Titulo original: 8 Semanas

Autora: Oo-Naruko-oO

Tradutora: Kappuchu09

Disclaimer: Naruto pertence a Masashi Kishimoto, e essa fic pertence a Naruko-chan.

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Cap 04: Fera enjaulada

Exasperado.

Irritado.

Estressado.

Eram muitas as palavras que podiam definir o estado alterado de Sasuke, e ainda que seu mau caráter fosse algo habitual dele, nunca antes havia chegado até tais pontos de exaltação. Tanto que achou que se não saísse daquele local imediatamente, o tic nervoso de seu olho esquerdo ficaria instalado de forma permanente em seu rosto.

Recorrendo a escassa paciência que ainda restava, inspirou profundamente, fechou os olhos e cruzou os braços na altura do seu peito, voltando a mal dizer entre dentes pela enésima vez.

- Isso é uma perca de tempo.

E um completo erro. Tanto estar ali sentado naquele escritório como ter deixado Sakura o convencer a comparecer no encontro. Demônios, ele era um homem de negócios, uma pessoa importante, o herdeiro de uma prestigiosa impresa. Não precisava de ninguém que lhe dissesse como seguir sua vida, e muito menos a amorosa.

Com um gesto de impaciência consultou de novo seu relógio de pulso.

Duas horas de atraso. Estava esperando a duas malditas horas para que aparecesse o suposto consultor sentimental daquela redundante terapia matrimonial que Sakura o havia arrastado sem seu consentimento, e o desgraçado continuava sem dar sinais de vida.

As pálpebras de Sasuke se fecharam com irritação, arrugando o cenho até não poder mais, jurando internamente vingar-se dele quando tudo isso tiver terminado.

- Não faça essa cara. – o repreendeu sua namorada sentada ao seu lado na cadeira de dois lugares do consultório – Esse é o melhor especialista da cidade.

- Te disse que isso não era necessário. – espetou seco, esfregando encarecidamente a ponte do nariz tentando relaxar a tensão que começava a acumular em sua testa. – Tenho coisas melhores para fazer ao invés de perder o tempo com problemas inexistentes.

Como extorquir, ultrajar e exterminar certo loiro que havia sugerido a sua namorada aquelas malditas terapias.

- Coisas melhores do que tentar salvar nossa relação? – questionou mordaz Sakura lançando os olhos sobre seu noivo com uma expressão triste neles.

- Nossa relação não tem problema nenhum. – silvou.

Claro, deixando de lado os serviços que pagava aos meninos de vida alegre.

Não é que não respeitasse Sakura como parceira, pelo contrário, se continuava com ela e havia aceitado dar um passo até o matrimônio era pela tranqüilidade e estabilidade emocional que lhe proporcionava a jovem. Sakura nunca se metia em seus assuntos, lhe dava espaço pessoal suficiente para fazer qualquer tipo de coisa sem ter que dar explicações e isso era um ponto importante que Sasuke valorizava consideravelmente em uma parceira.

Outro assunto eram suas necessidades como homem.

Tão pouco podia dizer que Sakura não o satisfazia sexualmente, nem que fosse uma puritana. Quase sempre era ela que insinuava e que os levava a essas situações. E ele as desfrutava. Mas com o passar dos anos a monotonia e essa única postura de missioneiro conhecida no dicionário pessoal de Sakura, havia chegado a entediá-lo.

Para ser sincero, estava cansado de que fosse tão igual em alguns aspectos.

O que o levou a buscar satisfação e prazer em outras pessoas não tão parecidas.

Bem, talvés tinham um problema em sua relação. Ainda que definitivamente a melhor solução não era procurar um consultório.

- Ainda que negue o evidente está claro que sim, temos um problema. – prosseguiu a jovem com decisão. – Cada vez noto você mais distante mais afastado de mim. E não consigo compreender por que – estendeu uma mão, deixando pousada sobre a do moreno. – Se me dissesse o que te acontece, se falasse mais comigo sobre o que pensa... Entre nós dois poderíamos ajudar-nos. Sabe que pode confiar em mim, certo?

A mão de Sasuke se fechou em punho apertando fortemente.

E ter que passar pela má situação de explicar que ele gostava de outro tipo de coisas que implicariam na fluência com a língua? Definitivamente não. Antes preferia continuar freqüentando os becos escuros a ver o rosto de nojo que expressaria sua noiva ante a proposta de fazer-lhe uma felação.

- Assim que eu gosto que falem entre si.

Ambos os jovens giraram o rosto por cima de seus ombros até a porta de entrada, onde um homem de estatura média e com rapidez entrava com passividade até sentar-se em uma cadeira frente a eles.

Seus cabelos eram completamente prateados e ligeiramente inclinados para a esquerda, o que dava um equivocado aspecto maior. Tinha uma cicatriz cruzando seu olho esquerdo, o qual permanecia fechado com aparente vazio, e de seu rosto pouco mais se podia dizer. Um livro aberto de par em par no qual se podia ler o titulo Icha Icha Tactics ocultava o resto de seu rosto.

- Você é Kakashi? – questionou Sakura levantando uma sobrancelha hesitante. O homem assentiu indiferente e uma grossa veia se inchou no rosto da jovem. – Pois chegou tarde. Estamos te esperando a mais de duas horas.

- É parte da terapia. – se desculpou dando uma risada dissimulada sem levantar em nenhum momento o olhar do livro que examinava. – Tenho uma teoria. Se o casal consegue agüentar uma hora sem gritarem, baterem ou tentarem matar um ao outro, são aptos para meu tratamento.

Sasuke jurou internamente vingar-se dele duas vezes quando tudo isso houver terminado.

- Bem, Sakura me comentou por telefone mais ou menos vosso problema e antes de começar com a seção seria conveniente fazer umas perguntas.

- De acordo. – Sakura assentiu efusiva e Sasuke bufou desdenhoso. Com sorte as perguntas seriam rápidas e poderiam terminar logo.

- Ótimo. A primeira é bastante óbvia, mas ainda assim devo perguntá-la. – indicou Kakashi indiferente. – Se querem?

Sasuke franziu as sobrancelhas, mantendo-se a margem da conversação sem intenção de intervir. A seção não seguia como ele havia previsto e ele não gostava em absoluto por onde estava discorrendo a terapia. Girou o rosto até sua noiva, oferecendo-lhe a palavra.

- Ma...Mas é claro que s...

- Não, Sakura. – lhe interrompeu o consultor passando a página do livro sem olhar para o casal. – Estou perguntando ao Sasuke.

O moreno abriu os olhos com estupor, sem poder evitar um leve tremor recorresse a sua espinha dorsal. Algo dentro de si, talvés um mau pressentimento o avisou de que estava a ponto de pagar as conseqüências de sua resposta.

Sasuke jurou internamente vingar-se dele três vezes quando tudo isso houver terminado.

- Nos respeitamos. – respondeu com certo desconcerto ainda que seguro de si mesmo.

Estava junto com ela há mais de cinco anos e sua relação sempre havia transcorrido por uma linha instável, segura, sem nenhum tipo de complicação ou receio. Sakura era uma boa mulher, carinhosa e amável. Nunca se esquecia de seu aniversário. A respeitava e sentia um profundo carinho por ela, o que merecia sua relação.

- Essa não é a resposta correta. – asseverou Kakashi com uma pitada de escárnio na voz. – Tente outra vez, Sasuke. A quer?

Viu pelo canto do olho como Sakura girava o rosto até ele, esperando sua resposta, e instintivamente lhe correspondeu o gesto. Viu posto em seu rosto uma expressão de saudade e esperançosa, também intranqüilidade e nervosismo. Seus olhos verdes o olhavam expectantes, atravessando-lhe de lado a lado. E durante um instante, que resultou eterno, notou a pressão, a tensão e como esses olhos o pressionavam, esmagando-o contra o sofá com certa incomodidade.

- Mas é claro que sim. – rugiu mais em modo de defesa, mais por dissipar a tensão do que para responder a pergunta. – Estamos noivos. É óbvio que...

- A ama? – interrompeu de novo Kakashi com o mesmo tom apático que havia mantido durante tida a conversação. – Está apaixonado por ela como no primeiro dia?

E o silencio voltou a cobrir o ambiente durante eternos segundos.

A queria, a isso podia afirmar, mas... Apaixonado?

Havia tido uma restrita educação em sua infância que se prolongou até sua puberdade. Tudo para converter-se na pessoa que seu pai queria que fosse. Um homem digno de ser sucessor da empresa familiar. Nunca havia despertado atração pelo sexo oposto, talvés porque seus tutores não o haviam dado oportunidade nem tempo entre tanta ocupação, e apesar deles, sempre havia sido muito popular, desejado e almejado por muitas mulheres, muitas, que na maioria apenas estavam buscando uma alta posição na sociedade.

Quando cumpriu os dezoito, seu pai o obrigou a escolher uma companheira sentimental para assegurar a descendência em sua família. E entao escolheu Sakura, sua amiga de infância, a única pessoa que estava segura de que o queria por quem ele era, e não por seu sobrenome.

O carinho e o respeito nasceram com os anos.

- Estas são perguntas absurdas. – espetou com aspereza entrecerrando os olhos ameaçadoramente. Não estava disposto a continuar com aquela conversação nem com aqueles pensamentos. – Se não a quisesse não estaria disposto a me casar com ela.

- Mas você já não é o mesmo de antes, Sasuke-kun. – interviu a jovem agitando a cabeça em modo de negação. – Desde que assumimos oficialmente nosso compromisso, noto você mudado. Apenas fala comigo, me evita constantemente, vivemos de baixo do mesmo teto e apenas te vejo... É pela pressão do casamento? Pelo trabalho?

Sasuke se deixou cair para trás do sofá e com visível esgotamento começou a pressionar os dedos sobre suas têmporas. Começava a perder a paciência com tantas perguntas.

- Vamos fazer uma coisa. – propôs Kakashi passando de novo a página do livro. – Pelo que vejo entre vocês não há esse vinculo que une os casais apaixonados. – e duvidava se alguma vez o haviam tido – Portanto, o que você tem que fazer é criar uma união pré-matrimonial. Começaram passando mais tempo juntos, o quanto é possível. Dividir momentos, criar lembranças, unir seus laços afetivos com ternas caricias... Ainda poderiam também remover os morcegos acomodados e deixarem que os golpeiem enquanto gritam na cara às roupas sujas da vossa relação.

- Isso soa genial, Nee, Sasuke-kun? – sua noiva parecia realmente animada com a proposta, e durante uns instantes, rezou para que se referisse a segunda. – Poderíamos ir ao cinema, as compras, ou talvés poderíamos fazer uma viajem só nós dois. Ahh! Mas isso já vamos fazer na lua de mel. – sussurrou timidamente inclinando o olhar com certo embaraço. – Então poderíamos preparar os detalhes para o nosso casamento entre os dois. O que acha?

O tic do olho esquerdo de Sasuke começou a piscar.

- Isso é. – afirmou Kakashi. – Qualquer coisa que os mantenham juntos, inter-atuando. Não esqueçam das caricias, quanto mais intimas melhor.

O tic do olho direito se uniu a essa frenética piscada.

- Me parece perfeito, doutor. Não e preocupe com nada. – interrompeu a jovem levantando-se rapidamente. – Me assegurarei de que Sasuke-kun e eu estejamos juntos todo o tempo possível. Alegro-me de ter vindo a esta terapia.

Sasuke não respondeu, e foi tentar acalmar os tics nervosos do rosto ante a idéia de que seu tempo pessoal fosse ser invadido.

E então pensou de novo internamente, que vingar-se quatro vezes na mesma pessoa já eram muitas vinganças acumuladas, mas... Cada uma delas completamente merecidas.

- Voltem dentro de uma semana e veremos com tem se desenrolado esta primeira etapa em sua relação.

- É claro.

Kakashi se levantou, e sem desviar em nenhum momento a atenção do livro, apertou amistosamente a mão de Sakura, que sorria repleta de emoção. Quando fez o mesmo com Sasuke não pode evitar soltar um resmungo de dor. Notava um forte aperto com certa violência retida, e aproveitando o gesto, o moreno havia se aproximado todo o possível para poder sussurrar-lhe confidencialmente no ouvido em um perigoso tom irritado.

- Podíamos reconsiderar de novo os morcegos acomodados?

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Assobiando uma animada cantiga que havia escutado na noite anterior no clube noturno, Naruto apagou o fogo, verteu o caldo com os fios de ramen em uma tigela e foi pegar uns palitos, se sento em frente a televisão disposto a saborear com gosto seu prato preferido.

Em realidade não é que prestava muita atenção aos programas, sua mente corria mais para o emocionante caso que seu chefe o havia designado dias atrás.

Não sabia se era coisa do destino ou de sua má sorte, mas de novo e se via envolvidos com um sobrenome, os Uchihas. A vitima não era outra que Uchiha Shisui, ao que se havia encontrado e fotografado para provas de arquivo na orla do lado de Konoha, de boca para baixo e uma grande parte de seu corpo afundado. O cadáver não apresentava provas de agressões físicas nem conclusões que pudessem determinar um culpado. Mas para todo familiar que havia perguntado pelo caso haviam coincidido na resposta dando um nome como culpado, Uchiha Itachi.

Buscou com os palitos o interior da tigela até pegar um pedaço de carne que levou com rapidez à boca.

Itachi era o filho primogênito da cabeça da família dos Uchiha e irmão mais velho de Sasuke. Que cruel destino voltava a fazê-lo cruzar no caminho do bastardo. De caráter tranqüilo, e habilidoso em esportes, estava destinado a ser o sucessor da indústria de seu pai, mas por causas desconhecidas dias antes do ato final, Itachi desapareceu sem dar nenhum tipo de explicação. Deixando seu posto para seu irmão mais novo.

O assunto não teria tido muita importância se dois dias antes de ir embora não tivessem encontrado o corpo de Uchiha Shisui afogado no rio.

As suspeitas poderiam ter sido transferidas a policia. Mas ante a falta de provas, o que mais se podia fazer?

Inclinou a tigela sorvendo ruidosamente o caldo dos fios de macarrão.

Não havia provas contra Itachi ainda que muitos familiares o acusassem do suposto homicídio. Ao parecer entre os dois existia uma estreita relação que havia sido rompida brutalmente, e o desencadeamento da repentina partida. Mas ninguém podia garantir.

Talvés se pergunta-se para Sasuke...

Mas o que menos queria naquele momento era voltar a falar com o bastardo infiel.

Uns intensos golpes soaram repentinamente na porta de entrada, reclamando sua atenção. Deixou a tigela de ramen sobre a mesa baixa em frente ao sofá, se levantou e descalço avançou até a porta. Sua surpresa foi maior ao abrir. De todas as pessoas que havia no mundo jamais imaginou que aquela fosse capaz de visitá-lo por conta própria. E justo quando pensava nele.

- Sasuke – murmurou com espanto – O que faz aqui?

Usava a jaqueta do traje amarrotada pendurada em uma mão, a gravata com o nó desfeito, cabelos bagunçados, e uma expressão de fúria instalada no rosto. Quase podia assegurar que estava a ponto de lançar fogo pelos olhos. Bem, esse último era algo que havia se acostumado a ver habitualmente.

- Você sabe bem por que estou aqui – replicou enérgico. Viu como as loiras sobrancelhas de Naruto se arquearam confusas e não duvidou em afastá-lo com más maneiras da porta para poder entrar no interior com passo firme. – foi sua idéia, certo?... Quando vai deixar de se meter na vida dos outros?

O loiro hesitou se fechava a porta e continuava com a conversação, ou expulsá-lo de sua casa sem consideração. Finalmente decidiu fechar a porta e encará-lo.

- Do que esta falando?

- Não se faça de desentendido. – lançou uma mão que foi para agarrar a camiseta de regata negra do detetive fazendo-o retroceder até a parede mais perto. – Primeiro com as fotos, o gato e agora com o maldito conselheiro matrimonial. Tive que engolir sua conversa, suas perguntas, seus conselhos, e como se não fosse pouco, passei os últimos três dias colado na Sakura. – o acurralou aproximando ameaçador seu rosto. – Fui às compras com ela, comer cachorros quentes de mãos dadas com ela pelo parque, ao cinema... E até tive que beija-la em público!

Em um primeiro momento Naruto custou a assimilar a informação que estava dando, mas finalmente compreendeu sua presença ali. Estava lhe dando as culpas de que sua noiva o tinha obrigado a ir a um conselheiro matrimonial e a solução era esta.

- Teme, eu não tenho nada haver com o assunto! Ela decidiu sozinha. – forcejou até conseguir soltar-se do agarre, empurrando-o assim aumentando a distância entrando-o assim aumentando a distatancia entm conselehirosença ali.e os seus corpos. - E ainda por cima, não se supõem que é agradável fazer coisas com sua parceira?

- Isso não te importa.

- Não, claro que não. Assim como não me importa o frustrado que esteja com sua vida sentimental.

Era uma perda de tempo seguir falando com uma pessoa tão insociável como Sasuke. Esticou o braço até alcançar a maçaneta da porta que abriu com um movimento resolvido.

- Saia da minha casa. - inquiriu em tom enérgico. - Não te devo nada, assim que não volte a me buscar e muito menos me acusar de tuas falhas. Desaparece da minha vida.

- Que coincidência - sorriu firmemente apertando fortemente os punhos. - Eu desejo o mesmo.

Sem dizer mais nada, Sasuke girou até a porta e começou a caminhar. Quando chegou perto de Naruto se deteve sem sequer olhar-lhe no rosto.

- Te adverto, se voltar a interferir na minha vida te juro que será seu amiguinho Gaara que apagará as conseqüências. - insinuou. - Não queira saber até que ponto sou capaz de chegar.

A mandíbula do loiro tremeu pela pressão que exercia sobre os dentes. Como não, se de novo voltava a recorrer a suas extorsões. Respirou fundo, e antes que o moreno desaparecesse, espetou mordaz.

- Me diz uma coisa, Sasuke... Por que não fez nada quando me descobriu no beco? Por acaso pensava que era outro boqueteiroque poderia te beneficiar? Chamou-me porque queria que te chupa-se?

Sabia que reagiria assim, mas não conseguiu agir a tempo. O moreno se moveu tão rápido que quando pode se dar conta já estava em cima dele dando-lhe um forte soco na boca que o fez desestabilizar-se e dar vários passos para trás.

- Bastardo... - grunhiu Naruto entre dentes. Passou as costas da mão pela boca eliminando os restos de sangue antes de cravar o olhar nele e se dirigir com a mesma brusquidão e as mesmas ânsias de luta.

A batalha pessoal havia sido desencadeada.

Envolveram-se em uma raivosa disputa onde todo o tipo de golpes eram válidos enquanto ferissem o outro, e durante eternos minutos, se combatiam com descontrole, atacando e defendendo entre chutes e raivosos socos. O sangue começava a cobrir seus rostos. Uma parte da mente consciente de Naruto gritava que parassem, o dizia que tinha ido longe demais com isso, mas seus punhos seguiam movendo-se em direção ao seu rival.

Um movimento não previsto fez com que Sasuke caísse no chão, que cravando as unhas nas roupas de Naruto, conseguiu arrastá-lo consigo, ficando um em cima do outro. O loiro se incorporou com rapidez, sentando-se nos quadris do moreno para imobilizá-lo enquanto levantava um punho fechado que pretendia impactar contra o rosto perolado.

Tomou impulso com o braço e pouco antes de lançar seu ataque se deteve em seco.

Era estranho.

Sentia-se estranho.

Com uma dureza estranha.

E uma surpresa igual de estranhas que as razões anteriores.

Naruto piscou confuso antes de desviar o olhar para baixo, justo onde notava essa anomalia roçando plenamente contra seu traseiro. E quando por fim pode compreender à que se devia, abriu os olhos estupefatos deixando cair a mandíbula de forma estúpida.

Sasuke estava excitado.

- Se afaste, dobe estúpido!

Com um brusco empurrão, Sasuke tirou de cima de si o loiro e se incorporou, saindo a toda pressa do apartamento.

Naruto não o escutou, nem sequer viu como ia embora. Seus olhos em órbita olhavam o vazio e seus ouvidos não escutavam outra coisa que não fosse o forte palpitar de seu coração. Esta ardendo, notava como o sangue logo havia começado a ferver febrilmente em seu interior, afastando-o da realidade.

- Que diabos aconteceu aqui? - questionou temeroso de saber a resposta.

Sua mão vagou com um rumo não determinado de certeza até sua entre perna, que para sua surpresa, também estava dura.

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Durante a volta para casa, Sasuke não tinha conseguido tirar de sua mente o que havia acontecido no domicilio do detetive. Eliminar a sensação angustiosa de ver como seu corpo reacionava desenfreadamente ante o contato com esse homem era inútil. Apenas o havia roçado e sua entre perna havia se agitado impaciente. Não podia permitir-se esse grau de dominância. Era doloroso, mais que doloroso, era revoltante.

Pisou com o pé no acelerador do carro, sobre passando a velocidade máxima permitida na via e passando por várias sinaleiras fechadas.

Ainda podia sentir a adrenalina correndo por suas veias, acelerando o pulso com rapidez, obrigando-o a lutar. Não lembrava a última vez que havia se encontrado em uma situação igual. Era tão inusual sentir essa ardente explosão em seu interior, explodindo-o, espancando-o... Deixando as rédias soltas aos seus limites.

Havia desfrutado de cada golpe que recebido, de cada golpe dado, da fúria, o arrebato e a energia do combate. Por acaso havia se tornado masoquista? Havia desenvolvido alguma espécie de fixação pela tortura?

Então se deu conta de que algo a mais comprometedor do que adrenalina começava a despertar na parte de seu baixo ventre. E o pior de tudo é que o dobe havia se dado conta.

Irritado, golpeou o volante com o dorso da mão.

Havia sido instintivo, quis punir um impulso irracional do qual levava muitos dias sem descarregar a tensão sexual de seu corpo.

Sim, definitivamente era isso. Não havia voltado a procurar os becos desde a última vez em que esse mesmo dobe o havia descoberto, e em casa tão pouco havia sentido necessidade, por isso era normal e justificativo que com qualquer estimulo externo seu corpo reacionária por reflexo.

Mas por que com um homem? Por que precisamente com ele?

Era a primeira vez que lhe ocorria algo assim. Nem sequer com os boqueteiros. Ainda que isso tivesse sua própria justificativa. Apenas se limitava a fechar os olhos e desfrutar do contato. Mas isso não o convertia em gay, os homens não o atraiam. A razão para que elegesse antes um homem do que uma mulher para sua satisfação pessoal era simples. Os homens não lhe pediam em troca nada mais que dinheiro. Não se apaixonavam por ele, não lhe fariam depois da felação nenhum tipo de exigência à parte do acordo de pagamento.

O carro reduziu a velocidade até deter-se frente a porta de sua casa.

Por acaso pensava que era outro boqueteiroque poderia te beneficiar? Chamou-me porque queria que te chupa-se? Questionou-lhe em tom de escárnio o detetive.

Sasuke saiu do carro fechando a porta com força.

- Maldito bastardo. – sussurrou raivoso.

Internamente não podia negar essas palavras tão certas como a voz sussurrante e obstinada que em sua mente se empenhava em repetir. Sim, o havia pensado e sua chamada não havia sido para outra coisa que não para substituir os lábios do homem postado a seus pés pelos do loiro. Ver-se descoberto não havia feito mais que enfurece-lo.

Por ter tido esses pensamentos, por incitar Naruto a que se aproxima-se, por seu desejo insatisfeito...

Entrou em casa, como uma fera da qual acabam de soltar depois do cativeiro. Livrou-se do terno em uma vã tentativa de resfriar seu quente corpo e começou a caminhar sem rumo pela sala tentando se acalmar. Começava a hiperventilar.

- Sasuke-kun... Você está bem?

O moreno girou o rosto por cima de seu ombro, e de pé, observou em silêncio sua prometida de cima a baixo. Acabava de sair do banho. Tinha os cabelos molhados dos quais caiam diminutas gotas formando um pequeno rastro de água no solo e as mãos segurando a toalha de banho que cobria seu pequeno corpo.

Um grunhido gutural e indecifrável brotou de sua garganta. Necessitava descarregar sua frustração, esclarecer de uma vez por todas suas inclinações. Demônio, ele não gostava de homem!

Estendeu seus braços e tomando entre seus dedos o rosto de Sakura a beijou tão fogosamente que seus dentes se chocaram com brusquidão. A jovem apenas pode reprimir um gemido de surpresa, era tão raro ver Sasuke tomando a iniciativa em esse tipo de situação, que não tratou de evitar o ardente ataque, e sim entreabrir a boca e se deixou levar pelo furioso arrebato.

Sasuke lhe acariciou o rosto, que como era de se esperar, resultava liso, sem cicatrizes nos lados. Não contente com isso lhe rodeou a cintura e a levantou com facilidade sem deter o contato de suas bocas, lhe resultou curioso o leve que era seu corpo, e não pode evitar pensar se Naruto seria igualmente leviano. A jovem rodeou os ombros e cruzou as pernas ao redor de sua cintura enquanto caminhava até o dormitório. Durante uns instantes desejou que esses braços que o rodeavam fossem fortes e musculosos. Ao chegar perto da cama a soltou derrubando-a sobre o colchão.

- Está muito participativo hoje... – insinuou belamente a jovem em risos.

Como resposta Sasuke se descalçou, tirou a camisa e desabrochou o cinto e o botão da calça. Estendeu uma mão e antes de recostar-se sobre o corpo de sua amante retirou firmemente a toalha úmida, deixando totalmente exposta sua nudez. Essência feminina, peitos sinuosos, curvas de mulher... Por mais que buscasse não encontrava na jovem nenhum traço masculino, não achava a pele bronzeada de um corpo robusto, nem a cor dourada de uns cabelos revoltos, a figura que sua traiçoeira mente não deixava de formar-se em seu subconsciente uma e outra vez.

Com um grunhido frustrado por não poder controlar nem sequer seus pensamentos. Inclinou-se até a jovem apressando entre seus dentes o pálido pescoço que tão vulnerável lhe mostrava. O mordeu e o beijou sem compaixão, notando como o corpo frágil baixo de si se convulsionava com cada arrebato faminto.

- Sasuke-kun... – gemeu deleitosa. Passou ambos os braços pelos ombros do jovem e arqueou as costas, juntando seus corpos, buscando pelo contato.

O que apenas durou uns escassos segundos.

Bruscamente, Sasuke se incorporou. Apressou o braço da jovem e incitou que desse a volta, deixando-a finalmente com o rosto descansando sobre o colchão. Justo como havia imaginado. Beijou sua nuca e suas costas enquanto tentava retirar sua calça e roupa intima, até conseguir por completo.

O membro rígido que durante tanto tempo havia cobiçado ressurgiu palpitante, erguido e ameaçador.

- O que... O que pensa em fazer? – questionou hesitante pela troca de postura. Era a primeira vez que seu namorado propunha algo assim.

Sasuke continuou. Apenas se limitou em agarrar fortemente o quadril e eleva-lo até que as nádegas ficassem na altura desejada.

- Sasuke-kun? – voltou a perguntar cada vez mais insegura.

Sakura notou a pressão do ereto pênis arremetido contra seu traseiro e instintivamente se tensou, abrindo os olhos estupefatos. De duas uma; ou com a nova postura Sasuke havia se desorientado e pressionava sobre o orifício errado, ou realmente pretendia introduzi-la nesse lugar.

A pressão aumentou e então soube que realmente, sim pretendia introduzi-la pelo ânus.

- Mas o que demônios você esta fazendo?

A jovem se virou furiosa, levantou a mão e com um rápido movimento golpeou a bochecha do maior.

- Ficou louco? – rapidamente cobriu seu corpo com o lençol, afastando-se para um lado. – O que pretendia fazer?

Voltou aos seus sentidos bruscamente com a bofetada, e só então foi consciente do que havia tentado fazer. Havia se descontrolado, havia perdido por um momento a razão e o juízo, não havia sido consciente de que sua amante era uma mulher e não o homem que capturou sua mente. Seu corpo havia reacionado tal e como se tivesse gostado de fazê-lo.

Como se houvesse feito a Naruto.

Boquiaberto e com as pupilas dilatadas pela relevante informação, levou uma mão a bochecha onde a carne ainda ardia.

- Eu sinto muito. – não sabia o que dizer ao certo.

- Sente muito? – exclamou a jovem ofendida. – Isso é tudo o que pode dizer?

Nesse momento o único que Sasuke podia fazer era mal dizer internamente ao ter-se encontrado alguma vez com o loiro de olhos azuis. Até agora havia vivido uma abençoada existência: bom trabalho, namorada carinhosa e luxuriosos hobbies. Mas nada mais voltaria a ser igual, não quando acabava de se ar conta de que efetivamente não lhe atraiam os homens.

Exceto ele.

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- Sakura, por favor, fale mais devagar. Não entendo nada do que quer me explicar. – lhe indicou Kakashi sem tirar os olhos do livro que habitualmente lia. – Não tem funcionado a terapia que os mandei?

A jovem se mexeu inquieta no sofá em frente a ele.

- A principio sim. – indicou perturbada. – Mas à noite... À noite Sasuke... Tentou... – desviou o olhar inquisidor para a direita, onde se encontrava taciturno o falado. -... Tentou entrar em um lugar que não me lembro ter dado permissão de penetrar.

Kakashi levantou subitamente o olhar do livro pela primeira vez desde que haviam começado as sessões de terapia, cravando seu olhar preguiçoso em Sasuke, que com expressão irritada e homicida, não fazia outra coisa que não grunhir entre dentes, franzir as sobrancelhas, e tentar acalmar os diversos tics nervosos de seu rosto.

O consultor tentou dissimular o sarcástico sorriso que pugnava por surgir.

- Bem, talvés seja necessário tirar os morcegos acomodados.

Continuará...

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Notas da autora: Sim, talvés seja melhor Kakashi-sensei, tirar os morcegos de borracha e deixar que se deixem castigar-se xD Aí, eu queria ver Sasuke, padecendo de uma crise de identidade. Por isso eu disse que tinha uma razão quando argumentava "Eu não sou gay" agora o sabem melhor do que nunca, ele é... Bissexual! xD Me custou horrores escrever esse hentai, nunca suei tanto na minha vida. Mas valeu a pena para que Sasuke se desse conta do que ocorre com si. Sua entre perna não é traiçoeira, é realista e não sabe como dizer-lo mais alto... e duro.

Notas da Tradutora: Em primeiro lugar já peço desculpas pelos erros de português. E sobre o cap só sei que ri muito com ele (sasuke tendo crises é demais :D) e continuo a dizer: SM rula _ Obrigada mais uma vez a Naruko por me permitir traduzir essa maravilhosa fic, para o português. Beem, sobre a tradução creio que apartir de agora vou demorar mais (lê-se: bem mais, muito mais) para postar já que minhas aulas voltarão (dia 25/02 para ser mais exata '-'). Assim podendo demorar mais, mas prometo não abandonar a tradução.

Resposta das Reviews:

Hanaee: ahh, melhor UM beijo do que nenhum temos de convir. E sobre o lemon aguarde e verá *-* Nyaa, eu nunca mais te achei no msn mulher, entao nem deu pra mim te mandar o cap para betar sorry . oskaoska. Beem, aqui esta o cap 4 bom proveito ;D beijos.

Kuchiki Rin: Aham, e finalmente Sasu-chan descobriu sua OPÇÃO sexual *-* /euri '-' se vc gostou do beijo repentino, deve ter adorado o cap 4. Realmente queria eu poder escrever metade do que ela por ler esta tradução. Beijos.

Sango7higurashi: Não morra, que a tradução do cap 4 está aqui :O" aoskaoskas''

Espero que goste beijos.

.'YukiNamikaze'.: Oii, fico imensamente feliz por estar gostando da fic e da minha tradução :D' Aqui está o cap 4, espero que ele tenha lhe agradado. Beem, Naruko ainda não revelou na história quem pergunta isso (fic não acabada ainda) mas pelo contexto já se tem uma idéia de quem pergunta isso. Beijos.

Victoria: aham, quem não riria? Naruto 'ta na completa seca :D aoskaosaks

Aqui esta o cap 4, obrigada por ler esta tradução. Beijos.

loveDeidara: beem, pseudo-lemon eu diria, já que sasuke pensava no naruto e não na sakura ne '-' saksoaksa E sobre o sai eu não sei, posso perguntar a Naruko. Mas pelos caps postados até hoje Sai ainda não teve nenhum 'desenvolvimento' amoroso. Obrigada por ler esta tradução. Beijos.

Camis: pseudo-lemon eu diria, já que sasuke tava com a sakura pensando no naruto o.o'

Uiaa, ai eu já não sei. Mas se o Sai pensar em tocar no naruto eu conto pro sasuke, pra ele quebrar a cara da copia è.é (nada contra o sai, deixando bem claro o.o mas sasunaru owna *u*)

Viajar é du mal :D' oaksoaksas,, aqui esta o cap 4, obrigada por ler esta tradução. Beijos.

Insana: Obrigada. Beem, o cap 4 chegou até que rápido, porem o 5 não creioq eu chegará. Aulas voltam, o inferno e as olheiraa by gaara tbm o.o (como se eu não tivesse elas nas férias tbm ¬¬) Obrigada por ler esta tradução, Beijos mamãe :D oakaoskas'

Mei-senpai: Bem, mesmo revisando o português teima em te contradizer e ai saem os erros ;x'

E sobre a pergunta, depende: se considera a cena desse cap entao eles já se agarraram, senão, daqui a uns dois caps eles se agarram mesmo :D Obrigada por ler a tradução. Beijos.

Niicolle-chan: oii, realmente a fic é ótima, Naruko é uma gênia. Bem, sobre o que irá acontecer espere e lerá xD' okaokasoa' e não, a fic ainda não esta pronta. Porém eu peço sim que a Naruko poste mais rápido. E sobre o tradutor, eu realmente não uso ele para traduzir nem para nada do gênero, ele traduz tudo errado e ao invés de me ajudar acaba sempre atrapalhando. (H)" O próximo cap vai demorar por causa das aulas, mas eu vou fazer o possível para apressa-lo. Obrigada por ler esta tradução. Beijos.

Uzumaki. Nah-chan: Naru-chan!! :D' meus dias de folga acabaram? Isso é vdd mesmo, primeiro tu (ah tri xD) depois o colégio, é amiguinha eu to f... =P aoskaoska

A fic realmente segue espetacular, mas tbm Naruko escreve divinamente, ninguém pode negar. Mas você vai ficar na curiosidade até o próximo cap è.é (claro, isso se não decidir ler na original ç.ç) osaksoaksa'

Aham, essa é a parte mais engraçada do capitulo anterior, na vdd eu acho o cap anterior em si uma comédia. Aqui está o cap 4 espero que tenha gostado *-*'

3 reais? :O depois dizem que eu que sou mercenária, isso é um roubo '-' processa eles #_#' Beijos.

Beem, é isso pessoal. E mandem reviews, elas fazem a tradução andar mais rápido :D'

Beijos.