Cap. 7: Beijo de Despedida
Estacionaram em frente a casa de Bobby e Dean sentia seus pés latejarem. Virou para o lado, Castiel estava pensativo demais, ele nunca ficava assim quando estava com ele.
_Ainda está chateado?
_Como? – ele ergueu as sobrancelhas.
_Ainda está chateado comigo?
_Por que eu estaria Dean?
_Porque eu ia te deixar pra sair com aquela garota. – sentiu-se estranho por dizer isso naquela voz aguda que Gabriel tinha lhe dado.
_Não.
_Não o que? – perguntou sorrindo maroto. – Não está chateado ou sabia que eu não ia deixar você.
Castiel fixou seus olhos em qualquer lugar do carro.
_Não estou chateado com você. – respondeu.
Dean chegou mais perto, e talvez aquilo fosse só o efeito daquelas bebidas, mas Castiel nunca lhe pareceu tão forte, tão viril, tão divino, tão... Bonito.
_Mas você também sabia que eu não ia te deixar não é? – perguntou, a face muito perto da dele, já que tinha se inclinado para provocá-lo.
Já tinha visto aquele cuidado demasiado que o anjo tinha consigo, já tinha reparado no olhar dele que sempre procurava o seu, as bochechas que às vezes se coloriam de um vermelho quando entendia algumas das malicias que o loiro costumava dizer.
Dean já sabia, mas só pensava realmente naquilo agora, e se o anjo estava confuso em relação a isso, ele iria dar a certeza de que sim, Castiel estava apaixonado por ele, e não porque estava no corpo de mulher, porque pensando bem... Isso vinha acontecendo desde que o anjo tocou seu ombro no inferno.
Olhou o próprio ombro, a marca da mão dele estava lá, queimava e Dean sentia um certo desconforto nela quando o anjo estava perto, mas não reclamava, era bom.
_Dean... Vamos entrar, Sam disse...
_Shhhi, ninguém aqui falou do Sam. – e se aproximou ainda mais. – Responde. Você sabia que eu não ia te deixar não é?
O anjo pareceu tomar coragem porque de repente os olhos muito azuis encaravam o loiro de um jeito que ele nunca tinha visto antes, era um olhar tão diferente que Dean cogitou a possibilidade de Castiel estar possuído.
_Sim, Dean. – respondeu por fim. – Eu sabia que você não ia me deixar.
_E você sabe por que eu não ia te deixar?
Dean viu o anjo sorrir minimamente, e antes que pudesse formular uma outra pergunta, Castiel inclinou-se para frente, chegando ainda mais perto, colando forte os lábios no do outro, sem mexê-los, apenas pressionados, como se ao menor movimento o contato pudesse se quebrar.
Castiel mantinha os olhos apertados enquanto tinha a boca na do outro, Dean os olhos arregalados em total surpresa, não acreditava que o anjo teria coragem de fazer aquilo, mas então o anjo se afastou.
_Porque você gosta de mim. – respondeu ele.
Dean ficou ainda um tempo parado dentro do carro, enquanto o anjo saia e se encaminhava para dentro da casa, tocou os lábios com a ponta dos dedos e sorriu minimamente, como se ainda pudesse sentir o toque de Castiel ali.
Quando entrou a dor no pé pareceu finalmente se tornar insuportável, sentou no sofá e tirou o sapato de salto, jogando-o de qualquer jeito pela sala. Fechou os olhos e deitou ali, colocando os pés em cima da almofada, sentindo-os arderem como se tivessem ficado dentro do sapato a vida inteira.
Gemeu de dor e o anjo veio da cozinha com uma bacia, como se tivesse adivinhado que aquilo aconteceria. Estava agindo como se nada tivesse acontecido e Dean achou melhor por não tocar no assunto também.
Castiel tinha afirmado saber que ele gostava de si, quando era Dean quem queria provar ao anjo que ele estava apaixonado pela sua pessoa. Suspirou, não gostava do anjo, só queria... Provocá-lo, sabia que ele nunca tinha ficado com ninguém, era só... Droga, seus pés doíam muito e agora Castiel estava colocando uma toalha quente neles.
_Eu não sei como agüentam... – e gemeu de dor. – Eu só usei por uma noite! Uma noite, Cas! – ele parecia indignado.
_Dean... Vai passar. – disse vendo o loiro travar o maxilar por causa da dor nos pés. – E me desculpe não poder fazer nada além disso. – falou, passando a toalha mais delicadamente.
Dean gemeu mais uma vez. Aquilo ardia!
Tinham chegado à casa de Bobby por volta das 4:00hrs da madrugada, Dean tinha dirigido mesmo que os pés já estivessem dando algum sinal de dor, nenhum deles falou em todo o caminho e o caçador agradeceu por isso.
Mesmo que fosse uma mulher agora, não queria dizer que discutiria qualquer coisa, ainda mais com Castiel, e muito menos ainda falar sobre seus sentimentos.
Ah, sobre sentimentos... Ele quer deixar bem claro (até para si mesmo) que de jeito nenhum, ele não sente nada por Castiel, o anjo é apenas seu melhor amigo, um dos únicos... Espere. Castiel é o único amigo que ele tem, e Castiel, já é da família.
Suspirou, não queria ficar discutindo mentalmente consigo mesmo, mas tem uma parte de si que teima em fazê-lo olhar para Castiel e reparar em coisas que a outra parte dele se nega a fazer quando toma o controle, enfim, não adiantava muito, a primeira parte parecia vencer sempre, porque cada vez mais... Ele ficava pensando no anjo.
Mordeu os lábios quando a mão do anjo mergulhou a toalha na pequena bacia com água morna, viu quando ele torceu um pouco o pano, tirando o excesso de água e então começou a pressionar de leve o pano nas enormes bolhas que tinham se formado nos seus pés.
Sentiu um bem-estar tremendo enquanto as mãos dele tocavam sua pele, massageando de leve os pés machucados... Castiel, mesmo sem querer, era galanteador e Dean não queria pensar nisso, mas só de ver a expressão cuidadosa, os gestos leves e a ruga de preocupação que o moreno dispensava para si... O caçador sentiu que seu peito ia explodir.
Era estranho sentir isso. Quer dizer... Castiel era um homem, ele também era um homem, só que estava no corpo de uma mulher agora, mas Castiel não era um ser com sexo, embora Dean achasse que ele pendia mais para o lado masculino, mas é que... Espere... Do que ele estava divagando mesmo?
Não lembrava mais. Castiel tinha tirado o sobretudo e o paletó, tinha afrouxado a gravata e agora tinha arregaçado as mangas, como se assim pudesse ficar mais livre para cuidar dele, mais do que nunca se sentiu a mulherzinha dali.
Fechou os olhos e deitou-se melhor no sofá, as mãos do anjo ainda cuidando de seus pés. Malditas bolhas! Tudo por causa daquele sapato de salto que tinha colocado. Maldita mulher da loja que tinha lhe dito que ele se ajustava nos pés e maldito anjo, que tinha sido o principal motivo para comprar aquele acessório.
Suspirou frustrado.
Tinha se arrumado, tinha saído, tinha voltado... Não tinha transado. Queria por tudo ter apenas uma noite divertida. Já fazia quanto tempo que não fazia sexo? Três semanas? Mais? Droga! Maldito Gabriel e suas brincadeiras estúpidas.
_Está tudo bem? – ouviu a voz rouca do anjo lhe perguntar.
_S-sim... Está. – respondeu num fiapo de voz.
_Não parece. – opinou e Dean bufou.
_O que é? – perguntou um pouco bruto. – Você queria que eu estivesse feliz e saltitante feito uma gazela... Quero dizer donzela?! Eu estou com o pé machucado por causa daquele maldito sapato e você nem me deixou ter uma foda!
Castiel arregalou os olhos, parando o trabalho das mãos enquanto olhava atentamente para o caçador. Ele não queria ter feito Dean se irritar, foi uma pergunta com sincera vontade de ajudar, o loiro parecia tão triste, ele queria ajudar, era o anjo dele afinal.
_Desculpe, Dean... Eu não queria...
_Esquece! – e fez um gesto com as mãos, tirando o pé do colo de Castiel e levantando do sofá. – Eu vou deitar. – disse, e andou meio torto por causa da dor, até a escada.
_Eu te ajudo. – se prontificou, indo até ele, passando o braço do loiro, por seu ombro.
_Assim não dá, Cas... – disse, vendo que mal conseguia colocar seu braço no pescoço do anjo. – Você é muito alto. – disse, assoprando um pouco do cabelo que tinha lhe caído sobre os olhos.
_Eu dou um jeito. – e deu um meio sorriso, o fato de Dean falar sobre sua altura, com certeza tinha sido um elogio. – Com licença. – disse, antes de pegar o caçador no colo e subir com ele para o quarto.
Dean sentiu o coração dar um solavanco enquanto o anjo o levava escada acima, era estranha aquela situação, mas não deixou de pensar no fato de que era daquela forma que os maridos levavam suas esposas para a noite de núpcias, ou pelo menos devia ser.
Envolveu o pescoço dele com os braços e aconchegou a cabeça no peito do anjo, podia ouvir o coração dele batendo, calmo e ritmado, pensou que não seria difícil se acostumar com aquele som, era agradável demais.
Apertou o braço do anjo quando ele chegou ao ultimo degrau, provavelmente Castiel ia largá-lo na cama e voltar para a sala, afinal, ainda estavam tentando um feitiço para conjurar Gabriel e fazê-lo trazer Dean de volta, ou melhor, trazer o corpo de volta.
Castiel fez o loiro sentar na cama, mas Dean levantou alegando que precisava tirar aquela maquiagem e roupa, o anjo ainda estava no quarto quando o caçador foi mancando até o banheiro, enquanto tirava a roupa pelo caminho.
O vestido caiu pelo caminho e o anjo acompanhou com os olhos o caminhar torto do loiro. Definitivamente aquele não era o Dean que queria. É claro que aquela linda moça era adorável, mas Castiel sentia falta do outro Dean, daquele com braços fortes e peitoral largo, que tinha costas sardentas e pernas arqueadas, sentia falta de olhar para o rosto másculo e com barba por fazer... Sentia falta de Dean, no corpo de homem.
Deixou a porta aberta, queria que Castiel entrasse, queria que ele lhe... Nem ao menos sabia o que queria que o anjo fizesse, só queria provocar algum tipo de reação nele, não sabia por que, mas queria que o anjo ficasse irritado, que ele segurasse firme em seus pulsos e o beijasse a força, só... Queria sentir os lábios dele de volta, exatamente como ele tinha feito no carro.
_Ele não vai fazer isso... – disse para si mesmo enquanto tirava a calcinha e jogava no cesto de roupa suja.
Ligou o chuveiro e ficou lá embaixo, sentindo a água escorrer pelo corpo que não era seu, o corpo que não queria. Sentiu o coração apertar e a respiração faltar, não queria ser mulher, não queria ficar menstruado, nem ter que pentear os cabelos, não queria colocar vestidos e andar de salto, não queria sentir necessidade de ficar bonito para um homem/anjo que nem ao menos reparava em si.
Chorou e se achou patético, demorou bastante, como se a água pudesse limpar até mesmo seus pensamentos. Saiu do banheiro com a toalha enrolada no corpo, assustou-se quando viu Castiel sentado na cama.
O anjo virou o rosto em sua direção, os olhos cravados nos seus, ele se levantou antes que Dean pudesse falar qualquer coisa.
_Dean, olha... Eu realmente sinto muito por tudo isso, acredite eu nunca deixaria isso acontecer se pudesse evitar...
_Eu sei, Cas. – e pegou uma das camisetas enormes de Sam, vestindo-o por cima da toalha e então depois a puxando para baixo, não deixando o anjo ver nenhum centímetro de seu corpo, estava com vergonha e suas bochechas queimavam, pegou uma cueca na própria mochila e vestiu. – Vou tentar dormir, quem sabe amanhã é meu dia de sorte e eu acordo como homem?! – e encolheu os ombros, logo abaixando-os e então pulando na cama.
_Dean... – e mordeu os lábios, característica do caçador que o anjo tinha adquirido.
_Que foi? – e voltou os olhos grandes e verdes para o rosto do anjo.
_Eu vou voltar. – disse.
_Tá bem.
_O que? Não, não... Acho que não entendeu, Dean.
_O que eu não entendi?
_ Eu vou voltar para o céu. – e olhou para o teto, Dean acompanhou seu olhar, mas então voltou seus olhos para o rosto do anjo.
_Você... Vai?
_Eu preciso, talvez eu possa recuperar meus poderes e então... Consiga encontrar Gabriel, sabe... Forçá-lo a transformar você em homem de volta, Dean, vou fazer isso por você...
_Quer me transformar em homem porque não gosta de mim desse jeito, Cas? – aquilo devia doer menos do que estava doendo, afinal, até mesmo ele não gostava da própria forma.
_Não, Dean, não é isso... Eu só...
Não sabia o que falar, pensou sobre ter beijado o caçador no carro. Não devia ter feito aquilo. Sabia de seus sentimentos para com ele, sabia que Dean também gostava de si, mas era diferente, tinha coisa demais em jogo para que pudessem arriscar tudo para se beijar e ter algumas noites.
Humanos amam de modo diferente dos anjos.
O amor humano era passageiro, Dean poderia estar loucamente apaixonado por ele agora, mas podia deixar de se sentir assim daqui algum tempo, Castiel não. Castiel amaria o caçador para toda a eternidade. Isso o deixava com medo.
_Então o que é Castiel? – perguntou, ajeitando-se na cama, sentando-se e encarando a face do anjo.
_Eu... Quero que você volte Dean. – disse, sentindo-se meio culpado. – Você não é assim, não que eu não goste... Eu quero dizer sabe...
_Gosta de mim então? – perguntou, sentindo que o coração ia sair.
_Eu gosto Dean, gosto de você de qualquer jeito. – respondeu. – Mas você sabe muito bem que isso não pode acontecer... Não desse jeito, não agora...
_Então... Daqui algum tempo?
_Não, Dean... – e baixou os olhos. – Isso não vai acontecer... Em nenhum tempo... Em nenhum lugar.
_Mas... Você gosta de mim, Cas e eu... – as bochechas avermelharam. – Eu gosto de você.
_Dean!
Os dois olharam em direção a porta, era possível ouvir os barulhos de Sam no andar de baixo e Castiel tratou de se levantar e sair do quarto, Dean foi atrás, amaldiçoando o irmão por ter chegado naquele momento.
_Cas... Cas, espera. – e segurou com as mãos pequeninas no braço do anjo.
_Dean... Isso é difícil. – e olhou para as mãozinhas segurando-lhe. – Nós não vamos dar certo... É como se quiséssemos juntar um ser da água e outro do fogo.
_Deu certo com o SharkBoy e a LavaGirl.
_Eu... Não entendo essa referência. – e tombou a cabeça para o lado, Dean sorriu.
_Cas... Eu gosto de você, ta?! – disse parecendo um pouco irritado. – Eu nunca senti isso antes e você sabe, porque você pode sentir o que eu sinto... Você é meu anjo, Cas... Eu... Realmente, realmente gosto de você.
_Eu sei, Dean... Eu...
_Poxa, eu estou chamando você faz um tempo, Dean... Não estava com saudade do seu irmãozão? – Sam subiu as escadas, sem reparar no clima entre os outros dois. – Vem cá me dar um abraço pequena! – e puxou Dean para ele, apertando-a em um abraço de urso. – nunca pensei que ia ficar tão preocupado com você.
_Sam... Sammy... Não... – e tentou se livrar do irmão. – ... Respiro. – foi só então que o grandão o soltou.
_E então Cas? Ela se comportou bem? – e riu da careta de Dean.
_Sam... Eu vou embora. – disse, sem responder a pergunta.
_Puxa, Cas... Ele te infernizou tanto assim?
_Vou voltar ao céu... Quem sabe se eu recuperar meus poderes eu possa...
_Entendi. – disse o mais novo. – Eu preciso tomar um banho e... Bem, só não esquece de aparecer está bem? Você tem sua parcela de culpa nisso. – disse apontando para Dean. – E também... Eu não vou conseguir ficar sozinho com ele muito tempo, você tem que me ajudar.
Castiel sorriu minimamente.
_Não, Sam... – e então olhou para Dean, com aqueles grandes olhos verdes lhe encarando. – eu não vou me afastar... Não vou ficar longe de vocês. – e voltou seus olhos para o mais novo. – Eu sempre volto.
Castiel desapareceu diante dos olhos dos dois.
_Ele tem algo contra despedidas? – Dean perguntou irritado e Sam deu um risinho, como se soubesse de algo que tinha passado despercebido por todos.
_Vou tomar banho e depois vou descansar. – disse indo para o quarto. – Ah... Bobby chega depois de amanhã. – gritou do quarto.
_Hmmm. – e voltou para o quarto, enfiando-se na cama puxando a coberta até que cobrisse a cabeça.
Eram mais de duas horas da manhã quando sentiu a mão queimada em seu ombro formigar, levantou assustado e olhou ao redor. Ainda era mulher, ainda estava no quarto da casa de Bobby e Castiel tinha mesmo voltado para o céu.
De repente sentiu o cheiro do sobretudo do anjo, o cheiro que sentiu quando estava bem perto dele dentro do carro, quando o anjo chegara bem perto e lhe roubara um beijo, fechou os olhos por um momento e passou a ponta dos dedos pela boca. E pensar que Castiel tinha lhe tocado os lábios!
_Ele me beijou mesmo! – e deu um sorrisinho.
_Dean. – em um segundo o anjo apareceu ao pé da cama e o caçador reprimiu um grito.
_O que... O que aconte...
_Eu não me despedi, e você reclamou. – chegou bem perto dele, perto como quando estavam no Impala.
A primeira coisa a tocar em sua pele foi a palma áspera da mão do anjo, tocou de leve em seu rosto enquanto o anjo aproximava-se mais. Foi de leve, os lábios dele tocando no seu, a boca dele abrindo para receber sua língua, e então os movimentos dos lábios dele nos seus, beijando-lhe de uma forma que fazia Dean não querer largá-lo mais.
Foi quando pensou em passar as mãos pelo pescoço do anjo que ele se afastou, levantando da borda da cama e sorrindo de um jeito que Dean não tinha visto antes.
_Até mais, Dean.
_Espera. – e segurou na mão dele. – Por que está se despedindo desse jeito? Por que não pode só...
_É que... Na verdade... Eu não sei se eu vou voltar, Dean... Eles não pareceram muito amigáveis na segunda vez que me contataram.
_Então não vai, Cas... A gente arranja outro jeito e...
_Não tem outro jeito, Dean... E você sabe disso.
Ia retrucá-lo, mas a boca do anjo tocou novamente na sua, para depois sumir do quarto, restando apenas o cheiro do corpo dele no aposento, cheiro que não deixava Dean dormir, ainda mais depois daquelas palavras.
Estava com medo, medo de não ver mais Castiel, de não poder falar tudo o que queria.
N/a: Gente! PelamordeGod! Me perdoem! Eu sei, fiquei um século sem postar, mas é que... Sabe, probleminhas?! Enfim... Vou tentar postar mais assiduamente, ainda mais agora que estou em casa (férias prolongadas *O*).
Não desistam da Fic tá?!
