Olá leitoras/leitores de plantão!

Adorei receber comentarios da fic,ainda bem que esperam que haja continuação .

Demorei a postar este novo capitulo pois estou no final do ano escolar,tenho exames nacionais e tive muitos trabalhos para apresentar.

Mas aqui vai o novo capitulo de "meu adorado herói" ! Depois desta fic irei fazer uma daptação de um romance historico ou contemporâneo do sesshomaru com a Kagome,não tenho a certeza ainda qual vai ser o tema,tenho tantos que adoro.

Hora de começar a ler, não? Eu sei que voces adoraram uma Higurashi descarada.

-capítulo III-

Recapitulando:

Ele estava se recusando a admitir a eletricidade que havia entre eles? Oh, mas ele mal sabia o que era eletricidade!

Kagome soltou um gemido.

— O que era um pedido há um momento, agora é uma ordem. — Inuyasha a segurou pelo cotovelo, empurrando-a para a frente.

Ela não teve tempo de protestar. Caminhavam rápido, e a saia longa enroscava em seus tornozelos. Sem hesitar, ela a ergueu, deixando-os à mostra.

Se Inuyasha notou, não fez nenhum comentário. Na porta do salão, ele a endireitou. Não havia necessidade de chocar a todos, apesar de ela já tê-lo feito ao segui-lo até o jardim.

Assim que entraram, os rostos se voltaram ansiosamente.

— Desculpem-nos — Inuyasha pediu em voz alta. Todos assentiram e murmuraram algumas palavras, aliviados.

De novo, estavam em seus devidos lugares, Inuyasha parado diante dela. A música tocando e os casais dançando graciosamente, como se nunca tivessem sido interrompidos.

Presente:

De novo, as apresentações:

— Muito prazer, senhor — ela disse com o formal sotaque britânico.

Midoriko a cutucou.

— Levante a cabeça — sussurrou-lhe ao ouvido, ao mesmo tempo que sorria para Inuyasha. — Sr. Taisho , minha filha e eu estamos honradas em conhecê-lo.

— O prazer é todo meu.

Kagome notou o olhar dele em direção à Sango. Amaya Arato e sua filha faziam parte do pequeno grupo, a mãe evidentemente em missão.

— Oh, sr. Arakida , o baile está maravilhoso! — E olhando para o lado, acrescentou: — Esta é minha filha, Ayumi , sr. Taisho. Ela dança maravilhosamente bem!

Ayumi mantinha a cabeça baixa e seu rosto estava rubro de constrangimento. Recuou, como se esperasse que a mãe a liberasse.

Kagome sabia que naquela época era costume as mulheres serem oferecidas em casamento aos melhores partidos por uma questão de sobrevivência, entre outros motivos.

Mas era absolutamente revoltante a atitude da sra. Arato . Ayumo parecia um animalzinho assustado.

Endireitou os ombros, pronta para intervir. Com o canto dos olhos, Midoriko lançou-lhe um olhar ameaçador.

— É uma honra. Agora, se me derem licença... — Inuyasha inclinou levemente a cabeça e se afastou rapidamente.

Kagome sentiu-se relaxar. Respirou, aliviada, e balançou os braços. De repente, notou que estava de luvas. Não sabia como, mas estava de luvas e sapatos!

— Você devia ter olhado para ele — Midoriko a repreendeu em voz baixa. — Como sabe, um cavalheiro gosta disso. Se o tivesse encarado, a conversa poderia ter-se prolongado.

— Ele não convidou minha Ayumi para dançar — queixou-se a sra. Arato. — Inconcebível! — Voltou-se para Midoriko. — Os rapazes disputam a honra de dançar com ela! Sinceramente, não compreendo.

— Se ela tivesse levantado a cabeça e olhado para ele...

A sra. Arato olhou para a filha como se quisesse estrangulá-la. Ayumi encolheu-se ainda mais.

Kagome suspirou. Precisava fazer alguma coisa. A despeito do que Inuyasha dissera, tinha de tomar providências. Como uma heroína de Aiya Austen, teria de agir de acordo com as circunstâncias.

— O sr. Taisho deve ter se sensibilizado com a expressão desesperada daquele cavalheiro que não consegue tirar os olhos da srta. Arato ...

A mãe da moça não disfarçou seu espanto.

— De minha Ayumi ?

Ayumi arregalou os olhos e Midoriko fulminou a filha com um olhar furioso.

— Está vendo aquele homem? — Kagome apontou para um canto qualquer.

— O que está sozinho? — a sra. Arato perguntou. Ayumi voltou-se também para olhar. Kagome hesitou. Não poderia fazer tal brincadeira com o pobre rapaz. Ele parecia simpático demais para ser caçado como uma presa.

— Não. O cavalheiro em questão está conversando. — Kagome afastou-se rapidamente, antes que a sra. Arato decidisse se aproximar do tal homem. Não queria sacrificar ninguém, mas não resistira ao pedido silencioso de socorro de Ayumi . Já estivera na mesma situação muitas vezes para reconhecer os sinais de uma companheira mergulhando na humilhação.

Aproveitando a distração da mãe, Kagome esgueirou-se entre os convidados. Logo avistou Inuyasha e Sango conversando. Parou a uma distância discreta e, distraidamente, pegou uma taça de vinho. O que teria Sango de tão especial, além de dinheiro?

Pelo que já lera do livro, sabia que Inuyasha precisava do dinheiro dela, ou do que ela herdaria. O irmão mais velho dele desaparecera em circunstâncias misteriosas, logo após dilapidar a fortuna da família. Não sobrara muito para manter as propriedades e, pior, havia rumores de que seu irmão estava morto. Com isso, Inuyasha tinha um problema para resolver. Não era homem de desprezar a propriedade que estava nas mãos da família desde sempre.

Wedgfeld Hall estava em perigo, mas deveria haver outra maneira de salvá-la sem ser casando-se com uma estátua como Sango. Suas feições cuidadosamente compostas pareciam não mudar nunca, nem mesmo quando entretida numa conversa. Se estivessem no século vinte e um, Kagome juraria que a mulher exagerara na dose de cirurgias plásticas para manter aquela expressão impassível. Na verdade, no livro, até simpatizara com a jovem, mas, vendo-a assim de perto, ela parecia vazia e distante.

Olhando para Sango, Inuyasha sorriu, avaliando-a quase com frieza. Observando-os com mais atenção, Kagome pensou que ele ia pegar a mão de Sango e beijá-la.

Uma pontada de ciúme atingiu-lhe o estômago e ela apertou a haste da taça com força. Que Sango encontrasse seu próprio herói! Não permitiria que a rica herdeira ficasse com o homem dos seus sonhos.

Kagome tentou mover-se, porém seus pés continuaram grudados no chão. Provavelmente por obra de Rumiko , onde quer que ela estivesse.

De súbito, sentiu um peso nos ombros e sua cabeça pendeu para a frente.

Mas não permitiria que isso acontecesse de novo. Já se submetera demais ao controle invisível da escritora!

Não sou nenhuma garotinha!, repetiu a si mesma.

De repente, ficou livre. Antes de poder saborear sua vitória, viu-se caindo aos pés de Sango. O copo escapou-lhe da mão diretamente para a perna de Inuyasha. Na queda, o líquido ainda entornou justamente sobre o vestido luxuoso da mulher.

Fechou os olhos, debatendo-se entre ficar estirada no piso de madeira polida ou engatinhar para trás das cortinas. Fez-se completo silêncio enquanto ela continuava paralisada pela indecisão.

Abriu os olhos, por fim, e viu o líquido escorrendo pelo vestido de seda à sua frente. O olhar de Inuyasha assustava. E quanto à Sango ... Bem, enganara-se em relação às feições dela. Seu rosto perfeito transmitia sincera preocupação, enquanto ela estendia a mão enluvada.

— Oh, que incidente terrível! — Sua voz soou macia e doce. — A senhorita se machucou? — Ela se voltou para Inuyasha. — Por favor, sr. Taisho, por que ainda está aí parado? Temos de ajudá-la!

Kagome comprimiu os lábios. Algo lhe dizia que odiaria ainda mais aquela heroína!

Sem nenhum esforço, Inuyasha a pôs em pé. Parecia profundamente irritado, e não preocupado com seu bem-estar. Acomodando-a numa cadeira, resmungou:

— Vou atender a srta. Arakida.

Afastou-se rapidamente e Kagome nem teve tempo de lhe agradecer. Ele estava, sim, preocupado com Sango Arakida, a vítima inocente de sua irresponsabilidade.

Kagome olhou para as mãos cruzadas no colo. Sentia os olhares reprovadores de todos os convidados, certamente indagando por que uma "personagem de menor importância" teria tal atitude. Todos, menos Osao Arakida que, provavelmente, estaria pensando num modo de tirá-la de cena. A "grande" amizade que nutrira por seu pai fictício já não era um argumento forte o suficiente para sustentar sua hospitalidade.

Ela tamborilou os dedos, praguejando contra o calor que lhe queimava o rosto. Era verdade que sua intenção fora mesmo jogar vinho no vestido de Sango, mas aquilo não era motivo para Inuyasha ficar tão zangado. Levantou a cabeça e, com o olhar, acompanhou-o até vê-lo se aproximar da heroína. Escutou quando ela garantiu que estava bem, enquanto gesticulava na direção dela, Kagome , sugerindo que ela era quem precisava de assistência.

Inuyasha insistiu em continuar ao lado de Sango.

De repente, como se alguém apertasse um botão, a música recomeçou, e os casais retomaram a dança do ponto que tinham parado. Rodopiavam, deslizando pelo salão, sorridentes, e trocando palavras à meia-voz.

Kagome relaxou, aliviada por não ser mais o centro das atenções. A história voltara a transcorrer como se nunca tivesse sido interrompida.

De repente, compreendeu que sua postura e as palavras que pareciam vir do nada eram simplesmente um sinal de que Rumiko controlava sua personagem. Sentiu dificuldade para respirar, a garganta apertou, faltou-lhe o ar. Não fazia sentido.

E, ao mesmo tempo, todo sentido do mundo. Como leitora, enredara-se profundamente com os personagens do livro. Então, por que a dificuldade de acreditar que eles, uma vez criados, existiam de uma maneira ou de outra?

O escritor, afinal, possuía um comando misterioso sobre um universo que Kagome tentava decifrar desde seu tempo de estudante. Antes, pensava tratar-se apenas de um estratagema para prender as emoções do leitor. Agora, percebia ser aquilo que levava a uma realidade a qual, no fundo, ela sabia existir. Como professora de literatura inglesa, tivera uma oportunidade ímpar na vida. Não só de ensinar literatura antiga, mas também de falar e literalmente viver as palavras. Aiya Austen certamente a aprovaria.

Além de tudo, tinha uma vantagem sobre todas as personagens: a pedra dos desejos que representava sua passagem de volta. A qualquer momento poderia usá-la.

Em outras palavras, não tinha nada a perder... só a ganhar. Perscrutou o salão, observando os dançarinos, os candelabros, o murmurinho ao seu redor. Escrevendo avidamente, Rumiko assumira o comando da cena, com ela, Kagome , relegada ao plano de figurante.

Recostou-se na cadeira. Viu Sango a um canto do salão, onde uma criada limpava seu vestido com um pano úmido. Ótimo. Cometera um pequeno erro e Rumiko decidira incluí-lo na história. Talvez acreditasse que o incidente pudesse acrescentar mais calor e humanidade à heroína, atraindo ainda mais a simpatia do leitor à personagem semi-trágica. Terrível. De repente, estava ajudando a escrever a história, e na direção errada!

Por que Sango deveria conquistar a simpatia de todos? Ela também tinha seu quinhão de tragédia romântica. Dois minutos com a autora e poderia ensinar-lhe muitas coisas sobre a busca do verdadeiro amor. Sua própria história daria para escrever um livro!

Respirou fundo e ergueu o queixo no momento em que Ayumi Arato se aproximou dela. De cabeça erguida, Ayumi parecia diferente.

Disfarçou um sorriso. A história estava ficando cada vez melhor. Rumiko deveria agradecer-lhe.

Estava ali outra ideia para um bom livro: autor e personagem apertando-se as mãos. Estranho ninguém ainda tê-la explorado...

Ayumi sentou-se ao lado dela, ajeitando a saia com movimentos delicados e precisos.

— Consegui, srta. Higurashi .

— Conseguiu o quê?

— Dançar. — A voz da jovem soou ansiosa e cheia de encantamento.

— Você nunca dançou?

— Antes desta noite, apenas com homens instruídos a me convidar para dançar. Nunca com alguém que me convidasse por vontade própria.

Kagome sorriu-lhe compreensivamente, enquanto a avaliava. Ayumi não era feia, apesar do rosto anguloso e das sobrancelhas grossas. Sem dúvida, o que tinha de mais bonito eram os olhos verdes; pelo menos quando erguia o queixo o suficiente para mostrá-los.

— É verdade, srta. Higurashi , embora me cause muita tristeza admitir isso.

— Permita-me perguntar: quem a convidou para dançar?

— O cavalheiro que você me apontou, claro.

— Ah... sei. — Kagome assentiu. Uma verdade inventada, mas sem maiores consequências. Aparentemente. — E sua mãe não influenciou no pedido do cavalheiro?

Ayumi corou.

— Não, senhorita. Decidi não permitir mais que ela faça isso. — Ayumi suspirou. — Reuni coragem e me aproximei dele.

— Isso é maravilhoso, Ayumi !

— Quase desmaiei com tanto atrevimento, mas não aguento mais ouvir minha mãe repetir que sou popular e que os rapazes brigam para dançar comigo. É como ela gostaria que fosse e não a verdade.

Kagome riu e Ayumi lançou-lhe um olhar intrigado.

— Você passa a impressão de ser americana, mas admito que, às vezes, tenho dificuldade em acompanhar seu modo de falar.

Kagome sobressaltou-se e prometeu a si mesma ter mais cuidado com o linguajar.

— Meu sotaque deve soar mesmo estranho... Sou de uma parte dos Estados Unidos onde se fala um pouco diferente.

— De que parte é?

— Oreg...

Não! Naquela época, o Oregon ainda nem existia.

— Uma cidade muito pequena e sem importância.

— Sua mãe não é americana. — Ayumi franziu o cenho. — É muito estranho Rumiko ter lhe dado um passado assim.

Oh, não! Rumiko não tinha nada a ver com seu "passado". Se alguém estivesse realmente escrevendo sobre sua vida, esta seria muito mais interessante.

Kagome forçou um sorriso que deveria transmitir segurança.

— Isso não tem a menor importância. O que importa é o que você fez esta noite.

— Ele tem um jeito muito agradável de me enlaçar enquanto dançamos — Ayumo murmurou, corando.

Kagome sorriu e observou os casais, à procura do homem que a cativara. Tudo que queria era dançar com Inuyasha , sentir a força de seu corpo, perder-se nos braços dele. Por uma dança, seria até capaz de perdoá-lo pela atenção exclusiva à Sango .

Afinal, ele estava apenas fazendo o que achava necessário para dar continuidade à história. Caberia a ela, Kagome, convencê-lo que as coisas poderiam acontecer de outra forma.

O rosto avermelhado de Osao Arakida surgiu à sua mente, mas ela tratou de afastá-lo tão rápido quanto aparecera.

Um suspiro, longo e profundo, escapou-lhe da garganta. Olhou para a jovem ao lado e apertou-lhe a mão.

— Ayumi , você tem intimidade com Sango?

— A srta. Arakida ? Não muito.

— Mas você pode estreitar mais essa amizade...

— Será que Rumiko ...

— Esqueça Rumiko ! — Ao notar o espanto de Ayumi, Kagome apressou-se em se desculpar: — Perdoe-me, por favor. Não interprete mal as minhas palavras.

Do jeito como Rumiko era reverenciada naquele lugar, ela deveria ser mais prudente.

Ayumi abriu a boca, mas Kagome a interrompeu antes que começasse a falar.

— Certamente poderemos nos aproximar de outras jovens para nos distrair nos períodos em que Rumiko não estiver escrevendo o livro.

Ayumi inclinou a cabeça, como se nunca tivesse pensado naquilo antes.

— A evolução das personagens só acrescentará riqueza e profundidade à trama — Kagome continuou. — A nossa convivência amistosa será de grande valia quando ela não estiver escrevendo. A história fluirá mais facilmente se permitirmos que os eventos ocorram mesmo quando ela estiver descansando.

A moça balançou lentamente a cabeça, denotando dúvida.

— Não acredito que Rumiko permitiu...

— Ela não fará objeções! Temos de fazer o possível para auxiliá-la, principalmente, por conta de sua saúde precária.

— Srta. Higurashi ...

— Trate-me por Kagome.

— Kagome , você não compreende o perigo que...

— Não vejo perigo algum — ela rebateu com impaciência.

— Pois deveria.

— Rumiko dá vida a personagens que vivem, respiram, sentem dor, alegria e amor. Evidentemente, temos de conversar, trocar ideias e desenvolver a história que ela idealizou para facilitar seu trabalho. Será um ato de compaixão.

— Isso é verdade — Ayumi disse sem muita convicção.

— Por acaso foi Rumiko quem escreveu isso?

Ayumi meneou a cabeça, negando.

— Foi o que pensei. Você só encontrou sua coragem porque Rumiko a dotou com a capacidade de pensar.

Kagome avistou Inuyasha dançando com Sango. Ele se movia com graça e leveza, como se não lhe custasse nenhum esforço.

Mas Kagome sabia o quanto lhe custava estar ali com Sango , cortejando-a, esperando que o aceitasse em casamento. Era sua única esperança para salvar Wedgfeld Hall.

De repente, Inuyasha parou. Sango também. A conversa cessou, assim como a música. De novo, o silêncio sinistro, a sensação de espera.

Kagome prendeu a respiração. Queria que fosse ela nos braços de Inuyasha . Ela, que estudara, analisara, e vivera intensamente a vida daquelas personagens de ficção desde sempre, merecia ao menos uma chance. Era espirituosa, cordial, simpática; tudo que se poderia aspirar de uma heroína.

No entanto, a história estava seguindo adiante, e sem ela. Precisava atrair a atenção de Rumiko.

Respirou fundo. Dois, três, quatro... Até quanto deveria contar?

E então, como se os fios invisíveis das marionetes fossem soltos, todos relaxaram.

Com um sorriso encantador, Inuyasha ergueu a mão de Sango e a beijou.

— Foi um dia muito produtivo.

Aliviadas, as pessoas começaram a se despedir. Inuyasha ainda segurava a mão de Sango.

Inuyasha se levantou. Voltando-se para Ayumi , tentou controlar as palavras para que não soassem como uma exigência por informações.

— A srta. Arakida costuma se demorar no salão?

— Não. Ela vai se recolher.

Inuyasha foi se retirando, inclinando a cabeça para os convidados que passavam por ele. Sango ficou só, uma figura solitária e elegantemente vestida, acompanhando-o com o olhar.

Não era momento para hesitações. Kagome pegou na mão de Ayumi.

—A srta. Arakida está precisando de nossa companhia.

Aproximar-se de Sango Arakida daquela maneira não era nada comum. Por isso, deveria ser cautelosa. Se a moça reagisse com frieza ou ironia, seu comportamento causaria uma mancha difícil para Rumiko contornar no caráter da heroína. Só essa possibilidade já valia o risco.

— Por favor, Ayumi . Não podemos demorar! Sinto que ela precisa de uma amiga...

Sango ficou surpresa quando as duas se apresentaram.

— Srta. Arakida ? — Kagome começou. — Ou posso chamá-la de Sango ?

A jovem hesitou, mas acabou consentindo.

— Claro, srta...

— Kagome Higurashi . Pode me chamar de Kagome.

— Ah, sim. Meu pai mencionou sua família.

— Por favor, perdoe-me o terrível incidente com seu vestido.

— Bobagem. Eu vivo fazendo essas coisas.

Kagome não acreditou. Com aquele sorriso meigo, os cabelos perfeitamente penteados, cada movimento meticulosamente coreografado, era quase impossível imaginar uma Sango desastrada.

— Estou aliviada por ver que não causei nenhum estrago irreparável.

Sango meneou a cabeça, e o movimento foi acompanhado de um som delicado, causado pelos brincos valiosos que adornavam suas orelhas.

Claro, Inuyasha só podia querer se casar com ela. Apenas suas jóias poderiam garantir a segurança da propriedade por muitos e muitos anos.

Mas jóias não compravam amor!, Kagome conteve-se para não gritar. Rumiko Takahashi bviamente precisava de ajuda.

E ela, Kagome , precisava de Inuyasha . Nem que fosse apenas por um tempo.

— Você dançou a noite toda — comentou. — Deve estar fatigada.

— Foi uma noite movimentada.

— Ayumi e eu decidimos nos aventurar num passeio, amanhã cedo — anunciou antes que a outra dissesse mais alguma coisa.

Ayumi piscou, surpresa.

— E ficaríamos honradas se nos acompanhasse — completou Kagome. — Poderíamos comentar sobre o baile, sobre os vestidos elegantes, a comida...

Pelos olhares que recebeu, tal frivolidade não era muito apreciada pelas mulheres do século dezenove.

Passado o silêncio constrangedor, Ayumi murmurou:

— Kagome , será melhor...

— De qualquer forma, exercícios matinais são muito estimulantes. — Kagome a interrompeu. — Clareia a mente. Sempre que me sinto confusa, um passeio ao ar livre faz toda diferença.

— Exercícios matinais? — Sango repetiu com voz fraca.

— Os jardins da propriedade são lindos. Eu gostaria de conhecê-los melhor. — Ela olhava de uma mulher para outra, ansiosa. — Hesito em confessar minha solidão de filha única, mas admito adorar a companhia de outras jovens da minha idade.

Kagome mordeu o lábio. Tomara Sango fosse filha única. De súbito, Ayumi cambaleou e Kagome a segurou pelo braço.

— Não está se sentindo bem?

— Preciso me retirar... Minha mãe me espera.

— Certamente a sra. Arato nos concederá mais alguns minutos. — De novo, Kagome dirigiu-se a Sango. — Irá nos mostrar os arredores da propriedade, srta. Arakida ?

— Bem, eu... — Sango hesitou, evidentemente procurando uma desculpa qualquer.

— Eu sempre quis ter irmãs com quem pudesse conversar sobre assuntos que só outra mulher entende... — incitou Kagome .

Sango respirou fundo, e a encarou:

— Eu também sinto falta de companhia feminina pelas mesmas razões. Talvez um passeio seja mesmo uma boa ideia.

-Final do capítulo III-

Aqui termina este capitulo!Esta sendo uma experiencia muito interresante voltar a fazer/adaptar fanfics,afinal faz quase 4 anos que não trabalhava em a pensar em reeditar minhas fics antigas,mas meu vocabulario era tão mal,que ler aquilo tudo,praticamente não entendo o que está lá escrito,por isso talvez corrija elas,talvez até continue a trabalhar nelas,querem isso não?

Estamos quase saindo da cena do salão e como se espera de um romance historico,há muita descrição e eu adoro está parte,o modo como a sociedade agia e proximo capitulo iremos sair do salão e começarão as cenas comicas,e o inuyasha vai ficar admirado com a kagome,acreditem.

Passemos aos comentarios:

Priscila Cullen:É estranho ver o inuyasha sério,não? Continua a acompanhar a fic e vais ele mudar.

SatsumeReturns :diz-me o que achaste deste capitulo então,espero que aumente a tua curiosidade.

Ruh-chan:vou tomar cuidado com isso ok?é um pouco dificil escolher sobrenomes e novos nomes para os que gostes deste capitulo,a melhor parte vai começar.

Maya Chrizti:ainda bem gostaste!fica de olho na outra fic que talvez eu vá corrigir ela, tenho pesadelos só de pensar em ler com aquilo tudo mal escrito,nem parece que foi eu que escrevi xD quem sabe talvez a insipiração apareça e eu continue as outras,fica de olho,ok?

Termina aqui este capitulo,espero que tenham gostado,se gostarem,comments please! Façam uma escritora amadora tiverem ideias ,é so fazer um comentario,não sejam timidas,este inuyasha chega por todas xD

Declaro este capitulo perfeito,

Tina.