"Então, antes de terminar meu dia, eu me lembro... meu doce príncipe você é único."
Placebo- My sweet Prince
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Entrelinhas
Parte 9
Tyreese caiu no chão como a toalha molhada, suja de sangue.
Finalmente eles tinham chegado longe demais.
"NÃOOOOOOOOOO. O QUE VOCÊ FEZ?" O grito de Carol ecoou pelo depósito.
"PORRA!" Daryl passou uma das mãos no cabelo. Seu olhar desesperado. Ele realmente tinha atirado em Tyreese?!
"QUE PORRA! O que você ta fazendo pelada aí? Gritando ´NÃO´! Enquanto ele...! Eu pensei, eu pensei que..." Daryl gritou balançando o corpo de um lado para outro.
"CALA A BOCA DARYL, OLHA O QUE VOCÊ FEZ?" Imediatamente Carol puxou uma camiseta da mala e vestiu, sem nem ver se estava do lado certo, do avesso ou não. Caiu de joelhos ao lado de Tyreese, ele que gemia de dor. Uma poça de sangue já se formava embaixo dele.
"Carol..." Tyreese balançou a cabeça de um lado para outro antes de desmaiar. Provavelmente por causa da perda de sangue, pressão baixa, ninguém tinha comido nada. Carol estava tremendo, de todas as possibilidades, ela nunca pensou que o dia terminaria assim.
Sarah resolveu que tinha que agir enquanto Carol e Daryl gritavam um para o outro. Se o caçador foi capaz de atirar em Tyreese, ele seria capaz de atirar em Carol e nela também. Rapidamente, Sarah pulou para dentro da pick-up pela janela aberta da caminhonete.
Ela alcançou a arma de Carol que estava no banco, e com um movimento rápido, já estava do lado de fora, parada na frente de Daryl.
"SE VOCÊ CHEGAR PERTO DELA, EU ATIRO. LARGA ESSE TROÇO NO CHÃO AGORAA!" Sarah gritou apontando a arma na direção de Daryl.
Instintivamente Daryl apontou o crossbow na direção de Sarah . Imediatamente arregalou os olhos, percebendo o que estava fazendo.
Apontando sua arma para uma criança? Daryl abaixou seu crossbow, e olhou para Carol. Sarah continuou a ter Daryl em sua mira.
Carol estava tão frenética tentando acordar Tyreese que não prestou atenção na cena vivida por Sarah e Daryl.
Ela estava ajoelhada, com as mãos novamente cheias de sangue. "Tyreese, Tyreese... Responde!" Ela pesquisou os sinais vitais dele. Tyreese tinha pulso fraco, e respirava aparentemente bem, mas a poça de sangue que se formava no chão era alarmante.
"Carol, eu não queria ter feito..." Daryl realmente não queria, foi um impulso, instinto. Ele tinha perdido as estribeiras, balançando de um lado ao outro. Novamente ele tentou justificar suas ações.
"inferno! ... "Você estava pelada. E ele te tocando..."
"DARYL!" Furiosa, Carol se virou para ele, encarando Daryl, os olhos azuis cheios de água. "Se você não vai ajudar...ENTÃO CALA A BOCA!"
...Idéia estúpida resolver se trocar na frente de todo mundo... Chorando, ela colocou pressão na ferida, usando a tolha para absorver o sangue. A flecha, ainda atravessada no corpo de Tyreese, na lateral esquerda, pouco abaixo das costelas. "O que a gente vai dizer pra Sasha?..." Ela disse soluçando. "O QUE EU VOU DIZER PRA SASHA?"
"Puta que pariu" Daryl fechou os olhos. Ele não era uma pessoa que entrava em pânico assim tão fácil. Mas tinha matado uma pessoa da prisão? Uma pessoa da família? O que ia dizer pra irmã dele? O que ia dizer para Rick?
A voz furiosa da criança fez com que Daryl acordasse.
"EU JÁ DISSE, LARGA ESSE TROÇO." Sarah não acreditava, lá estava ela com uma arma na mão, apontada para Daryl, sendo totalmente ignorada por ele.
"COLOCA ESSA MENINA NUMA PORRA DE UMA COLEIRA." Daryl gritou, largando finalmente o crossbow e se ajoelhando ao lado de Tyreese.
Sarah continuou com a arma na mão, um tanto quanto contrariada. Daryl ignorou totalmente o fato dela estar armada, era como se ela não significasse nada.
"Daryl, eu juro por Deus..." Carol estava tentando se concentrar. "Sarah por favor, não é hora pra isso." Toda a gritaria a estava enlouquecendo.
Sarah finalmente abaixou a arma. E observou.
Carol respirou fundo, finalmente tomando controle da situação. "Se a gente não fizer nada, ele vai morrer."
Carol e Daryl se olharam, o corpo inconsciente de Tyreese entre eles. Ele tocou a mão dela. "Carol, você treinou com o Hershel todo esse tempo..."
Retirar a flecha da barriga de Tyreese. Parar o sangramento? E se atingiu algum órgão vital? Era uma cirurgia! Carol seria capaz disso? Sozinha?
Mas que escolha ela tinha?
"Ele não vai morrer." Daryl segurou a mão dela rapidamente. "Droga, eu fiz isso, não posso deixar esse filho da mãe morrer."
"Não, ele não vai morrer." Carol soltou o ar dos pulmões.
"Eu convenci Tyreese a vir até aqui, eu vou levar ele de volta pra casa... Sarah, tem uma caixa branca embaixo do banco da caminhonete. Pega pra mim, e uma mochila com comidas, tem garrafa de água dentro." Graças a Deus Carol pensou em trazer a caixa de primeiros socorros, não era muito mais ia servir.
"OK" ...Aleluia... Sarah finalmente fazia parte da equação, estava cansada de ser ignorada.
"Daryl. Nós vamos levar Tyreese para o escritório do Ed. Fica nos fundos do deposito. Tem uma mesa lá. OK?" Carol tinha confiança na voz. Daryl concordou com o plano. Ele pegou Tyreese erguendo pelos ombros, enquanto Carol erguia pelas pernas.
"Gordo pra caralho." Daryl reclamou, levantando Tyreese mais alto. Com dificuldade, ele e Carol levaram Tyreese para os fundos, o sangue que pingava deixou um rastro.
O escritório de Ed Peletier ficava nos fundos do deposito, Sarah seguia atrás deles através dos corredores de materiais de construção, a caixa branca de primeiros socorros nas mãos, e a mochila com alimentos e água nas costas.
"Coloca ele em cima da mesa. Ahhh" Carol fez uma careta, jogando os papeis, canetas, fotografias para longe, usando toda sua força para suspender Tyreese. A estrutura física dele lembrava Ed na juventude. Alto, grande e pesado.
Daryl obedeceu, ele não queria que Tyreese morresse, ele não queria esse sangue em suas mãos. Por mais que Tyreese o tivesse tirado do controle naquele dia. Sarah apareceu na porta do escritório, colocando a mala de primeiros socorros em um cadeira ao lado de Carol.
"Sarah traga a mala com cobertores que eu joguei na carroceria da caminhonete, por favor? Volte aqui o mais rápido possível. Daryl, você precisa fechar esse lugar." Sarah correu, Daryl seguiu atrás dela, para lacrar o deposito.
...Que nenhum walker sinta o cheiro de sangue...O lugar é seguro, mas se a gente ficar cercado, vai ser uma merda pra sair daqui...
"Que irônico! Um milhão de placas de energia e não entra um raio de sol aqui dentro." Carol precisava de luz, lanternas, velas, qualquer coisa que pudesse iluminar a ferida. Ela começou a procurar freneticamente, encontrou lanternas e pilhas em uma das gavetas. ...Obrigada Ed pela sua mania de "operação sobrevivência"...
O escritório de Ed era pequeno. Uma mesa, algumas cadeiras e armários. Uma grande janela, que proporcionava uma ótima visão de todo o deposito. Provavelmente Ed sentava a bunda na cadeira, e ficava monitorando os coitados dos funcionários, gritando e distribuindo patadas.
"DARYL. CADÊ VOCÊ?" Carol gritou, abrindo o kit de primeiros socorros, alguns pares de luvas, gazes, antisépticos, uma agulha e fio de sutura. ...É isso, não tenho escolha...
"Ohhh" Tyreese começou a se mexer, gemendo de dor. Os gemidos ficavam mais altos. Ty começou a se contorcer
"DARYL" Carol gritou, tentando manter Tyreese imóvel.
Daryl finalmente estava na porta, e percebeu Ty acordando. "Oh merda, se ele começar a se mexer, vai sangrar igual um porco." Ele tomou o lugar de Carol e segurou Tyreese.
Carol então começou a abrir os armários de Ed, jogando papeis, e documentos para longe. "Bêbado desgraçado." Ed tinha uma garrafa escondida em algum lugar. "Conhaque!"
" Espero que resolva." Carol pegou um pedaço de pano, molhou com bastante conhaque, e fez com que Tyreese inalasse, a bebida tinha um teor alcoólico tão alto que realmente resolveu. Ty apagou novamente.
Daryl e Carol se olharam.
"Ok, o caçador aqui é você. Já tirou a flecha de centenas de bichos." Carol jogou as luvas para Daryl, que a olhou de um jeito engraçado. Mas não tinha nada de engraçado na situação. Carol o repreendeu. "Agora Daryl."
"Sarah, eu quero que você fique olhando pela janela, qualquer movimento estranho você avise. Avise!" Carol também vestiu a luva de látex, Depois pegou a lanterna, iluminando a ferida de Tyreese.
Daryl acenou com a cabeça, quebrando a flecha no meio, com a ajuda de Carol, ele levantou um pouco o dorso de Tyreese, puxando a parte com a ponteira por um lado, e a parte traseira da flecha pelo outro lado do corpo. Imediatamente o sangue começou a jorrar.
"Wow" Sarah deixou um pouco a janela, já que nada acontecia no galpão, e virou para trás. A menina tinha um olhar ar de curiosidade. Ela queria ver a flecha que estava no corpo de Tyreese, partida em dois. Daryl tinha acabado de jogar no chão.
"É contigo." Daryl pegou a lanterna das mãos dela e mudou de lado. Agora ele iluminava o buraco no corpo de Tyreese, e Carol continha o sangramento. O sangue ensopou diversas gazes.
Concentrada, como uma cirurgiã, Carol começou a trabalhar, usando panos, as gazes, suturando. Tanto internamente, quanto o dorso, e as costas.
Quando Carol terminou o procedimento, já era noite. Eles não poderiam mover Tyreese. Ele estava pálido e fraco. Teriam que pernoitar no escritório de Ed Peletier. E rezar para que ele não tivesse febre.
Com a ajuda de Daryl, Carol fez um curativo bem comprimido no ex jogador, enfaixando e passando a bandagem por toda a extensão da barriga de Tyreese. Depois pegou um dos cobertores, e colocou sobre ele, procurando diminuir o estado de choque em que ele se encontrava. Tyreese era tão grande que seus braços e pernas não cabiam na mesa. Era desconfortável, mas infelizmente era o que Carol tinha para oferecer.
Daryl puxou as luvas de látex das mãos e jogou em cima do monte de gazes sujas de sangue. Durante a cirurgia improvisada, nenhum dos dois disse muita coisa. Daryl estava refletindo sobre tudo que tinha acontecido, e Carol estava concentrada em terminar sua tarefa e salvar a vida de Tyreese.
Carol caminhou para o lado de Daryl, que agora estava mordendo as laterais de seus dedos.
"Talvez tenha atravessado o baço. Faz sentido pelo local, pela quantidade de sangue. O baço é um reservatório de sangue..." Ela refletiu, dizendo mais para si mesmo do que para Daryl.
"Se for isso, se o dano for muito grande. Eu não sei o que fazer! Como eu vou retirar o baço dele aqui? Não tem nem um bisturi. Não tem anestesia. Não tem bolsa de sangue. Não tem nem soro..." Preocupada, Carol usou o antebraço para tirar um pouco do suor que escorria em seu rosto. Seus olhos ardiam. "A gente tem que rezar para o sangramento não volte."
"Carol, se fosse isso, ele já tinha morrido. Eu acho que a flecha não atingiu nenhum órgão vital. Foi praticamente no mesmo lugar quando eu me machuquei procurando a Sop..." Daryl então se calou. ...a Sophia...
Ele percebeu que Carol soltou uma longa respiro. Vendo que agora lagrimas escorriam pelo rosto dela.
"Carol, eu..." Daryl começou, sem saber direito como se desculpar.
Sem dizer uma palavra, Carol levantou a mão, fez um movimento para que Daryl parasse, estava cansada demais para ouvir. Ela então caminhou até a janela, colocando as duas mãos nos ombros de Sarah. "Menina, vá descansar agora. Ok? Use um cobertor e procure dormir."
A barriga de Sarah roncou de um jeito constrangedor. "Desculpe" A menina se envergonhou.
"Oh meu Deus, querida, eu que peço desculpas, esqueci completamente de te dar alguma coisa pra comer." Cansada, Carol colocou a mão na testa. "Esse dia foi uma catástrofe, você deveria estar na prisão, brincando, jantando com as outras crianças. Indo dormir na sua cama. Oh Sarah..."
"Aqui." Daryl tirou da mochila uma barra de cereais e uma maçã, e ofereceu para Sarah e para Carol. "Não é muito, mas dá pra passar essa noite!"
"Obrigada." Sarah comeu a barra de cereais, e com o cobertor nas mãos, foi para um canto do escritório, para dormir. Rapidamente a menina já estava adormecida.
Silencio absoluto.
Carol e Daryl pararam lado a lado na frente da janela.
"Se ele tiver febre..."Carol passou a mão pelo cabelo.
"Eu vou ficar de olho. Vá descansar um pouco..." Assim como Carol, Daryl demonstrava cansaço no olhar.
Carol acenou, mas não se mexeu do lugar.
O deposito estava totalmente escuro. O escritório iluminado apenas por uma vela. Em cima da mesa Tyreese dormia. Em um canto, enrolada no cobertor Sarah também dormia.
Daryl podia escutar a respiração de Carol, e as batidas de seu coração. Ela estava silenciosa, e a feição fechada, preocupada, como o caçador não via a muito tempo. ...Quando ela brigou comigo após o incidente com o Randall na fazenda...
"Eu não queria. Foi um impulso." A voz saiu mais rouca e alta do que ele previa. Daryl fez uma careta e sussurrou. "Você...estava gritando "pare", eu pirei. O que vai acontecer quando ele acordar?"
Durante um longo minuto, Carol continuou calada, quando finalmente resolveu falar, sua voz era uma lamuria.
"A culpa é minha. Toda essa ideia estúpida... Tudo isso, pode custar a vida do Tyreese. A gente não devia ter saído da prisão. Esse homem confiou em mim. Ele escutou o que eu tinha pra dizer. Acreditou em mim como ninguém fez antes...e agora..." Carol olhou para o homem deitado sobre a mesa. Ela tinha lágrimas nos olhos. "Ele está entre a vida e a morte."
...É mentira, ele não está entre a vida e a morte! e eu acredito em você, eu confio em você. Mas ela só enxerga quando o Tyreese faz...
Daryl não sabia como perguntar.
"Você e o Tyreese?" A questão foi tão tímida que ele nem teve certeza se Carol escutou o sussurro ou não. Daryl abaixou a cabeça, antecipando a resposta que ele não queria escutar.
"Ah?..." Carol estava tão preocupada com Tyreese, perdida nos seus pensamentos, que nem entendeu o teor da pergunta. Uma onda de tristeza e insegurança fez com que o queixo de Carol tremesse, Ela soluçou, e chorou. "Eu não quero que nada aconteça com ele."
Daryl fechou os olhos. ...Estúpido. Isso é um sim?... Ou apenas em negação, não querendo entender a verdade? A verdade é que ele não conseguiu ler as entrelinhas do que Carol disse. Sim ou não. Importava? Ele ia entregar Carol assim?
"A culpa é minha. Eu sou uma inútil, um fardo. " ... Como Ed sempre disse que eu seria...
Carol estava envolta pelos seus braços agora. Seus braços! E sendo egoísta, ele quis que ela derretesse em seu peito e ficasse ali até que o sol raiasse. Até que Tyreese e Sarah acordassem e estragassem tudo.
"Nah...Carol! Sozinha, você acabou de fazer uma cirurgia. Uma baita de uma cirurgia! Eu que faço tudo errado..." Daryl sussurrou no ouvido dela. Sentindo no cabelo de Carol, o resquício do perfume do shampo. Mesmo com toda a sujeira, sangue e suor daquele dia, o perfume ainda persistia. "Eu vi suas cicatrizes. Surtei..." Daryl murmurou, ainda no ouvido dela.
Carol fechou os olhos, enfiando o rosto no ombro dele. Ela não tinha intenção de mostrar, ainda não. Cada traço de cicatriz, pequenos demônios adormecidos dentro de sua memória. "Não Daryl." Ela abraçou Daryl, passando os braços ao redor do pescoço dele. Um tanto quanto perdida naquele momento. "Um dia..."
"Ok. Só entre nós dois?" Daryl entendeu melhor do que ninguém. Ele também não queria que ninguém invadisse suas memórias.
"Só entre nós dois." Carol acenou com a cabeça.
Assim como no quarto de Sophia, Carol aceitou o conforto daqueles braços apertado. Daquele coração disparado contra seu peito...Segunda vez no mesmo dia... Ela chorou.
Um momento de tanta intimidade entre eles, que nem poderiam explicar para outra pessoa. O selvagem e destemido Daryl Dixon, matador implacável de walkers, capaz de um momento de tamanha intimidade? Intimidade mais profunda que sexo. Carol podia apostar que Daryl nunca teve isso antes, assim como ela.
Um abraço forte, sincero!
Daryl não sabia bem o que dizer, nem o que pensar, mas de uma coisa ele tinha certeza. Não podia mais enrolar, era hora de se desculpar, por tudo. Pelo seu comportamento, pelas coisas que disse para Carol, desde a fazenda, desde Sophia...Tudo!
O caçador levantou o queixo machucado de Carol, a fim de dizer as palavras. "Eu sinto muito", mas fez uma careta ao ver o corte no rosto dela. Mais um erro. Ela não deveria se machucar sob sua vigília. Daryl não deveria ter permitido isso. Mas uma falha!
Carol olhou fixamente para Daryl, ele correspondeu da mesma forma. Olhar fixamente para Carol não era nenhuma novidade, ele fazia o tempo todo, só que nunca Carol tinha feito o mesmo. Ao mesmo tempo, tão perto, tão intensamente.
"Ah" Carol abriu a boca, e passou a língua nos lábios, umedecendo-os.
Ambos seguraram a respiração.
Congelando o tempo.
Antecipando.
O vento fez com que a sombra da chama da vela dançasse nas paredes. O olhar entre os dois tão intenso, tão próximo que chegava a ser perturbador. Carol sentiu uma lágrima escorrendo pela bochecha.
Não havia buzina, walker, Merle, governador, Woodbury ou distração alguma para interromper agora. Não havia rival para interromper. Nem Beth no pensamento de Carol, nem Tyreese no pensamento de Daryl. Nem apocalipse no pensamentos dos dois . O caçador abriu a boca para dizer, mas as palavras não vieram. Ele ia arruinar o momento, gaguejando, se atropelando.
...Se eu tiver que lutar por você. Eu vou. Nem vou pensar. Atirar em Tyresse foi prova suficiente... "Você é minha, minha."
Ao invés de pronunciar qualquer coisa, Daryl colocou a mão na nuca de Carol e movimentou seu rosto para perto do rosto dela. Tocando seus lábios nos dela, tomando cuidado para não machucar o queixo dela, ele fez. Finalmente Daryl Dixon sentiu como era um beijo de Carol Peletier. Ele fechou os olhos e sentiu a maciez da boca dela. Mergulhou no beijo, apertou Carol nos seus braços, e ela tremeu.
Carol correspondeu, abrindo a boca, deixando que sua língua dançasse ao redor da língua dele. Permitindo que Daryl a invadisse, a consumisse.
O corpo de Daryl nunca sentiu nada igual! Nunca respondeu assim. O coração bateu tão forte, que ele podia sentir a pulsação batendo em sua têmpora.
Um simples beijo, e ela era sua. Até o fim!
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Obrigada por ler
Reviews sempre são bem vindos!
Andressa, Manuela, Letícia vocês são divas, fantástica e poderosas UHUUUU! CARYL é a melhor coisa de The Walking Dead, e vocês são as melhores leitoras desse site e desse fanfic!
LOL! OBRIGADAAAAAAAAAAAAA
