Cap. 11: Obrigado Gabriel

Gabriel ainda olhava o rosto de Castiel, quase sem acreditar. Seu Pai tinha voltado, ele não tinha os abandonado a própria sorte, ele ainda os amava, mesmo com suas arrogâncias, Deus ainda estava com eles.

Mordeu os lábios e então deu um sorriso, os olhos brilhando pelas lágrimas de alegria que se formaram e então Gabriel abraçou o irmão, rindo como uma criança, ele sabia que se não estivesse em um corpo humano provavelmente sua graça deixaria todos cegos.

_Ele voltou Cas, ele voltou! – e riu, apertando-o ainda mais, ouvindo ele rir baixinho de sua alegria. – Ele voltou. – e fechou bem os olhos, impedindo-se de chorar na frente de todos ali.

Soltaram-se e Gabriel ia saindo para a varanda.

_Onde você vai? – foi Sam quem perguntou e o arcanjo notou o tom de quase desespero que ele tinha empregado a pergunta.

Sorriu para ele e viu o desconforto que implicou, pois o moreno se firmou melhor, encostando se na parede e tentando parecer que não se importava, embora o pé sacudisse sem parar, mesmo que imperceptivelmente. Gabriel teve vontade de ir até ele e dizer que ficaria se ele pedisse, mas a vontade de ver seu pai, de se reconciliar com os irmãos era mais forte.

_Eu vou para o céu. – disse e viu Sam arregalar os olhos. – Meu Pai está lá.

_Hey, você não pode ir ainda! Tem que me fazer voltar ao normal. – Dean interrompeu, o loiro tinha os braços cruzados e encarava Gabriel com raiva.

_O Cas sabe como fazer isso. – retrucou, dando de ombros e riu para ele.

_O que? – todos na sala olharam para Castiel e Dean já estava a ponto de xingá-lo, quando o anjo se adiantou.

_Não, Gabriel, eu não sei. Foi você quem o transformou, eu não posso reverter isso e...

_Faça amor com ele. – disse e sorriu.

Dean sentiu o mundo girar e sabia que suas bochechas explodiriam a qualquer momento, tão quentes que estavam. Sam e Bobby tinham a cara fechada e Castiel arregalara os dois olhos, como se aquilo que Gabriel tinha dito fosse um absurdo.

_O que? – o arcanjo deu de ombros. – Vocês iam fazer isso de qualquer jeito. Eu só dei uma forcinha, vai me dizer que se eu não tivesse transformado Dean em mulher algum dos dois teria coragem de falar que se amam desde o momento em que os olhos se cruzaram?

Castiel olhou de Dean para Sam e então para Gabriel e de volta para Dean. Bobby fechou os olhos, resmungando algo sobre os anjos serem uns idiotas imbecis e sentou no braço do sofá velho. Sam olhou para Gabriel e o arcanjo sabia que se ele pudesse estaria lhe enchendo de bofetadas agora.

_Olha só, não vamos fazer isso. – Castiel tomou partido. – Você vai fazer Dean voltar ao normal agora e...

_Quem vai me obrigar? – o arcanjo arrumou a postura e Castiel podia vê-lo abrir as asas invisíveis, como se as estivesse exibindo para começar uma batalha.

Se ainda fosse um anjo completa, confrontaria Gabriel, exibindo suas asas também, mas apenas relaxou os músculos e olhou fundo nos olhos do irmão.

_Gabriel... Você não pode mudar essas coisas, não pode impor esse tipo de...

_Tudo bem. – Sam quase engasgou ao ouvir o irmão dizer aquilo. Todos aqueles olhos lhe encarando deixaram Dean desconfortável. – O que foi? – e deu de ombros.

_Dean, você não precisa fazer isso só por causa dos caprichos de Gabriel, eu posso...

_Mas eu quero Cas. – e corou violentamente, vendo o arcanjo dar uma risadinha safada.

_Dean! – Sam e Bobby disseram em uníssono.

_Você... Você q-quer? – a voz de Castiel saiu quebrada e ele tinha os grandes olhos focados em sua face.

_Não me faça repetir está bem? – e voltou a irritação em sua voz e ninguém sabia o que dizer ali.

_Bem... Você são gente boa, mas eu preciso ir. – o arcanjo voltou a falar.

_Espera... – Sam deu alguns passos para frente e então baixou o tom de voz. – Eu preciso falar com você.

Bobby, Dean e Castiel olharam para os dois sem entender, Sam nunca tinha ido muito com a cara do arcanjo, Dean sabia disso e agora estava pedindo para fala com ele? Sobre o que? Não deu muita atenção, estava mais preocupado em saber como fariam 'aquilo' para que voltasse a ser homem.

Sentiu as bochechas arderem e antes que qualquer um falasse mais alguma coisa, pegou na mão de Castiel e o arrastou para fora, resmungando para todos que estaria de volta e era para Sam esperá-lo ali na casa de Bobby.

Sam não respondeu, Bobby girou os olhos tentando fazer sua mente não reproduzir imagens de Dean e Castiel juntos, Gabriel deu um risinho, piscando para Castiel em seguida, fazendo o irmão avermelhar e abaixar a cabeça, seguindo Dean.

Bobby disse algo sobre ir arrumar alguns carros na parte de trás da casa e deixou Sam sozinho com Gabriel.

_Então...? – o arcanjo ergueu as sobrancelhas, esperando Sam falar o porque de ter pedido para falar com ele.

_Vai mesmo embora? Lá, com seu Pai, não é?

Gabriel olhou para Sam e sorriu, gostava dele, mais do que de qualquer outro humano ou anjo. Isso lhe assustava um pouco.

_Sim, eu vou. – e pegou em suas mãos, vendo Sam Winchester tremer um pouco. – Obrigado Sam, eu não tive como te agradecer antes, mas saiba que se você não estivesse lá eu teria morrido com certeza.

_Não foi nada.

_Foi sim, você sabe que foi. – e se aproximou mais dele.

Sam tinha encontrado Gabriel um pouco depois de se afastar do ferro velho de Bobby. O arcanjo estava lutando contra alguns demônios e, por incrível que pareça, estava perdendo. Sam o ajudou com os seres demoníacos enviados por Lúcifer a fim de trazê-lo para seu lado. O moreno entendeu o porque de Gabriel estar perdendo quando soube que eram caçadores, quando esse tipo de demônio pegava o rastro de alguém, era difícil escapar.

Tinha acabado com todos eles usando a faca que era de Rubi, mas quando se virou para o arcanjo, já prevendo que ele iria simplesmente desaparecer, surpreendeu-se ao vê-lo escorregar pela parede e sentar no chão, estava fraco.

_Gabriel?

_Minha graça. – ele disse ofegante.

_Se alimentaram dela? – e viu o outro acenar que sim.

O arcanjo desmaiou antes de fazer qualquer outra coisa e Sam foi obrigado (mesmo que relutasse consigo internamente) a ajudá-lo. Pegou o mais baixo no colo e ele não pesava tanto quanto achou que pesaria, sentia-se limpo só por tocar nele. Era de alguma forma estranho, mas... Gostou de ajudá-lo, o entendia, não sabia como, mas entendia.

Quando o arcanjo acordou, ainda no carro, Sam deixou que ele tocasse sua alma a fim de restaurar a graça, sentiu as mãos de Gabriel entrar em seu peito e se contorceu de dor, mas agüentou bem.

Depois de tirar as mãos de seu corpo o arcanjo tinha lhe encarado com aqueles olhos que deixavam Sam desconfortável, ele havia chegado mais perto e o caçador sabia que devia recuar, mas não o fez. Sentiu os lábios dele se colar nos seus, a barba por fazer raspando em seu queixo, fazendo cócegas e um arrepio engraçado percorrer sua coluna.

_Eu vou voltar para cá, Sam. – a voz de Gabriel o tirou de seus devaneios e Sam olhou em seus olhos.

_Eu não estou pedindo nada. – retrucou, sem dar o braço a torcer.

_Eu quero voltar. – ele disse e Sam quis sorrir, mas se conteve. – Você... Vai me esperar?

_Por quê? Eu deveria? Porque nós não temos nada e você sabe, eu não estou cobrando...

Gabriel sorriu e Sam queria que ele não fosse.

_Nos beijamos. Anjos não beijam qualquer um por aí, ainda mais um arcanjo como eu. – viu Sam revirar os olhos. – Eu estou falando sério, Sam.

_Sim. – se deu por vencido.

_Sim o quê?

_Vou esperar você. – sussurrou e deu um risinho.

_Eu prometo pra você que eu volto está bem? – Sam fez que sim com a cabeça. – Só quero ver meu Pai e ajudá-lo, então eu volto pra cá. Pra você.

O caçador não queria que seu coração batesse tão depressa quando Gabriel falara aquilo, mas parecia impossível não ter um ataque cardíaco quando o outro estava por perto, e ele nem ao menos sabia como aquilo tinha acontecido, não sabia em que ponto de tudo aquilo tinha olhado de um jeito diferente para o brincalhão. Só... Tinha acontecido.

_Ok. – concordou e viu ele sumir de sua frente.

Suspirou olhando os carros empilhados. Gabriel prometera que estaria de volta, agora teria de cumprir, ou Sam iria até o céu buscá-lo. Sorriu com o pensamento.

_Tem mesmo certeza disso, certo?

Dean sorriu do nervosismo de Castiel, colocou sua mão em cima da dele e fez um carinho. Pelo menos daquela vez tinha conseguido algo bom das brincadeiras de Gabriel.

_Tenho, Cas. – respondeu, mas então sentiu medo. – Você não? – e virou os olhos para o rosto dele, parando o Impala no meio do nada.

O anjo sorriu para ele, passando os dedos pela face delicada.

_Eu... Só não quero machucar você. – disse e então puxou a mão para si novamente, como se apenas com aquele contato ele pudesse quebrar Dean.

_Não se preocupe com isso. – o caçador riu divertido, voltando a olhar para frente, ligando o carro. – Eu não sou uma boneca.

Castiel sentiu as pernas cederem quando finalmente pararam. Estava nervoso. Muito. Queria que fosse especial para Dean e não sabia se ia fazer tudo certo. Respirou fundo e mordeu os lábios, foi quando sentiu as mãos dele em sua face. Dean sorriu, de um jeito que Castiel sentiu que seu explodiria. Sorriu de volta e tentou parecer confiante.

O loiro lhe beijou de leve e o puxou para fora do carro. Entrou no motel e pediu um quarto para a moça que estava ali e ela lhe deu uma chave, indicando o corredor, explicando que o quarto ficava do lado esquerdo. Dean assentiu e pegou na mão do anjo, o puxando para dentro.

_Dean... Você não precisa fazer isso só para voltar ao normal, podemos esperar, você sabe.

_Eu não quero esperar, Cas. – se aproximou dele, passando a mão pelo peitoral do anjo, beijou seus lábios enquanto tirava o sobretudo e o jogava no chão. – Eu quero você. – e tirou o paletó do anjo, afrouxou a gravata azul e abriu os botões da camisa que ele usava. – Quero você hoje. – despiu a parte de cima dele e desabotoou a calça social, puxando o zíper para baixo, vendo o anjo tremer levemente. – Quero você agora. – disse bem perto do ouvido dele, enfiando a mão para dentro da cueca, fazendo o anjo engasgar.

_Eu não quero machucar você, Dean... – disse com dificuldade.

_Não vai. – retrucou, puxando-o mais para perto, se colando nele. – Eu ainda sou o mesmo.

_Mas... Eu tenho a impressão de que se eu pegar em você, te apertar demais... Você vai quebrar.

Dean abriu os olhos e encarou o anjo. Sorriu meio abobalhado, nunca tinha sentido aquilo antes. Pegou as mãos dele e colocou em seu corpo, fez com o anjo o apalpasse em todos os lugares possíveis.

_Eu não vou quebrar... Porque é você, Cas. – disse. – Feche os olhos. – e o anjo obedeceu, se entregando.

O caçador podia fazer com ele o que quisesse, não importava em que corpo estivesse, ainda assim, teria o poder de fazer o quisesse, porque Dean era... Continuava sendo Dean. Escorregou a mão pela pele branca sardenta, era macia, era boa de tocar, delicada. Abaixou-se um pouco para poder beijar os ombros dele, já que assim que tinham entrado no quarto Dean tinha arrancado a camiseta que usava.

_Cas... – Dean gemeu, os olhos fechados e a cabeça jogada para trás.

_O que foi? – o anjo parou, pensando ter feito algo errado.

Dean olhou para ele e sorriu, completamente entregue.

_Continua. – disse e o anjo obedeceu.

Desceu a boca por seu braço, segurando a cintura dele. Voltou a beijar o pescoço, descendo para os seios, beijando-os e passando a língua por eles. Dean mordia os lábios, ronronando e gemendo baixinho. Tirou as calças que vestia e enlaçou o quadril de Castiel com as pernas, tentando sentir mais, querendo mais.

O anjo foi aos tropeços até a cama e deitou Dean lá. O loiro olhou fundo em seus olhos e o beijou de leve, guardando em sua mente aquela imagem, queria lembrar daquilo para sempre.

Dean lhe tirou a calça e a cueca também, beijou seus músculos, e Castiel pensou que ia morrer quando o loiro o chupou forte. A boca dele em seu corpo o fazia queimar e Castiel pensou que talvez não sobreviveria a isso.

Fez o mesmo com ele, o beijou acariciou, apertou. Dean pediu para que ele se deitasse e o anjo obedeceu, viu quando o caçador encapou seu pênis com uma coisa que escorregava e lhe apertava um pouco, estava ficando um pouco desconfortável e ergueu o tronco para vê-lo.

_Dean... – e os olhos dele se voltaram para sua face. – O que é isso?

_É uma camisinha, Cas.

_E... E por que está colocando isso aí? Aperta um pouco.

_É sexo segura, sabe. – respondeu. – E eu... Não sabia qual era o seu tamanho, se soubesse teria comprado um pouco maior. – disse corando.

Dean fez Castiel deitar novamente e sentou-se em cima dele. Controlou a respiração e falou para o anjo não se mexer, até ele dizer que podia e Castiel acenou que sim com a cabeça. Mordeu os lábios enquanto guiava o pênis do anjo para dentro de seus corpo. Doía, Deus, com doía.

_Hmmmp. – gemeu e sentiu os lábios de Castiel beijar sua testa, suas bochechas e então sua boca. – Está doendo, Cas. – disse, sentindo uma lágrima escorrer por seu rosto.

_Eu posso tirar e...

_Não. – disse de repente e se forçou para baixo, fazendo o anjo entrar quase inteiro. – Eu... Agüento. – e ofegou.

Abraçou-o e pediu para que ele se movimentasse devagar, ensinando-o como se fazia, para cima e para baixo. Não demorou para o anjo pegar o ritmo. Mudaram de posição algumas vezes e Dean disse ao anjo que gostou mais quando ficava de quatro e o anjo concordou.

Dean nunca pensou que poderia sentir tanto prazer, o anjo o estocava rápido agora, algumas vezes era forte demais, mas Dean ainda assim estava aproveitando. Perdeu as contas de quantos orgasmos teve depois do segundo, porque tudo girava e estava desfalcado e era simplesmente bom demais, de um jeito que ele nunca pensou que seria.

Castiel rosnou no ouvido de Dean e tremeu, e o caçador soube que tinha feito ele sentir tanto prazer quanto o anjo o estava fazendo sentir. Saiu de dentro de seu corpo e o loiro sentiu-se vazio de repente. O moreno deitou, puxando o outro e Dean beijou o peitoral dele.

_E então? Voltei a ser bonitão? – perguntou rindo, mas sabia que não por causa da voz ainda aguda.

Castiel olhou para ele e afastou o cabelo de seu rosto.

_Dean, eu não vou me importar se você não voltar a ser homem. – disse e Dean arqueou as sobrancelhas. – Quero dizer... Sabe? Contanto que a gente esteja junto, eu não me importo com mais nada.

O caçador sorriu para ele.

_Eu também Cas. – e sorriu, beijando os lábios dele mais uma vez.

Fechou os olhos e sentiu o corpo relaxar. Dormiu agarrado a ele, com Castiel passando a mão em seus cabelos, até que também caísse no sono. Quando acordou, esticou os músculos e balançou a cabeça. Olhou para o lado e ao invés de estar aconchegado no peito de Castiel, era ele quem dormia com a cabeça apoiada no seu peitoral e... Peraí! Peitoral?!

Sorriu gigante quando passou a mão na cabeça e não tinha mais aquele cabelão, não tinha mais braços finos e uma cinturinha, riu e então cutucou Castiel, mas o anjo simplesmente não acordava. Ele ficava tão lindo daquele jeito.

Beijou os lábios dele, sentindo a respiração calma bater de leve em seus rosto.

_Cas... Cas... Acorda! – sorriu ao ver os olhos do anjo se abrirem. – Olha! Sou eu. – e riu mais ainda, feliz.

_Hum? – Castiel esfregou os olhos e então os focou no rosto de Dean.

Sentiu o coração bater forte. Dean estava de volta, os cabelos curtos em estilo militar, o peitoral largo e cheio de pontinhos dourados, os braços fortes com a forma de sua mão no ombro, desceu os olhos para o abdômen e então avermelhou ao ver a protuberância que se fazia onde na noite anterior não tinha nada.

Dean reparou no olhar do anjo e sorriu grande.

_Cas, seu safado! – o anjo avermelhou ainda mais ao ver que tinha sido pego olhando.

_Descul... – Dean o beijou antes que pudesse terminar.

Deitou-se novamente e trouxe o loiro junto, tocando os músculos dele, sentindo o calor da pele. Era aquele Dean que amava, com aquele corpo, com aquela mente, foi por ele que se apaixonou, desde o começo.

_Eu te amo. – sussurrou no ouvido dele e sentiu a risada dele em seu pescoço.

Fizeram amor mais uma vez, e mais uma, e mais uma e ainda mais outra. Estavam felizes, estavam juntos. Só não queriam ter que se afastar agora, quando tudo já estava bem e resolvido.

_Eu amo você também. – Dean falou e então puxou-o mais para perto, o encaixando em seu peito, acalmando-se internamente. Estavam juntos, finalmente.


N/a: Eu sei que o lemon (foi estranho escrevê-lo) não ficou lá essas coisas, mas né?! Então, sobre Sabriel (haha' eu amo) depois que consegui imaginá-los juntos não consigo parar mais, por isso que os coloquei juntos aqui.

N/a²: O próximo capitulo vai ser o final, eu sei, eu estou chorando também, eu adorava escrever essa fic, mas não fiquem triste, eu vou colocar um bônus depois do próximo, presente pra spnbluecats, já que ela me deu uma idéia no mínimo tentadora *O*

Então até o próximo, beijos da Jen.