Olá meninaaas!
Ainda continuo toda tabacuda por conta das reviews que vocês andam deixando por aqui. Vocês não tem noção do quão gratificante é ver minha caixa de e-mail lotadinha! Muito obrigada de verdade por isso.
Então, grande parte de vocês andam me questionando sobre o tamanho dos capítulos, como eles são sempre tão curtinhos. Isso é proposital: a ideia inicial era escrever uma drabble, mas 500 palavras é muito pouco para mim, então dobrei essa média. É um desafio para mim mesma, ter que verbalizar tudo o que eu quero em poucas palavras, mas sem perder a essência, sabe? Por isso, nessa short-fic aqui, vocês nunca irão encontrar capítulos enoooormes como nas minhas outras fic! Bom para a vista, certo?
Ah, meu muitíssimo obrigada a beta dessa estória, Leili Pattz, que mesmo com o surto perfeito de ontem, ainda encontrou tempo para betar isso aqui e consequentemente, não deixar que a tradição dos três "F" se perdesse nesse domingo: Família, Faustão e Fighterward!
Deixando o lero-lero de lado, vamos ao capítulo de hoje?
Boa leitura!
Dor. Da forma mais intensa possível.
Era isso que Edward sentia em cada um dos seus músculos, assim que começou a sair do estado de letargia que seu corpo se encontrara. Face, costas, abdômen... até o ato involuntário de respirar estava difícil para ele, já que a cada inspiração e expiração que tomava, seu peito alfinetava como se houvesse um punhal sendo enfiado em suas costelas.
Só agora ele tomava consciência da proporção dos seus ferimentos. Na hora da luta, por conta da adrenalina injetada em cada nervo de seu corpo, nenhum dos golpes que James aplicava parecia ser tão cruciante. Machucavam, mas a sede de vitória de Edward impediam de mensurar a violência e força que seu oponente desferia nele. E talvez, fosse exatamente sua ânsia e desejo de vingança que o levaram ao chão.
Isso era algo completamente atípico dele. Desde que sua mãe, Elizabeth Masen, decidiu colocar o garoto hiperativo nas aulas de karatê quando tinha oito anos, ele sempre fora elogiado por ser disciplinado e focado. Não perdia um treino sequer; logo após a escola, ele corria até a modesta casa que vivia no subúrbio de Nova Iorque, vestia com pressa seu quimono e partia em sua bicicleta para a pequena academia que ficava a cinco quadras de distância do local onde moravam.
Edward aprendia com rapidez os golpes que lhe ensinaram, e nos pequenos torneios de bairro começou a se destacar por sua agilidade no combate. Iniciaram-se as primeiras medalhas e as trocas de faixa, para o orgulho de seu pai, Edward Masen I, um ex-boxeador de origem irlandesa que fez um relativo sucesso no início dos anos 70. Ver seu filho se destacando desde tão cedo, só provara para ele que em suas veias corriam o sangue de verdadeiros campeões.
A medida em que crescia, uma única arte marcial não fora suficiente e a cada ano, ele se especializava em uma nova modalidade e sempre sendo premiado pelos seus esforços. O pai, com toda certeza sempre fora o maior incentivador, chegando ao ponto de vender o carro da família pra que Edward, até então com 19 anos, ao invés de ir para a faculdade partisse para uma viagem para a Tailândia, onde se especializou em Muay Thai.
Mesmo sobre o protestos da mãe e da irmã, Edward passou dois anos naquele país, aperfeiçoando suas técnicas com os próprios inventores do boxe tailandês. E foi lá também que descobriu que era possível juntar todo o legado que tinha aprendido ao longo dos seus anos entre ringues e tatames em uma única luta: as Artes Marcias Mistas, esporte que atualmente era considerado um dos mais lucrativos do mundo.
De volta a América, Edward já sabia com toda a certeza do que iria fazer: ser um esportista. Um lutador. Um campeão.
O pai ficou maravilhado com a escolha do filho e fora o primeiro a buscar agentes, treinadores e patrocínios para seu filho caçula. Acompanhava cada treino, ajudava, aconselhava-o e não perdia uma luta sequer do seu garoto. Fazia questão de exclamar aos quatro cantos, que tinha orgulho de ser o pai de Edward.
Entretanto, depois desta noite, Edward tinha a sensação de que seu pai, onde quer que estivesse hoje, não se sentia nem um pouco orgulhoso dele. Ele tinha o decepcionado.
Não somente pela derrota, mas sim pela forma humilhante como tudo acabara. Fora seu progenitor que avisara que James não era um amigo confiável e que tampouco Victoria seria a mulher ideal para ele. E, quando teve em mãos a chance de retaliar tudo o que tivera acontecido no passado, ele falhara miseravelmente na frente de todos.
Isso sem contar que perdera a chance de se juntar a elite dos lutadores. O tão desejado torneiro de UFC.
Isso fez com que Edward tomasse um suspiro, mas o incomodo na costela direita fez com que acabasse vocalizando um gemido.
– Edward, querido, você está bem? – escutou uma voz doce e angelical perguntar bem ao seu lado para logo depois sentir a maciez da mão tocando levemente seu pulso.
– Sim. Eu acho, que sim. – ele meio que grunhiu, sentindo os machucados piorarem a cada palavra que respondia.
A mão livre dela, foi delicadamente ao rosto dele, os dedos acarinhando a parte não machucada em sua bochecha. – Você nos deu um tremendo susto hoje, Edward.
– Desculpe. – foi tudo o que ele conseguiu balbuciar, tentando respirar mais cadenciadamente afim de evitar o incomodo.
– Está doendo muito? Devo chamar a enfermeira?
Ele somente assentiu desta vez, e poucos segundos depois, sua irmã mais velha, Tanya Denali estava apertando o botão do pequeno controle ao lado da cama.
Oito anos mais do que Edward, Tanya era quase que uma segunda mãe para ele. Tinha um espirito doce e gentil, muito embora fosse extremamente protetora daqueles que amava. Seja pelo marido, Marco Denali e seu bebê Terry, ou pela mãe e seu irmão mais novo, aquela ruiva era capaz de ser mais guerreira do que qualquer samurai em defesa dos seus.
Edward voltou a fechar os olhos, a cada segundo mais frustrado pelo que aconteceu. Apesar dos golpes o terem levado a inconsciência momentânea, ele lembrava todos os instantes da luta e revia em sua mente todos os erros que cometera. Tinha ignorado seu mentor Alec, o homem que estava praticamente substituindo a ausência de seu pai. Nesse instante, tinha certeza que o velho estava na sala de espera, aguardando por qualquer mínima notícia dele, uma vez que ele mesmo não podia ficar ao seu lado, já que não eram parentes.
E para completar, estava incomodando Tanya, que tinha uma criança com menos de um ano a esperando em seu lar. Fora a mãe dos dois, que tinha assistido o filho apanhar vergonhosamente há quilômetros de distância, em Chicago, cidade natal deles.
– Tanya? – Edward indagou, voltando abrir os olhos para fitar as orbes preocupadas da irmã.
– Sim?
– Pode... ligar para a mamãe? E dizer que... -e-estou bem?
Uma risada frustrada saiu dos lábios dela. – Impossível. Ela já está voando para cá nesse exato instante. – ralhou, as sobrancelhas franzidas em indignação. – E se você não morrer daqui que ela chegue, tenho certeza que ela mesma irá fazer isso por ter dado esse susto nela!
Ele rolou os olhos e ficou brevemente feliz ao perceber que esse pequeno gesto não o incomodava. – Não é para tanto, mana.
– Como não?! Você ficou apagou por quase três horas inteiras, Edward!
Ele já estava pronto para rebater, no entanto a porta do quarto se abriu, interrompendo a provável briga entre irmãos. Percebeu a jovem mulher entrar no recinto, o uniforme folgado demais para alguém que parecia tão pequena. Ela sorriu brevemente para sua irmã, que a fitou de volta de maneira curiosa, quase como se duvidasse que alguém aparentemente tão nova já tivesse cursado no mínimo seis anos no Ensino Superior.
Contudo, assim que os olhos da morena pousaram sobre os dele. Edward não notara somente a maneira como os traços delas eram delicados sobre a fina pele pálida, adornando o rosto em forma de coração. Mesmo sobre a penumbra da sala, ele foi capaz de identificar o choque explícito estampado nos olhos escuros dela e só pode no mesmo instante pensar como sua face poderia estar desfigurada.
Como de repente ele, que não tinha falsa modéstia a admitir que era bonito, nunca mais poderia ser digno de alguém tão perfeita quanto ela.
Ok, tem gente querendo me matar, né? Bem, se serve de consolo, eu também me mataria, se acaso fosse leitora dessa fic! KKKKKKK
E aí, o que acharam da Tanya irmã do Edward? Ou da primeira impressão que o nosso Dudu Spider teve da sua enfermeirinha? Quero saber tudinho, viram? Por isso, muito Sazon em forma de review para mim, por favor!
Beijos e até próxima semana!
