CAPÍTULO 11
MÚSICA - COLDPLAY – THE SCIENTIST
- Isso não pode ser real – disse ela, em choque, ainda olhando para a imagem daquele grande homem parado sua porta. - Você não pode ser real.
- Você ainda não respondeu a minha pergunta, que diabos você esta fazendo? Lanie? Ryan? Esposito? Se afastando de todos, assim com você fez de mim? – disse Castle, indignado.
Ela não percebeu quando ele caminhou para próximo dela. Na verdade, Beckett ainda tentava entender como ele parecia simplesmente ter se materializado ali.
- Não preciso de mais ninguém próximo de mim se machucando, eu tenho esse dom, você mais do que ninguém sabe disso... – disse ainda encarando o chão, não queria olhar nos olhos dele. Ou apenas não queria ter a certeza de que ele realmente não estava lá.
- As pessoas que se machucam, são pessoas que se importam com você – disse ele.
Ela finalmente levantou os olhos. Ele parecia tão real... Quando ele se agachou para ficar a mesma altura dela no sofá, Beckett pode sentir o cheiro dele e seu sangue começou a pulsar mais rapidamente. Sim, era algo involuntário, mas ela simplesmente não sabia como lidar com isso. Ou simplesmente não queria. Mais.
- Vá embora...Você não é real – disse ela, olhando dentro dos olhos dele.
- Por que eu não sou real? – disse ele, pegando uma das mãos dela e colocando sobre o seu peito. Ela precisava sentir o coração dele pulsar. – Por que eu não seria real? Por acaso eu morri?
- Por que você está em coma... – ela gemeu fechando os olhos enquanto a mão dela o acariciava.
Como ela tinha saudades do toque dele, de conversar com ele, de sentir esse cheiro que vinha do corpo dele. Uma mistura de perfume, com seu próprio cheiro.
- O que faz você acreditar que eu ainda continuo em coma? Há quanto tempo você não sai desse apartamento? Pela pilha de jornais a sua porta, me diz que há muito tempo...
Kate tentava não se entregar aos toques dele. Sentia saudades, isso ela não podia negar, mas ela não podia se entregar. O relacionamento com Castle era algo que estava fora do controle, e isso acabava por descontrolar as outras áreas de sua vida. Seus olhos se fecharam novamente na ânsia de quando ela abrisse ele simplesmente tivesse sumido da frente dela. Ou tudo isso seria apenas medo do fato de não conseguir resistir a ele?!
- O que você está fazendo com você? – a voz dele a trouxe de volta para o meio daquela sala, ele ajoelhado a sua frente, e ela imóvel no sofá – O que você está fazendo com a gente? - as mãos do homem passearam pelo rosto de Beckett que prendeu a respiração e depois soltou o ar novamente ao sentir aquele toque macio que a fez arrepiar.
- Kate... – ela podia ouvir o ecoar da voz dele em seu apartamento, aquela voz que ao mesmo tempo em que lhe lembrava de quem ela era a fazia esquecer de si mesma.
- Rick... – Ela gemeu ao sentir o hálito quente daquele homem passeando sobre os seus lábios, Kate não resistiu mais e tomou aquela boca tão próxima para si. Os lábios se encaixavam, colidiram, brincavam entre si e o sorriso de ambos se fez presente.
- Como eu sinto a sua falta... – ela ofegou, mais para ela mesma, mas em voz audível. Os olhos ainda fechados, e ali estava ela, mais uma vez, vulnerável, sem barreiras, sem medos. Pelo menos, ali.
- Eu também sinto a sua... pare de fugir de mim Kate. – disse ele puxando-a para próximo e beijando-a novamente.
Não era um beijo urgente e forte com costumava a ser, era um beijo calmo de saudade. Um beijo de reencontro aos quais ambos saboreavam o máximo que podiam por estarem juntos novamente. Um beijo que mostrava o quanto eles necessitavam um do outro.
Uma pausa para respirar, testas coladas, respiração próxima, a mão de Castle estava na nuca dela não permitindo que ela os separasse, e a mão dela estava na gola da camisa dele. Não ela não pretendia quebrar aquela distância, pois pelo menos dessa vez, a saudade era maior que o orgulho.
Os lábios dele escorreram pelo pescoço dela e como um passe de mágica a blusa branca que ela vestia se abriu revelando o meio dos seus seios, que agora abrigavam o rosto do escritor. A língua dele deslizava sobre a pele dela ao mesmo tempo em que Rick cuidava de desfazer-se da calça de moletom que Beckett usava, deixando-a apenas de lingerie. Linda. Exatamente como ele se lembrava.
Rick estava ali, diante dela, faminto e não havia mais motivos para que eles esperassem alguma coisa. Ela tomou o rosto dele entre as mãos e aproximando o corpo para frente e atacou os lábios dele, com uma fome que Castle estava mais do que disposto a saciar.
As línguas famintas se encontravam aprofundando o beijo, as mãos dele passeavam habilidosamente sobre a pele dela a deixando-a úmidas e ao mesmo tempo em brasas. Retirou a calcinha enquanto beijava-lhe o umbigo e ela gemeu sabendo o que ele planejava. Mas dessa vez, ela o queria ali, rápido, urgente, agora, como se a qualquer momento ela pudesse acordar daquele sonho, como numa espécie de alucinação.
Logo as mãos dela o livraram de todo o tecido que a impedia de senti-lo completamente nu em seus braços e devidamente pronto no meio de suas pernas. Ele a penetrou devegar e rápido, delicado e selvagem num misto de emoções que fazia ambos gemerem em conjunto e de olhos fechados.
Rick retirou o sutiã, a última peça de roupa que ainda a envolvia, e logo sua boca foi recheada por um dos seios de Kate, e em seguida pelo outro, fazendo-a arfar delirando de prazer. Os sabores se misturavam, os corpos lutavam por controle naquele excitante jogo de domínio e submissão em que não haveria perdedor ou ganhador, apenas amantes.
Os gemidos saíram mais altos e mais estrangulados e cada um ouviu seu nome escapar da boca do outro no ápice do prazer. Permaneceram nus, unidos, juntos. Duas e uma só pessoa naquele sofá. Kate não queria que ele fosse embora, nem Castle queria deixá-la. O beijo continuou, agora lento, suave, a calmaria antes e depois de uma nova tempestade.
Bêbados de amor, ele a levantou dali com as pernas femininas ao redor de sua cintura enquanto a língua dela deslizava sedutoramente por entre seus lábios tornando aquele caminhar até o quarto ainda mais erótico. Esbarram em móveis, coisas se espalharam pelo chão e Beckett caiu sobre o colchão, nua e sorridente. Sozinha.
MÚSICA - SNOW PATROL - RUN
Kate não teve coragem que olhar para lado da cama em que estava faltando alguém, olhar seria constatar que era real, não queria sentir o frio que aquele pedaço da cama poderia trazer.
"O Seu cheiro continua em meu quarto, em minha roupa, em todos os meus sentidos, os seus gestos continuam em mente, como se fossem movimentos recém-executados, o meu sorriso continua em meus lábios, como se fossem direcionados a você, como se você estivesse a minha frente para enxerga-los e admira-los. Essa sou eu.. deitada em minha cama, ainda tentando entender por que você se foi, por que você se foi sem dizer adeus'
Os pequenos raios de sol já entravam pela janela do quarto de Kate quando ela notou que sua cama estava vazia. Ele havia ido embora. A mesma sensação de vazio que muitas vezes ela havia deixado no coração dele, agora estava em seu coração, uma sensação ruim, o amargo gosto do perder...Ah o Universo...
Kate não acreditava nessas coisas, mas agora estava provando exatamente tudo o que Castle sempre defendeu. Castle. Será que eles ainda teriam alguma chance? Talvez depois de tudo o que ele sofreu por ela, e agora ela entendia muito bem esse tipo de dor, talvez fosse um sinal de que devessem esquecer. Ou talvez fosse um sinal de que eles devessem lembrar.
"I love you, Kate."
Mais uma vez essa frase ecoou na mente de Kate. Ainda em sua cama ela sorriu antes que uma lágrima rolasse e ela se encolhesse tentando abrigar o próprio corpo do frio que açoitava sua alma. A lembrança também trouxe à sua mente os momentos vividos com Castle. Todos eles.
A bomba, o container de gelo, as perseguições, todas as vezes que ele a salvou de levar um tiro. Deus, como ela podia ser tão cega. Ele sempre esteve lá. Ele sempre estaria lá.
Quase cinco anos, desde que eles se conheceram, desde as primeiras trocas de olharem acontecessem, cinco anos desde que ela deixou de ser uma simples fã, a se tornar amiga, parceira, companheira e até amante de Richard Castle, amante não no sentido de ser a segunda, atrapalhando a vida de alguém, amante no sentido de amor, de amar ele, de passear pelo corpo dele, de sentir tudo o que ela sentiu, de fazer todas as loucuras que haviam feito.
Desde fugir de uma festa, onde cada um tinha uma companhia diferente, irem para cama, continuar o que haviam começado dentro do banheiro de um barzinho, desde que começaram a se entregar um para o outro da forma que haviam feito em todas as vezes em tiveram juntos, desde começaram a ser mais teimosos do que nunca, ambos se amavam, mas nada diziam, ou melhor, no ápice do sexo ambos revelavam seus sentimentos, por que naquele momento... ahhh aquele momento... não tinha como ser negado.
Cinco anos. E agora era hora de tomar uma atitude, ela iria atrás dele, ele não podia ter feito o que fez, principalmente depois da ultima noite em que tiveram. Pelo menos ela achava que tiveram. Seu corpo nu ainda sobre a cama era a prova de que realmente tiveram.
De todas as vezes que estiveram juntos, ou ela o tirou de sua vida, ou ela mesma quem fugira na mãe seguinte, mas dessa vez seria diferente, dessa vez ela queria que ele estivesse ali, que ele a puxasse pela cintura e a acomodasse em seus braços como muitas vezes ele fez, queria que ele estivesse ali naquele momento para fazer ela tirar da cabeça o plano de mais uma vez por a própria vida em risco a procura de provas, tirar da cabeça dela essa loucura de se meter em mais confusão, uma confusão que ela mesma procurava, para não ter que pensar na confusão que estava seu coração naquele momento, uma confusão que apenas eles poderiam resolver, uma confusão chamada amor.
Falar de amor é fácil, escrever sobre amores é mais fácil ainda, mas viver o amor... era algo complicado, não era como os livros, muito menos como os filmes, na vida real "mocinho" não corre atrás da "mocinha", não ha musicas românticas tocando ao fundo em quando estavam separados, o que os filmes e livros não mostram, são as dores que vem por de trás de estar apaixonado, a angustia de ver e não poder tocar, a angustia de saber que já foi seu, mas agora não é mais... principalmente essa dor que ela estava sentindo agora, uma dor que palavras alguma pode ser usada para explicar, uma dor que você apenas sente, deita em sua cama e espera o sono chegar para ver se assim... a dor some, pelo menos... por alguns instantes.
Despertar sentimentos iguais aos que ele fez, e simplesmente sumir... será que despertar era a palavra certa?! Para despertar, deveria estar perdido, e quando falamos de Kate e Rick, bom... esses sentimento não estão perdidos, estão completamente expostos, eles estão expostos, então... vamos reformular... robustecer esses sentimentos, acho que seria algo assim, pelo menos no caso de Kate, seria isso.
Um café forte, para tomar coragem, um banho para tirar o medo, uma roupa como tentativa de um escudo, e a certeza de estar fazendo algo certo pelos dois, foi assim que ela saiu de casa, passos certos até a casa de Castle, a certeza de estar agindo bem, de finalmente parar de se esconder.
Quando chegou a esquina em frente ao apartamento, olhou para o alto, não sabia se era para pedir forças para continuar aquilo que estava a sua mente, ou se era pra tentar ver se Castle estava por lá. Respirou fundo e caminhou até ele.
Em frente a porta, uma leve hesitada, e se a família estivesse ali? Ela ainda não havia encarado Alexis depois do estouro que ela havia dado no hospital, ela havia dito para Martha que finalmente se afastaria de Castle, e agora ela estava ali novamente, para entrar na vida dele... seria isso justo?
Essas são pequenas considerações a serem feitas, mas depois de conversa com ele, depois de se acertarem em tudo, depois de finalmente olhar nos olhos dele e dizer: Eu te amo.
Aquelas palavras que haviam sido escondidas até então, evitadas, maltratadas... por que foram usadas apenas em momentos de desesperos.
Mais uma vez respirou fundo, fechou os olhos e apertou a campainha.
Nada.
Apertou novamente.
Nada.
Encostou a testa na porta, se lembrou da outra vez que estive naquela porta, completamente bêbada, brigando por que a chave não entrava na fechadura, sorriu ao lembrar que Castle abriu a porta e ela ia gritando com ele por ele estar na casa dela, "casa dela" ela poderia até se acostumar com ideia de ser a casa dela mas com certeza seria melhor se fosse a casa deles. Ao contrario da ultima vez, a porta não se abriu, ele não saiu vestido sua calça taktel, e pés descalços.
A Porta continuava do mesmo jeito, o vazio era sentido do corredor.
- Ele não está. Viajou, parece que com a família... – disse um senhor que estava no corredor com um carrinho algumas vassouras e uns produtos, o prédio ao qual Castle morava não havia porteiro, mas havia esse senhor que zelava pela aparência externa da casa.
Então era isso. Ele havia ido embora. Sim, dessa vez ela o havia perdido para sempre.
continua...
Nota das autoras: Galera, desculpa a demora, mas vocês sabem que cada uma das autoras aqui tem uma vida lá fora, não, não sou tops da balada, mas as vezes é bom fazer um social, a Just por exemplo é mamis, então que dar atenção para nossa pequena, o capitulo demorou mas chegou. outros capítulos vem a frente, mas se demorar é por que algo realmente aconteceu, espero que aproveitem mais esse capítulo, e até o próximo.
Ah! não esqueçam os comentários e escutem as músicas! até mais.
