Capítulo XXIII - Congresso e Audiência

- Meu deus, quatro meses de namoro e ele já te chamou para morar conosco?

Senti tanta vontade de voar no pescoço de Rin que precisei apertar as bordas da cadeira em que estava, corei ao notar que a Senhora Inu colocou a mão sobre a boca disfarçando uma risada enquanto Sesshomaru comia seu salmão como se nada estivesse acontecendo.

Naquele momento estávamos jantando os três, Sesshomaru havia pedido para que sua escrava/secretaria fosse buscar minhas coisas em minha casa enquanto me mantinha enclausurada em sua sala, em seu escritório, sim, ele me fez ficar em sua sala a tarde toda, me mantendo ocupada fazendo dedicatória em seus livros de minha autoria. O cretino ainda fez comentários de que poderia vende-los por um bom preço na internet.

- Eu não estou morando aqui, apenas ficarei essa semana... porque seu irmão me obrigou.

- Ele teria ciúmes de sua sombra se ela fosse macho, Kagome. - Comentou Senhor Inu fazendo a filha cuspir o suco de laranja em mim.

Desviei meu olhar novamente para Sesshomaru que apenas deu uma golada em seu suco e voltou a se concentrar em como usar os hashi para pegar o arroz.

- Diga ao Nagi que sinto saudades e quero vê-lo.

- Diga você mesma. - Falou Sesshomaru se pronunciando pela primeira vez aquela noite após contar ao seu pai e sua irmã que eu ficaria hospeda por alguns dias ali.

A reação de Rin foi a mais hilariante possível, primeiro ela pegou o suco de seu irmão e cheirou, fez uma careta de quem estava analisando algo realmente sério em seguida colocou o dedo dentro do copo, o lambendo em seguida.

- Suco está normal. Ai meus deus! - Ela pegou o celular e discou rapidamente, todos esperamos curiosos pelo que ela estava tramando. - Mãe, volte para casa, espíritos se apossaram do meu irmão... eu sei que Inuyasha não esta em casa, estou falando do outro irmão, ele me mandou falar com um homem... um homem muito gostoso diga-se de passagem, não que eu esteja desgostando de ir falar com o Nagi, mas é que fiquei assustada com essa mudança de atitude do meu irmão mais velho.

Arregalei os olhos de primeiro momento, no segundo me juntei ao senhor Inu e comecei a rir até chorar e meu estômago doer. Já Sesshomaru tomou o celular de Rin e o desligou, ela protestou e tentou pegar o celular de volta, mas ele se levantou e saiu da sala de jantar.

- É serio Ka. - Começou Rin voltando a se sentar. - Existem dois Sesshomaru, o "AK" e o "DK".

- Como?

- "Antes de Kagome" e "Depois de Kagome". Mas aproveitando que você está em casa, vamos para meu quarto, colocar a fofoca em dia e planejar como vamos deixar a Kagubunda careca.

- Kagu... o que?

- Yuri tem a teoria que ela apenas consegui seus papeis até hoje pela sua bunda avantajada, precisei bater nele pois reparou na bunda de outra mulher, mas admito que concordo com sua teoria, só que não revele isso a ele.

- Tudo bem.

- Vamos. Eu tenho ótimos planos. - Ela anunciou me puxando pela casa, nem ao menos houve tempo para que eu desejasse boa noite ao senhor Inu.

Estranhamente, por mais que eu pensasse que estava na casa do meu namorado com sua família, essa realidade não me alcançava, uma vez que eu mais sentia que estava passando alguns dias na casa de uma das minhas melhores amiga, ela até mesmo me fez dormi em seu quarto, dizendo que existia albinos safados que poderiam me atacar a noite... senhor Inu vestiu a carapuça dizendo que tentaria se controlar, mas agora sabendo que estaríamos a duas na mesma cama seria quase impossível evitar um "ataque noturno".

E eu achava minha família doida, depois de conviver mais com a família de Rin noto que a minha é até normal. Claro que partindo do principio da normalidade estipulado pelos nossos pais.

Durante a noite acordei com sede, mas fiquei lutando contra a vontade por culpa da vergonha de ficar andando pela casa em busca de um copo de água, acabei voltando a dormi e acordando horas depois com a Rin me agarrando, quando tentei a afastar ela resmungou algo sobre estar com frio e meu corpo ser quentinho e macio. Tentei me levantar, mas Rin me apertou mais esfregando o rosto em meus seios.

- Tendência lésbica? – indagou Sesshomaru em pé ao lado da cama, gritei de susto fazendo com que Rin acordasse e gritasse junto.

- Por que estamos gritando? – Ela indagou aos gritos.

- Esse seu irmão me assustou.

- Por que você a assustou? – Ele deu de ombro. – Vão se assustar em outro lugar, sono é sagrado!

- Venha comigo. – Ele disse saindo do quarto. Eu estava com meu pijama da Mine mouse, fiquei com medo de ser vista por mais alguém da casa naqueles trajes tão infantis, contudo segui para fora do quarto enquanto Rin abraçava seu travesseiro resmungando sobre recuperar seu sono de beleza.

- Que horas são?

- Seis horas.

- Da manhã?

- Da tarde que não é. Estou indo para o escritório e você para filmagens.

- Eu estou indo para as filmagens?

Ele ergueu a sobrancelha esquerda me indagando silenciosamente se aquele retardamento mental no entendimento do que ele falava era conseqüência do sono ou não.

- Sim, você está. – Ele respondeu de forma pausada, como se aquela fosse a resposta mais educada que conseguiu pensar. – Estou lhe esperando lá embaixo para o café da manhã.

- Vai me levar?

- Está mais lenta que o normal essa manhã.

- Em?

Ele rolou os olhos e aproximou o rosto falando com o seu nariz roçando no meu?

- Se arrume, desça para tomarmos café da manhã, vou lhe levar para filmagens. Preciso fazer uma lista para que você não se perca.

- Não. – Cocei os olhos e bocejei. – Já vou descer. – Respondi voltando para o quarto, me senti tentada a voltar para cama, mas achei melhor não o fazer voltar para me chamar.

###

Bankotsu estava com o braço esquerdo envolta do meu ombro enquanto conversava com o ator que interpretava seu melhor amigo no drama, o Iwao, que mantinha uma expressão séria no rosto, mas eu sabia que logo viria algum comentário sórdido, de certa forma, acredito que tenho alguma espécie de imã para homens com tendências pervertidas e parafusos a menos. E de fato o comentário veio:

- Acredito que falta um pouco de contato humano nesse drama. – Ele falou colocando as mãos dentro do bolso da bermuda bege que trajava. – Não rolou nem um sexo casual, como pode?

Bankotsu tampou meus ouvidos e chutou a canela de Iwao.

- Temos uma dama perto, seja educado, homem.

Quando Bankotsu afastou suas mãos dos meus ouvidos, Iwao me veio com essa:

- Desculpe, eu deveria ter dito amor selvagem, selva quente, orgia, prazeres fisiológicos sendo sanados por gêneros sexuais diversos.

- Gostei do último termo, foi bem criativo.

- Não é?

- Kagome?!

- O que? Eu admiro pessoas criativas.

- Não incentiva pelo amor de Deus.

Iwao balançou a cabeça demonstrando certa descrença, em seguida se aproximou tirando a mão direito do bolso, seguidamente ele passou o braço envolta do meu ombro os deixando sobre o de Bankotsu que estreitou os olhos para ele.

- Pense comigo, as pessoas não gostam de admitir, mas elas gostam de ver o seu casal favorito se acariciando, se amando, então por que, eu pergunto. – Ele ergueu a mão esquerda em um gesto de descrença misturado com terror e indagação. – Por que meu Deus, esses autores não fazem isso? Por que eles insistem em serem tão puritanos quando povo quer mais é ver o circo pegando fogo? A cama balançando. O futon ficando manchado de suor e outras coisas que saem do nosso corpo que posso explicar de forma biológica ou não.

- Dispenso. – Respondi tentando não rir daquele teatro barato.

- Kagome, precisamos conversar sobre a vida sexual do meu personagem. – Ele declarou recebendo um tapa na nuca proferido por Bankotsu que estava com expressão séria, a mesma que usava para interpretar Sadao. – Desculpe, precisamos conversar sobre os prazeres carnais dos quais meu personagem esta sendo privado.

Dessa vez não consegui evitar começar a rir, enquanto Bankotsu proferia outro tapa na nuca de Iwao. Ambos apoiaram a outra mão em meu estômago quando me curvei sentindo meu abdômen doer de tanto rir. Quando voltei a ficar ereta notei o quão pequena era comparada aqueles dois, apesar de Iwao ser um pouco mais baixo que Bankotsu, contudo, ele possuía o corpo mais musculoso, muito mas musculoso, Jakotsu sempre solta comentários como artes marciais e suprimento alimentar faz milagres em homens que já possuem tendências a serem gostosos. O cabelo castanho claro dele era cortado em um estilo "soldado norte americano", ou seja, ralo dos lados e com fios espetados no topo, os olhos eram verdes claros, pareciam aqueles gramados de montanhas, de manha ainda molhados com orvalhos.

- Eu contei alguma piada? – Ele me questionou.

- Mais ou menos. Iwao, se quer ver sexo vá assistir um pornô.

- Prefiro praticar do que assistir.

- Nisso eu concordo. – Se pronunciou Bankotsu.

- Qual sua posição favorita? – Iwao se virou para Bankotsu ainda mantendo o braço envolta do meu ombro, fui expremida entre os dois enquanto começava a corar com o rumo da conversa e temendo que perguntas perturbadoras fossem proferidas ali.

- Sou tradicional e gosto de ser dominado.

- Sei, eu... – Ele parou de falar quando notou que eu estava tentando me esquivar deles, meu coração acelerou com o temor. – Ah meu Deus, não me diga que você é virgem?!

- O que?

- IWAO VOCÊ ME FEZ FALAR COISAS TERRÍVEIS PERTO DELA! – Bankotsu segurou minha cabeça e pressionou meu rosto contra seu peito.

- Eu não imaginava, ela é tão linda... mas como fui tolo!

- Você não vê que ela é uma menina casta?

- Ela é tão linda que fica difícil imaginar homem que resista.

- Verdade... mas nunca mais ouse falar coisas impuras como essa para Kagome, ela é casta.

- Casta?

Meu sangue gelou, aquela voz, Sesshomaru...

Eu estava com o rosto enfiado no peito de Bankotsu enquanto ocorria uma discussão calorosa dele com Iwao sobre eu ser casta. Meu namorado chega presenciando tal cena, que minimamente era... me falta adjetivos para especificar tal cena. Enfim, me preparei para o pior, lá ia eu brigar novamente com o meu namorado. Lindo isso.

- O que esta acontecendo? – Ouvi Sesshomaru questionar, apoiei minhas mãos sobre o ombro de Bankotsu empurrando meu corpo para trás, ele notou que eu estava tentando me afastar e finalmente me soltou.

- Eles se empolgaram na conversa. – Respondi enquanto alisava o cabelo que meu amigo havia bagunçado quando me puxou.

- Que espécie de conversa estavam tendo?

- Conversa de adultos. – Respondeu Iwao.

- Não me recordo de ter lhe dirigido à palavra.

Iwao estufo o peito e eu notei que uma briga iria começar ali, o que seria realmente terrível e apesar deu admirar a coragem dele de querer comprar uma briga com Sesshomaru – algo realmente inusitado – puxei meu namorado o fazendo se afastar comigo, alguns metros de distância, Sesshomaru puxou o braço me fazendo o soltar e seguiu andando na minha frente, soltei um suspiro e o segui até o carro, onde ambos entramos em silêncio. Fiquei tão compenetrada com a conversa dos rapazes que havia esquecido completamente que meu namorado poderia chegar a qualquer momento para me levar embora, para sua casa, na qual estava hospedada.

- Sesshomaru.

- Não explique. – Ele respondeu entre dentes. – Vou deletar o ocorrido da minha mente e esquecer da existência daquele individuo.

Sim, ele estava disposto a esquecer tudo que havia presenciado apenas para não brigarmos, fofo, lindo, deu vontade de apertar ele, mas me contive a tempo, ele estava dirigindo e prezo nossas vidas. Tentei pensar em algo que o fizesse esquecer de fato o que havia acontecido, mesmo eu achando que não seria fácil ele esquecer.

- Jakotsu me disse que o drama esta indo muito bem de audiência. – Sesshomaru me olhou quando parou no sinal vermelho.

- Muito bem, quanto?

- Estamos em primeiro lugar na audiência nacional, acredita?

- Se esta me dizendo, que razão teria para não acreditar

- Grosso. – Resmunguei o fazendo rolar os olhos. – Está apenas interessados nos lucros que o drama podem proporciona a empresa, aposto.

- Qual outro motivo eu teria?

- Arrogante ensebado.

- Primeiro lugar?

- Sim, só a título de conhecimento, Sadao é o personagem favorito, contudo todos dizem que sua personalidade é irritante. Acho que as pessoas gostam de serem maltratadas, se sentem atraídas por pessoas arrogantes, frias, grosseiras e malcriadas.

Ele me lançou um olhar de esgueira, em seguida me ignorou completamente, ri com aquela atitude, totalmente previsível.

- Preciso que você me deixa na minha casa. Preciso do meu carro e do meu notebook.

- Temos computador em casa e você não precisa de um carro quando eu posso lhe levar.

- Eu só vou pegar meu notebook e meu carro, Sesshomaru.

- Não há necessidade.

- Tudo bem, eu pego o metrô depois.

Não precisei que ele me respondesse para saber que ele me deixaria em casa, contudo, como previsto ele me escoltou até meu apartamento, ao entrar pude ver Nagi sentado no chão usando a minha mesa do centro da sala para estudar, senti uma certa nostalgia com aquela cena, me recordando de quantas vezes já o vira estudando daquela forma, cabelo mais bagunçado que o normal e uma caneca no chão ao lado do joelho direito.

- Kagome, precisa fazer compras. – Nagi disse quando notou minha presença.

- Ainda tem papel higiênico?

- Maldita regra de só fazer compras quando acaba o papel higiênico. – Ele resmungou enquanto eu apanhava meu notebook no sofá da sala, procurei pelo fio da bateria. – Oi Sesshomaru. – Meu namorado correspondeu com aceno de cabeça.

- Vai dar alguma palestra? – Perguntei quando encontrei o carregador embaixo da almofada.

- Sim, sou um dos mentores desse congresso.

- Que chique.

- Sou importante moça.

- Ai, me desculpe senhor importância. Bom, eu vou indo, depois combinamos de encontrar o pessoal.

- Marque com todos e me avise.

- Até mais... e não bagunce a minha casa.

- Não me confunda com você. – Foi a última coisa que ele disse antes de Sesshomaru fechar a porta e nós dois irmos até meu carro.

Chegando à mansão Taisho, a matriarca da família me levou para biblioteca tão rápido que pensei ter sido tele transportada para lá, foi quando começaram os questionamentos sobre eu estar grávida e que eu não deveria esconder algo tão maravilhoso assim dela e da Rin – que estava lá instigando sua mãe a fazer mais perguntas sobre o possível bebê.

Depois de morrer de vergonha e explicar pela milésima vez que Sesshomaru havia tido um ataque de ciúmes quando Nagi disse que ficaria em minha casa... e só apenas depois de Rin ligar para o Nagi, e ele confirmar minha versão, foi que saímos da biblioteca direto para sala de jantar, a onde começaram mais perguntas constrangedoras, as quais prefiro não recordar.

Como castigo disse a Rin que não dormiria com ela, que rendeu muitos protestos e uma oferta de ir dormir com o casal Taisho, proposta feita pelo Senhor Taisho e fortalecida pela Senhora Taisho. No final acabei ficando em um quarto de hospedes, a onde estavam as minhas coisas e que de fato havia sido preparado para mim, conyudo minha amiga não me deixou ficar nele noite passada.

No dia seguinte antes de ir assistir aos episódios editados com Jakotsu liguei para os meus amigos em Tóquio os convidando para um jantar na sexta-feira – véspera da partida de Nagi para sua casa. – felizmente todos confirmaram presença, liguei para o Tatsuo também, apenas pelo fato de querer fazer inveja a ele que a turma iria se reunir como nos velhos tempo, nunca ouvi tanto palavrão em coreano e japonês ao menos tempo.

Aquela noite foi muito diferente da primeira e segunda, sem perguntas constrangedoras ou olhares cheios de malícia, talvez fosse o fato de Sesshomaru não estar presente a mesa – eu havia ido com o meu carro para filmagem e quando cheguei, ele ainda não havia chegado.

Sesshomaru chegou por volta das nove horas, eu estava na sala de televisão com Rin colocando defeitos em um filme de terror, ele adentrou no aposento retirando a gravata preta resmungo um "boa noite" em resposta do nosso "bem vindo de volta", Rin passou os próximo vinte minutos seguintes desse fato dizendo ao seu irmão que não se deve responder daquela forma, mas sim com um "estou de volta". Sesshomaru insistia que ela estava exagerando e aquilo rendeu mais uma hora de sermão agora com o reforço da madrasta dele.

- Cheguei no limite. – Declarou Sesshomaru se levantando da poltrona que estava sentado enquanto Rin fazia um gesto de "Yes" socando o ar, sendo acompanhada por sua mãe, as duas espalmaram as mãos nos ares como se fossem de um time que havia marcado um ponto.

- Então? – Ouvi Senhora Taisho questionar quando Sesshomaru começou a caminhar para fora da sala.

- Estou em casa. – Ele resmungou entre os dentes, precisei me segurar para não rolar no chão de tanto rir.

- Seja bem vindo. – As duas responderam sorrindo, mas o sorriso desapareceu e elas me encararam como se houvesse cometido um terrível pecado.

- Kagome! – Gritou Rin me fazendo encolher.

- Seja bem vindo. – Respondi encolhida no sofá, rolei os olhos quando notei o meio sorriso de Sesshomaru, como se estivesse mostrando que eu não estava imune aos sermões das duas.

- Kagome, você dorme comigo essa noite.

- Mas e o quarto...

- Você dorme comigo e ponto final. Não quero ALBINOS EM SUA CAMA DE MADRUGADA.

Corei furiosamente enquanto Rin me lançava um olhar dotado de sabedoria e maturidade, como se ela fosse uns cem anos mais velha do que eu e estivesse cuidando de minha castidade, mas comecei a rir quando o Senhor Taisho apareceu resmungando que sua filha não colaborava em seus planos sórdidos.

Aquela semana passou muito rápido e de alguma forma eu me senti como se estivesse em casa, talvez fosse o fato de já ser amiga da irmã do meu namorado e conhece seu pai antes do nosso namoro ou então pelo fato dessa família ser muito acolhedora – com exceção de Sesshomaru, que é considerado o cubo de gelo da casa –, no domingo quando me despedi de Nagi na frente do prédio em que morava e subi para o meu apartamento – que estava mais arrumado e limpo do que eu havia deixado, o que me fez ligar para Nagi mais tarde perguntando se ele havia feito faxina, e realmente havia feito... não só feito faxina como fez compras, disse que poderia me visitar mais vezes se aquela surpresa no apartamento se tornasse rotina –, enfim, quando entrei em casa e não havia nenhum membro da família Taisho ali, me senti incrivelmente solitária.


Nota da Autora:

Então galera, penúltimo capítulo, nossa saga esta chegando no final, finalmente.

Após um ano e pouco de fic, ela se findará no próximo capítulo, calma que terá epilogo, só tenhoq ue criar coragem e imaginação... então irei escrever =D

Espero a opinião de vocês sobre esse capítulo, particularmente acho que a qualidade da fic caiu com o passar dos capítulos.

Mas enfim...

Obrigada a minha beta Jamille, sem a qual os erros grotescos de português continuaria.