Capítulo 3 – O Começo dos treinamentos, e a

Revelação de Vegeta!

Bardock leva as duas crianças para a área 73, onde estava construída a casa deles pelos próximos dezesseis anos. Ele não conhecia a casa toda, mas havia visitado seu quarto e a sala de treinos, e comprovou a qualidade dos trabalhadores escravos do planeta Akumajo Oouan, que ele conquistou em uma de suas primeiras missões, 23 anos atrás.

- Ah, eu me lembro desses construtores, faziam umas máquinas legais de construir! Hahahahahaha!

O sentimento de nostalgia toma conta de Bardock, que passa de uma pequena brincadeira para uma real saudade do tempo em que era um mero soldado raso, enviado com outros 40 soldados para Akumajo, e ele ainda se lembra, como se fosse ontem...

- Cara, como eu era feliz! E eu não sabia! Hehe, a vida tem dessas coisas mesmo... Eu era um soldado raso, 15.000 de poder de luta, indo pra minha primeira batalha nesse planeta estranho, e consegui ser promovido lá mesmo! Foi um combate incrível, fantástico! – E então Bardock desperta uma visão do futuro que ele não consegue conter, e o faz cair no chão...

"- Mas eu não vou desistir de arrancar seu coração, seu monstro! Você não vai matar mais nenhum de nós! Eu vou te derrotar, Frieza!"

Ele não viu quem falava, mas ouviu um barulho estranho, como se fosse um assobio sem nota musical, um "vento" estranhamente tocado em forma de ondas, que ele ouvia junto da voz de um guerreiro que ele não sabia quem era, mas que parecia realmente assustar Frieza.

- Vegeta, eu acabo de ter uma visão do futuro, que não consegui bloquear...

- O que viu, mestre Bardock?

- Algum guerreiro emitia um som estranho, como se fossem ondas de ar saindo dele, e dizia que iria arrancar o coração de frieza, mas eu não pude ver muito mais que isso, infelizmente...

- Deixe isso pra lá por agora, mestre, temos que entrar e conhecer a casa, ou você vai viver só aqui na sala?

- Tem razão, vamos, tenho duas moças para lhe apresentar.

Ele se dirige à cozinha, e encontra as escravas terráqueas fazendo o almoço, que alimentaria 100 terráqueos, ou 2 saiyajins.

- Huum, vejo que o almoço já vai sair! Ótimo, estou com uma fome inexplicável! Vegeta; essa aí do cabelo roxo é a escrava, e aquela do cabelo preto se chama escrava. Decorou? Hahahahahaha!

- Calado, mestre Bardock. Você, de cabelos azuis, como se chama?

- Bulma, meu senhor.

- É um belo nome. E você, pequena dos cabelos negros, como se chama?

- Chi-chi, meu senhor.

- Que bom que ainda sabem seus nomes, pois serão eles que vocês ouvirão de mim. Meu nome é Vegeta, como vocês devem ter notado, devido à indelicadeza de meu mestre, porém eu quero manter a fama de rei piedoso, portanto vocês terão um dia de folga por semana, além de ganharem salário e deixarem de ser escaravas.

- O que? – as duas gritam extasiadas e assustadas com a decisão do pequeno príncipe, que já tinha muita noção do que era ser um rei.

- Isso mesmo. Eu quero começar um novo reinado em Vegeta, sem essa fama de brutos que os saiyajins adquiriram, e vocês serão o começo. Espero que tenham gostado da notícia.

Elas tinham se espantado. O que teria feito com que o tão poderoso Rei Vegeta fosse o pai desse saiyajin maria-mole? Essas eram perguntas que elas não teriam coragem de fazer a ele, e nem a sorte de perguntar sobre outros saiyajins. Ignorando completamente suas dúvidas, terminam mais que rapidamente os pratos a serem servidos, e dirigem-se à sala de jantar, onde estão Bardock e Vegeta discutindo sobre o modo como ele as tratou, e um fofo bebê saiyajin deitado em seu berço, esperando pela comida.

- A comida está servida, mestre Bardock e Mestre Vegeta.

- Me chame apenas de Vegeta, Chi-chi. Não quero criar uma sensação de 'senhor' sobre vocês. Quero ser amigo de vocês, e do mesmo jeito quero que pensem de mim. Já o mestre Bardock, ele sim deve ser chamado de mestre o tempo todo, esse ignorante acha que vocês são propriedade dele!

- Vegeta, me ouça! EU AS COMPREI! ELAS SÃO MINHAS SIM! OBEDEÇA-ME!

- Mestre, pare com essa gritaria agora!

- PORQUE DIABOS VOCÊ É TÃO BOM COM ESSAS ESCRAVAS!?

Bom, mestre, isso começou quando eu tinha a idade de seu filho...

"– Seu pai estava certo, pequeno príncipe, o senhor não deve respeito à ninguém! Como príncipe dos saiyajins, o senhor pode fazer literalmente tudo que lhe vier a cabeça! Inclusive me desrespeitar! Não seja submisso a minguém além do seu pai, entendeu?

- Mestre, o senhor disse que eu posso fazer o que eu quiser, certo? Portanto, eu decreto, como Príncipe dos Saiyajins, que o senhor exija de mim respeito e dedicação nos treinos, além de me tratar como um aluno comum. Entendido?

- En... Entendi... Vegeta.

- Muito obrigado mestre!"

- Mestre Bardock, eu não trato elas assim porque eu sou um "punho frouxo", eu faço isso porque eu nunca ouvi mais que dez frases do meu pai, e nunca ouvi a voz da minha mãe! Eu tenho pais que nunca deram a mínima importância a minha existência, e quero realmente ter amigos, não escravos. Por isso elas receberão salário, e terão folga, e serão tratadas muito bem, pois eu não quero que ninguém receba o mesmo destino que eu...

Bardock entra em uma de suas visões enquanto vegeta falava, e caiu no chão.

"- Você matou meu pai! Seu desgraçado!

- Calado, pequeno príncipe, ele será só o primeiro de muitos!"

- Mestre Bardock! O que você viu?

- N.. Nada de mais. Vamos voltar para o almoço, ok?

Ele deixou de lado qualquer coisa que Vegeta havia dito, ele sabia que o pequeno já era bem "levado", quando o assunto era mulheres. Os saiyajins atingiam a puberdade com aproximadamente 12 anos, mas como ele nasceu com o Ki muito maior que o normal, seu corpo teve que crescer mais do que o das outras pessoas, para suportar tanto poder. A visão tinha o assustado mais que o discurso de vegeta, já que o que ele viu era completamente novo para qualquer um... Um demônio gigante, como se fosse uma besta vinda direto do inferno para assombrá-los, atacava dois guerreiros loiros, que ele distinguiu como vegeta, e um outro que ele não nomeava, mas que julgava ser Kakarotto, por causa da semelhança física que ele e o lutador possuíam. Ele decidiu esquecer isso por enquanto, e começar os treinamentos com seus dois pupilos.

- Satisfeito, Vegeta?

- Sim, mestre Bardock, Bulma fez uma comida excepcional hoje, assim como seu lindo rosto.

Isso deixou a pequena terráquea de bochechas rubras, já que ele não ouvia um elogio desde que tinha nove anos, quando foi mandada da Terra para servir de escrava em Vegeta.

- Agora que você já cortejou a escrava, começaremos seu treinamento. Ela é a cientista que fez sua armadura dez vezes mais pesada, e ela também fez a sala de gravidade, que você já conhece. e olha que ela só tem dezesseis anos!

- Ela é realmente incrível, mestre. Treinaremos com Kakarotto?

- Vegeta! Veeeeeeeeeegeta! – Kakarotto brincava com seu parceiro de treinos, agora já fora do berço, correndo pela sala.

- Sim, vamos. O terráqueo ali vai ensiná-lo sua "super técnica assassina"... ainda não entendo o que pode ser tão assassino assim.

- Veremos quando ele o ensinar, mestre.

Eles se dirigem à sala de gravidade, quando Bardock começa a falar com Vegeta:

- Você tem que estar pronto pra tudo, Vegeta... quer ver só? – Ele ativa a gravidade 50 vezes aumentada de repente, jogando o pequeno saiyajin ao chão.

- Viu só? Você não percebeu, mas eu aumentei o meu poder, e resisti facilmente ao aumento de gravidade – Ele desliga o aparelho – E você também não vai ver meu poder com seu scouter... use-o e comprove.

Ele aperta o botão do scouter, e nada encontra, além de um poder de luta de apenas 2, vindo de Bardock! Como ele fez isso?

- Bom, eu espero que você tenha ficado no mínimo curioso com isso, vegeta... aquele terráqueo ali me ensinou a esconder meu poder de luta, e a controlá-lo ao meu querer. Ele também te ensinará isso, não é nada complicado.

Enquanto isso, do outro lado da sala, Kakarotto começa o treinamento infantil com o Mestre Kame, escravo de Bardock.

- Junte as palmas de suas mãos na frente do rosto, assim, Kakarotto... isso, agora faça essa forma com elas! – Ele faz a forma de uma boca de dragão com as mãos – Agora, leve-as até as costas, e concentre todo o seu poder nelas... agora que você gerou uma bola de Ki, dispare contra seu pai e mostre todo o seu poder! – O mestre realmente esperava que o Kamehameha do garoto matasse seu pai, assim o libertando do mestre opressivo.

- Papai! Olha! – Ele dispara o Kamehameha na direção do desavisado Bardock, que se vê encurralado... Ele dispara rajadas contrárias ao Kamehameha para diminuir sua força, depois aumenta seu Ki ao máximo, absorvendo todo o golpe em seu peito.

- Papai! Te machuquei?

- Foi por pouco, mas não... você aprendeu isso agora, Kakarotto?

- Sim papai, quer que eu te ensine também?

- Quero sim, filho... Ensine essa coisa pro papai.

Então Kakarotto repete a mesma lição do mestre Kame para Bardock e Vegeta, que o fazem assim como ordenado...

- Vegeta! Distancie-se vinte metros de mim, e dispare essa coisa assim que eu disser, ok?

- Sim senhor!

Ele faz o ordenado e assim que ouve o comando de Bardock, a rajada de poder é disparada pela sala, arrasando todo o lugar em volta de seu deslocamento de ar. O seu rastro de chão destruído é enorme, e onde as duas técnicas se encontram, ficam 3 vezes maiores, destruindo parte do telhado... Eles encontram-se diante de uma técnica assassina, e muito poderosa, mas até então sem nome para os desinformados saiyajins.

- Força, Vegeta, use todo o seu poder! Ou você é só um fracote idiota!

Isso dispara a fúria de Vegeta. Seu pai o chamava assim sempre que o via, dizendo que ele era uma desonra para os saiyajins, se curvando e reverenciando servos inúteis.

- CALADO, IDIOTA! HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAA!

A rajada de ki triplica de intensidade, e arrasa Bardock, que voa contra uma das paredes, destruindo-a. Quase sem forças, Vegeta tem tempo de ver seu reflexo nos vidros de uma das janelas da sala – Seu cabelo estava brilhando, como se trocasse de cor repentinamente – Porém ele desmaia antes de ver mais que isso.

Enquanto isso tudo acontecia, do outro lado da sala, uns 50 metros longe de tudo isso, Kakarotto divertia-se com os jeitos de juntar seu Ki...

- Kamehameha! ah, já sei, vou esticar as mãos assim, e fazer um golpe novo! Se chamará... FINAL FLASH! - Ele dispara a rajada, que cruza a sala de treinos, destruindo outra parede... – Agora, se eu colocar as mãos em forma de um triângulo – Você fara um Kikohouda – Interrompe o mestre Kame.

- Ki o que? Kikohouda? Assim?

E mais um raio sai atravessando a sala, e atinge outra parede, quase levando a sala de treinos toda à demolição.

- Agora, meu mais novo golpe... Vou colocar o dedo no chão... agora vou apontar para o céu, e fazer uma bola... Cresça, bolinha! Mais! Mais! Assim... Agora... Super Spirit Bomb!

E ele dispara sua cópia da Genkidama pela sala, levando o resto do local á destruição, e levando o mestre Kame ao delírio.

Depois de tanta destruição, os dois são levados pra casa, onde tomam um bom banho, e brigam um pouco antes de dormir. Bardock, no entanto, passará algumas boas semanas na sala de recuperação depois desse Kamehameha certeiro de Vegeta, que o mataria, não fosse sua resistente armadura, feita por Bulma.

Após passar quase um mês na câmara, ele saiu revigorado, bastante nervoso com seu pupilo, e com um poder de cinco milhões, aumentado pela sua quase morte.

- Rei vegeta, eu acho que teremos que nos mudar de Vegeta para um planeta próximo, senão, daqui a alguns meses, seremos fortes demais para o planeta aguentar – Bardock falava ao rei sem esconder seu Ki, e sabia que isso o assustaria. – E então, como vai ser?

- Pode ter seu planeta, Bardock. Mandarei nossos melhores escravos ao planeta vizinho, e em três meses você terá uma réplica de vegeta em suas mãos.

- Ah, mais uma coisa: O senhor morre antes dos sessenta anos, quer que seja pelas minhas mãos?

- Não Bardock, quero que esse futuro mude, confio em vocês para isso.

- Então eu já queria te avisar que a gente vai passar na Terra antes de vir pra o planeta novo, ok?

- Ok! Como você quiser! Mas para que?

- Buscar mais terráqueas, ora! E trazer mais "senseis" também.

- Como quiser! Saiam assim que desejarem!

E assim termina o capítulo 3! desculpem a demora, mas agora que eu estou trabalhando o tempo reduziu muito... uma fic a cada 10, 12 dias é o meu compromisso! Boa semana a todos, e feliz 2013!