Everything But You

Sumário: Nathan não entendia o porquê de seus pais não estarem mais juntos. Jensen sabia muito bem, e também carregava consigo a certeza de que os fantasmas do passado não poderiam ser esquecidos tão cedo. PADACKLES. AU.

Beta: Minha querida prima Stefany! Ela faz o favor de revisar o texto e ainda rir de mim quando eu erro. :D

Disclaimer: Não, nem Jared, nem Jensen e nem Supernatural me pertencem na verdade. Somente Nathan.

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Capítulo 1: Um Dia Na Praia

Nathan Padalecki se esgueirou pelo corredor do espaçoso apartamento e deu uma risada baixa, imaginando que horas seriam. Olhou para o relógio da parede, mas isso não ajudou muito, em vista de que os números e as posições dos ponteiros não faziam tanto sentido assim ainda. De qualquer maneira, ele sabia que era cedo, porque há pouco tempo havia olhado pela janela e o sol mal havia nascido.

Estava acordado a um tempão, contando os segundos para ir até o quarto ao lado e acabar logo com aquela ansiedade que o estava corroendo desde a semana anterior, quando ficou sabendo da noticia de onde iriam passar o dia de sábado.

Abriu a porta com todo o cuidado e entrou no quarto escuro, pisando o mais cuidadosamente que podia e com a mão direita tapando a boca para evitar que o som de seu riso ecoasse no ambiente e estragasse o que iria fazer. Queria muito começar logo o dia, mas para isso, dependia plenamente que aquela pessoa estivesse acordada.

- Paaaaaiiiii!!!!!!!!!

Sem aviso prévio, começou a pular na cama feito um louco. Seus pezinhos o impulsionavam para cima enquanto ele continuava gritando a plenos pulmões, observando o adulto se revirar parecendo confuso com o barulho que agora lhe invadia os ouvidos.

- Acorda, pai! Vamos! Vamos, levante, não seja preguiçoso! – Nathan puxou o braço do outro e riu ao ver que ele soltou um grunhido engraçado. – Anda, está na hora! Você prometeu!

O menino estava radiante. Continuava puxando seu pai animadamente, até que notou que ele estava acordado.

- Até que enfim!

Nathan se jogou sobre ele e lhe deu um grande beijo no rosto, fazendo seu pai sorrir abertamente, mesmo que ainda bastante abatido pelo sono e com vontade de continuar dormindo. Mas nunca poderia continuar dormindo e ignorar aquele, que era o melhor jeito de despertar que conhecia.

- Você se esqueceu que hoje vamos à praia? – Nathan perguntou, agora abraçado e deitado ao lado de seu pai.

- Claro que não, seu tampinha. Mas ainda são cinco e meia, você acha que a essa hora já estão vendendo sorvetes por lá?

- Não importa, pai, por favor… vamos! Vamos logo!

O pai riu e passou as mãos pelos cabelos loiros, achando que seu filho era realmente a pessoa mais engraçada e empolgada que já havia conhecido.

- Nós vamos sim, Nate, mas primeiro precisamos tomar café e arrumar tudo que vamos levar… não dá pra ir à praia agora porque ainda é muito cedo, não tem sol ainda, filho! – Ele riu e seu menino sentou-se, lhe lançando um olhar sério.

- Pois eu já fiz o seu café.

- Ah, fez, é? – O loiro sentou-se também e tentou ficar sério, olhando para o rosto de seu filho.

- É… eu coloquei a água… depois o café… tudo na cafeteira! E fechei… e apertei o botãozinho vermelho também! Eu só não coloquei açúcar, ta bem? Mas as panquecas quem vai fazer é você!

- Certo, certo, eu faço as panquecas! Mas aposto que seu café vai ser o melhor que já tomei na minha vida. Vamos só esperar mais um pouquinho aqui, ok?

E puxou o menino para que se deitassem de novo, ambos em silencio dessa vez. E acabaram adormecendo juntos, o que deu ao mais velho uma chance de descansar um pouco mais antes da pequena viagem até a praia.

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Jensen Ackles se achava definitivamente o cara mais sortudo do mundo inteiro em poder conviver com aquela pessoa especial que era seu filho Nathan. O menino era incrível. Tinha cinco anos, mas era esperto como ninguém, e extremamente bem humorado e gentil. Seus cabelos eram castanhos, que contrastavam bem com seus olhos esverdeados. Quando ele sorria, seu rosto todo se iluminava e lhe apareciam covinhas nas bochechas que lhe faziam ser ainda mais bonito e mais carismático do que qualquer um. Características essas, que Jensen sabia exatamente de quem se originavam.

Nathan era muito falante, e muito brincalhão. Adorava conversar com as pessoas, mesmo com quem não conhecia e em cada gesto do menino, Jensen enxergava seu passado e sentia uma ponta de nostalgia.

- Estão boas as panquecas? – Jensen perguntou com a boca cheia, apontando para o filho com o garfo.

- Se papai estivesse aqui, iria te dar uma bronca por estar falando com a boca cheia. – Nathan sacudiu a cabeça em reprovação. – Mas estão boas sim. As suas panquecas são as melhores!

- Valeu pelo elogio. – Jensen sorriu, ainda com a boca cheia.

- Acha que papai iria gostar de ir à praia com a gente hoje? Ele sempre gostou de fazer coisas diferentes nos sábados…

Jensen suspirou e tentou dar um sorriso, mas não foi muito convincente. Nathan falava nele todos os dias, o que tornava tudo mais difícil. Ele achava que um dia, simplesmente assim, o pai pudesse adentrar pela porta do apartamento e tudo naquele lugar voltaria a ser como era há um ano e meio atrás. Mas as coisas não eram assim, e Jensen sabia disso.

- Acho que ele iria gostar sim, Nate. – Jensen assentiu. – Aposto que iria te ensinar a nadar e pegar ondas.

- Sim! Isso seria divertido. Não entendo porque ele não fica mais com a gente…

- Nathan, já conversamos sobre isso centenas de vezes…

- É, mas eu continuo sem entender nada! – o menino arregalou os olhos e parou de comer. – Já faz muito tempo que não vejo o papai, seria legal se ele resolvesse dar uma passada aqui… ou então se você ligasse pra ele e pedisse pra vir aqui.

- Seu pai mudou o número do telefone, como espera que eu ligue pra ele?

- Ah…

Nathan voltou a comer, mas agora as suas covinhas não eram mais visíveis. Revirou suas panquecas e fez hora para terminar; sempre que Jared Padalecki entrava no assunto, o menino perdia a alegria que emanava de si. Talvez sua cabecinha ainda não pudesse compreender o que havia se passado naquela casa que fez seu outro pai ir embora tão repentinamente, sem nem mesmo dizer um adeus propriamente dito.

- Pai…

- Que é? – Jensen perguntou enquanto se levantava da mesa.

- Acha que ele não ama mais a gente?

Jensen parou no caminho e pareceu pensar por um pouco. Era uma pergunta complicada. Não sabia mesmo se Jared havia perdido a capacidade de amá-los em meio à confusão que virou sua vida antes que se separassem.

- Claro que ele te ama, cara. Que tipo de pergunta é essa, hein? – Jensen deu um meio sorriso. – Você é a coisa mais importante da vida dele, nunca se esqueça disso.

- Eu preferia muito mais quando ele estava aqui então. – O menino disse com uma ponta de tristeza. – Se ele gosta tanto de mim, devia me procurar.

- Tudo ao seu tempo, garoto. As coisas sempre podem melhorar…

Jensen voltou ao seu caminho para a pia e, enquanto lavava a pouca louça que havia ali, pensava se aquela pergunta de seu filho era verdadeira. Jared foi egoísta ao ir embora daquele jeito. Egoísta e infantil. Mas a vida era dele afinal de contas, e Jensen nunca poderia tê-lo obrigado a agir de modo que não quisesse.

- Se você demorar muito para comer, não vai dar tempo de irmos à praia, sabia? – Jensen falou agora com um sorriso. – Está fazendo um baita sol lá fora e muito calor. Acho melhor você colocar a sua mochila aquela bola de futebol pra nós jogarmos na areia, o que me diz, hein?

- Ah, legal! – Nathan sorriu outra vez, momentaneamente se esquecendo de Jared. – E podemos jogar na água também?!

- Claro, desde que você não acerte a cabeça de ninguém, está tudo ótimo. Termine logo isso e vá arrumar suas coisas, garotão. Eu já estou pronto, só esperando você agora!

Nathan não precisava de mais motivos para comer rápido e ir pegar a mochilinha que havia preparado com tudo o que precisaria na praia para um dia inteiro de diversão com seu pai: baldinhos, pazinhas de areia, arminhas de água e agora a bola de futebol. Seu pai se encarregaria de levar toalhas, protetor solar e o que mais fosse necessário, como água e alguns sanduíches por exemplo. O dia prometia ser incrível, isso era verdade, mas por mais que tentasse, o pequeno Nathan não podia deixar de pensar que Jared iria se divertir tanto junto com eles agora… iriam fazer várias coisas juntos, brincar, conversar, caminhar na praia, lanchar… O menino amava Jensen da mesma forma que Jared, mas precisava tanto que os dois estivessem com ele outra vez! Sua cabecinha não conseguia processar os fatos que ocorreram, coisas que ele não entendia, coisas que Jensen não lhe contava talvez para lhe proteger. Nathan sabia que não era o único que ficava triste pela falta de Jared, pois várias vezes havia visto Jensen chorar enquanto não havia ninguém por perto.

- Nate?! – Jensen o chamou, terminando de colocar alguns sanduíches na bolsa. – O sol vai sumir e nós ainda não vamos ter saído daqui, campeão!

- Eu já estou aqui, já cheguei! – O menino entrou na sala correndo o mais que podia. Sua mochila estava estufada de tantos brinquedos.

- Vai precisar de tudo isso? – O loiro lhe perguntou com um sorriso doce.

- Sim! Eu e você vamos precisar disso tudo, porque vamos brincar muito hoje!

- Ok, se você diz, eu concordo.

Jensen riu e pegou Nathan no colo, aproveitando para lhe fazer cócegas e arrancar risadas do pequeno só para ver aquelas covinhas que lhe faziam tanto se lembrar de Jared.

**************

Nathan olhava para as ondas com um pouco de receio.

Já havia estado na praia antes, mas era pequeno demais pra se lembrar. Devia ser um bebê na época, então era natural que estivesse com um pouco de medo. Jensen colocou uma mão no ombro dele e disse:

- Bonito, não é?

- Dá mesmo pra entrar aí? – Ele perguntou apontando para a água. As ondas nem eram tão grandes assim naquela praia, mas mesmo assim.

- Claro que dá. – Jensen riu. – Não podemos ir muito para o fundo, mas mesmo assim. Vamos molhar os pés?

O menino olhou para as ondas com um pouco de receio, mas quando olhou para Jensen, sabia que ele nunca deixaria nada de ruim lhe acontecer. Ele era seu pai, afinal, e os pais cuidavam dos filhos com a própria vida.

- Tudo bem… mas você não pode soltar a minha mão. – Nathan disse, apontando o dedinho indicador para Jensen.

- Não vou soltar, seu bobão! – O mais velho riu e apertou o nariz do pequeno. – Vamos lá. Depois você pode brincar na areia…

Caminharam de mãos dadas, e Nathan não pode evitar em ficar receoso quando a água gelada lhe tocou os pezinhos. Ele se arrepiou e se encolheu para perto de Jensen, que somente o encorajou a continuar andando, porque a água era fria no inicio, mas logo ficaria boa e ele não iria querer sair dali nem por um segundo.

Nathan assentiu e Jensen segurou sua mão com mais firmeza, até que a água estivesse nos joelhos do menino.

- Quando as ondas vierem, é só você pular, entendeu? – Jensen orientou com uma voz suave. – É divertido, você quer tentar?

Ele concordou com a cabeça e se preparou. O medo ainda estava ali, mas assim que experimentou pular as primeiras ondas que foram chegando, Nathan começou a rir, porque era verdade o que seu pai lhe dissera: era mesmo divertido, e a água não estava tão gelada agora.

Não demorou muito para que Nathan estivesse totalmente à vontade na água e Jensen pôde voltar ao seu lugar perto da beira, sentado observando seu menino brincar nas águas rasas. Havia lhe dito para observar que o nível da água não ultrapassasse seus joelhos, e que qualquer coisa que precisasse, era só chamar e Jensen estaria ali em um segundo para ajudar com o que quer que fosse.

Jensen suspirou.

Se lembrava bem da última vez que estivera ali, há quase três anos atrás, quando Nathan havia acabado de completar dois anos. Jared havia insistido tanto para que tirassem uma folga e fossem curtir um sábado em família…

Flashback

O loiro tirou os óculos que estava usando, e colocou-os em cima da mesa, perto dos papéis que estava analisando cautelosamente nas ultimas três horas. Ergueu finalmente os olhos para Jared e suspirou, sorrindo de lado para ele.

- Jensen, por favor…

- Jay, amanhã eu precisava tirar o dia pra rever alguns processos de nossos clientes. Você sabe que é importante, e deveria me ajudar também…

- Eu acho que importante é você se lembrar que amanhã é sábado e eu queria fazer algo diferente com você e o Nate. – Jared sentou-se ao lado dele na mesa da cozinha. – Nós podemos trabalhar nisso amanhã à noite, prometo, Jen, mas vamos à praia amanha…

- Você às vezes é pior que uma criança, sabia? – Jensen sorriu e sacudiu a cabeça. Jared sabia que havia ganhado. – Mas não adianta arrumar nada pro sábado à noite, pois vamos ter muito trabalho a fazer, ouviu bem?

- Sem problemas, eu topo!

Jared riu e tocou a mão do loiro, em seguida lhe fazendo um carinho antes de olhar nos olhos dele.

- Dá pra ficar mais perfeita a nossa vida, Jen? Eu, você, o Nathan… era tudo que eu sempre sonhei.

Jensen sorriu para ele e capturou seus lábios num beijo tão terno e suave… todos os seus sentimentos para com o outro estavam expostos ali, e não havia como negar que Jared era o homem que amava com toda força de seu coração desde o primeiro dia que se conheceram. O moreno correspondeu ao beijo da mesma forma e em seguida deu um pequeno sorriso.

- E sabe o que eu mais gosto em você, Jen?

- Hum?

- Que você não resiste quando eu te peço alguma coisa, e sempre acaba cedendo. – Falou rindo, e se afastou do loiro devagar.

- Ah, que romântico, Jay!

Os dois riram, e animadamente começaram a combinar o passeio para a praia do dia seguinte. Seria um dia e tanto, Jared mal podia esperar.

Fim do Flashback

- Pai! Olha só o que eu achei!

Jensen se esticou na cadeira e foi conferir o que seu pequeno havia encontrado. Nathan estava coberto de areia, ainda todo molhado pelo tempo brincando na água e com os cabelos castanhos caindo nos olhos. Jensen sorriu e colocou os cabelos do menino para trás, vendo que os olhos dele já estavam vermelhos de tanto ele ficar no mar.

Nathan carregava nas mãos várias conchinhas brancas, algumas rosas, e eram todas muito bonitas.

- Não são lindas, pai?!

- São sim! Onde encontrou?

- Eu fui cavando bem fundo, e daí eu encontrei várias delas! Acha que eu posso levar para casa? Gostei tanto delas…

- Claro que pode. – Jensen lhe deu um sorriso. – Vai ser um bom jeito de lembrar do nosso dia na praia, não acha? Coloque-as no seu baldinho e em casa a gente pode lavá-las.

- Nós já vamos ter que ir embora? – O menino perguntou com uma ponta de tristeza na voz.

- Não, ainda não. Acho que você pode aproveitar mais um bocado… aliás, nós nem jogamos bola ainda, não é mesmo?

- Tem razão! – Nathan gritou animado e foi correndo pegar a bola que estava perto dos pés de Jensen. – Vamos jogar na água, pai?! Por favor…

E como Jensen poderia dizer não a qualquer coisa que aquele menininho pudesse lhe pedir?

- Não acha que já ficou tempo demais dentro da água, hein? Daqui a pouco você vai virar um peixinho!

- Ah, que nada! – Nathan riu. – Vem logo, seu preguiçoso!

Jensen se deixou levar por ele, sendo arrastado diretamente para a beira da água, seu menino tão animado e contente, que não seria capaz de destruir toda aquela tristeza absolutamente por nada nesse mundo, muito menos naquele dia.

**************

Colocando a mochila nas costas, ele desceu do ônibus em que estava e olhou em volta sentindo-se ligeiramente estranho. Um misto de sentimentos começava a se acomodar em seu peito: dúvidas, medo, saudades, vergonha… Ainda não havia parado pra pensar se estava agindo certo em estar ali outra vez, porque afinal de contas, se tivesse se dado o tempo para pensar, provavelmente nunca teria regressado.

As ruas estavam do mesmo jeito. Parecia que o tempo havia parado.

Mas ele sabia que as coisas não eram bem assim, sabia que as coisas provavelmente nunca mais voltariam a ser as mesmas, ele nunca mais seria o mesmo que era antes. Há muito tempo atrás não sorria, não sentia ânimo de fazer nada. Sua vida esteve por um fio tantas vezes as quais ele não podia nem ao menos contar. Quantas e quantas vezes achou que o melhor seria acabar com o sofrimento por si só?

Não conseguia mais ser racional. As coisas estavam tão embaralhadas em sua mente agora, tão confusas como talvez nunca antes. Caminhou em meio às pessoas sem prestar realmente atenção a onde estava indo, deixando que sua mente vagasse de encontro a quem realmente importava. Sabia que não era a hora, talvez nunca fosse. Sabia que as conseqüências de tudo o que houve estariam presentes nele como uma mancha eterna e talvez não houvesse nada que ele pudesse fazer para reverter a situação.

A dor nunca iria passar.

Independente disso, ele estava ali agora, e ao menos parte de tudo aquilo queria resgatar, queria tentar seguir seu caminho e sabia que por mais que tentasse fugir, teria de ser ali e agora.

Enquanto andava, agora em busca de um hotel, procurava manter seus pensamentos longe de qualquer coisa que o pudesse fazer se sentir pior no momento. Passou a mão direita pelos cabelos castanhos e fixou seus belos olhos no caminho que estava seguindo.

Não havia um sorriso em seu rosto há muito tempo.

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Jensen deu um suspiro de alívio quando conseguiu sair do quarto de Nathan, mais à noite. O dia na praia havia sido divertido e cansativo para o pequeno, e ele não agüentou muito tempo acordado desde que chegaram em casa.

Sendo assim, ele seguiu para o quarto e ligou a televisão para tentar distrair sua mente. Aquele era um dia especial, um dia em que era impossível esquecer-se de Jared: era aniversário dele. Por mais que Jensen tentasse não se lembrar, sabia que não conseguiria.

Se pegou olhando um dos álbuns que estava escondido no fundo do guarda roupas, folheando-o e observando as fotos com tanta atenção… seus olhos começaram a ficar marejados e em pouco tempo, ele já estava chorando rodeado de tantas lembranças, tantos dias… uma vida. Não havia nada que pudesse fazer para impedi-lo ou mudar sua cabeça, o que estava feito estava feito, e agora tudo o que sobrava era a dor que o tempo não estava fazendo o favor de curar. A mágoa ainda estava ali, era impossível também esquecer essa parte. Tantas coisas aconteceram… nunca poderia apagar de sua vida a dor que sentiu e que se propagava até hoje.

Será que ele não pensou em Nathan? Não pensou em suas atitudes? Pelo visto estava tão cego que não imaginou que seus erros afetariam os três completamente.

Fechou o álbum após algum tempo e enxugou os olhos. Não queria mais sentir dor.

Continua....

Everything But You – Brian McFadden

Since you left
things have changed
i got all the things
i said would come my way
i got paid got accolades
now you barely recognise the life i've made

i thought you wanted what i wanted
you left me
left me wanting you

now i've got nothing
i've got nothing
if i've got everything but you
we had something that i've been missing
since i've got everything
everything but you
everything
everything but you

you know i got so much
but nothing's worth enough
to put a price on us

i thought you wanted what i wanted
you left me
left me wanting you

you know i got so much
nothing's worth ernough
to put a price on us

N/A: Ah, Pronto, esta aí, não resisti e postei o primeiro capitulo dessa historia, k k k! Bem, o nome da fic eu coloquei inspirada na música Everything But You, do Brian McFadden, um dos meus cantores favoritos, que é um ex-Westlife. Achei que tinha a ver com a história e uni o útil ao agradável! O Nathan é muito especial pra mim, e seu nome foi escolhido em homenagem ao meu personagem favorito de One Tree Hill, série que amo de paixão! Espero que este primeiro capítulo não tenha ficado tão ruim assim, :D! Deixe sua opinião e eu ficarei muito contente! Um grande beijo e até o próximo!