Capítulo 2 – Como assim o futuro?
Já eram 21h00 quando a primeira nave decolou. Os saiyajins que ficavam aqui, ou vendiam alguns escravos conseguidos em viagens, ou iam para os bares para beber e brigar. Porém havia um seleto grupo de saiyajins, A Elite, que tinha o privilégio de se juntar ao Rei Vegeta para um drink ocasional. E era sempre nesses dias que a liderança dele era desafiada...
- Eu desafio o –hic!- Rei Vegeta! Ele não será páreo para –hic!- mim!
- Claro, vamos lá! Isso sempre é divertido!
- Sinta o poder do meu punho, seu –hic!- déspota!
- HAAAAA! Com uma rajada de Ki, o soldado é pulverizado, diante dos olhos atônitos de seus companheiros de batalha. O rei limpa a armadura, que se sujou um pouco com o sangue do morto, e se dirige ao seu trono. Um dos soldados se atreve a perguntar o porquê daquela raiva repentina, e é respondido com um cruzado de direita na cara. Indignado, porém incapaz de revidar, vai embora antes que fosse também aniquilado.
- Déspota é a mãe, seu animal.
Com um poder de dois milhões, o Rei Vegeta era um saiyajin irrefutável. Sua palavra era lei – A lei do punho- e ai daquele que a descumprisse.
Porém, isso poderia mudar a qualquer momento, e ele sabia disso. Seus soldados estavam sempre em batalha, e, mesmo que ele não acreditasse muito nessa hipótese, temia que o lendário Super Saiyajin pudesse surgir entre os de classe inferior. E isso seria um problema grande demais para ele...
- Vamos lá, Vegeta, isso é impossível! Seu filho será o lendário super saiyajin, ninguém mais! Ele será o novo rei do Planeta Vegeta, e reinará com poder sobre todo o universo! "E se ele não conseguir? E se Kakarotto chegar antes dele ao nível de Super Saiyajin? O que acontecerá comigo?" Não, isso é impossível, esqueça!
O rei estava enlouquecendo com essas ideias, esses pensamentos estavam o transtornando. Depois de muito pensar sobre o caso e não chegar a nenhuma conclusão, resolve se deitar. "-É o melhor que eu faço, depois de um dia tão cansativo... tomara que essa tropa volte logo, este planeta parece ser uma tarefa difícil, mesmo para os meus melhores soldados."
Três dias de viagem, e finalmente os saiyajins chegam ao planeta Tang Chyuu Kun, ou Planeta Freeza 786, que seria seu novo nome daqui a poucos dias. Preparado o pouso, eles esperam na atmosfera do planeta pela hora certa de atacar...
- Boa sorte, sua fracote, e cuidado para não me matar... Hahahahahaha! Bardock atiçava Fasha, que não hesitava em revidar... - Se você não se calar eu talvez mate agora mesmo!
- Pousaremos agora, preparem-se! As luas deste planeta estarão visíveis em uma hora, tempo suficiente para que possamos pousar e nos preparar para o ataque – O General Nappa avisa, e todos param para ouvir - Este é, segundo os nossos registros, um povo pacífico, ou seja, quero toda essa terra conquistada em menos de quatro dias, fui claro?
- Sim senhor! Responderam todos em coro.
- Ok, suas maricas, estamos pousando!
Os saiyajins pousam suas naves, e são prontamente recebidos pelo rei do planeta, que é muito cordial;
- Saudações, honrados amigos, o que os traz ao nosso estimado planeta?
- Bom senhor Rei – Nappa começa a falar, também cordialmente – O seu planeta é um local repleto de belas paisagens, e riquezas inestimáveis, que são atrativas a todos os olhos; Porém, existe uma coisa que seu planeta não possui, e que no meu nós temos em massa – o tom da conversa muda – Guerreiros. Portanto, o senhor e o seu povo vivem hoje, o último dia de suas vidas! Mwahahahaha!
- Piedoso guerreiro, poupa ao meu povo, eu entrego a ti o planeta, mas lhe imploro, deixa-nos ir!
- Piedoso? Haha! Eu os deixo ir sim... Para o inferno!
E com rajadas de Ki, mata o rei em menos de 2 segundos, começando o sangrento ataque...
A cena era violenta até mesmo para o mais sanguinário saiyajin; pessoas implorando por suas vidas, crianças correndo pelas ruas, e todas as cidades sendo destruídas ferozmente pelos saiyajins, até que o pouco exército do planeta se opõe aos temíveis guerreiros espaciais.
- Seus desgraçados! Provaremos do seu sangue!
As 5.000 unidades das tropas planetárias, contra um regimento de 120 saiyajins... Mas os violentos guerreiros tinham uma arma a seu favor – a lua do planeta Tang Chyuu Kun se assemelhava bastante com a lua do planeta Vegeta em seu tamanho e na sua emissão de raios Blutz, que reagiam com a cauda dos saiyajins e os transformavam em sanguinários Oozarus. Os pobres habitantes desse pacífico planeta não tinham a menor chance diante desse massivo ataque...
- O... O que está havendo? – Gritavam todos, soldados e civis, atônitos diante da situação ali vivenciada.
- Essa, seus inúteis, é a forma Oozaru que nós, saiyajins, possuímos. Ela aumenta nossa força em 10 vezes, além de aumentar também nossa resistência às suas armas patéticas.
Daí pra frente, o combate era implacável... Todos os soldados estavam estirados no chão em menos de uma hora, como se fosse soldadinhos de papel... Cada pedaço de armamento ou de tanque que sobrara, foi destruído pelos Oozarus, que conseguiram dizimar 80% da população do planeta em menos de uma noite, sobrando apenas à parte "chata" de capturar os escravos e os cientistas, além de eliminar o restante da civilização existente no planeta.
- Ai, Bardock, porque você vai fazer esse trabalho de classe baixa, quando pode ficar aqui na nave e transar com a sua esposa? – Fasha diz num tom tão cheio de desejo que chega a assustar Bardock.
- Calada, mulher, eu fui chamado aqui para poder eliminar os tais "previsores do futuro" e, pelo jeito, só tem mais um vivo, e eu vou até onde ele está para eliminá-lo, assim como fui ordenado pelo Rei Vegeta.
- Ok, seu idiota, mas assim que chegar você não me escapa, bobinho...
- Que falta de respeito mulher, você está em missão, se acalme... Hahahahahaha.
- Seu idiota! – Ela ainda grita antes dele deixar a nave.
Bardock vai até a nave dos escravos buscar o tal do "geógrafista" que sabia onde estava escondido o ancião que previa o futuro.
- Naquela direção, vinte quilômetros! Por favor, não me machuque!
- Não vou te fazer nada, idiota. Como escravo cientista, você vale mais, vai ser levado ao meu planeta para trabalhar nessa tal "geógrafisse" de Vegeta.
- Sim senhor! – Ele ignora o fato de seu mestre ter dito "geógrafisse".
Bardock vai até onde o escravo indicou, e vê um pequeno prédio sustentado por duas colunas. Ele entra e vê um velho sentado em um trono de ouro, segurando um cajado, que fala assim que Bardock entra em sua sala;
- Você, saiyajin, era quem eu estava esperando... – Como assim? me esperando? explique-se seu verme! – Eu sei por que veio e sei o que vai fazer, então não fale nada, ok? – Calado, seu verme! Argh! Odeio missões assim...
Era isso que você ia dizer, certo, Bardock?
O saiyajin fica atônito. O velho previu cada detalhe da conversa, até sua expressão de nojo ao vê-lo.
- Eu sei por que está aqui, e sei também como você vai se comportar, mas eu tenho um presente pra você. Eu te darei o meu poder de ver o futuro!
- O que? Você vai me dar seu poder?
- Bom, sim e não. Nós usaremos uma técnica antiga do meu povo, que há muitas eras, foi um povo lutador, poderoso como hoje o seu é. Usaremos uma técnica que unirá os nossos corpos e mentes, mas pra isso, preciso que você me mate atravessando sua mão direita em meu peito.
- Por quê?
- Pois isso passará uma parte de mim para você. Há muito tempo, nosso povo enfrentou uma ameaça vinda do espaço, um demônio com chifres na cabeça, que ficava se proclamando o Rei do universo... Seu povo trabalha pra um dos descendentes dele, hoje em dia.
- Frieza... Frieza!
- Sim, ele mesmo. Ele é a 14ª geração depois deste demônio que nós enfrentamos, e ele era ainda mais poderoso. Por isso, um dos nossos mais poderosos guerreiros, em uma fúria incontrolável, atravessou a mão dentro do coração de seu irmão... E o que aconteceu foi incrível! Um poderoso guerreiro surgiu da junção dos dois, e conseguiu derrotar o tão poderoso demônio. Ela antes misturava as características físicas e mentais dos dois guerreiros que a utilizavam, porém agora ela apenas une as mentes dos guerreiros – O guerreiro assassino mantém seu corpo, e a mente do outro é adicionada à este. Portanto, você manterá seu corpo de saiyajin intacto, mas eu te darei as minhas técnicas mais poderosas – Incluindo as visões do futuro – Porém você terá que as utilizar com cautela, já que se utilizar as visões por mais de um minuto em sequência, você morrerá.
- Eu entendo.
- Que bom. Agora, mate-me.
Ele faz o que o ancião ordena, e então unem suas mentes em uma só. Ele acorda meia hora depois, com uma forte enxaqueca, e com a voz do velho em sua mente, dizendo que ele agora possui o poder das visões, e que seu poder de luta aumentou.
Ele decide voltar e ir para casa sem falar nada sobre o acontecido, porém se esquece de que seu poder de luta aumentou, e é recebido por perguntas incessantes de Fasha...
- Como assim se uniu? Cadê o velho? Explique-se, Bardock!
- Calada mulher, estou morrendo de enxaqueca, vou dormir e te explico tudo mais tarde.
- É bom mesmo, seu doido!
Ele ignora a mulher falando, se deita e dorme quase instantaneamente. Quando acorda ele recobra sua consciência, e as dores de cabeça passam.
-... E foi isso que aconteceu.
- Nossa, que coisa mais maluca! Mas me diga, você está mesmo vendo o futuro?
- Eu ainda não aprendi a controlar, mas eu imagino que com um pouco de treino eu consiga dominá-las perfeitamente em pouco tempo. Agora, se importa de usas seu Scouter em mim, e me dizer quanto de poder eu tenho?
- Quinhentos mil, seu idiota, até eu sei disso.
- Confira, por favor, me lembro de ouvir o velho dizer que meu poder tinha aumentado, quero ver o quanto.
- M... Meu Deus Bardock! Seu poder é de dois milhões! Nossa!
- O que? Dois milhões? Uau! Com esse poder eu posso desafiar o Rei Vegeta, e me tornar o novo rei!
- Acalme-se, homem. Você não vai mais levar Kakarotto e Vegeta para treinar?
- É mesmo, se eu me tornasse rei e sumisse, seria terrível... Já sei! Acompanhe-me, mulher!
Então ele vai até o hangar onde Nappa estava, e com um sorriso nos lábios desafia seu oficial.
- Ei, Nappa! Eu te desafio pelo cargo de General Saiyajin!
- Que seja, Bardock, meu poder é de um milhão, você não me vencerá.
- Ah, é? – E com um forte soco no estômago, derruba Nappa, que fica a ponto de desmaiar.
- C- Como você con- conseguiu me vencer?
- Simples. Você é fraco. Agora me dê a sua patente de General Saiyajin, que eu mereço... Hahahahahaha!
- A- aqui está- Bardock.
- Ah, como é imponente essa patente! Fasha, diga-me: Como eu estou?
- Fabuloso, General Bardock.
- Ótimo... Vamos, agora eu posso atender seus desejos, mulher.
- Agora eu gostei! Vamos...
E os dois rumam em direção ao seu quarto, onde passam o resto do dia, entre sexo, conversas, e algumas brigas, resolvidas pelas chicotadas de Fasha.
Após mais um dia no planeta, o agora Major Nappa informa ao seu novo general que o planeta encontra-se desabitado pelos antes moradores.
- Muito bom, decolemos então.
E com três dias de antecedência ao esperado, eles partem em direção ao Planeta Vegeta, onde levariam as boas novas ao Rei.
Enquanto isso, em Vegeta, Kakarotto dá bastante trabalho às escravas que cuidavam de suas trocas de roupa.
- Buááááááááááá!
- Acalme-se, Kakarotto, vamos apenas trocar suas vestes!
- Buáááááááááá!
E assim se iam duas horas por dia, apenas nas lutas contra o mais poderoso – e apaixonado pelas suas roupas – bebê saiyajin do planeta.
Após os três dias de viagem chegavam no planeta vegeta as tropas do 5º Regimento Saiyajin de Batalha, e seu novo General Saiyajin, Bardock.
- O que você está fazendo com as roupas do Nappa, hein, Bardock?
- Meu rei, eu sou seu novo General saiyajin, após derrotar Nappa em um combate justo, segundo as regras impostas pelo senhor, e seguidas por nosso povo.
- Muito bom, meu amigo, mas apenas me diga que você poupou a vida dele, por favor. Ele era um rapaz esforçado, e com apenas 40 anos, estava começando a amadurecer em batalha.
- Relaxe, meu amigo, ele está vivo, e muito bem, eu apenas o nocauteei, e tomei sua patente para mim. Eu não o mataria só por causa de um posto de general.
- Ainda bem, pois ele cumprirá boa parte de seus serviços nos próximos anos, correto? Acho até que seria plausível devolver a ele seu posto, para que ele não tivesse mais problemas.
- O que? NUNCA! Eu conquistei justamente esse novo cargo, não abrirei mão dele tão facilmente!
- Que assim seja, General Cabeça-Oca.
Passados mais três anos, o pequenino Kakarotto já possui incríveis 275.000 de poder de luta, o que era uma humilhação sem tamanho para sua mãe, que já era mais fraca que um bebê.
- Um bebê... Um bebê! Como isso foi acontecer, de onde esse menino tira tanto poder assim!?
- Eu não sei, Fasha, mas eu só acho que seja porque você é muito fraca! Hahahahahaha!
- Seu desgraçado! Eu vou te matar! Argh, não acredito nisso!
- Acalme-se, sua idiota, ele vai ficar mais forte que todos nós antes de completar oito anos, acostume-se.
- Isso é o que nós veremos... O Príncipe dos Saiyajins não se submeterá a tal vergonha! Eu sou o saiyajin mais poderoso do universo! Hahahahahaha!
Vegeta tinha apenas oito anos, e um poder de Um milhão. Ele era a criança mais forte do planeta Vegeta, porém, ele poderia ter seu posto tomado por esse poderoso bebezinho.
- Vamos para a área 73, Vegeta, temos que começar a treinar agora mesmo, para que você e Kakarotto consigam se tornar os lendários Super Saiyajins!
- Sim senhor, mestre Bardock.
- Segundo aquele "geógrafista" que eu conheci em Tang Chyuu Kun, me disse que eu estou na melhor área de vegeta.
- Mestre Bardock, não é "geógrafista", é "geógráficista", não diga asneiras.
Mais um capítulo on-line, e o cap. 3 deve sair por volta do dia 30/12. Feliz Natal!
