Capítulo XI – O sadismo do destino
Engraçado como a vida consegue lhe provar de formas inacreditáveis que tudo pode fugir do seu controle, de novo.
Eu já estava me sentindo deprimida pelo que aconteceu ontem e com a partida de Tatsuo e sua família de volta para Coréia aumentará minha depressão. Acordei seis horas da manha para me despedir dos meus amigos e daquele lindo nenê. Euan me deu um abraço apertado dizendo que se precisasse poderia fugir para casa dela por algum tempo, sendo que me apresentaria alguns amigos muitos bem apessoados que ela possuía. Tatsuo também disse que eu poderia ir para casa dele, mas que não aprovava eu ficar saindo com os amigos bem apessoados da Euan, para isso seria necessário eles irem até sua casa para me cortejar e pedir minha mão em namoro. Quanto ao Hisao, este apenas me deu um beijo muito molhado na bochecha.
Voltando ao assunto de minha depressão, está aumento quando vi o Senhor Parker, ou Nick, conversando com Jakotsu. Aquilo só poderia significar que a Corporação Taisho estava mexendo seus hashi para garantir o bom andamento de seu mais novo investimento, e isto me lembrou de ontem e de como foi horrível andar pelo aeroporto com as pessoas me apontando e fazendo comentários sobre eu ser uma escritora.
- Boa tarde, Kagome. – Falou Jakotsu me abraçando, em seguida sussurrou em meu ouvido. – Que pedaço de mau caminho é esse?
Se eu soubesse que executivos eram tão lindos teria me formado em administração.
- Não começa. – Falei rispidamente, me voltei para Senhor Paker, ele ergueu a sobrancelha direita de forma inquisitória, provavelmente adivinhando que eu ia chamado de "Senhor Parker" em vez de "Nick"- Boa tarde, Nick.
Ele sorriu e se aproximou colocando as mãos dentro dos bolsos da calça social branca que usava.
- Boa tarde, Kagome.
- Então será o senhor o fiscal do drama?
- Não, apenas vim adiantar o trabalho, o fiscal será outro.
- Quem? Algum estagiário infeliz?
- Quem dera.
Achei estranha aquela resposta, quem poderia ser?
Não acredito que um dos sócios perderia seu tempo para fiscalizar um drama, já estava achando um tanto estranho o Senhor Parker estar ali.
- Quem é?
- Prefiro não te fazer sofrer por antecipação. – Ele falou me parecendo sincero até demais.
- Senhor Parker?
- Por me chamar assim, não darei uma pista se quer. – Ele se aproximou e beijou minha bochecha, senti meu rosto queima e meus olhos ficarem esbugalhados. – Preciso ir. Até mais, Kagome.
Esses americanos devem aprender que no Japão não é comum dar beijo na bochecha das pessoas como forma de despedida. Aliás, isso pode matar uma japonesa do coração, ainda mais sendo um beijo de um homem tão atraente quanto Nicholas Parker.
- Na próxima, me chama para ajudar na pesquisa. – Comentou Jakotsu atrás de mim.
- Calado.
- Esta interessada nele?
- Não.
- Então não vê problema se eu ficar?
- Desisti Jakotsu, esse gosta de mulher até demais.
- Quem sabe não o faço mudar de idéia?
Ri balançando a cabeça, Jakotsu me acompanhou rindo também, em seguida mandou todos irem para seus postos para continuar as filmagens.
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Nunca mais vou reclamar do meu iphone despertar com uma música irritante que me obriga a levantar e ir até a cômoda para desligá-lo. Eu o deixava lá de propósito para me fazer levantar, caso contrário ficaria colocando no soneca até o meio dia. Mas como eu havia dito antes, não vou mais reclamar, pois qualquer música irritante que me obrigue a levantar é melhor que um Sesshomaru irritante que puxa o meu futon fazendo rolar pelo chão do quarto até a parede.
Levantei pronta para xingar o infeliz que havia me feito rolar pelo chão do quarto, qual foi minha surpresa ao ver aquele cabelo prateado de franja arrepiada e aquele corpo masculino provando que terno era roupa mais sexy que um homem poderia usar. Ele soltou o meu futon e arrumou a gravata dentro do colete cinza que trajava, em seguida percorreu o meu quarto com o olhar e ergueu a sobrancelha esquerda quando minha coleção de ursinho entrou em seu campo de visão.
- O que está fazendo aqui?
- Te acordando, anda, se arrume, vamos para estúdio.
- Estúdio? Que estúdio?
- De filmagem, qual outro seria?
- Alguém enfiou uma pinça pelo teu nariz e mexeu seus miolos por um acaso?
- Como?
- O que você esta fazendo aqui na minha casa? No meu quarto? Sai daqui seu tarado!
- O porteiro me deixou subir.
O porteiro não deixava qualquer pessoa subir até o meu apartamento e muito mesmo diria a onde eu guardo minha chave reserva para emergências, afinal, essa é a única explicação para ele ter consigo entrar no meu apartamento, a não ser que ele tenha arrombado a porta, que eu acho muito difícil. Sesshomaru Taisho tem classe, ele faria o coitado do porteiro dizer se eu tenho uma chave reserva.
- Você ameaçou o porteiro?
- Não, subornei ele. Alias, ele até se vendeu por um preço barato.
Aquele velho filho de uma...
- E como conseguiu entrar?
- Eu vim acompanhado por um chaveiro, ele já foi embora.
- VOCÊ ARROMBOU A MINHA CASA?
- Arrombar é uma palavra forte. Eu apenas usei meio capciosos para adentrar em sua residência. Agora vá se arruma, estou lhe esperando na sala.
- Eu não vou me arrumar.
- Então ira apenas de camisa e calcinha para o estúdio? Alias, você não parece uma fã da Hello...
- AAAAHHHHH!
Ele avançou em minha direção tampando minha boca. EU ESTAVA USANDO APENAS CALCINHA E CAMISETA?
Oh pai celestial, seja misericordioso e lance um raio em na minha cabeça, não me importo se o Senhor julgar que Sesshomaru deva ser atingindo em meu lugar. Apenas acabe com esse constrangimento.
Eu queria gritar novamente, mas ele ainda estava com as mãos sobre a minha boca, com um olhar severo. Aquele olhar dizia claramente que se eu me atrevesse a gritar novamente, ele me daria mais motivos para detonar minha garganta aos berros. Assenti com a cabeça, então ele se afastou repetindo que me aguardaria na sala. Sentei no chão piscado rápido, aquilo só poderia ser um sonho, após alguns beliscões e a constatação de que estava acordada, coloquei uma calça e fui até a sala disposta a expulsar aquele intruso de minha casa.
- Fora! – Falei apontando para porta que levava ao corredor do prédio. Ele apenas ergueu a sobrancelha direito me encarando. – Não me ouviu? Saia daqui antes que eu chame a polícia.
- Seria interessante se você chamasse, mas acho que me acusar de invasão quando eu apenas vim carecidamente aqui para lhe oferecer uma carona até o estúdio, seria uma afronta ao contrato.
Eu realmente preciso ler esse maldito contrato. Por que raios a Sakuya não tinha a merda de uma cópia com ela?
- Eu sei ir sozinha. Suma daqui!
Sesshomaru se levantou e se aproximou a passos pesados, eu me afastei. Não sei o motivo, mas eu estava com medo. Com medo do que ele pudesse fazer. Meu coração acelerou quando minhas costas colidiu com a parede, ele apoio as mãos sobre a parede me mantendo entre seus braços.
- Achou engraçado brincar de secretaria, Kazuaki? Foi divertido observar quando o trabalho dos outros? – Ele aproximou mais o rosto e sua voz saiu mais grave e baixa – Eu fui entretenimento o suficiente para você durante esses seis messes Kazuaki? Gostou de ver o Senhor Sesshomaru trabalhando enquanto você o usava como fonte de pesquisa como se fosse um animal? – Ele segurou o meu queixo entre o dedo indicador e o dedão. – Uma vez eu prometi que faria sua vida um inferno, eu havia esquecido disso, por você ter se mostrado alguém de valor, mas como esse valor foi meramente ensaiado para você fazer sua pesquisa, de hoje em diante, voltarei a cumprir minha promessa.
E assim ele se afastou.
Fiquei alguns segundos o olhando, completamente perplexa, ele estava furioso. Ou mais que isso. Talvez fosse impressão minha, mas acho que vi uma certa magoa naqueles olhos dourados.
- Você esta deplorável, vá se arrumar descentemente. – Ele disse voltando para o sofá, a onde se sentou. Respirei fundo e fui para meu quarto, as vezes é preciso recuar para poder prosseguir.
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Aquilo era um pesadelo. Só poderia ser um pesadelo.
Sesshomaru estava ao meu lado enquanto Jakotsu lançava olhares furtivos na nossa direção. Aquele gay maldito nem para me ajudar! Fica achando graça da minha situação desconfortável. Até mesmo disse que estava feliz que o Senhor Sesshomaru Taisho havia encontrado um tempo em sua agenda para acompanhar as filmagens daquele humilde drama. Sinceramente eu queria dar uma humilde morte a esse meu amigo canastrão.
O meu humor não esta terrível apenas pelo fato desse homem estar aqui. Mas sim pela briga que tivemos no quarto. Foram quarenta minutos de pura discussão de alfinetadas e tudo mais. E minha revolta se partia do principio de que a ultima palavra era sempre dele e eu odeio ficar sem falar. Simplesmente não suporto. Se a minha vida fosse um anime, durante o percurso de carro, várias panelas caíram na minha cabeça me deixando sem ação.
Não entendo o motivo dele quere ver as filmagens, sendo que durante elas, não houve qualquer manifestação de interviesse, alias, ele nem mesmo mudou aquela postura fria de ficar encostado na parede com uma face sem expressão tendo com um olhar gélido. Nem ao menos um comentário de que o Sadao estava sendo objeto de ofensa a sua personalidade e que os sócios iriam comentar sobre isto quando, por ventura, assistissem o drama.
A tarde, houve o deslocamento da equipe para autoestrada a onde seria rodada a cena em que Kaoru quase atropelava o Sadao. Senti vontade de me esconder quando Sesshomaru me lançou um olhar enfezado. Ignorei vigorosamente aquilo e me mantive perto de muitas pessoas. Sim, eu estava com medo de ficar, eventualmente, sozinha com ele.
- Até o final do dia terei um ataque do coração. – Falei me apoiando em Jakotsu que começou a abanando a mão.
- Deixa de ser exagerada, sei que estamos no mundo da dramaturgia, mas ser dramática não lhe caí bem.
- Por que ele não vai embora? Vai passar o dia todo aqui? Que saco, volta pro inferno capeta, suma de minha vida!
- Ka, se acalma antes que eu lhe jogue essa garrafa de água fria na cabeça.
Bufei rolando os olhos enquanto cruzava os braços, estava tão irritada que não notei quando Jakotsu ergueu a garrafa de água, apenas dei conta do que estava acontecendo quando senti meu cabelo umedecer e a água escorrer pelo meu rosto.
- JAKOTSU!
- Você precisava esfriar a cabeça. – E depois de fxalar isto, ele saiu andando.
Rangi os dentes e passei a mão pelo cabelo espalhando os fios em um ato frustrado para secá-lo.
- Vocês brigaram? – Perguntou Bankotsu estendendo uma toalha para mim, que aceitei de muito bom grado.
- Seu irmão não precisa estar com raiva de mim para me sacanear. – Respondi enxugando o rosto. – Obrigada.
- De nada. Então... eu não posso dar um escândalo?
- Escândalo?
- Sim, o Sadao e quase atropelado e não da um escândalo, ele simplesmente se vinga.
- Ah, é que ele é uma pessoa não sabe expressar muito bem seus sentimentos. Ele fica furioso, mas em vez de gritar, bater boca, a matar e guardar no porta mala... O Sadao se vinga.
- Entendo... Você poderia ter criado um personagem mais simples. Sadao é muito complexo.
- Mas você conseguiu se adaptar bem a personalidade dele.
- Eu tendo o entender. Mas é sempre tão confuso.
- Ele é um homem confuso e perdido, se esconde por trás de uma mascara de indiferença. – Bankotsu coçou o queixo, sorri dando um tapinha de conforto em seu ombro. – Se sentir confuso é bom. É a essência do personagem.
- Isso quer dizer, que quando ele não sabe como agir em determinar situação, ele é indiferente.
- Exatamente.
- E quando se senti ultrajado e desafiado...
- Se torna violento.
- Jakotsu tem razão em lhe manter por aqui. É mais fácil entender o personagem quando a roteirista nos auxilia.
- EM SUAS POSIÇÕES! – Ecoou a voz de Jakotsu fazendo seu irmão se despedir de mim e ir se preparar para a cena.
Meu olhar se voltou para Sesshomaru, notei Kagura se despedindo dele e seguindo para o carro que usaria para fazer a cena. Meu antigo chefe estava com sua costumeira expressão de tédio e indiferença, seu olhar veio em minha direção, por isso desviei rapidamente fingido achar o céu lindo de se contemplar. Não sei ao certo do por que desviar o olhar, minha mãe sempre disse que encarar as pessoas é falta de educação, mas eu não estava encarando, apenas estava observando o que estava acontecendo ao meu redor e eventualmente Sesshomaru Taisho adentrou em meu campo de visão. Mas, voltando ao fato deu desviar o olhar... Enfim, que dane isto, desviei por que quis.
Aquela situação se tornava desconfortável de tão peculiar, afinal, quantas autoras de roteiro podem dizer que um homem usado como modelo se tornou parte de sua rotina apenas com o intuito de á infernizar, já que, a desculpa de estar sendo cauteloso observando o drama para que assim não ocorra nada que manche sua reputação, não me convenceu.
Eu posso sentir ondas de fúria sendo lançadas a mim, derivadas de Sesshomaru Taisho. Posso até entender que ele esteja irritado por saber que estava na empresa apenas para pesquisa, assim como descobrir que sou Kazuaki Hiroshi por meio de jornais e não diretamente de mim. Não acredito que tínhamos uma relação que fosse totalmente de confiança, mas havia aquele acordo mutuo de "beneficio da dúvida". Não confiamos totalmente para ficar abordando nossa vida pessoal, entretanto existia aquela confiança no trabalho um do outro. Eu confiava nas observações do Senhor Sesshomaru, acredito que ele estava mais confiante em relação ao meu trabalho na empresa, sendo que até mesmo havia me oferecido renovação de contrato.
Analisando agora friamente o que aconteceu, noto que, de certa forma, eu quebrei aquela confiança alcançada com o meu trabalho, chegando até a decepcionar o meu chefe que acreditava que em mim e então, com um golpe de traição, descobre que na verdade eu estava ali unicamente para fins de pesquisas. Só que eu não procurei por aquilo, aquela pesquisa havia sido oferecida de muito bom grado para mim, meu único erro foi aceita. Alias, nem um erro é, pois eu executei todos os serviços a mim incumbidos, mesmo que levasse horas a mais que estava estipulada em minha jornada de trabalho.
Não usei o Senhor Sesshomaru Taisho de forma descabida, eu apenas o tive como fonte de inspiração, como um pintor que admira uma paisagem enquanto pinta. Sadao não é o Senhor Sesshomaru, assim como o inverso é totalmente verídico. Eles são parecidos sim, mas não são iguais. Espero que com o tempo ele entenda isto. Entretanto, com essa cena do atropelamento acredito que ele apenas entenderá que definitivamente eu sou uma "duas caras" que o usou de forma descarada.
Soltei um suspiro saindo de meus pensamentos para assistir a cena, Bankotsu estava de bicicleta enquanto que Kagura estava no carro, houve um momento tensão enquanto ele cai no colchão estrategicamente colocando no canteiro para impedir que ele se machucasse. Sorri quando ele se levantou falando com um contra regra que deu a ele uma garrafa de água enquanto Jakotsu assistia a cena no monitor ao lado enquanto discutia com o técnico em imagem sobre o melhor ângulo de filmagem.
- Inacreditável que até mesmo tentou me matar para poder uma cena.
Meu coração quase saiu pela minha boca e saiu correndo ladeira abaixo. Coloquei a mão direito entre os meus seios me virando para Sesshomaru que ergueu a sobrancelha esquerda de forma que me desafiava a responder.
- Essa cena já estava na minha mente antes mesmo de lhe conhecer.
- Sim, assim como esse tal... Sadao Ryota. Alias, que nomezinho patético.
- Melhor que Sesshomaru.
- Está dizendo que meu nome é patético?
- Eu não disse isto.
- Mas é que queria dizer.
- Engraçado... não estou vendo sua bola de cristal.
Ele estreitou os olhos e segurou meu braço me puxando para mais perto, mas seja lá que for que ia ser dito, foi interrompido por Jakotsu que me puxou perguntando sobre a interpretação de Bankotsu na sequência da cena do quase atropelamento.
Após umas discussões e repetições da cena, finalmente ela estava pronta. Por mera curiosidade percorri o local com os olhos procurando pelo Sesshomaru, mas não o encontrei, acredito que tenha ido para empresa em um lapso de lucidez de que aqui não é o seu lugar e que deve nos deixar trabalhar em paz, afinal, eu nunca o atrapalhei em seu trabalho, muito pelo contrario e com esse infeliz aqui, me sinto distraída. Além do mais preciso terminar de escrever os últimos capítulos, que estão atrasados por culpa daquela fusão e depois meu resfriado. Falando nos capítulos finais, Jakotsu já me cobrou eles essa manha, foi à primeira coisa que me falou quando ficamos sozinhos. Sinceramente, ele deve me achar algum tipo de maquina.
Fiquei aliviada quando anunciaram que era para recolher tudo pois estava indo embora, eu queria ir para casa e dormir, esquecer a manha que tive e esse estresse que Sesshomaru Taisho esta me proporcionando. Foi quando me toque de que eu havia vindo com o meu ex-chefe, que havia me feito entrar em seu carro contra minha vontade, mas enfim, por isto eu precisava de uma carona, claro que eu ia pedir ao Jakotsu, ele era o único amigo ali.
Entretanto quando me aproximei para pedir a ele a carona, senti um peso sobre meus ombros, reconheci segundos após ser um braço, de um homem, especificamente de Sesshomaru Taisho que começou a me conduzir até seu carro enquanto falava no iphone. Tentei me desvencilhar, contudo, ele apertou a mão em meu ombro deixando claro que não me soltaria.
- Se você não me soltar, vou gritar. Aposto que algum contra regra metido a justiceiro aparece. – Ameacei o observando, mas ele não expressou qualquer reação a minha ameaça – o termo correto é: ele me ignorou completamente.
Tomei fôlego para gritar, mas a mão dele tampou minha boca enquanto ele guardava o iphone no bolso da calça e em seguida usou a mesma mão para abrir a porta do carro e me empurrar para dentro. Abri a porta para xingar, só que ele fechou a porta e caminhou para o outro lado entrado para ocupar o lugar do motorista.
- A onde pensa que esta me levando?
- Estúdio, eles vão fazer mais algumas filmagens. – Ele respondeu simplesmente, com um tom que eu juro que foi como se estivesse me achando uma idiota por não saber para onde estávamos indo.
Cruzei os braços me conformando com a situação, ele é maior e mais forte e possui um contrato que poderá me falir caso ocorra alguma fratura exposta, provocada por mim, nesse infeliz.
- Você não tem que trabalhar não?
- Estou trabalhando.
- Não, você esta atrapalhando o meu trabalho, vá para a empresa que é o seu lugar.
- Estou cuidando para que minha imagem não seja degradada com esse drama inútil. – ele respirou fundo, como se estivesse procurando um requisito de paciência em seu infiro. – Ainda não acredito que meu pai deixou que você se infiltrasse em nossa empresa.
- Me infiltrar? Eu não sou uma espiã nazista.
- O que você sente pelos judeus?
- Vá para o inferno.
- Eu ou os judeus?
Virei o rosto para encará-lo, como ele consegue sempre manter aquela expressão de indiferença? Será que se der um tapa naquela carinha de cubo de gelo dele, sua expressão facial se altera? Por que o destino é tão cretino em me fazer passar por essas situações?
Resolvi não começar uma nova briga. É impossível manter um dialogo com esse idiota. Tenho fé que daqui alguns dias ele não virá mais, provavelmente essa sua atitude esta ligada ao fato deu ter "enganado" ele. Com o tempo ele vai notar que não poder ficar "perdendo seu valioso tempo" com um drama e então mandará algum estagiário para essa tarefa ou com um pouco mais de sorte simplesmente esquece da fiscalização. Quem sabe quando ele finalmente se tocar que Sadao não é tão parecido com ele. Bom... Uma garota pode sonhar.
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- Kagome, preciso do final do drama.
Encarei Jakotsu enquanto mordia o meu lanche. Eu poderia jogar a minha fanta uva em sua face e sair correndo em uma tentativa frustrada de salvar meu dia. Frustrada, pois o meu dia não tem salvação.
- Estou trabalhando nele.
- E preciso que você vá a festa de inauguração do drama.
- Se começar com essa de oferecer a mão e pegar o braço inteiro, juro que chuto sua bunda.
- Que mal humor.
- Passe o dia todo sobre a pressão da ira de Sesshomaru Taisho e depois venha falar comigo. Apesar de como seu psicológico é fraco é capaz de no final do dia você esteja em algum canto envolto de uma coberta catando "brilha, brilha estrelinha".
- Repito, eita mal humor. A pessoa que lhe fez o lanche saiu ilesa? Se você for presa por agressão vai manchar a reputação do drama.
- Eu não bati em ninguém, mas se continuar a me perturbar, vou mudar essa frase para: "eu bati em você".
Jakotsu passou a mão sobre o meu ombro em sorriso ensaiado de compreensão, apertou levemente a mão sobre o meu ombro.
- Termine o meu drama.
- Vou matar todos os personagens. – Resmunguei recebendo um olhar severo dele. – Estou brincando. – Rolei os olhos e notei Sesshomaru me fazendo um sinal para ir até ele. – Zeus, grande senhor do Olimpio, joga um de seus raios em minha cabeça eu imploro.
- Kagome... pare de falar dessa forma. – Desviei o meu olhar para o amigo ao meu lado. – Primeiro termine o drama, depois se mate.
- Esse amor entre amigos. Vou ver que o senhor cabeça de platina deseja.
- Se for sexo, estou disponível.
- Cala boca. – Segui até Sesshomaru que guardou o iphone no bolso interno do palito. – Que é?
Ele ergueu a sobrancelha esquerda me encarando, em seguida soltou um suspiro balançando a cabeça começando a andar.
- Se quer ir embora a pé o problema é seu.
Pisquei algumas vezes sem entender o que aquilo significava, demorei demais para entender que estava perdendo a minha carona e o xinguei muito quando percebi que ele foi embora sem se importar que por culpa dele eu estava sem carro, felizmente, precisei ficar até quase a uma da manha ali para conseguir uma carona com o Jakotsu, que foi o ultimo a ir embora.
Odeio o sadismo do meu destino.
É o meu último capítulo pronto, então tenham paciência que estou escrevendo a toda aqui. Tenho ideias para uns três aqui. Enfim, novamente sem correção, preguiça de ler e corrigir. Ou era postar assim ou esperar minha coragem para corrigir, se fosse esperar nunca ia postar. Espero que gostem e não esqueçam de comentar, sou uma autora carente.
