Capítulo XIV - Beijo Francês
Comemoramos o aniversário de Rin no domingo por causa do horário de trabalho de todos nós, portanto, após o parque fomos a uma lanchonete, cantamos parabéns, demos abraços e fomos para casa. Na segunda feira – a uma da manha – eu ainda estava acordada vendo um filme meloso na televisão quando mandei uma mensagem desejando felicidades a ela. Só que a mensagem não foi respondida.
Como de costume Sesshomaru veio me buscar para irmos ao estúdio juntos, mas dessa vez eu havia acordado cedo e estava na porta do prédio com dois copos de café, um entreguei a ele que me olhou desconfiado e cheiro o café tentando identificar o odor de algum veneno, rolei os olhos tomando um gole do café dele e o devolvi, o idiota ainda esperou alguns segundos antes de começar a beber o café. Aposto que ele estava esperando para ver se o veneno faria efeito. Ele ainda teve a cara de pau de encarar o céu e ligar o rádio em um jornal que falava sobre o transito e o clima em Tóquio.
- Rin. – ele começou a falar chamando a minha atenção, estávamos quase chegando ao estúdio. – Pediu para lhe levar hoje à noite para jantar em casa.
- Por quê?
- Porque ela acha fofo nos dois juntos. – Ele resmungou. O olhei descrente. – Por que você acha?
- O que você disse, faz sentido.
Ele estreitou os olhos e pude ouvir seus dentes rangerem, levou alguns segundos até continuar a falar:
- Hoje é aniversário dela e o mais comum é que minha namorada esteja conosco para comemoração, ainda mais quando se trata de uma amiga intima da aniversariante.
- Você esta me dizendo que vai continuar com essa farsa de namoro.
- Terminar no dia seguinte seria como deixar seu documento de identidade para policia após ceifar a vida de alguém.
Droga, ele tem razão.
- Tudo bem... Que horas?
- As sete; sairemos do estúdio direto para minha casa.
- Ok. – Respondi cruzando os braços.
(Cena feita por Tracy Anne)
- Você está fazendo caretas estranhas. - ouvi Sesshoumaru resmungar ao meu lado - Vale dizer, ainda mais estranhas do que as que você normalmente faz. Você deveria ter algum senso de ridículo.
- Eu não consigo evitar. - resmunguei. Eu poderia muito bem ignorá-lo - o que era, aliás, um voto pessoal meu -, mas me vi explicando meus impulsos antes de segurar minha língua estúpida - Quando você lê, é normal representar o que está lendo. É a mesma coisa para mim quando escrevo, só que bem mais forte. Quase como... Bocejar quando alguém boceja. Ou abrir a boca enquanto se aplica rímel.
Eu parei de falar quando percebi a expressão entediada dele. Ele começou a mexer rapidamente no iphone, procurando algo no arquivo, quase um minutos depois Sesshoumaru empurrou a tela do celular contra o meu nariz. Eu me afastei assustada, disposta a gritar por socorro caso ele tentasse me fazer engolir o aparelho.
Ele era louco.
Ele era sádico.
Ele era cretino.
Sim, ele faria algo como aquilo!
Olhei para a tela do celular, finalmente percebendo o que ele queria que eu notasse: eu, de olhos fechados, com a boca aberta e o rosto inclinado para frente. Eu agradeci mentalmente por ele não ter tirado aquela foto alguns segundos antes, ou eu estaria com a língua do lado de fora na imagem.
Afastei o celular com a mão, sentindo que ficava vermelha.
- Beijo francês... - ele recitou ao meu lado, e percebi tarde demais que ele estava lendo o que eu tinha escrito no notebook que estava aberto em meu colo. Agora eu deveria estar roxa de vergonha. - Então era isso que você estava representando?
Eu fechei o notebook, exclamando:
- Você não tinha o direito!
Ele deu de ombros e tomou um gole do café que ele trazia em uma das mãos, o qual eu só percebi naquele exato momento. Salivei de desejo por cafeína. Será que ele me venderia se eu pedisse com jeitinho?
- O que há de tão complicado em um beijo francês? - ele me perguntou, com um olhar de desdém.
Eu suspirei. Não era como se eu fosse uma adolescente tímida, eu tinha vinte e cinco anos! Era perfeitamente capaz de manter uma conversa sobre beijos com maturidade.
- É uma cena complicada. - resmunguei - Kaoru tenta beijar o Sadao da forma que uma amiga lhe disse para fazer, então não pode ser um simples beijo avassalador, tem que ser tímido, ainda que absurdamente sensual.
- Hum... - Olhei para Sesshoumaru. Ele tinha perguntado, e agora que eu tinha respondido ele só tinha isso a dizer? - Use a experiência, então.
- Hum... - resmunguei, me sentindo acuada (agora era eu quem estava agindo de forma estranha, para variar), não era como se eu andasse distribuindo beijos lascivos por aí!
Ele colocou o copo de papelão com café na mesa a nossa frente e disse com uma expressão séria que me chocou:
- Me beije, então.
Eu devia estar com a maior cara de "What the fuck?" do planeta, pois ele deu de ombros novamente e respondeu:
- Você já me usou como modelo para o Sadao antes, e sem escrúpulo algum. Agora estou permitindo isso. Você quer escrever a cena ou não?
Aquilo não fazia lógica alguma, mas... OH! Eu vi aquele olhar de cretino, Sesshoumaru Taisho! O maldito estava me desafiando? Droga eu sei que tenho vinte e cinco anos, mas nem eu estou livre de se sentir animada em tirar a expressão de vitória de um desgraçado aceitando um desafio.
Coloquei o notebook de lado e me sentei sobre um de meus pés, meio de lado para ele, e segurei o rosto dele com minhas duas mãos, enquanto dizia:
- Tente agir como Sadao, ou você será inútil como modelo.
Ele revirou os olhos teatralmente, e eu suspirei de forma pesarosa, deixando bem claro que não gostava nada, nada, de estar fazendo aquilo. Eu observei o rosto perfeito dele e quase perdi a coragem. Se eu quisesse voltar atrás, o momento era aquele.
- Isso é completamente insano. - Resmunguei.
- É só a porcaria de um beijo. - ele respondeu, irritado - Se vai me fazer perder mais tempo, desista de uma vez.
Eu fechei a cara e apertei os dentes, em uma expressão claramente irritada. Sesshoumaru, seu idiota!
Suspirei mais uma vez - agora com uma boa dose de raiva - e me aproximei dele. Fechei os olhos e beijei levemente o queixo dele, e depois o canto da boca. Afastei-me um pouco, para ver a expressão dele. Queria saber qual a reação de Sesshoumaru Taisho por ser beijado por mim, ainda que um beijo tão leve e simplório. Ele ergueu uma sobrancelha, curioso.
Uma de minhas mãos escorregou para a nuca dele, e eu me aproximei de novo, fechando os olhos. Distribuindo beijos rápidos e macios pela boca dele. Eu senti quando ele entreabriu um pouco os lábios, e, ousadamente, toquei-os rapidamente com a minha língua. Um gesto rápido, apenas para ver como ele reagiria.
Ele não correspondeu de forma alguma, e eu me afastei, observando-o novamente. Dessa vez com um pouco de vergonha por culpa da frustração.
- Estou fazendo alguma coisa errada? - perguntei, preocupada. Se eu não conseguia fazer isso direito, como descreveria na cena?
Sesshoumaru ergueu as pálpebras, e me observou com um olhar meio distante, o que era estranho, considerando que ele sempre tinha aquele maldito olhar aguçado.
- Não tenho tanta certeza. Talvez você devesse tentar novamente. - Agora era a mão dele que estava em minha nuca, me puxando - Por que você não se aproxima novamente?
Agora meus dois pés estavam sob mim, para que eu pudesse me equilibrar melhor. Apoiei minhas duas mãos sobre o peito dele e me inclinei novamente, pousando meus lábios sobre os dele. Eu movimentei meus lábios por toda a extensão dos dele, e fiquei surpresa quando ele introduziu a língua em minha boca.
Eu me neguei a ser a passiva no beijo, e empurrei a minha língua contra a dele, o que fez com que ele gemesse contra meus lábios e me puxasse para seu colo, com as pernas viradas para o lado em que eu estivera sentada um segundo antes.
Senti as mãos dele na minha cintura e gemi quando senti os polegares dele sob o peso de meus seios. Eu estava a ponto de pedir que ele me acariciasse quando ouvi uma batida seca na parede de vidro.
Ainda no colo de Sesshoumaru, eu virei para a parede, e vi Jakotsu sorrindo amplamente, fazendo um "legal" com uma das mãos para nós.
Sentindo meu rosto queimar de vergonha, eu saí do colo de Sesshoumaru e abri meu notebook, fingindo que estava digitando - depois fui ler o que estava escrito, e não passava de linhas cheias de "UHADHAHDHHAHHDHAHÇNCNNAHA".
Eu estava completamente ciente da presença de Sesshoumaru ao meu lado. Mas fingi que não, para não ter que encará-lo.
Depois de alguns segundos, ele se levantou e saiu da sala, resmungando de uma forma estranhamente amargurada:
- É... Que bom que você conseguiu sua cena.
Ele bateu a porta com força, e meu olhar caiu sobre o copo de café que ele esquecera.
Por mais que eu ainda sentisse o gosto de café que estava na boca de Sesshoumaru, eu me inclinei e peguei o copo.
Ao final, não sabia necessariamente o que eu desejava mais: se o café ou Sesshoumaru.
(Fim da cena escrita pela Tracy Anne).
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Eu ainda estava pensando naquele beijo quando a campainha do meu apartamento havia soado. Segui olhando pelo olho mágico, era Sesshomaru, por algum motivo passei a mão pelo vestido o arrumando em meu corpo e ajeitei o cabelo abrindo a porta, ele me encarou por alguns segundos em seguida falou naquele tom de desdém de sempre.
- Se está pronta, vamos logo.
Apaguei a luz e o segui pelo corredor em direção ao elevador. Todo o percurso foi feito em silêncio, meu coração estava acelerado, como quando eu fazia parte da equipe de atletismo e participava das corridas de cem metros. Tentei me manter o mais calma possível, eu seria mais bem sucedida se ele não ficasse me olhando de soalho, acho que surpreso por eu não esta reclamando de sua música clássica e tentando conectar o som do carro com o meu Iphone para tocar Uverworld ou Asian Kung Fu.
Ao chegar na casa dos Taisho, sai do carro e respirei fundo, me concentrar em me manter calma não havia funcionado tão bem quanto queria, para ser sincera, sentia-me cada vez mais acuada. Eu já havia conhecido muitos pais, mas nunca havia sido apresentada como namorada a nenhum deles. Só que eu já conhecia o pai do meu suposto namorado. Acho que na verdade meu nervosismo se deriva por eu estar mentindo para Rin e o Senhor Taisho. Não gosto de ficar mentindo para pessoas que me importo. Quase gritei quando Sesshomaru segurou minha mão entrelaçando nossos dedos e começou a caminha na direção da porta de entrada.
- Tente agir como uma pessoa normal. – Ele falou com um tom de voz um tanto jocoso. Ele estava brincando comigo? Se divertindo as minhas custas? Eu vou castrar esse desgraçado.
Meus pensamentos homicidas foram interrompidos por um par de braços que me arrancou do lado de Sesshomaru para de encontro ao ombro de uma mulher, de cabelo negro. Pensei ser Rin, mas aquele cheiro de jasmim não era da minha melhor amiga, ela usa outro tipo de perfume. Quando me afastei me deparei com uma mulher de feições serena com um belo sorriso que seria objeto de inveja a modelos de comerciais de creme dental. Puxei em minha memória em que ela poderia ser. Seus traços me lembravam de Rin, o que me fez deduzir que era sua mãe, que se lembro bem, cuida da publicidade da empresa, sendo que viaja muito, por isto nesse anos todos de amizade, nunca havia a encontrado pessoalmente.
- Kagome, que bom lhe conhecer pessoalmente. Minha filha fala muito de você.
Pisquei algumas vezes e me inclinei sussurrando.
- Sempre soube que Rin mantinha uma paixão platônica por mim.
- Você escolheu bem, Sesshomaru, ela tem um grande senso de humor.
A senhora Taisho, é a segunda esposa do senhor Taisho. A primeira se divorciou após cinco anos de casamento, mantendo consigo a guarda do filho do casal, Sesshomaru. Do segundo casamento, nasceu Inuyasha e Rin. Se me lembro bem da história, Sesshomaru passou a morar com o pai com dezoito anos, assim que entrou na universidade de Tóquio, me parece que sua mãe mora nos Estados Unidos, não me recordo de sua profissão.
- Conheceu meu filho Inuyasha? – Perguntou a senhor Taisho me tirando de meus devaneios, nem ao menos havia notado que estávamos na sala de jantar a onde havia petiscos e um bolo.
- Não.
- Inuyasha.
Um rapaz que estava de costas para nós se virou, pude ver que ele conversava com Rin. Ele possuía o cabelo prateado como o do pai e do irmão mais velho, assim como os olhos dourados, contudo, seu rosto era mais arredondado e havia marcas sobre seu nariz mostrava um hábito de ficar com as sobrancelhas franzidas, quando se aproximou notei que era mais baixo que Sesshomaru.
- Filho, essa é a namorada do seu irmão, Kagome.
- Coitada. – Falou Inuyasha recebendo um olhar severo de sua mãe, senti vontade de rir. Ele se inclinou e falou como se não quisesse ser ouvindo, mas falando alto suficiente para todos o ouvir. – Quanto ele está te pagando?
- Como? Esta me chamando de prostituta?
- De forma alguma, mas é que ele não conseguiria uma namorada tão linda quanto você. Ao menos não com seu gênio que tem.
- Como se o seu gênio fosse mais agradável. Querido irmão. – Se pronunciou Sesshomaru ao meu lado, senti meu sangue gelar com o "querido irmão", foi pronunciado com ódio demais para uma pessoa só.
- Se não é por dinheiro. – Continuou Inuyasha ignorando o irmão. – Ele está lhe chantageando, senhorita Kagome? Se esse for caso, posso falar com o papai.
Fiquei inclinada a falar que sim, mas o olhar severo de Sesshomaru me tirou a coragem. A senhora Taisho acertou um tapa na nuca de Inuyasha que fez uma careta de dor enquanto explicava que não podia acreditar que Sesshomaru estivesse mesmo me namorando e que provavelmente ele estava me usando para não ser objeto de piadas dos pais dele por esta com trinta anos e sem nenhuma namorada.
Resolvi me afastar daquela discussão e fui de encontro de Rin a abraçando, ri quando Yuri nos abraçou falando que só faltava à sogrinha dele para que pudesse morrer feliz. Os dez minutos seguintes se resumiu em Rin dando tapas nele falando que se houvesse uma fuga da mãe dela com o namorado, não seria possível superar o trauma, todavia, quando o senhor Taisho disse que se isso acontecesse, ele sucumbiria ao incesto com a própria filha. Os outros dez minutos seguintes foi resumido neles fazendo planos de fuga e incesto.
Inuyasha era completamente diferente de seus irmãos, sinceramente essa habilidade de fazer filhos com personalidades tão distintas que o Senhor Taisho possui, me impressiona, mas voltando ao Inuyasha, ele é um homem irritado, perde a paciência mais rápido que um trem bala. Eu pude constatar isso com as constantes explosões durante o jantar, sempre que Sesshomaru fazia comentários sobre algum erro de seu irmão caçula em relação às empresas, pelo que notei, Inuyasha é um jovem ambicioso e impaciente, por conta disso se frustra constantemente tanto em relação aos negócios quanto na vida pessoal.
- Inuyasha acaba de terminar um namoro de cinco anos, ela acredita que ele tinha um caso com sua secretaria. – Comentou Rin enquanto eu me concentrava em meu caranguejo, sinceramente, deveria ser mais fácil quebrar aquela casca.
- Kikyou é uma lunática. – Comentou Inuyasha. – Eu sei que existem muitos executivos possuem relações mais intimas com seus secretarias, mas a minha tem trinta e sete anos de idade e é mãe de dois filhos. Por que eu teria um caso com uma mulher mais velha?
- Misato é uma mulher linda e charmosa. – Pronunciou Senhor Taisho tomando um gole generoso de saque em seguida. – Sesshomaru já me revelou que teria um caso com ela, se esta aceitasse.
- Querido, é você que vive dando rosquinhas com receio de doce de leite para a Misato na esperança de conquistá-la pelo estomago. Mas eu não lhe condeno, eu teria um caso com ela se fosse lésbica. – Revelou à senhora Taisho fazendo todos com capacidade de rir (leia-se Sesshomaru não riu) cair na gargalha.
Após o jantar e o bolo, fomos todos para sala de estar a onde começou as histórias constrangedoras das "crianças". Entre elas a de que Sesshomaru amarrou Inuyasha no porão da casa e o deixou lá por horas, quando seus pais descobriram e lhe aplicaram o castigo à resposta dele foi à de que havia valido a pena ficar de castigo, afinal aquele ato havia lhe rendido algumas horas de paz e sossego. Rin revelou que Inuyasha tinha medo do sótão até hoje, quando ele começou a negar o medo, senhor Taisho mandou o filho ir buscar mais um vinho que ficava na adega no sótão, nunca vi alguém perde a cor do rosto tão rápido em toda a minha vida.
- Eu disse que ele morre de medo do sótão. Veja como ele ficou pálido, veja como ele esta tremendo.
- Rin, não enche o saco.
- Ele está convertendo o medo em fúria. Mano não adianta você se denunciou quando gaguejou "vinho" para o papai.
Inuyasha cruzou os braços soltando um "feh" enquanto eu ria junto com Yuri, que após o final daquela garrafa de vinho – que o senhor Taisho havia buscado – terminar, me ofereceu carona e eu tinha toda a intenção de aceita, mas antes que pudesse responder Sesshomaru se pronunciou dizendo que iria me levar para casa, estranhei no inicio e fiquei ainda mais desconfortável do que quando estava indo para casa dos Taisho, afinal, minha ficha havia caído de que eu havia compartilhado momentos íntimos de família, como se fosse realmente a namorada daquele executivo incrivelmente irritante, mas inevitavelmente lindo.
Para completar o meu dia, quando sai do carro, Sesshomaru também saiu e me seguiu até a entrada do prédio. Por algum tipo de lapso de bom senso, me virei para desejar boa noite, mesmo tendo me convencido mentalmente de que ele não responderia, de fato, ele não respondeu, todavia, ele me beijou.
Sim... Me beijou.
Lembro-me de ficar com os olhos abertos enquanto sentia seus lábios macios sobre os meus enquanto minha mente eliminava todos os pensamentos ali presente, como a minha pessoa houvesse entrando em uma espécie de estado vegetativo enquanto uma das mãos de meu antigo chefe repousava em minhas costas me puxando ao seu encontro. Enquanto me sentia incapaz de pensar, fechei os olhos e entreabri os lábios deixando-o que aprofundasse o nosso beijo. Soltei um suspiro contra seus lábios e quando ele pressionou contra seu corpo com mais força me fazendo ficar alguns centímetros do chão, gemi de prazer.
- Boa noite. – Ele respondeu encerrando o beijo, senti seus lábios se moverem contra os meus enquanto falava. – Viajarei junto com o inútil do Inuyasha para resolver alguns problemas com funcionários preguiçosos, essa semana não irei ás filmagens.
- Quando volta?
- Na próxima segunda.
Então ele se afastou e seguiu para seu carro, enquanto eu fiquei ali observando ele ir embora, enquanto eu estava catatônico.
Nota da Autora: Finalmente beijo e finalmente na metade da fic =D
