Antes de mais nada: Feliz Páscoa, pessoal!

Bem, não estou trazendo chocolate, mas sim um capítulo novo! Sei que não é a mesma coisa, mas espero que vocês gostem tanto quando se fosse uma trufa cremosa recheada de avelã!

Ah, deixa eu comentar aqui que fiquei EXTREMAMENTE viada, pelas reviews! Meu e-mail não tava avisando quando eu recebia uma e logo pensei que ninguém tava gostando. Daí entrei no link da estória e fui surpreendida pelos comentários de vocês. Muito obrigada, mesmo, viu?

Por falar em agradecimento, deixa eu enfatizar mais uma vez minha gratidão a Leili Pattz. Valeu pelas dicas, conselhos e disponibilidade (não me perguntem COMO, mas ela encontrou) para me ajudar com essa short-fic. Muito obrigada, viada!

No mais, chega de bla-bla-bla e vamos ao que interessa!


Pela pequena janela na sala de funcionários do Valley Hospital Center, Isabella Swan admirava a vastidão do deserto iluminado pelas chamativas luzes de Las Vegas. Do alto do oitavo andar, a morena assistia o movimento de pessoas empolgadas saindo dos hotéis mais em conta que ficavam naquelas adjacências, seguindo em direção à Strip, a avenida mais glamourosa da região. Ávidos e excitados, todos eles estavam em busca de um pouco de sorte em algum dos famosos cassinos daquela região.

Após três anos trabalhando ali, vendo aquele vai e vem de gente todos os dias, ela ainda não conseguia entender a razão que levava tantas pessoas virem arriscar tudo o que possuíam. Pessoas comuns absolutamente atraídas pela falsa ideia de poder que a cidade emitia, quase como se fossem mariposas em busca da luz. Dinheiro, adrenalina, aventura, prazeres... tudo parecia estar ao alcance das mãos quando se tratava de Vegas.

Mas para a jovem morena de tez pálida, nunca foi desse jeito.

Por ser nascida e criada ali, entre as montanhas áridas no coração da América, aquele lugar tinha sido sempre seu porto seguro. Mesmo que a violência aumentasse exponencialmente ao longo dos anos e os preços dos alugueis saltassem a cada semestre, Isabella nunca trocaria aquele local por nenhum outro no mundo. Quando teve que ficar afastada durante os seis anos que levou até sua formação como enfermeira, ela sentia imensamente saudades de casa. Enquanto enfrentava a frio, neve e umidade durante os meses que passara em Michigan, ela sentia falta do calor eterno de sua cidade natal. E durante as férias de verão, o sorriso em seu rosto em forma de coração resplandecia assim que colocava os pés sobre a sequidão do local.

Era um pouco frustrante perceber que raríssimas eram as vezes em que encontrava alguém que compartilhasse dos mesmos pensamentos que ela; principalmente entre os turistas que só estavam em busca de diversão e dinheiro. Eles não pareciam dar valor a coloração vermelha da terra ou das montanhas ressecadas ao fundo da cidade. Parecia que todas as pessoas ali além dela tinha Vegas omo uma mina de ouro a ser explorada.

No entanto, Bella – como sempre fora chamada por sua mãe – tentava não os julgar.. Até mesmo seus pais tinham pensado desta forma, quando no ano de 1986 fugiram e se casaram em uma das centenas de capelas espalhadas na cidade e torraram todo o fundo estudantil deles no cassino Monte Carlo. Seja a falta de sorte ou paixão arrebatadora de ambos, a verdade era que Charlie e Renee depois daquele final de semana nunca deixaram o estado de Nevada. E ali, a filha deles havia criado próprias suas raízes.

Seus devaneios foram interrompidos por sua colega de trabalho, Leah Black, que chegou naquela sala de forma apressada e um tanto afobada.

– Ainda bem que você chegou logo, Bella. – murmurou ela enquanto colocava seu capote azul escuro na enorme bolsa que carregava consigo. – Vou ficar te devendo essa para sempre!

– Sem problemas, Leah. Eu estava sem casa sem fazer completamente nada, então não tem o que se preocupar. – a morena respondeu com um sorriso, vendo a preocupação estampada na face daquela que era uma de suas melhores amigas ali no hospital.

– Sério, eu não sei porque o Jake tem que ser tão teimoso! – a alta mulher de pele acobreada e espessos cabelos negros reclamou. – Ele me jurou que não iria sair do sofá enquanto está se recuperando do acidente e agora está praticamente morrendo de dor porque decidiu limpar as calhas da nossa casa. Agora a noite!. Só ele para me tirar do trabalho bem no início do meu turno!

– Leah, ele deve está sofrendo, coitado. – ela disse, tentando responder aquele que era seu melhor amigo, praticamente desde o jardim de infância, onde se conheceram.

– Sofrer ele irá assim que eu por meus pés em casa!

Isabella riu com gosto com as palavras da amiga, sabendo no fundo que Leah nunca faria nada contra seu amado. Aqueles dois nativos americanos acabaram se apaixonando, três anos atrás por intermédio da morena e apesar das ocasionais discussões, nada poderia fazer com que eles ficassem magoados por mais de alguns minutos. Nem mesmo uma queda de uma escada no meio da noite, pelo visto.

– Leah, tente pegar leve com ele, está bem? Jacob sempre foi muito ativo e não deve ser nada fácil para ele ter ficar praticamente o dia todo parado.

A amiga assentiu e logo em seguida balançou a cabeça em frustração– Acho que ele, finalmente, irá desistir de pilotar aquelas máquinas mortíferas que ele ousa chama de motocicletas.

Com isso, o sorriso de Bella se ampliou – Bem, disso eu duvido.

Leah rolou os olhos e se aproximou da amiga, entregando-lhe algumas anotações e o pager. – Estava com poucos pacientes essa noite. Somente a senhora Hill, que até então está completamente dopada por opióides e o senhor Clark, que já escapou do quarto e já desfilou sua bunda enrugada pelos corredores esta noite.

Bella riu ao lembrar do doce velhinho que tentava se recuperar de uma forte pneumonia. Ele tinha o cômico hábito de pedir todas as enfermeiras em casamento sempre que uma delas aparecia em seu leito. Bella até mesmo aceitara certa vez, no entanto, na mesma tarde quando foi lhe trocar as fraldas geriátricas, ele a perguntou de novo.

– Alguma entrada recente nessa noite? – Bella inquiriu, vendo dois nomes desconhecidos na lista de enfermos de Leah.

– Sim. Uma turista texana que teve um principio de infarto ao saber que perdeu tudo o que tinha no pôquer e um valentão muito gato que ainda está inconsciente de tanta porrada que levou na cabeça.

Bella passou as anotações para seu bloco ao mesmo tempo que murmurava. – Bem, ele deve ser mesmo uma coisa se até mesmo você, a crítica mor do sexo oposto, está o admirando.

– Ah e ele é! Estamos chamando-o de Belo Adormecido!

Bella suspirou pesadamente para o apelido e adicionou sarcástica. – Nossa, que criativo!

– Sério, ele é lindo. A Stanley ficou explodindo de raiva por ele não está na lista dela. Você sabe, ela tem tendência de bancar aenfermeirinha de filmes pornôs perto dos pacientes meramente atraentes.

Bella assentiu com desgosto. – Isso é escroto. Afinal de contas, ela ainda está noiva do Dr. Newton, não é?

Sussurrando em um tom quase inaliável, Leah disparou. – Todo mundo sabe que aquilo é fachada. Tenho certeza que o Newton anda se atracando no almoxarifado com o novo residente!

– Leah!

Dando de ombros, a mulher de pele vermelha respondeu. – Você sabe que estou dizendo a verdade.

Ambas riram alto e logo em seguida Bella tomou tudo que iria precisar das mãos da amiga, antes de se abraçaram em despedida..

– Obrigada de novo por me cobrir essa noite, Bella.

– Sempre que precisar, garota. E pegue leve com o Jake, sim? Ou então ele ficará mais teimoso ainda até que esteja recuperado.

Leah assentiu e acenou rapidamente já se dirigindo com pressa para os vestiários. Assim que a amiga estava fora de vista,, Bella prendeu seus compridos cachos castanhos em um rabo-de-cavalo e enfiou os papéis em sua prancheta e enfiou pager de Leah no bolso da calça folgada demais para seu corpo miúdo. Sentindo-se em casa, ela abriu as portas da pequena sala e partiu para o posto de enfermagem onde começaria mais uma noite de trabalho.

A noite de trabalho que mudaria sua vida por completo.


E agora, alguém adivinha o que irá acontecer no próximo capítulo?

Como eu venho dizendo, por favor, deixem suas reviews! Elas não podem dar cor e sabor aos alimentos, mas com certeza dão para minha inspiração!

Beijos e até a próxima