Titulo original: 8 Semanas

Autora: Oo-Naruko-oO

Tradutora: Kappuchu09

Disclaimer: Naruto pertence à Masashi Kishimoto, e essa fic pertence a Naruko-chan.

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Cap 2: Viva e deixe Viver

Não podia esquecê-la, não conseguia eliminar essa cena erótica de sua mente que se repetia uma e outra vez sem descanso, tantas que lembrar de uma mais o fez soltar longo suspiro. Naruto inclinou a cabeça fechando os olhos, cruzou os braços na altura do seu peito e se dedicou a meditar em silêncio como fazia desde a noite anterior.

Agora compreendia tudo...

As mentiras e falsas aparências, as escapadas noturnas, os rápidos encontros com homens e suas travessas línguas, os becos escuros...

Tudo ele ocultou atrás de uma vida dupla cuja aparência ante a sociedade e seus amigos era, de sempre a face vista, como um homem entregue ao seu trabalho, cumprindo com sua vida amorosa e o perfeito filho herdeiro de uma grande potencia industrial. Atrás disso tudo se encontrava sua face oculta, onde se mantinha o verdadeiro homem que era um que não se atrevia a ser o que realmente era ao expressar sua livre condição que não era outra senão homossexual, cuidando constantemente em esconder suas mentiras.

Como bem havia deduzido, se tratava de um caso de infidelidade. Mas não de um único individuo, e sim de muitas terceiras pessoas. Pessoas que eram pagas com dinheiro pelos serviços que prestariam.

Naruto abriu o envelope marrom onde continha as comprometedoras fotografias e voltou a comtempla-lás pela décima, não, vigésima... Já nem sabia quantas vezes havia olhado-as. Mas com certeza haviam sido mais vezes do que conseguia se lembrar.

Em diversas fotos, Sasuke tinha a boca entreaberta de forma estúpida e os olhos arregalados, como aquele que é surpreendido em suas ações. Por sorte, o rosto do jovem de cabelos curtos se mantinha em anonimato. Sakura não tinha o porquê de conhecer com exatidão esse tipo de dados, e muito menos tomar represarias contra inocentes. Ao fim ninguém tinha culpa, afinal foi Sasuke que buscará por iniciativa própria esse tipo de companhias.

Pos de novo as fotografias no envelope, com um estranho sentimento de culpabilidade apertando ao fundo de seu estomago. Mas por quê? Não era seu dever desmascarar a verdade? Por que deveria sentir-se culpado agora? Acaso os farsantes não deviam pagar por suas mentiras?

Sacudiu a cabeça energicamente. Que isso importava. Ele era detetive e o caso já estava resolvido. Não tinha sentido ficar sentado em um carro pensando absurdos.

Colocou o abrigo, escondendo o envelope marrom no bolso interior do casaco e saiu do veiculo com decisão. Ao outro lado da calçada, a pouca distancia, se encontrava Sakura dentro da mesma cafeteria onde nos encontramos pela primeira vez, lá se podia vê-la esperando sentada em uma mesa atrás de uma das janelas exteriores.

Cruzou a rua, entrando seguidamente no local com sua habitual segurança e um sorriso conciliador no rosto, que era apenas fachada, pois tentava auto acalmar seus próprios nervos.

A jovem o mirou sorridente, e durante uma fração de segundos, Naruto teve a imperiosa necessidade de sair correndo em sentido contrário, com a certeza de que tudo iria acabar mal. Não compreendia por que demônios estava tão alterado, havia resolvido esse tipo de caso centenas de vezes, inclusive alguns mais complicados. Mas nunca havia notado esse nó em seu estomago a ponto de asfixiá-lo.

Respirando fundo se sentou à frente de sua cliente, saudando-la com alguma apreensão.

- Descobriu algo? – lhe perguntou a ansiosa jovem.

O loiro esfregava suas mãos suadas. Era muito claro como resolver essas situações, havia escolhido as exatas palavras com que lhe diria sem que resultasse muito violenta a verdade. Deu uma leve tossida para aclarar a voz e tremendo abriu a boca.

- O que deseja beber?

Naruto foi pego de sobressalto, com o coração a ponto de sair pela boca. Na lateral direita, uma bela garçonete com dois lindos coques, um em cada lado da cabeça e um uniforme oriental nada compatível com o local, me olhava esperando para anotar meu pedido em um pequeno bloco que levava entre suas mãos.

Desviei rapidamente meu olhar para a mesa e apontei com o dedo a xícara de chá que estava em frente a Sakura.

- O mesmo que ela, por favor. – disse inseguro notando como lhe bombardeavam as cenas dolorosamente. A garçonete acenou com a cabeça se retirando.

- E bem? – voltou a perguntar Sakura inclinando-se sobre a mesa em atitude reservada. – À noite Sasuke voltou a chegar tarde em casa, e também bastante nervoso, ainda não consegui que me disse-se nada... Aconteceu algo?

O loiro levou uma mão ao peito apertando por sobre o casaco as comprometedoras fotografias que ocultava. Eram apenas três letras, uma palavra simples de confirmação. Algo tão simples de articular que não entendeu como demônios sua boca pronunciou o contrário.

- Não.

E essa negação continuou ressonando com força em sua mente durante vários segundos.

- Não? – questionou duvidosamente Sakura.

- Não. – Voltou a negar atropeladamente. Sobre seu rosto começam a acumularem-se pequenas gotas de suor que sabia que era por causa da culpabilidade, encobrimento, cumplicidade.

- E aonde ele foi? – perguntou insegura.

As lembranças de todos os dias que havia investigado Sasuke começaram a passar em grande velocidade por sua mente, mas não encontrava nada especial para responder a pergunta. Merda de vida que tinha aquele desgraçado!

- Tem... Tem um gato – falou quase que por inércia, sem muita convicção, recordando de repente esse pequeno detalhe. – Sim, Sasuke cuida de um gato de rua, e todos os dias... Lhe dá... De comer.

As finas sobrancelhas da jovem se curvaram confusas.

- Um gato? – perguntou incrédula – Está me dizendo que Sasuke não chega em casa porque fica dando de comer a... Um gato?

Os calores da morte começaram a recorrer em quantidades industriais pelo corpo de Naruto, que cada vez se mexia mais na cadeira com nervosismo. A situação estava saindo do controle. Quem demônios o havia obrigado a mentir! Com um impulsivo movimento Naruto se levantou da cadeira ao mesmo tempo em que a jovem dos coques lhe trazia sua xícara de chá.

- Tenho que continuar investigando. – falou tentando sair dali e esquivando-se da jovem garçonete, que aturdida, não soube se deixava a xícara sobre a mesa ou não. – Preciso de um pouco mais de tempo.

- Mais tempo? Quanto? – a jovem de cabelos rosados se levantou por sua vez tentando parar o detetive, que passou apressado, e que já caminhava para a saída.

- Não sei. Avisarei-lhe quando souber de algo. – Foi sua breve resposta antes de desaparecer pela porta e entrar no carro.

Se houvesse sabido o que uma simples confirmação podia acarretar-lhe um grande prazo em sua vida Uzumaki Naruto não teria duvidado em substituir esse não, por um retumbante sim.

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Covarde.

Odiava essa palavra e todas as conotações negativas que ela lhe produzia atingindo o seu orgulho. Nunca havia sido um covarde, sempre havia enfrentado a todos os problemas com a cabeça erguida, ainda que soubesse de antemão que isso iria produzir dolorosos golpes.

Covarde. Voltou a ressonar forte em sua mente.

Não era um covarde!

Mentiu por ele. Foi um álibi. Faltaste no teu trabalho

Cala a boca!

Não quis delatá-lo. Não quis obrigá-lo a romper com sua vida. Não quis que ele desaparecesse da sua.

Mas que demônios estava fazendo? Brigando com sua própria mente?

Está perdendo o juízo, Uzumaki.

Havia transcorrido dois dias desde a última vez que viu Sakura naquele café e nem sequer havia se dignado a chamar - lá novamente. Ainda não tinha nada para dizer. Não havia continuado a investigar o moreno por receio de ser reconhecido ou que houvesse colocado sistemas de segurança e alarmes a sua volta.

Por que demônios teve que mentir? Por que ocultou a verdade?

Nunca havia feito tal coisa, sua palavra sempre havia estado à cima de tudo. Gostava do seu trabalho, era atrevido e estimulante, perseguir o suposto malfeitor, resolver o caso para impor justiça em um mundo praticamente corrompido. Adorava ser detetive.

Mas com Sasuke, simplesmente não pode. Pela primeira vez em seu trabalho havia experimentado um grande sentimento de culpa e foi fechado em banda insistindo que precisava seguir investigando ainda sabendo que era mentira. Havia sido apenas uma desculpa banal para desaparecer dali o mais rápido possível sem abrir a boca para delatá-lo.

E agora se sentia miserável por não ter contado a verdade a sua cliente.

Parou em frente às portas de seu trabalho, com os olhos observando o logotipo onde se podia ler despacho de detetives Sannin.

Havia tentando evitar descaradamente seu chefe, ele perguntava todos os dias pelo seguimento do caso. Mas que demônios ele podia lhe dizer? Mais mentiras? Mas evasões?

Sem querer pensar muito mais sobre o tema da sinceridade, pelo menos não ate resolver seus problemas internos, Naruto cruzou as portas de vidro do trabalho em direção ao seu escritório. Pelo canto de olho distinguiu a figura de Sai apoiado na mesa de recepção, incomodando com suas perguntas estranhas de novo a pobre Hinata, que estava sentada atrás da mesa da recepção.

Maldito intrometido, fanático por livros de doenças humanas.

Por mais que tentava compreende-lo, não entendia como Sai havia parado no mesmo gabinete de detetives que si. Simplesmente um dia apareceu ali, com esse sorriso eterno e inexpressivo no rosto e seus comentários mordazes, dizendo que Jiraya o havia contratado e que havia lhe contratado para ser seu companheiro de trabalho. Nem preciso dizer que os primeiros anos foram odiosos e que decorreu uma estranha relação de rivalidade-ódio profunda. Sai era uma pessoa estranha. Mostrava uma aparência fria, carente de sutileza e sem capacidade de sentir alguma emoção, fruto de uma trágica infância que ainda me estremeço ao lembrar. Por sorte com o tempo sua relação foi melhorando e Sai tentou se abrir um pouco mais com as pessoas, ainda que se esforçasse para ser amistoso nem sempre dava o resultado esperado.

- Sabe, faz pouco que li em um livro que praticar sexo ajuda a vencer a timidez. – escutou Sai que dizia com seu habitual tom indiferente e esse impertérrito sorriso que sempre mantinha nos lábios. – Você mantem relações sexuais com alguém ultimamente, Hinata?

Hinata era outro caso em excepcional. Tão pouco compreendia como a mulher havia acabado trabalhando como secretária no escritório com esse caráter tão tímido e reservado que lhe provocava uma constante falta de determinação e confiança até para responder um telefone. Porém, ainda se podia ter uma vaga idéia de por que foi contratada. Jiraya gosta de muitas curvas, sobretudo as da frente...

- Sai-kun – sussurrou a jovem desviando o olhar para seu voluptuoso peito completamente ruborizada. – Não deveria fazer esse tipo de pergunta a uma mulher.

- Mas Jiraya-san lhe pergunta muitas vezes. – prosseguiu confuso.

- Jiraya-sama não é precisamente um cavalheiro... – murmurou consternada.

- Mas eu li em um livro que...

- Sai!

O jovem detetive virou o rosto por cima de seu ombro, e por um instante seu resto articulou um gesto que se parecia com um de alegria. Naruto o observava a poucos passo dele, com o cenho franzido.

- Maldito pervertido. Disse-te a semana passada para parar de ler os livros dessa biblioteca.

Os negros olhos de Sai se desviou relutante para um lado com um pequeno momento de desgosto em seus franzidos lábios.

- Mas é uma fonte de conhecimento e sabedoria. – retrucou.

- E, sobretudo que é pra deixar de fazer esse tipo de pergunta a Hinata. – voltou a recordar cruzando os braços de forma desdenhosa. – Não vê que suas pergunta a incomodam?

- Eu só estou tentando ajudar.

- Teus métodos não são efetivos, Sai. Depois de três anos já deveria ter se dado conta.

Naruto agarrou um dos braços dele com força obrigando-o a caminhar em direção ao seu escritório para que não pudesse mais atormentar a jovem.

- Na...Naruto-kun – chamou com nervosismo Hinata antes que ambos desaparecessem de sua vista. Este se virou para ver como, com temerosos movimentos, a mulher se levantava pegando um dossiê sobre sua mesa. – Jiraya-sama me mandou dar isso para você. É um... Um novo caso para investigar, e também há... Há alguém que...

- Outro? – interrompeu com um rosto apreensivo ao ver os arquivos. – Mas ainda não terminei o que eu tenho.

- Sim o terminou. – disse Sai – Li o informe final que fez sobre o caso e cumpriu com o que sua cliente pediu. A investigação está encerrada.

Ao ouvir o comentário, Naruto virou o rosto para seu amigo mostrando pela segunda vez um resquício de mau humor.

- Quantas vezes eu tenho que dizer que não fique mexendo no meu escritório? O caso não esta encerrado. – negou sinistramente – Ainda não pude falar com minha cliente.

- Por que não? Já fazem dois dias que tinha que ter dito. Nada deveria ter impedido tua obrigação, a não ser... Que tenha transado com ela.

- Que? Claro que não!

- Com sua irmã?

- Não!

- Com seu namorado?

- Não!

- Estou perdendo o interesse por essa história.

Esgotado, Naruto esfregou suas têmporas com força, parando seus oportunos instintos homicidas.

- Sabe, há pouco tempo li em um livro que a masturbação é o melhor remédio para o estresse e, além disso, pode ajudar a prevenir câncer de próstata e controlar a ejaculação precoce. – prosseguiu Sai com calma como se estivesse lendo o livro naquele momento. – Faz muito tem que não se toca?

- E você sabe por aonde pode meter esses teus malditos livros...?!

- Pode perguntar pro cara que está n teu escritório.

- Mas é claro que... Que? – o loiro demorou uns segundo para compreender com claridade as palavras de Sai e outros tantos para elaborar a pergunta correta. – Que cara?

- É... é o que eu tentava te dizer – murmurou Hinata brincando nervosamente com seus dedos indicadores – te... Tem uma visita.

O loiro arqueou uma sobrancelha, hesitante, e com passos inseguros foi ao seu escritório. Ao abrir a porta seu sorriso se comprimiu em um de assombro e estupor. O nó voltou a apertar seu estomago, sentiu um estranho calafrio passar pela espinha e o coração, tão acelerado ultimamente, voltou a bater com força.

Ainda que se encontre de costas reconhecia a perfeição da forma despontada de seus cabelos negros, as roupas caras e limpas que costumava vestir e a fibrosa figura que tanto havia observado durante seguidos dias.

A ação de caminhar demorou alguns segundos para chegar aos pés de Naruto, que com uma ultima olhada nervosa aos seus companheiros, fechou a porta atrás de si, agitando os ombros e recompondo a postura com firmeza.

- O que faz aqui? – perguntou inseguro sem reconhecer sua própria voz. – Como me encontrou?

O inesperado convidado se limitou a apenas virar o rosto por cima de seu ombro de forma calma, franzindo energicamente as sobrancelhas.

Seus olhos de um negro infinito pareciam ainda mais brilhantes que naquela noite.

Com uma bufada apática, Sasuke se virou por completo, deixando seu peso se apoiar no canto da mesa do escritório onde há alguns segundos atrás recaia sua atenção.

Em silêncio, os dois se observavam desafiantes. Naruto manteve o olhar estóico em Sasuke, que girava os olhos, o observava intenso e perturbador, criando uma desagradável tensão no ambiente.

- Não é o único que sabe seguir as pessoas.

Sasuke olhou de canto de olho a janela do escritório, da onde viajaram aos olhos do loiro com velocidade.

Maldição. Outro detetive. Pelo tom usado e esse claro gesto de confiança, Naruto teve a plena segurança de que o moreno havia contratado outro rastreador profissional expressamente para encontrá-lo e abastecer-se de informações privadas.

Seus sentidos de alerta voltaram a concentrar-se em Sasuke, quando este pegou com premeditada lentitude de sua mesa uma pequena placa de metal onde estava seu nome.

- E levando em conta que é um péssimo detetive não foi muito difícil de localizá-lo, Uzumaki Naruto.

As mãos do loiro se fecharam com força em forma de punhos, apertando tanto a mandíbula que os dentes rangiam. Quem era esse bastardo para criticar seu trabalho como detetive? Com alguns passos terminou com o espaço que os separava, tirando com um movimento brusco a placa das mãos do moreno.

- Quer espiar alguma coisa sobre minha mesa? – inquiriu irritado enquanto guardava com dissimulado desenvoltura os dossiês, entre eles o de Sakura.

Noto um perceptível movimento de canto de olho e se manteve alerta ainda que aparentasse estar distraído. Sasuke havia se inclinado sobre ele, tanto que quando o moreno falou novamente, sentiu o quente alito roçando-lhe a orelha, estremecendo-o como uma cosquinha.

- O que acha que posso querer? – insinuou irônico em tom confidencial.

Naruto deixou de respirar.

Não estava seguro de qual seria a resposta correta. Vinham tantas a cabeça e todas elas na ultima posição em que o fotografou...

- Sou detetive, não adivinho. – disse tentando parecer calmo.

Os lábios de Sasuke se curvaram arrogantes em um meio sorriso. Apoiou uma mão sobre a mesa virando o rosto até que seus acentuados olhos se conectassem com o azul do céu.

- Quero as fotos, evidentemente. – pronunciou com um tom autoritário dos quais não aceita um não como resposta. – Juntos com os negativos e seu silêncio.

Essas poucas palavras o fizeram compreender por completo a situação em que estava envolvido. O moreno sabia que as fotos não haviam chegado ao seu destino, seguramente por que depois do que ocorreu Sakura seguia comportando-se como uma noiva atenta e carinhosa, ingênua e fora da realidade.

Ainda assim, não quis tentar sua sorte e falar mais do que devia. Todavia podia consertar o erro que havia feito ao não entregar as fotos.

- E o que te faz pensar que eu as tenho? - replicou no mesmo tom seco e desafiante no rosto.

Os agis dedos de Sasuke agarrarão com força a gola do casaco do detetive, aproximando-se ameaçadoramente.

- Acha que sou um estúpido? – murmurou com um tom arrogante – Se Sakura as tivesse não estaria agora perdendo meu tempo com alguém como você.

Então foi isso. Sutilmente tentava descobrir se sua noiva havia sido a pessoa que o contratou. Ou ao contrario, pelo menos descartar um.

- Eu não disse a quem vou da-las. Não faça suposições errôneas. Há outros meio de comunicação que pagariam muito bem por essas fotos. – disse-lhe – E levando em conta que é o herdeiro de uma companhia muito importante no país, estou certo de que me ofereceram um bom preço.

Um perigoso grunhido semelhante a uma advertência chocou contra a boca úmida do detetive enquanto os olhos negros o observavam durante eternos segundos com atenção. Tão perto e intimidantes, que podia ver-se refletido em suas pupilas.

Tranqüilize-se, pensou o loiro para si mesmo. Agüente seu olhar sem pestanejar. Não hesite, não fique nervoso. Mas sempre soube que não tinha jeito para mentir. E conforme mais repetia essas palavras de consolo, mais começava a pestanejar, a suas e sobre tudo a hiperventilar. Tanto que sua integridade e segurança haviam se diluído, deixando-o descoberto.

Com um inesperado empurram, Sasuke soltou seu agarre fazendo assim com que o loiro retrocedesse vários passos em um precário equilíbrio.

- Mente.

Sem esperar que contradissesse suas palavras, Sasuke pôs a mão no bolso interior de seu terno que vestia para retirar de lá uma caneta e um talão de cheques aonde escreveu uma cifra com muitos zeros.

- Com isto tem mais do que o suficiente. – falou arrancando uma folha de uma lateral e oferecendo-a desdenhoso. – Não quero saber quem te mandou me seguir, nem a quanto tempo o fez. Apenas me dê as fotos e encerraremos este assunto.

Perplexo, Naruto ladeou a cabeça ao mesmo tempo em que a inclinava levemente para assim poder observar melhor esse papel, e abriu os olhos desorbitadamente, retrocedeu torpemente esquivando-se do gesto, sem deixar de olhar horrorizado a grande cifra de dinheiro escrita no cheque.

Um suborno. Que outra coisa podia esperar que lhe oferecesse? De repente se sentiu terrivelmente decepcionado.

- Está tentando me comprar? – perguntou vacilante, ainda que soubesse a resposta.

Sasuke virou a parte escrita do talão a sua direção, e voltou a girá-la para Naruto, movendo-a distraidamente no ar.

- É evidente que sim. Ou acaso é idiota?

O detetive voltou a dar outros passos para trás, negando freneticamente com o rosto.

- Não, eu não sou comprado. – apressou a esclarecer o como se sentia insultado com a proposta – Não sou desse tipo de pessoas.

- E que tipo é? – rebateu rapidamente – Se intromete na minha vida, viola deliberadamente a minha intimidade seguindo-me e tirando fotografias contra a minha vontade, as mantem em seu poder como se tivesse posse sobre elas, e ainda tem a cara-de-pau de me dizer que não é esse tipo de pessoa.

- Sou detetive, para o que acha que nos contratam senão para descobrir segredos obscuros? – falou defensivamente.

- Se você é um detetive por que não cumpriu com o seu trabalho? Por que disse pra ela? Acaso pensava conseguir mais dinheiro alargando-o? – com passo decidido avançou no loiro, até ficar a escassos centímetros de seu rosto. – Conheço esse tipo de lixo como você. Isso é o que você é, um bandido.

- Esta enganado! – interviu machucado – Não quero seu dinheiro, nem sequer o cobrarei.

- Então o que demônios quer?

- Quero que você diga! – gritou sem saber muito bem o que dizia.

Segundos depois, o compreendeu, era uma possibilidade, a melhor neste caso. Se conseguisse que fosse Sasuke quem por vontade própria reconhecessereconhecesse e fosse Sasuke quem por vontade propria o tirando fotografias contra a minha vontade, as mantem em seu poder como seus próprios erros, não teria que passar pela péssima situação de ter que entregar as fotografias, sua consciência deixaria de atormentá-lo e não precisaria mais mentir.

Surpreendido do que seus próprios pensamentos acabavam de revelar-lhe, levantou o olhar para Sasuke, que mostrava uma expressão bastante confusa.

- Que?

- Diga o que é. Diga a sua noiva que gosta de homens. - finalizou.

Sasuke o olhou fixamente durante longos segundo com perplexidade, como se tratasse de uma estatua de pedra, antes que seus lábios se curvassem lentamente e um grunhido parecido com uma risada brotasse de sua garganta.

- Definitivamente é um idiota. - falou divertido, dando meia volta e caminhando para a saída.

- Diga - Repetio Naruto autoritário.

- Não tenho nada que dizer. - gritou voltando-se de médio lado com o rosto enfurecido - Eu não sou gay.

- Bastardo mentiroso, e o que fazia naquele beco beneficiando-se com um oral? - assegurou-se sem deixar-se intimidar.

- Isso não te importa.

Com um gesto depreciativo, Sasuke retornou seus passos não querendo seguir com aquela conversa inecessaria.

- Então direi eu. - desafiou ladeando a cabeça com determinados olhos. - Lhe darei as fotos, e aonde vai todas as noites em tuas escapadas e como elas terminam.

Os passos do Uchiha ressonaram fortes no solo do escritório quando o atravessou por completo para agarrar intimidante o detetive com uma mão na gola da camisa e acurralando-o de costas na parede.

- Tu não sabes de nada! Meu ouvi... Nada! - gritou aproximando-o de si com uma sacudida e inclinando-se irritado - Quem diabos acha que é pra me dizer o que tenho que fazer? Quem te deu o direito de interferir na minha vida? Quem?

Naruto podia sentir o temor de ira que era emitida pelo corpo dele, a força com que lhe sustentava, a grave voz retumbando como um martilho em seus ouvidos e o fresco alito chocando contra sua boca. Queria tê-lo contestado, mas não conseguiu ao ver a intensidade de seu olhar.

- Como quero levar minha vida e minha parceira é unicamente do meu interesse. - disse rude, com o rosto franzido - Não tenho por que lhe dar explicações.

- Mas ela me contratou por que...

- Ela não tem direito de se meter nos meus assuntos! - rugiu com força sobressaltando ao loiro.

O rosto de Sasuke se contraiu repentinamente em desespero, não parecia ele, pelo menos não o Sasuke que havia estado seguindo durante a última semana. Compreendia sua atitude recente ante a nova situação inesperada que se via envolvido, revelar seus segredos, enfrentar conflitos de todo o tipo e se o perdão não chegasse, ele faria uma nefasta resolução que romperia completamente com sua vida.

Mas o que acontecia a ela? Não havia pensado em seus sentimentos e no dano que lhe causaria ser enganada uma e outra vez? Supõe-se que duas pessoas se unam porque compartem um sentimento recíproco, amor, confiança, fidelidade, três emoções que havia violado várias vezes em suas escapadas.

Então, por qual razão que iria se casar com ela?

- Por acaso não a ama?

O som da porta do escritório se abrindo tomando a atenção dos dois jovens, que com um rápido movimento, se distanciaram de sua comprometedora posição.

Sai deu vários passo para o interior da sala sustentando um olhar sereno a Sasuke.

- Escutei gritos. - pronunciou com sua habitual inexpressividade como quem diz 'o tempo vai ser bom amanhã'.

- Não ta acontecendo nada Sai. - se livrou Naruto olhando de canto de olho para o Uchiha. - Só estávamos discutindo diferentes pontos de vista.

Seu companheiro acenou conforme a resposta, mas não manifestou intenção alguma de abandonar o escritório. Entrelaçou os braços a altura do peito e se dedicou a observá-los.

Sasuke franziu o cenho incomodo com a nova presença. Podia continuar com uma grande munição de ameaças com o sem sua presença ali, até que conseguisse tirar dali as fotografias e seus negativos, mas a situação havia mudado com essa interrupção, e ainda que continuasse ali disposto a abordar o tema, preferiu não insistir.

Tinha a estranha segurança de que o detetive não iria entregar essas imagens.

Girou de novo até o loiro, e se inclinado perceptivelmente até ele, lhe sussurrou confidencialmente.

- Isso não ficará assim, Uzumaki Naruto.

Sem dizer mais nada, deu meia volta e saiu displicente do escritório batendo a porta, não sem antes dedicar um ofensivo olhar ao jovem importuno.

- Quem é? - perguntou Sai curioso

Naruto se deixou cair visivelmente esgotado sobre a confortável cadeira atrás de sua mesa.

- O noivo de uma cliente.

- Pois parece como se estivesse sofrendo por dentro. - falou levando uma mão ao queixo, pensativo. - Poderia ser uma ulcera ou que não vai vezes suficientes ao banheiro.

Naruto suspirou consternado, sem gesto de estar prestando atenção em seu companheiro. Pressentia que esta seria a primeira pedra de um longo caminho que iria seguir.

- Ou provavelmente as duas coisas - insistiu - Tenho certeza que faz muito tempo que não mete.

Continuará...

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Nota da Autora: Isso... todavia é Sai quem demonstra xD pelo menos sabemos que quando precisa se 'aliviar' um pouco ele pode ir ver seus amigos de vida alegre e enfadonha língua.

Segundo encontro violento entre esses dois, asseguro que o terceiro promete. E ao final, Naruto não lhe deu as fotografias nem a um nem a outro. Acaso quer ficar pra si mesmo? Que cara mais esperto xD

Nota da Tradutora: bem, aqui 'ta o segundo capitulo, sinto se demorei muito, mas é que sou muito preguiçosa ç.ç \õ/ de antemão já peço perdão pelos erros de digitação, mas realmente sou muito preguiçosa [2] :D'

O que dizer desse capitulo? Só que nyaaa,, SM rula *-* aoskaoskao' [/taparei ;x'

E mais uma vez, agradeço a Naruko-chan por me permitir traduzi - lá.

Resposta das Reviews:

VioletaNegra: aham, é como dizem ou corre ou o bixo pega... se bem que se o bixo for o Sasuke reconsideremos a parte do correr [/taparei ;x' [2]

beem, respondendo a tua pergunta a Naruko-chan já postou cerca de 6 capítulos '-'

E sobre atualizar rápido, depende o que tu consideres rápido, se o cap. 2 foi então será sim #)' obrigada por ler *-*' bye

Hikaro: aham, aham Naruko-chan é um genia oaksoaks' [/ésério u.ú'

Obrigada por ler *-*' bye

Lariih: é, eu também adoro, muitas histórias em espanhol me encantam tbm :D'

Obrigada por acompanhar *-*' bye

Takahashi: arigato por ler, espero que continue a lhe agradar assim como me agrada. *-*' bye

Uzumaki. Nah-chan: não se preocupe não a abandonarei, e já usando esse espaço, onegai poste volterra *-* oaksoaksao' bye

Hanaee: nyaaa,, arigatou por ler *-*'

beem, a fic original é em espanhol entao beta que saiba inglês não vai me servir muito aoksoaksa' mas pode deixar, cuidei ao máximo pra que não houvesse erros, ou pelo menos não os que dificultem a leitura, neste capitulo... Mas sempre escapa ç.ç' bye :D'

loveDeidara: aham, Naruko-chan escreve divinamente *-*'

Obrigada por estar acompanhando a tradução. bye