Titulo original: 8 Semanas

Autora: Oo-Naruko-oO

Tradutora: Kappuchu09

Disclaimer: Naruto pertence à Masashi Kishimoto, e essa fic pertence à Naruko-chan.

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Cap 09: Um segredo obscuro

- Disse que está morto.

Jiraya deixou de teclar no computador portátil, com o qual estava trabalhando para erguer o rosto e dirigir-lhe um olhar caústico ao seu empregado.

- E vai acreditar? – perguntou rude – Não há nenhuma ata de enterro em seu nome nem foi encontrado nenhum corpo que coincida com a discrição de Uchiha Itachi. É evidente que esse garoto está tentando te confundir para que pare de buscar pelo seu irmão. Eu no lugar dele faria o mesmo. – ironizou retomando seus afazeres – Depois de tudo continua sendo um Uchiha, vai encobrir a verdade até o final.

- Não sei. – duvidou Naruto torcendo o rosto. Lembrava-se da cara que Sasuke havia feito, enquanto falava de seu irmão mais velho, realmente não parecia estar fingindo a raiva que transmitia seu rosto. – Para mim não pareceu.

- Deixe-me dizer uma coisa, garoto – seu chefe ergueu-se, dando a volta na mesa do escritótio, até ficar apoiada nela de forma relaxada. – A especialidade dessa família são as fachadas bem elaboradas, esconder a verdade, tapá-las com bons atos, que mantenham a honra do sobrenome intacta, e esse moleque não é diferente dos de mais. – cruzou os braços pensativos. – Não conseguiu que te dé-se mais informações?

- Não – negou irritado.

Claro que havia tentado questionar mais sobre o assunto, e averiguar ao que se referia quando afirmou que seu irmão estava morto, mas Sasuke havia adotado um caráter evasivo e de retundo mutismo, não dando em momento algum o braço a torcer.

- Eu tentei – prosseguiu cansado – Mas imediatamente foi embora sem responder a nenhuma das minhas perguntas. Depois disso tem me evitado.

- Esconde algo. – disse Jiraya cada vez mais convencido. – Nesse caso, contiue o vigiando de perto, até que encontre alguma prova acusatória. Por mais que a esconda, a verdade sempre vem à luz.

Naruto cabeceou rangendo os dentes. Seguir de novo o bastardo não era algo que lhe entusiasmasse, muito menos depois de tê-lo tratado e o conhecido um pouco mais profundamente. Mas por mais estranho que pareceria, e ainda que a relação que mantinha com ele não se podia classificar nem sequer como amizade, lhe dava a impressão que perseguí-lo novamente traía sua confiança, por pouco que fizesse, ao pôr em dúvida suas palavras. Bem, isso era algo evidente.

Com um fastídioso suspiro saíu da sala do chefe e cruzou o escritório de detetives até a recepção. Se teria que continuar a vigiá-lo, era necessário tomar uma série de medidas de precaução para que não o descobrissem. Começando por trocar de carro.

Não tardou em encontrar um companheiro de trabalho apoiado na bancada principal, incomodando, com uma de suas conversas insustânciais, a desafortunada recepcionista.

- Alguma vez já pensou em fazer um trio com dois homens? – lhe perguntou Sai à pobre Hinata, que vermelha de vergonha, já não podia inclinar mais o seu rosto até seu peito. – Lí um livro que é a fantasia sexual mais frequente entre as mulheres de média idade, algo que realmente poderia usar contra sua timídez. – sorriu – Pense que há dois de tudo e quatro de algumas coisas. No princípio pode ficar assustada, ainda mais se muitos dos seus orifícios forem usados, mas não deve se preocupar, eu lí que é saudável usar mais de um de uma vez. O que não ficou muito claro, é se depois você pode ficar muda...

- Sai-kun – reprovou a mulher, completamente envergonhada. – Eu não faço essas coisas. Sou uma mulher decente.

Sai piscou confuso.

- E o que isso tem haver?

- Saiu – cortou o loiro, interrompendo a conversa para o agradecimento da afetada. – Preciso que troquemos nossos carros durante um par de semanas. Tenho que voltar a seguir de perto o bastardo do Sasuke, e ele já conhece o meu. – do bolso da calça estraíu as chaves de seu veículo, oferecendo-as ao moreno. – Se o usa-se me descobriria logo.

Sai inclinou o rosto, enrrugando ligeiramente as sobrancelhas.

- Quer que eu vá contigo? – perguntou curioso, trocando as chaves. – Esse cara é perigoso, não gosto dele, tem algo de diferente, não sei... Quero ensiná-lo a pegar nos pincéis ou pegar-lhe em uma punheta. Não tenho certeza de qual dos dois.

Uma imperceptível gota deslizou pelo senho do loiro.

- Não será necessário. – assegurou – Me arranjarei bem sozinho.

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Encontrar o rastro de Sasuke havia sido relativamente fácil, ainda mais sabendo, de ante mão, qual era sua rotina, seu trabalho e seus hábitos diários. O difícil do assunto era conseguir alguma pista, conseguir que Sasuke baixe a guarda e mostre alguma falha que pudesse ajudar-los a completar a investigação. Coisa da qual não ajudava em nada. Três dias depois de resultados nulos, Naruto começou a pensar que talvez o equivocado era ele, e na realidade Sasuke havia lhe dito a verdade sim. Mas então, por que se negava retundantemente a responder suas perguntas? Estava claro que escondia algo, e ele iria descobrir.

Esse mesmo dia, quando por rotina seguia a BMW negra de vidros, também negros, que Sasuke conduzia depois de ter terminado seu trabalho, Naruto levou duas gratas surpresas. A primeira foi quando o veículo circulou por uma rota de sobra conhecida pelo loiro, até terminar estacionando justamente em frente da porta de sua casa. O coração de Naruto começou a palpitar descontrolado ante a ideia de que Sasuke quisesse lhe ver pôr vontade própria, e falar com ele como muitas outras vezes havia ido buscá-lo. Mas os minutos passavam e do interior do carro ninguém se dignava a sair. Finalmente a decepção cruzou seu rosto ao comprovar que o carro seguia de onde havia vindo.

A segunda surpresa chegou justamente depois que o carro se pôs em movimento e conduzia por outra rota, distinta da havitual. Para fora de Konoha.

Naruto se lembrou daqueles primeiros dias, muitas semanas atrás, quando Sakura o contratou para que seguisse seu noivo e este fez uma pequena escapada até um lugar escondido, onde poderia contemplar a cidade inteira, cegada pela contaminação luminosa. Mas suas suspeitas pronto vieram truncadas, e o carro prosseguiu seu caminho. Uma vez que deixou para trás Konoha, havia o seguido desde longe até que desembarcou em uma estreita e solitária rua, a qual durante trinta longos minutos, que seguiam pondo em dúvida seu destino.

Aonde demônios ia? Se perguntou o detetive pela terceira vez enquanto reduzia as marchas. O asfalto começava a ser irregular e a condução dificultuosa.

Faziam vários minutos que a paisagem se tornara verde, coberta pelos últimos raios de sol, anunciando o fim do entardecer. Uma visão que desde sua posição se refletia inigualável. Altas cerejeiras com suas flores rosadas, cuja beleza era indiscritível; as Sakuras começavam a florecer com a primaveira que está para chegar. Um pouco mais ao fundo, alguns pequenos carvalhos rodeados de uma espessa e abundante vegetação, e ao longe no horizonte, uma grande fileira de pinheiros que permitiam ver os restos de luz desprendendo-se na distância.

Naruto ficou assombrado com a calidez e a tranquilidade que envolvia a bela paisagem. Fez uma nota mental, para se lembrar de voltar alí outro dia para contemplá-la com mais calma.

Teve de devolver toda a sua atenção para o carro para longe, quando este começou a reduzir a velocidade até finalmente se deter em uma estreita rua. Naruto estacionou o veículo a vários metros à frente de Sasuke, para que não levantasse suspeitas, que também se deteve na mesma esquina. Pelo espelho retrovisor, constatou como Sasuke havia descido do carro e ia adentrando-se no bosque a pé.

Naruto fez o mesmo com uma curiosidade mais que desperta. Aonde ia? O que buscava em um bosque fora da cidade? Talvez houvesse marcado um encontro com alguém? Muitas eram as perguntas que atingiam sua cabeça, mas nenhuma com uma resposta clara. Em silêncio, se limitou em seguir o moreno, vários metros atrás dele.

A medida que ia avançando, as cerejeiras se faziam menos numerosas, assim como a doce fragância que os envolvia. Naruto teve de se esconder atrás de um robusto tronco, quando observou como Sasuke logo se detinha na metade do nada. Curioso, o contemplou de longe, inclinando a cabeça para um lado para ver aonde Sasuke dirigia seu olhar, mas a única coisa que visualizou foi uma pedra em meio a uma pequena clareira em meio ao bosque. De sua posição podia apreciar com clareza a respiração pesada do moreno e como seus músculos começavam a se tensar. Estava nervoso. Naruto quis sair de seu esconderigio e perguntar o que estava acontecendo, mas sabia que era algo imprudente. Instantes depois Sasuke retomou sua marcha com lentos e calmados movimentos.

Não mais de dez metros depois, o moreno voltou a parar, justamente em frente a pronunciada pedra que havia visto antes. Naruto contemplou duvidoso como Sasuke cravava os joelhos no solo, inclinando o rosto para baixo. Foi um tempo quase eterno, ou ao menos foi essa a impressão que lhe deu, e que Sasuke se manteve alí, quieto, em silêncio, simplesmente olhando a pedra. Naruto decidiu aproximar-se quase ficou claro que não havia marcado encontro algum com ninguém mais naquele estranho lugar. Com passos sigilosos se aproximou dele, o suficiente como para que seus olhos distinguissem o que contemplava tão avidamente. E alí, prostada entre uma espeça folhagem, divisou a robusta pedra de granito na qual trazia um nome:

Uchiha Itachi.

- Então era verdade... – pronunciou surpreendido, notando a garganta seca e os nervos apertando seu estômago.

O moreno girou o rosto com um movimento brusco, e seu rosto pode distinguir a surpresa que lhe produziu ao ver-se descoberto, e a raiva segundos depois.

- O que faz aqui? – rugiu em um perigoso tom ameaçador, erguendo-se rapidamente – Me seguiu? Estava me espiando? Já disse para não se meter na minha vida particular!

- Eu... – balbuciou sentindo-se culpado. Sasuke tinha motivo para estar bravo com ele. Era certo que havia lhe espiado e seguido até invadir seu espaço pessoal, mas havia sido uma medida necessária. O bastardo nunca teria falado por iniciativa própria daquele assunto. Não havia tido outra alternativa. – Sinto muito.

Sua desculpa não foi suficiente, ou elo menos assim o decidiu Sasuke, que ergueu um braço descarregando um forte soco sobre o rosto o detetive, fazendo com que caísse de costas na grama verde. Se acreditou que com isso se contentaria, Naruto esteve equivocado. Sasuke o imobilizou contra o solo, lhe dando novos socos sobre seu rosto sem olhá-lo. Duros e raivosos golpes.

- Era isso que você queria? – brandou colérico. – Está satisfeito!

O loiro não tentou sequer devolver os golpes, mas sim detê-los, sabia bem que os merecia, como também sabia que Sasuke estava descarregando a raiva acumulada, não toda produzida por sua insolência.

Com dificuldade conseguiu deter os golpes. Para então perceber o chamativo sangue que já cruzava grande parte de seu rosto, sobre tudo emanando da boca e do nariz. Mas o loiro não se queixou, ao contrário, se manteve imóvel com o olhar fixo sobre o moreno, que encima dele, respirava sonoramente entre temblorosas sacudidas.

- Te odeio. – disse Sasuke dedicando-lhe um olhar carregado de desprezo, apertando fortemente a mandíbula, tanto que seus dentes rangeram com força. Inclinou o rosto ocultando seus olhos, atrás da franja. – Não tinha o direito... Não tinha...

- Eu sei. – lhe respondeu conciliador como quem assume sua parte de culpa por haver duvidado de sua sinceridade e interrompido violentamente sua intimidade, sem permissão. – Me perdoe, Sasuke.

Naruto ergueu uma mão, com a qual tentou acariciar a bochecha do maior. Mas com um tapa cortante com o dorso da mão o deteve.

- Não me toque.

Com um movimento resoluto, Sasuke se ergueu envolto novamente em sua fria armadura, começando a caminhar a bons passos por onde havia vindo.

- Espera! Não vá. – o loiro se encorporou apressadamente, seguindo-o a diras penas. Os golpes o havia deixado tão atordoado que não era capaz de manter-se em equilibrio – É sério, sinto muito, você tem todo o direito de estar bravo comigo. Mas em minha defesa direi que nunca duvidei de ti, é só que...

Sasuke se deteve bruscamente, de costas para ele.

- Necessitava comprovar por ti mesmo. – concluiu um pouco mais calmo.

O loiro assentiu com a cabeça ainda que soubesse que Sasuke não o olhava.

- Pois ai está a sua prova. – fisse elevando a voz mais do que quis. – Essa é sua tumba.

Um frio tremor recorreu ao detetive cortando-lhe a seca a respiração. Uma coisa era ver a pedra com as letras escritas da pessoa que tanto havia estado buscando e outra era confirmar que não se tratava de nenhum sagrário colocado para homenagear seu nome. Mas por que em uma zona assim tão afastada de sua cidade? Por que não em um cemitério, ou no panteão da família Uchiha? Vacilante, desviou o olhar para trás, observando durante um bom tempo as palavras desenhadas sobre aquela placa de pedra antes de atrever-se a perguntar.

- Como aconteceu?

O corpo de Sasuke se agitou envolto por uma repentina tensão, sua respiração era acelerada e as feições de seu rosto se contrairam em uma expressão raivosa. Tanto que Naruto achou que Sasuke encerraria, definitivamente, aquela conversa, e não de uma maneira agradável.

Demorou vários minutos para que responde-se a pergunta.

- Se suicidou. – girou o corpo lentamente até ele e então Naruto pôde comprovar o esforço que fazia ao permanecer parado naquele lugar. – Nem sequer teve coragem o suficiente para enfrentar todos os problemas que havia causado. Era um covarde.

O detetive estudou minuciosamente o rosto do moreno e acreditou ter visto em seus olhos entrecerrados um intenso brilho escondido, talvez de ódio, talvez de raiva e impotência. A única coisa que podia perceber com clareza, por seu tom desdenhoso era o recentimento que morava em seu interior.

- Quando diz problemas, te referes a morte de Shisui Uchiha? – questionou vacilante, passando o dorso de sua mão pela boca para eliminar o excesso de sangue.

Sasuke emitiu um leve grunhido gutural em forma de afirmativa. Aquele som parecia ser o único que estava disposto a pronunciar até que passados alguns minutos adicionou com desdêm.

- Meu irmão sempre foi uma pessoa amável, pacífica, inteligente e cm um talento nato, que muita gente o classificava como um prodígio. Sempre foi capaz de conseguir tudo aquilo que desejava, inclusive enganar a todos... – respirou fundo e inconscientemente apertou os lábios.

Não queria recordar aqueles tempos, mas era tarde demais. Vinham à sua mente como se os estivera vivendo naquele instante. Lhe resultou curioso que, apesar de ter-se negado anteriormente a dar-lhe algum tipo de explicação a aquele fastídioso detetive, suas palavras fluíssem cada vez com mais normalidade.

- Quando a polícia encontrou Shisui afogado na beira do rio, começaram a circular inúmeros rumores, acusando-o como o principal suspeito de sua morte. Inclusive a polícia chegou a investigá-lo, mas nenhuma prova podia confirmar os rumores, assim que foi absolvido.

Naruto assentiu com a cabeça. Havia descoberto aquilo há dias atrás.

- Dois dias depois daquilo, meu irmão veio me ver. Estava nervoso, algo impróprio para ele, e com impaciência me disse que não havia tempo para explicações, que toda a nossa família estava corrompida e deviamos fugir, sair do país, nos esconder em algum lugar longe, até que tudo houvesse se acalmado. – seu senho se contraiu energicamente, tanto que sua testa se enrrugou. – No princípio não entendi porquê queria aquilo tão de repente, sem nenhuma razão, assim que me neguei a ir com ele até que me dé-se uma explicação, que nunca chegou. Me chamou em um lugar fora de Konoha, com a intenção de me explicar tudo. – fez uma breve pausa, que aproveitou para dar uma olhada em volta, como se estivesse revivendo de novo aquela cena. – Exatamente nesse lugar. Quando cheguei...

De repente deteve o relato e Naruto apreciou como a raiva voltava a cruzar seu pálido rosto, endurecendo seus gestos.

- ... Já estava morto. – disse – Tinha um buraco de bala na cabeça e em uma mão segurava a pístola, com a qual havia se suicídado. Não sei durante quanto tempo estive de pé, ao seu lado, em estado de choque, contemplando o cadáver do meu irmão. Por mais que tentasse encontrar uma razão, não compreendia o que o havia levado a terminar dessa forma com a sua vida; nunca se meteu em problemas, era uma pessoa tranquila, até cheguei a considerar que realmente não tinha sido um suicídio e sim um assassinato, deixando-o assim para enganar a forma como havia morrido. – inspirou profundamente, fazendo uma breve pausa. – Estava confuso, então chamei meu pai e lhe contei a situação. Minutos depois éramos dois quem contemplava o cadáver estendido no chão. A explicação que meu pai me deu me fez compreender tudo.

Sasuke inclinou a cabeça, depositando com desdêm seu olhar sobre a tumba.

- Maldito – sibilou moredendo as palavras. – A polícia havia encontrado novas provas que o acusavam diretamente pelo assassinato, e antes que o pegassem pretendia sair do país, esconder-se, fugir da justiça. Depois de tudo, foi o culpado da morte do meu primo. E eu como um idiota acreditei nele... – fechou as mãos e as apertou com tanta força que seus dedos estralaram - ... Confiei cegamente em sua inocência e me mentiu, me enganou, ninguém merece mais que ele estar onde está. De baixo da terra.

- Não diga isso. – sussurrou o loiro com pesar. – Tenho certeza de que há uma razão para que isso acontecesse. Ninguém merece morrer.

- Era um assassino! – brandou com energia, voltando o rosto para ele.

Naruto emudeceu, encolhido pela dor palpável, que os olhos opacos e gélidos transmitiam.

- Meu pai decidiu enterrá-lo aqui mesmo e manter oculta sua morte. – prosseguiu com o mesmo tom de desprezo. – Depois de tudo, tinha um nome de prestígio e uma alta posição na empresa, se as pessoas se enterassem de tal escândalo nosso sobrenome teria ficado manchado. Nem sequer meus familiares sabem, por isso não param de contratar um sem fim de detetives que fracassam em sua busca.

Agora compreendia tudo. Por isso não havia nenhuma ata de morte em seu nome, nemc adáveres que coincidissem com sua discrição. Porque para o resto do mundo, Uchiha Itachi, todavia encontrava-se vivo e em paradeiro desconhecido.

- Espera um momento. – recapacitou o detetive, tentando atar os cabos soltos da história. – E Deidara? Ele sabe algo dele?

- Não que eu saiba. Depois da morte do meu irmão, tentei me contatar com ele, mas me disseram que havia desaparecido. Nunca mais voltei a saber dele.

- E a carta?

Sasuke piscou confuso.

- Que carta?

- Durante a investigação encontramos um conhecido do seu irmão, que assegurava qe existia uma carta que a sua família mantinha oculta por seu conteúdo importante.

Sasuke encolheu os ombros, negando com a cabeça.

- Não sei do que está falando. Nunca existiu tal carta. – negou – Mentiram para você.

- Ohh, não.

Ambos ficaram em silêncio, Sasule com o olhar posto sobre a placa de pedra, enquanto Naruto o estudava com descarado interesse. Se todo o que havia lhe ocntado era verdade, já não teria porquê seguir com a investigação. Deidara estava em paradeiro desconhecido, e a única pessoa que podia explicar o ocorrido com Shisui Uchiha também estava morta, de forma que suas possibilidades de esclarecer o caso eram praticamente nulas. Igualmente ao que ocorreu com os outros detetives.

Inclinou a cabeça para frente e com uma mão fez pressão na parte lateral do nariz, havia começado a sangrar de novo, pela hemorragia, ainda que não pareceu muito importante. Sasuke bufou contrariado, pôs uma das mãos no bolso da calça, extraindo um pano escuro, que ofereceu ao detetive com certa culpabilidade.

- Está sangrando muito. – evidenciou observando as mãos tingidas de vermelho.

- E de quem você acha que é a culpa, teme? – inquiriu três quartos mais agudo do que o normal, mas em nenhum momento de forma ofensiva.

- Sua, obviamente. Se não fosse um dobe intrometido, isso nunca teria acontecido – lhe recordou rindo dissimuladamente.

- Oh Deus, você riu... Está rindo! – inquiriu abrindo desmensuradamente os olhos. – Nas minhas costas, mas essa é a primeira vez que te vejo sorrir.

Sasuke franziu a boca, desfazendo em um instante a expressão risonha, desviando o olhar para um lado, com certo embaraço. Naruto percebeu como suas bochechas passavam de pálidas a uma leve coloração e daí a uma tentativa avermelhada que chegou, inclusive, acender as pontas das orelhas.

- E ainda por cima ficou vermelho! – exclamou assombrado de ver tantas facetas desconhecidas em Sasuke. Uma agradável onda de ternura o invadiu. – Realmente, hoje é um dia para surpresas.

- Cale-se dobe, e começa a caminhar. – farfulhou em uma tentativa de desviar o tema vergonhoso da conversa. – Vou te levar ao hospital.

Deu a volta, e sem esperar sequer que Naruto protestasse, começou a caminhar até o carro.

- Não precisa, é sério, não vou morrer por um pouco de sangue. Estou bem. – assegurou. – Quando chegar em casa eu cuido dos machucados e ficará como novo. Além de que, eu vim de carro, posso chegar sem problemas.

O moreno se deteve em seco, voltando o rosto inquisitor por cima do seu ombro.

- Não vai dirigir. – assegurou como quem não está disposto a receber uma contradição como resposta. – Não está em condições de fazê-lo.

- Está falando por causa disso? – o detetive ergueu o pano repleto de sangue. – Disse que não é nada, já sofri ferimentos piores.

Sasuke bufou irritado, girou em um resuleto movimento, agarrando bruscamente as golas da camisa do detetive, obrigando-o a caminhar em direção que ele quisesse.

- Já disse que te levo. Por acaso tenho que te deixar inconsciente para que deixe de me replicar?

Naruto o seguiu em tropeços, sem poder fazer nem dizer nada que lhe fizesse mudar de opinião. Uma vez dentro do carro, e no mais estrito silêncio, compreendeu a insistência de Sasuke. Um sorriso agradecido brotou de seus lábios.

Realmente, o bastardo não era bom com as desculpas.

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Uma hora depois, a BMW negra estacionava em frente as portas do hospital, mas nenhum dos dois chegou a pisar nem sequer na recepção. Foi tudo o que Naruto conseguiu à seu favor, depois de tê-lo assegurado centenas de vezes que se encontrava em perfeito estado e não necessitava que nenhum doutor o revisasse. Não obteve a mesma sorte quando Sasuke assegurou que se não queria entrar em emergências, ele mesmo iria a sua casa e trataria pessoalmente do processo de cura. Bem, para ser sincero, Naruto não se incomodava no mais mínimo com essa última opção, além do mais, logo pôde constatar pelo irregular palpitar de seu peito, quanto havia sentido falta de sua companhia.

Uma vez em casa e sentado de frente no vaso sanitário do banheiro, Naruto experimentou uma estranha sensação de vertigem. Quis pensar que talvez era produto dos algodões rosado de desinfetante que tinha colocado nos orifícios do nariz, parando a hemorragia, mas enganar-se era uma perda de tempo. Sabia que a sensação de asfixia se originava do próprio Sasuke, que muito próximo a ele, lhe limpava com cuidado alguns hematomas do rosto.

Durante o longo tempo que durou o proceso de cura, Naruto tentou manter a postura, controlar seu nervosismo, não ruborizar, não hiperventilar, não olhar excessivamente o rosto imparcial do moreno, nem sua pele alva, o nariz reto, os lábios finos, suculentos, tentadores, mas acima de tudo não queria ver esses profundo olhos negros que o faziam ser tão raivosamente lindo.

Naruto fracassou em todos e em cada uma de suas tentativas.

Cerrou os olhos com força, fazendo uma última tentativa de manter a pouca sensatez que o mantinha em pé e não saltar-lhe em cima, e arrancar-lhe toda a roupa a tira, mas nem sequer assim conseguiu acalmar seu desejo. O simples roce dessas mãos frias acariciando sua bochecha lhe abrasava a pele e lhe acelerava o pulso.

- Por acaso te deixo nervoso, dobe? – questionou mordaz o moreno, dando-se conta de sua mais que alterada conduta.

Tocado e fudido. Já era bastante vergonhoso não poder controlar seu corpo por vontade própria, como que para que o bastardo lhe esfregasse na cara. Naruto entrecerrou os olhos malicioso, com uma careta de aborrecimento.

- Na real... – resmungou, cruzando os braços – Não é tão gostoso assim.

Os lábios de Sasuke se curvaram e um barulho parecido com uma risada brotou de sua garganta. Naruto o contemplou fascinado. Era a segunda vez que o via sorrir; uma risada honesta, limpa e alegre que lhe permitia uma visão completamente distinta da máscara de frieza na qual se escondia do mundo. Algo simplesmente belo.

- Deveria sorrir mais. – murmurou sem poder afastar os olhos dele.

Sasuke piscou desfazendo o gesto mais por pudor do que para contradizê-lo. Colocou um pouco de creme cicatrizante sobre seus dedos, aplicando-o no lábio cortado.

- Abre a boca. – o mandou, espalhando bem o creme, e enquanto o fazia, não pode evitar que seus olhos se desviassem até o pescoço moreno, onde uma débil mancha violeta estava a ponto de desaparecer. A mesma marca que havia visto vários dias atrás, quando se jogou em uma intoxicação etílica.

Uma torrente de ira de instalou em suas entranhas. Esse desgraçado do Sai...

E de repente, sem nem sequer haver-se proposto, veio em sua mente uma imagem dele mesmo naquele banheiro, em uma postura similar, com a cabeça enterrada naquele macio pescoço. Conhecia o sabor de Naruto. O havia provado muitas vezes, e naquela ocasião, o havia voltado a fazer.

Os olhos se abriram pela impressão da lembrança, ao recordá-la por completo. Não havia sido Sai, e sim ele mesmo quem havia deixado aquela marca no pescoço. Como não havia se lembrado antes? Isso mudava completamente as coisas. Um meio sorriso se instalou em seu rosto.

- E agora por sorri? – o loiro ergueu uma sobrancelhas duvidoso – Você é bastante estranho, sabia?

Naruto se incorporou colocando-se em frente ao espelho, pregado na parede, examinadno seu rosto já curado, mas coberto de tirinhas e hematomas. Por instinto também sorriu, enquanto retirava o algodão do nariz.

- Ainda que você tenha deixado minha cara desse jeito, não me parece muito diferente. Deveria ir pensando em como recompensar-me por sua falta de tato. – zombou.

- Fui eu que fiz. – musitou de improviso Sasuke, como se não houvesse o escutado.

- O que?

Em tempo viu como o moreno erguia o dedo, apontando para o pescoço. Por reflexo, Naruto colocou a mão em cima da zona, devolvendo a atenção para a frente do espelho. Ah, se referia a marca.

- Quem teria sido, baka. – increspou molesto. – Ninguém é tão idiota quanto fosse, para ir atacando a gente sem motivo algum.

Naruto respirou pesadamente quando em apenas alguns passos, Sasuke se colocou justamente atrás de suas costas, tão próximo que seu peto roçava, transmitindo-lhe calor, que o envolvia. Tragou saliva com dificuldade, e apoiando-se com força na pia, sustentou-lhe o olhar com nervosismo. Um violento estremecimento lhe percorreu o corpo quando notou como Sasuke aproximava o nariz de seu cabelo, aspirando-o com descarada passividade.

- Vê como é um idiota. – musitou a duras penas com a respiração desregulada.

Como a única resposta Sasuke deslizou uma mão de encontro a cintura, rodeando-o, apertando-o a seu corpo, enquanto com a outra agarrava um punhado de cabelo o obrigando a abraçar a cabeça. Quando teve o vulnerável pescoço a sua mercê, pousou os lábios sobre essa imperceptível marca, da qualnão exitou em reafirmar. Naruto estremeceu e um ligeiro gemido escapou de seus lábios, notando a queimação dessa hábil e brincalhona boca absorvendo-lhe sem contemplação.

- Espera - murmurou apenas em um fio de voz, sem força de vontade para afastá-lo. – Espera um momento, Sasuke. Isso não... Não...

Naruto quis se explicar melhor, mas as palavras não saíram. O desejava, o queria e o necessitava de uma forma doentia, como jamais pensou que desejaria alguém, como jamais pensou que ninguém encendiaria sua alma. Sasuke era uma droga, e ele é um drogado pecador. Mas, no entanto, era errado o que faziam. Não podiam continuar assim, não da forma que Sasuke queria. Não desejaria que o utilizasse para o seu capricho.

O detetive se agitou, até finalmente conseguir girar-se e afastá-lo, colocando ambas as mãos sobre seu peito.

- Já... Já te disse antes – pronunciou entrecortadamente evitando seu olhar, fazendo um grande esforço para controlar a tremedeira que o atingia. – Não vou voltar a participar dos seus jogos. Eu não sou nenhum maldito boqueteiro, nem nenhum joguete que possa usar ao seu capricho.

- Nunca disse que era. – reclicou carrancudo.

- Então o que pretende me agarrando dessa maneira? – ergueu o olhar e em seus olhos brilhou o desespero. – Está noivo de uma mulher, vai se casar com ela, mas apesar de tudo isso a trai sem cuidado e continua vindo a mim, me provocando, submetendo aos teus caprichos. – angustiado, inclinou o rosto sacudindo a cabeça várias vezes com ímpeto.

Era tão dificil falar com ele, fazê-lo entender que não queria ser o segundo prato de ninguém, nem nenhum amante quando sentia se sentia sozinho. Ele queria mais, ele queria tudo. Ter Sasuke como Sakura tinha, em uma relação aberta e sincera na qual nenhum dos dois tivesse de ocultar seus sentimentos, nem se envergonhar por querer outro homem, nem enganar a terceiras pessoas, inocentes. Era tão difícil compreender isso? Por acaso era um pensamento egoísta?

- Não quero que me use para satisfazer seus desejos. – sussurou com a voz baixa.

Esperou que Sasuke retrucasse, iniciasse alguma briga verbal, ou inclusive que debochasse dele, com muitas de suas irônicas frases cortantes, mas instantes depois ao compreender que o moreno não tinha intenção de adicionar nada em troca, suspirou resignado, afastando-se definitivamente dele.

Lhe doía, mas era consciente de que não podia continuar levando uma relação em que os sentimentos erão os últimos a terem lugar. Para seu bem e pelo de Sasuke, preferia cortar de uma forma saudável aquela relação insana, antes que seus coração estivesse partido. Ia abandonar o local quando uma frase o deteve em seco.

- Não a amo.

Os olhos de Naruto se abriram desmensuradamente, enquanto girava bruscamente o rosto por cima do ombro. Havia escutado bem? Demorou vários segundos para compreender as palavras e outros tantos para dar forma a sua duvidosa pergunta.

- O que?

Sasuke respirou profundamente e com calma se apoiou contra a pia, cruzando os braços.

- Eu disse que não amo a Sakura. – repetiu com descaso. – Faz tempo que eu sei.

A terapia com Kakashi finalmente o fez abrir os olhos. Queria Sakura, no mesmo sentido que podia querer uma maiga com a qual havia dividido muitos momentos de sua vida. A respeitava e sentia um profundo carinho por ela, mas não a amava e nunca o faria. Agora que tinha isso claro, não podia deixar de pensar que tudo não havia passado de uma desculpa para parar com as insistências de seu pai para vê-lo comprometido, e dessa forma encontrar uma maneira de evitar que mais alguém chegasse a entrar em seu coração.

Mas Naruto o havia feito, e o mundo não havia vindo a baixo.

Sim, definitivamente sua relação com Sakura havia chegado ao fundo.

- Isso era algo que eu já imaginava, mas então por que continua com ela? – perguntou duvidoso o detetive.

- É uma boa mulher. – encolheu os ombros indiferente. – Prefiro ela a qualquer outra. – Naruto franziu as sobrancelhas em dúvida e Sasuke explicou. – Uma das condições que meu pai pôs para mim herdar a corporação Uchiha era que eu deveria me casar e dar-lhe um herdeiro.

Os olhos de Naruto se abriram desmenssuradamente.

- Está dizendo que é um casamento por conveniência? – questionou erguendo o tom mais do que gostaria.

- Pode-se dizer que sim.

- E suponho que ela não sabe de tudo isso. – concluiu. O silêncio de Sasuke afirmou suas suspeitas. – Isso é mais rasteiro do que pensava.

- Cale a boca – girou o rosto veemente para ele. – Acha que eu gosto dessa situação? Prefere que a machuque dizendo que não a amo?

- Mas está a machucando igual, bastardo. – acusou. – Ainda que não a diga, com teu comportamento, tuas escapadas e tuas infidelidades está arruinando a confiança, o respeito e o carinho que ela deposita em ti. Não está dando oportunidade para ela ser feliz com outra pessoa que realmente a ame. Ela merece algo melhor.

Sasuke franziu as sobrancelhas energicamente.

- Deixe-me ver se adivinho... Você é esse alguém melhor? – replicou irritado.

Naruto ergueu o rosto desafiador.

- Por que não? – desafiou – Eu ou qualquer um que corresponda aos seus sentimentos.

Sasuke alcançou o loiro em um par de passadas, e com pouca delicadeza lhe agarrou pela gola da camisa, aproximando-o ao seu rosto ameaçador.

- Não fará – grunhiu baixo, em um tom quase sensual. A tão curta distância, e com os olhos entrecerrados, sua expressão era realmente intimidante. – Vê essa marca? – com um dedo roço o pescoço do detetive. – Significa que você já tem dono.

Um agradável calor inundou o peito do detetive. Por acaso insinuava que gostava de si? O coração palpitava com força e o calor se acumulava sobre suas bochechas. Incapaz de manter-se por muito mais tempo sia indignação, replicou tentando não mostrar a satisfação que essas palavras lhe produziam.

- É só uma marca. Com o tempo desaparecerá.

Sasuke se aproximou tanto dele que suas bocas se roçaram.

- Nesse caso, voltarei a fazer quantas vezes forem necessárias. – grunhiu suavemente.

Naruto tremeu ao sentir o hálito quente chocando contra sua boca. Presintiu como o desejo começava a extender-se por suas entranhas e a duras penas conseguiu freiar sua urgente necessidade de beijá-lo até deixar os lábios vermelhos. Tomou ar tentando controlar a necessidade.

- Tem uma maneira curiosa de dizer que gosta de mim – ronroneou.

As púpilas de Sasuke piscaram, ébrias de desejo, foi o último que conseguiu perceber com clareza antes que seus lábios se precipitaram sobre os seus, ansiosos e desatados. Naruto gemeu profundamente quando a língua do moreno, convertida em uma atacante, e submergiu selvagemente em sua boca em um beijo faminto e desmedido. Uma parte da consciência de Naruto tentou evitá-lo, mas foi inútil, extasiado deixou que lhe subjulga-se e lhe mordesse os lábios sem piedade, enquanto as mãos como garras, lhe prensavam a cintura e acariciavam as costas quase que com desespero.

Um giro inesperado, um enérgico impulso, e a fria e deura parede se chocou contra suas costas; Sasuke o havia empurrado e encurralado. Sem preâmbulo, o moreno puxou os cabelos dourados, forçando-lhe a mostrar o tentador pescoço, e quando o teve a sua disposição, mergulhou o rosto cravando os dentes na pele quente. Naruto gemeu e se retorceu ultrajante, consciente que seu corpo havia diexado de obedecer-lo, como em todas as ocasiões anteriores, das quais Sasuke invadia seu espaço pessoal. Suas mãos em vez de freiar o arrebatante desejo, buscavam a cintura do moreno, tentando fundir-se sobre a camisa ou a calça, a roupa que primeiramente desapareceu de seu caminho.

Notava como o calor começava a inundar suas entranhas, a respiração se entrecortava, o coração batia desesperado, e o desejo emergia implacável em seu interior exigindo ser saciado, complacido. Um violento tremor, um gemido desejante, Sasuke havia começado a chocar impudicamente suas proemientes ereções por cima das calças. Se continuavam assim, nesse ritmo frenético, Naruto não duvidava que seria o primeiro a sofrer uma ejaculação precoce.

A duras penas conseguiu inverter as posições e imobilizar Sasuke contra a parede, pegando o lugar que antes ele ocupava. Se afastou ligeiramente, não muito, mas o suficiente para que o moreno não tivesse seus lábios ao alcance e ele pudesse encher seus pulmões do necessitado ar. Um grunhido ameaçador e um olhar de advertência por parte do moreno o fizeram soltar um débil riso complacido. Sasuke estava ansioso.

Era consciente de aonde levaria aquele caminho de espinhos em que caminhava junto com o moreno, e apesar de ambos tivessem sentimentos recíprocos, sua relação nunca chegaria a nada oficial. Amantes na cama e pessoas desconhecidas fora dela. Não soava muito alentador, mas retirar-se a essas alturas tão pouco era uma opção disponível. Sasuke já estava aprofundado demais em seu interior como que para explusá-lo dessa forma. Com premeditada lentidão, o loiro se inclinou à frente, para beijar o queixo e acariciar a pele com a respiração quente, enquanto aproximava lentamente os lábios de seu ouvido.

- Vou te dar o que você quer. – sussurrou provocador, roçando o lóbulo da orelha.

Um meio sorriso se instalou nos lábios do maior.

- A sim? – ironizou.

- Sim. – respondeu contundente.

Naruto agarrou com ambas as mãos a gola da camisa branca de seu companheiro e tirou ela pelos lados com rudeza, fazendo con que vários botões saissem desprendidos. Beijou com desejosa destreza a perolada clavícula e o peito, descendo até os rosados mamilos, os lambeu e mordeu ternamente, sem deixar de acariciar com as mãos os lados até o firme ventre. Sentia como o corpo do moreno estremecia sob seu toque, endurecendo sua ingle em resposta a cada beijo, a cada roce, respirando cada vez mais rápido e profundo.

Uns dedos ágeis se enredaram em seu cabelo dourado, sujeitando-o e tirando dele até conseguir que descesse até a protuberante ereção. Sim, claro que sabia o que Sasuke necessitava, o que desejava, o que exigia silenciosamente. Satisfazer seu desejo, o que havia estado buscando desde aquele dia em que se encontraram pela primeira vez naquela escura rua.

E desta vez o daria...

... Em troca de algo.

Com um gesto seguro afroxou o cinto, desabotou o botão e descorreu o zipper. A calça deslizou pelas suas longas pernas, deixando a vista um apertado boxer escuro, apertado ao quadril, em seu contorno se mostrava a silhueta avultada, do membro endurecido. Naruto afogou um gemido em antecipação. Ergueu o olhar, e orgulhoso contemplou como os desejosos e a púpila ocntornada de Sasuke não retirava os olhos de cima, esperando impaciente seu movimento seguinte.

Com premeditada lentidão Naruto retirou a roupa intima e com uma mão pegou o erguido e desafiante membro, começando a acariciá-lo. Um longo grunhido gutural se escutou de cima, enquanto as costas se arqueavam em um ato de reflexo, oferecendo o quadril, que buscavam um contato maior. Naruto sorriu complacido. Beijou um extremo e lambeu toda a base, as mãos de Sasuke se agarraram em seu cabelo o empurrando, guiando-o, até que a boca conseguiu mergulhar em grande medida no palpitante pênis.

Sasuke se encolheu violentamente, soltando um profundo gemido, apertando com ainda mais força a cabeça loira entre as mãos, convulso e sufocado. Quantas vezes havia estado naquela posição? Quantas bocas estiveram em volta de sua masculinidade? Nenhuma como aquela. Jamais antes aquele calor, a úmidade e a destreza de alguém lhe haviam feito se sentir tão deliciosamente devorada e complacido. Durante um longo tempo, deixou que os lábios do detetive castigassem o seu desejo, lhe atormentando com seu vai e vêm e lhe arrancando extenuantes gemidos. Queria abrir os olhos e não perder nenhum detalhe daquela boca, geralmente tão ruidosa, mas o extremo prazer o impedia. Sua cabeça caiu para trás com languidez ritmicamente por instinto a pélvis à tórrida sucção.

Estava tão perto, já pressentia a proximidade do orgasmo vindo desde seu ventre, nublando seu juízo. Só mais um pouco... Um pouco mais...

E inesperadamente Naruto deteve a fricção.

Sasuke grunhiu irritado, inclinando o rosto violentamente com o senho franzido.

- Merda, não pare! – brandou frustrado.

Em tempo conseguiu ver aos seus pés um brincalhão sorriso que o loiro o dedicava, enquanto abria sua camiseta e soltava os botões da braguilha. Escutou o som de um zipper ser aberto e curioso observou como detetive tinha começado uma manobra com uma sabonete em mãos.¹ Um meio sorriso se instalou nos seus lábios ao compreender que ele também iria se dar auto-prazer, ao mesmo tempo que o masturbava. Conforme, fechou os olhos soltando uma bufada.

Foi então que sentiu um dedo molhar roçar contra su traseiro.

Sasuke se tensou e no mesmo instante dirigiu um olhar estupefado para o detetive. O que demônios estava fazendo? Ninguém havia lhe dado permição para fazer uma sondagem em um território virgem sem aviso. Uma coisa era roçarem-se e tocarem-se, outra muito diferente era deixar um homem empurrar um dedo ou outra coisa em seu traseiro. Quando ia soltar toda uma completa lista de blasfêmias e vinganças, ficou sei respiração. Naruto havia decidido voltar a retomar o exercício bucal, e desta vez, de uma maneira realmente enérgica e profunda.

Sasuke se dobrou em dois completamente convulssionado com cada palpitação de sua ingle. Notava como o prazer se expnadia mais além do que jamais sentiu em sua maldita vida, enquanto o dedo deslizava para dentro dele sem obstáculos, esplorando e dominando, arrancando-lhe gemidos, que tratava de reprimir. A sensação era estranha, mas fodidamente boa. A ideia de afastar Naruto e terminar com aquela sondagem não consentida se diluiu por completo quando de um dedo passou a dois.

As sucções em sua ingle se intensificaram, os leves gemidos já eram gritos desesperados, sua postura definitivamente havia desaparecido. Se surpreendeu ao ver-se a si mesmo se pressionando contra aqueles dedos, tratando desesperadamente de aumentar as sensações, escutando sua própria voz, distante, exigindo por mais.

Novamente aquela boca talentosa se afastou dele, quando quase roçava no limite.

- O que te disse sobre parar, dobe? – voltou a rugir em protesto.

Naruto se incorporou e o beijou fogosamente nos lábios, antes de fazê-lo girar, deixando seu rosto contra a parede. Sasuke sentiu como suas nádegas eram separadas e o calor e a dureza de seu sexo começava a roçar-se de cima a baixo, contra seu traseiro. No mesmo instante se tensou consciente do que iria ocorrer. Era ir longe demais, seu orgulho não o permitiria. Não somente deixar aquele homem assumir o comando, como também permitir que fosse mais longe do que jamais havia permitido traspassar a ninguém, de que nunca consentiria a ninguém. Contudo, somente o pensamento de ter Naruto dentro dele já era por si só um ponto completamente discutível.

Sem demora, algo em seu interior incitava em render-se, a entregar-se sem restrições, a arcar com os prejuízos e desfrutar o momento. Antes qe sua mente chegasse em algum ponto claro, sua perna esquerda foir erguida e Naruto pressionava com cuidado, introduzindo em si lentamente o membro em seu interior.

Dor, a irrupção arrepiou todo o corpo, cortando-lhe parcialmente a respiração, ardia como mil demônios. Sasuke grunhiu, fechou os punhos e mordeu fortemente os lábios até sentir o sabor metálico de sangue em seu paladar; A pulsante opressão se abria a passo lento em seu interior, mas imparável, e instintivamente, seu corpo tentou explulsá-la.

- Não fique tenso. – sussurrou o loiro calidamente ao seu ouvido, detendo a irrupção para dar-lhe um ar. Beijou seu ombro e seu pescoço tentando distraí-lo. – Se concentre aqui.

A mão livre de Naruto se encerrou ao redor de sua palpitante dureza, a massageando sutilmente, relaxando-o suficiente para que o apertado anel de carne cedesse a passagem. Sasuke se obrigou a soltar seu corpo, permitindo a invasão que nunca antes havia consentido. Um sensual gemido em seu ouvido e o calor de outro corpo pressionado estreitamente contra suas nádegas lhe informou que havia sido preenchido por completo.

- Sasuke – gemeu o loiro entrecortado.

O moreno soltou um resmungo quando aquela dura longitude, enterrada entre suas nádegas, começou a mover-se lenta, mas com decisão, em seu interior, enquanto a mão massageava atenta e entregada em um equilibrio perfeito. A dor logo começou a dissipar-se convertendo-se em um prazer irracional. Com suas emoçoes fora de controle, não soube dissenir com clareza o que o confundia mais, se essa estranha sensação completa que Naruto o proporcionava, esquentando cada vez mais sua fria alma tão acostumada a sentir por dentro, ou a desesperada necessidade de querer perder-se por completo naquela luz que irradiava, tão quente e acolhedora, e nunca mais encontrar a escuridão onde até agora havia estado escondido.

O ritmo das envestidas logo aumentou, e com ele o intenso prazer. Sasuke teve que pousar uma das mãos sobre a parede, na altura de sua testa, para não sofrer uma comoção cerebral. Acompassou seu quadril as investidade de Naruto e uma violenta estocada o fez gemer profundamente. O detetive golpeava uma e outra vez sobre aquele ponto interno onde se concentrava todo o prazer, ameaçando gozar em qualquer momento. Os gemidos voltaram incessantes e as investidas mais rudes. Naruto notou a forte opressão do anel de carne apertando sua ereção e soube que seu companheiro estava a ponto de chagar ao seu limite. Começou a introduzir-ser nele cada vez com mais força, movendo a mão com energia.

Sasuke rugiu completamente estremecido, o calor começou a subir imaparável desde seu ventre, rompendo-se em um estalo surdo. Arqueou as costas e soltando um longo gemido deixou que sua semente saísse desparada salpicando a parede, derramando-se entre os dedos do loiro. Ainda convulso e preso pelas últimas ondas do intenso orgasmo, notou como a dura ereção saia com pressa de seu interior, e logo após um largo e agudo gemido, se derramava sobre suas costas um chorro denso.

O corpo de Naruto se apoiou esgotado sobre as costas de seu companheiro, deixando descansar sua testa sobre seu ombro, respirando profundamente. Demorou vários minutos para poder articular alguma palavra.

- Está bem, você ganhou. – musitou debilmente como que definitivamente joga a toalha e se deixa vencer. – Serei seu amante.

Sasuke sorriu satisfeito, cerrando os olhos. O último que recordou, antes de cair na inconsciência, foi um doce beijo que caía sobre seu senho e o calor de uns braços o abringando com ternura.

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O incômodo toque de seu celular soando, o despertou de sua letargia, e sonolento, Sasuke abriu os olhos com a sensação de tê-los cerrado a poucos minutos. Estendeu a mão e tateou o criado-mudo até agarrar com irritação o aparelho. Sem sequer mirar o número atendeu a chamada.

- Diga – perguntou com voz cansada.

- Sasuke-kun, você está bem? – isso o surpreendeu, ao reconhecer a voz de sua noiva. – É muito tarde e como não tinha chegado em casa ainda, eu... Estava preocupada. Onde está?

- Onde estou? – repitiu sonolento, olhando ao seu redor. Desde a exterior tênue luz da lua iluminava sutilmente o local. Demorou alguns segundos em reconhecer o lugar e outros tantos para lembrar de como havia chegado ali. Se encontrava no quarto de Naruto, deitado sobre a cama. Tentou se mover, mas foi inútil. Uns braços possessivos o aprisionavam pela cintura com cobiça. Desviou o olhar até seu ombro direito, onde uma cabeça dourada descansava apoiada contra ele, o usando como travesseiro.

Não pôde evitar que um meio sorriso se formasse em seus lábios. Esse dobe idiota. Por acaso pensava que iria escapar ou algo do gênero? Ergueu uma das mãos e lhe mecheu distraidamente os cabelos, surpreendido por seu suave tato. Naruto ronroneou sem chegar a despertar, aproximando-se com maior intensidade ao seu corpo nu. Resultava estranhamente agradável poder sentir seu calor não só nos instantes em que ambos estivessem suando nos braços do outro, e sim mais, muito mais.

- Sasuke-kun? – insistiu sua namorada ante a falta de resposta.

O moreno saiu de seu devaneio, recobrando parte de seu juízo.

- Estou bem. A reunião se alongou mais do que o esperado. – repsondeu breve e esquívo. – Não me espere acordada.

E logo em seguida desligou.

Mentir para Sakura lhe resultava incômodo, no final das contas, era a única que se preocupava realmente com ele, mas era a única forma de protegê-la da verdade. Uma que se descobrta causaria muita dor.

Odiava a vulnerabilidade, a debilidade e a dependência que aquele idiota que dormia entre seus braços lhe criava, mas necessitava de seu calor, de sua paixão e sua companhia tanto quanto respirar.

Quem havia dito que se apaixonar por outro homem seria fácil?

Com certeza alguém como Kakashi.

Se vingaria dele se algum dia chagasse a encontrá-lo.

Continuará...

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Notas da Autora: E aqui acaba. Primeiro lemon completo entre esses dois homens. Não ficou como eu gostaria, mas enfim, não pude exigir mais da minha exprimida mente. Como veem Naruto é o dominante, não porque ele é o mais experiente dos dois no campo, ainda não descarto que irão trocar os papéis alguma que outra vez xD E por fim o bastardo desalmado do Sasuke finalmente conseguiu o que queria: Que fizessem um trabalhinho em seus baixos e ter Naruto aos seus caprichos e inteira disposição, como um amante. Mas... Por quanto tempo? Entre as virtudes de Naruto não se incluem precisamente a paciência.

Eu tentei manter a história do Itachi meio que relacionada ao mangá, (mudando um par de coisas), mas sim, ele está morto. Sinto muito, já disse em capítulos anteriores que não ia aparecer diretamente, mas ele não iria deixar de ter sua parte de protagonismo. (Que ainda não terminou).

Beijos, Naruko.

Notas da Tradutora:

¹: lembrem-se, eles estão em um banheiro. Só para quem achou meio estranha a frase \o

Deus, finalmente atualizando de novo. Não me culpem, esse cap tem 24 páginas, é gigante, e além do mais era lemon, tinha que ter cuidado pra não mudra mto o estilo da Naruko. (certo, confesso, eu me distrai uma hora lendo e esqueci de traduzir D: ) Mas enfim, não concordo com a N/A da Naruko quando ela diz que não saiu mto bom esse lemon, cara Naruko é a deusa dos lemons, os melhores lemons que já li vieram da cabeça dela. (Deus, quase morri de nosebleed traduzindo esse cap *-*)

Bem, o próximo cap já está sendo traduzido, então, não deve demorar mto. Agradeço por acompanharem a tradução dessa excelente fic e mais uma vez agradeço a Naruko pela permissão. Reviews?

Ps: perdão pelos ocasionais erros de português. Obrigada.

Muito obrigada pelas reviews: minimini-san, vrriacho, Inu, pii, Mag-x-x

Beijos ;*