Capítulo X: "União"
Sonolento, antes que seus reflexos o fizessem afastar bruscamente os braços que o envolviam, ele apenas se aconchegou mais. Afinal de contas, concordara em dividir a cama com Sora, já que Yoru e Ran haviam se apossado da sua. O clima entre os quatro estivera muito mais terno ao retornarem do passeio na noite anterior e talvez por ainda estar de bom humor e ameno, Sunao permaneceu onde estava, sentindo o calor do amigo. Hashiba podia ser tão mais doce quando adormecido, pensou, sentindo-se protegido naquele abraço.
Estava prestes a dormir novamente quando a porta do quarto foi aberta com um estrondo. Antes que pudesse pensar, flashes de câmera explodiram.
- Bom dia! - exclamou um entusiasmado Matsuri. - Ora, mas que perfeito! - disse enquanto ficava em vários ângulos e ouvia-se o clique da câmera. - Quantos ienes dariam por um fanservice deste? Hm... - ele fingiu calcular. - Posso ficar realmente rico!
- Matsuri!! - Sunao exclamou raivoso e pulou para fora da cama, indo até o amigo e arrancando a câmera fotográfica da mão dele, não sem que uma última foto fosse tirada.
Sora estava finalmente acordando devido à confusão. Coçou os olhos e sentou-se na cama, lançando um olhar ao redor. Por fim, com um bocejo, perguntou:
- Onde estão eles? - lançou um olhar à cama vazia de Sunao.
- Hm? - Sunao seguiu o olhar de Sora. - Logo cedo e esses dois já saíram? Estranho...
- Bem, logo eles devem estar de volta, né? - Matsuri sorriu. - Há uma coisa mais importante com a qual devem se preocupar!
- Mais... importante? Outro trabalho não! - Sunao reclamou. - É sábado e eu já tenho coisas demais a fazer.
- Tem? - Sora perguntou com um bocejo.
- Seja lá o que for, vocês terão de adiar! O trabalho que eu trouxe é inadiável! E eles pagarão muito bem, portanto, vistam-se rápido! Eu estarei esperando lá fora, okay?
Sem esperar qualquer resposta, Matsuri saiu do quarto e fechou a porta.
- A culpa é toda sua, Hashiba!
- Eh? Minha? - ele saiu da cama e se aproximou de Fujimori.
Sentindo a aproximação, as pernas de Sunao começaram a tremer involuntariamente. Sora segurou suas mãos e ele apenas desviou o olhar.
- É... sua... foi por sua causa que eu acabei entrando nessa organização idiota do Matsuri!
- Por... minha causa?
Eles se olharam diretamente e Sunao corou ainda mais.
- Idiota... - murmurrou. - Pare de me olhar com essa cara!
Fujimori soltou as mãos das de Hashiba e afastou-se. Seu coração pedia para não agir daquele jeito, mas ele não conseguia fazer diferente. Se se perdesse no olhar, no toque, na voz de Sora... talvez ele nunca se reencontrasse. Um medo bobo em seu inconsciente o travava. Talvez Ran houvesse nascido dessa parte dele que sabia se entregar e talvez por isso ele mesmo não fosse capaz. Para Ran e Yoru parecia tão mais simples apenas se deixar levar por seus sentimentos...
Se deixar levar até demais, concluiu Sunao, corando até o impossível. Balançou a cabeça e foi até o armário. Se Matsuri arranjara mais um trabalho idiota, não haveria como escapar, afinal.
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- EU-ME-RECUSO-A-SAIR-DAQUI!
- Ei, Matsuri... que tipo de roupa você arrumou para o Fujimori dessa vez? - perguntou Sora, olhando para a sua própria.
- Nada demais, nada demais. - respondeu o loiro, com um sorriso amarelo.
O trabalho era em um restaurante que iria ser inaugurado naquele dia. Para atrair os fregueses, Sora e Sunao haviam sido incumbidos de vestir aquelas roupas que Matsuri lhes dera e ficar na entrada do prédio, recepcionando os novos clientes. Sora vestia um kimono masculino tradicional, azul marinho com um obi escuro. Os cabelos estavam presos e penteados de forma a não ficarem tão rebeldes quanto de costume. Não era nada ruim comparado as situações em que Matsuri já os havia colocado antes. E dessa vez, nem exigiria tanto esforço físico, o que para Hashiba era um alívio.
Percebendo que finalmente a porta do banheiro era aberta hesitantemente, Sora observou, esperando ver o que deixava Nao tão furioso.
- Mat-su-ri-chan! Por quê EU TENHO DE USAR UM YUKATA?!
- Bem, eles precisavam de um casal para o serviço e como não temos uma garota e você e Sora...
- Ficou bem em você, Nao. - comentou Sora, observando atentamente o amigo.
- CALE A BOCA!
O gerente do restaurante apareceu neste momento.
- Estão prontos? Já vamos abrir...
- Sim sim! - respondeu Matsuri animado. - Vamos... - puxou os amigos.
- Hunft! - vermelho de raiva, Sunao seguiu-o.
Fujimori vestia um yukata vermelho, estampado com flores de cerejeira e com um obi cor-de-rosa bebê adornando-lhe a cintura. Os cabelos estavam soltos, caindo-lhe pelos ombros e usava uma tiara contornada com rendas brancas. Perto de Sora, formavam o casal perfeito e ninguém nem mesmo desconfiaria de que não se tratava de uma garota; o que o deixava ainda mais furioso.
Antes de saírem para a entrada do estabelecimento, Matsuri tirou uma foto dos dois.
- Perfeito! Agora, bom trabalho! Dêem o seu melhor!
O loiro acenou e saiu rua a fora.
- Por que só nós fazemos os trabalhos? - Sora resmungou.
- Dê um sorriso, Hashiba. Você vai espantar os clientes com essa cara irritada. - disse Sunao entre dentes, dando um amplo sorriso forçado.
O dia seria longo.
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A porta fora aberta com cautela. E ele quase dera um pulo para trás ao notar que parecia ser aguardado. Dois pares de olhos fitavam-no, com um brilho indefinível. Quase sem jeito de fazer o que o levara até ali, ele empertigou-se e finalmente falou:
- Espero que vocês saibam que é tempo de pôr fim a essa brincadeira.
- E se não soubermos? - o olhar rosado mostrou um brilho desafiador.
Shinichirou não pôde deixar de pensar que aquele era um lado de Sunao que ele realmente não gostaria de ver com freqüência. Lidar com aqueles dois obviamente seria tarefa mais difícil do que se se tratassem de Sora e Sunao apenas. Ele soubera isso antes de deixar o apartamento naquela manhã que mal nascera. O quanto antes resolvesse aquilo, melhor seria para todos. A verdade era que as coisas não deveriam ter ido tão longe. Yoru e Ran não eram reais, não importava o que aqueles corpos representassem. E assim sendo, não havia espaço para eles no mundo real. Já era um certo problema que eles existissem dentro de Sora e Sunao, mas um problema que talvez a medicina pudesse remediar. Talvez... como Nanami dissera, os dois pudessem remediar, sendo sinceros quanto a seus sentimentos.
Mas aquele milagre estranho que tornara seus alter-egos em matéria precisava ser desfeito. Ciente disso e certo de colocar um ponto final naquela loucura, Minato ignorou o desafio de Ran e olhou diretamente para Yoru, esperando que ele respondesse com seriedade. Viu seu reflexo nos incomuns olhos de duas cores.
- Como pode ver, já esperávamos por isso. - disse Yoru, a voz grave num murmúrio. - Aproveite que estamos bem dispostos, Minato-sensei. - a voz saiu com deboche, que se acentuou no tratamento respeitoso.
- Vamos logo. - ordenou Shinichirou, abrindo mais a porta e dando passagem aos dois.
Quando Sora e Sunao acordassem, tudo o que acontecera não teria passado de um sonho. Shinichirou lançou um olhar ao interior do quarto para se certificar de que os garotos dormiam e afastou-o rapidamente ao perceber que ambos dividiam a mesma cama. Fechou a porta, sem graça, sentindo-se como se houvesse invadido a privacidade de alguém. Balançou a cabeça e seguiu a dupla pelo corredor.
Ainda teriam uma longa viagem até as fontes termais.
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- Kya, nem acredito que acabou! Por alguns momentos eu pensei que fosse derreter dentro daquele kimono! - Sora soltou um suspiro.
- Isso por que não foi você quem as pessoas chamaram de "lindinha".
Sora riu.
- É, acho que ninguém percebeu que você não era uma menina.
- Não teve graça. - replicou Sunao, com um resmungo. - Matsuri-chan ainda vai ver só!
Eles continuaram caminhando, calados por um tempo. Já estava escuro, mas fazia calor naquela noite e o céu estava bem estrelado. Era o tipo de noite em que parecia um total desperdício ficar dentro de casa, sem aproveitar a casual brisa fresca. Tomados por esta atmosfera, os dois amigos caminhavam devagar, sem sentir a menor pressa de voltar ao dormitório.
- Ei, Hashiba... será que aqueles dois já voltaram? - Sunao quebrou o silêncio.
- Hah! Com uma noite bonita dessas? Duvido!
- Tem razão. - concordou Fujimori, embora achasse mais provável que o casal assanhado houvesse aproveitado a oportunidade da ausência dele e de Sora para suas finalidades pervertidas.
Passavam por uma ponte, quando Sora parou e ficou observando as luzes do parque próximo. Pareciam disputar com as estrelas, os brilhos coloridos girando, subindo e descendo pelo ar.
- Realmente, está uma noite tão bonita... - comentou Sora, em voz baixa. - Ei, Fujimori! Que tal irmos ao parque?
- Ahn?
- Não estamos mesmo com pressa de voltar ao dormitório, ne? Além do mais, o dinheiro que ganhamos com esse trabalho é suficiente.
- Ahm... certo!
Sunao não se recordava de ter se divertido tanto antes. Brincaram em quase todos os brinquedos do parque e quando estavam prestes a voltar, ele já carregava dois bichinhos de pelúcia que ambos haviam ganho no tiro ao alvo. Sora fizera dezenas de tentativas frustadas antes de consegui-lo, o que causara ainda mais risos em Fujimori. Por fim, conseguira o prêmio e dera a Sunao, levando um tapa por tratar o amigo como sua "namorada".
Já caminhavam em direção a saída do parque quando Fujimori parou abruptamente.
- Espere! Ainda há um lugar em que não fomos!
- Qual? - perguntou Sora, jurando que já haviam explorado o parque inteiro.
- A... roda gigante... - disse baixo, corando um pouco. Aquele era o brinquedo ideal para namorados, mas Sora era tonto demais para sequer pensar nisso e... por mais que Fujimori não admitisse, ainda sentia ciúme do fato de que Hashiba acompanhara Hiromu – mesmo que apenas de certa forma - até lá.
Enquanto esperavam na fila, ele condenou-se mentalmente por sentir-se tão ansioso. Então finalmente adentraram a pequena cabine e sentaram-se diante um do outro. "Parece uma cena de mangá shoujo" , pensou Sunao, sentindo o rosto esquentar. De repente, desejou que aquela mesma atmosfera que pairara quando estavam na Torre de Tóquio voltasse a envolvê-los. Foi com esse pensamento que sentiu como se deixasse sua consciência aos poucos, como se sente quando está prestes a cair no sono. Sentiu as palpebras pesarem e não teve realmente certeza naquele momento, mas pensara ter visto um brilho dourado reluzir em um dos olhos de Sora.
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O trajeto até as fontes foi entediante para Shinichirou e repleto de ansiedade pra Yoru e Ran. Cada kilometro que se aproximavam os afastavam da realidade de ter um corpo próprio. Não que eles se arrependessem, sabiam que aquilo não seria eterno e haviam aproveitado o máximo possível. E ainda o faziam, mantendo-se enroscados o caminho todo, fingindo não notar o ar de desaprovação de Minato.
Aquela doce ilusão durara mais do que eles podiam imaginar e de certa forma, era bom saber que tudo voltaria a ser como antes. No fundo, sabiam que haviam mudado o principal: a distância entre Sora e Sunao. Quando voltassem a compartilhar dos mesmos corpos, tudo seria melhor. O acordo de antes seria refeito e todos os quatro ficariam bem.
Quando já achavam que não chegariam nunca, perceberam que o carro diminuía a velocidade e finalmente parava. Shinichirou abriu a porta e saiu por ela, acenando para que a dupla o seguisse.
Já com ar de quem os aguardava, estava a estranha okami na porta, seguida por seu exército de funcionários não menos esquisitos. Ran deu um risinho. Tinha se esquecido de como aquele lugar era divertido e por um momento, sentiu vontade de poder aproveitar mais os ultimos momentos de "liberdade" ali. Se ao menos aquele Shinichirou não fosse tão rabugento, os deixaria aproveitar o resto do dia nas termas, antes que tentassem desfazer o encanto.
Mas assim como já esperavam, foram imediatamente conduzidos para a fonte misteriosa. O único tempo extra que ganharam foi para despirem-se e enrolarem-se nas toalhas. Confiante, Yoru sorriu e deu um beijo rápido nos lábios de Ran.
- De qualquer forma, nós sempre estaremos juntos, ne Yoru?
- Ninguém será capaz de nos separar, Ran.
E então, sob o olhar ansioso de Shinichirou, eles adentraram a fonte e após respirarem fundo, quase sincronizadamente, entrelaçaram as mãos e trocaram um último beijo, antes de dizerem juntos:
- Nós queremos voltar ao normal!
A névoa sobrenatural pairou, contrastando com o céu que clareara ainda a pouco. E com a mesma rapidez, se desfez.
Shinichirou tinha o resultado da mágica diante de seus olhos.
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O toque aveludado parecia entorpecente, mas pouco a pouco Fujimori sentiu que voltava a si e então abriu os olhos, devagar.
- Hashi... ba.
Percebeu no rosto de Sora o leve rubor que também deveria estar no seu próprio e voltou a sentar-se direito no assento, vendo então que estavam no ponto mais alto. Era como se, se esgueirassem para fora, pudessem tocar um pedaço do céu.
- É tão bonito daqui... - comentou Sora, em tom baixo.
- Aham. - concordou Sunao, com voz distante e o olhar perdido nas estrelas lá fora.
Deram a última volta calados, atentos a vista panorâmica. Aquele beijo... ainda parecia possível de ser sentido em seus lábios.
Durante o caminho para casa, não comentaram sobre o beijo ou o que quer que houvesse acontecido na roda-gigante. Entretanto, Sora estava surpreso por não haver apanhado ou levado qualquer bronca pelo que acontecera. E ainda que não se desse conta, também estava feliz por isso.
Finalmente no dormitório, ficaram apreensivos diante da porta de seus quartos. Poderiam encontrar alguma cena bem embaraçosa por trás daquela porta e portanto, hesitaram. Sunao então abriu-a, decidido.
O quarto estava vazio.
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Inicialmente, eles trataram a situação como se fosse algo normal. Cada um se concentrou em seus afazeres, ou pelo menos pareceram fazê-lo. Mas era como se o tic-tac insistente do relógio estivesse mais alto do que nunca e martelasse em suas cabeças.
Seria possível que tudo houvesse acabado?
Sunao lançou outro olhar ao relógio. Dali a meia hora seria meia noite, e eles já deveriam ter ido dormir. No entanto, não havia mais como negar que se não o haviam feito, era devido a ausência daqueles dois. E ele não saberia se Hashiba tivera a mesma impressão que ele no parque se não perguntasse. Talvez até mesmo perguntando, recebesse uma resposta imbecil do amigo. Sora era um tonto, afinal.
- Ne, Hashiba...
Ele chamou, após apagar as luzes e se deitar. Sora há muito que se deitara também, mas Sunao sabia que o amigo estava acordado.
- Hum?
- Você também não acha que... tudo voltou a ser como antes?
Um silêncio longo pairou. Fujimori ia repetir a pergunta quando veio a resposta.
- Yoru despertou em mim de novo, não foi? - a pergunta saiu num murmúrio.
- Mas como e por quê será que isso aconteceu...? Será que foi apenas ilusão... ou uma mágica temporária? Eu não entendo...
Então de súbito, aquela mesma sonolência voltou a dominá-lo. As pálpebras pesando...
E os olhos de duas cores diante de si.
- Yoru?
- Foi divertido, mas já era hora de colocarmos fim ao conto de fadas, não? - ele sorriu.
Mas como? O que acontecera? Por que aquela decisão sem que ele e Sora soubessem? Quando deu por si, Yoru já se enfiara por baixo do edredon junto a ele.
- E-ei... o que está fazendo... seu... pervertido! - sentiu os braços contornarem sua cintura.
- Como sempre, não é a você que quero. Desejo Ran.
A voz então saiu de seus lábios.
- Você jamais quebraria a promessa, ne, Yoru? Disse que vamos estar sempre juntos. - jogou os braços em torno do pescoço do amado. - Aliás, vocês não deveriam estar dormindo separados, também.
- Como... vocês voltaram? - Sora finalmente se manifestou.
- Da mesma forma que 'saímos'. - Yoru respondeu. - E queremos refazer aquele acordo. Eu quero continuar a ver Ran, como antes.
- Vocês... deveriam ter continuado com aqueles corpos! Vão voltar a usar os nossos para... para... - Sunao corou.
- Acho que está bem assim. - disse Sora, em voz baixa. - Vocês fazem parte de nós, no fim das contas. É estranho... ter outro alguém dentro de você, não é, Fujimori? Mas...
- Seria ainda mais estranho se não os tivéssemos agora. - completou Sunao.
Eles se abraçaram mais, e não foi um abraço apenas de Yoru e Ran. Foi um abraço de Sora e Sunao também.
O acordo estava selado novamente.
Por um tempo, eles permaneceram em silêncio. Seguiu-se ao abraço o esperado beijo, que era ao mesmo tempo terno e necessitado. Era como se tudo aquilo pertencesse a um outro mundo, como se tudo o que acontecera não houvesse passado de um sonho.
E então Fujimori ouviu a voz de Hashiba, bem perto de seu ouvido.
- Tudo vai ficar bem, como antes.
- Owari -
7)Referência ao episódio 4.
Notas finais: Pois é, demorou, mas eis o fim de "Duplicados!!". Sei que muitas vão querem me matar por não ter feito o esperado lemon, mas antes que isso aconteça, vou explicar porque não o fiz. Faz um bom tempo que não escrevo fanfics com cenas lemon e ultimamente andei tão travada para escrever que esses últimos capítulos custaram a sair. Se eu me arriscasse a fazer uma cena assim, poderia estragar totalmente o clima desse capítulo final! u.u Optei pelo caminho mais seguro: algo bem romantikinho e meloso! XD
Talvez também queiram me matar por ter feito o Yoru e o Ran retornarem aos corpos de Sora e Sunao, mas é que o mais sensato seria isso mesmo. Eles não são "reais" e como disseram Kuu-chan e Nao-kun, "eles fazem parte dos dois". Eu quis reforçar isso com a última frase, que se vocês repararam, é o mesmo que o Yoru diz ao Ran anteriormente.
E, como não poderia deixar de ser, obrigada novamente por lerem a fic. Obrigada cheio de carinho a Tsubame e Amanda que não desistiram e que me incentivaram tanto. Não fosse por vocês, a fic talvez nem houvesse saído... ia ficar sem final! ó.o Ainda estou num período de inspiração em baixa e tá difícil criar qualquer coisa, mas espero resolver a situação logo... ú.u E quando isso acontecer, eu prometo outra fic de Sukisho, com lemon e tudo que tem direito. Aliás, já tenho título e plot em mente, resta botar mão na massa! ;D
Kami-sama, chega! Essa nota tá ficando maior que a fic! ii
Se você aguentou ler até aqui, parabéns e obrigada pela atenção!
Beijos e agradecimentos,
Shaka-hime.
