Cygnus e Druella

Andromeda. Princesa mitológica, constelação, galáxia complexa. Um nome tão pesado para uma criança; Druella dissera. Mas Cygnus discordava, ele sabia que você seria forte, que honraria o nome de sua família de uma forma que nenhuma de sãs irmãs jamais honrou. Ele jamais confessou, mas você era sua favorita. Eram tão parecidos. Desde criança manifestava interesse pela leitura, astronomia, economia e filosofia. Tudo lhe chamava atenção. A forma como pronunciava as palavras corretamente desde pequena. Ele gostava desse seu lado intelectual, eram extremamente parecidos nisso. Você tocava piano, recitava poesias de cor e sabia o nome de casa estrela a e constelação que ele lhe apontava. Você fora seu orgulho Andromeda. Sua mãe também a admirava, mesmo que claramente se desse melhor com Narcissa. Gostava de ver que tinha jeito para mandar, ela dizia que isto era necessário a uma futura senhora da sociedade, como tinha certeza de que você seria. Ela gostava de ver quando arrumava os cabelos de Narcissa ou abraçava Bellatrix sem que a morena esperasse. Ela havia amor em seus olhos. O amor e a gentileza que vieram dela, e disso ela se orgulhava. Mas tinha medo, Irma certa vez lhe alertara que amor em demasia poderia ser prejudicial. Isso poderia troná-la fraca. Druella fingiu ignorar, mas teve medo, medo por sua menina. E quando aquela carta chegou o mundo deles desabou, Andromeda. Seu pai arremessara um vidro de licor em direção a lareira, ele não poderia acreditar que a sua favorita havia desgraçado seu nome daquela forma. Ele não queria acreditar que você os havia abandonado. Sua mãe chorou, a ultima frase da carta ressoando em seus ouvidos, fora por amor. O amor que ela tanto se orgulhara de ser seu, fora sua ruína. E ela chorou Andromeda, chorou por ter certeza de que jamais voltaria a ver a sua menina. Sua imagem apagada das fotos, as roupas em chamas e o nome carbonizado na tapeçaria. Eles juraram te esquecer, apagá-la de suas memórias. Mas todas as noites Cygnus conta constelações no céu, enquanto Druella ainda sussurra a sua canção de ninar favorita.


N/A: Capítulo dedicado a Marina, que é a minha mãezinha no RPG. *-*
Nunca tinha dedicado nada pra você, mas isso é só o começo.

Em breve vai ganhar uma fic só sua. *-*

Ficou diferente dos outros dois, apesar de ter sido escrito em segunda pessoa também.
Mas senti que se não fizesse assim não ficaria legal.

Enfim, é isso ai.