Inspiração musical? ~.~ O que posso dizer? Deftones- Sextape. Alguém tira essa banda de perto! Meu português nunca foi bom, mas está terrível ultimamente, assim que possível eu vou rever esse fanfiction e melhorar algumas coisinhas!

Disclaimer- TWD não me pertence.

Entrelinhas

Parte 16

Daryl abriu os braços, esticando-se completamente sobre o colchão provisoriamente colocado no chão da pequena sala, o lugar mais privativo da prisão, a sala dos vigias no último andar da prisão. Daryl estava de bruços, completamente despido. Vagarosamente ele abriu os olhos, olhou para a direção da janela, o sol já estava alto, faixas de luz atravessavam o quarto e pequenas partículas de poeira dançavam dentro delas.

"Hm!" O caçador esfregou a mão no rosto, afastando os últimos resquícios de sono de seus olhos, e lá estava ela. Completamente nua, encostada na janela. Ainda bem que os dois estavam no último andar da construção, senão seria uma bela visão para curiosos e pervertidos de plantão.

Ela estava pensativa, como se meditasse algo profundo. Silenciosamente traçando seu dedo indicador no vidro, escrevendo na poeira seu próprio nome. "Carol"

Carol se virou ao escutar o pequeno ruído vindo da garganta de Daryl. Finalmente ele tinha acordado.

Daryl prendeu a respiração ao vê-la. Carol era realmente uma visão, algo surreal. A pele branca resplandecente com os raios de sol, que iam e vinham acompanhando os movimentos do seu corpo feminino.

A luminosidade da manhã era moldura envolta dela, e fazia com que Carol brilhasse, literalmente. O cabelo prateado, dourado, Daryl já não sabia definir, era uma cor única que só ela possuía, não podia ser imitado. Os olhos azuis, tão claros, não pareciam humanos. Ela era uma fada, uma elfa, alguma criatura mitológica que o caçador não sabia bem definir.

Daryl estava absolutamente fascinado e ao mesmo tempo apavorado. Nunca em sua vida sentiu algo assim,o peito tão leve que se respirasse mais fundo poderia flutuar do chão. Quase uma experiência narcótica.

O caçador se levantou um pouco do colchão, apoiando-se nos cotovelos.

"Mulher...Eu não sei nem o que dizer..." Ele estava sendo sincero.

Carol balançou a cabeça e sorriu. "Você não precisa dizer nada."

Ela tinha acordado fazia um tempo, lágrimas em seus olhos. Um tanto quanto apavorada pelas emoções tão poderosas, que faziam zigue-zague em seu estômago, em seu coração. O que sentir ao despertar envolvida pelo corpo nu de Daryl Dixon?

Carol precisou se afastar um pouco para organizar os pensamentos. Caminhou até a janela e observou o sol nascendo, eles tinham uma bela visão panorâmica naquele lugar, poderia ser o cantinho secreto deles, se a noticia do quartinho reservado não se espalhasse pela prisão inteira.

Ela suspirou, relembrando momentos da noite passada. Paixão, um fogo ardente, os dois quase colocaram fogo no pobre colchão. Nunca teve uma noite assim, sexo com Ed era bruto, sem carinho, sem sentimento, somente uma coisa mecânica, e varias vezes sem o consentimento , o que tornava tudo doloroso e repulsivo para Carol.

Suas experiências antes do casamento foram poucas, foram isso mesmo, experiências. Com a auto estima derrubada, Carol não sonhou em ter isso na sua vida.

Ela estava se redescobrindo e descobrindo Daryl. Tudo que ambos tinham a oferecer..O que compartilharam durante toda aquela noite foi amor... Carol teve certeza. Amor na forma mais pura, e ao mesmo tempo selvagem. Instintivo, mas ao mesmo tempo cheio de afeição.

Da janela ficou observando Daryl nu. A visão mais erótica de sua vida, de bruços naquele colchão, dormindo, roncando levemente.

O corpo dele era perfeito, uma escultura grega. Cada detalhe das costas, cada cicatriz, cada curva e músculos. E os sinais que a própria Carol havia deixado, quando enfiou suas unhas na carne dele durante o orgasmo.

Era surreal para Carol também. ...Um homem como Daryl Dixon, interessado por mim?...

A cortina, que um dia foi branca, balançava com o vento, enquanto Carol se movimentava na direção do colchão. Acordado, Daryl engoliu seco, fechou os olhos com força e abriu depois de alguns segundos.

Carol não tinha desaparecido em um piscar de olhos, ela continuava ali. Nua. Envolta somente pelos raios de sol. A cortina continuava a dançar com o vento que ficava mais forte e mais gelado, enrijecendo os mamilos de Carol. Carol sorriu, e começou a se abaixar para ajoelhar no colchão, Daryl engoliu seco. "Você é real?"

"Você é?" Carol sorriu largamente. Ela sentiu ruborizando ao perceber o olhar fixo de Daryl em seus seios, não era mais uma garota, pertenciam a uma mulher com seus quarenta e poucos anos, uma mãe, com marcas, estrias e cicatrizes, mas modéstia e constrangimento não faziam mais sentido para nenhum dos dois. Não depois da noite que tiveram. A língua de Daryl já havia percorrido cada centímetro da sua pele, cada imperfeição. E em momento algum ele demonstrou qualquer tipo de descontentamento como o que estava descobrindo por debaixo das camadas de roupa. Pelo contrario, o desejo dele só crescia, literalmente.

Daryl deitou lateralmente, dobrando o cotovelo, apoiando a cabeça na palma de sua mão. "Por que você saiu da cama?" Ele perguntou com a voz rouca. Definitivamente, o caçador precisava de um copo de água.

"Porque você me expulsou do colchão." Carol sorriu, e piscou pra ele. "Nem me importei tanto, tinha uma escultura deitada de bruços bem na minha frente. Homem, que corpo você tem..." Carol fez biquinho, assobiando, aprovando o físico de Daryl.

Ele bufou, e depois gargalhou.

"Eu? E você? Tudo que você esconde debaixo dessas roupas? Sua cintura. Esse seu quadril quase me enlouquece... Uma tatuagem! Nunca em um milhão de anos eu poderia imaginar que você tem uma tattoo quase na bunda. Que tesão." Daryl apertou os olhos, lembrando da surpresa e do prazer que sentiu, quando no meio do sexo virou Carol sobre seus joelhos e mãos para mudar de posição, e perceber o desenho que acompanhava o fim da espinha dorsal dela.

Daryl havia descoberto um segredo na pele de Carol, e se sentiu estranhamente possessivo e orgulhoso a respeito. Ninguém tinha acesso, só ele.

"Cóccix, Daryl, cóccix! Hei, é uma marca secreta. Pelo menos uma marca boa nas minhas costas, não é?" Carol passou a língua sobre os lábios, umedecendo-os .

A expressão de prazer no rosto de Daryl era contagiante. Daryl parecia não se importar negativamente com as cicatrizes que ela tinha pelas costas, pelo contrario, ele fez questão de lamber cada uma delas. Carol fez o mesmo nas costas dele, em cada cicatriz.

"E vai continuar assim, só eu tenho acesso." Imediatamente Daryl puxou Carol para deitar no colchão. Agarrando-a com força, rolando sobre ela, ajeitando seu corpo pesado e quente entre as coxas dela. Nivelando sua cabeça bem no meio dos seios de Carol. Daryl mordiscou de leve a lateral de um dos seios dela, enquanto seus dedos traçavam uma trilha pela cintura e quadril dela.

"Toda roxa." Ele disse baixinho, beijando as marcas que tinha deixado no corpo dela. Chupões e mordidas. "Bruto pra cacete. Eu não te machuquei não é?" O caçador se preocupou, a última coisa que queria era ser rude com Carol, mas as vezes era difícil controlar os impulsos.

"Não! Esses roxos eu faço é questão de ter, mas só você pode, ok?" Percebendo o olhar preocupado dele, Carol segurou o rosto de Daryl com as duas mãos.

"Vem cá" Daryl beijou Carol com muita vontade, invadindo a boca dela com sua língua. Os dois precisavam se controlar antes que a coisa fugisse do controle novamente. Ambos perceberam que não seriam amantes delicados. Os dois se afastaram, sem fôlego.

"Daryl!" Carol foi obrigada a fechar os olhos, tremendo com as sensações, todo seu sistema nervoso em alerta.

Uma noite inteira de amor não foi suficiente, Carol já estava pronta novamente. Ela passou os dedos no cabelo dele, agarrando o couro cabeludo, fazendo com que ele olhasse para seus olhos. "Eu estou tão apaixonada por você." Carol confessou, ainda sem ar.

Daryl sorriu legitimamente, e posicionou seu corpo para beijá-la na boca novamente. Um beijo quente e saboroso, como se estivesse se deliciando de sua fruta predileta. "Carol, eu não tenho a menor ideia do que fazer daqui pra frente"

"Do que você está falando? Você provou que sabe fazer tudo direitinho, varias e varias e varias vezes." Ela riu, enlaçando suas coxas no quadril dele, sentindo que Daryl já estava disposto. "E já está pronto pra fazer de novo!" Ela riu.

"Não é disso que eu tô falando. Tô falando da gente. Disso que tá rolando..." Daryl se afastou um pouco, fazendo sinal com a mão, que estava falando sobre Carol e Daryl, como casal.

"Daryl, nada vai mudar! Nós vamos continuar sendo os mesmos, fazendo as mesmas coisas. Só que agora a gente vai se beijar, se abraçar, fazer amor quando der, sexo quando não der tempo..." Ela riu. Carol estava tão feliz. Leve, não fazia esforço para abrir o sorriso, na verdade, estava difícil esconder o sorriso.

"Por mim a gente não fazia mais nada, ficava só aqui nesse colchão..." Daryl afundou o rosto no vale entre o ombro e pescoço dela, passando a língua, antes de chupar com força e deixar uma marca roxa ali. "Mas eu não sei porra nenhuma sobre romance."

"Daryl...hum" Carol gemeu e tremeu embaixo dele. Ela estava derretendo, presa naquele abraço delicioso. "Eu não quero romance! Quando eu e Ed começamos ele era o cara mais romântico do mundo, e olha como terminou...Eu só quero você do meu lado, como sempre, você não precisa mudar nada. Só me apoiar, e vice-versa."

Daryl fez cara feia quando Ed foi mencionado. Ele não queria que esse nome fosse pronunciado pela boca de Carol nunca mais.

"Tem uma coisa que eu quero que mude." Daryl mordeu o lóbulo da orelha dela e continuou baixinho, só pra ela escutar.

"Daqui pra frente, quando você se apresentar à alguém, quero que diga. 'Meu nome é Carol Dixon...'" Com os olhos azuis índigos fixados nos azuis acinzentados dela, Daryl parecia resoluto.

"O que?" Carol paralisou, seus olhos azuis enormes de surpresa, por essa ela não esperava. "Daryl?"

"Sim, eu quero! Se estiver tudo bem pra você..." Ele fez uma pausa ao perceber o peso do que realmente estava dizendo, mas continuou. Daryl desejava aquilo, e depois da noite que os dois tiveram, seria inevitável.

"Falando sério, Carol Peletier não existe mais, já faz um tempo. E eu prefiro Carol Dixon. Acho que até o Merle viu isso vindo. Meu irmão percebeu que tinha algo especial em você Carol. Ele percebeu que tinha algo forte entre nós dois... Eu já perdi gente demais, não quero mais perder ninguém ...Você principalmente... Eu não sei o tempo que a gente tem...Mas quero que você seja minha parceira até o fim."

"Oh...Daryl..Sim, é claro!" Lágrimas escorreram dos olhos de Carol, eles não era um casal convencional, não precisavam de estardalhaço, papeis, ou bênçãos. A união deles se deu ali, naquele momento. "Meu Boo!Vem cá!"

"Meu o que? Cada apelido que você inventa." Daryl gargalhou e foi atacado por um golpe de Carol, dezenas de cócegas. Rindo ainda mais alto, com dois adolescentes, rindo e rolando pelo pequeno colchão. Uma felicidade que ele nunca pensou que sentiria em sua vida. "Senhor e senhora Dixon! Gosto como isso soa."

"Eu também Daryl, eu também..." E Carol se entregou novamente.

~8~8~8~8~

Obrigada por ler, reviews são sempre bem vindos. Foi bem curtinho e bobo ne? Não tive muito tempo para escrever ~.~ e o próximo a coisa vai ficar bem tensa na prisão, adeus prisão!

Err...tipo, eu casei os dois!

LOL!

E cada dia eu tenho mais certeza que CARYL vai acontecer na serie. Dá até medo, porque a gente vai ficar feliz no começo e se esbugalhar de chorar no fim. Oh shit! Bem, pelo menos no meu fanfic tudo ta caminhando para um happy ending. *o*

Obrigada meninas pelos reviews. Andressa, Letícia, Manu!DIVAS!