Olá meninas!

Bem, mais um domingo trazendo capítulo novo! Vou tentar seguir essa tradição o máximo possível, tá bom?

Muito e muito obrigada pelas reviews! Eu to amando ver minha caixinha de e-mail lotada com todas os comentários de vocês (em especial, aqueles que tão loucos para verem a enfermeira Bellinha cuidando de Fighterward!)

Leili Pattz, viada! Obrigada por fazer a revisão disso aqui e não ter me matado, principalmente após o final desse capítulo!

Agora vamos ao que interessa?

Boa leitura!


– Enfermeira Swan, porque você não quer casar comigo?

Bella riu consigo mesma enquanto aplicava a dose correta de cefuroxima no soro do pobre senhor de idade avançada que estava ficando senil. – Eu já disse que nos vamos nos casar, Sr. Clark, mas somente depois que o senhor tiver alta.

Ela escutou o suspiro pesado do velhinho antes de sua voz rouca e cansada inquirir. – Mas nós podemos nos casar agora mesmo. Sei que vocês mantêm um padre por aqui!

– Sim, nós temos, mas só para casos de extrema-unção. E além do mais, prefiro que meu noivo esteja esteja forte e saudável para que eu me case com ele.

– As mulheres de hoje em dia são muito complicadas! – o Sr. Clark resmungou ao mesmo tempo em que olhava de maneira enfezada para a morena que tentava esconder um sorriso. – Quando eu era jovem, eu tinha milhões de mulheres atrás de mim.

– Era mesmo?

Ele assentiu, os olhos brilhando por saudosismo. – Sim. Eu era da marinha, garotinha!

Bella ofegou com uma surpresa fingida, entretanto, estava mesmo interessada pelo passado daquele idoso. O homem era praticamente um solitário: somente um filho – e este já passava dos sessenta anos – era a única pessoa a lhe fazer visitas regularmente. Nenhuma outra pessoa parecia se interessar pelos feitos dele e isto entristecia a jovem mulher, afinal, não era justo que qualquer pessoa fosse esquecida bem no final de sua vida

Por isto, desde que aquele paciente entrara no hospital, Isabella tinha adquirido um carinho especial por ele. Apesar das perguntas sem lógica e fora de hora, ela não tinha o que falar dele: O Sr. Clark nunca reclamava dos tratamentos, nem a chamava de estúpida e sabia usar o banheiro completamente sozinho quando precisava. Um paciente perfeito, poderia dizer.

Mesmo após ter se certificado que o velhinho estava bem, Bella se permitiu perder alguns minutos escutando as aventuras passadas do jovem marinheiro, chegando a rir quase o tempo todo. Ela preferia passar o tempo conversando com os enfermos do que passar seus minutos livres no posto de enfermagem, escutando fofoca sem nexo de suas colegas de trabalho.

Ela teria passado com prazer mais alguns minutos na companhia do Sr. Clark, no entanto, o pager no fundo do bolso bipou. Ela despediu-se do seu pretendente garantindo que voltaria assim que pudesse. Embora o com a quantidade medicamentos circulando nas veias daquele homem, era muito provável que da próxima vez que Bella passasse por aquele quarto, ele estivesse entregue nos braços de Morfeu pelas próximas horas.

Assim que fechou a porta do leito atrás de si, a morena percebeu a luz vermelha acesa acima da porta do quarto 812 e soltou um suspiro. Desde que assumira o plantão da Leah há quarenta e cinco minutos atrás, ela estava protelando para ver aquele paciente. já tinha feito a ronda nos quartos onde estava responsável, auxiliou a sua chefe, enfermeira Carmem Sanchez com uma enfermaria lotada de doentes, assumiu a suturação do polegar de uma garotinha que brincava na cozinha de sua casa. Até mesmo já tomara duas doses extras de café puro, com o intuito de evitar visitar aquele apartamento.

A relutância de Bella de verificar aquele paciente era o simples fato de ele ser homem e ainda por cima jovem. E durante todo o histórico profissional dela, a combinação dessas duas características só podia significar uma coisa: muita paciência. Odiava aturar caras feitos que choravam como menininhas pelo simples fato de não suportarem o mínimo nível de dor. Isso sem contar na maneira como muito deles a olhavam, como se ela fosse a personificação de alguma fantasia sexual pervertida deles. Por isso, ela protelava tanto em fazer aquela visita.

Com um suspiro derrotado e de ombros caídos, Bella caminhou em direção a porta do leito e verificou por alto o prontuário rabiscado com as letras apressadas do Dr Gerandy sobre aquele paciente. Edward Anthony Masen; vinte e seis anos; briga de rua. Traumatismo facial, contusões na terceira e quarta costelas médias lado direito; concussão cerebral (provável); corte significativo supercilio esquerdo. Hematomas de leve a moderados ao longo da face, tórax, braços e pernas.

Ao analisar toda aquela informação, a enfermeira balançou a cabeça e estralou a língua em desaprovação. O termo "briga-de-rua" não passava de um eufemismo para mais umas das lutas clandestinas que ocorriam nos porões de Vegas, onde homens apostavam o que tinham e outros tantos idiotas iam até quase a morte em troca de dinheiro fácil. Não entendia como algumas pessoas podiam ser tão estupidas para colocarem em risco seu próprio bem estar quando podiam trabalhar decentemente como qualquer outros seres humanos.

Mas como profissional que era, Isabella não permitiria transparecer sua revolta; ela iria cuidar dele, independente de qualquer coisa. Afinal, foi para isso que ela optou por Enfermagem; ajudar ao próximo. Mesmo tendo notas altas o suficientes para cursar Medicina em Yale, Bella quis ser enfermeira pelo simples fato de poder ter mais contato com os pacientes e auxilia-los nos momentos mais necessários enquanto estivessem doentes. Médicos diagnosticavam, curavam, operavam, medicavam... mas nunca participavam efetivamente da vida de seus pacientes. Ela era humana demais e quase ansiava pela necessidade de contato com eles.

Bella era a caridade sobre duas pernas, de pele alva e olhos profundamente benevolentes e castanhos.

Abriu a porta devagar e colocou seu melhor sorriso, aquele que disfarçava o avançar da madrugada e o cansaço por trabalhar por dois turnos seguidos em favor de uma colega. E assim que entrou na sala, percebeu dois pares de olhos a encarando atentamente.

O primeiro era de uma mulher jovem e esguia, que mantinha suas mãos entrelaçadas sobre seu colo, uma maneira primitiva de omitir o leve tremular delas. Possuía um rosto de porcelana e longos cabelos ruivos, aparados somente em uma franja que emoldurava toda sua face de traços delicados. A profundeza azul de sua iris transmitia uma mistura de alívio e apreensão a medida que fitavam de volta a enfermeira Bella.

Todavia, não foram os olhos dela que fizeram a enfermeira parar no meio do quarto.

Mesmo com tantas contusões, manchas roxas e inchaço no rosto e nos lábios, Bella reconhecia o homem deitado a sua frente. Mesmo da maca, ela notou o porte atlético dele, o cabelo acobreado e olhos que agora ela percebia que eram de um intenso tom de verde. O Belo Adormecido era ele.

O homem que atormentava os seus sonhos há quase seis meses.


Recado Importante: Depois deste final, a Aline está dando uma de maratonista, correndo como louca das leitoras que estão a ameaçando de morte!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Por favor, deixem o Sazon da minha semana, escrevendo o comentários de vocês na caixa de texto logo abaixo!

Até a próxima!

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