Olá meninas!

Nem vou me prolongar muito, porque o capítulo já até saiu da minha meta e aumentou bem mais do que eu queria! (apesar de que muita gente, com certeza, ainda vai reclamar que está muito pequenininho ainda, que eu sei! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)

Leili Pattz, minha beta perfeitinha que conserta todos os meus erros bem no meio da madrugada, muito obrigada mesmo!

Então, vamos ao tão esperado encontro da enfermeira Bellinha e o Fighterward?

Boa leitura!


Bella Swan era conhecida por seus colegas de trabalho como alguém que sempre reagia com rapidez nas situações de emergência. Controlada e dinâmica, nem nas piores situações ao longo de carreira ela perdia o foco, centrando-se em ajudar quem precisava de seus cuidados. Essa era uma característica admirada tanto por seus superiores quanto os próprios pacientes, uma vez que dentro de um hospital, um segundo poderia significar a diferença entre a vida e a morte para uma pessoa.

Todavia, ao ver o homem deitado a sua frente, ela não conseguia sequer controlar o movimento impulsivo de seus pulmões; o ar parecia preso em sua garganta assim que seus olhos absorveram a imagem do rapaz machucado a sua frente. Rapaz este que ela admirava a distância, todas as manhãs desde que se mudara para o seu novo apartamento, poucas quadras de distância dali.

A primeira vez que seus olhos pousaram nele, ela estava se dando ao luxo de tomar seu café da manhã na minúscula varanda externa de seu flat. Como ela tinha verdadeira fobia por grandes alturas, ela pode ver muito bem do segundo andar quando Edward passou correndo pela calçada oposta ao prédio onde vivia. Usando uma regata branca, calças de moletom cinza e um par de tênis preto, os cabelos cor de cobre iluminado pelos primeiros raios do sol, ele era quase deslumbrante para alguém que praticava exercícios logo nas primeiras horas da manhã. Só a visão dele, tão focado enquanto alcançava apressadamente o final da rua, despertou em Bella a vontade de se exercitar também.

Assim que ele estava fora de vista, Bella suspirou alto para logo em seguida rir de si mesma. Para ela, o auge de sua rotina de atividades físicas era caminhar de sua casa até o local em que trabalhava. Enquanto terminava de bebericar seu suco, imaginou que aquele cara bonito devia ser uma nova forma de mershandising de alguma academia de ginástica para despertar o espírito atlético em algumas outras garotas da região.

Quatro dias depois, enquanto pendurava algumas de suas calcinhas de algodão puído no varal improvisado na mesma varanda, ela o viu de novo. Desta vez, ele trajava uma bermuda azul marinho, o que parecia ser o mesmo tênis e um boné que escondia a farta cabeleira, no entanto não existia nada para cobrir o dorso perfeito, onde o suor produzido pelo esforço escorria por sua pele, sendo aparada somente pela trilha de fios dourados logo abaixo do seu umbigo. Assim que ele ficou de costas, Bella percebeu as tatuagens cheias de inscrições ao longo de suas costas bastante definidas.

A visão dele naquele dia tinha a feito perder o fôlego, e desde então a presença dele em seus pensamentos se tornou frequente. Seja durante as manhãs, quando o assistia regularmente correndo em frente ao seu edifício ou durante seus sonhos, onde ele também começou a aparecer regularmente, todas as noites.

– Senhorita, pode nos ajudar, por favor?! – a voz exasperada da ruiva chamou a atenção de Bella, retirando-a do seu transe momentâneo.

– Sim, claro. – ela disparou com um pigarro para logo em seguida acrescentar sorrindo. – Como o senhor está se sentindo?

Edward que encarava a enfermeira, ainda confuso pela expressão perplexa dela, falou devagar. – Um pouco... dolorido eu acho.

Caramba, até a voz dele é sexy! Bella pensou consigo mesma enquanto se aproximava do leito e verificava os dados dele. Vendo o mais de perto, ela pode notar o tom verde esmeralda de seu olho direito (uma vez que o esquerdo estava inchado a ponto de nem sequer conseguir abrir as pálpebras). O nariz reto, que por sorte não tinha sido danificado devido a tantas contusões e a forma angulada do seu maxilar, que tinha a mais leve sombra de uma barba por fazer.

Tão lindo e tão danificado ao mesmo tempo.

– Com licença, enfermeira, mas eu realmente gostaria de ter um parecer médico aqui, não de alguém que fique o encarando como tivesse acabado de presenciar um acidente de carro!

Bella sentia suas bochechas inflamarem de vergonha ao mesmo tempo que Edward emitia um gemido de frustração em direção da irmã. – Tanya, agora não!

– Como não, Edward? Você está com dor, pelo amor de Deus!

Sentindo ridícula, ela conseguiu balbuciar – Eu vou... vou chamar o Dr. Gerandy.

– Enfermeira, espere!

Apesar do apelo suave do homem machucado, Bella saiu as pressas do quarto, sentindo-se uma idiota por passar os últimos meses divagando por uma pessoa que ela nunca conhecera. Era dolorosamente óbvio para ela agora, que sendo atraente como era, o estranho (que agora tinha um nome, Edward) não estava disponível no mercado, principalmente para uma garota tão comum como ela era. A estonteante mulher ao lado dele no lado da cama era a prova viva que ele já tinha uma dona, e que ela era estúpida por devanear por ele, exatamente como uma adolescente por seu ídolo teen.

Era um tanto que infantil, mas as lágrimas não derramadas ardiam em seus olhos. Talvez o que suas amigas diziam fosse verdade; que Bella era uma menina solitária e que precisava se relacionar mais com o sexo oposto. A prova mais cabal disto tinha acabado de acontecer, ao se deparar de frente com o corredor aleatório que tinha sido o auge do romantismo para ela nos últimos anos.

Após se recostar na parede do corredor por alguns segundos afim de não aparecer no posto de enfermagem com a expressão de choro, Bella conseguiu se recompor brevemente. Enquadrou os ombros e assoou levemente o nariz, a fim de voltar para o que ela realmente se importava, o seu trabalho. Esta era a única e verdadeira paixão que ela tinha em sua vida e não deixaria que um cara que ela não fazia ideia de quem era atrapalhasse o foco que ela necessitava ter por aqui.

Além do mais os machucados e o termo no prontuário médico só provavam uma coisa: Edward era violento, perigoso e quem sabe até, mortal.

– Enfermeira Swan? Aconteceu alguma coisa, querida?

Bella ergueu os olhos para ver o velho Dr. Gerandy parado a frente do quarto 812, fitando-a extremamente confuso.

– Não é nada, doutor. – ela conseguiu sorrir ao perceber a preocupação genuína de um de seus mentores ali no hospital.

Mesmo que sua forma física fosse totalmente adversa a qualquer patamar de saúde, uma vez que o velho homem estava uns trinta quilos acima do peso, o Dr. Ronald Gerandy era um dos melhores médicos do Valley Hospital Center. Acrescentando isso a maneira gentil como tratava todos os funcionários e não media esforços para ensinar tudo o que ele mesmo aprendera durante seus quinze anos de profissão, ele era um dos homem que Bella mais admirava em seu trabalho. Dedicação, gentileza e humildade eram sinônimos comuns quando se tratava dele.

– Paciente difícil? – ele interrogou, fazendo um leve gesto com o queixo em direção a porta.

– Nem tanto. Mas a acompanhante...

O médico rolou os olhos, já acostumado àquele tipo de resposta. – Conseguiu verificar algo incomum no estado dele?

– Hmm... Não deu tempo. – ela sibilou, mais uma vez o rosto corando em um tom leve de vermelho.

– Então entre de novo comigo e vamos avaliar o caso desse valentão.

– Não sei doutor... Eu prefiro verificar se precisam de mim na emergência.

Mais uma vez o homem rolou os olhos, pondo a mão na maçaneta da porta. –Acabei de vir de lá e está tudo calmo, Bella. Agora venha, por que eu quero mostrar a essas pessoas que é preciso tratar as enfermeiras com muito mais respeito.

Derrotada, ela não pode fazer nada além de assentir e entrar novamente no quarto pela fresta que o médico já deixara entreaberta para ela. Seu olhar não se moveu o linóleo do chão a medida que adentrava no local, sendo seguida logo atrás pelo Dr. Gerandy.

Mas o movimento apressado da ruiva não foi despercebido por Bella, quando ela parou bem a frente do médico e exclamou de uma única vez.

– Doutor! Ainda bem que o senhor chegou! Pode dizer por favor o que diabos o meu irmão tem?

Em um impulso infundado, Bella não conseguiu conter a sua língua ao disparar em alto e bom som. – Como assim seu irmão?!


Tchan, tchan, tchan, tchan!

E agora?

Tô aguardando as reviews do amor, que dá cor e sabor na minha vida!

Boa semana a todas!