Atenção: onde estiver esse simbolo: " " vão ao yt ou em qualquer lugar e coloquem a música para tocar.

Qui vai o link da letra para quem quiser: .br/lara-fabian/20386/


Castle se preparava para ir embora quando ouviu passos atrás de si e seu coração bateu acelerado. Talvez ela tivesse resolvido reconsiderar.

- Kate... - suspirou ele com um sorriso no rosto, desfrutando antecipadamente da alegria de reencontrá-la.

Infelizmente, os olhos que o encaravam, não eram os que ele havia se acostumado a admirar todos os dias. Ele não encontrou os lindos olhos verdes dela, nem aquela face de seda que beijava com carinho enquanto faziam amor, muito menos o som daquela doce voz que gemia baixinho o seu nome ao pé do ouvido, enquanto estremecia debaixo do corpo dele. Ao contrário, olhos escuros o ameaçavam, refletindo apenas o brilho de uma arma.

- Ela não entende não é?– disse o homem sem face. - Ou seria você quem teria falhado em seu propósito? – houve uma pausa. – Eu vou ajudar você, até porque, para alguém que vive de escrever... – a voz sombria disse, olhando-o nos olhos, destravando o gatilho. - Você gosta de falar demais...

Castle tentou ficar imóvel, sentindo a semi-automática pressionar o seu estômago.

- Talvez assim, fique mais claro para ela. Acho que apenas assim ela vai entender, por que apenas com a dor de perder quem amamos, ou supomos que amamos , faz com que paremos para pensar em nossos próximos passos... – disse a voz sombria por de traz da arma.

- Ela não parou nem com a morte da mãe, por que pararia comigo? – pisse Castle na esperança de ganhar algum tempo, ou na esperança que ainda tinha dela voltar.

- Acredito eu, senhor Castle... – o homem falava pausadamente mesmo sabendo que não podia demorar muito por ali - Que chega um determinado momento em que você simplesmente cansa de lutar, de sonhar, e principalmente, cansa de sofrer... – concluiu ele, finalmente puxando o gatilho.

Love by Grace - Lara Fabian

Um trovão, um tiro.

Beckett andava apressadamente fugindo da chuva que ameaçava Nova Iorque. Aquele trovão a fez parar em seu caminho, ao mesmo tempo em que um arrepio lhe congelou por dentro. Algo lhe dizia que aquele não era um som comum. Microssegundos depois, uma onda de choque percorreu toda a expressão da detetive quando o seu cérebro registrou o estalo de uma bala.

Teriam sido dois tiros?

Como que em câmera lenta ela se virou e então sentiu seu sangue sumir de seu corpo e sua alma morrer. Castle ajoelhava-se no chão com os braços ainda erguidos como ato de rendição, naquela típica configuração de quem não estava armado e não iria revidar. Juntamente com essa imagem Beckett também viu a arma fumegante nas mãos do assassino enquanto ele observava o corpo do escritor cair devagar e aos seus pés.

Sacou sua arma, dando voz de comando, na tentativa de render o suspeito, mas aquele homem não era do tipo que se entregava. Sua voz de comando falhara em seu propósito, e apenas foi ouvido o som dos passos daquele homem de capa preta que se afastava devagar, enquanto Beckett permanecia ali... parada.

Kate havia congelado, não de medo do homem que estava caminhando à sua frente, mas por ver que o corpo de Castle não se mexia, e nem o dela, com se tivesse ligados. O vento frio atingiu o rosto da detetive e ela viu uma das mãos de Castle se afastar de seu peito em direção ao chão. Beckett correu até dele, ignorando o suspeito que fugia, pedindo socorro pelo telefone e fazendo o som dos saltos desesperados percorrem todo o lugar.

Castle agonizava caído no asfalto gelado ouvindo o som da água que escorria pelas galerias, agora juntamente com o seu sangue. Ele piscou algumas vezes, tentando manter a visão clara, enquanto ouvia passos se afastando e outros que se apressavam voltando em sua direção.

Com o chão próximo de seus olhos, ele podia ver o correr das gotas de chuva que continuavam a cair. Ele nunca soube como expressar muito bem essa cena em seu livros, mas agora... tinha como perfeição a realidade.

Como um passe de mágica, em mais um abrir e fechar de olhos, ele viu sua detetive sobre ele e isso o fez sorrir, ainda que em dor. Ele não sentiu o toque dela virando o seu rosto. Sua voz estava longe, seu semblante perturbado, mas ainda assim ela estava linda. Linda, com os cabelos molhados caindo lateralmente por cima dos ombros, exatamente como ele se lembrava da última vez que a havia sentido sobre ele. Exceto que agora, os olhos que antes brilhavam de desejo contemplando o homem abaixo dela, agora possuíam o reflexo do pânico, enquanto algumas lágrimas quentes caíam do rosto dela sobre sua face.

- Castle! Castle! Você pode me ouvir? - falava ela com a voz atropelada sem saber qual ferida pressionava primeiro.

- Detetive Beckett! – o homem a surpreendeu, e ela tentou ver quem estava falando, mas a sombra da escuridão cobria o rosto daquela voz - Todos dizem que em momentos de dor, as piores ações e a melhores decisões são tomadas. Talvez isso, dessa vez, faça com que você desista. Ou tem mais alguém que queira perder, detetive?

O homem virou a esquina debaixo do olhar estarrecido de Beckett. Ela poderia segui-lo. Sim, Kate era boa em perseguir suspeitos, mesmo em gigantescos saltos altos. Alguns passos, em uma pequena corrida e ela poderia trazer ao chão e sobre custódia aquele cara que poderia saber informações sobre o caso da sua mãe e que lhe ameaçava e que agora carregava o sangue de Castle em suas mãos. Entretanto suas pernas não lhe obedeciam e foi nesse momento que o suspiro abafado de Rick chamou sua atenção fazendo com que perdesse o desconhecido de vista.

- K-a-te... – Rick falou, com a voz trêmula.

- Estou aqui, Castle. – falou ela, puxando o casaco dele e colocando em cima dos ferimentos tentando estancar o sangue que se esvaía do corpo do escritor. - Você vai ficar bem, a ambulância já está a caminho.

Não, ela não poderia deixá-lo ali. Imediatamente Beckett se lembrou de quando os papéis estavam invertidos, de quando era ela em sofrimento no chão enquanto a bala ainda queimava seu peito levando embora todas as suas esperanças de um dia poder ser feliz. Castle permaneceu lá, como ele disse que sempre faria, e fez mais do que isso. Ele disse a verdade. A verdade que falou repetidas vezes. Droga, Kate, você não deveria ter esperado tanto. Agora estava ali com sua vida escorrendo por suas finas mãos.

- Vá embora... – disse Castle, tentando manter-se lúcido. - E-le pode voltar.

- Ele já foi, não vai voltar. Por favor, pare de falar! – pediu ela, nervosa.

Beckett por um momento fechou os olhos, sentindo o peito dele subir e descer em busca de oxigênio. Suas lembranças bombardearam sua mente trazendo à memória imagens de quando suas mãos espalmadas pelo peito másculo sentiam a pulsação forte do coração dele momentos depois de terem feito amor. O eco daquelas batidas ainda habitava seus ouvidos como a melodia que tantas vezes a fez adormecer enquanto ele a envolvia seguramente em seu abraço.

- Você precisa saber... que ele... Ele...

- Não, Castle. – ela olhou para ele, tentando sorrir. - Eu não quero saber, não importa mais.

- Mas você... preci...

- Esqueça... Por favor, descanse... Depois nós...

- Nós... – ele riu, lembrando-se de o quanto queria ouvi-la pronunciar essas palavras.

Ela viu o sorriso se formar no rosto dele e logo depois desaparecer. Suas mãos ensanguentadas agora acariciavam o rosto de Rick à medida que tentava fazê-lo abrir os olhos novamente.

- Castle? CASTLE? Por favor, acorde! - falava ela, sacudindo-o inconscientemente com o tremor de suas mãos. - Vamos, fique comigo! Eu não posso fazer isso sozinha! Eu preciso de você... Eu... Eu amo você, Castle!... Por favor, não me deixe...

Ali estava a prova de uma irônica inversão de papéis. Assim como ele, ela esperou até o ultimo momento para dizer que o amava, até o momento em que o pânico tomava conta do seu ser... O pânico de apenas cogitar a hipótese de nunca mais poder estar com ele.

Beckett ainda falava uma multidão de palavras desconexas quando se sentiu ser removida de cima dele pela equipe de paramédicos. Pela quantidade de sangue que havia nela, pensavam que ela também poderia ter sido atingida.

- Moça se acalme! - falava alguém para ela. - Você também está ferida?

Kate estava sentada no chão, completamente encharcada, uma mistura de sangue, lágrimas, e chuva. Sim, as lágrimas que havia segurado até instantes atrás, agora rolavam em seu rosto sem receios. Beckett ouviu alguém falar com ela, mas as palavras não saiam de sua boca. A única coisa que conseguia fazer era assistir aquilo tudo acontecer como que em câmera lenta. O pior de tudo era o que não conseguia ver. Castle não estava respirando e ela sabia disso por que o "subir e descer" digno de toda respiração era algo que ele não fazia. Rick estava ali, deitado no chão, com paramédicos sobre ele movendo-se rapidamente, tentando fazê-lo voltar à vida. Mas ele não respondia. Ele não podia. Não. Ele não podia estar morto.


Nota das autoras: Galera, desculpa pela demora MESMO, mas prometemos não demorar mais, eu juro. é por que a faculdade simplesmente acaba com a vida de qualquer pessoa, mas já temos mas 3 caps prontos, o que sinto em dizer é que está chegando ao fim, sabe com é né, Castle está voltando, então teremos mais que imaginar, quando teremos "ao vivo"

Agradeço desde já todos os comentários, e espero que tenham curtido esse mais esse capitulo.