Titulo original: 8 Semanas

Autora: Oo-Naruko-oO

Tradutora: Kappuchu09

Disclaimer: Naruto pertence a Masashi Kishimoto, e essa fic pertence a Naruko-chan.

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Cap 03: O que está mal... Tende piorar.

Sete semanas antes...

- Isso não ficará assim, Uzumaki Naruto.

E desde aquele momento podia ter certeza que não ficaria assim. Se pensava que Sasuke não faria nada a respeito estava muito equivocado.

Não voltou a vê-lo, nem se quer o telefonou, mas sabia que o bastardo estava atrás dele, pressionando-o. Primeiro com chamadas anônimas; as que basicamente se fundamentavam em ameaças e subornos. Segundo, colocando vários detetives privados assediando-o constantemente; fotografando-o diariamente, remexendo em seu passado, buscando a oportunidade para acurralá-lo com seus 'podres'. Terceiro, invadindo seu escritório em um assalto com intenção de roubo, que para seu completo azar não conseguiu encontrar as tão preciosas fotografias já que, provisoriamente e por medidas de segurança, as retirou do escritório na noite anterior, guardando-as em um cofre.

E finalmente, não contente com as três tentativas anteriores, colocou a presença de fortes e intimidantes subordinados na mesma porta de sua casa; dos quais não duvidavam em nenhum momento sobre se meterem em qualquer que fosse seus casos. Impedindo que realizasse corretamente o seu trabalho.

Ainda que a paciência nunca tivesse sido uma das virtudes de Naruto, podia ter continuado ignorando essas chamadas, podia continuar suportando os detetives que o fotografavam, demônios, até podia resistir aos assédios dos robustos vassalos... Mas o que não iria permitir de nenhuma forma, é que se atrevessem a interferir nos assuntos de pessoas inocentes.

A última gota foi uma carta anônima que recebeu no dia anterior, cujo único conteúdo era uma fotografia. Não uma qualquer, e sim uma em que apareciam abraçados e em uma atitude carinhosa ele e seu ex-namorado, Gaara.

"Já está na hora de fazer-lhe uma visita, não acha?" estava escrito no verso com uma caligrafia impecável.

Filho da puta.

Sabia jogar bem suas cartas, sobretudo com as informações do passado. Pelo que pode comprovar até agora, Sasuke sabia que não conseguiria nada pressionando ele, assim que optou por outra linha de ataque. Tornar impossível a vida das suas pessoas mais queridas.

Mas definitivamente não o deixaria vencer.

De nenhuma maneira se deixaria vencer.

Esse bastardo não se sairia com as suas.

- Vai pro diabo!

Começou a marchar depois de ter esperado um tempo mais que razoável desde que o viu sair da casa na primeira hora da manhã. Observou com cautela os dois lados da rua, antes de tentar atravessar a estrada camuflado entre a multidão até a porta do domicilio. Olhasse para onde olhasse, via um par de olhos discretamente o observando.

O jogo estava prestes a acabar. Sua última carta seria colocada virada pra cima. Assim aprenderia que com Uzumaki Naruto, não se brinca.

Respirou fundo uma vez chegado ao seu destino.

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Comprovou pela terceira vez que havia posto em sua bolsa tudo necessário para um longo e tedioso dia de trabalho, e com um gesto mecânico fechou o zíper.

Frente ao espelho de sua cômoda, Sakura penteava os cabelos rosados com aparente desinteresse enquanto deixava sua mente devagar de novo sobre aquele artigo de revista que havia lido no dia anterior na cafeteria do hospital. Um que tocava precisamente o conteúdo de suas inseguranças.

"Se pensamos em por que nosso parceiro pode chegar a ser-nos infiel, concluímos que possivelmente não se sente seguro compartindo certas características com sua parceira, e por isso, buscam em uma terceira pessoa tudo aquilo que não é capaz de dizer, pedir, ou fazer a sua parceira."

Discordava profundamente com aquele artigo.

Estavam juntos mais de cinco anos. E entre eles havia confiança suficiente para contar tudo. Medos, inquietudes, gostos ou rejeições. Não havia segredos em sua relação, pelo menos por parte dela, e fora essa última etapa rebelde pela qual Sasuke passava, nunca antes havia parecido que estivesse lhe ocultando nada.

Se fosse se basear nesse estúpido artigo de revista... Que coisa que Sasuke não era capaz de pedir, para que tenha que buscar uma terceira pessoa?

Não queria ser presunçosa, mas se si tratava de algo relacionado com o âmbito sexual...

Não, isso era impossível. Sasuke estava mais que satisfeito nesse sentido.

Por esse motivo seguia sem compreender o que o levava a buscar outros braços quando ela lhe oferecia tudo, sem restrições. Sasuke sabia perfeitamente que sua noiva estava disposta a fazer qualquer coisa por ele. Por mais estranha que essa se resultasse.

Frente ao espelho suspirou desanimada enquanto seus pensamentos voltavam a terra e seus olhos voltavam a contemplar seu reflexo.

Talvés estava ficando um pouco paranóica com o tema e Sasuke tinha outras razões de força maior para escapar em horas incertas sem que a razão terminasse em infidelidade.

Definitivamente de hoje não passava. Quando voltasse do trabalho, pensava em falar seriamente com ele.

Deu uma última olhada em seus cabelos perfeitamente penteados, pôs a bolsa sobre o ombro e saiu disposta a enfrentar com energia outro duro dia de trabalho no hospital.

Quando seus passos chegaram a entrada contemplou no chão, apoiado em uma parede, um objeto inanimado ou no caso uma maleta negra de couro. Coisa que chamou sua atenção por uns segundos, antes que substituísse sua surpresa por outra maior.

Toc, Toc, Toc.

Uns rápidos golpes foram escutados do lado de fora da casa. Nem se incomodou de dar uma olhada pela vigia da porta antes de abri-la, de todas as formas ela ia sair nesse exato momento.

Seu rosto se contraiu em um estranho sorriso de alivio e de incerteza ao reconhecer o rosto do homem parado no corredor. Esperava ansiosa noticias suas, ainda que nunca pensasse que se encontrariam de novo, sem encontro marcado, em um lugar tão perigoso como era seu apartamento.

- Naruto?

- Olá! Desculpe-me por ter vindo sem avisar, realmente este não é meu modo de agir nesses casos... – se desculpou o detetive com certa vergonha, tentando não olhar diretamente a sua cliente.

- Não, não se preocupe. Não está em casa. – apressou em rebater com nervosismo.

- Eu sei. Eu o vi sair a mais ou menos uma hora – assegurou-se como quem diz silenciosamente, que estava esperando até que saísse de casa. – Posso entrar?

- Oh, sim claro. – a jovem se pos ao lado, fechando a porta atrás de suas costas instantes depois. – Me surpreendeu sua chegada. Faz vários dias que estou tentando-me contactar contigo.

- Desculpe. Tenho estado muito ocupado ultimamente. – inclinou o olhar para o envelope marrom que portava entre suas mãos.

Ia fazer. Estava mais que decidido. Só tinha que esticar o braço e entregar as fotografias. Não tinha que dar nenhuma explicação, não havia lugar para perguntas, as imagens falariam por si só. Mas por alguma estranha razão seu corpo não se movia.

A presença da jovem, muito perto dele, tão pouco ajudava muito. O inquietava, Sakura fazia que seu coração batesse mais forte em seu peito, tão perturbadoramente que não recordava a última que ocorreu algo similar.

Talvés o nervosismo, talvés a atração, mas com certeza toda a integridade e segurança com que havia chegado começavam a diminuir, próxima de desaparecer. Tanto que como na vez anterior meditou em dar meia volta e sair correndo no mesmo instante.

- Então... Tem algo interessante para me contar?

- Bem, pode-se dizer que sim. – notou com a boca ficava seca e a respiração entrecortada. Apertou entre seus dedos o envelope marrom, capturando ar com esforço.

Nunca antes havia custado tanto revelar as provas concluintes de um caso, e muito menos em um de infidelidade. Mas definitivamente estava mais que decidido de fazê-lo. A atitude déspota de Sasuke o havia forçado a chegar a uma conclusão.

Faria o correto.

Umedeceu os lábios, respirou várias vezes, e depois de um pouco de tempo, decidiu contar a verdade que levaria Sasuke direto ao purgatório.

- Sabe, tenho estado pensando muito sobre esse assunto – Sakura se adiantou freando sua iniciativa de avançar – Sasuke é uma boa pessoa, o conheço, sei que ele não faria nada que me ferisse. Às vezes é um pouco arrisco, e se deixa levar por seu temperamento. Mas tem um bom coração. Estou segura de que tudo isso tem sido um ridículo equivoco... Certo?

Levantou o rosto, e Naruto pareceu ver um resquício de esperança no bonito semblante da jovem, que com anseio, esperava sua aprovação.

E então hesitou...

Não podia. Não queria dizer a verdade. Não poderia suportar ver a desolação, a angustia nem nenhum outro resquício de tristeza rondando o rosto na mulher, como tantas vezes havia contemplado anteriormente.

Suspirou desarmado, pôs uma acalmadora mão sobre o ombro da jovem e deixou de lutar contra seus princípios.

- Tranqüila. Seu namorado não te esconde nada.

Um agradável calor inundou o seu peito quando o rosto de sua cliente se iluminou indiscutivelmente feliz pela boa noticia.

- Tem certeza disso?

Não, claro que não. Era a maior mentira que havia contado em toda a sua miserável vida e continuava sem compreender porque continuava a proteger esse bastardo, que podia ser qualquer coisa menos boa pessoa. Havia indo ver-la com um propósito claro. Deixar de se envolver nesse caso e contar a verdade.

Mas essa verdade inesperadamente havia sido tapada com mais mentiras, até o momento em que se deu conta eu não podia voltar atrás.

Teve que lutar contra o nó em sua garganta antes de voltar a mentir.

- Absoluta.

As bochechas da jovem coraram ligeiramente e um tímido sorriso se formou em seus belos lábios, um que não se contentou em ser retraída, cresceu e cresceu até que se tornasse um grande sorriso de alegria. Os belos olhos verdes brilhavam com ilusão.

- Isso é fantástico. – falou com ternura. Inclinou levemente o rosto para frente e quando voltou a levantar, percebeu que ainda tinha uma dúvida – Mas então... Aonde vai de noite?

Naruto abriu a boca para responder, mas em seguida fechou-a com o mesmo gesto. Que pretexto convincente poderia usar?

- Provavelmente esteja um pouco cansado com seu trabalho e os preparativos do casamento. Precisa de um pouco de tempo pra ficar sozinho, relaxar, encontrar um pouco de paz interior... Já sabe essas coisas – para sua surpresa acertou ao dizer. Ainda que não viesse nenhuma outra idéia a sua cabeça que não fosse suas partes baixas tendo um orgasmo ou vingar-se de alguém.

- Entendo, realmente, vindo de Sasuke isso é algo razoável. Sempre foi uma pessoa muito independente e um pouco solitária... – para não dizer anti-social, violento, egocêntrico – Você acha que talvés seja bom para nós, irmos a um conselheiro matrimonial?

Naruto encolheu os ombros sem saber o que quiser. Ainda que no fundo estivesse certo de que se a jovem obrigava seu noivo a ir a um conselheiro matrimonial, acabaria com a sobrancelha franzida pelo resto da vida.

- O que tem ai?

O detetive desceu o olhar para suas mãos e se assombrou ao ver que as estreitava com força entre seus dedos. Por um momento até se esqueceu das fotografias.

- Não, não... – apressou a negar com nervosos movimentos escondendo-o atrás de suas costas. – Isso não é pra você.

O barulho de um sino desviou a atenção de ambos para o solo, e ali, lambendo as patas dianteiras, se encontrava um animal peludo curiosamente conhecido.

- Esse gato...

- Sim, é ele mesmo. – Assegurou a jovem predizendo seus pensamentos. – Como me disse que Sasuke se dedicava a cuidar-lo e por isso voltava tarde algumas noites... Disse-lhe que o havia visto pela rua e que se não se importava em levá-lo para casa. A verdade é que ele pareceu ter sido apanhado de surpresa, mas agora já não tem mais desculpas para cegar tarde.

Naruto empalideceu e uma finíssima gota desceu lentamente por seu cenho. A idéia do gato o havia dado ele. Com certeza que no momento em que Sasuke viu o gato de rua sem eu domicilio havia acordado todos de sua família; a viva e a morta.

Mas isso já não era problema seu.

- O que te devo pelos serviços? – A jovem fez o gesto de pegar sua carteira.

- Não, realmente nada. – disse rapidamente com nervosismo. Não podia cabrar, era algo errado depois de não ter realizado corretamente seu trabalho, por isso não duvidou em mentir. – Meu chefe decidiu não cobrar-lhe nenhuma tarifa por ser amiga intima de uma velha amiga sua.

- Nesse caso, agradeça ele por mim. – sorriu agradecida.

- O farei.

Sem dizer mais nada, o detetive se virou para a saída da casa, descobrindo na entrada o mesmo objeto que Sakura havia contemplado minutos antes de sua chegada.

- Essa não é a maleta de trabalho do Sasuke...?

O som de umas chaves, de metal atravessando a porta, o barulho dela girando com força, e antes que houvesse se dado conta, a porta estava sendo aberta externamente.

Naruto conteve a respiração, enquanto notava com a cor desaparecia de suas bochecha, e o corpo se tensava mais que o normal. Seus olhos, severamente abertos, apenas piscando, não pensava em outra imagem que não fosse a daquele homem, que visivelmente distraído, entrava resmungando alguma maldição entre dentes enquanto se inclinava para pegar a maleta de coro apoiada em uma das paredes da entrada.

Sasuke entrava em casa.

Nesse momento, Naruto quis ter desaparecido, desejou febrilmente que o solo em que pisava se abrisse em dois o tragando até o local mais profundo. Pensou na ínfima possibilidade de sair correndo dali antes que Sasuke pudesse reconhecê-lo, mas seus pés não se moveram. Estavam cravados no chão, como gárgulas de um monastério.

E todo seu mundo caiu, quando o moreno levantou o rosto e o descobriu junto de sua noiva.

Durante eternos segundos, o detetive viu como o rosto de Sasuke, normalmente sereno, mudava bruscamente em uma mescla de surpresa e temor, tão palpável quanto deslumbrantes. Instintivamente lembrou ter visto essa mesma imagem de estupor em seu semblante captada nas fotografias que tinha entre os dedos. Podia apostar sua cabeça sobre o que Sasuke pensava só passava a idéia de que finalmente havia ido delatá-lo.

E não se equivocou. No instante comprovou como seus inquietantes olhos negros se desviaram discretamente até suas mãos, e se abriam com estupor ao reconhecer o logotipo do escritório em um dos cantos.

- Sasuke-kun – a jovem de cabelos rosados saltou rapidamente sobre ele, para der-lhe uma cálida boas-vindas nos lábios que não fez mais que o desconcerta-lo. – Não esperava te ver a essas horas. Esqueceu-se da maleta?

Em dúvida, o moreno concordou com a cabeça a duras penas. Visivelmente confuso por receber a mesma atenção e doçura da qual normalmente sua noiva o tratava. Desviou o olhar de novo sobre o envelope, descobrindo que ele continuava fechado. Isso indicava que ainda não havia sido informada.

- É estranho você esquecer coisas em casa. – lhe sorriu ternamente, pegando carinhosamente um das mãos – Ultimamente está muito esquecido.

- Hn.

Intranqüilo, voltou a dedicar o olhar a Naruto.

- Ah, perdão. Não os apresentei. Esse é Uzumaki Naruto – se adiantou a jovem com um gesto improvisado e ligeiramente nervoso. – Ele é...é...

- Um paciente do hospital – resolveu com êxito o detetive.

Ambos os homens compartiram em silencio cúmplice olhar. Ou continuavam com a farsa até o final ou Sakura descobriria que ambos já se conheciam anteriormente.

- Um paciente? – repetiu Sasuke com certa dúvida na voz enquanto estreitava os olhos inquisitoramente – E o que faz aqui?

Naruto abriu a boca para replicar. Não gosta nem um pouco do tom altivo com que lhe tratava, mas de novo a jovem se adiantou.

- Veio por uma consulta intima que não podia tratar lá.

Sasuke concordou com a cabeça conforme a resposta sem perder-lhe de vista, intimidando-o com aqueles olhos próprios da cor da noite. Sugestivos e intensos.

- E o que é que você tem? – questionou entretido Sasuke, escutando as improvisadas mentiras.

- Gonorréia.

O rosto estupefado de ambos os jovens se desviou subitamente para a moça. No de Sasuke continuava tão imutável como sempre, mas sobre o de Naruto pulsava temerosa uma grossa veia de indignação.

Não tinha outra doença mais comprometedora que essa? Podia ler Sakura sobre o rosto do detetive. Como resposta a mulher mordeu o lábio inferior com pesar, pedindo uma silenciosa desculpa.

- Assim gonorréia...

Naruto franziu as sobrancelhas. Havia notado claramente o tom de escárnio na voz do bastardo.

- E a receita? – prosseguiu Sasuke – Não vejo que tenha feito nenhuma receita medica, pra tratamento.

- Ahhh! A receita, claro. – apressou a rebater efusivamente Sakura. – Agora mesmo eu ia faze - lá...

Com passos inseguros deu meia volta, perdendo-se no longo corredor até os dormitórios da casa, aonde guardava seu bloco de receitas médicas.

Só quando ambos tiveram a certeza de que Sakura não os escutava, deixaram cair as falsas aparências.

- Filho da puta, me dá elas.

Sasuke se lançou violento sobre Naruto, ele que havia esperado essa reação desde o primeiro momento. Tentava desesperadamente pegar as fotografias.

Forcejaram entre atípicos movimentos silenciosos para não delatar a briga que acabava de começar na sala, até ficarem capturados entre braços tensos e nervosos dedos que agarravam a gola de suas camisas.

- Não tenha tanta pressa, Sasuke. – silvou Naruto enterrando as unhas nas imagens que mantinham levantadas para trás, fora de seu alcance. – Ante a lei isso poderia ser denunciado como agressão e roubo improcedente.

- Me dá elas. – replicou carrancudo aproximando seu rosto ameaçante até o detetive, tanto que ficaram escassos centímetros um do outro.

- De verdade, não compreendo como Sakura está interessada em alguém como você. Eu tento apreciar-te, mas você não me deixa.

Sasuke entrecerrou os olhos sem sequer dissimular o sarcástico sorriso que lutava para surgir em seus lábios.

- Por acaso não gostou do presente que te enviei ontem? – espetou irônico recordando-se das fotos de Gaara. – Tenho certeza que teu amiguinho ruivo logo irá te agradecer a visita que receberá de meus subordinados.

Naruto apertou os dentes com força, tanto que a mandíbula visivelmente se tensou. De novo metia o dedo na ferida, utilizando terceiras pessoas para fazer sua vontade. Sasuke era uma pessoa desprezível e sem escrúpulos.

E o que Naruto menos queria naquele momento de sua vida era voltar a se encontrar com Gaara, para o bem ou para o mal. Não tinha nem idéia se Sasuke havia indagado muito sobre a relação que compartiu com o ruivo no passado, mas se conhecia o final, podia fazer uma idéia de por que não queria enfrentá-lo de novo.

- Façamos um trato. – propôs recompondo sua serenidade. – Eu me desfaço dessas fotografias e você não volta a se meter em minha vida nem na dos meus amigos, jamais.

Um barulho parecido com o de um riso brotou secamente da garganta do moreno.

- Acha que sou tão estúpido como para acreditar que vai se desfazer delas e não tentará me chantajear mais pra frente? – questionou franzindo energicamente a sobrancelha. Voltou a forcejar, se aproximando ainda mais, tanto que seus rostos quase se rosavam. – Me dá elas, essa minha última palavra.

- Escolha, uma vida pacifica ou o caos. – replicou o loiro com a mesma segurança. – Essa é a minha última palavra.

O som de passos se aproximando até a sala captou a atenção dos dois jovens. Se não se afastassem, Sakura acabaria os descobrindo.

- Está ficando sem tempo, Sasuke. – pressionou Naruto sem mover-se nem sequer um centímetro de sua posição. – O que decide?

- Vai pro inferno. – grunhiu perigosamente entre os dentes.

Vendo-se acurralado ante uma decisão não satisfatória, fez um último e rápido movimento para pegar o envelope. Naruto teve que retroceder atropeladamente quando suas pernas se chocaram, igual que seus corpos e seus rostos.

E então aconteceu.

A tentativa de roubo se deteve brutamente, deixando-os paralisados e com os olhos arregalados durante eternos instantes quando notaram um cálido contato e suave sobre seus rostos.

Suas bocas, seus lábios haviam se unido um contra o outro acidentalmente, e ainda assim, Naruto não pode evitar soltar um pequeno gemido de surpresa. Queimava, estremecia, e o mais desconcertante de tudo...era agradável.

- Aqui está. – ressonou repentinamente do corredor.

Naruto percebeu como o corpo do moreno se tensava dos pés a cabeça e dando um impulso para trás dando um salto afastando-se apressadamente dele.

- A receita – informou Sakura entrando de novo na sala com um papel nas mãos. Parou rigorosamente confusa ao avistar a estranha reação que os homens refletiam. – Aconteceu algo?

Sobre suas bochechas apareceu um furioso vermelho impossível de ocultar.

- Não, não, claro que não. Aqui não aconteceu nada. Nada de nada, ttebayo – apressou o detetive a intervir notando o coração a ponto de sair pela boca. Aproximou-se da jovem e com nervosas sacudidas de suas mãos pegou a receita médica. – Te...Te agradeço muito, Sakura. Eu...Eu... – desviou fugazmente o olhar ate o moreno e sua cora se acentuou - ...Tenho que ir.

Dirigiu-se a toda pressão a porta, sem querer olhar a Sasuke, visivelmente estupefado. Uma vez transpassada a porta, se pôs a correr todo o que suas pernas o permitiam.

- Sasuke-kun?

A suave voz de sua noiva o retirou de sua letargia e piscou várias vezes regressando de onde quer que tenham sido levados os seus pensamentos, girou o rosto com um movimento brusco até ela, conservando ainda em sua expressão uma leve matriz de perplexidade.

- Está bem? Parece... Não parece você. – acertou ao dizer.

Como resposta só recebeu um cabeceio afirmativo e uma clara evasiva. Sem dizer absolutamente nada, o moreno fechou a mão ao redor da alça da maleta, começando a encaminhar seus passos com gesto firme até a saída.

- Espera – o freou segurando o seu cotovelo.

- Sakura, eu vou chegar tarde. – espetou mais arisco do que quis.

- Sim, me desculpe. – timidamente desfez o agarre inclinando a cabeça pesadamente – É que... Ultimamente te acho um tanto distante. E havia pensado que talves... Nós poderíamos falar se tem algo que me dizer, sabe que pode confiar em mim.

- Hn.

Com aparente desinteresse pelo conselho de sua namorada, abriu a porta de impulso, notando antes de começar a caminha de novo o agarre de um de seus cotovelos. Começava a perder a paciência.

- E também queria que fossemos em um lugar, juntos.

O moreno suspirou com sofrida paciência, encarando finalmente sua noiva.

- Aonde? – perguntou com relutância vendo que não se livraria dessa conversa até que ela atinja seu fim.

- A um conselheiro matrimonial.

Sasuke emudeceu ante a segurança com que Sakura havia pronunciado essa inulateral decisão. As finas sobrancelhas se arquearam abruptamente, e com um estranho pressentimento, girou o rosto até as escadarias do prédio, por onde o loiro havia desaparecido minutos atrás. Com certeza havia sido outra idéia sua com a do gato.

Apertou a mandíbula com força igual aos seus punhos.

E durante uns segundos incertos, pensou seriamente se contava a verdade ou não, para evitar esse sofrimento indesejado que pressentia que cairia sobre seus ombros com grande peso.

- "Maldito dobe."

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Com um gesto mal humorado Naruto abriu as portas de vidro, cruzando a recepção do escritório com uma estranha cara de que apesar de ter tido um sofrido dia nefasto, ainda podia piorar.

Hinata, sentada atrás de sua mesa de recepcionista, o fez um tímido sinal com as mãos para que se aproximasse e pegasse os recados das chamadas telefônicas que havia recebido na sua ausência.

- Jiraya-sama perguntou por ti. – o informou temerosa – Esta te esperando em seu escritório.

Não havia se equivocado, ia ser pior.

- Ero-senin? E não te disse o que quer certo? – questionou repassando mental do que seu chefe poderia querer com ele.

A jovem negou inclinando o rosto com embaraço.

- Apenas me disse para te avisar quando chegasse ao trabalho.

O loiro assentiu um tanto intrigado, encaminhando seus passos até o escritório de seu superior. Ao chegar, apertou com seus dedos a maçaneta da porta, fazendo-a girar, entrando como sempre faz, sem avisar.

O que provocou um repentino sobressalto por parte do maior.

- Pirralho do demônio! Quantas vezes te disse que bata na porta antes de entrar? – recriminou golpeando compulsivamente o teclado de seu computador tentando fechar várias aplicações informáticas e, sobretudo parar os sons.

- Ahh! Ahh! Matsumoto-san, Motto, Motto!

Uma grossa gota desceu lentamente pelo cenho do loiro.

- Se concentra no seu trabalho e deixará de ver esses vídeos na internet não teria do que se envergonhar, velho pervertido. – recriminou.

Jiraya tossiu intencionalmente nas costas de sua mão várias vezes, fazendo-se de surdo ao último comentário. Por fim conseguiu anular o som obsceno e só então levantou o olha até Naruto.

- Olha menino. Estou a ponto de me aposentar. Não pretendo fazer mais do que posso fazer.

O loiro o olhou estupefado, cruzando desdenhoso os braços em seu peito.

- Já diz a mesma coisa por dois anos seguidos, e não vejo que tenha a mínima intenção de se aposentar.

- Bem. É um passo importante que não se deve decidir rapidamente. – replicou levantando-se da cadeira atrás de sua mesa e rodeando-a até ficar apoiado no canto dela.

A relação que mantinha com seu chefe, realmente não se podia tratar como tal. Mais parecia com a relação entre pai e filho, ou por idade, um avô com seu neto. E não era para menos. Jiraya foi o único que quis cuidar dele e ensina-lo uma profissão para o futuro quando, muito jovem, ficou órfã de pais.

- Pra que queria me ver?

- Leu o caso que te dei a três dias atrás?

Ugh, maldição. Havia se esquecido, mas tinha uma boa desculpa. Havia estado ocupado desfazendo-se dos obstáculos que Sasuke colocava e não podia centrar-se por completo em seu trabalho. E agora repentinamente recordava aonde havia colocado o dossiê que Hinata havia lhe entregado há dias atrás; justo em cima de sua mesa, onde continuava acumulando poeira.

Pensou que a desculpa convincente podia o ajudar, ainda que não servisse para nada. Jiraya já havia se dado conta pelo seu rosto das circunstâncias que havia se formado involuntariamente.

- Supunha. – suspirou com sua maior paciência – Faça o favor de levar as coisas com seriedade, Naruto. O trabalho não é nenhum jogo.

- O levo a serio! – disse com o rosto franzido como o de uma criança.

- Que seja. Em qualquer caso, quando ler o informe verá que os dados policiais apontam para um suicídio, ainda que meu cliente, familiar da vitima, assegura que foi intencional; um assassinato. Não obstante não foi encontrado nenhum tipo de provas acusatórias. Quero que te encarregue de investigar o ambiente em que a vitima estava. Talvés encontremos algo que nos leve ao paradeiro do assassino.

Os olhos de Naruto brilharam com emoção.

Um homicídio. Por fim lhe davam um caso importante, um que ele pudesse investigar a fundo e desmascarar criminosos. Que felicidade. Finalmente acontecia algo de bom naquele dia.

- Bem. Porei-me a par de tudo logo, - assegurou alegre.

Dispôs-se a sair da sala quando Jiraya voltou a pará-lo.

- Por certo, terminastes com o outro caso? – questionou despreocupado voltando a sua cadeira. – Ele é de uma amiga intima de Tsunade. – lhe lembrou.

Naruto se pôs tenso, como um menino que era descoberto roubando caramelos. Girou o rosto hesitante por cima de seu ombro antes de atrever-se a responder.

- Ohh, sim. Já está... Completamente encerrado. – improvisou.

O velho sorriu mordazmente apoiando os cotovelos sobre a mesa enquanto entrelaçava os dedos.

- Bem, isso me parece perfeito. – espetou com astúcia – Então poderá me explicar por que não cobramos nada.

Naruto quis reclamar, e tão pouco como abriu a boca voltou a fecha - lá sem desculpas. Era um feito indiscutível que não se dava bem em mentir. Assim que optou pelo silencio enquanto inclinava o rosto afligido.

- Ohh, já entendi pirralho. Cobrou em carne com sua cliente, ehh... – Jiraya lançou o rosto melancólico – Me recordo tanto aos meus tempos jovens de paixão desenfreada, carnes ternas e exercícios pélvicos. Mas isso não justifica a empresa perder dinheiro a suas custas. Ao final do mês te descontarei da sua folha de pagamento, ficou claro?

Naruto cabeceou assentindo.

Melhor do que saber a verdade.

Saiu da sala, passando novamente pela recepção até sua sala, com vista para um Sai apoiado sobre o balcão da recepção intimidando novamente a pobre Hinata, que vermelha de vergonha, já não sabia onde se meter.

- Certeza que nunca há imaginado? – perguntava o moreno.

- Sai-kun, uma menina de descente não imagina essas coisas.

- Não sei por que, é uma fantasia como qualquer outra...

Não quis escutar mais. Não tinha ânimos nem de repreender Sai por sua habitual indiscrição. Com passo acelerado, Naruto entrou em sua sala, retirou o casaco que pôs sobre as costas da cadeira giratória, sentando-se nela tentando encontrar um resquício de tranqüilidade.

Estava mentalmente esgotado, havia tido um dia péssimo que parecia não terminar. Não só por que não conseguiu entregar as fotografias a Sakura, e sim porque sem pretender acabou prolongando sua mentira. Teria agradecido a todos os deuses para que as coisas tivessem parado por ai, mas o bastardo não tinha outro momento mais importuno para aparecer. Lidar com Sasuke não havia sido fácil, nem nada cômodo, e para sua desgraça depois de sua pequena guerra havia ocorrido... Aquilo.

Notou como o calor voltava as suas bochechas e o coração batia mais rápido do que o normal. Instintivamente roçou os lábios delicadamente com as pontas dos dedos recordando o beijo.

O havia descoberto por surpresa, não esperava que chegasse a ocorrer algo assim, e muito menos que lhe sacudisse um desconcertante sentimento prazenteiro.

Os lábios de Sasuke eram cálido, suaves, sugestivos...

Não teve mais remédio do que fugir. Afastar-se dessa ânsia voraz que quase o faz perder o sentido de moralmente correto para abandonar-se a essa suculenta boca, do demônio. Porque Sasuke no mínimo era primo irmão do Satanás.

Com movimentos bruscos passou o braço contra os lábios tentando em vão eliminar a agradável recordação do contato de suas bocas. Tão concentrado estava que não se lembrou das fotografias até que não deixou de sacudir a cabeça para os lados, energicamente.

Ao olhar a sua esquerda, contemplou o envelope marrom que tantos problemas o havia causado sobressaindo do bolso interior do casaco. O pegou e dedicando-se a uma última olhada desdenhosa, o atirou na lixeira.

Fim da história. Não queria saber absolutamente mais nada daquele bastardo. A única coisa que realmente lhe importava era que o moreno cumprisse com sua parte de não se intrometer em sua vida nunca mais. Depois disso, ambos podiam continuar com suas vidas sem ter que cruzar caminhos outra vez.

- Tem que dar uma volta?

Sobressaltou-se ao escutar a voz de Sai falando-lhe justamente em sua frente. Nem sequer havia dado conta de sua entrada.

- O que?

- Te perguntei se quer dar uma volta pelo bairro Akatsuki – repetiu – Abriram um lugar novo que quero ir.

Naruto inclinou a cabeça, massageando-se encarecidamente à nuca. Com certeza Sai falava de outro bar sujo e escuro dos quais tanto gostava de freqüentar. O bairro Akatsuki sempre se caracterizou por seus locais noturnos e de reputação duvidosa, a maioria freqüentada por gays promíscuos que gostavam de conhecer pessoas novas... Todos os dias. Um lugar apropriado para liberar o estresse, tomar umas bebidas e alegrar o olhar com o pessoal. Sim, a verdade é que não seria nada mal relaxar um pouco e esquecer coisas indesejáveis.

- Esta bem, Sai. Mas se vou contigo esqueça de fazer coisas que denigram os presentes, a ti mesmo e a toda a raça humana.

Ainda recordava com se fosse ontem aonde os levou a indiscreta atitude do moreno.

- Mas...

- Não – apressou a negar Naruto lançando um dedo acusador. – Não quero nade de filmes, bebidas energéticas que eliminam o cansaço, ou calças bem equipadas.

Com decisão se levantou da cadeira colocando-se de novo o casaco. Quando ia seguir os passos de seu companheiro, sua atenção voltou a cair sobre a lixeira, da onde sobressaía o envelope marrom que ele mesmo havia depositado no interior. O contemplou duvidoso uns segundos, antes de decidir pegá-lo e guardá-lo em sua gaveta fechada a chave.

Apenas caso...

- Já terminou com o caso de infidelidade? – perguntou o moreno caminhando ao seu lado até a saída.

- Sim.

- E transou com ela?

- Não. – respondeu tedioso

- Com a irmã? Com o namorado?

Naruto começava a arrepender-se de ter aceitado a proposta de dar uma volta com Sai.

- Não transei com ninguém. – falou impaciente.

- Quanto tempo faz que não têm relações sexuais?

Naruto se deteve bruscamente obrigando também freia por inércia seu companheiro.

- O que houve? Agora te dá vergonha me dizer?

O loiro pensou hesitante.

- Não. É que estou tentando me lembrar...

Continuará...

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Notas da Autora: Parece-me que Sai vai trazer para o caminho da amargura mais de um se continuar com suas perguntas indiscretas... Não se pode dizer que o menino não serve para detetive xD O que se vai fazer. Terceiro encontro violento, ou não tão violento entre Sasuke e Naruto, como homenagem a essa cena ao terceiro capitulo do anime. Viva aos acidentes e que haja muitos mais!

Nova tentativa frustrada de entregar as fotografias, e desta vez sim, acabou o caso, ou não? Anúncio que o próximo capitulo será quente... ( e sim, é por um lemon, mas de quem?) Beijos.

Notas da Tradutora: no comentary, cenas falam por si só. *-* só quero pedir desculpas pelo erro, mas é que esse capitulo foi enorme ;x'

Bye e thanks por lerem, mais uma vez gracias NAruko-chan.

And,,, reviews onegai? *u*'

Respostas das Reviews:

Insana: Oii. Faço o possível para traduzir rápido e certo, mas as vezes (como no momento) chega a cansar só pensar que está em espanhol a fic, mas também olha o tamanho desse capitulo ksoaksoaks' tradutora sofre sabia :D' beem, se eu fosse o Naruto teria tido uma nosebleed *imaginando o sasuke* OMFG *-*' Sakura merece mesmo ser a última è.é [/coitadaelaéboazinhanessafic ;x'

Obrigada por ler está tradução, bye =*

Camis: Ahh eu sou preguiçosa sim ç.ç' mas fazer o que, todo mundo tem seus defeitos, e tu não é preguiçosa[2] oaskoskaoska

:D' Naruko-chan realmente escreve divinamente *u*' e sasuke e naruto ownam (H)'

Obrigada por ler essa tradução :D' bye e continue acompanhando *-* =*

loveDeidara: Ta ai o 3º capitulo bom proveito :D'

Hanaee: OKSOAKSOAKSOA'~

Nem é,, tem um monte de fic que a gente lê sem saber que a original é espanhol (fatocomprovado :D) aham, aham pq ingréis não servii \o/ askaoksoa

Thanks por ler e continue acompanhando a nota da naruko-chan é verdadeira _

Bye =*~

Hanae: nyaaaaa,, eu quero sim, já viu néh pelo tamanho dessa capitulo a trabalheira *-*

Oskaoskaos' vai no meu profile do ff e add meu msn lá *u* thansk \o/ bye =*~

Uzumaki. Nah-chan: tudo beem, o que importa é que tu deixou agora _ hohoho [/mercenária :D

Aham, aham eu sei que tu sabe....tu tbm é... a gente sofre broto ;x'

Asoaksoka

Obrigada por ler e espero que goste desse cap :D'

Bye bye =*~

Leona Dark: Hello! yo no importome se escriebes en español o en inglês yo consigo entender bien los dos [/se achando.

bueno, me encante a ler tu reviews, pero tambien me intriguei, pues les la fic en lo original, español, pero yo ame la review *u*

gracias :D'

y realmente Naruko es una genia. jejejeje [/es verdad. ;x'

queria yo puder escribir 1/3 de lo que el escriebe *-*

bueno, páre de soñar ¬¬' jajajaja :D

gracias por ler y perdoname por ocasionales erros en lo español ;x'

bye and thanks :D'

takahashi: aqui esta o capitulo 3, espero que goste :D' bye =*

Kuchiki Rin: aham, concordo maravilhosa mesmo, naruko owna _'

Bem aqui está ocapitulo 3. e não se preocupe continuarei a traduzir :D'

Bem, obrigada por lerem, até o próximo capitulo e obrigada a Naruko :D

Bye =*~