Olá meninas! Como algumas de vocês sabem, essa semana perdemos uma grande amiga do nosso meio casckett. Esse capítulo é dedicado à nossa amada Denise, onde quer que ela esteja. Adaptamos um trecho de outra fic, Rescue me, mas que expressava o que nosso coração ainda sente profundamente. (***) To you Deh, you'll keep living in our hearts. Always.
Antes... um video pra vcs entrarem no clima da fic (aqui nao ta entrando os links mas é so colocar no youtuba :) )
Castle & Beckett - My Immortal Evanescence
Capítulo 15
Final do 4º dia.
My Immortal - Evanescence
Maddox saiu de cima do corpo dela, amolecido e sem vida. Ele havia exagerado na força, mas a culpa era dela, ela tinha esse dom de mexer com a cabeça das pessoas e as fazerem perder o juízo. Ficou observando o corpo sob a cama, sem movimentos, sem respiração, com a boca e os olhos entreabertos.
Saiu do quarto, deixando a porta aberta, já que agora ela não corria o risco de fugir, como havia tentado minutos antes. Se ela não tivesse se antecipado, talvez ele não tivesse que mudar os planos dele tão drasticamente como agora teria que fazer. Maddox odiava isso, todos os seus passos eram milimetricamente calculados, sem margens de erro, sem pontas soltas. Seu treinamento no exército lhe ensinara isso.
Agora era hora de voltar a planejar, uma saída rápida, sem falhas, caso contrário, ela seria o próximo a estar no lugar dela pois para o ramo dele, falhas eram sinal de fraqueza. Maddox era conhecido em seu meio como um dos mais cruéis, e confiáveis, por isso desde o início do caso dela, ele estava no controle, observando, e alertando quando necessário. Por mais que Lockwood, tivesse tentado assumir o controle, sendo o rosto por de trás de tudo, era ele quem ajudava a mexer os peões do jogo, sendo o braço direito do The Draggon.
Chegou até o outro quarto, e viu os dois corpos ali, sem vida. Pegou uma lona preta, e enrolou a primeira ruiva amarrando para ficar mais fácil carregar o corpo. A mesma coisa fez com a segunda ruiva, a senhora de idade, que também estava no quarto e havia visto tudo o que ele fez com a jovem que estava com ela. Os pedidos de misericórdia das duas haviam sido em vão.
Colocou ambos os corpos na parte de trás do carro, juntamente com algumas coisas que ele iria precisar, fechou o porta malas, e caminhou de volta para o quarto onde Beckett estava, ainda deitada na cama do mesmo modo que ele havia deixado. O corpo dele tremia de raiva. Nada disso era pra estar acontecendo, nada de plano de emergência, nada de loucuras de última hora. Mas não, ela não podia ter sossegado.
Com um só movimento, o ex- militar jogou o corpo desfalecido da deteive sobre os ombros, e a carregou para fora do quarto e para o mesmo destino das outras duas mulheres. Apenas quando ele colocou no banco de trás do carro, pode notar o quão pálida ela estava. Ele teria que reconhecer que no fundo, no fundo, nela foi uma grande lutadora.
Kate Beckett havia sobrevivido a um tiro e a muitas outras coisas ao longo desses anos. Todas as vezes que ela chegava próximo de encontrar a verdade, algo acontecia a ela ou a alguém que ela realmente gostava. Todos esses anos ela foi vítima de muitas dores, físicas, emocionais, psicológicas, mas mesmo assim se manteve em pé. É, ela realmente foi uma grande lutadora. Ele beberia em homenagem a ela ao final da noite.
Dirigiu calmamente até um local que ele conhecia bem, havia ido ali alguns momentos apenas para... entender... compreender a história por um todo, principalmente pelo lado da vitima. Irônico isso não?
Como a iluminação era pouca, ele teve que usar os faróis do carro pra ajudar em seu trabalho. Posicionou alguns detalhes que estavam fora de ordem, apenas para dar a dramaticidade necessária para a cena, o seu toque especial, e se tudo saísse como o combinado, o definitivo.
Abriu o porta malas do carro, tirou o primeiro corpo, e o posicionou como desejava, depois voltou e pegou o segundo corpo colocando como havia em imaginado em sua mente insana. Uma reposicionada na mão de uma, um mecha de cabelo ajeitada na outra, os mínimos detalhes eram aperfeiçoados cuidadosamente por ele. Sim, a verdade por de trás daquelas visitas ao local era exatamente esta, para que todos os detalhes, os mínimos detalhes fossem colocados. Não, não poderia haver mais nenhum tipo de falhas e agora, era a hora de acrescentar a peça final de toda macabra montagem. Katherine Beckett.
Madrugada do 5º dia
Ele ainda andava pela casa, o assombro completamente estampado por toda sua face, chegando até a mesmo a desfigurá-lo. Castle ainda tentava entender o que havia acontecido ali. Toda a sua casa destruída, não havia nenhum cômodo que havia sido intocado, inclusive seu escritório estava completamente arruinado. Todas as suas pesquisas individuais sobre o caso da mãe dela haviam desaparecido e seu quadro eletrônico com todo esquema sobre a morte de Johanna Beckett estava agora no chão, com alguns buracos de bala de alguma arma com um preciso silenciador e seu hd também não estava mais lá.
A parte mais intrigante de tudo, era o sangue, tanto na casa, quando na parede do quarto. Muito sangue apenas para uma pessoa, muito sangue para ter sido apenas uma brincadeira de mau gosto de algum maníaco desvairado que não tivesse noção do que estivesse fazendo ou planejando. A perícia havia terminado o seu serviço e pedido que ele deixasse a cena do crime para não comprometer as evidências, mas ele não poderia simplesmente sair dali. Ali era sua casa, seu lar, onde estavam as lembranças de tudo o que havia passado ao lado de sua família e, de maneira especial, as lembranças de tudo o que havia passado com ela.
- Kate... onde você está? – falou ele para o vazio solitário da imensidão daquela sala cheia do que agora era nada mais que lixo. – Onde vocês estão?
Ele apertou o celular com força, enquanto as lágrimas gotejavam de sua face, pensando nas três mulheres mais importantes de sua vida. *** Ainda não havia parado para pensar o quanto tudo aquilo poderia ser verdade. Ele não queria parar para pensar porque aquilo simplesmente não podia ser verdade.***Ele ainda não havia conseguido contactar sua mãe e filha e isso era o que o deixava ainda mais perdido. Os celulares delas estavam fora de área, isso de certa forma era esperado pois ele havia pedido pra elas saírem do país, pois depois de tudo o que aconteceu não era justo ficarem em Nova Iorque, muito menos na casa deles, ainda que com proteção. Os caras por trás de todo esse caso, eram especialistas em quebrar sistemas de segurança reforçados, o que dizer de uma simples vigilância policial solitária? No entanto, pelo visto, elas não haviam escutado a ele, ou o mais provável de tudo, haviam sido surpreendidas no momento em que tentavam deixar o apartamento.
Esposito chegou esbaforido, seu carro fazendo ruído alto contra a aspereza do asfalto. Seu coração pulsava em sua garganta e se estivesse de pé, em vez de sentado atrás do volante, com certeza poderia sentir a força do tremor de suas pernas. Saiu do carro, sem se importar com seu corpo que trazia a mensagem do desespero em toda a sua linguagem. Aquela voz sem vida ao telefone não descrevia nem de longe o que ele estaria prestes a presenciar.
- Onde ela está? – falou o detetive hispânico, tentando não ser engolido pelo buraco em sua própria voz.
Sua cabeça virou lentamente e seus olhos registraram o momento em que a colocavam na ambulância, podendo registrar apenas um relance de sua aparência. Tão pálida quanto os cadáveres sem vida mais adiante. Caminhou devagar até um policial em busca de atualizações e enquanto recebia as devidas informações, aquela voz sobressaltada atingiu seus ouvidos lhe tirando a concentração.
- ONDE ELAS ESTÃO?! ONDE? CADÊ ELAS? – o escritor tentava invadir a cena do crime, mas era impedindo por dois policiais.
- Castle! Hey, Castle! – Espo chamava o escritor que tinha os olhos fixos na imagem atrás do amigo policial.
Castle havia acabado de chegar no precinto e encarava mais uma vez a cadeira vazia de sua musa. Tudo para ele estava vazio de sentimentos consumido por uma grande dor. Ele havia perdido tudo o que realmente importava para ele e agora ele não tinha mais outro lugar para ir a não ser ficar ali, aguardando um notícia, qualquer uma notícia, de preferência uma boa notícia, mesmo que provavelmente ela não viesse.
Foi assim que ele ficou sabendo da chamada para reforço policial em alguma cena de crime. Ele ouviu o endereço ser dito em voz alta, e naquele momento, antes mesmo de reconhecer o nome do local, ele simplesmente soube o que lhe aguardava. Um beco cheio de policiais, algumas latas de lixo esquecidas e então, posicionada meticulosamente entre elas, aquela sombra que sempre lhe fora tão familiar. Os cabelos ruivos, logos e brilhantes, contrastavam com a pele branca levemente acinzentada de apenas um dos braços que podia ser visto do lugar onde ele estava.
Ao lado dela, no chão, naquele belo vestido azul requintado, que ele não se lembrava de ter visto antes, mas que fazia jus ao gosto impecável de sua mãe. A velha senhora também repousava ali sem vida, corpo magro, cabelos bem cuidados, ainda que curtos, os braços abertos, abandonados em forma de cruz. O terror tomava conta da alma de Castle e por um momento agradeceu estar sendo contido por alguém ou teria desabado ali mesmo. Murmurou ofegante com a voz traspassada de tanta dor.
-S-ão el-as... ?
Espo não demorou a responder imaginando o que o escritor estava passando naquele momento. Respondeu seco e claro.
- Não, bro... Não são elas. É a Kate.
Shattered - Tradding Yesterday
Rick estava ao lado dela, preocupado ainda por não ter conseguido contato com sua família. Tentava a cada minuto não ser consumido pelo pleno desespero, pois Kate estava ali e precisava dele e mesmo que ainda estivesse profundamente magoado com ela, não podia negar que a amava. Só de pensar na possibilidade de perdê-la ele entendera que seu maldito coração ainda a amava. Mas isso não significava que eles iriam ficar juntos como ele queria, muito menos como ela imaginava.
O telefone finalmente tocou em seu bolso e ele saiu do quarto para não incomodar o descanso de Kate. Cinco dias de maus tratos arruinaram completamente as forças da detetive levando-a praticamente à morte e, mesmo já estando fora de perigo, seu estado ainda era bastante delicado.
Ela abriu e fechou os algumas vezes se sentindo zonza e sua garganta movimentava-se pesadamente enquanto a sede a afligia em demasiado. Era a impressão dela ou Castle havia estado lá? Ela podia jurar que havia sentido o cheiro dele perto dela, a voz dele sussurrando em seu ouvido, o calor dele através de suas finas mãos. No entanto, passeando ainda os olhos pelo quarto viu que estava ali sozinha e ela estava com tanta sede.
A jarra com água e gelo estava numa cômoda próximo à sua cama e o líquido extremamente convidativo a motivou para ir buscá-lo independente de seu estado físico ser capaz disso ou não. Sentou-se na cama, arrumando a camisola do hospital, colocando os cabelos detrás das orelhas sentiu o chão com os pés, tentando firmá-los. Um passo apoiada na mesa de cabeceira, depois outro passo, então seu alvo estava mais próximo e ela achou que poderia ir mais rápido.
Sem apoio ela vencia a distância que a impedia de saciar sua agonia e cada vez menos esforço ela parecia fazer até que simplesmente já não fazia mais esforço nenhum. Seu corpo flutuava no ar descendo lentamente em direção ao chão até que ela sentisse a ponta de seus cabelos roçando suavemente o assoalho do quarto. Sua queda foi amortecida pelos aqueles braços fortes, seus olhos foram de encontro aos dele, e novamente ela adormeceu.
Ele estava sentado na cadeira ao lado da cama dela, e em momento algum deixou de ocupar aquele lugar, com apenas algumas saídas esporádicas para atender alguns telefonemas, ou até mesmo falar com Esposito que havia passado por ali.
Ela ainda estava muito debilitada, ele podia ver o quão pálida ela ainda estava e os hematomas pelos braços e até em seus pés ainda eram bem visíveis. Isso o deixava louco e logicamente reacaía sobre ele um enorme sentimento de culpa. Ela estava sendo violentada fisicamente enquanto ele estava do outro lado da cidade, se escondendo dele mesmo, longe dela.
Mas não poderia deixar de culpá-la também, sua teimosia a arrastou essa situação, desde o começo ele vinha falando que não poderia falar nada, que era mais seguro para ela a omissão dos fatos, uma segurança que ele tentou gerar pra ela, mas sua teimosia e instinto policial não a convenceram disto, e agora ela havia pago um preço muito grande por isso.
Os olhos dela se abriram lentamente, piscando descompassadamente tentando se ajustar à claridade que vinha da janela. Levantou a mão até a altura dos olhos, os movimentos limitados pela nova medicação em sua veia, mas logo eles foram completamente cessados quando ela ouviu a voz serena dele.
- Você acordou... - falou ele preocupado, não conseguindo segurar um sorriso ao vê-la acordada.
- Ca-stle... - falou ela com a voz falhando.
- Como você está? – perguntou ele se aproximando mais dela e, não conseguindo resistir a imensa vontade de tocá-la acariciou o rosto dela devagar.
- Bem... Melhor – ela arrumou a voz, estranhamente surpreendida pelo toque, apesar de querê-lo com todas as suas forças. –... Você... Você... esteve aqui o tempo todo?
- Sim, mas precisei sair um pouco... - disse ele reassumindo a postura protetora de si mesmo. - Achei que ia encontrar você aqui no chão de novo, tentando dar uma de super - heroína.
O semblante de Kate se modificou e seu coração palpitou erraticamente. Castle realmente estava lá, nada daquilo havia sido um sonho e logicamente o tom sarcástico dele não havia passado despercebido.
- Então... eu realmente... – tentou falar ela, mas foi logo interrompida por ele.
- Sim, você desmaiou novamente – em um tom seco e ríspido. – Ainda está debilitada, não pode tentar fazer esforços... – sim o tom ríspido dele havia se esvaecido e o preocupado e amável Castle estava de volta.
De repente ela se tornou pálida, assombrada e uma onda de enjôo disparou seu monitor cardíaco quando ela se lembrou de como havia acordado naquele beco.
"Seu peito ainda doía pela violência com que Maddox a transportara, e respirar ainda era continuamente difícil. Ela se sentiu mal colocada, desajeitada, e seus olhos lutavam para manterem-se abertos encarando o já brilhante azul do céu do início da manhã. Ela ergueu a cabeça, tentando levantar-se com o resto de suas forças e então um grito abafado saiu sem som de sua garganta sem fôlego.
Ela rolou para longe daquela terrível visão. Sim, ela havia acordado nos braços daquela mulher que a olhava fixamente com os olhos manchados de um denso azul sem cor. Não, Maddox não teria sido capaz daquilo, ninguém poderia ser tão mau assim. Ela olhou ao redor conseguindo analisar a situação com muita dificuldade. O recado dessa vez havia sido muito bem dado.
Entre os restos de roupas que ela ainda usava havia um celular, o seu celular, e logo ela discou para o primeiro nome em sua caixa de chamadas, falando com a voz fraca sobre sua localização e antes mesmo de encerrar a chamada, ela apagou outra vez."
- Kate...O que você está sentindo... – falou ele começando a ficar nervoso ao vê-la ofegar.
- Cas-tle... Martha... Su-a fi-lha...Onde elas estão?... E-las estão bem? – perguntou ela extramente agitada.
- Sim... elas estão... estão em Paris... Elas conseguiram viajar antes dele encontra-las.
- Graças a Deus... eu pensei que elas...ele... – Kate não conseguiu completar a frase com aquela outra lembrança em mente.
– E você...como você está... você levou um tiro e ...foi minha culpa Castle, foi tudo minha culpa... Eu..eu sinto muito, Castle... muito mesmo...
- Acalme-se... – disse ele interrompendoa-a. - O pior já passou...Elas estão bem, eu estou bem e você... está aqui.
Ele envolveu a bochecha dela com as mãos e ela se permitiu perder-se naquela gostosa sensação. Ela deu um singelo sorriso para ele, ela adorava ver o quão amável ele era com ela. O toque dela a acalmava, a excitava remetendo-a a gostosas lembranças de seus momentos como parceiros e bem mais que isso. Sua mente começou a trabalhar em algo com se fosse uma retrospectiva de tudo que haviam compartilhado... na cama.
'- Eu te amo, Kate...'
Sua primeira noite de amor, na casa dele, onde ela resolveu mandar os planos para o inferno, e desfrutar daquilo que eles iram muitas outras vezes compartilhar. Todas as vezes que chegaram a o clímax juntos, e das outras vezes em que ele a fazia ir dos céus a terra e vice e versa, em instantes, dos prazeres que ela lhe dava, das loucuras que haviam feito.
"...Os braços dele em volto da cintura dela, na porta do bar, onde tudo aquilo havia começado, ela acompanhada, e ele também devidamente acompanhado, mas ambos machucando seus corações, ali uma nova história começava na vida deles... uma história que até um autor de best-sellers como ele teria dificuldades de escrever.."
Sim, sua vida ao lado de Castle havia sido a cada instante uma nova aventura, de puro prazer... e de momentos que ficariam para sempre guardados.
'- Eu ainda amo você, Kate...'
Em todas as vezes em que estiveram juntos, ele sempre deixava claro o que sentia por ela, que para ele tudo aquilo era real. Agora não havia com voltar no tempo, o que aconteceu ficaria marcado, seria mais um fardo na vida de Kate Beckett. Eles poderiam tentar de novo agora, não poderiam?
Castle/Beckett | Shattered [HD] (video do youtuba)
Continua...
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