Pela primeira vez que venho pedir para que vocês, queridos leitores que ESCUTEM A MÚSICA, esse capítulo assim como o outro são os dois principais dos nossos coraçõezinhos, então deixarei o link para você sabem em qual momento escutar. Só assim vocês conseguiram entender o que nós sentimos quando escrevemos esse capítulo.


Parte 4

Tiziano Ferro - La fine [ .com/watch?feature=player_embedded&v=Ojo06_alf5E ]

O dia amanheceu e Castle despertava em sua cama, com uma expressão serena no rosto. As lembranças da noite anterior brindavam em sua mente um delicioso bom dia. Tê-la sobre o piano era uma imagem que ele iria guardar em sua memória assim como o nome dele ecoando pelo quarto, enquanto Beckett delirava de prazer.

Sorrindo, ele tateou ao seu lado procurando-a, mas logo percebeu que ela novamente não estava lá. Levantou metade de seu corpo, olhando ao redor do quarto e então viu apenas uma toalha molhada sobre a cadeira. Era em vão que Kate procurasse alguma roupa ali no quarto, sabia que todas estavam na parte de baixo da casa.

Rick saiu da cama com o coração aflito. Não, ela não poderia fazer isso com ele. Não agora que ele tinha certeza que ela ficaria com ele para sempre, que resolveriam todos os problemas de uma vez. não depois de ter se entregue a ele da maneira que se entregou. O espelho do banheiro continuava embaçado. Beckett não poderia ter ido embora, pelo menos ele desejava que não. Castle vestiu enrolou-se naquela toalha e saiu do quarto com o pés descalços, indo em direção a escada na esperança de ainda encontrá-la na sala.

Ele a encontrou observando sua sala como se tentasse memorizar os eventos ocorridos ali. O sorriso começava novamente a tomar conta do rosto do escritor quando ele a viu virando-se para sair de sua casa, mas antes, ele percebeu seu semblante cansado e triste, e mesmo que ela tentasse, não conseguiu esconder e aquilo partiu o coração dele. Kate havia chorado.

- Não faça isso. – disse ele, ainda no topo da escada, descendo os degraus lentamente. - Não depois do que compartilhamos essa noite.

Beckett não se atreveu a olhar para ele. Ainda tentava esconder mesmo sabendo que seus olhos inchados e o peso com que exalava o ar de seus pulmões a denunciavam. Ela realmente ia sair sem falar absolutamente nada com ele, quando Rick resolveu finalmente quebrar seu silêncio.

- Você ia sair sem se despedir? – falou ele, em um tom de lamento.

Kate suspirou. Teria sido mais fácil se ele tivesse ficado calado e deixado que ela saísse em silêncio, mas não seria Richard Castle se fizesse isso. Ajeitando a própria voz, disse, parando perto da porta, tentando não encará-lo.

- É o melhor Castle, essa noite nunca deveria ter acontecido – disse ela sem olhar para ele, seus olhos começam a lacrimejar e não queria que ele visse isso.

- O melhor pra quem? – disse ele franzindo o cenho, magoado. – Pra você? Para mais uma vez se esconder em seu mundo?

- Cas... isso só iria machucar nós dois ainda mais...

Beckett simplesmente não o encarava. Desviava o olhar, fechava os olhos, fitava os próprios pés. Não queria contato visual, não depois das lembranças da ultima noite ainda estarem complemente frescas em sua mente. Como se o fato de seus olhos terem gravado a imagem de cada parte do seu corpo em sua mente, pudesse ser ignorado.

- Você vem a minha casa, se entrega a minha da forma que se entregou... - disse ele caminhando até ela. - Eu digo que lhe amo quando estamos fazendo amor, e por mais que você não retribua, da forma ao qual eu tive você em meus braços, eu sei que é amor... - ele ainda tentou tocá-la, mas ela saiu de seu alcance.

- Por favor, esqueça o que aconteceu. – pediu ela com a voz trêmula. - Eu vou ficar melhor longe de você.

Beckett continuava com a porta aberta olhando para fora, não se arriscava a olhar para ele. Havia ficado durante minutos sentada na beira da cama apenas o olhando quanto dormia, e era essa imagem dele que queria guardar. Não a dele furioso por ela não demonstrar os seus sentimentos, não dizer aquilo que realmente sentia.
Kate estava tão presa em seus pensamentos que nem notou que ele estava próximo dela, e só se deu conta disso quando sentiu o calor do corpo dele próximo ao dela. Ela esmoreceu quando ele tocou em seu rosto, levantando sua face para ele e sentiu-se inútil quando não conseguiu segurar uma única lagrima que escorria em sua face. O choro que ela tanto havia tentado esconder durante a madrugada, por que não queria ele acordasse, agora estava ali, simplesmente fluindo por conta própria.

Castle segurou uma daquelas pequenas gotas com o polegar, afastando-a daquele rosto delicado, assim como gostaria de tirar todo o sofrimento do corpo dela. Com um simples gesto. Talvez assim, apenas assim eles conseguiriam ficar juntos.

- Não me deixe de fora da sua vida, não agora. – disse ele, quase como uma forma de sussurro, segurando o rosto dela entre as mãos.

- Cas... – a voz dela falhou outra vez. - Quem está nos mantendo separados é você mesmo. – disse ela olhando profundamente nos olhos dele.

A expressão de Castle mudou de esperançoso para confuso, e ela pode ver os todos os 23 músculos mímicos se contraírem, com o impacto que suas palavras causaram a ele.

- O que você está querendo dizer com isso? – perguntou ele, dando um passo para trás.

- O que estou querendo dizer, Castle? Você... Você pretendia me contar quando sobre isso?

Meias palavras que ele infelizmente entendeu.

- Não pretendia... – disse ele fechando os olhos esperando a explosão de raiva dela.

- Não pretendia? – ela riu, se alterando dessa vez. - Você se lembra da sua reação quando descobriu que eu menti sobre o fato de lembrar tudo o que aconteceu comigo quando fui baleada? E você agora vem me dizer que não pretendia me contar? Quão hipócrita você é!

- Ouça o que você acabou de dizer, Kate! Você também mentiu! A diferença é que eu estava tanto lheproteger Kate! Lhe proteger! Assim como fiz quando você, naquele maldito cemitério...

- Isso não explica porque você escondeu isso de mim... – ela o interrompeu. - Você sabia o quanto isso era importante! Eu preciso que você me conte o que você sabe, Castle.

- Você sabe que eu não posso. – falou ele, implorando mentalmente para que ela entendesse. – Por favor, vamos esquecer isso. Não quero brigar com você novamente.

- Irei tocar nesse assunto toda vez que nos encontrarmos, e com você mesmo disse que não pretende me contar, sugiro que não apareça mais em minha vida quanto não desejar compartilhar isso. – disse ela com voz firme, tirando forças que nem ela sabia que existiam dentro dela.

- Prefiro não contar e saber que você esta viva, mesmo longe de mim, do que saber que você é um alvo ambulante, de um louco desvairado o qual não mede consequência quando se sente ameaçado! – disse ele dando as costas para ela.

Mais uma vez, todo o seu fairy tails estava sendo destruído, mas uma coisa ele tinha certeza: quanto menos ela soubesse mais protegida estaria. Então apenas completou.

– Estou fazendo isso apenas para lhe proteger...

Castle olhava para o piano, o mesmo piano que continha recordações dos dois. Seria difícil andar pela casa e não enxergar fantasmas do amor dos dois rondando por ali. Se ela pode ver quando a expressão de Castle mudou quando mencionou o assunto, ele não teria o mesmo prazer de contemplar a expressão dela de acordo com o tom da sua voz.

- Eu já disse e repito, eu não quero a sua proteção! – falou ela impaciente e elevando a voz. - A única coisa que quero é a verdade. E você não esta me ajudando quando esconde isso de mim, muito pelo contrario... É como se você estivesse do lado daqueles que fizeram isso com minha mãe, e isso é o que me machuca mais.

- Não estou do lado deles! – rebateu ele ofendido. – Eu estou do seu lado, e essa é a única maneira de lhe manter viva. Então estou disposto a ter o seu ódio eterno do que viver pouco tempo com seu amor, por que é isso que teríamos juntos, pouco tempo, por que a partir do momento em que eu lhe contasse tudo, um alvo seria gravado em suas costas, um algo que eu gravei. – virou ele novamente de costas para ela, não suportaria o fato de vê-la indo embora.

Segundos depois a única coisa que ouviu foi o barulho da porta batendo, e o pisar dos saltos de seus sapatos, indo decididamente ao encontro do elevador, não ouve mais discussão, nem mais vozes alteradas. Não ouve pedidos de "por favor, fica" ou " por favor, me desculpe". Castle ficou sem reação durante alguns segundos, encarando o piano a sua frente. Então, suspirou tentando manter sua própria dignidade. Lançou-se no sofá apenas olhando teto. Ele havia tentado. Ele a amava demais para colocá-la em risco outra vez. Conseguiria viver sem ela, se pelo menos tivesse a certeza de que ela estaria bem e segura. Sim, ele a esqueceria. Pelo menos isso era o que ele se forçaria a acreditar.

Colton Dixon - Love The Way You Lie [ .com/watch?v=hGmThZuARwQ ]

Semana após semana Castle acordava suando frio pelas madrugadas após pesadelos, que nem mesmo o mestre do macabro conseguiria imaginar. Kate era uma policial e estava exposta todos os dias aos riscos de sua profissão. Não, ele não conseguiria defendê-la disso, temia por sua segurança e, em cada noite, o medo o atingia de uma forma diferente, mas em todas elas a sentença era a mesma. Kate Beckett estava morta, por sua culpa.
E seu cérebro o remeteu as lembranças da noite anterior...

Ela não ousou olhar nos olhos dele, pois saberia o que veria ali. A verdade. Ela adorava o fato de saber que ele fazia de tudo apenas para protegê-la. Kate buscou os lábios dele novamente ao mesmo tempo em que deitava-o sobre o colchão posicionando-se em cima dele. Castle a beijava devagar, acariciando seu rosto em um toque tão suave que causava arrepios incomuns à pele dela. Beckett permanecia de olhos fechados, lançando beijos em todas as partes do corpo dele, até que finalmente o livrou de toda a roupa que ainda vestia. Ela ainda sentia o gosto dele em sua boca, desde aquela primeira ultima vez, e isso despertou ainda mais sua vontade de acabar com todas as lembranças degustando aquela deliciosa realidade.

Rick se contorceu em um gemido rouco ao sentir os lábios dela tomando conta de si mesmo. Kate era maravilhosa e cada movimento de sua boca o deixava mais perto do abismo em que ele não queria mergulhar sozinho. Ele precisava parar com aquilo. Urgente. Castle tomou suas mãos pelos cabelos dela, puxando-a de volta, sob algum protesto.

- Você está me deixando louco... – ele a olhou com fome, e no breve olhar que ela deu a ele, Kate percebeu o que ele realmente queria.

Para a detetive de homicídios também não estava sendo fácil. Por diversas noites não conseguia dormir e quando finalmente conseguia, acordava chamando por ele, ora em terror, ora em êxtase de prazer. Os sonhos eróticos também atormentavam Castle e muitas vezes, nas mesmas noites que Beckett, ele rolava pela cama febril, procurando o corpo dela ao seu lado. Aquilo estava levando os dois à loucura.

Com sua habilidade a detetive ficou novamente em cima dele, fazendo-o ambos gemerem quando finalmente ele estava dentro dela. Os movimentos começaram lentos, mas logo a língua dele estava brincando com os seios dela enquanto as mãos percorriam sedentas aquele corpo esbelto que se excitava cada vez mais em busca do prazer. Beckett se movia freneticamente, beirando a violência, e mesmo quando ela o sentiu pulsar dentro de si mesma, não diminuiu o ritmo. Rick apertou com força a cintura dela contra seu corpo, gemendo alto numa avalanche de prazer até que toda intensidade daquele momento também a trouxe ao limite e então ela gritou.

- Eu quero sentir você em mim outra vez... – falou ela, recuperando o fôlego enquanto brincava com os cabelos dele.

Rick sorriu e Kate deitou ao seu lado. Os corpos ainda tremiam um contra o outro, e então finalmente ela o encarou. O modo como ele a olhava lhe derreteu o coração. Ali ela percebeu que aquele seria o homem que ela mais amaria em toda sua vida, mesmo que o destino estivesse insistindo em separá-los por causa de uma grande mentira. Mas, no momento isso, ela queria esquecer. Beckett fechou novamente os olhos enquanto ele possuía seus lábios e seu corpo mais uma vez.

Quase um mês depois , Beckett na delegacia e, com o cérebro ainda fervendo, massageava as têmporas cansada por ter tido que quebrar um suspeito difícil, mas feliz de finalmente ter conseguido. Horas mais tarde, com o caso encerrado, apressou-se em concluir os relatórios, se esticou na cadeira tentando aliviar a tensão muscular. Fechou os olhos e então os seus pensamentos pareceram ecoar pela delegacia através da voz de Ryan.

- Castle teria adorado esse caso. – disse o parceiro de Beckett recebendo, um olhar fulminante de Esposito, que ele não percebeu. – Beckett? Ele não vai mais voltar?

Dessa vez o detetive de olhos azuis teve que se desviar de um arquivo que voara na direção dele. Esposito queria matá-lo com as próprias mãos, mas Kate sabia que ele não fizera por mal. Diferente de todas as outras vezes, ninguém sabia por que Castle simplesmente havia sumido. Mas, Beckett sabia.

-Não sei, Ryan. – falou ela tentando ser gentil com o amigo. – Ele estava com tendo problemas com o livro... – a voz dela se perdeu, olhando para a cadeira dele.

- Oh, eu entendo. – continuou o homem de cabelos loiros. – Talvez devêssemos ligar para ele. Que tal todos irmos ao Old Hunt já que terminamos mais cedo?

Esposito quase sacou sua arma ali mesmo, mas Beckett se levantou antes que presenciasse o assassinato de um dos seus parceiros.

- Eu passo o convite. Vão vocês. – falou ela dando um sorriso forçado. – Vou treinar um pouco e depois vou pra casa. Até segunda rapazes.

Ela subiu as escadas com sua bolsa e logo depois a chuva, que havia cessado no início da tarde, voltou a cair torrencialmente sobre a cidade.

- Puxa vida. – Ryan lamentou. - Logo agora que íamos sair.

- É deve ser castigo. – Esposito murmurou entre os dentes.

O loiro, como sempre, não entendeu. Meia hora depois, arriscaram deixar o prédio, junto com outros funcionários que aproveitaram o amenizar do aguaceiro. Quando alcançavam o carro, ouviram Castle chamando por eles. Antes que pudessem convidá-lo para beber , ele perguntou por Beckett e recebendo orientações de que ela estava treinando, deixou os dois amigos. O sangue de Esposito estava realmente fervendo. Ryan sempre falava demais.

Continua...


Nota das Autoras: Esperamos que tenham gostado, que as músicas tenham tirado lagrimas dos olhos de vocês assim como tirou dos nossos! Até o próximo capítulo! Comentem!