Música Entrelinhas 14: Secrets- One Republic.
...Eu preciso de outra história
Algo para eu desabafar
Minha vida fica meio chata
Preciso de algo que eu possa confessar...
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Entrelinhas
Parte 14
Carol estava esgotada. Quarenta e oitos horas e não via a luz do sol, não tinha tempo de sair para o pátio, não que tivesse algo de bom lá fora. Rick e Daryl passaram dois dias cavando covas e lutando para manter as cercas intactas, a quantidade de walkers tinha aumentando assustadoramente.
Ela arrancou a bandana, que funcionava de mascara do rosto, e se jogou na cama. As molas do colchão se movimentaram pra cima e pra baixo com seu peso largado.
"Ahh...meu Deus."
Carol sentiu os ossos do corpo craquelando. Os músculos duros, doloridos de câimbra. Câimbra que preocupou um pouco, pois era um dos sintomas da doença, mas Carol decidiu creditar suas dores ao trabalho intenso. A prisão tinha se tornado um hospital, ou melhor, uma zona de guerra, já que os moradores estavam no meio de uma batalha.
Batalha lá fora para manter as cercas.
Batalha aqui dentro para escapar da doença.
"Perdemos mais três pessoas hoje..."
Ela fechou os olhos, balançou a cabeça tentando afastar o cheiro insuportável que tinha tomado conta da prisão naqueles dias. Cólera era uma doença terrível. Carol estava lidando com palavras que não faziam parte de seu vocabulário. Coisas que ela nunca esqueceria, era como se tivesse voltada a idade medieval.
Diarréia, dores abdominais, náuseas, vômitos, hipotensão, choque hipovolêmico, taquicardia, anúria, hipotermia. Essas palavras davam voltas na cabeça de Carol, enquanto ela devorava os livros de medicina trazidos por Tyreese, Daryl e Rick na última tentativa de trazer suprimentos do hospital local, já que os estoques da prisão tinham zerado, assim como o estoque de todos os centros de saúde da região.
Com o fim do soro, Hershel, Bob e Carol decidiram fabricar soro caseiro. O problema é que, diferente do soro venoso, eles tinham que oferecer aos doentes de vinte em vinte minutos, ou quando evacuavam, ou seja, o dia inteiro dando soro para diversas pessoas. Uma tarefa excruciante.
Quanto aos antibióticos, infelizmente Carol não podia fazer mais nada, tinham acabado de vez e não poderiam ser fabricados naquelas condições. O que eles descobriram é que chá de malva poderia acalmar a flora intestinal. Uma jornada em busca dessa planta se iniciou. Novamente Daryl se pós a disposição na caçada da tal planta. Carol não podia negar, ele era admirável... Daryl e seu código. Como esse mundo precisa de mais homens assim, sem ele todos nós estaríamos perdidos...
...Eu estaria perdida...
Carol passou a tarde, fervendo e refervendo galões de água, esterilizando copos e jarras, e utensílios de cozinha. Fabricando soro caseiro, misturando água pura, sal e açúcar. Todos sabiam que deveriam beber água fervida, mas muitos esqueciam que deveriam de lavar também seus copos, talheres e pratos com essa água fervida, e manter tudo o mais limpo possível.
Ela escreveu um cartaz enorme com as novas regras de sobrevivência, na cozinha da prisão. "BEBER ÁGUA FERVIDA, LAVAR FRUTAS E VERDURAS COM ÁGUA FERVIDA, LAVAR UTENSILIOS DE COZINHA COM ÁGUA FERVIDA, LAVAR AS MÃOS COM ÁGUA FERVIDA, NÃO COMER ALIMENTOS CRUS, USAR LUVAS E MASCARA QUANDO TIVER CONTATO COM AGUÉM CONTAMINADO, DESINFETAR AS MÃOS. SUA SAÚDE É A NOSSA SAÚDE."
"Estou morta! M.o.r.t.a." Ela disse pra si mesma.
Deitada em sua beliche, Carol ficou com o olhar fixo no estrado da cama de cima, relembrando os momentos aterrorizantes das últimas quarenta e oito horas. ...E pensar que tudo começou na comemoração da energia elétrica... Ela balançou a cabeça, fechou os olhos, tentando se lembrar de Sophia naquela praia. Direcionando sua mente para uma fantasia boa, apreciando um pouco o silencio da sua cela.
O sossego não durou...
"Carol..." Uma voz feminina na entrada da cela.
Carol nunca tinha feito isso antes, ela ignorou o chamado. ...Cinco minutos de descanso, por favor...
"Carool..." A voz feminina se aproximou da beliche.
Ela fingiu que estava dormindo.
"Por favor."
"Por favor."
Carol sentiu uma pessoa tocando seu braço. A voz era de Beth, Carol abriu os olhos finalmente , ela não era tão boa atriz assim pra continuar fingindo que estava dormindo.
"Sim?" Carol sentou na cama. Beth estava com os olhos e a ponta do nariz avermelhados.
"Me desculpe! Te acordar...Eu...eu...eu..." Beth se sentou do lado de Carol na cama. A moça abaixou a cabeça, e começou a torcer sua própria calça, tentando encontrar um meio de começar aquela difícil conversa.
Beth estava tão nervosa que imaginou que teria um colapso nervoso.
"Tudo bem, Beth, eu não estava dormindo, só descansando o corpo." Carol passou a mão na cabeça, seu cabelo tinha crescido bastante, até uns cachos se formavam na nuca.
"Faz um tempo, eu estou tentando conversar com você, mas...você nunca tem tempo! Eu sinto sua falta, sabe?" Beth usou a manga da blusa pra enxugar as lagrimas que agora escorriam pela sua face.
"Eu sei...desculpe." ...Oh droga, agora me sinto culpada, me afastei dela de propósito... Carol pensou ao ver os ombros de Beth chacoalhando com o choro. "O que foi? Você não está assim só por minha causa não é?"
"Não, claro, eu sinto sua falta... é que algumas coisas estão acontecendo comigo...e...eu não tenho ninguém...Eu só poderia contar isso pra você. Porque você vai sabe o que fazer...e..." Beth estava extremamente corada agora.
Carol imaginou o que viria pela frente.... Beth veio falar sobre sua paixonite pelo Daryl...
"Vá em frente! Tudo bem Beth..." Ela encorajou a jovem.
"A minha...minha...minha...menstruação está...atrasada!" Beth disse entre soluços.
Carol sentiu como se tivesse tomado um tapa na cara.
Ela cerrou os dentes. Carol fechou as mãos com tanta força que seus dedos ficaram brancos. Sentiu uma onda de adrenalina correndo pelo corpo. "Aquele filho de uma grande puta...Não acredito que ele fez isso com VOCÊ"
Beth olhou para Carol com os olhos enormes, antes de começar a chorar de novo. "Carol ?..."
Carol Peletier estava furiosa.
"Eu mato o Daryl, eu juro!EU VOU MATAR ELE!" Carol se levantou da cama de uma vez só, caminhando de um lado para outro da cela. "Eu afastei o Axel aquela vez. Eu estava morrendo de medo dos caras de Woodbury, temendo justamente isso, que alguém se aproveitasse de você. E o perigo estava do nosso lado o tempo todo. EU VOU MATAR ELE. ISSO NÃO É COISA QUE SE FAÇA! COM VOCÊ...OH MEU DEUS! "
"Daryl? O que o Daryl tem haver com isso? ...OH...OHHH" Beth finalmente entendeu.
Ela puxou Carol de volta pra cama, fazendo com que a mulher furiosa se sentasse ao lado dela de uma vez. Beth estava praticamente chacoalhando Carol, pra que essa voltasse ao normal.
"Não! NÃO! Não, você entendeu tudo errado. É CLARO, faz sentido! Por isso você não estava falando comigo? Não é nada disso! CAROL, aquilo foi um mal entendido. Daryl estava triste pelo senhor Taylor, eu tentei consolá-lo, mas Daryl não é a pessoa mais receptiva do mundo, ele virou o rosto bem na hora, e minha boca encostou com a dele. SÓ ISSO! Foi sem querer. EU JURO!" Beth falava rápido, encarando Carol de frente.
Beth disparou, ela começou a falar e não parava mais.
"Eu estou pedindo pro Daryl me ajudar já faz um mês. Pra que você volte a falar comigo, porque eu preciso de você Carol, porque eu tenho tanto coisa pra te contar, porque eu preciso da sua orientação, mas o Daryl não está nem aí pra mim. A única mulher que ele escuta é você. Ele só se importa com você, Carol."
Carol estava com o coração acelerado, assimilando toda a conversa, que até o momento estava intensa demais. Ela respirou fundo pelo nariz, soltado ao poucos pela boca. Fez isso varias vezes antes de voltar a falar.
"Você e o Daryl? Nunca...?"
"NÃO, POR FAVOR! Daryl tem idade pra ser meu pai. Jesus... Fora que ele é estranho, todo bronco, mal humorado." Beth estava um pouco mais feliz, solucionado esse problema da falta de comunicação entre elas, poderia passar para o assunto mais grave.
Carol colocou a mão no coração, ela quase teve um infarto, tinha certeza.
"Oh meu Deus, esse tempo todo, eu...afastei ele...e...você." Carol colocou a mão na boca. "Como eu sou tola."
As duas ficaram quietas por um tempo, assimilando as revelações. ...Que confusão...
"Mas você estava dizendo sobre..." Carol se lembrou do começo da conversa.
Beth suspirou, e abaixou o rosto. "É verdade..."
"Quando você fez sexo? Com quem?" Carol sussurrou, estavam só as duas na cela, mas as paredes tinha ouvido. Ela não queria que intimidade de Beth virasse a nova fofoca da prisão,
"Eu não fiz...quero dizer...não foi completamente. O meu Deus, eu não sei como explicar. Carol, se meu pai ficar sabendo, ou a Maggie, eles não vão aprovar..Eu...eu e o Jody estamos namorando...e...e..."
"Jody?" Carol se lembrou dele. ..Claro! Um dos garotos de Woodbury, com cabelo castanho e olhos azuis, e na faixa etária dela...
"Sim...Olha, eu namorei o Jimmy, por três meses, antes do fim do mundo, mas nós nunca chegamos muito longe...Você sabe?" Beth estava extremamente envergonhada. "Com o Jody, as vezes fica um pouco mais quente, é tudo escondido, é meio divertido, sabe? Mas não aconteceu...tudo! Como eu posso estar grávida se ele não...colocou...lá...a...coisa...dentro...e... rrr?"
Beth enfiou o rosto nas mãos. "Oh meu Deus!"
Bem mais calma, Carol sorriu, ela olhou para cima e balançou a cabeça, trazendo Beth para um abraço.
Carol beijou o cabelo loiro da moça, dizendo baixinho só para Beth escutar. "As vezes eu penso. O mundo acabou...tudo acabou, mas aí vem você e me faz lembrar que... nós estamos aqui, com nossas dúvidas, nossos problemas, tudo continua, nós nos apaixonamos, ainda continuamos humanos, não é?...Beth, querida, olha pra mim!"
Beth obedeceu, o queixo dela tremia. Carol sorriu pra ela.
"Bem, primeiro, não vamos entrar em pânico, ok? As vezes esse tipo de coisa acontece com as mulheres. Principalmente quando passamos por um estresse grande, ou um susto, e vamos combinar o que mais aconteceu essa semana foram sustos e sustos. O ciclo menstrual é uma coisa delicada, um momento de ansiedade, pode atrapalhar tudo, mas..." Carol disse com a voz mais doce possível, como se ela tivesse tirando as duvidas de Sophia. "É difícil, mas pode acontecer sim gravidez sem penetração total, você precisa estar no período fértil, e a ejaculação dele tem que estar bem perto dali...na região...Ok? Vamos pensar pelo lado positivo, provavelmente não dar nada, mas Beth, a gente vai ter que providenciar um teste."
"Um teste? Oh meu DEUS. Meu pai vai me matar...Não é uma coisa que eu vou chegar na enfermaria e simplesmente pedir...Hei, pai preciso de um teste de gravidez..." Beth começou a chorar de novo. "O que ele vai fazer com o Jody?"
Carol abraçou Beth, ela tinha simpatia pelo tormento da garota. Apesar de Beth ser uma mãe natural, o fantasma do que aconteceu com Lori ainda pairava sobre a prisão, que estava se desfazendo, diga-se de passagem. Fora que a reação de Hershel e Maggie quanto uma gravidez totalmente imprevista seria algo difícil de lidar.
"Calma, tudo vai ficar bem...ok? Deixa comigo, eu tenho acesso a todas essas coisas." Carol sussurrou.
"Você me ajudar?" Beth agarrou Carol mais forte, e chorou.
"Claro, tanto faz o resultado, eu estarei aqui pra te ajudar ok? Eu juro! Beth, você é como uma filha pra mim! E vamos providenciar proteção pra vocês... Esses hormônios nessa idade não estão de brincadeira." Carol fechou os olhos e sorriu. Era bom ter Beth de novo debaixo de suas asas.
Ao fazer sua ronda pelas celas naquela noite, Carol quase se sentiu culpada, pois apesar de tanta doença, ela se sentia leve, uma sensação boba de felicidade. Sim, definitivamente mais leve. Há mais de um mês, após o suposto beijo, ela sentia um gosto amargo na boca, um peso no coração, sensação de inveja e traição. Finalmente estava se livrando daquele sentimento ruim. Carol deveria ter confiado mais em Beth, e em Daryl...
Ela conhecia Daryl mais que isso...
...A única mulher que ele escuta é você. Ele só se importa com você, Carol...
As palavras de Beth ecoando na sua cabeça. "Daryl..." Carol sorriu, lembrando dos beijos trocados no depósito, lembrando que ele tinha alguma coisa pra falar, mas que nunca foi dito. Após resolver a questão de Beth, ela tomaria coragem e colocaria os pingos nos is de uma vez por toda.
...Talvez nossa hora tenha chegado...Carol e Daryl...Será?...
Antes de chegar na enfermaria, Carol parou na frente da cela onde Sasha estava repousando, o estado de saúde dela era bem grave, ela tinha perdido muito liquido, Carol temia por um choque hipovolêmico. Tyreese se recusava a deixar a irmã. Com bandana no rosto, e luvas de látex nas mãos, ele permanecia sentado ao lado dela, dormindo todo torto em uma cadeira. A garrafa vazia com o soro fisiológico caseiro em suas mãos, ele tinha oferecido religiosamente a cada vinte minutos a sua irmã.
"Oh Tyreese...Sinto muito." Carol murmurou, ela não queria quebrar os sentimentos dele. Ele era tão bom e esforçado, mas ele não era Daryl... Ele não era quem Carol queria e precisava.
...Espero que você encontre alguém que te faça feliz, você merece...
"Oi Carol. Noite tranqüila. Tomara que continue assim, né?" Karen tinha uma garrafa cheia com soro nas mãos, ela estava indo na direção da cela de Tyreese e Sasha. "Vou trocar a garrafa dele... Boa noite Carol..." Karen não precisava explicar, Carol entendeu. A moça de Woodbury se mostrou muito prestativa e atenciosa, principalmente quando se tratava do ex jogador de futebol americano, ela tinha um pequeno sorriso tímido nos lábios.
"Boa noite Karen" Carol murmurou, enquanto observava Karen passando a mão no ombro de Tyreese para acordá-lo. "É, acho que ele já encontrou..."
Carol continuou na direção da enfermaria, ao chegar lá, foi direto para as prateleiras, passando o dedo na frente das embalagens. "Oh, terrível, quase não tem mais nada no estoque."
"Isso." Ela pegou a caixa com o teste de gravidez nas mãos. "Por que essa caixa é tão enorme, pra uma coisa tão pequena dentro?" Tirou o teste de dentro da caixa, sentindo-se um pouco constrangida, com o pedaço de plástico nas mãos.
...De repente os dizeres da caixa tinham cor neon fluorescentes ou é impressão ? Sem chance passar no meio da prisão com isso...
Carol pegou a bula com as instruções de dentro da caixa, e o teste de plástico, deixando a caixa lá. Não ia desfilar com aquilo pela prisão. E se fosse pega, como explicaria.
...Ah tô levando o teste pra Beth, quem nem maior de idade é. Ou é?...
Quando estava saindo da enfermaria. Carol lembrou sobre a proteção. Ela pegou a caixa com camisinhas do estoque, e ficou olhando a embalagem por um tempo. Matutando.
As camisinhas estavam lá pra quem precisasse, era um acordo entre os adultos, tanto da prisão, quando de Woodbury. Novamente, o caso Lori ainda pairava sobre eles. A maioria das vezes Gleen e Maggie vinham buscar, eles não eram nada tímidos a respeito disso, já os outros moradores pareciam envergonhados demais pra isso.
Carol pensou nos jovens.
...Humm... Quem sabe uma palestra para os jovens da prisão? Sobre educação sexual? Vamos ver o que Rick pensa disso... Parece meio avançado pra idade deles, mas nesse mundo que a gente vive, é melhor prevenir...Carl, Sarah e os outros logo logo vão começar a ficar curiosos sobre essas coisas...Acho que se Sophia tivesse aqui eu teria essa conversa com ela...
"Bem, não importa, eu preciso disso pra agora." Carol disse para si mesma.
Ainda com a caixa de camisinha em uma mão, e o teste de gravidez na outra, Carol escutou alguém limpando a garganta. Ela acordou de seus pensamentos e deu de cara com Daryl Dixon parado na porta da enfermaria, olhando Carol com suspeita no olhar.
"Carol? Porque você precisa disso pra agora?"
Ela se assustou, e desastradamente, deixou tudo cair. Camisinhas e teste de gravidez espalhados nos pés de Daryl Dixon e Carol Peletier.
"Oh droga."
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Obrigada por ler
Reviews sempre são bem vindos! !
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OBRIGADAAAAAAAAAAA Leticia, Manuela, Andressa, suas lindas!
Eu acho que a Carol é esse tipo de mãe. Ok Beth não é filha dela, mas acho que se fosse com a Sophia, Carol ficaria bem brava, mas daria apoio e colocaria debaixo de sua asa.
Jody era o menino bonitinho, meio Bruno Gagliasso, que o Carl matou ¬¬ Eu ressuscitei ele.
Bem, a Beth não é a minha favorita, não é segredo, todo mundo sabe (desde a segunda temporada, não vou com cara dela). Eu acho que falta alguma coisa pra ela em TWD. Ela vai morrer sem fazer nada de relevante ¬¬ Quem sabe um namorado, alguma historia interessante envolvendo essa moça. Pra ela deixar de ser tão MEHHH! E não vejo a Beth com nenhum dos homens, nem Rick, nem Merle(argh), nem Daryl (arhhhh), nem Carl kkkkkkk. Gente, arrumem um gatinho de 20 e poucos anos pra ela. Façam um romance maneiro pra moça senhores produtores, quem sabe melhora a coisa! ~.~. Bom, chega de pegar no pé da Beth, coitada.
