Mas Hermosa Que El Cielo, by Zoalesita
Título Traduzido: Mais bela que o céu
Autora: Zoalesita
Tradutora: Rosa Scarcela
Sinopse: Te amo... Meu coração se partiu em pedaços quando ele disse "Eu não"... mas ainda assim decidi lutar por um amor que já tinha dona. E me perdi no caminho enquanto tentava fazer com que Edward visse o quanto eu o amava. A amizade em sua expressão mais real: o amor...
Disclaimer: Essa história pertence à Zoalesita, que me autorizou a traduzir, e os personagens pertencem a Stephenie Meyer.
This story belong to Zoalesita, who allowed me to translate, and the characters belongs to Stephenie Meyer.
Esta história pertenece a Zoalesita que me permite hacer la traducción. Los personages pertenecen a Stephenie Meyer.
"Talvez, o príncipe em armadura brilhante por quem me apaixonei, não seja mais que um idiota envolto em papel alumínio"
ANÔNIMO
Amarte a ti.
Amar você.
Es la embajada de un instante en mi cerebro.
É a embaixada de um instante no meu cérebro.
Es también haberte odiado un par de veces.
É também ter te odiado um par de vezes.
Amarte a ti es un absurdo y lo sabemos,
Amar você é um absurdo e nós sabemos,
y así será... mientras nos dure…
e assim será, enquanto dure...
ELISA / RICARDO ARJONA (youtu . be / q-7Mb3dfZbg – retire os espaços)
CAPITULO 5: Somos as peças de um quebra-cabeças
BPOV
Cinco... Dez... Seus lábios duvidando... Quinze... Dezessete segundos depois, Edward me separou dele.
Meu coração batia tão forte que poderia jurar que Edward o escutava. Eu sabia o que tinha acontecido. O beijei. Tinha mandado para o inferno todos esses pequenos avanços que havíamos dado.
Seu olhar fixo em mim, nem uma palavra, nem um sorriso. Preferia que ele me xingasse ou empurasse. Preferia mil vezes que Edward beijasse Tanya do que ver como ele levava a mão à boca para limpar meu beijo.
"Lá se vai outro pedaço de nosso coração"
— O que...? — ficou em silêncio enquanto me olhava. Essa calma não era boa. Quando ele estava extremamente bravo comigo sempre mantinha essa calma porque se controlava. — Pensei que estávamos em um meio termo — disse entre dentes.
Me virei para ver Rosalie e Emmet que me encaravam como se eu tivesse ficado louca. Procurei Alice com meu olhar, mas eles já tinham desaparecido da rua. Pelo menos, algo bom no meio disso.
— E estamos — respondi quando voltei a vê-lo.
— Este não é nenhum maldito meio termo. Você acaba de me beijar — passou a mão no cabelo, exasperado. — Eu disse que não quero me afastar de você...
— Sabe de uma coisa, Edward? — o interrompi. Não podia deixar que ele seguisse com isso, não essa lembrança. — Vai se foder!
— Bella! — Rosalie gritou.
— O que, Rosalie? — minha voz saía cada vez mais forte. — É a verdade. Se ele quer se afastar de mim, que faça!
— Se controle, Isabella! Estamos no meio da rua — Edward pegou meu braço para me acalmar.
— Não quero me controlar, não vou me controlar. Te beijei porque quis, porque me deu vontade! Vou embora agora mesmo. E quem garante que não vou morrer pelo caminho? Que batam no meu carro? O que alguém abuse de mim? Quem?
— Você está saindo do contexto da briga.
— Não tenho medo, Edward. Você vai deixar falar comigo? — ergui uma sobrancelha, desafiando-o. — Faça isso. Não fale mais comigo, faça como se nada tivesse acontecido. Faça como se não fôssemos amigos. Faça o que você acha que é melhor para você. Você limpou o beijo! Foi tão ruim assim?
— Já conversamos sobre isso — me puxou para o lado e encurralou-me contra a parede para que ninguém mais escutasse nossa conversa. — Eu gosto dela. É muito difícil que você entenda?
— Muito.
— Existem muitos homens lá fora. Eu não sou o escolhido para você. Por que não entende?
— Apenas me diga uma coisa, Edward. Fui eu ou em algum momento do micro pequeno beijo que demos você me correspondeu? Senti seus lábios movendo ligeiramente. Ou imaginei?
— Foi um impulso — respondeu depois de um interminável momento.
— Perfeito — aguentei minhas lágrimas e minha voz se manteve tranquila. — Então é melhor que eu vá embora. Tenho que procurar um.
— Um o quê? — perguntou com dúvida em sua voz.
— Um homem. Você não disso isso? Pois é perfeito. Vou seguir sua indicação — suas mãos apertaram meus braços firmemente. — Vou procurar um para passar a noite. Vou procurar um que me faça esquecer por um momento que no meu mundo só existe você.
— Se você fizer essa estupidez...
— O que vai acontecer? No máximo, você pode me aconselhar a me cuidar para não engravidar, mas, além disso, NADA. Você é apenas meu amigo e eu sou uma mulher livre.
— Maldita seja. Por que sempre temos que terminar mal?
— Me deixe em paz — me soltei de seu aperto. — Vamos, Rosalie!
Empreendi minha caminhada até umas ruas ao norte. Quando me afastasse deles – dele –, tudo estaria bem.
Recebi uma mensagem de Alice dizendo que me esperava no carro.
— O que você fez? — Rosalie se posicionou ao meu lado, preocupada.
— Eu o beijei. Final de conversa.
— Mas...
— Mas nada. Eu não quero mais dar explicações de tudo o que faço. Estou cansada! É minha ferrada vida e se eu quero me prender a alguém que não me ama, em algum momento me darei conta que as coisas são assim, mas neste momento não posso fazer meu coração podre entender que não está certo o que estamos fazendo.
— Eu só ia te dizer que estou surpresa e muito orgulhosa de você. Você é loucamente valente e te admiro, mesmo que não aprove, porque acho que você está se machucando.
— Obrigada — seguimos caminhando. Quem dera a loja estivesse aberta. — Alice disse que nos espera no carro, já posso adiantar. Vou apenas comprar umas coisas — entreguei as chaves do meu carro.
— Claro... Onde você está indo?
— Preciso comprar umas coisas.
— Não demore — me deu um rápido abraço e dirigiu-se para a próxima esquina virando à esquerda.
Caminhei mais duas quadras até que cheguei à loja que procurava. Escolhi tudo que vi na minha frente, muitas cores, pinturas, linhas e agulhas.
"Muito bem, Bella. Vamos fazer algo por você"
Na mesma loja de artesanato, encontrei uns shorts pretos que combinariam com o que eu procurava e uma blusa branca. Escolhi entre as notas de minha carteira e precisei pegar uma de alto valor para pagar por tudo que havia comprado.
Sai dali como o diabo foge da cruz. Neste momento, não queria pensar em Edward e seu beijo. Era algo que pertencia somente a mim. Esse beijo era meu sempre e para sempre e Edward não poderia estragar tudo com suas acusações.
As garotas e Jasper estavam escutando música no meu carro quando os alcancei.
— Obrigada — Alice me abraçou do banco traseiro quando sentei no assento do carona. — Você me salvou.
— De nada, pequena.
— Você está bem? — perguntou Jasper.
— Sim, e não quero mais falar disso. Melhor me dizerem como está meu sobrinho ou sobrinha.
— Completo três meses em três dias... E parece que é uma menina.
O carro se encheu de gritos meus e de Rosalie. Jasper apenas ligou o veículo e começamos a andar rumo a Forks. Ia pensativo, mas aparentava estar tranquilo como há muito tempo não se via.
Talvez, algo dentro de nós sabe quando o amor é verdadeiro e por isso ele se sente assim. Porque sabe que Alice, mesmo louca como é, é seu amor verdadeiro.
— E vocês? — deixei a pergunta no ar.
— Nós? Conversamos — começou Alice. — E chegamos a um Acordo de Paz para o bem de nosso bebê. Não vamos reatar, mas trataremos de consertar tudo o que nos machuca.
Jasper não se moveu nem um centímetro; seguiu concentrado na rodovia.
Depois de parabenizarmos os dois pelo bebê, Rosalie e Alice permaneceram falando sobre coisas e nomes. Eu me acomodei com minhas sacolas e se elas viram, preferiram não perguntar. Eu estava em um humor muito sensível e qualquer coisa me derrubaria.
Deixei Jazz e Rose em sua casa e depois fui levar Alice. Nem sequer desci. A deixei na varanda e fui embora.
Em minha casa, peguei uma pequena mochila e coloquei algumas peças de roupa e maquiagem. Meu pai estava em casa e eu avisei que estaria na casa de Jacob e, provavelmente, ficaria por lá.
Para meu pai não tinha problema. Ele era amigo de Billy e, sobretudo, sabia que Rachel vivia na mesma casa, ainda que eu não soubesse se meus pais estavam cientes do quanto seus amigos eram liberais.
Quando cheguei à casa de Jake, sua mãe Sarah estava ocupada trabalhando no jardim.
— Espero que você não fique incomodada por eu estar invadindo sua casa — eu disse, assustando-a.
— Bella! — se levantou para me cumprimentar. — Claro que não, filha — olhou minha mochila. — Mas não me diga que você ia sair com as meninas, porque elas acabaram de partir.
— Quais meninas?
— Leah, Rachel e Emily foram a uma festa.
— Não se preocupe. Não venho por causa delas. Venho por Jacob.
— Sendo assim, entre. Ele está em seu quarto com Seth. Eles dois não quiseram sair com os demais e acho que estão jogando videogame, essa coisa que come o cérebro — levantou as mãos, exasperada, como qualquer outra mãe.
— Obrigada. Nos vemos daqui há pouco — caminhei até a casa. — Não incomoda mesmo que eu fique?
— Claro que não, Bella. Esta é sua casa — respondeu outra vez em meio às plantas.
A mãe de Jake era muito legal.
Subi as escadas de dois em dois degraus e bati rapidamente na porta. Seth respondeu do outro lado.
Os dois estavam parados em frente à TV, jogando Playstation 3, que era uma das coisas mais caras que Jacob tinha. É um menino mesmo. A coisa mais valiosa para ele é um carro ou um videogame.
— Olá.
Enquanto os saudei, Jacob soltou seu controle e me olhou surpreso – obviamente não me esperava aqui. Seth se aproveitou do momento e venceu a partida de FIFA (1).
— Oi, Bella — se aproximou de mim. — Aconteceu alguma coisa?
— Está tudo tranquilo, Jake. Apenas vim visitar e ver se você pode me ajudar.
— Com o quê?
— Trouxe algumas coisas — levantei as sacolas que trazia em mãos. — Penso em ir com vocês ao Serviço Comunitário amanhã.
— Isso é incrível, mas não me diga que você quer que eu te ajude a costurar sua fantasia?
— Sim! Por favor — fiz minha melhor interpretação de palhacinha triste.
— Não me faça isso. Sou mau — sentenciou fazendo aumentar minha careta. — Bella... — suspirou. — Tudo bem, eu ajudarei, mas não serei responsável pelos resultados.
— Não se preocupe. Confio em você. Além disso, apenas quero que me dê algumas ideias ou me diga se ficou bom ou não.
— Tudo bem — sorriu tão lindo que, por um milésimo de segundo, cheguei a me perguntar como seria amar outro homem.
— Seth! Você também vai nos ajudar? — perguntei.
— Esqueça. Não conte comigo. Vou continuar jogando.
— Não se preocupe. Nós fazemos — gritei. — E quando terminarmos, vou chutar sua bunda no Play, Seth.
Apenas riu e me ignorou. Jacob trouxe de algum lugar de sua casa uma mesa dobrável e a colocou perto da cama para nos apoiarmos.
Minha fantasia ficou melhor do que eu tinha imaginado. Não era nada de outro mundo. Era um macacão (2) de cetim rosa mexicano (3) e todo contorno da saia tinha pedaços de tule, deixando-a armada. Costurei uma estrela de lantejoulas sobre meu peito.
Depois que Jacob cortou os dedos duas vezes e uma pequena mancha de sangue no vestido foi coberta com mais tule colorido, meu vestido ficou perfeito.
A mãe de Jacob nos trouxe pizza para o jantar e eu joguei com Seth como, de fato, pensava em fazê-lo e, de fato, ganhei.
Eu era uma garota, mas por algum motivo Edward me considerava sua amiga. Eu não era das típicas frágeis. NÃO! Eu gostava de adrenalina e das coisas fortes, gostava das lutas, do futebol, do futebol americano e dos carros. Além disso, era boa com os videogames.
Sou o tipo de mulher feminina, mas com um espírito de menino, ou pelo menos, era isso que Edward dizia.
O que ele estaria fazendo?
Estava pensando em mim?
Estaria com ela?
Ele realmente pensará que eu vou procurar alguém para esquecê-lo?
Ridículo! Isso não vai acontecer. Pelo menos, não agora.
Deixei de pensar em besteiras e me acomodei no sofá-cama de Jake para vê-los jogar e foi um excelente momento para dormir em paz.
Acordei com o alarme do celular às 7h e outra vez estava na cama de Jake e ele no sofá-cama.
Me levantei e tomei banho, pegando o short e a camiseta que comprei ontem para vestir hoje junto com minha fantasia de palhacinha.
Quando sai com o cabelo molhado, Jake estava sentado na cama já arrumada. Ele ficava muito bonito ao acabar de acordar, todo perdido.
— Bom dia — disse com um sorriso.
Apenas me olhou com seu olhar interrogante, ou melhor, sonolento.
Foi buscar algo em seu armário e eu parei em frente à penteadeira para pentear os cabelos e me maquiar.
— Bom dia — à caminho do banheiro, parou ao meu lado beijando meu cabelo úmido. — Ainda é de madrugada — e se trancou no banheiro.
Ri dele e o escutei grunhir no banheiro.
Aproveitei que ele já tinha levantado para abrir as cortinas e janelas permitindo a entrada de ar fresco. Depois, segui com a árdua tarefa de pentear-me como não fazia há anos, desde que frequentava o Ensino Fundamental.
Fiz dois rabos altos e deixei que os cachos caíssem como longas cascatas. Eu parecia e me sentia especial. Não tinha franja, então meu rosto estava descoberto.
— Agora sim, já estou como novo — Jake saiu vestido com uma calça cargo e uma camiseta preta combinando. — Vou buscar minha fantasia. Ontem minha mãe colocou na máquina de lavar. O que você quer comer no café da manhã?
— Na verdade, qualquer coisa está bem. Você sabe que meu estômago de menino aceita de tudo.
— Certo — disse entre risadas. — Vou ver o que temos para comer. Te espero lá embaixo.
Assenti com a cabeça enquanto terminava de curvar os cílios.
Pintei exageradamente as bochechas para dar um toque bem avermelhado, passei batom vermelho e um pouco de sombra sobre os olhos. Adorei como minha fantasia ficou no final. Faltava apenas o nariz vermelho, mas eu o colocaria somente no hospital.
Desci com minha fantasia já colocada e minha pequena mochila no ombro. Encontrei com Sarah outra vez fazendo alguma coisa no jardim e Jake já vestido com seu traje azul marinho com branco – ele estava comendo uma omelete.
— Agora você é o Tio Sam? — disse rindo.
— Não. Eu estou com as cores no melhor time: New England Patriots (4).
— Fica quieto! Quando você vai aprender que os melhores são os Steelers, de Pittsburg (5)?
— Mulheres! — disse dramaticamente.
— Não me discrimine por ser mulher — dei-lhe uma tapa. — Olha só, Sarah. Seu filho é um machista.
— Jake... — sua mãe disse divertida desde o jardim. — Se você voltar a dizer "Mulheres!" em tom de um homem sabe-tudo, você fará sua comida por uma semana.
— Mãe!
— Mãe nada. E vá logo escovar os dentes senão chegará tarde — me serviu uma omelete com bacon.
— Obrigada — falei enquanto Jake dava sua última garfada deixando seu prato limpo e saindo da cozinha.
— Deve ser muito divertido ter dois garotos em sua casa.
— Muito. Rachel e Jacob não me dão trabalho, sobretudo Rachel. Amo demais esta menina, mesmo que tenha me custado levá-la para o lado do bem. Sabia que, finalmente, deixará seu ano sabático (6)? Agora que ela viu Jacob tão emocionado com o pouco que falta para ser um universitário, parece que uma mosquinha a picou e acredito que agora sim vai estudar.
— Isso é genial. Que Jacob seja um bom exemplo.
— Sim, ele é um bom garoto. Como todo mundo, de repente ele desanda, mas aqui eu levo as rédeas curtas.
Não seguimos falando porque Jacob entrou novamente com uma pequena mochila.
Sentou-se bem quieto em um banquinho e Sarah foi até ele. Ela o maquiava, pintava sua cara com um tom fraco de branco e desenhava um sorriso e um contorno por toda sua boca vermelha. No fim, o deixou muito adequado para ser um palhaço.
Fomos até meu carro e encontramos os outros garotos saindo da casa de Sam. É claro que eles não estavam fantasiados, mas todos estavam dispostos para continuar cumprindo com seu compromisso. Os demais nos seguiam em seus carros e camionetes.
Chegamos ao hospital e eles me acompanharam ao Serviço Social. Me identifiquei e me apresentaram à encarregada, para que ela soubesse que eu também andaria com os garotos pelo hospital.
A manhã foi mágica, não há melhor palavra para descrever. Nunca tinha pensado em passar tanto tempo em um hospital, mas era espantoso ver como o simples fato de passar um tempinho com as crianças melhorava muito seu ânimo.
Jacob se surpreendeu ao me ver fazer globoflexia (7). Expliquei que eu aprendi com minha mãe e que Rosalie e Alice também dominavam a técnica. É uma dessas coisas que você aprende e pensa que nunca vai usar, mas pela primeira vez uma coisa que aprendi nas tardes de ócio com minha mãe me serviu. Fiz um cachorrinho a uma garotinha que sofreu queimaduras por descuido de sua mãe e uma espada a um pequeno que tinha câncer.
— Você é muito bonita. Quer ser minha namorada? — o pequeno me perguntou docemente quando me sentei ao seu lado para explicar que ele só poderia brincar com espadas de mentira ou de bexigas.
— Aham — Jacob pigarreou. — Você está me ignorando? E se eu for seu namorado? — disse divertido.
— Não importa. Eu vou gostar mais dela, não é verdade, Bella? — falou com uma doce confiança. Eu tinha me apresentado com meu nome verdadeiro e ele, como um pequeno cavaleiro, estendeu sua mão dizendo Peter.
— Claro. Você gosta mais de mim. Além disso, você é muito mais bonito do que este cara.
— Você me acha bonito? Mesmo sem meu cabelinho?
— Eu sei que você é muito bonito e serei motivo de inveja para muitas meninas por ter um namorado tão lindo — peguei sua mão para dar um rápido aperto onde não tinha a intravenosa.
— Sinto muito, Jacob. Ela é minha garota — disse convencido e seguro.
— Como todo cavaleiro — Jacob se rendeu, tirando a peruca e a colocando sobre seu peito enquanto fazia uma reverência. — Aceito minha derrota. Você ganhou de mim o coração desta bela dama.
Ri com os dois. Saímos de seu quarto quando Peter começou a bocejar e me fez prometer que iria vê-lo no próximo sábado,
Jacob me disse que só faltava visitar uma senhora da terceira idade que era muito amável e que estava no último setor do hospital. Quando caminhávamos pelo corredor, pegou minha mão e começamos a ir mais rápido, segundo ele, para aproveitar o tempo. Mas em uma esquina do corredor, trombamos com um médico.
— Cuidado... Bella — Carlisle se surpreendeu.
— Oi — sorri. — É que nós temos um pouco de pressa.
— Mas o que você está fazendo vestida assim?
— Serviço Comunitário, portanto você me verá com frequência.
— É excelente que você faça algo por outras pessoas. O trabalho de Jacob e seus amigos, além de ser um castigo, é um grande sustento emocional para nossos pacientes.
— Doutor, não vamos mais tomar seu tempo. Temos que ir.
— Nos vemos, Carlisle. Mande um beijo à Esme.
Fui embora com Jacob. Meu lindo sogro platônico viu com curiosidade minha mão entrelaçada com a de Jake. Infantilmente, esperava que esta informação chegasse a um certo filho dele.
Mais tarde, dividimos todos os doces que trouxemos e fizemos uma atividade na Sala de Descanso com aqueles pacientes que podiam sair de seus quartos. Ver os garotos trabalharem foi maravilhoso. Apesar de serem adolescentes, sabiam tratar e conviver com as crianças e com os idosos e também sabiam como diverti-los.
Por volta das 14h, saímos completamente esgotados. Íamos comer em uma churrascaria, mas Embry esqueceu, em sua pressa da manhã, de pegar sua mochila com a roupa de troca em sua casa.
Ele ia à sua casa, porque obviamente não queria ir vestido como palhaço enquanto todos nós já não usávamos nossas fantasias, mas eu disse que se ele ficasse eu também iria vestida como estava. Todos os garotos se uniram ao meu pedido imediatamente e foi assim que acabei comendo com seis palhaços enquanto víamos futebol americano.
— Touchdown (8)! — gritei emocionada quando os Steelers marcaram e quase me afogo com o que estou comendo.
— Você está louca! Tenho vergonha de você torcer para este time — Jake me incomodou.
— Meu time não perdeu de 34 a 7 — contra-ataquei.
— Toca aí, garota! — Sam bateu sua mão na minha. — Cale este idiota que não sabe o que é bom.
Dei outra mordida no meu super hambúrguer, quando meu celular tocou.
— Alô?
— Bella? — a voz de Rosalie parecia alterada.
— O que está acontecendo, Rose? Você está bem? — dei sinal para os garotos me deixarem escutar.
— Não. Você tem que vir.
— Onde?
— Emmet e Edward já sabem que Alice está grávida.
— O QUÊ?
— Bella, você tem que vir. Eu sei que posso cuidar de Emmet, mas não posso com Edward. Tanya está aqui e nem ela pode. Só não matou meu irmão porque Alice se pôs entre eles, mas não duvide que ele não vai demorar para tirá-la do meio do caminho.
— Estou indo — desliguei.
— Me desculpem, meninos, mas eu tenho que ir — peguei dinheiro para pagar o que havia pedido.
— Você está bem? — Jake ficou em pé para me acompanhar.
— Não se preocupe. É um problema com uma amiga. Foi um dia maravilhoso, meninos. Nos vemos na escola.
Todos fizeram "Tchau" com as mãos e eu sai correndo. Peguei meu carro e rapidamente dirigi pela estrada.
Tive medo que meu pai me detivesse e me multasse, mas acredito que Deus realmente queria que eu chegasse à casa de Edward, porque conduzi muito acima do limite de velocidade e em meia hora estava lá.
Entrei correndo na casa e, logo que estava lá, escutei os gritos de Carlisle saírem pela sala.
Rosalie levantou os olhos aos céus em agradecimento quando meu viu. Os demais apenas me olharam surpreendidos e confusos.
— Você também sabia? — Edward gritou.
— Sim — entrei na sala e me aproximei de Alice que chorava desconsoladamente nos braços de Jasper.
Quando os vi juntos, confirmei o que pensava: Jasper não estava se escondendo atrás de Alice. Ela estava no meio pelo bem de todos e não porque pensava que Jasper não poderia com seu irmão.
Carlisle estava em um dos sofás, com o rosto entre as mãos, e Esme estava parada em frente à janela, vendo o nada, como se realmente nem estivesse ali, mas as lágrimas não paravam de escorrer por seus olhos.
— Tranquila, pequena. Tudo vai ficar bem — sussurrei para Alice.
Emmet e Edward trocaram olhares cúmplices. No momento em que Rosalie soltou Emmet, de repente, os dois irmãos vieram ao nosso encontro. Tanya não conseguiu deter Edward. Ele não a escutava. Nunca, em minha vida, tinha visto meu amor tão bravo.
Rosalie alcançou Emmet e colocou-se em frente a ele. Por mais bravo que estivesse, Emmet nunca machucaria uma mulher, muito menos Rose, que era sua vida.
Mas Tanya e Edward eram outra coisa... Me coloquei em frente a Edward na metade do caminho e peguei seu rosto.
— Olha para mim — ele se deteve automaticamente – bravo, mas parou. — Acalme-se, Edward. Fique tranquilo.
— Mas Bella...
— Tranquilo — acariciei sua bochecha e sussurrei para que apenas ele e Tanya me ouvissem. — Eu estou aqui. Fique bravo comigo, grite comigo, mas não altere mais o estado de sua irmã. Você pode estar bravo, mas sei que amará seu filho e poderia cometer alguma imprudência com seu mau humor. Quer brigar com alguém? Brigue comigo. Você sabe que eu sempre te enfrentei bem.
— É que Alice...
— Alice é uma mulher inteligente, que pode tomar suas decisões. Não é sua função julgá-la. Seu papel é apoiá-la.
— Edward... — Tanya interveio. — Vou para minha casa. Vocês precisam conversar como a família que são.
— Espere eu me acalmar que eu te levo.
— Não se preocupe. Posso pedir para meu pai vir me buscar.
— Tanya, pegue — entreguei minhas chaves. — Você já sabe qual é o meu carro. Pode levar e à noite vou à sua casa para buscá-lo.
— Obrigada, Bella — sorriu docemente.
— Mas Tanya... — Edward pegou sua mão.
— Está tudo bem, Edward. Você me ama? — ele assentiu e eu fiquei imóvel. — Eu também te amo, amor, mas neste momento, não devo estar aqui. Além disso... Aqui está a única pessoa que pode controlá-lo-
Sorriu para mim.
Aproximou-se de Edward e o beijou nos lábios.
"Masoquista"
— Garotos — Carlisle nos chamou quando Tanya foi embora. — Estaremos no escritório. Não quero que ninguém nos interrompa — ficou em pé. — Alice e Jasper, venham comigo.
Falou com eles, mas não olhou para eles. Esme também foi com Carlisle e, de longe, escutamos as portas do escritório serem fechadas. Quando os adultos se reuniam no escritório era porque alguma coisa importante tinha acontecido.
Edward e Emmet estavam confusos, calados e distraídos.
Rosalie e eu nos juntamos na janela e ela me contou que estava com Emmet falando sobre sua festa de aniversário, que seria dentro de um mês, quando, de repente, Edward entrou gritando que Alice estava grávida. Os dois saíram como loucos do quarto de Emmet e Rosalie somente os alcançou quando já estavam enfrentando Alice e Jasper, na varanda da casa.
— Rosalie — escutamos a voz de Esme, que estava parada na entrada da sala. Nunca tinha visto Esme tão distante como nesse momento.
— Sim?
— Ligue para sua casa. Diga aos seus pais que é necessário que eles venham para cá.
— Esme, por que não deixamos que Jasper fale para eles?
— As coisas são muito simples. Não vejo para que perder tempo. Os esperaremos no escritório — não esperou resposta. A ordem era bem clara.
Eu ia sentar na sala, já que somente nos restava esperar que tudo acontecesse, quando Edward pegou minha mão e tirou-me do cômodo. Não me disse nada e eu me deixei guiar. Levou-me até seu quarto onde trancou a porta às nossas costas.
Eu não tinha medo dele, o conhecia muito bem para entendê-lo e compreendê-lo. Ele apenas queria estar sozinho e comigo aqui sabia que nunca falaria ou perguntaria nada.
"Estar sozinho, mas acompanhado"
Ele foi até sua cama e deitou-se com os braços sobre os olhos. Era uma perfeita estátua. Michelangelo não teria esculpido algo tão lindo como isso.
Sentei no divã e, com o controle remoto, liguei o aparelho de som. Começou a tocar "Fly Away From Here", do Aerosmith (youtu . be / GXlIhYYAe34 – retire os espaços).
Se esta vida ficar mais difícil agora
Não se preocupe
Você me tem ao seu lado
E a qualquer momento que você queira
Nós pegamos um trem
E encontramos um lugar melhor
Porque nós não vamos deixar nada
Nem ninguém nos desanimar
Talvez você e eu
Poderíamos pegar nossas malas e atingir o céu
Então voar para longe daqui
Para qualquer lugar, eu não me importo
Se nós apenas voarmos para longe daqui
Fechei meus olhos e continuei cantando a música, inconsciente que cantava para ele. Agora, a Bella mulher não estava aqui. Pelo menos, não neste momento. Agora era a Bella amiga. E mesmo que ele nunca me amasse, eu o levaria para longe para que ele não sofresse.
Tão simples e sensíveis somos como seres humanos. Vamos proteger o que quer que amemos às custas de todo mundo se for necessário.
— Obrigado por cantar.
— Você sabe que eu te adoro.
— Eu sei.
Abri meus olhos para vê-lo ainda deitado na cama olhando para mim e já mais tranquilo. Ele sabia que eu odiava cantar em público e só o fazia para ele uma vez ao ano quando cantava "Parabéns pra Você".
Estendeu sua mão para mim e eu a peguei.
Me enfiei em sua cama e acomodei-me em seus braços, apoiando minha cabeça em seu ombro.
— Me pegou de surpresa e ainda quero matar Jasper, mas não o farei. Você tem razão. Não é meu papel julgar nem castigar.
— Exato... Além disso, sua sobrinha te agradecerá um dia.
— É uma menina?
— Tudo indica que sim.
— Isso é...
— Muita informação para um dia — completei quando vi que ele não falava nada.
— Sim. O que não sei é como meu pai vai aceitar isso. Nunca o vi assim.
— Alice é sua menininha. Não vai ser fácil e, às vezes, os pais podem ser duros, mas eu sei que você vai apoiar sua irmã.
— Sim.
— Obrigada — depositei um beijo sobre seu pescoço. — Ficarei mais tranquila ao saber que Alice tem você aqui para ela.
— Obrigado por ficar aqui comigo, mesmo que eu não mereça, mesmo que eu te faça mal e mesmo... — pus meus dedos sobre seus lábios.
— Não fale mais nada — cantarolei a música que agora tocava, indicando que ele a ouvisse.
E TE AMAREI, BABY – SEMPRE
E ESTAREI AQUI PARA SEMPRE – SEMPRE
ESTAREI AQUI ATÉ QUE AS ESTRELAS DEIXEM DE BRILHAR
ATÉ QUE SO CÉUS EXPLODAM E
AS PALAVRAS NÃO RIMEM
E SEI QUE QUANDO EU MORRER, VOCÊ ESTARÁ EM MEUS PENSAMENTOS
E TE AMAREI SEMPRE – SEMPRE
— I will love you — disse em um sussurro, seguindo a música "Always", de Bon Jovi (youtu . be / 9BMwcO6_hyA – retire os espaços).
— Exatamente. De uma forma ou de outra.
— Onde você dormiu ontem? — perguntou agora que tocava Poison, mas não estávamos prestando atenção na música.
— Como?
— Fui procurá-la e Charlie me disse que tinha saído e chegaria somente hoje, então, onde você dormiu?
— Na cama de Jacob Black.
— O QUÊ? — ele ia levantar, mas eu coloquei uma perna em suas pernas e o apertei.
— Você perguntou onde dormi e foi ali que dormi.
— Bella... Não me diga que você fez uma estupidez.
— Não, eu só disse que eu dormi ali. Ele dormiu em um sofá-cama.
— Claro! Este cara morre por você e você passa a noite com ele, mas não acontece nada — disse, incrédulo.
— Pois sim. Jacob e eu nunca tivemos nada. Mesmo que sua mãe pense que ele e eu já transamos.
— Isabella, você está me deixando irritando. Por que a mãe dele pensa isso?
— Porque uma vez cheguei um pouco alcoolizada em sua cada e fiquei com Jacob, mas ele pegou o sofá-cama e eu sua cama.
Apertou a ponte do nariz exasperado.
— Tranquilo — acariciei sua mão para tirá-la da pobre ponte de seu nariz.
— Lembra que eu disse que te amava? — me olhou confuso. — Essa é a verdade e, para mim, amar alguém é sagrado. Pode ser que você não me queira, mas o amor é algo que se deve respeitar. Se você pensa que eu passaria apenas uma noite com alguém, está muito enganado. Enquanto eu amá-lo, nunca estarei com ninguém mais.
— E quando deixar de me amar?
— Bom... Chegará o dia em que eu me entregue a alguém, que o ame, que me case e tenha filhos. De jeito nenhum serei uma solteirona toda a vida.
— Você acha que vai acontecer logo?
— Não sei, Edward. Realmente não sei. Acredito que talvez chegará o dia que me canse de lutar e finalmente se livrará de mim.
— Ontem, seu beijo... Me desconcertou. É que... A verdade é que nunca nos vi nesta situação. Você me entende?
— Sim. Para mim, foi difícil aceitar que o amava. Me deu muito medo, mas sou eu, Bella. E Bella nunca teve medo, muito menos de uma coisa tão maravilhosa como o amor.
— Você ainda acha maravilhoso mesmo com tudo que está acontecendo? — se acomodou ao meu lado se inclinando na minha direção.
— Sim. Não tenho dúvida que o amor te faz vulnerável, mas te faz forte e, de alguma maneira, feliz. Você precisa vivê-lo algum dia para me entender.
Abriu sua boca para me responder quando meu celular tocou e nos assustou um pouco, já que estava na cama. Tateei até encontrá-lo: Jacob.
— Olá — disse lentamente.
— Oi, Bella. Como está?
— Bem, Jake. Obrigada.
— Que bom. Você me deixou preocupado. Está tudo bem com sua amiga?
— Sim — quando disse o nome de Jacob, Edward se acomodou melhor sobre o lado do meu corpo e colocou o rosto em meu pescoço.
— Bom... Eu queria saber se você quer sair para jantar hoje.
— Hoje à noite? — Edward se queixou com um leve gemido que senti vibrar na pele de minha garganta.
— Sim. O que foi isso?
— Ah, foi eu — disse batendo rapidamente em Edward, que só fazia aquilo para me irritar. — Estava engasgada com minha saliva.
— Só você, Bella — riu. — Então, posso buscá-la às 20h?
— É um encontro ou algo assim?
— Sim — Jacob respondeu com segurança. — Estou convidando-a para sair em um encontro. Nada de palhaços — gargalhou.
— Tudo bem, já me ganhou com essa de nada de palhaços.
— Então a vejo às 20h em sua casa — Edward começou a respirar mais forte em meu pescoço. Maldito!
"Não caga, nem desocupa a moita" (9)
— Tudo bem, nos vemos à noite — desliguei.
Edward seguia com pequenos beijos em meu pescoço e isso estava começando a me descontrolar. Era melhor detê-lo antes de chegar ao ponto onde ele não continuaria, nem agora, nem amanhã, nem nunca.
— Primeiro beijos e depois? Só falta você levantar uma perna e me marcar como sua propriedade – não precisamos mencionar os líquidos de sua bexiga.
Edward gargalhou muito alto, sabendo que eu entendia suas ações.
— Então vou marcá-la como uma vaca e assim ele saberá que você é minha amiga, não dele.
— Edward, você é tão primitivo. Também sou amiga de Emmet e de Jasper e isso nunca o incomodou.
— Mas nenhum deles é apaixonado por você.
— Não faz diferença...
— Claro que faz. Eu não quero que me troque por Black. Eu o mato, Isabella — levantou-se um pouco para pegar meu rosto e me encarar.
— Você é um bobo. Nunca deixarei que isso aconteça. Eu adoro você, bobo. Você é meu melhor amigo.
— Primeiro um encontro, depois será o quê? Não nos veremos, não falaremos e você ficará com ele e com seus amigos como faz ultimamente. São mais divertidos que eu ou o quê?
— Não, eles são diferentes.
— Diferentes? Diferentes na forma que você fica com um deles uma noite e, de repente, chega vestida como palhacinha? — disse encostando no tule de minha saia.
— É por uma boa causa.
— Uma boa causa? Depois chegará vestida como uma borboleta de primavera?
— Esqueça, agora não vou falar nada — disse indignada.
— Não — arrependeu-se. — Era uma brincadeira. Me conte, por favor.
— Não. Já disse que não.
— Vamos lá. Me fale — insistiu.
— Não, Jacob-
— O que você falou? — me encarou como se eu tivesse enlouquecido.
— Nada...
— Você me chamou de Jacob. Viu ao que me refiro? Este cara é má influência para você. Quem sabe o que você está fazendo fora de casa e vestida como palhaça — parecia irritado. — Não quero que saia com ele.
— Hey! Pode parar, querido! — o interrompi imediatamente. — Acho que sabemos que sou uma pessoa inteligente que toma suas próprias decisões e você não pode dizer com quem saio e com quem não.
— Mas...
— A única pessoa que pode falar isso talvez seja minha mãe ou meu pai, que são os que me sustentam, mas Edward, de verdade, você está me proibindo de sair?
— Que mal há nisso?
— Mal, mal, nada, mas é realmente ridículo. Por favor, Edward, desde quando proibimos coisas? Por isso nos entendemos. Porque somos livres.
— Então você vai sair com ele? — desafiou.
— Sim — o enfrentei.
— Não vai confiar em meu bom senso e em minha intuição como amigo?
— Confio cegamente em você, mas isso não significa que vou fazer tudo o que me disser. Se Jacob for alguém ruim, tenho que descobrir por mim mesma.
— Não saia com ele — me disse depois de um longo momento em que só nos olhamos. — Por favor — foi um pedido tão sincero, mas eu não podia atendê-lo. Simplesmente não podia dar mais poder a Edward do que ele já tinha.
— Me apoie, Edward. Você mesmo me pediu para procurar alguém e ele gosta de mim. Isso é ruim? Eu também preciso que alguém me ame.
Me encarou como se estivesse gravando meu rosto e lentamente se aproximou de mim.
Meu coração bateu forte, rápido, louco, vivo...
Até que seus doces lábios pousaram sobre os meus. Não era roubado. Ele me dava um beijo terno, delicado. Seus lábios unindo-se aos meus, com ternura entre eles.
Era o mais fodidamente maravilhoso que já tinha sentido em minha vida. Colocou suas mãos debaixo de minhas costas fazendo meu corpo se arquear e eu me aproximar dele mais ainda. Enrosquei meus dedos em seus cabelos.
Sua respiração... Minha respiração...
Virou para ficar de costas enquanto suas mãos acariciavam as minhas costas e eu colocava meus braços ao lado de sua cabeça.
Era o céu em minhas mãos.
— Está tudo bem, Edward. Você me ama? — ele assentiu e eu fiquei imóvel. — Eu também te amo, amor, mas neste momento, não devo estar aqui. Além disso... Aqui está a única pessoa que pode controlá-lo-
Sorriu para mim.
Aproximou-se de Edward e o beijou nos lábios.
Foi uma imagem perdida em minha mente que meu trouxe de volta à realidade. E doeu tanto quando me separei de seus lábios que senti como se todo meu corpo estivesse entrando em colapso.
— Não posso acreditar que você fez isso — minha voz saiu entrecortada.
— Bella... — tentou me segurar quando eu fiquei em pé e escapei de seus braços.
— Você me beijou porque não queria que eu saísse com Jacob. Como você se rebaixou, Edward. Por um momento fez eu me sentir bem apenas para que quando eu percebesse me deixasse sem chão como sempre — uma lágrima escorreu por minha bochecha.
— Sinto muito.
— Você sente? Espero que sinta, Edward... Como você se sente por usar sua amiga apenas para que seu ego machista não saia ferido?
— Eu não usei você. Não sei o que aconteceu.
— Eu vou te dizer o que aconteceu... Aconteceu que você não quer perder nada. Você quer tudo para você e as coisas não são assim. Não me quer com você, mas não quer me deixar ir. Que tipo de amigo você é?
— Um que gosta e se preocupa com você.
— Então não se preocupe comigo. Preocupe-se com sua namorada, que pensa que você é o melhor homem da face da Terra.
— Não envolva Tanya nisso!
— Não envolvê-la? Mas ela está incluída no pacote — respondi com raiva.
— Te beijar foi um impulso, não fiz por mal. Reconheço que foi um erro.
— Bom — esfreguei os olhos para que nenhuma lágrima saísse mais. — Se aprende com os erros, e estou começando a aprender com esse — antes que se aproximasse mais como pretendia fazer, coloquei minhas mãos à frente. — Não. Não quero você por perto, não agora. Você brincou comigo, Edward, e isso eu não perdoo. Eu dei meu coração em uma bandeja de prata para você, mas não para você brincar com ele.
— Apenas me deixe...
— Mas Deus faz as coisas por algum motivo e já colocou alguém tão bom como Jacob no meu caminho, porque ele está disposto a consertar tudo o que está quebrado.
— E vai fazer o mesmo? Usá-lo para esquecer?
— Não, o que existe entre Jacob e eu se chama carinho e começa com respeito e convivência diária. Sairei com ele e darei uma oportunidade a mim — levantei minha mão para calá-lo. — E apenas para que saiba, antes de te amar, o primeiro passo foi ter carinho por você à base de respeito, amizade e convivência. Você entende o que eu quero dizer?
— Talvez tenha razão... Talvez eu queira ter tudo — sussurrou lentamente.
— O problema é que eu não sou tudo...
E sai do quarto antes de dizer mais coisas que nos machucassem.
"A mulher que se apaixonou por você foi uma mulher forte e voltarei a ser assim"
Quando ia sair da casa dos Cullen em silêncio, peguei as chaves do carro de Alice que estavam em uma tigela de vidro na entrada. Ninguém estava à vista para me impedir ou falar alguma coisa.
Peguei seu precioso Mini Cooper e acelerei.
"Veja o lado positivo... Vocês se beijaram..."
Bellaciência está delirando.
Prestei atenção na estrada e pensei em só uma coisa: em mim.
Esta noite teria uma nova oportunidade para mim...
(1) FIFA: É uma série de jogos de futebol publicada pela Electronic Arts. Produzido pelo estúdio da EA Canada com o rótulo da EA Sports, roda em Xbox 360, PlayStation 3, Microsoft Windows, Wii U, Wii, PlayStation 2, PlayStation Portable, 3DS, Xperia Play, Kinect, iOS e Mac OS X.
(2) Macacão: A autora usou o nome Jumper e, segundo sua definição, seria um conjunto completo, de camisa pregada à calça. Acredito que seria algo como um macacão ou jardineira.
(3) Rosa mexicano: é um tom muito próximo de pink.
(4) New England Patriots: time de futebol americano com base na Grande Boston e sedia seus jogos na cidade de Foxborough, Massachusetts.
(5) Steelers: time de futebol americano da cidade de Pittsburgh, Pensilvânia, que disputa a NFL desde 1933. Steelers significa, em português, "metalúrgicos", aludindo a uma das indústrias mais fortes da cidade.
(6) Ano sabático: O termo tem origem na palavra sabá, período entre a sexta-feira e o sábado em que os judeus se dedicam ao descanso religioso, quando não realizam nenhum tipo de atividade física. De certa forma, é o sentido do período sabático. O costume de aplicar essa tradição religiosa para melhorar a produtividade das pessoas surgiu nas universidades americanas no século 19, onde a licença sabática era concedida com o propósito de garantir ao professor o afastamento de suas atividades pelo tempo necessário para uma reciclagem profissional.
(7) Globoflexia: Arte com balões/bexigas (goo . gl / Jv3ZM – retire os espaços)
(8) Touchdown: é uma pontuação do futebol americano que vale seis pontos. É conseguido quando o jogador cruza a linha de gol sem ser obstruído. Logo depois de marcá-lo, o time ganha a oportunidade de converter um chute de ponto extra, valendo mais um ponto, ou então tenta uma conversão de dois pontos cruzando a linha de gol novamente, com um passe ou uma corrida
(9) "Não caga, nem desocupa a moita" (no original "Ni pichas, ni cachas ni dejas batear"): No México, esse ditado significa algo como "não me quer, mas não me deixa ir nem permite que alguém mais se aproxime", segundo nota da autora, de modo que, adaptando para o português, encontrei este bem próximo apesar de mais vulgar.
Olá, pessoas...
Estou chegando mais cedo porque não consegui postar no domingo passado. Espero não furar mais com vocês, ok? Alguém mais chorou neste capítulo, além de mim?
Até mais!
Rosa
Reviews capítulo 03:
Vilin Forni: Eu também me emociono muito. Me identifico tanto com a Bella desta fic que me coloco no lugar dela e sofro junto... :( E Esme é especial demais... Você verá...
AnneStewart: Ainda temos muitas coisas vêm pela frente...
Carolina: Pior que é impossível odiar a Tanya nesta fic... Dá até raiva, porque precisamos odiar alguém...
Camille cullen: Aah nunca pensei q diria q odeio o amo a atitude da bella. Pela primeira vez to torcendo pra bella da uma chance ao to amando*-*
TatiMend: Acho que você poderia agendar um horário com um psicólogo / psiquiatra porque você vai entrar em depressão. Se agora que estamos de boa ainda você já chora, imagino como vai ser daqui há alguns capítulos mais... Quanto ao prólogo, TODOS estão envolvidos, não apenas Edward.
Jee: Infelizmente não consigo postar duas vezes por semana, porque os capítulos estão cada vez mais longos e já passam de 10 mil palavras cada um (e só irão aumentar daqui pra frente)... E não, a Tanya não é uma vaca... kkkk
Natalocas: Fica contente com a bebezinha... Ela será uma gracinha e bastante mimada por todos... A Bella também é a minha heroína!
Reviews capítulo 04:
EclipseShe: Que bom que vai acompanhar. Espero que goste!
Vilin Forni: Para você ter uma ideia, eu chorei quando li em espanhol e choro agora fazendo tradução... Se encontrar lencinhos em promoção, faça estoque... #ficaadica Rsrsrs
TatiMend: Já que você está perguntando, eu vou responder, mas não me responsabilizo, hein! Não, o grupo todo não vai se separar. Não, não é o ataque em Boston. De repente, não é um ataque em solo americano. Já pensou nisso?
jeelacerda: Num não consigo postar duas vezes por semana, porque os capítulos estão cada vez mais longos e já passam de 10 mil palavras cada um (e só irão aumentar daqui pra frente)...
Carol: Algumas das suas suposições estão no caminho certo, mas não significa que sejam exatas... rsrsr
