06. Oops.

- ME SOLTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAAAAAAAAAAAA! - Um grito ecoou no salão aonde o Jurato compartilhava lágrimas.

Tudo ficou silencioso, e uma parede tremeluziu. Vi uma cozinha, um sofá e.. o Ryouki.

- Mulher pare de gritar!

- Um escambau! Não sou seu brinquedo!

Leitor, eu confesso: amo ver as brigas Ryouki. Ainda vai existir uma briga tão "Vanilla Salt" do que esta.

E claro, não pude evitar cair na risada.

- Ué, Voltamos... - ele disse.

- MIMI PARE DE ZOMBAR DA MINHA CARA! - Ruki berrou.

E só então eu notei uma coisinha.

- Ruki minha querida, você não vai soltar a mão do Ryou, não? - disse com ironia.

Ela corou. Violentamente. E depois ergueu a mão, o pulso preso ao dele com uma algema.

- Bem que eu queria, sabe... e tá doendo, e só segurando a m-mão dele é que não dói tanto. - ela disse, com dificuldade.

- Oh...

- Nem quero saber o que aconteceu com vocês durante este tempo que ficaram fora... - Masaru alfinetou, com escárnio.

- NÃO ACONTECEU NADA! NADA! - Ruki berrou, furiosa.

- Não aconteceu nada mesmo, eu só tive de prender isso porque fiquei com medo de não voltarmos juntos da armadilha do tio Parallel. - Ele disse, com o rosto vermelho e a voz calma.

Ahaha, eu dei uma risada, mas parei de súbito.

Se eles caíram na armadilha de Paralelmon, então...

- Gente, quando vocês vieram, não pegaram nenhuma espada? - Perguntei.

- Pra que espada? - Taichi comentou.

- Longa história, eu já te conto. - eu disse a ele - E então?

- Nada, Mimi. Se "aceitar unir mundos" é voltar de um quarto cheio de hentai figures e um poster da Playboy no teto, não volto a fazer de novo. - Ruki disse.

A Makino se vingou de ficar presa a ele com uma algema.

Todos da sala olharam abismados para Ryou. Ele olhou com raiva pra ela. "Pode esperar que eu me vingo, ruiva." ele murmurou perto dela.

Não ria, Mimi, não ria, contro- ah dane-se. Coloquei a mão na frente da boca e escondi o sorriso travesso que fiz.

Depois disso, soltamos eles e pedimos um tempo a sós. Num prédio longe do alcance de qualquer escuta deles, colocamos de volta nossos comunicadores e entramos em contato com as meninas de lá, e solicitamos o contato de todas. Elas mereciam ouvir e opinar.

- E o que vocês acham? - Ruki perguntou, depois de contar o que aconteceu.

- Que vocês deveriam casar. - Yoshino tinha dito.

- VAI A MERDA FUJIEDA! - Ela bradou, mas logo baixou a voz - Agora a sério, o que acham?

- Xros-Matrix. - Airu disse.

- Hã? - muitas fizeram esse som.

- É simples: Ruki e Ryou atingem a forma extrema e algum general, ou hunter, faz o Digixros entre eles.

- Como assim? Por quê? - Jun perguntou.

- Faz sentido o que a Suzaki disse. Se a espada de Diana não surgiu com eles caindo na armadilha, então a única coisa que penso que possa ser "unir dois mundos num só" é a Xros-Matrix. - Catherine disse.

- Me recuso. - Ruki disse, terminantemente.

- Mas Ruki... - três ou quatro vozes se indignaram com a teimosia da ruiva.

- Tem que haver outro jeito! - a Ruki disse.

- Ruki, esse é o único meio a qual chegamos. Sinceramente eu não acho que vocês vão... - afastei o microfone da minha boca e falei umas palavrinhas pra ela, que corou na hora.

- NEM PENSAR, MIMI, QUE IDEIA É ESSA? TÁ MALUCA MULHER? - Ela respondeu alto.

- Ao menos tentar nós podemos - Miyako emendou. - Só que... Há garantias de eles voltarem bem?

- Boa pergunta - falou Izumi.

- Opto por tentarmos. - Shirakawa lançou. - Até que haja ideia melhor, essa é a posição que nós tomaremos. Todas de acordo?

- Não, eu não disse que concordava. - Ruki fez muxoxo.

- Então todas concordam - Falei eu por fim - Vou falar com os meninos e vamos ver no que isso vai dar.

- MIMI!

- Isso é tudo. - apertei um botão.

- Eu. Não. Farei. Essa. Xros. Doida. - Ruki soletrou pra mim.

- Faça como quiser Ruki, mas tenha uma coisa em mente: todos querem ir pra casa.

E eu a deixei falando sozinha.

...

- É um risco e tanto, Mimi-chan. - Taichi falou pensativo.

- Eu sei disso, Taichi-kun.

Em uma das salas, Taichi e eu sentamo-nos numa mesa pequena e lá eu falei o que tínhamos planejado.

- Eu tenho plena confiança neles, mas... Fico com medo que isso afete seus corpos depois.

- Digo o mesmo, Taichi-kun. - Eu disse, suspirando - Eu já te contei o que aconteceu com nós e as digimons olimpianas, e tudo o que a Venusmon disse se cumpriu até agora. Assim como uma de nossas falou eu não consigo pensar outro jeito de "unir mundos num só".

- É... tá certo.

- Teoricamente o Digixros mistura os dados dos digimons fundidos pra formar um novo, mas sempre há um cujo serve de base.

- Shoutmon?

- Como exemplo sim.

- Teoricamente.

Suspiramos juntos.

- Suponho que a Ruki não aceitou a proposta.

- Imagina se não.

- Eu vou propor o mesmo ao Ryou. Independente da resposta dele e do bate boca que der, deixe uma de suas moças preparadas pro digixros.

- Alguém em especial?

- Akari, talvez. Ela é General.

- Verei minhas opções.

- Então é isso, Mimi-chan.

Nos levantamos e ele estendeu a mão.

- Uma aliança? - ele propôs, com um sorriso no rosto.

- Uma aliança. - respondi, apertando a mão dele.

...

- NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO E NÃO! - Sakuyamon gritava aos quatro ventos enquanto batia o pé. - EU NÃO VOU ME FUNDIR COM ESTE CAIPIRA!

- QUEM CÊ TÁ CHAMANDO DE CAIPIRA, PATRICINHA?

- ME CHAMOU DO QUÊ, CRETINO?

- VOCÊ OUVIU BEM, BRANQUELA.

- EXIBIDO!

- TEIMOSA!

- KING DE MERDA!

- QUEEN IDIOTA!

Eu vou pular a parte do "eu não tô vendo isso" que muitos suspiraram enquanto Sakuyamon e Justimon batiam boca.

- Sakuyamon, Justimon!

- HÃ? - Os dois olharam

- DIGIXROS! - Nene gritou.

...

Freetalking: e depois de um recessin, Juny volta com a Ribbon War. Yaaaay.

Na realidade este chapter era pra ter o começo do que resultaram os dois, mas cortei porque não pensei o que fazer depois do comic scene. Considere como spoiler, o começo do próximo chapter vai ser comédia.

E é isso.

Sobre a citação "Vanilla Salt", é da música de mesmo nome da Yui Horie (uma ending de ToraDora). "Se me dizes que me ama, logo grito "Eu te odeio!" Sim, estou feliz, mas porque estou fazendo isso?".