Tudo errado. Tudo certo.
Joanne Salgado
CAPÍTULO III
palavras: 501
Snape estava nervoso. Já faziam dias desde que Harry havia sido preso. Tivera que machucar o garoto para que escutassem seus gritos. Tivera que fazer o menino sofrer, principalmente por causa de Amico que dizia a todo momento que Severus era bonzinho demais com o menino-que-sobreviveu.
Mas não podia fugir ainda, a ordem faria a prisão de Draco Malfoy a qualquer momento e então poderia levar Potter dali.
Estava sentado à mesa com o lorde e outros comensais da morte após uma sessão de tortura particularmente cruel em Harry Potter. Amico ficara assistindo o tempo inteiro. Podia ver nos olhos do homem a loucura. Era um sádico como Voldemort, sentia nojo só de estar sentado perto de Carrow.
- Escutei alguns gritos muito... excitantes hoje – Amico falou baixo, mas alto o suficiente para que o escutassem – devo dizer que estava errado sobre Severus meu lorde, ele sabe ser... interessante.
Voldemort riu, no rosto de Carrow um sorriso cruel.
- Avisei que Severus fazia seu trabalho direito Amico – Voldemort respondeu mostrando sua aprovação.
A conversa passou para outros ataques planejados em comunidades trouxas. Snape não conseguia comer, pensava em Harry.
Já fazia algum tempo que a mente de Harry Potter estava muito próxima de quebrar. Seu psicológico estava comprometido há muito tempo, e as torturas só pioravam sua situação.
No começo foi muito difícil, mas sabia que era necessário. Entendia Snape e compreendia que as torturas não eram por maldade, era apenas indispensável.
A mão que o machucava logo em seguida o acariciava.
Havia desenvolvido sentimentos muito fortes por Severus, ele o mantinham seguro da melhor forma.
Deitado na cama com as costas sangrando, Harry só conseguia pensar que Snape era o melhor homem do mundo. Seus machucados não eram nada, o professor iria cuidar deles quando voltasse. Seria protegido.
E como imaginara, assim que Snape voltou ao quarto começou a cuidar dos machucados de seu corpo. Fechando os cortes com poções e feitiços. Sempre em silêncio.
Quando terminou se afastou, mas Harry segurou sua mão. Sorria para seu carcereiro.
Snape já notara que a situação estava toda errada, a mente do garoto estava muito comprometida. Precisava tirá-lo de lá o mais rápido.
O gemido de dor de Harry chamou sua atenção, o jovem tentava sentar. Ajudou-o com paciência tentando não piorar sua condição.
Foi nesse momento que sentiu a mão em seu rosto. Antes que pudesse fazer algo, Harry aproximou o rosto de Severus e beijou seus lábios surpresos.
Snape tentou afastar Potter, mas o eleito não parava de tentar.
- Potter, não! – falou.
Harry aproximou-se mais.
- Por favor...
Não podia ceder, tentou afastá-lo várias vezes, mas ninguém é de ferro. Deitou Potter e beijou-lhe os lábios. Passou a mão delicadamente pelo corpo machucado provocando arrepios. Desceu os lábios pelo pescoço delgado do moreno. Harry arqueou o corpo com os carinhos que lhe davam tanto prazer. Snape o sentia reagir a cada toque seu, beijou-o novamente, dessa vez com paixão, exigindo mais. Os gemidos de aprovação fizeram com que continuasse.
