MÚSICA: MATT NATHANSON - KISS QUICK


CAPÍTULO DEZESSETE

ALGUMAS HORAS ANTES

Por mais incrível que isso pudesse parecer, hoje estava um dia calmo, um dia que ele poderia quase que exclusivamente se dedicar ao caso de Beckett. Finalmente ela havia saído do hospital, após setedias de internação. Ele queria muito vê-la, mas essa visita amigável poderia esperar. Pulsava na veia dele o enorme desejo de esmagar com os próprios punhos a cara do filho da mãe que havia feito isso com sua parceira e com seu amigo três meses atrás. Ele rangia os dentes só de imaginar o que ela estava passando e então seu celular tocou.

- Esposito! – ele atendeu prontamente o telefone de sua mesa, olhando a pouca movimentação do distrito.

- Javi... – sussurrou ela.

Era o que bastava para que as lembranças dele corroessem os seus pensamentos, e fosse carregado para as recordações daquela madrugada daquele dia terrível da semana passada.

"... A voz dela era suave, baixa, na verdade, fraca demais. Como um sussurro ele ouviu sua amiga chamar por ele e todo seu corpo estremeceu tendo a certeza de que Kate Beckett jamais falaria assim se não estive prestes a...

- Kate... Kate... Sou eu, Javier... Estou aqui, fale comigo...

- Javi... O beco... Minha mãe... Eu estou... Elas...

Ele apertou o aparelho mais forte contra o ouvido tentando entender se a ligação realmente estava ruim ou era a voz dela que estava falhando. As duas coisas. O detetive estava percorrendo todos os lugares em busca do paradeiro de sua parceira e agora estava do outro lado da cidade. Levaria mais de uma hora para que ele chegasse até o local que Beckett se esforçava para informar. O coração dele pulava apertado no peito e o ultimo som daquela fraca voz fez seu coração praticamente parar de bater.

- Depressa... – ela ofegou, e então ele ouviu um som surdo, sabendo que era do celular caindo de encontro ao chão... "

- Esposito! Está me escutando? – disse ela trazendo ele das profundezas de sua mente, trazendo a sua realidade.

- Yo! Estou aqui... O que foi? Que voz é essa? Está passando mal? Cadê Castle pra te ajudar? – ele despejou as perguntas e sem esperar uma resposta já ia se levantando.

- Nada... Nada... Não... Ele saiu. – ela tentava responder a cascata de perguntas, com respostas vagas. – Apenas me escute... Eu preciso falar com você.

- Sem problemas, queria ir te ver mesmo... – ele respondeu soltando a respiração aliviado. - Daqui a pouco vou fazer uma diligência próxima a onde você está e passo por aí...

- Não! – respondeu ela mais alto que ela necessitava.

- Javi, escuta... – ela falava rápido, sem perder tempo. - Eu não quero que Castle esteja em aqui quando você vier, o preciso fala com você é sigiloso. Castle não pode saber ninguém pode saber. – disse ela esperando uma confirmação do amigo.

- Ok, quando você puder me avise. – disse ele despedindo-se ela. – Ah, e Kate... Estou feliz que esteja bem.

Ele desligou o telefone, fechando a pasta que estava a sua frente com as fotos do local onde ela foi encontrada estavam todas lá. Havia fotos de Beckett, fotos que foram tiradas no hospital, fotos dos ferimentos dela, assim como haviam fotos de mãe dela, de Castle, Montgomery, Lockwood, todos que tiveram participação naquele caso, um caso que tirava o sossego de todos, um caso que ia muito além de todos aqueles que já haviam solucionado. Caminhando ate o quadro branco, pegou mais algumas fotos que estavam na pasta e adicionou naquele enorme quebra cabeça que já durava mais de 15 anos.

Esposito se afastou do quadro que estava a sua frente e, perdido no motivo da ligação de Beckett, quase esbarrou em alguém parado ali.

- Como anda as investigações? – perguntou Gates, com as duas mãos na cintura, vendo o ponto de interrogação estampado na cara do seu detetive.

- Complicadas, como todo o caso... – disfarçouele, cruzando os braços. – Mas, ainda falta um depoimento a ser processado.

- De quem seria? – Perguntou Gates.

- Beckett.

- Tudo bem... – disse a capitã após alguns segundos. – Mas lembre-se que o lugar onde eles estão é sigiloso e deve continuar assim.

Esposito viu a sua chefa se afastar e Ryan se aproximar, não gostando muito da cara que seu parceiro fazia.

- Hei... O que foi? – disse Ryan chegando próximo ao parceiro com uma pasta na mão.

- Beckett ligou...

Ryan empalideceu um pouco ao ouvir aquelas palavras. As mesmas que o amigo havia usado quando soube do paradeiro da detetive.

"... Ryan! – Espo falou do outro lado da linha e ele soube que o amigo estava gritando – Beckett ligou...

O policial loiro ouviu as coordenadas e com as mãos ainda trêmulas acionou as equipes de reforço partindo para o local indicado sem mesmo esperar Castle chegar. Esposito não teria pedido para solicitar uma ambulância se estivesse tudo bem.Desceu do carro deixando as portas abertas e a chave na ignição, precisava vê-la, precisava saber que ela estava bem. Correu até a cena do crime, e então toda aquela dramatização ficou gravada em sua mente de maneira instantânea. Sua respiração parou por uns instantes quando a viu de olhos fechados, semblante mórbido e celular caído ao lado de uma de suas mãos, mostrando que as últimas fagulhas de força que ainda tinha, foram usadas para entrar em contato com um deles.

Ryan correu para o lado dela, tomando-a em seus braços, tentando fazer com que ela acordasse, mas era em vão, estava sem respostas e ao longe ele pode ouvir o barulho das sirenes da ambulância. Graças a Deus. Ele permaneceu abraçado com ela, aquecendo-a atéque os paramédicos chegassem e começassem a prestar socorro rapidamente..."

Ele se afastou, ainda chocado olhando os dois cadáveres ali, entendendo perfeitamente a mensagem contida naquela cena. Caminhou para um canto mais reservado para poder ligar para Esposito, avisando que ele já havia chego ao local e que Kate estava sendo medicada. O detetive hispânico já estava a poucos minutos do lugar. Logo em seguida, Ryan decidiu ligar para Castle pois também sabia do desespero do autorem busca de notícias, mas o celular do escritor simplesmente não atendia."

Ryan foi trazido à realidade do distrito pela voz do seu parceiro.

- Bro, acho que ela está querendo aprontar alguma coisa... – falou Esposito, sabendo que podia confiar em seu parceiro. – Vou sair algumas vezes e preciso que você me cubra.

- O que vai fazer? – perguntou ele, mesmo sabendo que não teria resposta.

- Vou em busca de mais peças para adicionarmos. Isto está ficando mais complicado do que qualquer outro caso. – disse ele pegando o casaco e as chaves do carro.

- O Castle sabe?

- Não... E vamos nos assegurar que continue assim. – respondeu ele com o olhar firme, andando de costas, deixando claro para o amigo que aquilo era só o começo das coisas que ele não conseguiria entender.

Ryan olhou em volta e viu a mesa de Beckett e a cadeira de Castle vazia, pelo visto ia demorar em ter a presença dos dois ali novamente.

ALGUMAS HORAS DEPOIS.

Kate ainda estava sentada na tampa do vaso, com o pé esquerdo em cima da perna direita tirando lentamente as gases que ali estavam, a cicatrização estava demorando muito para concluir, até andar ela estava evitando para ver se assim a vermelhidão dos ferimentos diminuía, mas nada adiantava. Ela achava que a demora em cicatrizar poderia estar vinculada a sua fraqueza e a profundidade dos cortes.

- Kate! Você está bem? – disse Castle,batendo na porta – Eu preciso usar o banheiro. – disse ele como uma forma de tentar fazê-la sair.

Ela suspirou e olhou para o teto do banheiro, quando tudo aquilo ia acabar? Quando ela ia poder ir para a sua casa? Ter a sua privacidade de volta? E principalmente... espaço!

Uma semana, uma longa, demorada, suplicada, sufocante semana, com eles naquele bendito hospital com ele sempre perto dela, sentindo o cheiro dele e, principalmente ela tentando afastar as caretas de dor que sentia ao poucos passos que dava pelo quarto, quando ele estava por perto. Tentava andar normalmente para não levantar suspeitas, queria ser forte, queria receber alta, queria acima de tudo ficar longe dele.

Como fruto da perturbação excessiva dos últimos quase quatro meses, estava sendo difícil conviver sociavelmente depois de tudo o que eles passaram e mais ainda tendo que fingir que nada daquilo aconteceu. Não houve conversa sobre os tiros que quase tiraram a vida dele, nem sobre o que acontecera no cativeiro dela, muito menos sobre o relacionamento deles tão desgastado e ferido pela teimosia deles dois.

- Já estou saindo Castle, só mais um pouco. – voltou a passar o remédio nos cortes, e enfaixando logo em seguida e a mesmo movimento foi realizado no outro pé, mais rápido que deveria. – Ai!

Kate gemeu cobrindo a boca com uma das mãos. Droga, Castle havia escutado, e ela podia ver a sombra dos pés dele próximo à porta outra vez.

- Kate, está tudo bem? – Castle perguntou novamente.

- Eu estou bem, Castle... – disse ela ainda com voz de dor, encarando o pé direito que parecia estar mais inflamado do que o outro.

Ele ainda demorou alguns segundos ali, esperando para ter certeza de que estava tudo bem e quando ela finalmente o viu se afastar, ela fechou os olhos levemente irritada. Sim, ela teria que arrumar uma desculpa para aquele grito depois.

Ouviu o barulho da porta do banheiro ser destrancada, e instantaneamente ele a acompanhou com o olhar até que ela sentasse na cama. O caminhar falseante dela havia sido notoriamente processado pelo cérebro dele, especialmente por que dessa vez ela não tentou disfarçar como das outras vezes. Ele a ajudou dessa vez, o coração doído por ainda vê-la sofrer, mas toda a compaixão se fora no momento em que ele sentiu suas mãos serem tiradas grosseiramente do corpo dela. Ela deitou em sua cama, arrumando os pés enfaixados para cima. Odiava depender de alguém, por que ele não ia embora?

- O que foi? – falou ela enfadada e encarando-o agressivamente.

- Nada... – respondeu ele. – Eu trouxe café.

Ele fez menção de ainda levar um dos copos para ela, mas a voz seca e áspera o impediu de continuar.

- Não quero café. Quero apenas ficar sozinha.

- Como quiser "detetive". – respondeu ele no mesmo tom, batendo a porta com força ao sair.

Kate ainda assim se assustou com a batida da porta, sentindo o arrepio lhe percorrer a pele outra vez. Amaldiçoou-se por tratar Castle daquela forma, mas ela havia perdido a direção no relacionamento deles. Ela queria estar com ele, mas cada vez que fechava os olhos o via sangrando entre suas mãos, via os olhos de Maddox encarando-a, via a imagem sem vida daquela jovem tão parecida com a filha de Castle e, que também a simbolizava. Tudo isso resultado de sua cegueira e obstinação. Talvez o destino, ao contrário do que Castle acreditava, quisesse que ficassem separados, pois cada vez que se uniam alguma tragédia era comum em suas vidas.

Ela queria sair dali, sentia todo do seu corpo doer de tanto ficar na cama, se sentia inútil e um estorvopara ele e para a própria delegacia de polícia, mas toda vez que tentou fazer mais do que suas dores permitiam, no outro dia seu corpo esmorecia, como resposta aos esforços feitos. Virou-se devagar na cama as dores ainda eram fortes sentia quase como um calafrio cada vez que se mexia e sendo assim jogou uma dose de seus remédios garganta abaixo na ânsia deles fazerem feito logo, e como se suas preces fossem ouvidas, o grande e piedoso véu do sono começara a se espalhar pelo corpo dela, trazendo assim quase que imediato o alivio para as suas suplicas.

MÚSICA: MADS LANGER - THE RIVER HAS RUN WILD

Castle ficou parado ainda do lado de fora do quarto sentindo o vento frio lhe cortar a pele não muito mais do que cortava sua alma. Ele não sabia onde havia errado ou que havia deixado de fazer, pois na mente dele havia feito tudo que estava ao seu alcance. Talvez o erro dele fosse amá-la demais e desejar com todas as suas forças que pudessem estar juntos outra vez.

"... Ele sentiu o chão desaparecer sob os próprios pés ao ouvir aquele endereço. Seu coração pulava em desespero e ele quase não conseguiu levantar da cadeira. Finalmente conseguiu e correu com as pernas ainda tropeçando uma na outra até o lugar onde os policiais entravam no carro para se dirigirem até a cena do crime.

Conseguindo carona com um deles ele tentava controlar a ânsia de vômito que pairava dentro dele cada vez que uma nova informação ecoava pelo rádio da patrulha. As notícias eram de vários de setores de Nova Iorque e ele flutuava entre o alívio e desespero cada vez que ouvia alguma atualização que não fosse a que ele queria. Até que ela veio.

- Setor 34215, região 34q25... chamando departamento de homicídios... Cena ativa de crime... Policial gravemente ferida e dois cadáveres...

- São elas! São Elas! – a mente dele gritava fazendo sua cabeça doer e seu peito querer explodir.

A viatura em que ele estava chegou e ele saltou do carro praticamente em movimento arfando feito um louco enquanto corria na direção daquele beco. Subitamente dois policiais o agarraram impedindo-o de continuar. Por que eles não entendiam?

O debater-se dele finalmente foi contido pela visão que ele tinha da cena do crime. Todo o seu ser se apavorou e ele se sentiu morrer até que finalmente a voz do amigo lhe aliviou momentaneamente o sofrimento.

- Não são elas... é a Kate..."

Castle estava debruçado ainda sobre aquela varanda do corredor se lembrando de quando a viu novamente depois de tanto tempo.

"... Quando ouviu aquela resposta de Esposito, seu coração parou por alguns segundos. Sua família estava bem, mas a mulher de sua vida não. Desesperado, tentou alcançar o veículo em movimento, mas foi inútil. Seu amigo detetive o tomou pelo braço e, fazendo com que entrassem em seu carro, os dois seguiram para o hospital, juntamente com Ryan, acelerou logo atrás seguindo a ambulância, dirigindo em direção ao hospital ao qual Kate seria levada,

A ambulância chegou ao seu destino, juntamente com eles e, saindo apressadamente do carro, finalmente ele a viu quando sua maca era retirada do veículo de socorro. Alguns poucos segundos, mas o suficiente para derrotá-lo completamente. Sua musa, antes cheia de vida, agora ali, tão pálida, o corpo machucado, a face silenciada pelo terror, os olhos morbidamente fechados, e uma máscara de oxigênio tentando fazer o que ele não podia. Trazê-la de volta para ele.

A preocupação era nítida nos olhos dos paramédicos, que adentraram correndo o prédio do hospital onde já havia um grande aparato médico à espera dele. Castle se manteve próximo, acompanhado todo o atendimento ser realizado às pressas, médico pra um lado, enfermeiros do outro, e ele ali, apenas olhando, fazendo o seu sentimento de impotência crescer ainda mais dentro dele. Então havia sons disparando, e as vozes se alterando e assim que viu a cortina do local onde ela estava sendo fechada, foi como se tivessem vendado os olhos dele por que de repente todo seu mundo ficou negro..."

Castle suspirou tentando afastar as lembranças de sua mente, um trabalho que estava sendo completamente ignorado por seu cérebro. Talvez uma caminhada o ajudasse a afastar aqueles momentos de sua mente e assim saiu do ês meses esperando para ouvir a voz dela, ver o seu sorriso, tocar a sua pele e agora ela estava ali, como se fosse uma perfeita estranha ou até mesmo uma inimiga naquele pequeno quartinho.

Ele andava pelas ruas olhando as vidraças das lojas onde a sua imagem era refletiva e desfocada em cada uma delas. Subitamente todas aquelas imagens se formavam em sua mente acoitando-lhe com os fantasmas de cada uma de suas lembranças.

"... Quando seu cérebro voltou a processar algo ele estava sentado com um copo de água em mãos. Só de olhar para aquele líquido seu estômago dava voltas e ele sentiu o terror fluir em suas veias. O relógio à sua frente parecia gostar de torturá-lo ainda mais mantendo - o naquela espécie de limbo onde ele não tinha nenhuma notícia das pessoas mais importantes desse mundo para ele: sua filha, sua mãe e ela.

- Hey, Castle... – a voz de Ryan o assustou, mas ainda assim ele não se moveu. – Parece que já podemos ir vê-la...

Minutos depois ele estava parado em frente à porta do quarto dela, sem flores, nem balões, sem nada. Somente havia sido permitida a entrada de uma pessoa, mas ele permanecia estagnado, sem entender o porque seu corpo hesitava em entrar, hesitava em vê-la daquela maneira e se sentir ainda mais impotente.

Fechou os olhos, respirou fundo e entrou no quarto, tremendo ao vê-la deitada, o silêncio do quarto vazio sendo quebrado ritmadamente pelos aparelhos ligados e a respiração constante dela, informando que agora, tudo estava bem, que tudo ficaria bem. Um semblante pacificamente sereno, apesar de maltratado por marcas arroxeadas. Era como se agora ela finalmente conseguisse descansar, parecia que ela finalmente conseguiu dormir.

Devagar, ele puxou uma cadeira sentando-se ao lado da cama e ficou olhando para sua Kate. Automaticamente levou a sua mão de encontro à dela e apertou esperando alguma reação, mas nada veio. Já fazia tempo, um terrível tempo que ele não a via, mas ainda se lembrava de cada curva de seu corpo, da textura de sua pele, dela movendo-se com ele, toque macio dos lábios dela, do som de sua voz ecoando em seus ouvidos... Mas agora, o que ele tinha à sua frente, não era nada daquilo que havia se habituado a ver ou escutar. Havia um corpo frágil, extremamente debilitado, com esfoliações e cortes, olheiras fundas, e uma grande ferida, que mesmo não sendo visível, ele sabia que ela existia internamente no corpo daquela mulher e a marcaria para sempre..."

Castle apressou o passo do caminho do restaurante até o hotel, sentindo dentro dele nada mais do que raiva. Raiva dos bandidos que haviam feito isso com ela, raiva de sua própria impotência diante dos fatos, raiva de si mesmo por ainda estar ali, raiva acima de tudo... dela. Se ela não tivesse sido tão covarde com o caso deles e tão insistente quando deveria apenas desistir ela não... Os pensamentos morreram ao lembrar-se de tudo aquilo que haviam compartilhado na cama, e a raiva que sentia esvaeceu-se, dando lugar à uma ponta de esperança ao cogitar a ideia de que gora tudo poderia ser diferente. Talvez eles dois pudessem colocar tudo aquilo para trás.

- Kate... Eu trouxe algo para comermos... - disse Castle, entrando no quarto com algumas sacolas nas mãos, fechando a porta atrás de si com os pés.

O excesso de silêncio o afligiu. Ela deveria estar muito brava ainda.


Notas das autoras: Galerinha, mais um caps pra vocês surtarem e COMENTAREM! Semana que vem tem mais. até =)