Olá pessoal!

Bem, não pude postar o capítulo na semana passada, eu quaaaaaase não consegui postar hoje também. Abençoada seja a Velox que resolveu voltar a dar o ar da graça em minha casa e a minha beta, Leili Pattz, que conseguiu arrumar tudo por aqui rapidinho!

Enfim, vou deixar de blá-blá-blá e partir para o que importa de verdade!

Boa leitura!


Três pares de olhos se voltaram para a enfermeira Swan assim que ela proferiu aquelas palavras. Os dois homens, ao escutarem aquilo, mantiveram uma expressão curiosa, com um certo toque de humor, a julgar pela maneira como seus lábios retorciam nos cantos. No entanto, a outra mulher que estava no pequeno quarto hospitalar a encarou de forma desafiadora.

– Sim, ele é o meu irmão. Qual é o problema nisso?

O calor subiu outra vez as bochechas de Bella. – Hmm.. não é nada, senhorita. Eu apenas... somente pensei que...

– Pensou o quê? – ela voltou a indagar, erguendo uma de suas sobrancelhas perfeitamente delineadas.

Antes que Bella pudesse sequer começar a balbuciar qualquer coisa, o Dr Gerandy interveio, chamando a atenção do belo paciente que encontrava-se assistindo a troca entre sua irmã e a enfermeira como alguém que via uma partida de ping-pong

– Então, – ele indagou, pegando o prontuário ao pé da cama de Edward. – como você está se sentindo, meu jovem.

– Um pouco dolorido. – afirmou, sentindo-se encabulado por, de repente, ter se tornado o centro das atenções.

– Alguma parte em especial?

Edward levou a palma que estava livre do soro até as costelas e fez uma breve careta quando sua mão pousou sobre o lugar machucado.

Dr. Gerandy assentiu, voltando a escrever furiosamente. – Ainda sente tontura? Dor de cabeça? Sonolência? Pontos escuros na vista ou visão dúbia?

– Não senhor.

– Pode me dizer seu nome completo, profissão e onde mora?

– Isso é realmente necessário?

O médico sem sequer olhar para ele, respondeu. – São protocolos comuns para quem teve uma concussão cerebral e ficou por algum tempo desacordado.

Edward meneou a cabeça e timidamente respondeu. – Meu nome é Edward Anthony Masen e moro no Symphony Park.

SymphonyPark. Éumbairromeiodistanteparaquempassatodososdiasemfrenteaomeuapartamento, bemnocentro. Bella pensou consigo mesma, a medida em que se aproximava do médico, e fingia prestar atenção em alguma coisa que o homem escrevia. Afinal de contas, a irmã de Edward parecia muito mais interessada em olhar de forma esmagadora para ela do que saber o que acontecia com o irmão mais novo.

– Se importa de me dizer sua profissão, filho?

Ainda mais tímido, ele olhou de relance para Tanya antes de responder. – Eu sou lutador de MMA, senhor.

Para a surpresa de todos na sala, o médico riu com vigor. – Ah, eu adoro ver essas lutas! Bem, eu devo ter perdido uma boa briga esta noite, se levar em conta seu ferimentos... Com quem você brigou? Alguém que eu conheço?

– James Smith, do Texas. – Edward disparou, sua voz carregada de raiva ao dizer o nome do rival.

– Hmmm, já ouvi falar dele. – o médico balbuciou, anotando algumas coisas no protocolo de edward. – Ganhou o último regional, certo?

– É. Eu tentei tirar o cinturão dele essa noite.

Dr Gerandy, conhecido por seu jeito excessivamente sincero, disparou. – E pelo visto foi mal sucedido, causando perigo ao seu próprio bem estar.

Edward tentou argumentar mas as palavras resignadas da irmã mais velha o impediram. – Ele sempre foi assim! Confunde determinação com teimosia o tempo todo! – voltando o olhar gelado na direção dele, ela complementou. – Ele não percebe o quanto esse esporte é prejudicial para ele mesmo! Sabia que essa violência toda um dia acabaria o trazendo até aqui!

– Tanya, eu não vou perder meu tempo discuntindo pela milésima vez esse assunto com você.

– Ótimo, porque eu espero sinceramente que essas pancadas que você tomou na cabeça, tenha lhe dado um pouco de juízo para abandonar essa porcaria de vale-tudo!

Bella, que assistia a discussão que ficava cada vez mais acalorada, decidiu intervir. – Dr Gerandy, creio que o Sr. Masen precisará ir até a sala de Raio-X, certo?

O médico assentiu, lançando um olhar de agradecimento para a Bella por ter conseguido impedir o dramalhão familiar a sua frente. – Por favor, enfermeira Swan, proceda com isso o quanto antes. Precisamos verificar a extensão dos machucados dele e verificar de fato quais são as costelas lesionadas.

– Isso é grave, doutor? – Tanya inquiriu, apertando levemente o antebraço do irmão caçula.

– Pelo que vi previamente, creio que não. De três a quatro semanas de repouso total, se estiverem mesmo fraturadas.

Os olhos verdes de Edward ampliaram perceptivelmente – Um mês sem treinar?!

– Como é que você pode sequer pensar nessa porcaria de luta quando está deitado nessa maca?! – Tanya esbravejou acusadoramente.

– É o meu trabalho! – Ele vociferou, seu tom ficando mais firme.

– Trabalho de merda esse seu!

Limpando a garganta audivelmente, o médico outra vez interferiu a briga fraternal. – Eu devo lembrar que estamos em um hospital, e há outros pacientes repousando aqui também!

Após as palavras dele ambos se calaram, mas mantiveram expressões resignadas um para o outro. Dr. Gerandy explicou que estaria de volta, assim que os resultados estivessem prontos e saiu do quarto sem mais delongas. Bella demorou para fazer o mesmo, ainda intrigada pela beleza daquele dois seres, que lançavam olhares mortais um para o outro, como se estivessem prestes a se atacarem, assim que ficassem sozinhos novamente.

– Bem, eu vou buscar a cadeira de rodas. – ela informou, mas nenhum deles pareceu prestar atenção no que ela dizia. Sua bochechas coraram e ela complementou. – Volto em um instante.

Com isso, ela por fim saiu do leito, se achando a pessoa mais estúpida do mundo por ter cometido tantos erros em um espaço de tempo tão curto. Estava decepcionada por perceber que o cara que estava secretamente interessada – o qual nem sequer tinha conhecimento até hoje da existência dela – não passava de um brutamontes grosseiro e mal agradecido, visto a forma como ele implicava com a irmã. Ela havia feito papel de palhaça na frente de um dos principais médicos do hospital, balbuciando estupidamente como uma adolescente que acabara de conhecer seu ídolo.

E o pior: cometeu o pior erro do dia-a-dia de qualquer enfermeira; provocar a ira de um acompanhante. Somente os amadores cometiam essa falta, afinal de contas não existia nada pior do que um parente estressado questionando até um simples band-aid que se aplica em seus entes queridos.

Suspirando dramaticamente, ela arrastou uma cadeira de rodas no canto e a empurrou em direção ao quarto, pensando quão infernal seria a sua noite por ter que suportar tudo o que Tanya iria lhe fazer nas próximas horas. Internamente, ela amaldiçoou o instante em que aceitou trocar o turno com Leah, em benefício da amiga.

Ao chegar de volta no quarto, ela bateu levemente a porta, e sorriu ao ver que os dois irmãos não estavam se espancando no linóleo azulado do quarto. O clima ainda era tenso, mas pelo menos, eles não trocavam mais farpas entre si. Tanya mantinha os braços cruzados sobre o busto, numa postura muito mais parecida como a de uma mãe resignada do que de irmã preocupada. Edward mantinha a mesma posição deitada, mas Bella notou os punhos fechados e os nós de seus dedos quase brancos. A tensão no quarto era palpável e não existia nada que a enfermeira pudesse fazer para apagar aquela amistosidade entre eles.

Limpando a garganta, A morena voltou-se para os dois presentes ao dizer. – Com licença, eu preciso que o senhor me acompanhe, Sr Masen.

Ele assentiu e grunhiu de dor ao tentar se levantar sozinho. Tanya imediatamente foi até ele, apoiando-o de maneira que ele voltasse a se deitar. Bella suspirou, reconhecendo a atitude tipica dos homens doentes, que sempre se recusavam a admitir que precisavam de ajuda. E assim, ela se aproximou e ofereceu a sua mão para o ruivo que aceitou de bom grado.

O toque foi quente e reconfortante, o que deveria ser estranho, levando-se em consideração que eles eram dois estranhos. Mas a impressão era de que a mão machucada dele, se apoiando na pele macia da sua era a coisa mais correta do mundo. Como peças de encaixe.

Foi Tanya que quebrou o momento, se aproximando com a cadeira de rodas, e forçando Edward a sentar-se nela. Bella balbuciou um agradecimento, sentindo outra vez as bochechas esquentarem a medida em que ela substituia a mulher na posição logo atrás da cadeira.

– Eu posso acompanhá-lo? – Ela perguntou, com um tom muito menos hostil. Na verdade, era quase suplicante.

– Eu sinto muito, senhora, mas se eu levá-la, eu posso entrar em problemas com meus superiores.

Os olhos de Tanya ficaram tristes enquanto ela olhava para Edward com preocupação. –Tudo bem, então. Vou ficar aguardando vocês aqui.

Edward rolou os olhos na direção da irmã ao mesmo tempo em que Bella empurrava-o em direção a saída do quarto. Assim que os dois atingiram o corredor, o lutador derrotado virou com certo esforço o pescoço em direção a bela morena. Observou por um momento o espesso cabelo cor de mogno preso em um rabo de cavalo, que se balançava ocasionalmente a medida em que ela o guiava em direção a setor de radiação do hospital. A tez clara de sua pele, quase transparente entretanto, com um leve tom avermelhado sobre as bochechas um tanto que salientes. Sobrancelhas bem delineadas, uma espessa camada de cílios adornavam os olhos castanhos, da cor de avelã.

E claro, ele não deixou de notar os lábios delas. Cheios, vermelho e suculentos.

Edward permaneceu encarando-a e então, com uma leve pitada de provocação e curiosidade, ele indagou – Então, já que estamos sozinhos, eu posso saber porque você ficou tão empolgada quando descobriu que a Tanya é minha irmã?


Prontinho!

Agora quero muito o tempero da minha semana, as reviews! Não foram tantas no ultimo capítulo e me deixou tristinha. :( Vamos alegrar minha semana?

Beijos e até semana que vem!