Capítulo XVI – Finalizando o drama e jogando videogame no camarim.
Essa terça-feira fui acordada com a seguinte mensagem:
"Não se atrase para as filmagens, cuide para que minha imagem não seja destruída por aquele patético ator – S. Taisho".
A minha reação deveria de ter ficado furiosa por ele estar me acordando mesmo não estando na cidade, mas fiquei tão feliz por receber uma mensagem dele. Nunca imaginaria que ele me mandaria alguma e isso me deixou realmente feliz, afinal, agora eu tinha um motivo para lhe enviar uma mensagem sem que ele suspeitasse que sentia sua falta.
Não quero correr o risco que ele fique ainda mais pretensioso e arrogante do que já é.
Com um sorriso tolo nos lábios – e após apagar cinco vezes o que havia escrito – respondi com desdém e mal humor, mesmo não estando mal humorada:
"Como fui tola em acreditar que teria sossego mesmo sem você na cidade".
Honestamente fiquei surpresa quando ele respondeu, achei que iria ignorar a mensagem, contudo enquanto escova o dentes ouvi o apito de mensagem recebida e enxugando as mãos na camisa agarrarei o aparelho para ler um nada inspirador:
"Pare de se queixar e vá trabalhar".
Rolei os olhos mandando um emoticon de raiva e voltei a me arrumar para seguir ao estúdio, dessa vez não houve qualquer resposta. Uma hora depois de ter cegado no estúdio não resisti a enviar uma mensagem dizendo que Bankotsu teve a brilhante ideia de fazer Sadao ir a uma boate GLS a onde entraria em conflito com sua sexualidade. Deixei claro a Sesshomaru de que a ideia muito me interessava, afinal, um homem lindo como Sadao solteiro até seus trinta e dois anos de idade só poderia significar uma confusão sobre sua sexualidade.
A resposta dele foi:
"Não teme por sua vida, Kazuaki?"
Gargalhei com tanta vontade que cheguei a assustar alguns contra regras que caminhavam um pouco a minha frente carregando algumas câmeras e luminárias. Respondi a mensagem dizendo que ia trabalhar no final do drama e sentei no sofá tirando meu notebook da bolsa e o liguei. O resto do dia se resumiu nos sons do teclado enquanto eu digitava. Finalmente consegui concluir o drama e enviei a Jakotsu, nem havia notado que já estava escuro e as pessoas estavam guardando os equipamentos de filmagem quando terminei de escrever.
- Você estava tão concentrada que ninguém quis lhe atrapalhar. – Revelou Jakotsu quando o encontrei na maquina de café, os outros atores já haviam ido embora. – Teremos que ir até Okinawa para filmar as cenas da praia.
- Já chegou nelas?
- Ainda não, mas preciso agendar as filmagens. Você ira?
- Tenho escolha?
- Hotel e praia por conta da produtora... Você quer mesmo pensar?
- Praia de graça? Pode marca.
- Vou adorar ver o bonitão de sunga.
- Vai ser difícil.
- Por quê?
- Você realmente acha que ele é o tipo de homem que veste uma sunga?
- Mamãe me ensinou a ter esperanças. Comprou um vestido para o jantar de estreia do drama?
- Não.
- Vamos juntos comprar, vou lhe deixar vestida para matar. Afinal, será a primeira aparição de Hiroki Kazuaki na mídia. Oficialmente falando é claro.
- Jak...
- Não me lembro de estar pedindo seu consentimento. Vamos juntos e fim de papo.
- Vai escolher meu biquíni para a viagem de Okinawa também?
- Vou.
Piquei algumas vezes observando ele, esperando que falasse que estava brincando, mas aquele olhar de "arranco seu coro se você se negar" me fez suspirar derrotada.
- Se na sabe brincar, não desce para o play. – Resmunguei seguindo para fora do estúdio em direção do eu carro.
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Como terminei o drama, finalmente consegui observar melhor as filmagens, também consegui o primeiro episodio editado, estava sensacional, o assisti por pelo menos seis vezes. Dois dias após mandar o email para Jakotsu, ele comentou comigo sobre que havia achado do final, simplesmente amou, para minha felicidade eu não teria que reescrever mais nada.
A viagem para Okinawa foi marcada, para a próxima semana, me parece que toda a equipe ficará lá por quatro dias e cinco noites, então voltaram a tempo de editar o segundo e terceiro capítulo, então acontecerá à festa de abertura do drama.
Quanto a Sesshomaru, ele me manda mensagem toda a amanha para me acordar, sempre me lembrando de que não devo deixar o Bankotsu estragar sua imagem de cubo de gelo – ele não fala com essas palavras –, quanto a Bankotsu, ele tem me viciado em um jogo de RPG em seu Playstation três. Hoje é sexta-feira e por causa do atraso das filmagens no parque – uma multidão se formou atrapalhando os atores, se fazendo necessário isolar o lugar.
Então aqui estou eu com Bankotsu, em seu trailer que serve de camarim, ambos sentados no sofá com latinhas de refrigerante na mesa defronte ao sofá. Eu estava de pé movimento as mãos segurando o joystick, como se aquilo me ajuda-se a controlar os movimentos do meu personagem. Bankotsu comeu batatinhas enquanto gesticulava com a mão me dando instruções durante o jogo.
- Kagome, você está indo para o lado errado, precisa derrotar o dragão para pegar o tesouro. – Comentou Bankotsu ao meu lado.
- Calado, está tirando minha concentração.
- Mas você esta indo para o lado errado.
- Preciso recuperar meu "HP".
- Você tem poções de cura, vá logo derrotar o dragão.
- Se acha fácil derrotar um dragão, por que não o faz?
- Até queria, mas você não me dá o joystick.
- Você que me mostrou o jogo.
- Deus, criei um monstro.
Ouvimos batidas na porta do camarim, claro que não atendi, afinal estava por demais ocupada com aquele jogo maldito e morri quando desviei o olhar da televisão para Sesshomaru em pé do lado de fora do trailer.
- Mil vezes merda. – Resmunguei me jogando no sofá deixando o joystick ao meu lado, soltei um suspiro voltando minha atenção para o homem ainda ao lado de fora ignorando o convite de Bankotsu para entrar. – Você disse que voltava segunda-feira.
Ele girou os calcanhares e saiu andando, pisquei algumas vezes sem entender a reação dele, em seguida voltei minha atenção a Bankotsu que apenas deu de ombro e sentou ao meu lado. Pisquei mais uma vez e levantei saindo correndo atrás de Sesshomaru, era impressão minha ou ele estava zangado?
Não, não era impressão. Constatei isso quando o alcancei, ele já segurava a porta do carro aberta pronto para adentrar, mas segurei a tempo o seu terno atraindo a sua atenção.
- Por... que... saiu... tão... droga, como estou fora de forma. – Respirei fundo mais uma vez sentindo uma dorzinha incomoda na costela. Preciso praticar mais exercícios. – Por que saiu daquela forma?
- Não é importante o motivo. – Ele tentou se soltar, mas puxei seu terno o fazendo se afastar da porta, aproveitei a deixa para fechá-la.
- Você disse que voltaria segunda-feira, aconteceu alguma coisa?
- Não.
- Você ma parece bravo.
- E por que estaria?
- Não sei... me diga você.
- Não existem motivos para eu ter ficado bravo. – Ele abriu novamente a porta e eu a empurrei para ser fechada ficando apoiada nela. – Tenho assuntos para serem resolvidos.
- E mesmo assim veio aqui. A gente só estava jogando videogame.
-E por que acha que estou interessado em saber o que você estava fazendo sozinha com aquele homem?
- Porque você ficou irritado de me ver lá.
- Por que acha isso? Eu apensas segui o cheiro do fracasso e encontrei vocês dois.
Então ele abriu a porta do carro me fazendo desequilibrar para frente quase caindo no asfalto. Sesshomaru entrou no carro e deu a partida saindo cantando os pneus enquanto me deixava completamente perplexa... Ele me chamou de fracassada?
- Pelo visto, ele finalmente esta solteiro.
Virei o rosto encarando Kagura. Quando ela havia se aproximado e quanto ela ouviu?
- Por que acha que ele esta solteiro?
Ele nem mesmo esteve de fato comprometido, completei em pensamento, mas ela não precisa saber desse pequeno detalhe.
- Ora, acha mesmo que não o perdeu após ficar se insinuando para o Bankotsu?
- Me insinuando? Somos apenas amigos.
- Não é que estão comentando. Além do mais, uma mulher de respeito não fica sozinha no camarim de um homem enquanto seu namorado está viajando a negócios. Deveria ter valorizado mais o que tinha Senhorita Hiroki.
Kagura se virou me fazendo dando um passo para trás para não ser acertada por seu cabelo. Quem ela pensa que é para ficar falando essas coisas para mim? Será que é apenas fruto de minha imaginação fértil ou ela estava tentando me deixar claro que se eu não queria o Sesshomaru, ela queria?
Eu estava pronta para ir atrás dela e esfolar sua face no asfalto, mas minhas intenções assassinas foram interrompidas por Jakotsu que me puxou com ele para acompanhar inicio das filmagens, fazendo comentários aleatórios sobre a interpretação enquanto em minha mente se passava varias cenas de como matar e me livrar dos restos mortais de Kagura.
Lembro-me de um documentário sobre a Yakuza a onde revelava a forma em que eles se livravam do corpo de suas vitimas. Resumidamente eles amarravam o corpo todo perfurado nas rochas e esperavam a maré subi e quando ela baixa resta apenas o esqueto, a onde eles quebram com marreta misturando com a areia do mar. Pronto, nunca vão conseguir provar a morte daquela pessoa.
- Você está com um olhar assassino. – Comentou Jakotsu ao meu lado, soltei um suspiro involuntário. – Foi à briga com o Sesshomaru?
- Você também viu?
- Todos o viram saindo a passos largos e você desesperada correndo atrás.
- Ótimo. Perfeito. Não estou com animo para ficar aqui, até amanha.
- Vem mesmo amanha?
- Sei lá.
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Eu estava apenas jogando videogame com o Bankotsu. O que tem demais em jogar videogame?
Ele esta fazendo um drama desnecessário.
Não atende ao telefone, não responde as mensagens e até mesmo a Rin me ligou para perguntar que eu fiz ara deixar o irmão dela tão chato. Ele já era chato antes de me conhecer, mas não quis falar isso a ela e correr o risco de ser espanada por uma das minhas melhores amigas.
Sango, a especialista em pegar o namorado em situações comprometedoras, disse que Sesshomaru estava com ciúmes e que eu deveria ir falar com ele, me explicar. Depois completou dizendo que fazíamos um lindo casal e que nossas fotos haviam ficado simplesmente divinas.
Ela tirou fotos da gente no parque e eu nem havia notado.
Não consegui acreditar que era uma crise de ciúmes, afinal, ele não parece o tipo de homem ciumento. Foi quando me dei conta que ele também não era do tipo que dava satisfações, mas mesmo assim me disse que ia viajar. E também após dois dias, cedi e foi procura-lo na empresa. Apesar de não ter feito nada de errado, comecei a me senti como se houvesse feito. Sinto-me culpada, odeio essa sensação.
- Desculpe, Kagome, mas ele está muito ocupado com alguns relatórios sobre os investimentos realizados pelo senhor Inuyasha.
Encarei Tomoyo por alguns segundos, de certa forma sabia que ela não estava mentindo, mas também sabia que ele falaria comigo se quisesse, afinal, quem foi o executivo que ficou tanto tempo me aporrinhando a paciência no estúdio mesmo sendo estupidamente ocupado?
Por essa razão ignorei o que Tomoyo havia me dito e tomei uma decisão egoísta. Egoísta, pois sabia que se não conseguisse fazer ele me ouvir, Tomoyo que sofreria com as consequências. Entrei na sala de Sesshomaru, o que foi um pouco estranho, pois mesmo depois de muitas semanas entrar ali, me senti como se fosse ontem a ultima vez que estive sentada na cadeira o ouvindo sobre me manter na empresa.
- Tomoyo, que significa isso?
- Desculpe senhor Taisho.
Empurrei Tomoyo para fora da sala e fechei a porta, trancando-a. Voltei-me para Sesshomaru que havia se levantando.
- Você é pior que uma criança mimada. – Resmunguei alto suficiente para que ele ouvisse. – Fica nervosinho e se esconde no escritório.
- Senhorita Higurashi, estou muito...
- Ocupado? Por que diabos você não ficou tão ocupado assim para mandar um estagiário ou outro executivo que fossem no seu lugar nas filmagens ou quem sabe um detetive particular para o parque aquático e não ficar me alugando como sua suposta namorada?
Ele estreitou os olhos, ainda em pé, só que agora mais próximo.
- Pelo amor de Deus, Sesshomaru. Eu estava jogando videogame com o Bankotsu e não praticando algum ato de luxuria com ele.
- E por que acha que estou incomodo com o fato de você estar se dando tão bem com o senhor Shingi?
Ok, ele me deixou desconcertada com essa. Eu não sabia que ele sentia ou queria, ele nunca me deixou isso muito claro. Apenas me deixei levar pelo que me falaram. De certa forma queria que ele estivesse com ciúmes, afinal, isso indicaria que ele estava apaixonado por mim. Que ele nutria algum sentimento por mim. Mas sinceramente eu não tinha certeza de nada.
- Eu não sei. – Respondi desconcertada, sentando no sofá. – Se não está, por que não vai as filmagens?
- Já disse, estou muito ocupado.
- Sempre esteve e mesmo assim...
- Queria que eu ficasse trabalhando eternamente pelo iphone ou tablet?
- Não. – Cocei a bochecha encarando o chão, desviei o olhar para Sesshomaru quando notei que havia sentado ao meu lado.
- Esta sentindo minha falta nas filmagens, senhorita Higurashi?
- Não. – Falei rapidamente, em seguida corei, fui pega naquele "não", soube pelo olhar lascivo dele.
Por que ele estava me lançando aquele olhar lascivo?
- Não gostei de lhe ver naquele trailer sozinha com Bankotsu.
- Já disse que estávamos ape... espera... você admitiu que não gostou. – Ele rolou os olhos com desdém. – Estava com ciúmes.
- Chegou à conclusão sozinha?
- Se você não fosse tão enigmático talvez eu não demorasse tanto para te entender.
- Você criou um personagem baseado em mim e mesmo assim não me entende?
- Só por que eu criei o Sadao, não significa que o entendo. Além do mais, tem que se levar em conta que todos os personagens têm alguma característica da autora... E ele é um personagem fictício... Você é real. Ele toma as decisões que quero enquanto que você... Não posso fazer tomar as decisões que quero.
- E que você quer?
- Aceito sua estante.
Vi um traço de sorriso em seus lábios, mas nada que realmente me fizesse pensar que ele estava rindo. Foi quando ele se aproximou e eu definitivamente não entendi aquela aproximação, quer dizer, compreendia e podia até presumir o que ele estava querendo fazer, mas o motivo de fazer "aqui" era o enigma.
Sesshomaru Taisho não era um homem que se aproxima daquela forma tão intima de uma mulher sentada no sofá da sua sala na empresa, ao menos é no que acredito. Ele é um homem incrivelmente lindo e sedutor, seria muito fácil se aproxima de forma tão furtiva e com tamanhas segundas intenções de uma mulher, mas aquele era seu lugar de trabalho e pelo que conheço dele, sei que o trabalho é algo sagrado, ou seja, beijar uma mulher nessa sala seria o mesmo que um pecado.
Seu nariz tocou o meu e com isso consegui sentir o cheiro de sua colônia que cheirava a madeira e canela misturada com hortelã, uma mistura bem peculiar, mas, para aquele homem, aquele cheiro era mais que perfeito. Eu pude perceber que nossos lábios tocaram, quer dizer, notei os seus lábios macios aos meus, e até mesmo notei a mão esquerda dele sobre o meu rosto fazendo uma carecia com o polegar, mas, apesar de ter notado aquilo, eu não correspondi ao gesto, simplesmente desliguei.
Fiquei ali parada como uma idiota de olhos abertos, de novo.
Ele se afastou o suficiente para me olhar nos olhos e pude notar uma certa decepção naqueles olhos dourados, em seguida aquele sentimento deu lugar a um que julgo ser de sagacidade.
- Quando você vai se acostumar a me beijar?
- Quando você parar de me surpreender.
- Gosto do elemento surpresa. Acredito que vou precisar me acostumar com essa reação abobada.
Abri a pouca para lhe responder, mas as palavras ficaram presas em minha boca. Então fiz uma careta de desgosto me afastando dele cruzando os braços sobre o peito. Alguns segundos depois consegui dizer:
- Não é uma reação abobada. Você que me pegou de surpresa. – Consegui falar finalmente. – Aliás, o que pensa que está fazendo?
- Não está implícito?
- Só a parte da ação, os motivos não.
- Te beijei por que quero você morra de forma muito dolorosa. – Ele respondeu com arrogância, peguei o travesseiro atrás de mim e o acertei naquela cabeça prateada. – Sua louca!
- Você começou.
- Criança.
- Com licença, a criança aqui vai para casa brincar com bonecas. – Respondi me levantando. Sinceramente, como ele consegue ainda ser cretino depois me beijar?
Levantei, mas logo voltei a me sentar, dessa vez no colo de Sesshomaru que havia me puxado de volta. Por alguns segundos fiquei surpresa em como eu era pequena comparada a ele, e quando seus braços me envolveram, pode notar o quanto confortável era ali. Eu realmente achava que era algum tipo de jogada de superemocional quando lia nos livros que a mocinha se sentia protegida nos braços do mocinho, até mesmo usei essas cenas em meus livros, mas apenas embasada no quanto confortável era ser abraça pelos meus amigos, portanto, nunca havia realmente sentido o que senti naquele momento. E tenho certeza que nunca correspondi um abraço daquela forma, agarrei seu paletó e cheirei seu pescoço.
Quase reclamei quando senti ele se afastar, mas toda minha insatisfação por estar nos afastando foi saciada com mais um beijo, dessa vez foi de forma avassaladora, no qual correspondi. Eu não havia sido pega de surpresa, na verdade, estava quase implorando para que ele me beijasse novamente.
Acho engraçado colocar dessa forma, mas eu realmente perdi a percepção do que estava acontecendo ao meu redor. Havia me esquecido completamente que estava na empresa na sala do meu ex-chefe, nem mesmo me lembrava da daquela magnífica estante. Naquele momento, eu apenas conseguia sentir Sesshomaru e apenas prestar atenção nas sensações que ele provocava em mim.
Ele me deitou no sofá e se afastou por um curto período de tempo em que tirava o paletó e o jogava por sobre o sofá, ri segurando sua gravata o puxando para mim, e com um sorriso cínico ele voltou a me beijar. Senti uma de suas mãos, descer pela minha cintura puxando minha blusa para acariciar a minha barriga, enquanto a outra se encontra em meu rosto, sorri quando o contato de nossos lábios foi quebrado novamente para que gravata e o colete se juntassem ao paletó em algum canto da sala. A mão estava em meu rosto desceu para minha cocha erguendo minha saia, gemi quando o senti apertar levemente perto da minha virilha.
Esqueci que estava em um sofá e me movi para mudarmos a posição, atitude estúpida, pois isto o fez cair batendo a mão na mesa do centro, arregalei os olhos olhando para mão dele, na queda eu havia ido junto.
- Você está bem? – Perguntei o encarando finalmente, mas em vez de responder Sesshomaru empurrou a mesa que foi parar na estante do outro lado da sala enquanto me puxava para outro beijo.
Eu estava sentada em seu colo enquanto ele, também sentado beijava o meu pescoço, senti um arrepio me fazendo encolher e ao mesmo tempo me afastar e captura os lábios dele em outro beijo, estava ficando viciada naquela boca. Quando nos afastamos foi para ele tirar a minha blusa e abaixa o rosto beijando minha clavícula, suas mãos seguraram meus seios apertando levemente e escorregando pelas minhas costas de encontro ao feche do meu sutiã.
Sinceramente, eu não queria parar, mas minha consciência gritou. Foi quando segurei seus braços, ainda com a respiração ofegante.
- Aqui não. – Consegui dizer, acredito que pelo tanto que meu rosto estava queimando, eu deveria ter atingindo tons novos de vermelhos.
Sesshomaru me encarou, em seguida olhou ao redor e sorriu, fiquei surpresa em ver aquele sorriso, nunca imaginei que ele seria capaz de tal ato. E por incrível que pareça, meu coração falhou uma batida e em seguida acelerou mais ainda.
- Você tem razão. Não é o lugar correto. – Assenti com a cabeça, queria me levantar, mas estava tão confortável ali. – Aceita um jantar?
- Claro.
Nossos lábios se uniram novamente, mas foi um beijo diferente dos outros, aquele foi sereno e lento, com o único intuito de aproveitar um ao outro. E durante o beijo senti ser suspendida no ar, quando nos afastamos vi que Sesshomaru havia se levantando, ri enquanto tocava os pés no chão. E corei novamente ao notar que ele estava sem o cinto e com a calça e a camisa abertas, será que fui eu? Para ser sincera não estava prestando muita atenção nas ações das minhas mãos.
Levamos alguns segundos para nos arrumar, respirei fundo quando sai acompanhada com Sesshomaru da sala. Ele falou para Tomoyo que se precisasse era para ligar para ele, notei os olhares inquisidores na minha direção. Será que estávamos fazendo barulho?
Enquanto esperávamos o elevador eu senti vontade de segurar a mão dele. Nunca havia sentido isso antes, essa necessidade de manter algum contato físico. Peguei-me observando a mão dele muitas vezes e sorri largamente quando ao entrar no elevador, ele entrelaçou os dedos com os meus, apertando minha mão levemente.
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- Terminei o drama. – Falei naturalmente pegando um pouco de saque e bebendo em seguida.
- E por que ainda não me enviou?
- Eu esqueci. – Responde dando de ombro. – Falando em esquecer. Jakotsu marcou uma viagem para Okinawa. Vamos nesse domingo.
- Terei que ver minha agenda.
Desviei o meu olhar do salmão em meu prato para o homem sentado a minha frente. Sinceramente pensei que não hesitaria em me acompanhar até Okinawa, eu não queria ir sem ele.
- Agenda?
- Sou um homem ocupado, esqueceu?
- Não. – Tomei mais um pouco de saque.
- Não acha que bebeu demais?
- Você esta pagando, tenho o direito de beber e comer o máximo que puder. – Ele ergueu a sobrancelha esquerda. – Deixa de ser estraga prazeres.
- Apenas não quero ser acusado de ter lhe dado um boa noite Cinderela com saque.
- Jakotsu comprou biquínis para eu usar na praia. E também um belo vestido para a noite de estreia.
Tentei me mostrar distraída com o salmão e que não estava prestando atenção na reação dele, contudo não evitei sorrir quando notei seu semblante mais sério, enquanto, eu acho, deveria pensar nos outros homens que estariam na praia.
- A noite de estreia já estou ciente.
- Okinawa te pegou de surpresa?
- Jakotsu Shingi não havia mencionado sobre uma viagem.
- Bom, não se preocupe, não vou deixar ninguém estragar sua fama de executivo prodígio, mal humorado, sádico e sarcástico.
- Eu não disse que não iria.
Ora, ora, impressão minha ou estou conseguindo que ele vá comigo?
- Não esta? Mas você disse que...
- Eu sei que disse.
- Então?
- Vou cancelar os compromissos.
- Você não precisa fazer isso.
- Uma semana fora e você cogitou a ideia de fazer Sadao ter crise sobre sua orientação sexual. Termo em pensar nas ideias que você pode ter enquanto sofre uma insolação.
- Como sabe que sou sensível ao sol?
- Você é muito branca. – Ele respondeu dando de ombro. – Vai me mostrar os biquínis?
Meu rosto esquentou e o mandei para inferno enquanto voltava toda a minha atenção para comida a minha frente. Quando voltei a olha-lo, notei um meio sorriso, não evitei sorrir e o obrigar a pagar mais saque.
Bom, eu resolvi postar esse capítulo... é que tem cenas interessantes nele.
Agora realmente vou demorar, por causa da minha rotina de estudo.
Então tenham paciência que estamos apenas na metade da fic, na reta final, sim, mas não acabou aqui =D.
Agradeço a todos que tenham deixado comentários, vocês que me fazer atualizar o mais rápido que posso.
Agora meus capítulos prontos terminaram, então, por favor, tenham paciência mais uma vez.
Obrigada a todos e me desculpem os eventuais erros de ortografia, como já disse, estou sem beta e não tenho paciência de ficar revisando o que escrevo.
Beijos a todos.
