Capítulo XIII – Parque Aquático.
Sango gesticulava com a mão enquanto conversava com Yuri, estávamos dentro de uma loja de roupa de grife feminina e ela tentava explicar o motivo de ser tão importante o fato de ele levar um sapato para cada peça de roupa que ele comprasse.
Calma, as roupas eram para Rin.
Rin faz aniversário na segunda feira, e como tradição iremos ao parque aquático para comemorar, afinal ela odeia festa. Culpa de sua infância, na qual seu pai fazia festas esplêndidas aonde todos a bajulavam de forma tão falsa que chegava a doer sua alma – palavras dela -, por causa disso, ela prefere comemorar apenas com a família à noite, com um bolinho e ir ao parque aquático com os amigos para um dia de puro lazer. A gente sempre entrega os presentes um dia antes de ir ao parque.
- Kagome, que você acha desse vestido? – Perguntou Sango erguendo um vestido branco com uma flor azul grande que tomava todo o seu lado esquerdo. Era um vestido leve com alças finas.
- Rin encarnada em roupa. – Responde segurando a peça enquanto Yuri colocava as mãos nos bolsos. – O que você acha, Yuri?
- A opinião dele não conta. – Respondeu Sango antes que ele pudesse pensar em se manifestar. Comecei a rir quando o ri dando de ombro. – Aquela sandália vai combinar perfeitamente com esse vestido.
Dei alguns tapinhas no ombro de Yuri tentando demonstrar todo o meu apoio moral.
- Sango, que você acha de um biquíni novo para ela usar conosco no parque?
- Grande idéia, Ka. Yuri, vamos à parte de roupa de banho.
- Sim senhora. – Ele resmungou a seguindo.
É um sério problema fazer compras com um ator famoso, por esta razão, o coitado do Yuri estava com boné e óculos de sol, sem falar que sua roupa se resumia em algo cafona e relaxado, eu nem quero comentar do bigode ridículo que ele havia deixado crescer. Sinceramente, ele leva muito á sério isso de não ser reconhecido. Felizmente o nome Yuri é muito comum, portanto não criava suspeita chamá-lo pelo nome.
Segui os dois para parte sul da loja, tentando entender o motivo de Yuri gostar tanto de se disfarçar e correr o risco de ser descoberto. Ele poderia reserva a loja para suas compras, seria tão fácil. Mas não, tem que ser do jeito difícil. Suspirei voltando a pensar em como Rin havia permitido que ele ficasse com aquele bigode horrível. Preciso ter uma séria conversa com ela e deixar claro que o Yuri precisa de limites em seu senso do ridículo.
Meu percurso foi interrompido por um homem alto, de ombros largos, olhos dourados desprovidos de sentimentos e cabelo prateado curto, na altura do pescoço para ser exata. Pisquei forte pensando que aquela era uma brincadeira da minha mente e que Sesshomaru Taisho não estava na minha frente naquela loja, naquele sábado perto da hora do almoço. O problema é que ilusões óticas não lhe entregam seu celular. Celular que você abandonou propositalmente no sofá de sua sala.
- Você foi à minha casa?
- Como todas as manhas, o que faz aqui?
- Eu que faço essa pergunta.
- A resposta para mim, é obvia. Contudo, quanto a você. Hoje tem filmagens.
- Eu sei. – Ele ergueu a sobrancelha esquerda enquanto cruzava os braços sobre o peito. – Eu avisei a Jakotsu que hoje não poderia acompanhar as gravações. Reintero, o que esta fazendo aqui?
Ele ficou quieto, foi quando minha ficha caiu.
- Espera como você me achou aqui?
Eu realmente odeio quando ele fica quieto e não me responde. Estava pronta para grita quando ele se pronunciou.
- Por que você não me avisou que não ia as filmagens?
IDIOTA!
Esta pior que a minha mãe quando me via em casa nos dias que eu tinha que ir ao balé.
- Por que eu avisaria você?
- Para não me fazer perde viagem indo a sua casa.
- Pare de ir. – Respondi dando de ombro, passei por ele tentando ignorar sua presença, mas fui forçada a me virar. – O que é?
- Responda.
- Me larga. – Ele não largou o meu braço, eu estava cansada, afinal, ainda não havia dormido por culpa das ideias que me tiraram o sono e me fizeram ficar escrevendo até as sete da manha. – Não avisei, pois não era necessário, você não é meu chefe, nem meu pai tão pouco meu namorado para que eu precise ficar dando satisfações. Avisei Jakotsu de que iria fazer compras com Yuri e Sango hoje, ele é diretor do drama, como tal, o único a quem devo satisfações naquele lugar. Agora me diga, como em achou aqui?
- Jakotsu. – Ele respondeu simplesmente.
Em minha cabeça se fez a linha de raciocínio. Jakotsu conta que sai com Yuri e Sango. Ele se lembra que Yuri é namorado de Rin, que faz aniversário nessa segunda-feira. A loja de roupa favorita dela é essa que estamos agora. Odeio ele ser tão inteligente e a gente tão previsível.
- Vão ao parque aquático esse ano também?
Surpreendeu-me a pergunta, pois ela foi tão natural e convencional que meus instintos começaram a gritar para que eu ficasse em alerta.
- Como todos os anos.
- Hum...
Senti meu sangue gelar, algo de ruim iria acontecer, todo o meu corpo gritava para que usasse o Yuri de escudo e salvasse minha vida.
- O que foi?
Se a minha sorte fosse diferente, Sango ou Yuri, teriam ido até mim perguntar minha opinião sobre alguma roupa e ocasionalmente atrapalharia o que estava para acontecer, só que a minha sorte não é diferente, portanto ele segurou o meu braço e levou para fora da loja, olhou ao redor antes de encarar novamente.
- Vou com você.
- Não vai nada.
Ele estreitou os olhos, mas não me respondeu. Apenas se virou e foi embora e junto com ele foi o calor do meu sangue, me deixando ainda mais apavorada.
O que diabos ele vai fazer?
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Não acredito que ele fez isso.
Simplesmente, não acredito que ele pode ter sido tão infantil e manipulador.
O que ele fez?
Ligou para Sakuya, sim, para minha advogada psicopata que logo me ligou dizendo que eu nunca devo questionar as vontades do Senhor Sesshomaru Taisho, caso eu não queria sofrer mais processos de indenização do que uma empresa de transporte que provoca ou sofre um acidente.
Como ele pode ter sido tão baixo ao ponto de apelar para minha advogada?
Pior que receber uma ligação no meio da tarde da Sakuya, enquanto tomava um Milk Shake de creme pago pelo Yuri em agradecimento a Sango e a mim por tê-lo ajudado com os presentes da Rin – sim, a Sango o fez comprar mais que roupa, afinal de acordo com ela, ele tem dinheiro –, é ter que explicar o motivo a Rin deu querer levar um acompanhante.
Afinal de contas eu precisei ligar para Rin para contar que ia levar um acompanhante, quando ela começou a fazer muitas perguntas sobre quem era, apenas respondi que seria uma pessoa que virou minha vida em trezentos e sessenta graus. Isso só a fez fazer mais perguntas, até que eu acabei deixando escapar que era o Sesshomaru... Ela desligou e ligou uma hora depois dizendo que não podia acreditar que eu estava namorando o irmão dela.
Ele disse que estávamos namorando ou ela deduziu isso por causa de sua imaginação fértil?
Enfim, eu fiquei sem saber que falar, sendo assim, apenas respondia com eventuais "aham", "ta", "ok" e "hum?".
O Sesshomaru vai ter que me explicar essa história de namoro amanhã no parque aquático.
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O parque aquático "Koshima" tem sido nosso objeto de tradição desde que conhecemos Rin. É um lugar lindo com uma decoração semelhante a uma ilha, ou seja, canteiros de areias de com palmeiras e coqueiros, som ambiente de ondas de mar, mesas e cadeiras de madeira desenhadas da forma mais possível. As catinhas possuem gravuras de golfinhos e peixes, e todo o local é iluminado por um sol artificial, afinal aqui em Tóquio seria suicídio ir à piscina no inverno, portanto, os empresários que mandaram construir esse paraíso tropical tomaram certas providências para que as pessoas fossem a qualquer época do ano ali.
Ironicamente a família da Rin é a dona daquele local, não que ela gostasse de ficar dizendo para todos, apenas os amigos mais chegados sabia daquele fato. É claro que qualquer um que tenha interesse na vida pessoal do pai da Rin também saberia, afinal era só pesquisar na internet que aquele fato seria constato rapidamente, juntamente com tantos outros lugares pertencentes à família Taisho. Incluindo uma rede de supermercado, mas isso não vem ao caso.
De acordo com que Rin explicou, seu pai e seus irmãos se interessam por muitos ramos de negócios, contudo a Corporação Taisho é o centro de suas atenções. Ou seja, todo o resto é apenas "divertimento". Eu queria ter tanto dinheiro assim, para ficar brincando de banco imobiliário dessa forma. Não que eu seja uma falida, claro que não, mas é que eu não posso ficar me "divertindo" sendo sócia de uma shopping ou de um de um hotel na praia. Até posso comprar umas ações, mas fazer os investimentos que eles fazem. Nunca poderia.
Para ser sincera pensei que minha manhã começaria comigo rolando pelo chão do meu quarto, contudo, Sesshomaru não veio me buscar. O que sinceramente achei estranho, já que, de certa forma, estou me acostumando a ser acordada por esse idiota. Enquanto me arrumava para sair cheguei à conclusão de que ele iria com a irmã, provavelmente fugindo da conversa séria que teria com ele sobre essa história de falar que sou sua namorada. Confesso que foi bom poder dirigir o meu carro para variar um pouco.
- Kagome, aqui! – Ouvi a voz de Ayumi, segui na direção dela que estava acompanhada de Yuka, Eri, Sango e Rin.
- E os rapazes? – Perguntei abraçando Rin que riu. – Parabéns adiantado.
- Obrigada, eles foram se trocar, estávamos apenas esperando por você. – Respondeu Rin.
- Quem diria em Kagome. Você não deu mesmo atenção para o americano bonitão por causa do irmão da Rin. – Comentou Yuka me fazendo, estranhamente, corar.
- Vamos nos trocar. – Respondi seguindo para o vestiário feminino, vou afogar o Sesshomaru por ter aprontado isso comigo.
Troquei-me e sai rápido do vestiário, tudo para evitar mais questionamentos.
Ao sair do vestiário localizei os rapazes em uma mesa perto da piscina infantil, não vi Sesshomaru, isso me irritou, afinal, por que ele some quando quero falar com ele?
- Oi, Ka! – Cumprimentou Yuri me abraçando, Riko e Shou viram em seguida sorrindo gentilmente tocando levemente meu ombro em saudação.
Ayumi segurou meu ombro e fez um sinal para um homem de cabelo negros curtos penteados em um topete e olhos igualmente negros se aproximasse. Ele sorriu de forma constrangida, o que me fez o achar um fofo.
- Kagome, esse é o Shotaro, meu namorado. – Então ela segurou o braço dele enquanto eu fazia uma pequena reverencia em cumprimento, que ele correspondeu rapidamente, ainda com o mesmo sorriso.
- Prazer em conhecê-lo.
- Prazer é todo meu. – Respondeu educadamente enquanto Ayumi apertava seu rosto contra o braço do rapaz. Pelo que vejo, com esse ela casa, nunca a vi tão calorosa com um namorado antes.
- Vamos cair na água... Esse calor artificial esta fazendo efeito. - Falou Riko o meu lado.
- Escorregar! – Gritou Yuri saindo correndo puxando Rin pela mão... ela também grito "escorregar". Dois doidos.
Meu olhar caiu sobre Sesshomaru enquanto os outros iam se dispersando pelo parque aproveitando as atrações ali refrescantes.
Como sempre ele estava com aquela expressão e olhar frio, o que é completamente controverso ao seu corpo que é quente. Se é que entende o sentido de "quente". Eu fazia uma idéia que ele possuía um corpo definido por causa de seu porte físico, contudo, nunca havia imaginado que se podia contar cada músculo abdominal, e mesmo com a bermuda que ia até o joelho, pode ver que ele não era aquele tipo de homem ridículo que malha o peitoral e fica com perninhas de bambu.
O que ele tem de irritante, tem de lindo. Admito.
Felizmente, antes que eu começasse a babar observando aquele homem ridiculamente atraente, Sango me puxou para entrar na piscina dos adultos enquanto comentava sobre as fotografias do drama, Miroku ficou sentado na espreguiçadeira de madeira conversando com Riko e Shou, enquanto que Ayumi e Shotaro foram caminham pelo parque procurando por diversão. Yuka e Eri voltaram à infância fazendo competição de quem ficava mais tempo sob a água. Quanto a Sesshomaru, ele ficou sentado em uma cadeira de uma mesa do quiosque, tomando soda com limão e gelo.
Para minha inteira felicidade e tranqüilidade, as únicas perguntas de Sango foram relacionadas ao drama, mal pude acreditar na minha sorte quando constatei que ela não sabia sobre a cena constrangedora protagonizada por Sesshomaru, eu e um pacote de batatinhas.
- Então, quando foi que você começou a namorar o irmão mais velho da Rin?
A pergunta que eu temia.
Ela não poderia ficar apenas falando do drama?
A minha sorte não poderia continuar boa?
- Bom, é meio complicado.
Sango me observou por alguns segundos e em seguida colocou as mãos sobre a boca exclamando um "não!" e logo após com uma cara perplexidade continuou:
- Kagome, você esta grávida?
Pisquei algumas vezes, tentei entender a pergunta, mas ela era tão absurda que me deixou completamente sem falas.
- De onde você tirou essa ideia criatura?
- Você simplesmente aparece com um namorado do nada, e o traz para uma tradição nossa, algo que você sabe que não pode ser profanado por qualquer namoradinho. Ou seja, você só pode estar namorando sério com ele. Você é mais arisca para relacionamentos que o Casa Nova – Ela fez uma pausa me analisando enquanto eu ficava ainda mais confusa com situação. – A não ser que você esteja ajudando ele a ficar de olho na irmãzinha, o que séria uma terrível traição sua. Yuri e Rin ficaram chateados.
- Você esta assistindo a coleção do Zero, Zero Sete do Miroku outra vez?
- Kagome, diga a verdade, por que ele esta aqui?
- Por que o parque é agradável.
Ela jogou água no meu rosto, o que me fez grita. Eu estava de olho aberto e água espirrou nele, doeu!
- Responda... O namoro é de fachada?
Eu deveria ter choramingado e ter dito que ele havia me obrigado, mas eu não consegui, sendo assim, apenas afirmei que a gente estava namorando. Nós dois não conseguíamos manter as mãos longe um do outro e que nossa química era bombástica.
Tecnicamente não menti, sempre tenho vontade de manter minha mão no rosto dele o golpeando e nossa química é algo explosivo que não se deve misturar.
Claro que mesmo as minhas afirmações sobre o namoro não a impediu de continuar a me questionar analisando cada gesto que me denunciasse. Às vezes odeio o fato dela me conhecer tão bem, precisei me concentrar no fato de que se desmascarasse o albino, ele poderia muito bem me impedir de usar o Sadao no drama. A minha salvação foi Miroku ter entrado na piscina e começar a reclamar que a Sango apenas estava dando atenção a mim e que ele se sentia desprezado – como ele é dramático -, Sango apenas me deu um olhar de advertência de que aquela conversa não havia terminado e saiu com o marido na direção do toborgan, não consegui evitar um suspiro de alívio quando eles se afastaram.
- O que disse a ela? – Perguntou Sesshomaru ficando na minha frente.
- Confirmei a sua história patética de namoro. Alias, por que fez isso?
- Um mal necessário para a situação.
Mal necessário?
Por que me sinto indignada com a resposta dele?
- Você é a pessoa mais irritante que conheço. – Reclamei.
Ele começou a andar na minha direção e eu fui andando para trás, até que meus pés não tocaram mais o fundo da piscina, foi quando Sesshomaru parou de andar ficando alguns centímetros de distância. Sinceramente, como ele gosta de se sentir o predador e me deixar sentindo uma presa acuada.
- Irritante?
- Sim, muito irritante.
Minhas pernas começaram a ficar cansadas de sustentar meu corpo emergido, foi quando Sesshomaru deu um passo quebrando nossa distância. Segurei em seu ombro como reflexo me afastando, entretanto mantive minha mão em seu ombro.
- Ao menos não sou um mentiroso.
- Sinceramente, você ainda está pensando nisso? – Falei irritada com a incapacidade dele de seguir em frente sem sua vida e esquecer a minha. – Quantas vezes vou ter que repetir que eu não pedi nada ao seu pai, ele me contratou para me ajudar e apenas não comentei sobre o fato de ser uma escritora para não chamar atenção desnecessária. Aliás, você é um mentiroso sim, disse a sua irmã que estamos namorando. Que diabos passou pela sua cabeça para falar isso a Rin?
- Era a única forma de vir sem ela desconfiar.
- Por que diabos, você quis vir aqui?
- Garantir a mão boba do idiota que ela chama de namorado...
Apertei minha mão no ombro dele, encravando as unhas em sua pele, o que o fez parar de falar imediatamente e desviar o olhar para minha mão em ombro, em seguida dela para o meu rosto, repetiu o movimento com a cabeça duas vezes antes de ergue a sobrancelha esquerda voltando a falar:
- Solte-me.
- Pare de chamar o Yuri de idiota.
- Idiota.
Apertei ainda mais a unha no ombro dele, mas se estava doendo ou não, nunca saberei afinal a expressão facial de Sesshomaru não mudou por nenhum segundo.
- Você não vê o quanto sua irmã está feliz com ele? Pare de ser um cretino.
- Do que me chamou?
- Cretino.
Ele estreitou os olhos e segurou minha mão a tirando de seu ombro. Eu não queria fazer uma cena ali, afinal, Sango poderia ver e então ela constataria que era tudo uma farsa e arrancaria meu coro fora. Sou apegada ao meu coro, portanto segui para borda da piscina ficando apoiada com os braços cruzados. Congelei quando vi os braços fortes de Sesshomaru ficarem sobre o meu, senti o peito dele contra as minhas costas e agradeci mentalmente ele não pode ver o quanto eu corei quando ele falou perto do meu ouvido.
- Caso não tenha reparado. – Ele falou em um tom ríspido. – Eu não fiz absolutamente nada, ainda, para atrapalhar esse namoro.
- Fingir ser namorado de uma amiga da sua irmã para ficar espiando ela com o namorado, é criancice.
- Estou apenas cuidando da minha irmã.
- Deixa-a em paz. Rin não é uma criança.
- Pra mim, ela é uma criança.
- Você complicou ainda mais minha vida inventando essa história de namoro, Sango vai me matar ao descobrir a verdade.
- Ela estará me fazendo um favor, sem você não haverá mais drama.
- Sai de perto de mim.
- Não.
Como ele consegue me irritar!
Pensei seriamente em jogar minha cabeça para trás atingindo o nariz dele, mas precisei me conter, haja vista que quebrar o nariz do "meu namorado" com uma cabeçada, não era nada romântico.
- Eles estão demorando. – E com isso ele se afastou e saiu da piscina.
Levei alguns minutos para notar que ele estava falando de Yuri e Rin. Minutos preciosos que me fez perde-lo de vista e provocou a minha caçada pelo parque temático por aquele mala sem alça e rodinha.
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Eu amo a Rin, mas isso é abusar de minha amizade.
Passei a tarde toda correndo atrás do irmão dela para garantir que ele não ia fazer nada que estragasse o dia dela.
Já pensou se ele idiota começa uma briga com o Yuri?
Portanto, minha manhã foi resumida em ficar de olho em Sesshomaru e seguindo ele sempre que começava a se afastar, eu parecia uma babá com medo das crianças entrarem na piscina dos adultos e se afogassem. Simplesmente não tirava os olhos dele, o que fez Yuka comentar que da forma que meu olhar sempre acompanhava Sesshomaru por onde ele fosse só poderia significar que eu estava completamente apaixonada por ele. Isso é deveras irritante, as pessoas interpretando tudo da forma que mais lhe convém.
E como sempre um único comentário desencadeou outros, como os de Ayumi que me perguntou sobre se eu já havia beijado
Sesshomaru e de Eri que ficou me indagando sobre o começo do relacionamento. Queria responder as perguntas de forma mais enigmática possível, entretanto Sango estava perto me analisando. Maldita!
Apenas consegui me livrar das perguntas quando todos se sentaram para almoçar no restaurante ao ar livre do parque, sendo assim, as conversas ficaram paralelas e todos direcionadas as banalidades do dia. Tudo que é bom, dura pouco, por isso, quando estávamos terminando de comer, a conversa voltou-se ao novo casal, ou seja, Sesshomaru e Kagome.
- Fiquei surpresa quando meu irmão disse que estava com a Kagome. Claro que quando ela trabalhava na empresa os dois eram muito ligados, só que como são dois geniosos orgulhosos e metidos a sabichões. Não pensei que fossem se interessar amorosamente um pelo outro. Apesar de que os vendo agora, vejo que formam um lindo casal. – Falou Rin ao meu lado, despertando meu lado homicida.
- Tatsuo vai nos xingar muito por ter perdido essa novidade. – Comentou Yuri.
- Estava pensando. – Começou Miroku, me fazendo ter calafrios com o resto da frase, haja vista que era ele que estava falando. – Os dois viajam sozinhos, será que rolou um tico-tico no fubá, no hotel?
- Miroku! – Gritou Sango acertando um tapa na nuca de seu marido pervertido enquanto eu estava desconcertada demais para responder.
Desviei meu olhar para Sesshomaru estava com a sobrancelha franzida, parecia pensativo, acho que ele não sabe o significado de "tico-tico no fubá". Para minha sorte. Voltei a olhar para Miroku e joguei meu copo vazio em seu rosto, ele tem reflexos rápidos então não foi um problema para ele desviar – droga.
O bom da pergunta do Miroku foi que isso desperto a ira de Sango, que ficou reclamando o quanto ele era indiscreto e pervertido, aproveitei a deixa para trazer alguns casos desse safado que fez os outros começarem a se lembrar de casos "ala Miroku", incluindo sua antiga cantada:
"- Tenho seis messes de vida, por favor, tenha um filho meu."
Fiz questão de lembra essa cantada, pois ele continuou passando ela por algum tempo depois que começou a namorar a Sango, claro que depois de muitos tapas e quase a perde ele tomou vergonha na cara e concentrou toda sua perversão na coitada.
Depois do almoço o grupo se disperso novamente, enquanto que eu fui buscar meu notebook e sentei-me à mesa que antes os rapazes ocupavam e fiquei escrevendo. Isso fez com que Ayumi brigasse comigo por estar trabalhar em um dia que deveria aproveitar para me divertir e também fez Yuka ameaçar jogar meu notebook na piscina. Depois de muito falar que quando tenho surto criativo eu precisava escrever e Rin aparecer me fazendo jurar que eu mandaria para ela tudo que escrevesse, enquanto empurrava Yuka e Ayumi com ela.
Fiquei tão compenetrada no que estava escrevendo que sinceramente não sei quando tempo se passou desde que Sesshomaru se sentou ao meu lado e ficou digitando algo em seu Ipad. Quando notei fiquei surpresa, afinal, Rin e Yuri não estavam em parte alguma, acho que meu rosto denunciou meu questionamento interno.
- Meu celular estava com chamadas perdidas. – Ele respondeu de forma enigmática, como se eu possui o superpoder de ler mentes para entender tudo que ele fala pela metade.
- Você foi ao vestiário? – Perguntei tentando deduzir a frase. Ele apenas confirmou com um aceno de cabeça. – E... Pediram para você ver os emails?
- Até que você é esperta. – Rangi os dentes e voltei minha atenção para o notebook. – Não se esqueça de que antes de enviar a qualquer outra pessoa, você possui o dever contratual de preliminarmente me mostrar que esta escrevendo.
- Aham. – Respondi com descaso.
- Você me ouviu?
- Aham.
- Então que eu disse?
- Você me ouviu? – Respondi distraidamente lendo o ultimo parágrafo que havia escrito. – Agora seja um bom menino e me deixa trabalhar.
Para minha felicidade ele não falou mais nada e para minha infelicidade, vinte minutos depois Yuri apareceu me pegando sobre o ombro enquanto eu gritava para Sesshomaru salvar que eu havia escrito fui jogada na piscina, em seguida Yuri pulou na piscina e começou uma guerrinha de água. Durante o confronto pude notar Sesshomaru lendo o que eu havia escrito, mas que meu chamou atenção foi Rin sentada em seu colo também lendo. Enquanto pensava que aquela era uma cena realmente fofa, Riko me atropelou com a bóia.
- Cuidado, Riko.
- Não se distraia Kagome.
- Punição! – Gritou Yuri me empurrando pra baixo da água, quando emergi comecei a dar tapas no ombro dele. – Preste atenção só em mim!
- E em mim! – Falou Riko jogando água em mim.
- Kagome, a gente entende que é inicio de namoro, mas ficar trabalhando sendo admirada pelo namorado enquanto ele se junta a você em um vicio idiota em trabalho. Em um parque aquático como esse... É burrice dos dois.
- Caso não tenha notado, ele esta com a sua namorada lendo o que estava escrevendo.
Yuri olhou na direção de Rin e Sesshomaru, em seguida deu de ombro.
- Ler que você escreve é diversão e não trabalho... Agora vou arrancar a parte de cima do seu biquíni! Segura ela Riko.
- VEM YURI! – Gritou Riko segurando o meu braço, arregalei os olhos e comecei a me debater.
- Me soltem!
- Punição! – Falou os dois ao menos tempo.
- Não!
Eu sabia que Yuri não ia tirar o meu biquíni, na verdade, ele ia fazer cócegas até eu ficar sem fôlego. Odeio quando ele faz isso, sempre quase me mata de rir. Estava preparada para receber as cócegas, mas elas nunca vieram. Um braço passou pelo meu ombro e eu precisei olhar para saber quem era o dono, me surpreendeu ver que se tratava de Sesshomaru.
- Cavalo de Guerra. – Anunciou Rin fazendo Yuri mergulhar para subir em seu ombro. Notei os olhos de Sesshomaru se estreitando.
- AMOR, VEM CÁ! – Gritou Riko, junto com sua esposa veio o resto do pessoal que simplesmente amaram a ideia de cavalo de guerra.
Quando pensei em sair da piscina, me senti sendo suspensa no ar, agarrei o topo da cabeça de Sesshomaru e prende meus pés em suas costas procurando o máximo de equilíbrio que conseguisse estando ali sobre o ombro daquele homem, pude o ouvir sussurrar que se eu perdesse, ia me arrepende amargamente por tal afronta.
Preciso dizer que vencemos os cinco combates?
Primeiramente muito obrigada pelos votos de boa sorte na prova da OAB, mas infelizmente não foi dessa vez. Bora estudar mais.
Segundo a todos que deixaram comentários muito obrigada, fico muito grata as pessoas que falam sobre a fic, se gostou ou não, comentem. Elogios aumentam a alta estima e criticas ajudam a melhorar. Por isso comentem sempre, por favor.
Estou com quatro capítulos prontos, dois dias no sitio sem internet rendeu, enfim, postarei com calma e agradeço a paciência.
Nem tudo esta ficando como eu queria nessa fic, mas, até que estou gostando do resultado final. Até mesmo já pensei em outra fic, quem sabe no futuro não nos encontramos de novo.
Beijos a todos que comentaram, vocês me dão força para continuar.
