Completamente arrasada, voltei para casa. Nem respondi à minha mãe quando ela perguntou porque eu estava descabelada e chorando. Porque eu fiz aquilo? Agora Kagome me odeia e a escola inteira vai pensar que eu sou uma vadia ou sei lá o que. Que ótimo. Já não pensavam muitas coisas boas de mim. "Olha a emozinha ali!"; "Ooh, vai chorar é, emo?"; já era difícil aguentar, sendo que eu NÃO SOU EMO. Tudo bem, isso a gente supera. Mas agora, iam começar a me chamar de PUTA? Que bom né. Entrei no meu quarto, deitei na cama e pensei sobre tudo isso, mas acabei adormecendo logo.
Acordei às 6 da tarde, toda dolorida. Me lembrei da Kagome chorando, e achei que era melhor falar algo com ela. Me vesti, comi algo e saí de casa. Melhor falar com ela cara a cara. Fazia um dia de sol, muito quente. A rua estava completamente vazia, eu era a única alma ali. Virei numa esquina, e esbarrei em uma pessoa. E quem era?! claro que era ele. Tinha que ser ele. Porque essas coisas só acontecem comigo?
- Ahhn.. Oi. - ele disse.
- Oi. - respondi, querendo sumir.
- Hmm, vai aonde? - Inu-Yasha perguntou, desviando o olhar.
- Na casa da Kagome.
- Ah. Certo. Ah, sobre ontem a noite... - ele disse, mas não continuou.
- Hum. - prossiga, seu idiota.
- Ahhn... Desculpa por eu não ter me despedido direito...
Fiquei completamente pasma. Quem era esse Inu-Yasha? O Inu-Yasha que eu conhecia nunca diria isso. Ele diria algo como "Ahnn, desculpa, mas você não é boa de cama" (sofá, no caso). Mas aquilo era inédito. O que tava acontecendo?
- Hã? - perguntei incrédula.
- Quando eu te deixei lá em cima e não te dei tchau direito...
- Ah, sim eu sei. É que você não costumava dizer essas coisas fofinhas sabe.
- Ah. Entendi. - ele disse meio envergonhado.
E do nada, completamente do nada, ele me beijou. Eu não fiz nada pra empedi-lo, claro.
Já era relativamente noite quando ele se separou de mim.
- Sango.. Vamos pra minha casa?
O QUE? Como assim? Quem ele pensa que eu sou, pra ficar indo na casa dele?!
- Hãããa, não; lembra, eu ia na casa da Kagome?
- Ah, é... sim, mas vamo lá em casa por favor. Você pode ir na Kagome outro dia.
- E o que a gente vai fazer na sua casa ¬¬? - pergunta idiota, eu sei.
- Ah.. a gente pode brincar um pouco né - ele respondeu com uma puta cara de safado. Gostei da cara dele ;x Acho que foi aquele sorrisinho que me convenceu... - E eu moro sozinho, lembra?
- Hmmm, legal. Mas vamos na casa da Kagome primeiro tá? - eu disse, empolgada.
Ele fez que sim com a cabeça e começou a caminhar ao meu lado. Apesar da vontade de ir na casa dele, Kagome era minha melhor (e única) amiga. Eu tinha que falar algo à ela. Depois de caminhar algumas quadras, chegamos à simpática casa verde da Kagome. Falei pro Inu-Yasha esperar na esquina, e fui até a porta. Toquei a campainha, e esperei, tensa. Eu não sabia o que falar. Mas é melhor não pensar nisso agora.
Ela abriu a porta, e não disse nada.
- Hã.. oi. - eu disse, sem jeito.
- Oi.. tudo bom? - ela perguntou, com certo desdém.
- Tudo. Olha, eu vim falar com você sobre o que você viu ontem à noite. - resolvi ir direto ao ponto.
- Ah. Sim. Meu, deixa quieto.
- Não vou deixar quieto! Você tá brava comigo, eu sei!
- Claro que não. Você transou com meu ex, e daí? - eu achei que ela estava quase chorando, mas beleza.
- Ah. Cara, para de disfarçar, eu sei qu.. - e eu fui bruscamente interrompida.
- SANGO, vamo logo! - Inu-Yasha gritou lá da esquina. Por que ele não ficou quieto? E para meu horror, ele veio andando até a porta. - Por que tá demorando? Ah, oi Kagome.
- Ai seu idiota, era pra ficar lá! - respondi com raiva.
- Oi, Inu. - Kagome respondeu, com uma expressão insondável. - Vocês não querem entrar um pouco?
- Ah, não, eu tenho que ir pra casa, e... - respondi tentando inventar algo.
- Ah, sim! Não temos nada pra fazer mesmo. - ele disse ao mesmo tempo que eu, num tom de voz muito mais alto. Simplesmente a Kagome me ignorou e abriu a porta pra entrarmos. Pra que ele queria entrar, ele não tava desesperado pra ir pra casa dele brincar?
- Hm, não reparem na bagunça tá.. - ela disse, e nós entramos na sala incrivelmente arrumada dela. Tinha um sofá e uma tv de LCD, uma mesinha e mais nada. Eu conhecia já muito bem aquele lugar.. - Vocês querem fazer o que?
- Vamo lá no seu quarto, no pc. - Inu-Yasha disse, sem nem perguntar se podia ou se a gente queria fazer isso. Que cara mal educado, hein.
Ele subiu as escadas, eu e Kagome seguimos ele. Acho que não tinha mais ninguém em casa, pelo menos ninguém veio falar nada.
Depois de passar pelo corredor impecávelmente limpo, chegamos no quarto de Kagome. Era quase tudo rosa, inclusive as paredes, eca; e o computador ficava num cantinho. Quando eu e Kagome entramos, não encontramos Inu-Yasha sentado na cadeira rosa do pczinho. Aliás, ele não estava em nenhum lugar visível.
- Ué, cade o Inu? - ela perguntou, um pouco assustada.
- É, boa pergunta. - respondi, olhando em volta. Ele não estava ali, com certeza.
A porta atrás de nós se fechou, e vimos onde o idiota estava. Atrás da porta. Ai ai. Já entendi o que ele pretendia. Ele trancou a porta, e olhou para nós com aquela cara de safado.
- Então, senhoritas. - ele pegou a chave e colocou dentro da calça dele. Sim, dentro da cueca dele. Oh Deus, eu mereço? - Se vocês quiserem sair desse quarto, vocês vão ter que pegar a chave aqui.
- O QUÊ? - Kagome gritou, incrédula. - EU NÃO VOU ENFIAR MINHA MÃO AÍ! - permaneci quieta, eu não sabia se ria ou se chorava.
- Não? Simples: então não sai ué. E Deus sabe o que eu vou fazer com vocês aqui... - ele disse, se aproximando de nós duas.
- SAI DE PERTO DE MIM SEU MERDA! - Kagome gritou, correndo pro outro canto do quarto. Eu comecei a rir, olha as coisas que eu tenho que passar.
- Inu-Yasha, você é muito safado meu! - eu falei, rindo.
- E vai dizer que você não gosta..? - ele perguntou, chegando mais perto ainda.
- Hihi. Eu gosto sim. - completamente tomada pela loucura, empurrei-o pra trás, ele caiu na cama e eu subi em cima dele.
- Vocês não vão fazer sexo na MINHA CAMA né? - ela gritava, horrorizada. Kagome veio até a cama, acho que para tentar nos expulsar, mas ela não fez nada, ficou parada ali sem dizer nada.
- Não, nós todos vamos. - Inu-Yasha disse rindo, e esticou o braço pra agarrá-la. Ele jogou-a na cama, Kagome gritando, óbvio, e ficou na frente dela, segurando-a pelos ombros - Kagome, qual o problema?
- EU TENHO 15 ANOS PORRA! - ela gritava histérica, tentando se soltar.
- E daí, eu também! - eu disse. Eu não estava mais aguentando esperar.
- Tá, mas eu não sou vadia que nem você! - não acredito que ela disse isso. Minha melhor amiga. Tá certo que eu não sou nenhuma santa e pá, mas mesmo assim... Bom, esse comentário me deu forças pra fazer o que eu fiz em seguida. Puxei o Inu-Yasha para um canto do quarto e tirei a camisa dele. Olhei pra Kagome. Ela tentava não olhar, mas não conseguia. Seu olhar estava fixo em nós dois. Dei um sorrisinho e tirei minha blusa também.
- Sango, pegue a chave pra mim, depois deixo vocês em paz! - ela disse, num tom gentil. Ah, agora ela quer ser gentil? Depois de me chamar de puta? Não, obrigada. Vou engolir aquela chave se for preciso pra não deixá-la sair.
- Pegue você. - abri o zíper do Inu-Yasha. - Pegue, não é tão difícil. - Ela olhou pro zíper aberto, olhou pra mim e pro Inu-Yasha.
- Pega, vai. - ele disse, com aquela voz provocante que eu amo.
Kagome se levantou, andou até o canto em que estávamos e se abaixou. O Inu-Yasha me soltou imediatamente e beijou Kagome. Fiquei olhando, eu já imaginava que ele ia fazer isso. Me levantei, fui até o pc, que estava ligado, entrei no msn e vi quem estava online; achei quem eu procurava. Cliquei no nomezinho e mandei uma única mensagem. "Mirok, você pode vir na casa da Kagome? Tá tendo uma 'festa' aqui..." e ele respondeu que já estava vindo. Oba. Olhei pros meus amigos no chão, e incrivelmente a Kagome já estava sem blusa também. Felizmente o Mirok morava perto dali. Fui até os dois que não paravam de se beijar, abaixei ali e enfiei a mão na calça do Inu-Yasha. Ele abriu os olhos assustado, e eu com a mão ali não encontrava a maldita chave. Desgraça viu. Ele tirou uma mão da cintura de Kagome e enfiou na calça dele também. Ele pegou na minha mão e encaixou-a no membro dele, mas eu não ia bater uma pra ele agora, eu queria a porra da chave!
- Eu quero a chave porra! - eu disse, só mexendo meus lábios. Ele fez que não com a mão, e fez um gesto que eu supus que significava "depois". Aff. Eu mereço viu...
Comecei a passar os dedos rápido ali; fiquei acho que uns 5 minutos num ritmo muito rápido, meu braço estava cansado e doendo demais, então eu resolvi que era melhor tirar a calça dele, estava me atrapalhando. Mas aí a campainha tocou e eu me lembrei do Mirok. Procurei desesperada a chave, e encontrei-a. Tirei a mão dali, e corri pra porta. Abri logo, e desci as escadas, sem blusa mesmo, foda-se.
- Quem é? - perguntei. Se não fosse o Mirok ia ser ótimo abrir a porta sem blusa, sabe.
- Sou eu ué, você não pediu pra eu vir aqui? - reconheci a voz dele, era realmente ele.
- Ah sim! - abri a porta. Acho que ele ficou meio assustado de me ver só de sutiã, mas tudo bem.
- Hã.. Oi - ele disse, me dando um beijo na bochecha.
- Oi, tá todo mundo lá em cima, vamos? - convidei, e subi as escadas.
O Mirok é muito safado e tarado cara, foi por isso que eu chamei ele. Quando a gente chegou no quarto, o Inu-Yasha e a Kagome estavam praticamente sem roupa nenhuma, e o Mirok olhou pra aquilo com cara de assustado.
- O que é isso? - ele perguntou olhando pros dois.
- São duas pessoas quase fazendo sexo. - respondi rindo.
- Ah, sim. Nossa eu pensava que a Kagome era santinha. - ele disse, rindo também.
- Eu sou santa! - Kagome disse ofegante, lá do chão.
- É, to vendo. - eu falei, rindo demais.
Geeente :D Segundo capítulo aí pra vocês se divertirem ieahoeia
Brigada pelos reviews! Mas eu aceito mais uehaUH :)
Ah, cara, Inu-Yasha e Sango é pra inovar entendemm x)
Beeejos!
