A/N: Valeu pelas reviews galera! Obrigado a todos! A fic era pra ser one-shot, mas eu resolvi dividir em dois porque achei que ia ficar muito grande, mas esse sonho que eu tive tinha que ser escrito! Bem, espero que gostem!

Chapter 2

Ele correu até não conseguir mais ouvir seu irmão gritando por ele, até as lagrimas que caiam de seus olhos parassem de escorrer.

Quando ele finalmente parou, enxugou as lagrimas e deu uma olhada em volta, se irritando com si mesmo ao descobrir onde estava;

Era a casa aonde a festa iria acontecer. Convidados chegavam aos montes, com presentes e sorrindo. Ele se irritou porque mesmo em seu subconsciente, não conseguia desobedecer a uma ordem de seu pai.

Nada disso importava mais, ele tinha traído a mãe deles. E Dean não era bobo, se ele tinha namorada ele não ia envolvê-la em uma coisa tão complicada quanto caçar monstros. Não, ele ia parar de caçar para ficar com ela, e o mistério todo por trás da morte da mãe dele ia continuar escondido, e isso Dean não ia suportar de jeito algum.

Ele voltaria em casa à noite para buscar Sam, para que eles continuassem a treinar e talvez um dia acharem e matarem o que matou a mãe deles, mas se lembrou do quanto seu irmãozinho pentelho queria uma vida normal. Não, era melhor deixar ele lá, pelo menos alguém ficaria feliz com a situação.

Enquanto Dean dava meia volta e se preparava para correr de novo, ir embora e nunca mais voltar, ele sentiu alguém tocar seu ombro.

"E ai Dean, tudo bem?" Era seu amigo, Kevin.

"Tá sim Kev, e com você?" Ele mentiu, mas pareceu enganar Kevin. A ultima coisa que ele precisava agora era envolver mais alguém naquilo.

"Tá sim, vamos entrar?" Ele disse, apontando para a porta.

Dean não queria com todas as suas forças. Estava cheio de obedecer às ordens do pai, mas sabia que precisava esfriar a cabeça antes de fazer uma bobagem.

"Claro, vamos" Ele disse, e eles atravessaram o quintal em direção a porta.


Naquele dia Dean se divertiu muito. Pulou, brincou, comeu muitas doces e tortas e até mesmo consegui um beijo da Laura, que era considerada a menina mais linda da escola por todos os seus amigos.

Pela primeira vez desde a morte da mãe, Dean pode ver como era a vida de um menino normal e adorou, pois sabia que não teria essa oportunidade novamente em um bom tempo, mas ao contrario de seu irmão, Dean gostava de caçar; ajudava a gastar toda a raiva que ele tinha pela morte da mãe.

Também ajudou a esfriar a cabeça. Fez ele perceber que não iria conseguir caçar sozinho, quem dirá levar seu irmão junto. Se ele quisesse saber o que matou a mãe, teria de convencer o pai a largar a moça que vira mais cedo, e faria isso agora.

"Te vejo amanhã na escola!" Kevin se despede, quando seus pais chegam para buscá-lo.

"Até amanhã então!" Dean grita de volta, e começa a caminhada de volta pra casa, a brisa suave de fim de tarde bagunçando seus cabelos loiros e fazendo-o relaxar.


Quando Dean chega ao motel, tem esperança de que seu pai tenha saído, mas desanima quando vê seu Impala parado na porta da casa. Suspirando desanimado, ele entra em casa.

Seu pai está sentado na mesa, fazendo balas de sal. Ele olha pra Dean com um rosto que não demonstra emoção nenhuma, enquanto Dean dá uma olhada cheia de raiva para ele.

"Senta. AGORA" O pai dele diz, e Dean se irrita quando percebe que já está se sentando à mesa.

Um bom tempo se passa antes que John resolva dizer alguma coisa.

"As coisas nem sempre são o que parecem" Ele diz, despreocupadamente, mas com um tom de aviso. Normalmente, apenas esse tom faria Dean parar com o que quer que fosse fazer, mas hoje não era um dia normal.

"É? Então o que era?" Dean pergunta, irritado e John para de fazer mexer com as balas pela primeira vez. Por um segundo, Dean acha que vai apanhar, mas o pai simplesmente tira um cartão do bolso e passa para ele, com um olhar serio.

Dean pega o cartão e lê:

Margaret Flowers

Florista

8741-2536

"Eu queria fazer uma coisa diferente no dia da morte da sua mãe esse ano"

A realidade atinge Dean como um raio. Seu pai estava comprando flores para sua mãe.

"Pa... pai, me desculpe... e...eu não" Antes que ele pudesse terminar, seu pai lhe deu um forte abraço e os dois começaram a chorar juntos.

"Shh... ta tudo bem Dean" Disse John, tentando acalmar o pequeno caçador.

Ele era o único que entendia como Dean se sentia, pois Sam era muito novo, não se lembra dela.

Quando Dean parou de chorar, John o soltou e Dean parecia se lembrar de algo.

"E o Sammy?" Ele perguntou, preocupado. Havia largado o irmão sozinho na frente de casa, mas não sabia se ele havia corrido atrás dele ou se ele tinha chegado a entrar em casa. Como pode se descuidar assim? Sua missão era de mante-lo seguro!

John então ficou mais serio.

"Ele entrou em casa chorando dizendo que você tinha deixado ele para trás, e depois que se acalmou me contou toda a historia, então eu expliquei pra ele o que tinha acontecido e ele foi pro quarto."

Dean se acalmou. Pelo menos o Sam estava bem.

"Amanhã eu quero que você peça desculpas por ter feito o que fez. Ele pensou que você estava bravo com ele, que não gostava mais dele. Entendeu?"

"Sim senhor"

"E você está de castigo por isso, mas amanhã a gente resolve melhor as coisas. Vai dormir OK?" John disse, e observou enquanto o filho se dirigia para porta do quarto que dividia com o irmão. Antes que ele entrasse, porém, Dean parou na porta e se virou.

"Pai?"

"Sim filho?"

"Eu estou com saudades da mamãe" John teve que respirar um pouco antes de responder, para não chorar pela confissão inocente do filho.

"Eu também, mas amanhã a gente vai visitar ela, e levar flores bem lindas. O que você acha?"

"Você promete?" Os olhos do pequeno caçador se encheram de esperança.

"Eu prometo"

FIM