fiz, mas agora tendo sua companhia. – Quer tomar um café?

- Desculpe, mas agora eu não posso. Estou um tanto ocupada.

- Ora, é apenas um café.

- Desculpe Senhor Parker.

- Já disse... me chame de Nick.

- Nick. – Falei forçando um tom mais informal. – Hoje realmente não vai dar. Desculpa.
Desvencilhei-me de seu braço que estava sobre meu ombro e entrei no elevador, ele acenou com um aquele sorriso perfeito para propaganda de creme dental, eu realmente precisava falar com a Sakuya o quanto antes.

###

- A culpa é toda sua, deveria ter me consultado antes de aceitar o emprego em uma empresa tão grande para fazer uma pesquisa!
Sakuya Kamya, minha advogada de um metro e sessenta e seis, cinqüenta quilos, cabelos castanhos quase negros e olhos verdes.

Trinta e quatro anos e uma filha de seis anos. Amiga da minha família, exatamente da minha mãe que foi sua professora no primário. Ela estava brava, muito brava mesmo. E eu estava a uma distancia segura de suas mãos – em pé perto da porta pronta para correr caso ela ameaçasse se levantar – que estava tremendo levemente indicando toda a sua fúria pelo ocorrido.

- Você faz idéias de quantos argumentos precisei para conseguir deixar aquele contrato conveniente para você? Aquele homem é o diabo encarnado em pessoa.

- Concordo.

- Cala boca, você não tem o beneficio da fala!

Olhei ao meu redor, talvez eu pudesse jogar meu sapado em um canto da sala para fazer um barulho para distraí-la e assim posso usar essa distração para fugir. É um plano.

- Kagome Higurashi, você quer tomar um processo que faliria?

- Eu fui convidada...

- JÁ DISSE QUE VOCÊ NÃO TEM O BENEFICIO DA FALA!

Encolhi enquanto Sakuya se levantava e começava a andar pela sala, resolvi encarar o papel de parede de rosas azuis, em seguida observei a estante de livros de direito e meu olhar caiu para os armários de arquivos, provavelmente meus dados estariam em alguma daquelas pastas, Sakuya é do tipo que prefere ter tudo no computador e papel, ela não confia no computador, diz que único vírus pode levá-la a falência.

- Kagome, você não poderia ter tomado essa decisão sozinha. Um funcionário não pode revelar segredos industriais e empresarias. Você escreveu esse maldito roteiro enquanto era uma funcionária ativa! Faz idéia dos problemas...

- Espera, eu tinha consentimento do senhor Taisho e não revelei nada sobre a empresa, apenas utilizei o aprendizado sobre a rotina, nada mais que isto.

Sakuya soltou um pesaroso suspiro e caminhou pela sala, um habito que tinha sempre que tentava se acalmar e pensar ao mesmo tempo sobre um caso.

- Está tudo bem, desde que não revele nada sobre os negócios realizados pela Corporação Taisho ou sobre seus acionistas. Eles também querem uma cópia do roteiro na integra, para terem certeza que não há informações comprometedoras. Envie ainda hoje para Senhor Sesshomaru Taisho.

- Ok.

- E reze para o pai ainda ter controle sobre o filho, pois a fera que me procurou esse final de semana vai moer os seus ossos na primeira oportunidade, Kagome.

- Eu trabalhei com o Senhor Sesshomaru, Sakuya, sei com quem estou lidando.

- Se você fazer mais uma estupidez como essa, juro que me livro de você garota.

- Ok, eu entendi.

###

"- Kazuaki Hiroki, uma escritora muito conhecida pelo número de Best Sellers que percorreram o mundo. Sua identidade sempre foi considerada um mistério, sendo que quando ainda não era tão conhecida era fácil de entrevistar, entretanto não chamava tanta atenção da mídia, mas com os anos, e os livros consagrados mundialmente foi se tornando muito famosa e com isto, mais difícil de entrevistar. A editora de seus livros sempre manteve os jornalistas longe de sua "garota prodígio". Mas em seu atual trabalho com Shingi Jakotsu, a escritora Hiroki finalmente apareceu nos jornais e quem diria, se trata de uma mulher muito linda. Lembro de piadas sobre escritoras daquela qualidade não poderiam ser lindas, mas essa mulher é uma verdadeira modelo e seu nome verdadeiro é Kagome Higurashi, vinte e cinco anos. Começou a escrever com sete anos sendo que seu primeiro livro foi publico aos quinze, iniciando assim sua jornada no mundo literário. Formada em letras na Faculdade de Tóquio, sempre foi uma aluna exemplar no colégio possuindo vinculo de amizade com muitas pessoas do ramo do entretenimento. E essa amizade lhe rendeu participação no novo drama produzido pelo direto Jakotsu Shingi, drama de nome Gorgeous. Tendo como atores principais Bankotsu Shingi e Kagura Tsubase."

Desliguei a televisão cansada de ver aquele apresentador falar sobre a minha vida. Abracei o meu peixe Nemo de pelúcia e deitei no sofá sentindo minha vida ser miseravelmente observada pela mídia, me sentia quase estuprada. Ele sabia até quando eu havia começado a escrever, será que logo vão dar informações sobre o primeiro chocolate de San Valentin que fiz para um garoto?

Qual é a graça saber sobre a vida alheia?

Qual era a graça de saber da minha vida?

E como assim eu era uma verdadeira modelo?

A campainha tocou e eu senti vontade de me esconder embaixo do meu futon, por mais que isso fosse patético de se fazer. Respirei fundo deixando o Nemo no sofá, sorriu ao ver Yuri pelo olho mágico, quando abri a porta, Rin me empurrou falando algo sobre ter trazido yakisoba e soda, enquanto que o namorado dela apenas deu de ombros e entrou sentando no sofá abraçando o Nemo começando em "baleiês", rolei os olhos e sentei ao seu lado.

- Não preciso ficar deprimida com isso. – Comentou Rin enquanto servia a mim e Yuri com yakisoba.

- É fácil para você falar sobre isso, não é você manchete nos principais jornais japoneses.

- Essa agitação, é apenas por descobrirem seu rostinho lindo, logo eles esquecem. – Falou Yuri.

- Eu espero. – Respondi esvaziando a minha terceira latinha de soda.

- Kagome, você pode tentar com toda sua força de vontade, mas soda não vai lhe deixar embriagada.

- Rin, não enche. Seu irmão me levar à maior bronca hoje da Sakuya. Achei que ela ia matar e vender meus órgãos no mercado negro.

- Você esta exagerando. – Argumentou Yuri, mas Rin apontou para mim acenando afirmativamente com a cabeça.

- Ela está falando sério, Sakuya seria capaz de fazer algo assim.

- Vocês duas são muito exageradas. Ela é um amor de pessoa.

- Lembra daquela vez que você que você...

- Não precisa me lembrar! – Falou Yuri se levantando – Realmente, ela dá mesmo medo quando está brava.

Às vezes me esqueço que Sakuya também é advogada do Yuri, mas sempre mantemos nossas carreiras distantes da vida pessoal, não ficamos abordamos esses temas. Soltei um suspiro enquanto Rin ligava a televisão passando de canal em canal até encontrar um filme decente em um destes. Apoiei a cabeça no ombro de minha amiga e aproveitei a companhia dos dois.

Se eu soubesse o que me esperava o dia seguinte, teria aceitado a proposta do Yuri de pegarmos o carro e irmos para Disney passar a semana em um hotel lá e ir a todos os brinquedos no mínimo dez vezes. Se eu pudesse adivinhar a reação do Sesshomaru Taisho após ler todo o enredo do drama, eu provavelmente teria embarcado no avião junto de Tatsuo e sua família naquela manha de terça feira. Rumo à Coréia, longe de toda a dor de cabeça que me seria proporcionada. Só que eu não poderia prever o futuro, por isto, aproveitei a companhia dos meus amigos naquela noite de segunda-feira e me despedi de Tatsuo, Euan e Hisao na manha de terça-feira.

A se eu soubesse...


Capítulo sem correção de novo, sei, tá virando um habito, mas enfim.

Estou a uma semana do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB primeira fase.

Me desejem sorte.

Próximo capítulo vai demorar.