Andromeda

Ah Andromeda, ninguém jamais perguntou como você se sentiu. Apenas lhe julgaram. Mas você se lembrava, se lembrava de tudo tão bem quanto eles. As madrugadas que passara em claro trocando confidências com Bellatrix, as peças que pregavam nas pessoas em decorrência de sua extraordinária semelhança e o quanto lhe fazia feliz chamá-la de irmã. Ela jamais saberia que o diário que carregava com sigo era escrito em forma de cartas, todas com apenas um destinatário; Bellatrix Black. Doía-lhe não poder compartilhar tudo que estava acontecendo com você, perdera seu ombro amigo e amiga confidente. E você precisava tanto, estava tão confusa. Ah Andromeda, você teve medo de perder a sanidade. Não teve? Você era uma boa aluna, sempre seguia corretamente o que lhe ensinavam. Então porque seu coração dizia o contrario? Ele era um sangue ruim, você deveria sentir nojo dele, mas não conseguia. Nem se quer compreendia mais o significado dessa expressão. Aos doze anos você o vira com a testa sangrando, Yaxley havia lhe atirado uma pedra, e aquilo a incomodou para sempre. O sangue dele era tão vermelho quanto o seu. Ao invés de nojo você sentira compaixão. Você herdara isso de Druella, sentia-se bem ao cuidar das pessoas. E ninguém sabe o quanto lhe doeu nunca mais ouvi-la cantar ou depositar um beijo de boa noite em sua testa, dizendo que a amava. Ninguém sabe o quanto lhe doeu saber que era a ultima vez que via Narcissa dormir tranquilamente em sua cama, enquanto se abraçava a você por medo da chuva. Ninguém jamais saberia do quanto sentiria falta de conversar com ela sobre música, livros e poesia. Ela nem se quer chegara a ver a fita que comprara para ela, era verde, ficaria perfeita em seus cabelos. Quase não conseguira escrever a carta que enviara a seu pai, cada palavra escrita era como uma faca que a feria por dentro, você jamais iria se recuperar. Sentiria falta de passar horas a fio ao seu lado, lendo em silencio, ou discutindo sobre política como se fossem dois velhos amigos. Ah Andromeda, ninguém jamais saberia que todas as noites, quando dava nome as estrelas que podia avistar, estava fazendo uma prece silenciosa por cada um de seus familiares, para que a perdoassem e não deixassem de amá-la. Ao contrário do que pensavam não fora fácil abandoná-los, pelo contrário, fora a decisão mais difícil que já tomara em toda a sua vida. Você os amava Andromeda, e essas seriam para sempre as suas correntes.


N/A: Fim de mais uma fanfic.
Amei escrever sobre a Andromeda, devo ter levado menos de duas horas fazendo isso.
Amo a história dela e até tenho um projeto de escrever uma longa sobre isso, quem sabe?

Se alguém leu poderia, por favor, deixar uma review?

Bjokas, LLB. ;*